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Tag: Resíduos Sólidos


10:30 · 08.02.2017 / atualizado às 21:39 · 07.02.2017 por
Para aderir à iniciativa e trocar lixo por bônus na conta de energia, qualquer cliente pode solicitar o cartão Ecoenel nos postos de coleta do programa Foto: Ecoenel

Há dez anos surgiu o programa de troca de material reciclável por descontos na fatura de energia, com benefícios para a população e para o meio ambiente. Para celebrar a data, teve solenidade, nessa terça-feira, com a palestra da jornalista Marina Klink abordando o tema “Contexto do Programa Ecoenel no panorama mundial da sustentabilidade”.

Em atuação desde janeiro de 2007, o programa já atendeu 610.703 clientes cadastrados, contabilizou 77.530 toneladas de  resíduos e concedeu R$ 5.255.737 em descontos na conta de luz, com uma economia de energia na ordem de 134.129.606 kwh, representando o consumo anual de um município como Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e segunda maior cidade em quantidade de domicílios do Ceará, com 111.775 residências com o consumo médio de 100 kwh/mês.

Latas de bebida, copos, garrafas de plástico e livros velhos: todos esses materiais podem ser reciclados. E não apenas materiais sólidos. O óleo de cozinha, utilizado nas frituras da cozinha, é um resíduo que também pode ser doado e reutilizado. Inclusive, o Ecoenel arrecadou aproximadamente 213.963,15 mil litros de óleo, gerando cerca de R$ 59.262,33 mil em bônus na conta de energia.

Para Odailton Arruda, responsável pelo Ecoenel, o programa é uma referência a ser seguida. “No início, não tínhamos ideia da quantidade de vidas que iríamos impactar. O Ecoenel não é um simples programa de desconto na conta de energia, pois essa
“simples operação” envolve várias instituições, trabalha a destinação adequada e correta dos resíduos recicláveis, ajuda no pagamento da conta de energia de muitas famílias e ainda contribui com as melhores práticas ambientas e sociais em prol da
comunidade”, reforça.

Além dos componentes de resíduos gerarem matérias-primas, a iniciativa também contribui para a redução do problema de destinação do lixo, aumenta o poder de compra da população, valoriza a cidadania e ainda contribui para reduzir o número de
clientes inadimplentes.

Como funciona

Para aderir à iniciativa e trocar lixo por bônus na conta de energia, qualquer cliente pode solicitar o cartão Ecoenel nos postos de coleta do programa. Com o cartão, basta o cliente levar o lixo reciclável ao posto de coleta e registrar os bônus para sua próxima fatura de energia, ou para uma outra unidade consumidora que ele indique.

O cartão corresponde à unidade consumidora para a qual o cliente quer creditar o desconto. Quando o consumidor leva resíduos recicláveis a um posto de coleta, os resíduos são pesados separadamente por tipo, a informação é computada em uma máquina de processamento de dados e, via web, o valor é creditado na conta de energia, de acordo com a categoria do resíduo coletado. A próxima fatura já vem com o desconto. Caso o valor da bonificação seja superior ao total da conta, o excedente é creditado automaticamente na fatura seguinte.

Reconhecimento

Por seus resultados, o Ecoenel já recebeu reconhecimentos nacionais e internacionais. Os mais recentes foram a participação no Knowledge Week promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, nos Estados Unidos. Também ficou entre os três finalistas do Prêmio Nacional de Inovação em 2013 e o Prêmio ODM Brasil, que incentiva ações, programas e projetos que contribuem efetivamente para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Entre outros, pode-se citar que foi eleito, pela Revista Exame, em conjunto com o Monitor Group, uma das 25 melhores inovações brasileiras da última década e foi um dos dez ganhadores do World Business and Development Awards (WBDA), premiação da Organização das Nações Unidas (ONU), como um dos projetos mais importantes quanto ao seu alinhamento com os princípios do Pacto Global, estando entre os 20 mais relevantes no mundo.

Além disso, foi eleito, em 2015, como um dos mais importantes projetos da América Latina alinhado aos princípios do Pacto Global (United Nations – Global Compact) e reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente como Prática de Referência Ambiental.

Ecopontos

O primeiro ponto de coleta fixo foi implantado em um posto de gasolina  na Avenida Washington Soares, em Fortaleza, dentro dos padrões estabelecidos no projeto original. O local disponibilizava troca de resíduo reciclável por bônus na conta
de energia elétrica dos clientes cadastrados, além de coletar, organizar e destinar à indústria de reciclagem os materiais recebidos.

A partir do lançamento desse primeiro ponto, a distribuidora percebeu a necessidade de ampliação do projeto. A população reconheceu o potencial do programa e a Companhia trabalhou com base na expansão da iniciativa.

Visando o atendimento de comunidades carentes, criou-se em 2012 uma rede de pontos móveis em parceria com várias associações comunitárias. Por meio de um trabalho de mobilização, as pessoas levam seus resíduos uma vez por mês, dentro de um dia específico, e realizam a troca nos caminhões itinerantes do Ecoenel. Estes circulam diariamente em diferentes comunidades do Ceará realizando a coleta com base em um calendário elaborado especificamente para atender as necessidades dos clientes.

Seguindo o mesmo modelo, a arrecadação itinerante Ecoenel promove a coleta seletiva nos condomínios de Niterói, no Rio de Janeiro, por meio do “Econdomínios”. Sendo a coleta seletiva predial um grande desafio à limpeza pública urbana, esse tipo de ação se consolida tanto na destinação adequada dos resíduos quanto na geração de novos valores em nossa sociedade.

Abrangência

O Ecoenel conta atualmente com 198 postos de coleta no Ceará e Rio de Janeiro, espalhados pela Capital e Interior.

Iniciativas derivadas do programa

Doação

Ao longo dos últimos dez anos, o Ecoenel tem gerado outras ações. Uma dessas iniciativas é a Doação de Bônus. Dentro da lógica da bonificação na conta de energia elétrica, os clientes podem doar seus bônus a pessoas físicas, famílias ou a
instituições parceiras dos projetos.

