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Tag: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud)


20:45 · 25.07.2017 / atualizado às 20:50 · 25.07.2017 por
173 iniciativas receberão certificado e irão compor o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação BB, como o Sistema Integrado do Algodão Consorciado em bases agroecológicas, da Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá Foto: Eduardo Queiroz / Agência Diário

Saiu o resultado da primeira fase de classificação para o Prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil. Das 735 iniciativas inscritas, 173 foram consideradas aptas a receber a certificação no ano de 2017.

Esta é a nona edição da premiação, que tem o objetivo de levantar projetos sustentáveis que possam ser reaplicados em diversas comunidades.

A triagem foi realizada por uma comissão composta pela equipe técnica da Fundação BB, que obedeceu aos critérios do regulamento para chegar às propostas selecionadas. Dentre os requisitos solicitados estavam:

  • Tempo de atividade
  • Evidências de transformação social
  • Sistematização da tecnologia, a ponto de tornar possível sua reaplicação em outras comunidades
  • Respeito aos valores de protagonismo social
  • Respeito cultural
  • Cuidado ambiental
  • Solidariedade econômica

As propostas inscritas foram classificadas em seis categorias nacionais, das quais foram validadas:

  • 15 em Agroecologia
  • 27 em Água e/ou Meio Ambiente
  • 11 em Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital
  • 40 em Economia Solidária
  • 52 em Educação
  • 16 em Saúde e Bem Estar

Na categoria internacional foram classificadas 12 propostas.

Com a certificação, as tecnologias passam a compor o Banco de Tecnologia Social (BTS) da Fundação BB, que agora conta com 995 iniciativas aptas para reaplicação.

O BTS é uma base de dados online, que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras.

Neste banco, todas as tecnologias sociais podem ser consultadas por tema, entidade executora, público-alvo, região, UF, dentre outros parâmetros de pesquisa.

Para consultar o banco basta acessar o endereço eletrônico: tecnologiasocial.fbb.org.br. Também é possível consultar este banco de dados por meio do aplicativo de celular “Banco de Tecnologias Sociais”, disponível para aparelhos Android e IOS.

Para o presidente da Fundação Banco do Brasil, Asclepius Soares, a certificação de um projeto com o selo “Certificada Fundação BB” garante mais visibilidade para a iniciativa, além de fortalecer o conceito para sua reaplicação em outras localidades do País.

“Nosso objetivo é melhorar a vida das pessoas por meio do reconhecimento e da reaplicação de tecnologias sociais que já deram certo em diversas localidades. Aproximamos a sabedoria popular ao conhecimento técnico para proporcionar o desenvolvimento social em escala”, explicou.

A próxima etapa do Prêmio está prevista para o dia 1º de agosto, com a divulgação dos projetos finalistas. Já as propostas vencedoras serão anunciadas na cerimônia de premiação, em novembro.

Neste ano, a Fundação BB irá premiar com R$ 50 mil cada uma das seis iniciativas vencedoras nas categorias nacionais, além da entrega de um troféu e a produção de um vídeo retratando as iniciativas das 21 instituições finalistas nacionais e das três finalistas internacionais.

Esta edição tem a cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Categoria Internacional

Pela primeira vez, a Fundação BB abriu inscrições para iniciativas dos países da América Latina e do Caribe. Elas concorrem na premiação internacional. Deste grupo, 12 receberão a certificação. As tecnologias sociais desta categoria também irão compor o BTS após tradução dos projetos para o Português.

Consulte as tecnologias certificadas. Mais informações sobre essas soluções podem ser encontradas no Banco de Tecnologias Sociais > Pesquisa Tecnologias > Ano do Prêmio > 2017

Confira o regulamento do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social: www.fbb.org.br/premio

Fonte: Fundação BB

13:57 · 29.03.2017 / atualizado às 14:12 · 29.03.2017 por
Entidades sem fins lucrativos de todo o Brasil, da América Latina e Caribe podem inscrever iniciativas até 31 de maio Foto: Maristela Crispim

Iniciativas capazes de gerar soluções para desafios sociais podem se inscrever na 9ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017, até 31 de maio. A participação é aberta a instituições sem fins lucrativos, como fundações, organizações da sociedade civil, instituições de ensino e pesquisa, legalmente constituídas no Brasil, de direito público ou privado, e que tenham sua iniciativa desenvolvida no País.

