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Tag: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma)


14:09 · 26.06.2014 / atualizado às 14:20 · 26.06.2014 por

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Dicas de turismo sustentável e sugestões de roteiros mais responsáveis no Brasil são os destaques do aplicativo Passaporte Verde. Gratuito e disponível nos sistemas operacionais iOS e Android, o aplicativo traz para o celular parte do conteúdo disponibilizado pelo portal da campanha do mesmo nome, com a vantagem de fornecer informações georeferenciadas de atrações próximas ao usuário.

Por meio do aplicativo, os usuários terão acesso a mais de 60 opções de roteiros nos arredores das 12 cidades-sede da Copa do Mundo. Parque Nacional de Jericoacoara; Prainha do Canto Verde Turismo Comunitário; Roteiro das Falésias, Um Cenário de Cores; Noite do Humor Cearense; e Trilhas da Serra da Ibiapaba – Ladeira de São Sebastião são os Roteiros Passaporte Verde indicados para Fortaleza.

No geral, os itinerários convidam os viajantes a explorarem as cidades de uma maneira mais autêntica, com sugestões que incentivam a maior proximidade da natureza, a degustação da culinária local, o contato com culturas tradicionais, entre outros.

Com versões em português e inglês, o aplicativo também traz dicas para tornar viagens de lazer ou negócio menos impactantes para o meio ambiente e para o destino escolhido. Do planejamento da viagem a como desligar corretamente aparelhos que serão deixados em casa, as dicas estimulam práticas mais responsáveis com ações simples que podem fazer uma grande diferença, como evitar conexões aéreas e se informar sobre frutas e legumes da estação do seu destino.

Passaporte Verde

Criada em 2008, a campanha Passaporte Verde surgiu como uma parceria do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), os Ministérios do Meio Ambiente e do Turismo do Brasil, o Ministério Francês do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e outros parceiros. Atualmente, com disseminação em diversos países como Brasil, Costa Rica, Equador, África do Sul e Coréia do Sul, a campanha já é referência internacional em disseminação de informações sobre turismo sustentável.

A edição de 2014, no Brasil, conta com apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério do Turismo, Ministério do Esporte e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a campanha também conta com a parceria de Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e a Fundação Amazonas Sustentável (FAS). Os workshops Jornadas da Sustentabilidade, parte integrante da campanha, são realizados com patrocínio do Itaú, Unibanco e apoio da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa).

Pnuma

O Pnuma é a principal autoridade global em meio ambiente e a agência do sistema das Nações Unidas responsável por promover a conservação do meio ambiente, o desenvolvimento sustentável e o uso eficiente de recursos. Criado em 1972, o Pnuma tem entre seus objetivos fomentar o desenvolvimento sustentável; manter o meio ambiente global sob constante monitoramento; alertar sobre ameaças ao meio ambiente; e disseminar práticas que promovam a qualidade de vida sem comprometer os recursos e serviços ambientais para as gerações futuras.

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Roteiros Fortaleza

Parque Nacional de Jericoacoara – Dois dias ou mais

Prainha do Canto Verde Turismo Comunitário – Dois dias ou mais

Roteiro das Falésias, Um Cenário de Cores – Dois dias ou mais

Noite do Humor Cearense – Noturno

Trilhas da Serra da Ibiapaba – Ladeira de São Sebastião – Um dia

Baixe os aplicativos

Apple Store – Aplicativo Passaporte Verde

Google Play – Aplicativo Passaporte Verde

Para saber mais

www.passaporteverde.org.br

Fonte: ONU

20:43 · 03.05.2014 / atualizado às 21:07 · 03.05.2014 por

A top model Gisele Bündchen, os atores Don Cheadle e Ian Somerhalder e o jogador de futebol Yaya Touré participam de um desafio para ver quem acumula o maior número de compromissos para o Dia Mundial do Meio Ambiente de 2014.

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Por meio de uma mensagem engarrafada, os Embaixadores da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) desafiam indivíduos e organizações do mundo todo a escolher um time e participar do Dia Mundial do Meio Ambiente. Os compromissos podem ser registrados no site www.wedchallenge.com/po.

Um dos materiais da campanha é um vídeo estrelando Gisele, Don e Yaya, que está disponível em sete línguas no Youtube e será veiculado na CNN, nos telões da Times Square em Nova York (EUA) e no Piccadilly Circus em Londres (Reino Unido).