Como o cliente é quem escolhe o número da unidade consumidora cadastrada no cartão, ele pode levar os resíduos e creditá-los na conta que desejar. Tanto no Ceará quanto no Rio de Janeiro, instituições, como a Associação de Pais e Amigos dos
Excepcionais (Apae), o Instituto da Primeira Infância (Iprede), em Fortaleza; Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes de Audição (Apada), em Niterói e tantas outras podem ser beneficiadas com a doação dos bônus dos clientes que participam do Ecoenel.

Banco de Leite

Por meio da iniciativa do Banco de Leite, o Ecoenel realiza a arrecadação de recipientes de vidro em seus pontos de coleta para os Bancos de Leite do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), em Fortaleza, e para o Hospital Universitário Antônio Pedro em Niterói, no Rio de Janeiro.

Odailton Arruda destaca que a arrecadação de potes de vidro se deve a uma solicitação dos próprios bancos de leite dos hospitais que se encontram extremamente necessitados desse tipo de material para armazenamento do leite doado por mães voluntárias. Segundo a coordenadora geral do Banco de Leite no Ceará, Erandy Cordeiro, podem ser doados vidros de café e maionese de 50g a 100g. Ela explica que esses formatos são os ideais para a coleta e pasteurização do leite humano.

Resíduos que podem ser reciclados

· Papel e papelão
· Garrafas de plástico de refrigerante (PET)
· Latas e cerveja e refrigerante
· Embalagens tipo longa vida
· Embalagens de vidro (garrafas de cerveja, refrigerantes, copos, vidro de nescafé, aguardente etc.)
· Ferros em geral, arames e pregos
· Plásticos (embalagens de detergente, água sanitária, margarina, copos etc)
· Óleo de cozinha

Fonte: Enel Distribuição

10:00 · 06.07.2016 / atualizado às 21:38 · 05.07.2016 por
A expansão da coleta seletiva está atralada ao fim dos lixões, implantação e uso racional de aterros sanitários, reintrodução dos recicláveis na cadeia produtiva e inserção socioeconômica dos catadores organizados em cooperativas Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário
A expansão da coleta seletiva está atrelada ao fim dos lixões, implantação e uso racional de aterros sanitários, reintrodução dos recicláveis na cadeia produtiva e inserção socioeconômica dos catadores organizados em cooperativas Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

A coleta seletiva é realizada hoje em 1.055 municípios brasileiros. Esse número representa um aumento de 13,8% em relação a 2014, ano-prazo para o cumprimento efetivo da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) com o fim dos lixões. A revelação é da décima edição da pesquisa Ciclosoft, divulgada no fim de junho pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre).

Realizada desde 1994, a pesquisa tem seus dados atualizados a cada dois anos, o que permite acompanhar, de perto, o que acontece com o sistema em todo o País, não apenas em relação à existência ou não da coleta seletiva, mas também no que diz respeito aos modelos empregados, à composição gravimétrica dos recicláveis e à comparação dos custos da coleta seletiva e da convencional, entre outras informações.

“A Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, determina que todos os municípios brasileiros ofereçam a coleta seletiva à sua população. O histórico das edições da nossa pesquisa Ciclosoft mostra um claro engajamento dos municípios após a aprovação da Política. O aumento nesses seis anos foi de 138%, mas o fato é que, mesmo assim, apenas 18% das cidades disponibilizam o sistema”, analisa Victor Bicca, presidente do Cempre.

A Ciclosoft 2016 confirma a concentração do serviço nas regiões Sudeste e Sul que, juntas, somam 81% dos municípios com coleta seletiva. “Um dado interessante é que as regiões metropolitanas das 12 principais capitais brasileiras, que congregam cerca de 130 municípios, representam quase 40% dos resíduos gerados no País.

O desafio é que essas cidades efetivem seus sistemas de coleta seletiva, pois isso resultaria em um grande impulso para a destinação correta dos materiais recicláveis no Brasil e teria um alto poder de influenciar a efetiva expansão do sistema”, destaca Bicca. As cidades são: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador.

Atrelados à expansão da coleta seletiva, estão benefícios, como o encerramento dos lixões, a implantação e uso racional de aterros sanitários, a reintrodução dos recicláveis na cadeia produtiva e a inserção socioeconômica dos catadores organizados em cooperativas como agentes da coleta.

Com abrangência nacional, a Ciclosoft obtém seus dados por meio de questionários enviados às prefeituras e visitas técnicas. A participação é aberta e voluntária.

Conheça, a seguir, as principais informações consolidadas pela Ciclosoft 2016.

Municípios com coleta seletiva

Mix de estratégias

Os programas de maior êxito são aqueles em que há uma combinação de diferentes modelos de coleta seletiva:

• A maior parte dos municípios opera o sistema por meio de PEVs (54%) e cooperativas (54%)

• A coleta porta a porta precisa de maior atenção dos gestores municipais (29%)

A operacionalização do sistema

A coleta pode ser realizada por mais de um agente executor:

• Contratação de empresas particulares – 67%

• A própria Prefeitura – 51%

• Cooperativas de catadores – 44%

É bem amplo o tipo de suporte dado às cooperativas e pode abranger equipamentos, galpões de triagem, ajuda de custo para despesas com água e energia elétrica, caminhões (incluindo combustível), capacitações e investimentos na divulgação da coleta e em educação ambiental.

Os municípios que desejarem participar da Ciclosoft 2018 podem enviar sua solicitação para o email: pesquisa@cempre.org.br.

Os dados completos da pesquisa Ciclosoft desde 2004 estão disponíveis no site do Cempre.

