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Tag: Seminário Economia Verde


10:58 · 05.06.2017 / atualizado às 10:58 · 05.06.2017 por

 

Hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Para lembrar a data, o Diário do Nordeste publica o caderno especial de Gestão Ambiental sobre Moda Sustentável. Ainda no clima de Semana do Meio Ambiente, promove, amanhã, o III Seminário Economia Verde – Moda Sustentável: como agregar valor ao seu negócio, amanhã (6), às 19h, na Praça Central do Shopping Parangaba (piso L1), com o especialista em Sustentabilidade Jair Kievel. O evento se insere no Fórum Fortaleza Sustentável, cinco dias de palestras, oficinas e apresentações culturais alusivas à temática sustentabilidade, promovido pelo Shopping Parangaba, em parceria com o Instituto Íris.

Sustentabilidade é um termo a cada dia mais presente no mundo. Muitas mudanças ocorreram desde que a expressão Desenvolvimento Sustentável foi cunhada, há décadas. Passamos por várias conferências ambientais e climáticas até que alguns setores começaram a incorporar a preocupação com o ambiente que nos abriga e fornece matéria-prima. Não é diferente como mercado da moda.

No início da humanidade, o ato de vestir era uma forma de se proteger, principalmente do frio. Com o tempo, passou a significar uma forma de se distinguir na sociedade e mesmo de se expressar. Vestir de forma mais sustentável requer, primeiramente, reflexão, que deve começar diante do guarda-roupas. Se há algo que não se veste há mais de seis meses, é hora de pensar se realmente é necessário manter. Reunião de trocas entre amigos ou mesmo grupos virtuais são meios de se desfazer daquelas peças que não combinam mais com o estilo ou de renovar o guarda-roupas constantemente sem grandes gastos.

Outro momento importante de ponderação está na hora da compra. Primeiro questionamento: é necessário? Depois vem uma reflexão mais complexa. Hoje, algumas grandes redes varejistas, como a multinacional holandesa C&A, estão buscando investir em cadeias sustentáveis, incluindo o estímulo à produção de algodão orgânico.

Há também iniciativas individuais, muitas vezes idealistas, como a VIDA BR, que produz camisetas com tecidos feitos de fios PET reciclados com estampas cujas cores ressaltam quando expostas à luz solar e que ainda pode servir como crédito na compra de uma nova ao atingir o fim da sua vida útil.

Esse é o momento de refletir mais a fundo sobre a cadeia de fornecedores de cada peça. Os preços podem ainda não ser os mais acessíveis, pelas dificuldades de produção em escala e os investimentos para redução dos impactos da produção sobre o equilíbrio ambiental, mas certamente essas ações fazem a diferença ao mobilizarem os consumidores para a importância de repensar o consumo.

10:30 · 20.02.2017 / atualizado às 19:45 · 19.02.2017 por
O seminário, que será realizado no Teatro Celina Queiroz, na Unifor, terá como um dos principais palestrantes Amyr Klink, navegador e empreendedor de expedições marítimas que irá apresentar “Quatro lições para o uso racional da água”

O II Seminário Economia Verde – “Gestão de Água: o desafio do consumo consciente” ocorrerá nesta terça-feira (21), a partir das 8h, no Teatro Celina Queiroz, na Universidade de Fortaleza (Unifor).

O evento, realizado pelo Diário do Nordeste, por meio da marca IDN – Inovação e Desenvolvimento de Negócios, terá como um dos principais palestrantes Amyr Klink, navegador e empreendedor de expedições marítimas, que irá apresentar “Quatro lições para o uso racional da água“.

Outro convidado é o presidente da Itaueira Agropecuária e representante da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) no Conselho Temático de Integração Nacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Prado, que fará uma análise do cenário local, abordando a crise hídrica e seus reflexos no desenvolvimento econômico do Ceará.

O tema será tratado juntamente com a doutoranda em Direito Ambiental Internacional pela Universidade Rovira I Virgili (Espanha) e mestre em Administração de Empresas, Bleine Queiroz Caúla.

Também será apresentado pela gerente de Meio Ambiente da Cervejaria Aquiraz, Stephanie Landim, o case da Ambev sobre ações ambientais.

O encontro será  finalizado com o debate “Gestão da água: uma causa de todos“, com a presença dos palestrantes e moderação da jornalista do Diário do Nordeste, Maristela Crispim.