O vídeo mostra os embaixadores em atividades que fazem parte de suas rotinas: Gisele Bündchen praticando kung fu, Don Cheadle tocando trompete (em preparação para seu próximo papel, como Miles Davis, no cinema) e Yaya Touré treinando para jogar pela Costa do Marfim na Copa do Mundo de 2014.

“As celebridades estão mostrando aos fãs suas rotinas, atividades que fazem deles o que eles são”, declara o diretor Jeffrey Nachmanoff, conhecido por ser o roteirista do filme “O dia depois de amanhã”.

“No vídeo, suas atividades são interrompidas por uma mensagem engarrafada, que chama a atenção. A mensagem convoca cada um dos embaixadores a participar do desafio e a convocar os espectadores a se envolverem também”, adiciona.

O tema da campanha, Message in a Bottle (Mensagem Engarrafada), da banda Police, contou com a colaboração do grande músico Sting, que doou os direitos de sua música para a campanha.

Como fazer parte

Cada um dos Embaixadores da Boa Vontade te desafia para uma causa diferente, em apoio ao tema do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano: Aumente sua voz, não o nível do mar.

Ao se comprometer a uma das causas e compartilhá-la por meio das suas redes sociais, você passa a fazer parte do time de um dos embaixadores. Acesse o site www.wedchallenge.com/po para participar!

Times:

Gisele Bünchen, Twitter: @giseleofficial

Yaya Touré, Twitter: @Toure_yaya42

Don Cheadle, Twitter: @IamDonCheadle

Ian Somerhalder, Twitter: @iansomerhalder

Desafio do Dia do Meio Ambiente

Dia Mundial do Meio Ambiente

O Dia Mundial do Meio Ambiente é o principal veículo das Nações Unidas dedicado a estimular ação e conscientização global em prol do meio ambiente. A data cresceu e se tornou uma importante plataforma pública, celebrada amplamente em mais de 100 países. Também impulsiona pessoas a tomar uma atitude pelo meio ambiente, estimulando ações individuais ou coletivas que causem um impacto positivo para o Planeta.

Em apoio à designação pela ONU de 2014 como o Ano Internacional dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, o Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano usará o mesmo tema, com um foco especial na questão da mudança do clima.

O nosso objetivo é levar o tema à boca do povo, e estimular um maior entendimento da importância dessas ilhas e da urgência de protegê-las, tendo em vista seus riscos e vulnerabilidades, particularmente em relação à mudança do clima.

De Trinidade & Tobago a Samoa, os maiores problemas sofridos por esses Estados são relacionados à mudança do clima, manejo de ecossistemas, consumo insustentável, degradação de recursos naturais, desastres naturais extremos e sobrepopulação. Problemas que todos nós enfrentamos.

A mudança do clima é um dos principais desafios porque o aquecimento global está causando o aumento do nível do mar.

De acordo com o Painel Internacional sobre a Mudança do Clima (IPCC), o nível dos mares está aumentando cada vez mais rápido e a projeção é que aumente ainda mais neste século. Quando a temperatura global aumenta, as moléculas da água se expandem e ocupam mais espaço. O nível do mar também aumenta quando o gelo derrete.

Comunidades costeiras em todos os países sofrem com enchentes e tempestades, às quais essas pequenas ilhas estão mais expostas. Muitas das áreas habitadas dessas ilhas estão sob ameaça constante de serem tomadas pelo mar.

O Dia Mundial do Meio Ambiente de 2014 mostra que todos nós enfrentamos desafios similares e que todos estamos conectados por um só objetivo: uma vida próspera e sustentável para todos. Cada ação ou compromisso conta. Quando multiplicados por uma comunidade global, o seu impacto é exponencial.

Fonte: ONU Brasil

10:34 · 30.01.2014 / atualizado às 10:34 · 30.01.2014 por
O desmatamento pode acelerar o processo de desertificação em algumas regiões, como em Cabobró (PE) Foto: Agência Diário / Cid Barbosa
O desmatamento pode acelerar o processo de desertificação em algumas regiões, como já ocorre em Cabobró (PE) Foto: Agência Diário / Cid Barbosa

Cerca de 849 milhões de hectares de terra – quase o tamanho do Brasil – podem ser desmatados até 2050, caso os padrões atuais de uso da terra continuem, alerta relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) lançado na última sexta-feira (24) em Davos, na Suíça.

Segundo o relatório “Avaliação Global do Uso da Terra: Equilíbrio do Consumo com o Fornecimento Sustentável”, a necessidade de produzir alimentos para uma população global em crescimento levou a agricultura a ocupar 30% das terras do mundo, resultando em uma degradação e perda de biodiversidade em 23% dos solos globais.