Fonte: Cempre

10:00 · 27.06.2016 / atualizado às 22:16 · 26.06.2016 por
O copo retrátil que tem como finalidade substituir o uso dos descartáveis foi lançado no Dia Mundial do Meio Ambiente
O copo retrátil que tem como finalidade substituir o uso dos descartáveis foi lançado no Dia Mundial do Meio Ambiente

“Salvar o Planeta: um copinho de cada vez”. Foi essa a filosofia que deu origem ao projeto “Menos 1 Lixo”, lançado oficialmente em 1º de janeiro de 2015, pela empresária carioca Fe Cortez. A ideia era simples: incentivar a redução na produção do lixo por meio da substituição dos copos descartáveis por um modelo reutilizável e portátil que qualquer pessoa possa carregar consigo para onde for.

O projeto começou usando um copinho importado. Metálico e retrátil, ele cabia até no bolso, podia ser levado para qualquer lugar e entrava em ação sempre que o usuário precisasse beber alguma coisa com um copo descartável.

“É uma atitude de consumo consciente aplicada de forma simples no dia a dia de pessoas urbanas e, ao mesmo tempo, com potencial de gerar grande retorno”, resume Fe. O impacto que essa simples atitude causa foi comprovado pela própria experiência da criadora do projeto. Fe Cortez realizou, ao longo do ano passado, o Desafio Menos 1 Lixo.

A ideia foi contabilizar quantos copos descartáveis deixou de consumir entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2015 e assim servir de exemplo do potencial do impacto positivo que pode ser gerado pelo indivíduo. O resultado foi inspirador: 1.618 copos descartáveis deixaram de ser utilizados em 365 dias. o que equivale a cerca de 800 litros de água (utilizados na produção desses copos) – ou o que uma pessoa deve beber de água durante um ano inteiro.

Além de usar o copinho para o desafio pessoal, ela importou milhares de unidades, personalizou com a logo da campanha e começou a vender no site do projeto. Além de um produto, o copo representava toda uma ideologia de adoção do consumo consciente no dia a dia.

Cortez comprovou isso com a própria experiência: além de usar o copinho diariamente, ela passou a consumir muito menos produtos com embalagens desnecessárias, trocou o carro pela bicicleta em grande parte dos seus deslocamentos, passou a fazer compostagem em casa, entre outras atitudes.

O desafio não se limitou a ela. No fim de um ano, o projeto atingiu a marca de 7 mil pessoas usando o copo. Isso significa, estimando-se que cada pessoa use o copinho do projeto cinco vezes por dia no lugar do descartável, cerca de 12 milhões de copos que deixaram de ser jogados no lixo, por ano, o que representa mais ou menos 6 milhões de litros de água que deixaram de ser usados na produção.

Produção 100% brasileira

Desde o início da campanha, o grande sonho da Fe Cortez era produzir o “copo perfeito”, ou seja, uma versão muito mais moderna, funcional, bonita e, principalmente, sustentável do copinho metálico que ela importava desde o início do projeto.

Depois de muita pesquisa, estudo de fornecedores e de um investimento de R$120 mil – que contou com apoio da marca Farm – em 5 de junho, na simbólica data do Dia Mundial do Meio Ambiente, o copo oficial do Menos 1 Lixo foi lançado.

Fe decidiu trabalhar com tecnologia totalmente brasileira, assim poderia acompanhar de perto toda a cadeia produtiva para se certificar de que a produção era baseada em práticas sustentáveis e que não utilizava mão de obra escrava (como poderia acontecer com produtos importados).

“O copo do Menos 1 Lixo é 100% brasileiro, com design da Bolei, agência especializada em produtos sustentáveis. Foi pensado para ser um companheiro inseparável, como a chave, carteira ou celular, acompanhar em todos os lugares e carregar todas as bebidas. Foi desenvolvido no tamanho ideal para, por exemplo, tomar um mate de galão na praia ou um açaí, que pode ser feito diretamente no copo, sem passar pelo descartável”, conta Fe Cortez.

Aberto, o produto comporta 400ml; fechado, tem menos de 4cm de altura. O que garante que realmente ele cabe em qualquer lugar e é portátil. Uma alça na tampa foi feita especialmente para permitir que o copo também possa ser pendurado na mochila, no chaveiro, em uma corda ou no passador da roupa, basta utilizar um mosquetão. O corpo do copo é feito de silicone de grau alimentício, material que possui menor aderência e o torna muito mais fácil de limpar, contribuindo para para a redução da pegada hídrica.

Além disso, pode ser levado ao freezer, micro-ondas, máquina de lavar louças, e não contém nenhum tipo de metal pesado, BPA, ou ftalatos, substâncias químicas que afetam o meio ambiente e a saúde humana. A tampa, de poliamida, também é livre de materiais nocivos, além de ser um material durável.

O novo copo está a venda no site do Menos 1 Lixo (www.menos1lixo.com.br) e no Sou Barato, outlet da Americanas.com que comercializa produtos novos, reembalados e usados a preços que cabem no bolso dos consumidores, o que aumenta a vida útil dos itens e, consequentemente, reduz descartes na natureza. Proposta totalmente aderente ao que é praticado pelo Menos 1 Lixo.

22:11 · 05.06.2016 / atualizado às 22:37 · 05.06.2016 por

gestao_Página_01
O Planeta já dá sinais de que se nós – indivíduos, empresas, governos – não mudarmos nossas atitudes, seguiremos para o nosso declínio.
Nesta edição 2016 especial de Gestão Ambiental do Dia Mundial do Meio ambiente, falamos francamente com o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl.
Tratamos também do tema mitigação, mostrando a palma forrageira como uma opção viável de manter o rebanho, já que o Estado do Ceará amarga o quinto ano seguido de seca.
Também focamos experiências bem-sucedidas de Gestão Ambiental de empresas como a Esmaltec e a C. Rolim Engenharia.
Destacamos a guinada sustentável da gigante C&A, que uniu-se à National Geographic para promover o cultivo do algodão orgânico, considerando inclusive a produção do agricultores familiares do Ceará.
Por fim, tratamos de um novo investimento que já vem fazendo a diferença na gestão dos Resíduos Sólidos no Ceará, por meio da Cidade Limpa Ambiental.