Relevância

Para a gerente de Mercado Anunciante do Diário do Nordeste, Livia Medeiros, este tema é de extrema relevância, tendo em vista a situação atual. “Especialmente pelo momento que a gente vive de crise hídrica no Estado, que repercute para vários setores, é mais que uma missão o Jornal promover o uso racional da água”, destaca.

Lívia já comemora o sucesso do seminário com o término das inscrições antes do tempo esperado. A iniciativa conta com o patrocínio do Governo do Estado do Ceará, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e da Fiec.

Mais informações:
II Seminário Economia Verde
Data: 21 de fevereiro – 8h
Local: Teatro Celina Queiroz
Site: www.diariodonordeste.com.br/idn

08:00 · 26.11.2015 / atualizado às 10:00 · 26.11.2015 por

imagem seminario economia verde

Dal Marcondes*

Diretor-executivo do Instituto Envolverde

No período que antecedeu a realização da Rio+20, em 2012, economistas e pesquisadores ligados ao Pnuma (Programa de Meio Ambiente da ONU), se esforçaram para conceituar uma nova fórmula econômica, uma evolução do que a academia já definia desde os anos 1960 como “Economia Ambiental”: a Economia Verde. Deveria ser uma economia que busca o equilíbrio entre o bem-estar das pessoas, com a redução das desigualdades, sem ampliar o impacto ambiental das atividades humanas.

Esse ideal de economia não resistiu às negociações de 193 países e o documento “O futuro que queremos” conseguiu descaracterizá-lo a ponto de quase não ser mais reconhecido nos dias de hoje. A Rio+20 não conseguiu desbancar o crescimento do PIB como principal indicador do sucesso das economias nacionais. Com isso, o conceito de Economia Verde ficou reduzido à produção unitária com menor impacto ambiental. Ou seja, a empresas devem produzir mais unidades com menos energia, menor uso de materiais e menor pegada ecológica em geral.

Sem dúvida é um avanço, muito investimento tem sido feito, desde então, para adequar a produção a esses novos paradigmas. Em quase todas as áreas há esforços para reduzir o uso de energias, principalmente fósseis, de água e de recursos naturais em imensa gama de produtos. No entanto, uma variável fundamental dessa equação ficou fora. Não se abordou de forma incisiva o consumo e seus impactos. Uma produção mais limpa e menos impactante não significa uma economia mais saudável, pois, para uma real transformação, seria necessário abordar, também, o consumo, que além de satisfazer necessidades das pessoas, é considerado, junto com o PIB, indicador de sucesso.

Borrifar verde sobre indicadores como consumo e PIB por meio de menor impacto produtivo não significa um avanço digno de nota na redução de desigualdades que acompanham o modelo econômico extremamente concentrador do século XXI. As chances de reverter esse quadro e fazer da economia um vetor de sustentabilidade foi deixada por conta da inovação, da capacidade de o próprio mercado reverter suas mazelas. É preciso incorporar pressões sociais sobre análises estruturantes de cadeias de valor de grandes empresas, além de fortalecer controles sobre ciclos de vidas de produtos que impõem altos custos sociais e ambientais, principalmente ao fim de sua vida útil.

A Economia Verde possível precisa introjetar na economia real os valores sociais e ambientais, de forma a contribuir com produtos e serviços capazes de expandir os benefícios da civilização deste século à grande maioria da população do Planeta, senão a toda ela, que neste momento soma 7,4 bilhões de pessoas. A ampliação de acesso a direitos universais, como água, alimentos, habitação, educação etc, deve ser a grande medida do sucesso da humanidade e não o crescimento de um PIB que se expande nas mãos de poucos.

* Dal Marcondes é um dos palestrantes do Seminário Economia Verde, que será realizado pelo Diário do Nordeste, por meio do Inovação e Desenvolvimento de Negócios (IDN), na manhã da próxima sexta-feira (27), no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). Confira, abaixo, a programação:

8h30 – Credenciamento

9h30 – Abertura

9h45 – Oportunidades de negócios da Economia Verde

Fernando Malta / CEBDS

Dal Marcondes / Envolverde

10h45 – Negócios e experiências da Economia Verde

Albert Gradvohl / Unifor

Odailton Arruda / Coelce

Joaquim Cartaxo / Sebrae

11h30 – Financiamento de inovação na Economia Verde

Elbia Ganoum / ABEEólica

Alex Mac Dowell / Abraps

Francisco José Araújo Bezerra / Etene-BNB

Fernando Castilho / BNDES-Denor

12h30 – Encerramento