“Como a terra é um recurso limitado, precisamos nos tornar mais eficientes na forma de produzir e consumir. As recomendações do relatório alertam líderes e contribuem para as discussões sobre o uso sustentável de recursos, incluindo novas metas para o desenvolvimento sustentável pós-2015”, afirmou o subsecretário-geral da ONU e diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, no lançamento do documento.

O estudo foi produzido pelo International Resource Panel (IRP) com a participação de 27 cientistas, 33 representantes de governo e especialistas, e está disponível em inglês no site do Pnuma.

Fonte: ONU Brasil

00:09 · 22.10.2013 / atualizado às 10:05 · 22.10.2013 por
O painel sobre Economia verde foi um dos que teve o debate mais animado no Congresso Foto: Vilmar Berna
O painel sobre Economia Verde, com a participação de Luisa Madruga, Eduardo Viola, Carlos Tautz e Camila Moreno, foi um dos que teve o debate mais animado no Congresso Foto: Vilmar Berna

Por Maristela Crispim

O V Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental (V CBJA) foi encerrado no sábado (19 de outubro), no Centro Universitário de Brasília (Uniceub), em Brasília, com algumas questões lançadas para reflexão entre jornalistas que cobrem a área ambiental; profissionais de comunicação que assessoram governos, organismos governamentais e não-governamentais; assim como estudantes presentes, membros ou não da Rede Brasileira de Jornalistas Ambientais (RBJA), promotora do evento.

Na última palestra do Congresso, o jornalista Claudio Angelo reconheceu que a cobertura diminuiu nos últimos quatro anos. Lembrou do fechamento da editoria de meio ambiente do New York Times, no ano passado; que o acordo do clima ficou para 2015, possivelmente pra 2020; que as condições internacionais são desfavoráveis.

Disse também que vivemos no Brasil um momento desenvolvimentista, onde a área do meio ambiente ocupa-se de administrar a vantagem da queda do desmatamento da Amazônia e licenciar obras; que o sistema de unidades de conservação foi atingido, as terras indígenas estão ameaçadas, a credibilidade do governo cai, os conflitos políticos e ambientais são muito mal cobertos.

A despeito de todo esse pessimismo com uma ponta de ironia em cada frase, que lhe é peculiar, afirmou que a crise ambiental mais aguda já passou: “o desmatamento, que era de 19 mil km² ao ano, após decreto do Lula de 2007, foi reduzido a 6 mil km² ao ano. Mas ninguém lembra, no auge da época canavieira, que durou um século e meio, entre os séculos XVIII e XIX, que o desmatamento da Mata Atlântica era de 7 mil km²ao ano. “A história precisa ser contada. É preciso descobrir o ângulo certo para fazer essa história se tornar mais atraente”, ressaltou.

Para ele, a cobertura do lançamento do relatório 5 do IPCC foi pífia se comparada com 2007. “Já que o relatório em si não foi superquente, a diferença maior é de contexto que de conteúdo. A cobertura é como o Dia da Marmota: já se sabe o título da primeira à última matéria previamente”, refletiu.

Na opinião do jornalista, não é apenas o profissional de imprensa que sofre, mas as fontes também: “Os ambientalistas não tinham se recuperado do fracasso de Copenhague quando veio o baque do Código Florestal. A dependência financeira do governo tirou a capacidade crítica. Discurso da sustentabilidade é corporativo, é governamental e convenientemente sem sentido. Que pedaço do tripé convém para cada um?” Para ele, o discurso pode ser usado de um extremo ao outro.

Apesar de tudo isso, acredita que o jornalismo ambiental não morreu: “ele se mistura à pauta geral, como nos protestos de junho. Precisamos de bons jornalistas com enfoque para o meio ambiente. Eles precisam entender também de economia”, sugeriu.

Reapropriação social da natureza”

O professor de Ecologia Política e Políticas Ambientais na Pós-Graduação da Universidade Nacional Autônoma do México Enrique Leff foi uma das grandes atrações do V CBJA. Tratou do tema “Rumo a um futuro sustentável: a economia verde e a reapropriação social da natureza”.

Ele destacou que vivemos um momento de queda de interesse pela luta ambiental, de reflexão sobre saídas, de reconstrução, processo gerado por uma dinâmica construída do ideal de crescimento econômico sem limites, que não considera a natureza da vida.