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Aproveitem a leitura!

20:31 · 24.02.2016 / atualizado às 20:31 · 24.02.2016 por
Lixo acumulado, às 14h de hoje, 24 de fevereiro de 2016, no cruzamento das ruas Francisco Holanda e Silva Paulet, no Dionísio Torres Fotos: Maristela Crispim
Lixo acumulado, às 14h de hoje, 24 de fevereiro de 2016, no cruzamento das ruas Francisco Holanda e Silva Paulet, no Dionísio Torres Fotos: Maristela Crispim
Lixo acumulado, às 14h de hoje, 24 de fevereiro de 2016, no cruzamento das ruas Francisco Holanda e Silva Paulet, no Dionísio Torres Fotos: Maristela Crispim
Lixo acumulado, às 14h de hoje, 24 de fevereiro de 2016, no cruzamento das ruas Francisco Holanda e Silva Paulet, no Dionísio Torres Fotos: Maristela Crispim

Por Maristela Crispim

Pontos de lixo como esse acima, que fotografei às 14h de hoje, no cruzamento das ruas Francisco Holanda com Silva Paulet, no bairro Dionísio Torres, considerado área nobre da cidade de Fortaleza, são muitos, precisamente 1.388, segundo a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (SCSP).

Problema antigo, de difícil solução, tem sido um grande desafio para as administrações da cidade. Entre as ações em curso, atualmente, está a construção de “ecopontos”, espaços destinados a coletar resíduos de pequenos geradores, que não podem ser classificados como lixo doméstico e, por isso, não são destinados à coleta domiciliar.

Adoção de multa

Segundo a SCSP, a Agência de Fiscalização (Agefis) visitou 7.807 grandes geradores de resíduos sólidos em 2015. A fiscalização foi iniciada no dia 18 de maio, após a sanção da Lei Nº 10.340/15. Até dezembro, foram registradas 2.499 autuações por irregularidades no plano, custeio, acondicionamento, transporte, armazenamento, coleta, tratamento e destinação do lixo. Desse total, 11% foram autuações gravíssimas, 67% graves, 5% médias e 17% leves.

A destinação irregular dos resíduos sólidos, o armazenamento inadequado do lixo e a falta do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) foram as infrações mais cometidas nesse primeiro ano de fiscalização.

Outra conduta errada foi a utilização de caçambas estacionárias de empresas que não estavam regularizadas. A operação de remoção dessas caçambas clandestinas iniciou no dia 22 de setembro. Até o fim de dezembro, foram removidas 51 caçambas estacionárias em situação irregular.

Isso representa 204 mil litros de lixo que teriam ido irregularmente para áreas verdes, vias públicas ou canteiros centrais. A partir de um aplicativo móvel que monitora todas as caçambas estacionárias da cidade, os fiscais da Agefis realizavam as vistorias acompanhados de veículos poliguindastes para remover as caçambas estacionárias irregulares.

Em 2015, as multas variaram de R$ 687,50 a R$ 3.437,50, podendo ser agravadas em até cinco vezes e ultrapassar os R$ 17 mil. Caso ocorra o pagamento sem contestação, o valor da multa pode ser reduzido em até 50%.

São considerados grandes geradores aqueles que diariamente produzem mais de 100 litros de lixo comum, 50 litros de entulho de construção civil ou qualquer quantidade de lixo com risco de contaminação ambiental ou biológica. Isso não inclui, portanto, os geradores daqueles resíduos que fotografei hoje.

Problema persiste

Esses esforços precisam ser reconhecidos, mas não resolveram o problema. Os pontos de lixo continuam existindo, no Dionísio Torres, na Leste-Oeste e em todos os pontos conhecidos de cada um de nós na Cidade.

Quando será que o cidadão vai começar a fazer a sua parte, sendo fiscal do patrimônio público, que é de todos e não de ninguém, como muitos costumam pensar para se acomodar dentro dos seus carros, desviar o olhar e não descer, sentir o mau cheiro, fotografar e denunciar?

Se cada um assumir um papel nessa complicada equação pode ser que o problema não se resolva, mas seja amenizado. Afinal, nos livramos do lixo, mas ele continua cheirando mal na próxima esquina, esquina onde normalmente não há uma casa, mas tem um vizinho.

Mapeamento

Segundo as informações da SCSP, em 2009, existiam cerca de 1.800 pontos de lixo na cidade. Atualmente, estão mapeados 1.388 e a redução também se deu em peso. Isso após a publicação da Lei Nº 10.340/2015, em maio do ano passado. Ainda segundo as informações da pasta, resultado da conscientização dos grandes geradores da crescente adequação à legislação vigente, o que resultou no crescimento de 24% em número de contratos novos de coleta particular.

Ecopontos

Uma das iniciativas da atual gestão de Fortaleza para a administração dos resíduos sólidos é a adoção dos ecopontos, que atualmente são quatro, sendo três em contêiner e um em alvenaria – para a população realizar o descarte gratuito de entulho de obras de pequeno porte, restos de poda, móveis, estofados velhos, papelão, plásticos, vidros, metais, celulares e aparelhos eletroeletrônicos. O horário de funcionamento é de segunda-feira a sábado, das 8h às 17h. Um novo deverá ser entregue ainda neste mês. E estima-se que, até o fim de 2016, a cidade terá 25 implantados.

