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Tag: Tecnologias Sociais


20:16 · 04.09.2017 / atualizado às 20:27 · 04.09.2017 por
A cisterna calçadão, para pequenas produções familiares, é uma das opções de investimento Foto: Eduardo Queiroz / Agência Diário

A Fundação Banco do Brasil (Fundação BB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram  novo investimento social com o qual atingirá a marca de 100 mil cisternas instaladas no Semiárido brasileiro.

Serão mais R$ 22 milhões destinados à construção de 726 Cisternas de Produção e 3.579 Cisternas de Consumo. Os reservatórios para produção, também conhecidos como Cisternas Calçadão e de Enxurrada, são tecnologias sociais para captação e armazenamento de água pluvial destinada ao consumo de pequenos rebanhos e plantio de hortaliças. Já os voltados para consumo de água para beber, conhecidas como Cisternas de Placas atendem as necessidades básicas de moradores em suas residências.

Com o novo aporte, os recursos atingirão o total de R$ 340 milhões, atendendo mais de 400 mil pessoas. Desde 2012, a parceria da Fundação BB e o BNDES possibilitou a construção de 86.860 cisternas de placas e 13.141 reservatórios para produção.

Todas as cisternas construídas são georreferenciadas, o que garante a transparência na aplicação dos recursos. Durante a instalação, os moradores das comunidades são capacitados para construírem seus próprios reservatórios a fim de obterem maior aproveitamento da água potável.

A identificação e mobilização dos beneficiados e a assessoria técnica para implementação são conduzidos pela rede Articulação do Semiárido (ASA), que agrupa mais de três mil organizações da sociedade civil.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, reforça a importância da atuação da Fundação no vetor Água. “Sem água, a sobrevivência não é possível. Garantir o acesso a este recurso tão valioso para vida é trazer dignidade e cidadania. Além disso, permite que as pessoas tenham condições de conviverem com os eventos climáticos extremos do Semiárido, permanecendo em seus locais de origem”.

Histórico das parcerias

Além das cisternas, a Fundação BB e o BNDES já desenvolveram outras parcerias. Com recursos do Fundo Social, a Fundação BB e o BNDES apoiaram ações que resultaram na realização de 443 projetos sociais, beneficiando diretamente mais de 210 mil pessoas e com valor total de mais de R$ 215 milhões nos vetores: Agroecologia, Agroindústria e Resíduos Sólidos.

Considerando os valores investidos no vetor Água, a parceria da Fundação Banco do Brasil e BNDES totaliza R$ 555 milhões de recursos aplicados em projetos sociais.

Destaca-se a atuação na região Nordeste para a qual foram destinados investimentos sociais em 154 projetos. Foram aplicados R$ 72,1 milhões no Sudeste, nas regiões Norte e Nordeste foram aplicados R$ 82,5 milhões  e o valor de R$ 60,4 milhões nos estados do Centro-Oeste e Sul.

Já com os recursos do Fundo Amazônia, a parceria da Fundação BB e do BNDES apoiou 29 projetos, com investimento superior a R$ 14 milhões em sete estados, abrangendo mais de 50 municípios e atendendo a 17 mil participantes entre agricultores familiares, assentados da reforma agrária, indígenas, quilombolas e extrativistas.

Em 2014, foi lançado o edital Ecoforte Redes, no valor de R$ 25 milhões, visando o apoio a projetos territoriais de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica, com intensificação de práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade, de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica.

Também foi publicada seleção do Ecoforte Extrativismo, com investimento social de R$ 6 milhões, para apoio a estruturação de empreendimentos econômicos coletivos, visando ao beneficiamento e/ou à comercialização de produtos oriundos do uso sustentável da sociobiodiversidade em Unidades de Conservação Federais de Uso Sustentável no Bioma Amazônia.

Em agosto deste ano, a Fundação BB, o Fundo Amazônia e o BNDES, divulgaram dois novos processos seletivos no âmbito do Programa Ecoforte. Está previsto o investimento social de R$ 25 milhões de recursos não reembolsáveis, dos quais R$ 5 milhões serão destinados exclusivamente para o apoio a projetos localizados na Amazônia Legal, com aporte do Fundo Amazônia.