Falou sobre a responsabilidade do jornalista em relação à verdade: “Mas qual é a verdade? Da crise ambiental, da Economia Verde? O mundo não se mostra com essa transparência. Estamos frente a essa verdade incômoda que aparece para mudar nossas concepções”. Para ele, Economia Ecológica é um termo mais “friendly”, mas é preciso reconverter à lógica do crescimento econômico, crescer incorporando a lógica ecológica, com desmaterialização da produção, o reconhecimento da conexão da Economia com o desenvolvimento do Planeta.

Leff citou a Lei da Entropia, que explica que na transformação da natureza em recursos naturais, por meio os processos produtivos, toda a matéria e energia utilizados geram também resíduos, mesmo com as melhores tecnologias. “Qualquer processo de transformação de energia gera degradação, que transforma toda a complexidade”, alertou.

ODS

Ainda na abertura do Congresso, a titular do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, que reservou um espaço em sua apertada agenda para os jornalistas que cobrem a área, destacou que os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) representam um avanço na área ambiental, não devidamente contemplada pelos seus antecessores Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Disse que um ano depois da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), caminhos de negociação da agenda do Desenvolvimento Sustentável estão sendo traçados em três frentes: primeiro o governo, se aproveitando da estrutura montada para a Conferência; depois o Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+), que começou a operar em junho este ano; e a sociedade civil. E, para ela, a mídia tem que fazer parte desse multilateralismo.

Destacou, ainda, que a mobilização vem crescendo nos países em desenvolvimento. Embora tenha reconhecido que a negociação do clima tem avançado em uma tendência conservadora, com presença maior na lógica de negócio. Disse, também, que são esperados novos caminhos para a discussão urbana na sociedade brasileira, já que a maioria esmagadora da nossa população vive nas cidades.

Falou de perspectivas sobre produção de alimentos, geração de energia limpa, segurança hídrica e erradicação da pobreza. “Todas as sociedades do mundo estão buscando isso, mas o Brasil vive em circunstâncias muito melhores”, afirmou, para mais adiante dizer que, sem mudança de mentalidade por parte dos parlamentares, “não dá” e que a discussão é de “adoção de modelo de larga escala” para atender a convocação da Organização das Nações Unidas (ONU) pós-2015. Encerrou sua fala destacando: “O Brasil tem condição de sair na frente. Mas só se houver uma pressão social muito grande”.

Economia Verde

A discussão sobre Economia Verde foi uma das mais animadas do Congresso. No painel – moderado pelo jornalista Carlos Tautz, coordenador Instituto Mais Democracia – Transparência e Controle do Cidadão e Governos e Empresas – estavam o professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Eduardo Viola; a pesquisadora independente Camila Moreno; Luisa Madruga, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma); e Pecy Soares Neto, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O professor Viola destacou o que designou de “vetores técnico econômicos da transição para o baixo carbono”. Alertou para o cuidado com a simplificação. “Vivemos num grupo, aberto, incerto. Não é um grupo conservador, mas sim a sociedade”. Ele destacou a “função histórica extraordinária do Pnuma”, mas disse que falta a Economia Política e prevalece uma visão de economia tecnocrática, de discurso moderado. “A utopia rosa de que todos ganham debilita o documento”.

Luisa Madruga destacou, por sua vez, a necessidade de um modelo de Economia que resulte no bem-estar da sociedade e apresentou o Green Economy Initiative (GEI), o documento rumo à Economia Verde com caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a erradicação da pobreza. “Não podemos mudar o mundo de um dia para o outro. Mas alguma coisa tem que ser feita”, argumentou.

Essas reações se deveram ao discurso de Camila Moreno, que fez uma análise bem crítica sobre a Economia do Carbono. Para ela, o discurso da Sustentabilidade não resiste a uma leitura aprofundada.

Já Pecy Soares, que chegou em meio a essa discussão, disse que há setores que ganham e setores que perdem com transição e sugere que não se deve cair no risco de analisar o setor dos negócios como um bloco homogêneo. Tautz, por sua vez, encerrou a discussão dizendo que essa não e uma discussão trivial, que o jogo de forças é intenso e que a Economia Política precisa ser debatida.