Localização dos Ecopontos

–  Bairro Conjunto Esperança (Contêiner)

Avenida da Penetração Norte Sul com a Rua do Canal (Regional V)

– Bairro de Fátima (Contêiner)

Avenida Luciano Carneiro com Avenida Eduardo Girão (Regional IV)

– Bairro São João do Tauape (Contêiner)

Avenida Visconde do Rio Branco, S/N – anexo ao Parque Rio Branco (Regional II)

– Bairro Varjota (Alvenaria)

Avenida Antônio Justa com Rua Meruoca (Regional II)

Pontos de Coleta Voluntária (PEVs)

A Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) implantou Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) nos terminais de ônibus da Parangaba, Papicu, Antônio Bezerra e Siqueira para receber resíduos recicláveis. Os recipientes, que possuem capacidade para 300 quilos, fazem parte do Programa Reciclando Atitudes, um dos pontos do Plano de Ações para Gestão de Resíduos Sólidos, apresentado em março de 2015.

Coleta seletiva em praças e parques

A Seuma implantou cerca de 400 lixeiras de coleta seletiva em parques e praças da Cidade. Separadas pelas cores cinza (reciclável) e marrom (não-reciclável), as lixeiras são mais uma ação do Programa Reciclando Atitudes, cujo objetivo é promover processos de reciclagem com a inclusão dos catadores, incentivar a coleta adequada de resíduos e garantir a manutenção da qualidade ambiental e processos sustentáveis de reciclagem, observando os aspectos ambiental, social, econômico e energético.

Centros de Triagem

O material coletado em Fortaleza é destinado aos três Centros de Triagem públicos: Bonsucesso, Ascajan e Planalto Universo, localizados nos bairros: João XXIII, Jangurussu e Vila União, respectivamente. Os referidos Centros contam com gestão compartilhada entre Prefeitura – Seuma, Acfor e secretarias regionais- e cooperativa de catadores de Fortaleza.

A Prefeitura arca com a infraestrutura e o apoio técnico, como orientações, custos com logística e manutenção, capacitações, etc, e a cooperativa entra com o trabalho, administração e venda dos resíduos coletados, sendo o montante arrecadado distribuído entre os catadores. Além disso, a Prefeitura presta apoio na logística de transporte com caminhões para a coleta de materiais recicláveis e de óleo e gorduras residuais usados.

Projeto Maior Limpeza

Desde novembro de 2015, quando foi entregue o Ecoponto no Bairro de Fátima (Regional IV), a Prefeitura, com a articulação de vários órgãos municipais (SCSP, Acfor, Agefis, Emlurb, Defesa Civil, Coareg, SME, Seinf, Seuma, SMS e regionais), vem realizando o Projeto Maior Limpeza. A ação consiste em blitze educativas em vias e bairros das seis regionais, com o objetivo de conscientizar a população e comerciantes quanto ao descarte correto dos resíduos sólidos, além de distribuir mudas de espécies nativas e frutíferas, sempre no último sábado de cada mês.

Central 156

A Prefeitura conta com a colaboração da população para denunciar casos de descarte irregular de lixo em locais inapropriados. A população deve telefonar gratuitamente para o número 156 ou utilizar o aplicativo Central 156, disponível para Android e iOS, cujo download pode ser feito no site do Fiscal Cidadão: www.fortaleza.ce.gov.br/156.

15:15 · 10.09.2015 / atualizado às 15:37 · 10.09.2015 por
Hoje em média cada brasileiro gera 1,062 quilos de lixo por dia Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário
Hoje em média cada brasileiro gera 1,062 quilos de lixo por dia Foto: Fabiane de Paula / Agência Diário

por Reinaldo Canto*
Diferente da nossa economia, que apresenta desaceleração, o que não para de crescer é a capacidade nacional de gerar cada dia mais lixo. Foi o que concluiu a nova pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).
Segundo os dados levantados pela entidade, em cerca de 400 municípios nos quais residem quase 92 milhões de pessoas, de 2003 a 2014, a quantidade de resíduos produzidos pelos brasileiros foi cinco vezes superior ao aumento populacional do período que foi de apenas 6%. Hoje em média cada pessoa gera 1,062 quilos de lixo por dia!
Os formuladores da pesquisa afirmam que essa é a primeira e mais abrangente feita sobre a situação dos resíduos no Brasil, após a entrada em vigor da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em 2010.

Desde então pouca coisa prevista na lei foi efetivamente implementada, entre elas, um aumento na reciclagem da ordem de 7,2%. Quando a lei passou a valer, apenas 57,6% das cidades brasileiras tinham coleta seletiva, agora esse número saltou para 64,8% dos municípios que reciclam seus resíduos. Um avanço, sem dúvida, bem tímido!
Mas as boas notícias praticamente param por aí! No ano passado apenas 58,4% de um total de 78,6 milhões de toneladas de resíduos coletados tiveram destinação adequada, ou seja, foram ao menos encaminhados para aterros sanitários, locais apropriados e preparados para receber esses materiais.