Fonte: Fundação BB

23:34 · 22.11.2013 / atualizado às 23:34 · 22.11.2013 por
Nas sete edições, o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social já investiu mais de R$ 3 milhões no aperfeiçoamento das iniciativas
Nas sete edições, o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social já investiu mais de R$ 3 milhões no aperfeiçoamento das iniciativas

O resultado dos esforços e dedicação de diversas pessoas que trabalham para melhorar as condições de vida de comunidades em todo o Brasil foram reconhecidas, No dia 19 passado, na 7ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. A cerimônia aconteceu no Teatro Oi, em Brasília (DF), com a presença de mais de 600 convidados.

As vencedoras foram escolhidas segundo critérios de inovação, interação com a comunidade, poder de transformação social e potencial de reaplicabilidade. Todos os finalistas receberam um ultrabook, um vídeo sobre a tecnologia social e material de divulgação.

As três primeiras colocadas foram premiadas, ainda, com R$ 80 mil, R$ 50 mil e R$ 30 mil, para o aperfeiçoamento das iniciativas. Nas sete edições, a Fundação BB e parceiros já investiram mais de R$ 3 milhões nas tecnologias sociais.

O prêmio recebeu 1.011 inscrições, de todo o País, o que resultou na certificação de 192 tecnologias, que passaram a compor o Banco de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil, um cadastro online que disponibiliza soluções desenvolvidas e aplicadas por instituições para os mais diversos problemas sociais.

Dessas, 30 tecnologias se classificaram como finalistas e 15 receberam os prêmios de primeiro, segundo e terceiro lugar, em cada uma das cinco categorias: Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária; Juventude; Mulheres; Gestores Públicos; e Instituições de Ensino, Pesquisa e Universidades.

O presidente da Fundação Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, falou sobre a importância do trabalho realizado pelas tecnologias sociais. Caetano destacou ainda a importância de estar perto das pessoas que dedicam suas vidas para melhorar a realidade do Brasil.

“Finalistas, vocês transformam o nosso país. E são momentos como este, quando conhecemos de perto as pessoas que contribuem para transformar a realidade de suas comunidades, que renovamos as nossas forças e encontramos sentido e significado para o nosso trabalho”.

A premiação é uma parceria entre a Fundação BB, a Petrobras, o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), a KPMG, Auditores Independentes e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

“Apostamos nesta parceria, porque acreditamos que é dessa forma que iremos transformar a sociedade brasileira. Os 30 representantes dessas tecnologias aqui presentes atuam no seu dia a dia transformando sua realidade em cada canto do país. Apoiar essas experiências é reconhecer o trabalho de cada um de vocês”, disse o gerente de Relacionamento Comunitário de Responsabilidade Social da Petrobras, José Aparecido Barbosa.

Umas das premiadas na categoria Mulheres, a quebradeira de coco Luzanira Ferreira, da tecnologia social Farinha de Babaçu: Geração de Renda para Quebradeiras de Coco, de Tocantins (TO), dedicou o prêmio às 400 mulheres que participam do projeto: “Nós mulheres precisamos de políticas públicas, porque a história do Bico do Papagaio é de muitos conflitos. Nós somos fruto dessa luta”, desabafou.

Luzanira presenteou a plateia com a cantiga entoada pelas quebradeiras, quando trabalham, que simboliza a luta delas: “Ei! não derruba esta palmeira / Ei! não devora os palmeirais. Tu já sabes que não pode derrubar / Precisamos preservar as riquezas naturais. O coco é para nós grande riqueza / É obra da natureza / Ninguém vai dizer que não. Porque da palha só se faz casa pra morar / Já é meio de ajudar a maior população…”

Vencedoras

Categoria “Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária”

1ª colocada, Etnomapeamento em Terras Indígenas no Acre (AC)

2ª colocada, Agrofloresta Baseada na Estrutura, Dinâmica e Biodiversidade Florestal (SP)