Nesta edição, o Prêmio terá seis categorias nacionais:

– Água e Meio Ambiente
– Agroecologia
– Economia Solidária
– Educação
– Saúde e Bem-Estar
– Cidades Sustentáveis e Inovação Digital

O primeiro lugar de cada uma das categorias será premiado com R$ 50 mil e as 18 instituições finalistas vão receber troféu e vídeo retratando sua iniciativa. Além disso, as tecnologias sociais que promovem o protagonismo e o empoderamento feminino vão receber um bônus de 5% na pontuação total obtida.

A novidade deste ano é a categoria internacional “Água e Meio Ambiente, Agroecologia ou Cidades Sustentáveis”, destinada a iniciativas realizadas em um ou mais países da América Latina e do Caribe, e que possam ser reaplicadas no Brasil. Serão três finalistas. A vencedora será conhecida na premiação, em novembro. Todas as categorias são relacionadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Realizado a cada dois anos, o Prêmio é considerado um dos principais do terceiro setor no País. Neste ano, o concurso tem a cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Representantes das experiências finalistas participarão também do Fórum Internacional de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), em novembro deste ano, que contará com a presença de especialistas no tema. Entidades de tecnologias certificadas, integrantes do Banco de Tecnologias Sociais (BTS), também serão convidadas. O objetivo do encontro é debater o conceito de tecnologia social como instrumento do desenvolvimento sustentável.

Para serem certificadas, as iniciativas precisam ser reconhecidas como soluções capazes de causar impacto positivo e efetivo na vida das pessoas, já implementadas em âmbito local, regional ou nacional e passíveis de serem reaplicadas.

As metodologias certificadas passam a integrar o BTS da Fundação BB, que tem 850 iniciativas. O banco é uma base de dados online que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras.

No acervo, as experiências desenvolvidas por instituições de todo o País podem ser consultadas por tema, entidade executora, público-alvo, região, dentre outros parâmetros de pesquisa. O conteúdo está disponível também nas versões em inglês, francês e espanhol e pode ser consultado no celular, pelos sistemas operacionais iOS e Android.

Os resultados de cada etapa do Prêmio serão divulgados no site da Fundação Banco do Brasil e no BTS.

A leitura do regulamento e o procedimento de inscrição podem ser feitos no site do Prêmio

21:13 · 16.09.2016 / atualizado às 21:37 · 16.09.2016 por

ozonemaximagerelease

O secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Everton Lucero, lançou, nesta sexta-feira (16), a segunda fase do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), substâncias que contribuem para o aumento do buraco na camada de ozônio.   A meta é reduzir em 51,6%, até 2021, o uso pela indústria dessas substâncias químicas. Com isso, será protegida a camada de gás que protege o planeta dos raios ultravioletas.

Pelo Protocolo de Montreal, acordo internacional para preservação da camada de ozônio, os países em desenvolvimento se comprometem a reduzir o consumo da substância em 39,3 %. “A meta brasileira é ambiciosa e esperamos repetir o sucesso alcançado na primeira fase, que reduziu em 22%, enquanto o previsto era 16,6%”, avaliou Lucero.

Nos próximos cinco anos, serão investidos cerca de 35 milhões de dólares, em recursos doados pela Agência de Cooperação Alemã (GIZ) para a substituição de processos industriais que utilizam os HCFCs e para a capacitação do setor de serviços em refrigeração e produção de espumas.

O lançamento foi feito em cerimônia no Ministério do Meio Ambiente (MMA), no Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). O secretário ressaltou que a experiência do PBH brasileiro é reconhecida internacionalmente. “Esperamos seguir o exemplo em outros acordos internacionais, como o de redução dos gases de efeito estufa (Acordo de Paris)”, afirmou.

Substituição

O HCFCs (hidroclorofluorcarbonos) substituíram os CFC (clorofluorcarbonos), banidos desde a década de 1980 nos aparelhos de refrigeração e ar-condicionados e nos processos de expansão da espuma de estofados. Agora é preciso substituí-los porque, embora menos nocivos à camada de ozônio, agravam o efeito estufa, responsável pelo aquecimento global.

O efeito colateral exige que se busque sua redução gradativa, a um nível máximo de 15% do consumo atual. A medida requer mudanças no Protocolo de Montreal.  Em outubro, na próxima reunião das partes do acordo, em Kigali (Ruanda), será proposto um adendo para ampliar os esforços mundiais nesse sentido.