Segurança Alimentar

Exatamente um dia após o Dia Mundial da Alimentação, eu moderei o painel “Uso e Manutenção dos Recursos Naturais e a Segurança Alimentar”. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) emitiu um alerta global para reduzir o desperdício de comida no mundo. Nele, a constatação de que 842 milhões de pessoas passam fome e que 1,3 bilhões de toneladas de alimentos vão anualmente para o lixo, o que representa 1/3 de tudo o que é produzido. Destacou, ainda, que seria necessário elevar em 32% a produção mundial para alimentar a população mundial até 2050. Na situação atual seria necessário aumentar em 60%.

Participaram Gustavo Kuark Chianca, assistente do representante da FAO, que falou sobre “Necessidades da Humanidade e do Planeta”; Fabrício Campos, diretor da Unidade Footprint da consultoria ecosSISTEMAS, sobre “Equilíbrio entre Produção e Conservação”; André Lima, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), com o tema “Avanço da Fronteira Agrícola X Desmatamento/Código Florestal. O tema “Tecnologias Locais de Conservação e Restauração da Agrobiodiversidade” ficou a cargo do pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Daniel Vieira.

Chianca falou sobre o monitoramento da insegurança alimentar no mundo. Fabrício, por sua vez, mostrou imagens do livro “Hungry Planet” para promover, a partir do alimento de famílias de várias partes do mundo para uma semana, uma reflexão sobre a nossa própria pegada ecológica. Falou sobre diminuir o consumo e aumentar a biocapacidade.

André Lima disse que a nossa política agrícola é menos social e mais macroeconômica; mais associada ao PIB e não voltada à segurança alimentar; que busca aumentar a produtividade com uso intensivo de agroquímicos e baixa produtividade por área; e onde menos de 25% do Plano safra vai para a agricultura familiar, que é responsável por mais de 70% do que vai para a mesa dos brasileiros. Daniel Vieira se mostrou preocupado com a abordagem da mídia a temas como Código Florestal, com a criação de memes e paradigmas. “Restauração virou plantar muda, contar e replantar”, disse.

O V CBJA foi um momento muito rico em trocas de experiências, que não ficaram apenas nos auditórios, painéis e oficinas, mas se estenderam pelos corredores do Uniceub e ainda ecoa em registros jornalísticos, trocas de e-mails, mensagens e posts que devem continuar até o VI CBJA, em 2015, a ser realizado em uma capital brasileira ainda por ser definida. Aguardemos as próximas notícias.

08:18 · 05.06.2013 / atualizado às 08:18 · 05.06.2013 por

 

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Por Maristela Crispim

Hoje é o dia de celebrar a vida, mas, sobretudo, de lembrar que, se ficarmos parados, apenas apreciando a paisagem, estamos contribuindo para que o acelerado consumo dos recursos do nosso Planeta e a transformação dos seus ciclos naturais acelerem o nosso próprio fim.

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1972 para marcar a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano. Celebrada anualmente desde então no dia 5 de Junho, a data centraliza a atenção e ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental.

Segundo a própria ONU, os principais objetivos das comemorações são:

1. Mostrar o lado humano das questões ambientais

2. Capacitar as pessoas a se tornarem agentes ativos do Desenvolvimento Sustentável

3. Promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais

4. Advogar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem um futuro mais seguro e mais próspero

Segurança alimentar

Neste 2013, a campanha “Pensar. Comer. Conservar” – promovida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) – alerta que 1,3 bilhão de toneladas de comida são desperdiçadas a cada ano. E pretende informar para evitar o desperdício, reduzir o impacto ambiental e poupar recursos.

Neste sentido, desde segunda-feira, a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, sedia o 7º Encontro Nacional do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN), que em 2013 completa 15 anos. Criado em 1998, o FBSSAN é uma articulação de entidades, movimentos sociais da sociedade civil organizada, indivíduos e instituições que se ocupam da questão da soberania e segurança alimentar e nutricional.

Dentre os objetivos do Fórum estão mobilizar a sociedade em torno do tema da Segurança Alimentar e Nutricional; colaborar para a formação de uma opinião pública favorável a esta perspectiva; fomentar a elaboração de propostas de políticas e ações públicas nacionais e internacionais; e inserir a temática na agenda política nacional, estadual e municipal; além de colaborar para o debate internacional sobre o tema.

No Ceará, o Encontro do Fórum Cearense de Segurança Alimentar e Nutricional (FCSAN), ocorreu no dia 26 de abril, em Fortaleza, no auditório do Centro de Pesquisa e Assessoria (Esplar), e reuniu 15 entidades. Na ocasião, três representantes – do Esplar, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE) e um agricultor familiar – foram selecionados para representar o Estado em Porto Alegre.