3ª colocada, Pescando com Redes 3G (DF)

Categoria “Gestores Públicos”

1ª colocada, Cozinha Social e Restaurantes Populares (PR)

2ª colocada, Jogo Oasis – Mobilização Cidadã como Ferramenta de Política Publica (SP)

3ª colocada, Sistema Eletrônico para Chamada Pública e Aquisição da Agricultura Familiar (PR)

Categoria “Instituições de Ensino, Pesquisa e Universidades”

1ª colocada, HB – Tecnologia Social de Combate à Anemia Ferropriva (SE)

2ª colocada, Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana (SC)

3ª colocada, Sisteminha Integrado Alternativo para Produção de Alimentos (PI)

Categoria “Juventude”

1ª colocada, Tecnologia Social de Educação Musical Modular – Reciclando Sons (DF)

2ª colocada, Programa Imagens do Povo (RJ)

3ª colocada, Programa Jovem Empreendedor Rural (CE)

Categoria “Mulheres”

1ª colocada, Farinha de Babaçu: Geração de Renda para Quebradeiras de Coco (TO)

2ª colocada, Licuri: Geração de Renda e Sustentabilidade Ambiental (BA)

3ª colocada, Cadeia Produtiva do Óleo de Amêndoas de Gueroba (GO)

Para saber mais sobre essas e outras tecnologias sociais, acesse www.fbb.org.br/tecnologiasocial/

09:04 · 16.10.2013 / atualizado às 09:24 · 16.10.2013 por
Serão reaplicadas 12 mil cisternas calçadão e enxurrada Foto: Waleska Santiago / Agência Diário
Serão reaplicadas 12 mil cisternas calçadão e enxurrada Foto: Waleska Santiago / Agência Diário

A Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) lançou, nesta segunda-feira (14), edital para credenciamento de entidades para a reaplicação da tecnologia social “Água de Produção para captação, armazenamento e manejo hídrico”, visando à ampliação do acesso à água e da atividade produtiva em propriedades rurais no Semiárido brasileiro.

As ações vão beneficiar municípios do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais, com a reaplicação de 6 mil cisternas calçadão e 6 mil cisternas enxurrada.

Além disso, a ação será estendidas à estratégia de armazenamento de alimentos e sementes crioulas (variedades locais), de estoque de forragem para os animais, com aproveitamento de pastagens e plantas nativas em silos e fenos, e, ainda, de ampliação de infraestruturas produtivas e de melhoria nos processos de beneficiamento e comercialização.

As cisternas calçadão e enxurrada são destinadas à produção de alimentos, à criação de animais e à irrigação para o cultivo de frutas e hortaliças. Elas têm capacidade de armazenar até 52 mil litros de água.

A ideia é potencializar atividades produtivas já existentes em propriedades rurais, amenizando os efeitos da seca, fenômeno natural constante no Semiárido. E, ainda, garantir a segurança alimentar e a manutenção da saúde das famílias dessas regiões

A parceria da Fundação BB e do BNDES Fundo Social foi formalizada por meio de Contrato de Concessão de Colaboração Financeira Não-Reembolsável, para a reaplicação de 12 mil unidades da tecnologia social de Água de Produção e para captação, armazenamento e manejo hídrico.

O edital está disponível aqui e as propostas devem ser apresentadas em envelope lacrado, na sede da Fundação BB. Dúvidas podem ser sanadas por meio de envio de e-mail para a Comissão de Credenciamento, no endereço eletrônico credenciamento@fbb.org.br

Fonte: Fundação BB

21:36 · 04.07.2013 / atualizado às 08:34 · 05.07.2013 por
As tecnologias sociais têm mostrado a sua força na convivência do sertanejo com as adversidades climáticas no Semiárido Foto: Waleska Santiago
As tecnologias sociais, como as cisternas, têm mostrado a sua força na convivência do sertanejo com as adversidades climáticas no Semiárido Foto: Waleska Santiago / Agência Diário

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai investir R$ 210 milhões na construção de 20 mil cisternas para captação, armazenamento e manejo de água. As cisternas serão destinadas à produção de alimentos no Semiárido brasileiro. A região passa pela pior seca dos últimos 50 anos, o que levou à decretação de estado de emergência em 1.046 de seus 1.133 municípios.