Prêmio 

O MMA premiou 28 empresas que aderiram, com sucesso, ao PBH. A placa comemorativa foi entregue às corporações como reconhecimento ao esforço na mudança de seus processos industriais, eliminando o HCFC. “O êxito do PBH não seria possível sem o engajamento da sociedade e do setor produtivo”, ressaltou Lucero.

A agência implementadora do PBH no Brasil é o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).  O PBH conta ainda como a parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) na capacitação dos profissionais que lidam com a utilização dos HCFCs.

Fonte: MMA

10:40 · 28.04.2014 / atualizado às 10:40 · 28.04.2014 por
A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

Em agosto de 2003, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva instituiu, por meio de decreto não numerado, 28 de abril como o Dia Nacional da Caatinga, em homenagem ao primeiro ecólogo do Nordeste brasileiro e pioneiro em estudos da caatinga, o professor João Vasconcelos Sobrinho, nascido em 28 de abril de 1908. O objetivo é fazer o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e outras instituições, governamentais ou não, promoverem campanhas de valorização e conservação deste importante bioma do nosso País.

A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do Planeta. Seu nome – do Tupi, “mata branca” – decorre da paisagem esbranquiçada apresentada pela vegetação durante o período de estiagem, quando a maioria das plantas perde as folhas e os troncos tornam-se esbranquiçados.

O bioma ocupa aproximadamente 850.000 km², cerca de 10% do território nacional, englobando de forma contínua parte dos Estados da Paraíba, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia (região Nordeste do Brasil) e parte do norte de Minas Gerais (região Sudeste do Brasil).

Infelizmente é o mais fragilizado dos biomas brasileiros. O uso insustentável do solo e recursos naturais ao longo de centenas de anos de ocupação fazem com que a Caatinga esteja bastante degradada. Entretanto, as poucas pesquisas existentes revelam a sua riqueza em termos de biodiversidade e particularidades.

Paisagem

Do ponto de vista da vegetação, a Caatinga é classificada como savana estépica. Entretanto, a paisagem é bastante diversa, com regiões distintas, cujas diferenças se devem à pluviometria, fertilidade e tipos de solo e relevo. Uma primeira divisão é entre o Agreste e o Sertão. O Agreste é uma faixa de transição entre o interior seco e a Mata Atlântica, característica da Zona da Mata. Já o Sertão apresenta vegetação mais rústica. Estas regiões são usualmente conhecidas como Seridó, Curimataú, Caatinga e Carrasco.

Segundo esta distinção, a Caatinga Seridó é uma transição entre Campo e a Caatinga Arbórea. Cariri é o nome da Caatinga com vegetação menos rústica. Já o Carrasco corresponde a uma Savana muito densa, seca, que ocorre em topo de chapadas, caracterizada pelo predomínio de plantas caducifólias lenhosas, arbustivas, muito ramificadas e densamente emaranhadas por trepadeiras. Ocorre sobretudo na Bacia do Meio Norte e Chapada do Araripe.

Ceará

A solenidade de entrega do Prêmio Ambientalista Joaquim Feitosa para a Fundação Araripe será realizada a partir das 14 horas, no Palácio Iracema, em Fortaleza, quando, em parceria com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), serão lançadas publicações resultantes do Projeto de Conservação e Gestão Sustentável do Bioma Caatinga nos Estados da Bahia e do Ceará (Mata Branca).

A escolha foi feita pelo Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga, presidido pelo Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam). a Fundação Araripe foi escolhida por demonstrar experiência comprovada focada na conservação, recuperação e desenvolvimento de atividades que contribuem sobremaneira para o fortalecimento das Políticas Florestais, da Biodiversidade e de Educação e Extensão Ambiental.

Fundação Araripe fica noCrato (CE), no centro de um espaço do Nordeste que inclui territórios do Ceará (Cariri), Pernambuco Ocidental (entre outros espaços, o Polo Gesseiro) e o Piauí (ao Leste de Picos), com uma população de mais de 1.5 milhões de habitantes, distribuídos em mais de 100 municípios, desde o ano 2000.

Procura contribuir para uma gestão mais eficaz dos recursos humanos e materiais disponíveis, abrindo frentes de trabalho e participando da luta pelo desenvolvimento sustentável. A estratégia da Fundação Araripe, para avançar na direção desejada, é dialogar com os atores regionais para o estabelecimento de agendas em termos de medidas concretas que permitam o desenvolvimento da educação e da saúde, da pesquisa, da vida econômica, regional, social e cultural.