No debate, “Que alimentos (NÃO) estamos comendo?”, onde os participantes de cada Estado mostram suas análises e propostas para fazer uma leitura crítica sobre o sistema alimentar brasileiro em diversas perspectivas: produção, abastecimento, processamento e consumo. Também está em debate “O Sentido Cultural dos Alimentos e o Papel do Estado no Direito Humano à Alimentação Adequada”.

Injustiças ambientais

Como a data de hoje não é só de comemoração, em Fortaleza, teremos uma grande marcha, hoje à tarde, saindo, da Praça Clóvis Beviláqua, também conhecida como Praça da Bandeira, em direção à Praça do Ferreira, onde, durante todo o dia, estão previstas várias ações –  como a exposição fotográfica “Vida e Cultura dos Povos” e outras atividades de Educação Ambiental -para alertar a opinião pública sobre o que os movimentos populares do Ceará classificam como  injustiças sociais e ambientais, e as violações de direitos coletivos no campo, nas cidades, nas serras e praias do Estado.

Participam da organização e já estão confirmados pelo menos 30 coletivos, dentre movimentos sociais e organizações da sociedade civil. Esta iniciativa integra a Semana do Meio Ambiente 2013, quando uma extensa programação será realizada por articulações e movimentos da sociedade civil no Ceará, entre os dias 1º e 9 de junho.

Além do Ato Público, serão realizados, em diferentes locais do Estado, seminários, apresentações culturais, atividades de educação ambiental, dentre outras, encerrando-se com a Festa da Vida dia 9, das 16h às 19h, no Parque Ecológico Rio Branco.

10:35 · 28.02.2013 / atualizado às 21:23 · 28.02.2013 por
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A brasileira Gisele Bündchen estrela vídeo da ONU sobre energia sustentável ao lado de Al Gore, ex-vice dos Estados Unidos, e Kandeh Yumkella, diretor-geral da Unido

A modelo brasileira Gisele Bündchen e o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore estão apoiando publicamente a iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) “Energia Sustentável para Todos”.

O projeto lançado por Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, tem três objetivos para melhorar o setor energético até 2030.

O primeiro é fornecer acesso universal aos modernos serviços de energia, visando não só dobrar a eficiência energética, mas dobrar o uso de energia renovável no mundo inteiro.

O vídeo de serviço público, que conta também com a presença do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), Kandeh Yumkella, pode ser visto pela Internet e na TV CNN Internacional.

Gisele, que também é Embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), e Al Gore alertam, na campanha, que o Estado norte-americano de Nova York gasta, sozinho, mais eletricidade do que toda a África subsaariana.

Eles dizem, ainda, que quase 1,5 bilhão de pessoas no mundo não têm acesso à eletricidade e que aproximadamente 3 bilhões inalam gases tóxicos quando cozinham em fogões a lenha.

Potencial de transformação

No vídeo, o grupo enfatiza que a energia pode transformar economias, vidas, continentes e até mesmo o Planeta. Segundo eles, a energia pode impulsionar o desenvolvimento, o avanço das mulheres, o progresso e o crescimento.

A Assembleia Geral da ONU declarou o período de 2014-2024 como a “Década para a Energia Sustentável para Todos”. Na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), realizada no ano passado, a iniciativa recebeu promessa de US$ 50 bilhões para avançar com seus objetivos.

Fonte: Rádio ONU (Nova York)

08:42 · 16.02.2013 / atualizado às 08:42 · 16.02.2013 por
Clique na imagem para acessar o PDF do documento em Espanhol

Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançado nesta sexta-feira (15 de fevereiro) afirma que, em países com diferentes níveis de desenvolvimento, a transição para uma economia mais verde e sustentável criou milhões de postos de trabalho.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o emprego em bens e serviços ambientais foi de 3,1 milhões em 2010. No Brasil, 2,9 milhões de postos de trabalho foram registrados em áreas dedicadas à redução dos danos ambientais, no mesmo período.

Os números em diversos países mostram que o argumento de que a transição para uma economia mais verde impactará negativamente o nível de emprego tem sido geralmente exagerado.

“De fato, são os países em desenvolvimento que podem se beneficiar da criação de empregos em áreas de tecnologias limpas e energias renováveis”, afirma o estudo, intitulado “O desafio da promoção de empresas sustentáveis na América Latina e no Caribe: Uma análise regional comparativa”.

Países como México e Brasil estão liderando a adoção de medidas para lidar com as questões ambientais, especialmente em estratégias nacionais de crescimento com baixo carbono, indica o documento.