A ação faz parte do Plano Safra Semiárido, lançado ontem (4) pelo Governo Federal, no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador (BA). Participaram da cerimônia a presidente da República Dilma Rousseff; o titular do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas; o diretor de Desenvolvimento Social da Fundação BB, Éder Melo; e o diretor da área social do BNDES, Guilherme Lacerda.

O objetivo do Plano Safra Semiárido é garantir a segurança produtiva, impulsionando sistemas de produção adaptados à realidade do clima da região, que engloba os Estados do Nordeste e o Norte de Minas Gerais. Essa é a primeira vez que o governo elabora um plano específico para o Semiárido, marcado pela forte presença da agricultura familiar – que está em 95% dos 1,6 milhão de estabelecimentos agropecuários dos municípios.

A primeira parte desse apoio, contratada ontem, será realizada em parceria com a Fundação Banco do Brasil (FBB) e totaliza R$ 126 milhões, para a implantação de 12 mil cisternas de uso agropecuário na região. Os recursos para essa parceria são do BNDES Fundo Social.

Segundo a FBB, serão atendidas as famílias que já possuem a tecnologia social Cisterna de Placas, implantadas pela Fundação em parceria com a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), desde 2003.

O apoio do BNDES está inserido em acordo de cooperação com Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e Petrobras para a implantação de 64 mil cisternas produtivas até meados do próximo ano, nos oito Estados brasileiros que compõem o Semiárido (exceto Maranhão).

O projeto beneficiará famílias de baixa renda (até meio salário mínimo per capita) da região do Semiárido, inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). As famílias serão selecionadas entre as que já têm acesso à água para consumo próprio (“primeira água”). A “segunda água” será destinada à criação de animais e à irrigação para o cultivo de frutas e hortaliças.

Entre as tecnologias a serem utilizadas destacam-se as cisternas de placas de cimento, com capacidade para armazenar até 52 mil litros, as barragens subterrâneas de lona plástica, que retêm a água que escorre por baixo da terra, e os “barreiros trincheiras”, com paredes e fundos de pedra para impedir a infiltração, capazes de estocar até 132 mil litros.

O acesso à água para produção é parte integrante do esforço de inclusão produtiva do Plano Brasil Sem Miséria e compõe o Água para Todos. Além do acesso à água, o programa inclui ainda ações para a capacitação técnica dos agricultores familiares, troca de experiências e acompanhamento da execução dos projetos.

Em ação coordenada com diversos órgãos de governo, o plano prevê também a garantia de comercialização da produção agropecuária do Semiárido, por meio, principalmente, do Programa Nacional de Alimentação Escolar e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

A iniciativa pretende, também, difundir estratégias de armazenamento de alimentos e sementes crioulas, de estoque de forragem para os animais, com aproveitamento de pastagens e plantas nativas, de ampliação de infraestruturas produtivas, de melhoria nos processos de beneficiamento e comercialização, dentre outras, potencializando atividades já existentes em propriedades rurais, amenizando os efeitos econômicos decorrentes da seca, fenômeno natural constante no Semiárido.

A FBB e o BNDES mantêm Acordos de Cooperação Técnica e Financeira para aplicação de recursos em tecnologias sociais nas áreas de geração de trabalho e renda, educação e desenvolvimento sustentável.

Fonte: Fundação Banco do Brasil e BNDES

13:26 · 21.03.2013 / atualizado às 13:26 · 21.03.2013 por
As tecnologias sociais têm mostrado a sua força na convivência do sertanejo com as adversidades climáticas no Semiárido Foto: Waleska Santiago

Estão abertas, a partir desta quinta-feira, 21 de março, por meio do site www.fbb.org.br/tecnologiasocial, as inscrições para a 7ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Criado pela Fundação BB em 2001, o Prêmio certifica como “Tecnologia Social” metodologias bem sucedidas, desenvolvidas na interação com a comunidade, que resultam em transformações efetivas na vida das pessoas.