Semiárido

No dia 14 de abril de 2014 o Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), completou 10 anos de criação. Com a missão de “viabilizar soluções interinstitucionais para a realização de ações de pesquisa, formação, difusão e formulação de políticas para a convivência sustentável do Semiárido brasileiro a partir das potencialidades socioeconômicas e ambientais da região”.

Para celebrar esta data será realizada uma programação especial hoje, a partir das 16 horas, em sua sede, em Capina Grande. Dentre os destaques haverá a instalação do escritório regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) na região Nordeste, por meio da assinatura de acordo de cooperação. Outra importante novidade é o lançamento da primeira fase do Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido brasileiro (SIGSAB). Além da comemoração do Dia Nacional da Caatinga.

FAO

O Governo Federal, por meio do Insa, apoiará a implantação da 2º Unidade de Coordenação de Projetos da FAO no Brasil, a outra se localiza no Paraná. Na Região Nordeste do Brasil, o escritório da FAO funcionará na sede do Insa/MCTI, em Campina Grande (PB), e apoiará projetos para fortalecer a agricultura familiar, o combate à desertificação, ações de mitigação e recuperação da degradação da terra em espaços semiáridos, a mitigação dos efeitos da seca, a produção de alimentos e o combate à fome.

Terá como parâmetros a instrumentalização da ciência, da tecnologia e da inovação para promover o uso racional do solo, água, bosques e florestas, mediante o planejamento social, econômico, ambiental e o manejo sustentável e de uso múltiplo, com ênfase na inclusão sócio-produtiva das populações mais vulneráveis, levando em consideração a relevância do conhecimento popular e a experiência exitosa de implantação da Unidade de Coordenação de Projetos da FAO na Região Sul do Brasil.

Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido

Considerando que a informação é fundamental para o desenvolvimento da região semiárida, desde 2011 o Insa, no cumprimento de seu papel institucional, concentrou esforços para estruturar e implantar o Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro (SIGSAB), com a finalidade de reunir e disponibilizar dados e informações econômicas, sociais, ambientais e da infraestrutura do Semiárido brasileiro. O sistema será utilizado para divulgar experiências, conhecimentos e estudos como forma de gerar novos conhecimentos nos campos da ciência, tecnologia e inovação.

Existem várias instituições envolvidas com a produção de dados e informações de interesse para o Semiárido brasileiro. O propósito do SIGSAB é reuni-las para agilizar e facilitar o acesso aos dados científicos sobre a região.

O Sistema foi planejado para operar em plataforma web e o uso de suas ferramentas poderá subsidiar a realização de estudos e pesquisas que poderão contribuir inclusive na definição de políticas públicas e investimentos tanto públicos quanto privados, para o planejamento do uso sustentável dos recursos naturais.

Os dados disponibilizados trarão benefícios para os nove estados que foram o Semiárido brasileiro (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe e Minas Gerais), beneficiando pesquisas que serão realizadas em proveito de aproximadamente 22.500.000 de brasileiros.

O Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro (SIGSAB) terá dois módulos de consulta: um básico e outro avançado. O módulo básico é direcionado, gestores de políticas públicas, organizações sociais e sociedade em geral; já o módulo avançado tem como público equipes técnicas de órgãos gestores, pesquisadores de Institutos de pesquisa em ciência, tecnologia e inovação, e professores de Universidades.

Os dados e informações disponibilizados no Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro (SIGSAB) são provenientes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Agência Nacional de Águas (ANA), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ministério do Meio Ambiente (MMA), entre outras.

Fontes: MMA, Conpam, Insa

20:40 · 14.11.2013 / atualizado às 21:29 · 14.11.2013 por

Representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e do Ministério do Meio Ambiente (MMA) escolheram Sergipe para ser piloto no projeto desenvolvido pelo Pnud/MMA visando reduzir e mitigar a degradação de terras em áreas susceptíveis à desertificação, além de promover a manutenção de funções ambientais.

O projeto, com investimentos de US$ 4 milhões do Global Environment Facility (GEF), foi apresentado na manhã de quarta-feira (13), ao secretário do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Genival Nunes, e dirigentes e técnicos de outras instituições com atuação em áreas do semiárido e sertão sergipano.

Segundo o diretor de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campello, o Governo de Sergipe desponta entre os demais Estados do Nordeste para projeto piloto do Pnud por ações desenvolvidas em projetos estruturantes. “São ações em projetos com promoção de convivências sustentáveis que visam melhorar as condições de vida, particularmente ao nível das comunidades locais, e que revertem os vetores da desertificação no Estado”, disse.