Outros 41% foram parar em lixões ou aterros controlados, lugares inadequados e que oferecem riscos à saúde das pessoas, ao meio ambiente e podem trazer sérias e irreversíveis consequências como a contaminação do solo e do lençol freático, entre outros.
Exemplo na Amazônia
Recentemente tive a oportunidade de conhecer uma realidade que dá uma medida de quanto à falta de uma ação mais efetiva para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos deverá agravar um quadro que já pode ser considerado dramático.
À convite da empresa Tetra Pak, visitei experiências de coleta seletiva em comunidades ribeirinhas que fazem parte da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro em Manaus, no estado do Amazonas.
O projeto desenvolvido em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) tem o objetivo de reduzir os impactos causados pelo lançamento de resíduos que tradicionalmente eram jogados no Rio Negro ou enterrados e até mesmo queimados.
Quando a realidade dessas comunidades estava ligada, basicamente, ao descarte de material orgânico, ou seja, restos de alimentos, cascas de frutas e madeira, o próprio ambiente possuía condições razoáveis de absorção. A partir do momento em que as comunidades passam a consumir cada vez mais produtos descartáveis e alimentos industrializados embalados, entre outros, a situação muda completamente. Jogar no rio materiais como, plásticos, metais e até mesmo pilhas e baterias, altamente tóxicos e poluentes trás terríveis consequências para as pessoas e o meio ambiente amazônico.
Algumas comunidades como a Três Unidos que fica às margens do Rio Cuieiras felizmente começam a entender os perigos do descarte indiscriminado desses materiais. O Centro de Triagem lá localizado recebe embalagens diversas e por meio de uma prensa entregue pela Tetra Pak, todo o material é compactado e depois enviado à Manaus para uma destinação correta.
Alunos de outras 19 comunidades se dirigem diariamente para estudar no Núcleo de Conservação e Sustentabilidade Assy Manana, onde estudam e são estimulados a enviar os resíduos de suas comunidades para serem prensadas no centro de triagem da Três Unidos. No ano passado cerca de 1,5 tonelada de resíduos passaram pelo local e neste ano são esperadas a coleta de duas toneladas de materiais recicláveis.
Fernando von Zuben, diretor de meio ambiente da Tetra Pak explica que o fornecimento dos materiais adequados para a construção do centro de triagem e os equipamentos compatíveis com as necessidades locais representam importantes apoios para a preservação ambiental, mas ressalta, “toda a mão de obra é local e os resultados só aparecem se as pessoas estiverem envolvidas com o projeto”.
“Aqui na Amazônia as dificuldades para um processo como esse são bem maiores do que em São Paulo, por exemplo, por causa das questões logísticas da região”, afirma Virgílio Viana, engenheiro florestal e superintendente geral da FAS. Para ele, esses enormes desafios requerem uma conscientização ainda maior. A educação, o convencimento e o posterior engajamento das pessoas são as bases necessárias para o sucesso no trabalho de reciclagem.
Mesmo com a expansão do projeto previsto para atingir mais comunidades, ainda será pequeno diante de outras centenas de aglomerados humanos residentes na nossa Amazônia que, neste momento, estão jogando nos rios uma quantidade imensa de materiais poluentes e contaminantes. Por essa razão, os esforços precisam envolver seriamente mais atores da sociedade manauara e dos outros estados da região e de todo o Brasil.

Só para se ter uma ideia, a geração de resíduos apenas em Manaus é superior a 1,5 milhão de toneladas anuais. De 2005 a 2012 houve um incremento de 38% na quantidade de resíduos produzidos pela capital do Amazonas, segundo a Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos da cidade.
Como refletiu o cacique tuxaua Valdemir Triukuxuri, um dos líderes da comunidade Três Unidos, de acordo com a tradição indígena, tudo que é importante deve estar na frente, a vista de todos. Foi por essa razão que o Centro de Triagem possui localização privilegiada bem na frente da comunidade. “Índio considera um monumento, porque é bom para a saúde de todos”.
Pois bem são essas alternativas que nos restam: colocar o problema na frente para que todos possam ver e agir, parar de protelar indefinidamente os pontos principais previstos em lei como o fim dos lixões e o aumento da capacidade de reciclagem em todo o país ou só assistir o problema crescer perigosamente. Nesse último caso, o que o futuro nos reserva, se continuarmos a empurrar com a barriga a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos? Será mesmo uma imensa e vergonhosa montanha de lixo que não mais poderá ser escondida.
* Publicado originalmente na Carta Capital

13:24 · 20.06.2014 / atualizado às 22:37 · 20.06.2014 por

 

A imagem do torcedor japonês catando resíduos na Arena Pernambuco, no dia 15 passado, fez sucesso nas redes sociais e serve de alerta para os brasileiros

A imagem de um torcedor japonês coletando resíduos na Arena Pernambuco, em Recife, após a partida da Copa do Mundo  Japão X Costa do Marfim, correu o mundo nas redes sociais e fez muito sucesso. A iniciativa serve de alerta a nós,  brasileiros, sobre a nossa relação com os resíduos que produzimos.

Estimativa inédita e exclusiva da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), é de que o Brasil irá gerar um volume adicional de cerca de 15 mil toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) durante a Copa do Mundo de Futebol, incluindo o total gerado com o turismo, nos estádios e nas Fan Fests que acontecem nas cidades-sede do torneio. As cidades em que haverá maior geração de lixo são: Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza.

“A realização da Copa do Mundo tradicionalmente aumenta a geração de resíduos nas cidades que sediam o evento, mas o impacto decorrente desse aumento depende das medidas adotadas para lidar com esse volume adicional. No caso do Brasil, percebemos que muitas cidades não dimensionaram e tampouco se prepararam para o impacto da Copa sobre a geração adicional de lixo, o que pode se tornar um transtorno para o evento e, principalmente, para a imagem das cidades”, comenta Carlos Silva Filho, diretor-presidente da Abrelpe.

A geração e coleta de lixo, seus desafios, oportunidades, possíveis soluções e tecnologias empregadas, estarão em destaque neste ano no Brasil por conta do Congresso Mundial de Resíduos Sólidos ISWA 2014 – e o Fórum Global de Resíduos da IPLA/ONU , que serão realizados em São Paulo, entre os dias 08 e 11 de setembro.

São os principais eventos do mundo nesse setor, realizados no Brasil pela primeira vez. No Congresso serão apresentados dados e estimativas inéditas acerca da geração de resíduos em megaeventos, bem como os sistemas e ações de sucesso para uma destinação e tratamento adequado a tais resíduos.

Lixo_Copa

Abrelpe

Criada em 1976, a Abrelpe é uma associação civil sem fins lucrativos, que congrega e representa as empresas que atuam nos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Sua atuação está pautada dentro dos princípios da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável e seu objetivo principal é promover o desenvolvimento técnico-operacional do setor de resíduos sólidos no Brasil.

Comprometida com o equacionamento das demandas decorrentes da gestão de resíduos, desenvolve parcerias com poder público, iniciativa privada e instituições acadêmicas e, por meio de campanhas, eventos e premiações, busca conscientizar a sociedade para a correta gestão dos resíduos.