Um estudo do Banco Mundial no Brasil citado pela publicação da OIT afirma que a redução, até 2030, das emissões de carbono em mais de um terço é compatível com o crescimento do PIB e da economia.

O estudo afirma que “o País tem grande oportunidade de mitigar e reduzir suas emissões de carbono em setores como agricultura, energia, transporte e gestão de resíduos, sem afetar negativamente o crescimento econômico”.

Problemas endêmicos”

A Organização recomendou aos países da região que enfrentem os “problemas endêmicos” que inibem o desenvolvimento das empresas sustentáveis, como os relacionados com a alta informalidade e baixa produtividade, no âmbito dos esforços que são realizados para gerar mais e melhores empregos.

“Sem empresas sustentáveis não haverá trabalho decente e sem trabalho decente não haverá empresa sustentável”, advertiu a diretora da OIT para a América Latina e o Caribe, Elizabeth Tinoco, ao participar da apresentação do relatório na sede da União Industrial Argentina (UIA). Na apresentação, estiveram presentes Daniel Fuentes de Rioja, vice-presidente da Organização Internacional de Empregadores (OIE), e Brent Wilton, secretário-geral da OIE.

O relatório afirma que o setor privado gera cerca de 200 milhões de empregos na América Latina e no Caribe, o equivalente a 79% do total de postos de trabalho disponíveis, através de 59 milhões de unidades produtivas, ainda que a grande maioria destas unidades – cerca de 48 milhões – sejam empreendimentos unipessoais.

Existem 11 milhões de negócios ou empresas de diversos tamanhos que contratam trabalhadores na região, das quais 2,5 milhões têm mais de 6 trabalhadores, acrescenta o documento.

Degradação ambiental

O documento da OIT alerta que a América do Sul foi uma das regiões com a maior perda líquida de florestas entre os anos 2000 e 2010, com quatro milhões de hectares perdidos a cada ano, de acordo com dados compilados pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

“Este fato é extremamente grave, dada a importância das florestas para a conservação dos ecossistemas e da biodiversidade, e também por sua grande contribuição para o PIB de países como Brasil, México, Guiana, Paraguai, Bolívia e Chile. A exploração insustentável, portanto, representa não apenas graves riscos ecológicos, mas também econômicos”, aponta o documento.

O relatório lembra, no entanto, que várias políticas têm sido implementadas para reduzir o impacto ambiental do setor privado. “Alguns países fizeram progressos rumo à criação de incentivos para a produção limpa, gestão sustentável dos recursos naturais e investimentos em energia renovável, embora sejam experiências muitas vezes ainda incipientes.”

O documento aponta no entanto alguns exemplos relevantes sobre os incentivos para a gestão de resíduos sólidos. Na Colômbia, recicladores tradicionais recicladores foram reconhecidos como empreendedores. O documento cita ainda a recente Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que regula a coleta, tratamento e destino final dos resíduos.

O relatório lembra que o Brasil produz 161 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos e, embora a cobertura de coleta seja de 97%, muitos destes têm um alvo inadequado. “A finalidade da lei é promover a responsabilidade partilhada e criar incentivos econômicos para atividades de reciclagem e resíduos com o destino apropriado.”

Pequenas e médias empresas

O relatório da OIT lançado ontem aponta que, embora haja “poucas políticas eficazes de apoio às Pequenas e Médias Empresas (PME)”, há várias iniciativas nesta área. A OIT cita o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Brasil (Sebrae), que tem desenvolvido várias iniciativas para promover uma maior sustentabilidade ambiental em empresas menores, como a criação da Rede Brasileira de Produção Mais Limpa (PML).

Esta rede – desenvolvida juntamente com o Centro Nacional de Tecnologias Limpas (CNTL/Senai) e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) – trabalha por meio núcleos de PML em sete estados ligados a federações de indústrias locais. Sua função é prestar serviços de diagnóstico ambiental, assistência técnica e treinamento em PML para empresas de diversos segmentos e atividades.

O Sebrae também colaborou na promoção da eficiência energética no Rio de Janeiro, sensibilizando mais de três mil pequenas e médias empresas. Casos de sucesso no âmbito desta iniciativa resultaram em uma economia de energia de mais de 50%, afirma o documento da OIT citando dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Acesse o estudo, em espanhol, clicando aqui.