Ele ressaltou, ainda, o fato de a Secretaria de Saneamento estar hoje inserida na Convenção Nacional de Combate à Desertificação (UNCCD), com 12 ministérios e 11 Estados. “O projeto a ser executado em Sergipe vem também fortalecer o Programa de Combate à Desertificação (PAE) em Sergipe”, afirmou Campello.

Reforço

Genival Nunes considera mais uma grande conquista do governo de Sergipe o fato de o Estado ser piloto em um projeto desse porte na área ambiental. “O projeto do Pnud visa reforçar o planejamento do uso da terra em pequenas propriedades que compõem os 905 estabelecimentos rurais do Estado, por meio de flexibilização e delineamento dos processos de licenciamento ambiental e uso da terra”, declarou.

Pré-aprovado e com valor definido para execução em Sergipe, toda estrutura do projeto foi apresentada por Rosenely Diegues e Donald Sawer, ambos integrantes do Pnud – que é a agência líder da rede global de desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU) e que trabalha principalmente pelo combate à pobreza e pelo desenvolvimento humano.

Segundo explicou Sawer, o processo de implantação de projeto em Sergipe será elaborado em inglês e português, e em seguida, todo o passo a passo do projeto a ser executado nas áreas de desertificação será reapresentado ao GEF.

Para José Holanda Neto, técnico de planejamento da Secretaria de Agricultura, o projeto impulsiona maior interesse em apoiar o exercício de práticas inovadoras e integradas, abrangendo a assistência técnica e extensão rural para essas áreas degradadas. Positivamente também sinalizou a favor do projeto o superintendente da Companhia de Desenvolvimento do Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Sergipe, Paulo Viana.

Entre os municípios susceptíveis à desertificação em Sergipe, estão: Poço Redondo, Canindé de São Francisco, Monte alegre, Gararu, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora de Lourdes e Porto da folha. A missão do PNUD e do MMA esteve nessa quinta-feira (14) em Poço Redondo. Na ocasião participou de Oficina de Marco Lógico e da apresentação do projeto Manejo Sustentável do Uso da Terra do Nordeste Semiárido do Brasil-Sergipe.

Fonte: MMA

10:50 · 17.09.2013 / atualizado às 10:51 · 17.09.2013 por

Nesta segunda-feira (16 de setembro), foi o Dia Internacional da Camada de Ozônio. Neste ano, o acordo universal instituído pelo Protocolo de Montreal teve como tema “Uma atmosfera saudável: o futuro que queremos”. Considerado um dos mais bem-sucedidos do mundo, o tratado contribui, também, com a redução de gases de efeito estufa (GEE), e é exemplo para a solução de problemas ambientais globais.

O Brasil aderiu à iniciativa global em 1990 e está em plena implantação do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (hidroclorofluorcarbonos). O Ministério do Meio Ambiente (MMA) deve assinar acordos com supermercados e indústrias para conter a emissão de substâncias que destroem a camada de ozônio.

A camada serve como filtro à radiação ultravioleta do tipo B, que em excesso é nociva à saúde das pessoas, provocando câncer de pele, doenças oculares e com consequências negativas também para a fauna e flora.

As substâncias destruidoras da camada de ozônio estão em praticamente todos os setores industriais, em equipamentos de refrigeração, ar-condicionado e em materiais que utilizam espumas de poliuretano e fazem parte do dia a dia das indústrias e dos cidadãos.

Sucesso

“O Protocolo de Montreal tem a assinatura de 197 países. É um sucesso, que conseguimos por causa da ampla articulação que fizemos entre governo, comunidade científica e setor privado. As empresas estão plenamente engajadas para que o Brasil congele o consumo dos hidroclorofluorcarbonos em 2013 e depois cumpra as metas até a retirada dessas substâncias do mercado”, afirmou o titular da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Carlos Klink.

O secretário acrescenta que para as mudanças necessárias ao cumprimento das tarefas do Protocolo de Montreal, o Brasil tem importado inovações tecnológicas importantes e “alcança um benefício extra, com a redução da emissão de GEE.

Os HCFCs surgiram como alternativa aos clorofluorcarbonos (CFCs), cuja produção e importações já foram banidas no Brasil. Porém, em uma época em que não havia preocupações com as mudanças climáticas. Depois os hidroclorofluorcarbonos passaram também a ser alvo de eliminação, pois são substâncias que provocam o efeito estufa.