No contexto internacional, é a representante no Brasil na International Solid Waste Association (ISWA) e sede da Secretaria Regional para a América do Sul da Parceria Internacional para Desenvolvimento dos Serviços de Gestão de Resíduos Junto a Autoridades Locais (Ipla), um programa reconhecido e mantido pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Comissão das Nações Unidas para Desenvolvimento Regional (UNCRD).

Catadores

Seis cidades-sede foram contempladas com R$ 2,3 milhões do Ministério do Meio Ambiente (MMA), permitindo a atuação de 710 catadores em Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal e São Paulo.

Esses recursos foram usados de acordo com o plano definido para cada cidade, incluindo capacitações, gastos com remuneração, aquisição de uniformes e equipamentos de proteção, alimentação e transporte dos catadores, logística para transporte do material coletado e divulgação das ações de coleta seletiva solidária. Os catadores estão realizando a coleta seletiva no entorno das arenas onde os jogos estão sendo disputados, nas festividades locais, incluindo as festas oficiais para as torcidas, chamadas de Fifa Fan Fest.

“Esse projeto tem contribuído para estimular a população que ali se encontra a pensar na correta forma de descarte dos seus resíduos; para dar visibilidade nacional e internacional ao trabalho desenvolvido pelos catadores de materiais recicláveis; e para fazer refletir sobre questões ambientais e de sustentabilidade e, ainda, demonstrar o modelo de gestão de resíduos por meio da coleta seletiva com a participação dos catadores de materiais recicláveis”, explica o gerente de projeto do Ministério do Meio Ambiente, Eduardo Rocha.

Destinação adequada

As cooperativas de catadores estão ampliando a renda com a venda do material reciclável coletado nas áreas da Copa, que são reaproveitados. Essa iniciativa também gera economia de recursos naturais, redução do envio de materiais para o aterramento e consequente redução na contaminação do solo e da água, além da inclusão social da categoria de catadores de material reciclável.

Em Fortaleza, já foram recolhidos, desde a abertura da Copa (12) até terça-feira (17), 1,1 tonelada de resíduos ao redor da Arena Castelão. Já os resíduos coletados das Fan Fests chegaram a 4,7 toneladas, no mesmo período.

O MMA está realizando visitas técnicas às cidades que receberam os recursos. São Paulo, Natal e Belo Horizonte já foram vistoriadas. A analista ambiental do MMA, Mariana Alvarenga, acompanhou a ação dos catadores em São Paulo, na abertura da Copa.

“Os catadores estão tendo visibilidade e chamando atenção para o tema dos resíduos sólidos”, destaca. No dia seguinte ao jogo, a analista conheceu o trabalho da cooperativa que já havia separado e pesado todo material recolhido. As cidades de Fortaleza, Manaus e Curitiba serão visitadas até a semana que vem.

Cada cidade elaborou seu projeto de acordo com as suas necessidades, seguindo as diretrizes do MMA. No início do ano, o MMA promoveu o seminário Plano de Limpeza e Coleta das Cidades-Sede da Copa 2014, com a finalidade de compartilhar experiências de coleta seletiva em grandes eventos entre os municípios e esclarecer aspectos do projeto de inclusão do catador na Copa do Mundo Fifa 2014.

Essa iniciativa é um dos temas prioritários definidos no âmbito da Câmara Temática Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CTMAS), instalada em maio de 2010, com representantes do governo federal, dos Estados e dos municípios e coordenada pelos Ministérios do Meio Ambiente e do Esporte.

Fontes: Abrelpe / MMA

 

13:06 · 14.06.2014 / atualizado às 13:24 · 14.06.2014 por
Estação móvel de reciclagem do Pão de Açúcar e da Unilever ajudará a torcida brasileira a ter uma atitude sustentável #praserfeliz
Estação móvel de reciclagem do Pão de Açúcar e da Unilever ajudará a torcida brasileira a ter uma atitude sustentável #praserfeliz

O Grupo Pão de Açúcar lançou, em parceria com a Unilever, o “reciclar #praserfeliz” durante os dias de jogos da Copa do Mundo. Um veículo preparado para receber materiais recicláveis, com comunicação especial, percorrerá pontos com alta concentração de pessoas em três cidades: São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza.

Promotores convidarão as pessoas a destinar corretamente seus resíduos, evitando o descarte incorreto e o acúmulo nas ruas. Os que participarem da iniciativa ganham uma maquiagem festiva para torcer ainda mais pela seleção.

As ações acontecem durante todo o período do mundial. Foram escolhidos lugares com alta concentração de bares e restaurantes, em que as pessoas se reunirão para assistir aos jogos juntas e torcer.

A estação estará nesses locais entre 11h e 20h. Todos os recicláveis arrecadados serão doados para cooperativas de reciclagem que são parceiras do programa Estação de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever, presente nos estacionamentos de 127 lojas em todo o Brasil. Existente desde 2001 o programa já arrecadou mais de 75 mil toneladas de materiais recicláveis.

O “reciclar #praserfeliz” é parte do movimento pela felicidade lançado pelo Pão de Açúcar, que indica e oferece atitudes simples para que as pessoas busquem aquilo que as fazem felizes. No caso do “reciclar #praserfeliz” por meio da reciclagem, a pessoa assume o protagonismo em uma ação de qualidade de vida.

Assim como todas as inciativas da marca deste ano, esta também virá identificada com o tema “atitude #praserfeliz”. Compartilhando a ação e a hashtag, espera-se que outras pessoas se sintam contagiadas a fazerem o mesmo, reforçando o movimento.

A sustentabilidade é um dos pilares estratégicos do Pão de Açúcar, que busca ser reconhecido pelo consumidor como o varejista mais sustentável. A gestão de resíduos dos clientes é um dos temas prioritários e pioneiros da marca, reforçando seu compromisso de consumo consciente.

Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever

Em 2001, o Pão de Açúcar e a Unilever chamavam a atenção da população ao iniciar uma ação que seria essencial para a sociedade alguns anos depois: a reciclagem. O pioneirismo veio com o Programa Estação de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever, que em 13 anos já arrecadou mais de 75 mil toneladas de materiais recicláveis (papel, vidro, plástico e metal) e se consolida como o primeiro programa de parceria entre varejo e indústria no cenário nacional de reciclagem.