Fonte: Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil | UNIC Rio

11:15 · 09.02.2013 / atualizado às 11:15 · 09.02.2013 por

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) lançaram o debate virtual Sustentabilidade Ambiental para o Mundo que Queremos. As consultas sobre como ajudar o desenvolvimento nos próximos anos estão abertas ao público até 1º de março.

O debate integra a primeira fase de uma consulta global para estabelecer um olhar mais amplo sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), além de discutir novas ideias e experiências sobre a sustentabilidade ambiental.

Os organizadores da consulta recomendam a leitura do documento-base com informações que podem auxiliar na formulação das sugestões. É possível dar a sua contribuição em português ou em outro idioma de sua escolha.

A sustentabilidade ambiental foi apontada pelo Grupo de Trabalho da ONU para a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 como uma das principais dimensões que devem influenciar as políticas de desenvolvimento pós-2015 – em conjunto com o desenvolvimento social, a economia inclusiva e promoção da paz e segurança. O tema foi debatido na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), realizada em junho de 2012 no Rio de Janeiro.

Para participar da consulta, clique aqui.

Fonte: Nações Unidas no Brasil

09:16 · 26.01.2013 / atualizado às 09:16 · 26.01.2013 por

 

Mais de um bilhão de toneladas de comida são desperdiçadas a cada ano. Para reverter esta situação, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) lançaram, na terça-feira (22 de janeiro), a campanha global contra o desperdício de alimentos “Pensar. Comer. Preservar. Diga não ao Desperdício”.

A iniciativa se dirige especialmente aos consumidores, comerciantes e outros atores da área gastronômica e de hospedagem e reunirá diversas ações contra o desperdício em um portal. Segundo a FAO, um terço dos alimentos é perdido durante os processos de produção e venda, um desperdício equivalente a um trilhão de dólares.

“Nas regiões industrializadas, quase metade da comida descartada, cerca de 300 toneladas por ano, ainda está própria para o consumo. Esta quantidade é equivalente a toda a produção de alimentos da África Subsaariana, e suficiente para alimentar 870 milhões de pessoas”, informa o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva.

A campanha fornecerá informações e dicas para evitar o desperdício, reduzir o impacto ambiental e poupar recursos. Por exemplo, para os consumidores, não se deixar seduzir por estratégias para consumir mais do que o necessário e para os comerciantes, oferecer descontos aos produtos próximos de passar da validade.

A iniciativa está coordenada pelo SaveFood Initiative, ação da FAO e da Messe Düsseldorf, e pelo “Desafio Fome Zero”, do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Participam também organizações como a WRAP UK, de incentivo à reciclagem, e Feeding de 5000, que distribui alimentos que seriam descartados, além de outros parceiros, como governos nacionais com experiência em políticas contra o desperdício.

Leia mais em: http://www.thinkeatsave.org/

Fonte: ONU Brasil

14:23 · 23.01.2013 / atualizado às 14:23 · 23.01.2013 por

 

As grandes concentrações de resíduos sólidos nos oceanos, conhecidas como “sopa de plástico”, têm perspectiva de continuar aumentando nos próximos 500 anos, apesar dos esforços pra reduzir o problema, segundo pesquisadores australianos.

A formação desses blocos de lixo nos oceanos é lenta, mas sua presença tem impacto negativo de longo prazo, destacou o cientista Erik Van Sebelle, um dos autores da pesquisa feita pelo Conselho Australiano de Investigação. “Mesmo que deixemos de jogar lixo plástico nos oceanos, essas massas seguirão crescendo”, comentou em entrevista publicada na última terça-feira.

Formadas pela ação das correntes superficiais marítimas, crescem devido ao acúmulo de todo o plástico que já foi lançado ao mar, não necessariamente naquele local, explicou o especialista.

Em 1997, o oceanógrafo Charles Moore descobriu a denominada “Grande Porção de Lixo do Pacífico”, também conhecida como “Continente de Plástico”, uma zona de detritos que se estende entre a costa da Califórnia, nos Estados Unidos, rodeia o Havaí e chega até o Japão. Essas superfícies de lixo concentram grandes quantidades de plástico e outros resíduos.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), 13 mil partículas de lixo plástico são encontradas em cada quilômetro quadrado do mar, mas o problema é maior no Norte do Pacífico.

As partículas plásticas – um mistura rica em produtos químicos tóxicos – são aspiradas por espécies marinhas. Pássaros e peixes morrem por confundirem as partículas plásticas com alimento. Estudos já comprovaram que até mesmo os plânctons, a base da cadeia alimentar, já são impactados.

Com informações de agências