O ano de 2013, no âmbito do protocolo, marca o início das medidas de controle para a eliminação dos hidroclorofluorcarbonos para os países em desenvolvimento. A partir deste ano, todos os países relacionados nessa categoria devem congelar o consumo na linha de base, que significa a média do consumo dos anos 2009 e 2010.

A linha de base brasileira é de 1.327,3 toneladas Potencial de Destruição do Ozônio (PDO), o que equivale a 19.597,77 toneladas métricas de HCFCs. A partir de 2015, o Brasil deverá eliminar 16,6% do consumo de hidroclorofluorcarbonos dessa linha de base.

Novas ações

O MMA, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a Cooperação Internacional Alemã – Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) e as entidades representativas dos setores de refrigeração e ar-condicionado, indústria de poliuretano e também do setor supermercadista têm unido esforços para implementar as ações do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH).

“Até o fim de setembro, o MMA assinará acordo de cooperação técnica com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), com o objetivo de somar esforços para reduzir os índices de vazamentos do fluído HCFC-22 nas instalações e equipamentos de refrigeração presentes em supermercados”, relatou a coordenadora de Proteção da Camada de Ozônio do MMA, Magna Luduvice.

Ela informou que, em parceria com a Abras e a GIZ, será lançado o Programa de Treinamento e Capacitação de Mecânicos e Técnicos de Refrigeração no Setor de Refrigeração Comercial. Serão capacitados 4.800 técnicos de refrigeração até 2015, no Rio Grande do Sul, Bahia, Amazonas, Goiás, Minas Gerais e São Paulo, representativos das cinco regiões brasileiras.

Conversão

As empresas fabricantes de espumas de poliuretano dos setores de produção de painéis contínuos, espumas flexíveis moldadas e pele integral já iniciaram o processo de conversão tecnológica para a substituição do HCFC-141b, utilizado como agente expansor, por outras substâncias que não agridem a camada de ozônio e com baixo potencial de aquecimento global, como, por exemplo, os hidrocarbonetos, formiato de metila e metilal.

A expectativa é que 168,8 toneladas PDO de HCFC-141b, equivalente a 1.534,22 toneladas métricas, sejam eliminados até janeiro de 2015, acrescidas de 51,5 toneladas PDO de HCFC-22, equivalente a 935,79 toneladas métricas.

O MMA promoverá palestras sobre o PHB, na Ilha de Meio Ambiente, no dia 19 de setembro, na 18ª Feira Internacional de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar (Febrava), que começa hoje (17 de setembro), no Centro de Exposições Imigrantes, e vai até o próximo dia 20, em São Paulo.

A Ilha de Meio Ambiente foi patrocinada e montada por empresas associadas à Febrava, sem necessidade de recursos financeiros do MMA. Técnicos do ministério também participam do congresso do setor (Conbrava) que acontece simultaneamente. Em sua 13ª edição, tem como tema neste ano “Sistemas HVAC-R e o Caminho da Sustentabilidade”, e deverá contar com cerca de 1.300 participantes.

Fonte: MMA

10:46 · 16.07.2013 / atualizado às 10:53 · 16.07.2013 por
O Pnud destaca que os manguezais estão entre os ecossistemas mais ricos, tanto em biodiversidade quanto em produtividade Foto: Cid Barbosa / Agência Diário
O Pnud destaca que os manguezais estão entre os ecossistemas mais ricos, tanto em biodiversidade quanto em produtividade Foto: Cid Barbosa / Agência Diário

Em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), projeto do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) amplia o conhecimento sobre manguezais brasileiros, além de nacionalizar o monitoramento e manejo de Unidades de Conservação (UCs). A iniciativa é financiada pelo Fundo Global Para o Meio Ambiente (GEF).

O Projeto Manguezais do Brasil contribui para a conservação e o uso sustentável dos manguezais e de suas funções e serviços ambientais necessários para o desenvolvimento humano sustentável das comunidades costeiras.

Segundo o Pnud, os manguezais estão entre os ecossistemas mais ricos, tanto em biodiversidade quanto em produtividade. No Brasil, ocupam uma área estimada de 1,3 milhão de hectares de faixa costeira, do Amapá a Santa Catarina. Eles são fundamentais para a integridade e o equilíbrio ambiental e também para a economia e alimentação das populações costeiras.

Com a parceria, reduziu-se de quase 50% para 1% as perdas do caranguejo-aratu durante o transporte. Espécie típica dos manguezais e fonte importante de proteínas para as comunidades, só pode ser levada viva para o local de consumo.