Os materiais recicláveis são doados para 36 cooperativas de reciclagem parceiras do Programa. Além do caráter social da ação, com a geração de renda e a inclusão social beneficiando mais de 6,9 mil pessoas direta e indiretamente por ano, as estações de reciclagem contribuem também com oincentivo ao descarte consciente.

O projeto está em constante evolução. Em 2007, a rede incluiu nas Estações pontos de arrecadação de óleo de cozinha, onde já foram coletados mais de 1,2 milhão de litros do produto usado, e grande parte é encaminhada para a produção de biocombustível.

Fonte: Grupo Pão de Açúcar

08:52 · 05.06.2014 / atualizado às 09:05 · 05.06.2014 por

Negocios

Por Maristela Crispim

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente e, em dezembro, a página de Gestão Ambiental do Diário do Nordeste celebra dez anos de existência. Para marcar essas duas importantes datas, o Diário inicia, com um caderno, uma série de reportagens especiais. O primeiro tema é resíduos sólidos.

Estamos a praticamente dois meses do fim do prazo dado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) para o fim dos lixões em nosso País e indústria, comércio, consumidores, poderes públicos, todos são chamados à responsabilidade pelo destino dado ao que se produz, comercializa e consome.

Longe de ser encarada como mais um problema, a questão dos resíduos sólidos pode e deve ser vista como oportunidade. Muitos já estão se movimentando para mudar as coisas. Mas ainda há muito a ser feito.

Reduzir a demanda por matérias-primas virgens, reaproveitar ou usar matérias-primas recicladas, reduzir a produção de resíduos, destiná-los ao reúso e reciclagem são algumas das ações.

Mas a mudança deve começar em cada um, precisa ser individual. Necessitamos ter a consciência de que o saquinho de lixo que depositamos na calçada não desaparece de forma mágica.

O caminho apontado pela Lei é a Logística Reversa, instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos ou outra destinação final ambientalmente adequada.

A boa notícia é que já temos shopping centers, supermercados empresas de eletroeletrônico, construtoras e até mesmo a Companhia Energética do Ceará (Coelce) despontando nestas ações, antes mesmo de o consumidor tomar consciência de que pode fazer algo para mudar o rumo das coisas.

Como foi dito, este caderno especial apenas dá início a uma abordagem mais aprofundada das temáticas desenvolvidas rotineiramente pela página de Gestão Ambiental. Mês a mês outros temas serão tratados de forma especial, às quartas-feiras, no caderno de Negócios.

Referência

As discussões de temas como o impacto das Mudanças Climáticas, convivência com as adversidades climáticas do Semiárido, uso sustentável da Caatinga, Desertificação e gestão de resíduos sólidos, entre outros, têm feito do Diário do Nordeste uma referência em Jornalismo Ambiental na região, com destaque nos principais prêmios nacionais de jornalismo em Sustentabilidade.

Coluna e blog

O Diário do Nordeste é um dos poucos veículos diários do País a possuir espaços específicos para o tema sustentabilidade. A coluna Mercado Verde, publicada na página de Gestão Ambiental, aponta ações sustentáveis, ou não, no meio econômico.

Da mesma forma, o blog Gestão Ambiental há três anos tem focado as questões ambientais, principalmente aquelas relacionadas à nossa realidade regional.

10:39 · 07.02.2014 / atualizado às 10:49 · 07.02.2014 por
A BGS Reciclada (Brita Graduada Simples) é produzida a partir de  resíduos sólidos da construção civil e utilizada principalmente em suporte de camadas de pavimentação (base e sub-base) Foto: Divulgação / Seinf
A BGS Reciclada (Brita Graduada Simples) é produzida a partir de resíduos sólidos da construção civil e utilizada principalmente em suporte de camadas de pavimentação (base e sub-base) Foto: Divulgação / Seinf

As primeiras vias de Fortaleza a contar com os corredores de ônibus Bus Rapid Transit (BRTs) – como as avenidas Paulino Rocha, Dedé Brasil e Alberto Craveiro – estão recebendo os serviços de pavimentação com material reciclado.

A iniciativa da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf) visa minimizar a extração de matéria-prima na natureza e contribuir para a eliminação de lixões.

A Brita Graduada Simples (BGS Reciclada) é obtida pela reutilização dos resíduos sólidos da construção civil e utilizada principalmente em suporte de camadas de pavimentação (base e sub-base).

Segundo a Seinf, trata-se de um produto com alto padrão de qualidade, produzido a partir da mistura de pó de pedra, brita e pedrisco reutilizados. Outra vantagem deste material é que, por ser granulado e compacto, possibilita a execução do pavimento mesmo no período chuvoso.

“É bem diferente do solo-brita ou piçarra, que perdem estabilidade com a presença da água e, com isso, acabam atrasando os serviços de pavimentação”, pontua Assis Bezerra, engenheiro da Seinf.

Segundo Paulo Anísio, Coordenador das Obras de Mobilidade para a Copa, o material atende as especificações da Lei Nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que prevê uma série de ações que buscam solucionar o problema do manejo dos resíduos sólidos no Brasil.

“As vantagens da utilização do BGS reciclado vão desde os custos ao produto final. A ideia é aplicarmos este mesmo material em outras obras viárias e assim reduzirmos a geração de resíduos sólidos”, disse Anísio.

A BGS reciclada está sendo utilizado em todas as obras viárias dos BRTs que darão acesso à Arena Castelão, como as avenidas Alberto Craveiro, Dedé Brasil, Paulino Rocha e a rotatória do Castelão.

Com entrega prevista para maio deste ano, quando concluídos, os citados BRTs facilitarão o transporte público em geral e o deslocamento dos torcedores até o estádio.

Fonte: Seinf