O Projeto Manguezais do Brasil também está debatendo o Plano de Gestão Integrada de Recursos Pesqueiros para as reservas extrativistas marinhas.

A iniciativa também reuniu, no fim de junho, na Casa da ONU, em Brasília, especialistas da comunidade científica, de órgãos governamentais e organizações não governamentais para avaliar progressos e debater desafios.

Fonte: ONU Brasil

11:15 · 09.02.2013 / atualizado às 11:15 · 09.02.2013 por

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) lançaram o debate virtual Sustentabilidade Ambiental para o Mundo que Queremos. As consultas sobre como ajudar o desenvolvimento nos próximos anos estão abertas ao público até 1º de março.

O debate integra a primeira fase de uma consulta global para estabelecer um olhar mais amplo sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), além de discutir novas ideias e experiências sobre a sustentabilidade ambiental.

Os organizadores da consulta recomendam a leitura do documento-base com informações que podem auxiliar na formulação das sugestões. É possível dar a sua contribuição em português ou em outro idioma de sua escolha.

A sustentabilidade ambiental foi apontada pelo Grupo de Trabalho da ONU para a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 como uma das principais dimensões que devem influenciar as políticas de desenvolvimento pós-2015 – em conjunto com o desenvolvimento social, a economia inclusiva e promoção da paz e segurança. O tema foi debatido na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), realizada em junho de 2012 no Rio de Janeiro.

Para participar da consulta, clique aqui.

Fonte: Nações Unidas no Brasil

08:20 · 06.10.2012 / atualizado às 08:20 · 06.10.2012 por

Brasília. Os estudos que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vem realizando sobre o impacto dos agrotóxicos em polinizadores visando a reavaliação de alguns produtos que se encontram registrados no mercado brasileiro, resultaram em uma primeira publicação que reúne informações relevantes sobre o tema.

Ela consiste em um levantamento bibliográfico que destaca a importância do serviço ambiental de polinização, os principais agentes polinizadores nas diversas regiões do País e os efeitos dos agrotóxicos na sobrevivência e manutenção de colônias de abelhas silvestres, abordando os efeitos letais e subletais de agrotóxicos sobre as abelhas silvestres do Brasil.

O trabalho foi desenvolvido pela pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Maria Cecília de Lima e Sá de Alencar Rocha, com acompanhamento e supervisão da equipe técnica da Coordenação de Controle Ambiental de Substâncias e Produtos Perigosos (CCONP) da diretoria de Qualidade Ambiental do Ibama, com apoio do Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento (PNUD).

Entre outros aspectos, a pesquisa identifica a perda da diversidade de polinizadores devido aos principais agentes estressores dos ecossistemas presentes no mundo atual, os principais efeitos subletais em abelhas relacionados à exposição aos agrotóxicos, como:

  • Desvios comportamentais que podem comprometer a divisão de trabalho
  • Desorientação das abelhas, dificultando a localização do alimento e o retorno à colônia
  • Interferência no aprendizado olfatório e percepção gustativa etc.Além desses efeitos, há ainda aqueles relacionados à reprodução e manutenção das atividades dentro da colônia, como: efeitos reprodutivos nas rainhas e efeitos subletais em larvas o que pode comprometer a sobrevivência das abelhas em longo prazo.

No conclusão do trabalho é proposta uma metodologia para o acompanhamento dos efeitos tóxicos de ingredientes ativos associados a efeitos adversos sobre abelhas, por meio de um estudo de caso em que são sugeridas espécies e culturas a serem pesquisadas.

O papel fundamental dos polinizadores nas culturas agrícolas e na biodiversidade da flora em geral tem direcionado as pesquisas para esse campo do conhecimento. O recente fenômeno de colapso das colmeias no hemisfério norte e as consequentes perdas do serviço de polinização, tornam ainda mais importante e necessária esta área da pesquisa, que atualmente encontra-se em franco desenvolvimento.

Neste sentido, o Brasil, pela sua diversidade biológica, ocupa um papel chave no que se refere à pesquisa entorno da importância e sobrevivência de polinizadores silvestres, uma vez que a maioria das pesquisas internacionais são realizadas com a espécie europeia Apis mellifera.

Apesar de, no Brasil, existir o híbrido africanizado, mais estudado quando em comparação às nossas espécies nativas, o conhecimento mais aprofundado sobre as relações ecológicas, fisiologia e ecotoxicologia de abelhas nativas ainda é incipiente, por isso, destaca-se a importância do estudo agora publicado.

Confira o PDF da publicação “Efeitos dos agrotóxicos sobre as abelhas silvestres no Brasil”

Fonte: Ibama

09:52 · 15.09.2012 / atualizado às 09:54 · 15.09.2012 por

O Brasil alcançou as principais metas estabelecidas para o controle do buraco da camada de ozônio, que é o escudo protetor da Terra contra os raios ultravioleta. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, declarou como excepcional a atuação do País na redução do consumo de clorofluorcarbonos (CFCs). Presentes em equipamentos de refrigeração, aerosois, entre outros produtos, os CFCs são as principais substâncias que afetam a concentração de gás ozônio na estratosfera. “Esse é um resultado do esforço de todos os agentes envolvidos”, afirmou.

As declarações foram dadas ontem (14 de setembro), durante as comemorações do Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio e dos 25 anos do Protocolo de Montreal, acordo internacional com o objetivo de eliminar as substâncias destruidoras do ozônio. Para celebrar a data, o Ministério do meio Ambiente (MMA) realizou, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o seminário “Protegendo nossa atmosfera para as gerações futuras”.

Resultados

Entre os resultados obtidos com a implantação do Protocolo de Montreal no âmbito brasileiro, está a eliminação de 10.525 toneladas de substâncias com Potencial de Destruição do Ozônio (PDO), equivalente ao consumo de CFC constatado entre 1995 e 1997. Foi implantado, ainda, um sistema de recolhimento, reciclagem e regeneração de substâncias nocivas em todo o País. Além disso, 24,6 mil técnicos receberam capacitação em boas práticas de refrigeração.

Comerciantes de Brasília receberam, durante o evento, certificado de participação no programa de substituição de refrigeradores antigos do MMA. O projeto também aparece como uma das iniciativas do governo federal voltadas para a proteção da Camada de Ozônio. Ao todo, 100 estabelecimentos foram analisados e quatro receberam novos freezers e geladeiras, como forma de incentivar a consciência ambiental e troca dos equipamentos antigos que ainda contêm CFC.

Expansão

A ministra Izabella Teixeira ressaltou, ainda, a posição avançada do Brasil e defendeu a exportação das boas práticas desenvolvidas no País. “Os resultados são extremamente estruturantes. Chegou o momento de o Brasil oferecer conhecimento para outros países. Já fazemos isso em áreas como a de florestas e devemos começar a fazer o mesmo no setor de desenvolvimento industrial”, explicou.

O representante-residente do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, afirmou que o Protocolo de Montreal é um modelo de articulação internacional e elogiou o desempenho brasileiro no acordo. “O protocolo estabelece o princípio da responsabilidade compartilhada”, disse. “Dentro disso, o Brasil tem se tornado modelo tanto nas questões institucionais quanto na realização das metas e objetivos”.

Menor

O buraco na camada de ozônio deve ficar menor este ano sobre a Antártica do que no ano passado, declarou a Organização das Nações Unidas (ONU) ontem. Para os pesquisadores, isso mostra como a proibição a substâncias prejudiciais interrompeu a destruição dessa camada.

O buraco, entretanto, provavelmente está maior do que em 2010 e uma recuperação completa ainda está longe de ocorrer.

A assinatura do Protocolo de Montreal, há 25 anos, deu início à retirada aos poucos dos clorofluorocarbonos (CFCs) do mercado. Estudos comprovaram que essas substâncias químicas destroem a camada de ozônio.

A iniciativa ajudou a evitar milhões de casos de câncer de pele e de cataratas, assim como os efeitos nocivos sobre o ambiente, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência climática da ONU.

“As condições de temperatura e a extensão das nuvens estratosféricas polares até agora este ano indicam que o grau de perda de ozônio será menor do que em 2011, mas provavelmente algo maior do que em 2010″, disse em um comunicado a OMM.

O buraco da camada de ozônio na Antártica, que atualmente mede 19 milhões de quilômetros quadrados, provavelmente estará menor este ano do que no ano recorde de 2006, informou a organização. A ocorrência anual em geral atinge sua área de superfície máxima durante o fim de setembro e sua profundidade máxima no começo de outubro.

Mesmo depois da proibição, os CFCs, que já foram usados em geladeiras e latinhas de spray, duram bastante na atmosfera e levará várias décadas para que as concentrações voltem aos níveis pré-1980, informou a OMM.

Fonte: MMA e Agência Reuters