Podem se inscrever instituições sem fins lucrativos, de direito público ou privado, que promovam e estimulem essas práticas. Serão premiadas iniciativas em cinco diferentes categorias: Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária; Juventude; Mulheres; Gestores Públicos; e Instituições de Ensino, Pesquisa e Universidades.

Os projetos vencedores receberão R$ 80 mil. Neste ano, a novidade é a premiação, também para o segundo e terceiro colocados, em cada categoria (R$ 50 mil e R$ 30 mil, respectivamente). No total, serão destinados R$ 800 mil para aperfeiçoamento ou reaplicação da tecnologia social premiada. As tecnologias finalistas receberão, ainda, um ultrabook, além de troféu. Em seis edições, a Fundação BB já investiu R$ 2,4 milhões em premiações.

Entre as práticas vencedoras na última edição do Prêmio, realizada em 2011, estão o Banco Comunitário Muiraquitã, que promove uma espécie de consórcio e possibilita a troca de produtos e serviços entre a comunidade; o Banco de Sementes Comunitários, que dinamiza o processo produtivo de agricultores por meio de estoque coletivo; além da instalação de Cisternas nas Escolas em municípios baianos; e o Projeto Fazendo Minha História: Biblioteca Infanto Juvenil, que incentiva a leitura ao instalar bibliotecas em instituições tutelares.

O manual de inscrição e o regulamento com mais informações sobre o Prêmio estão disponíveis no site www.fbb.org.br/tecnologiasocial

Banco de Tecnologias Sociais

As Tecnologias Sociais certificadas pela Fundação Banco do Brasil, por meio do Prêmio, passam a integrar o Banco de Tecnologias Sociais (BTS), uma base de dados online disponível no site www.fbb.org.br/tecnologiasocial e que contém informações sobre as tecnologias e instituições que as desenvolveram. O BTS é o principal instrumento utilizado pela Fundação BB para disseminar, promover e fomentar a reaplicação de tecnologias sociais. Ao todo, a plataforma online reúne, hoje, 504 dessas tecnologias, todas elas certificadas em edições anteriores do Prêmio.

O Prêmio

Realizado a cada dois anos pela Fundação Banco do Brasil, o Prêmio tem como objetivo identificar tecnologias sociais inovadoras, que promovam o envolvimento da comunidade, transformação social efetiva e possibilidade de serem reaplicadas, implementadas em âmbito local, regional ou nacional e que sejam efetivas na solução de questões relativas à alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde. O Prêmio é realizado em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras), a KPMG Auditores Independentes, além da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Fonte: Fundação Banco do Brasil

07:29 · 26.12.2012 / atualizado às 08:37 · 26.12.2012 por
Iniciativa apoiada pelo MDS reconhece experiências exitosas voltadas à convivência sustentável com o Semiárido Foto: Honório Barbosa

 

Termina em 10 de janeiro de 2013 o prazo para que pessoas jurídicas de direito público ou privado, com atuação no Semiárido, enviem projetos para participar do Prêmio Mandacaru – Projetos e Práticas Inovadoras em Acesso à Água e Convivência com o Semiárido. O prêmio é organizado pelo Instituto Ambiental Brasil Sustentável (Iabs) e pela Agência Espanhola de Cooperação (Aecid) e tem o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

A iniciativa faz parte das ações do Programa Cisternas, coordenado pelo MDS, e tem por finalidade promover a produção de conhecimento e o desenvolvimento de ações inovadoras e exitosas que favoreçam a convivência solidária e sustentável com o Semiárido. O prêmio é dirigido a associações de agricultores e agricultoras familiares, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e prefeituras.

Prêmios

Será concedida premiação para os cinco finalistas de cada categoria, da seguinte forma:

A premiação para a categoria Experimentação no Campo consistirá na concessão de apoio financeiro para os projetos dos dez primeiros colocados, além de diploma honorífico para os três primeiros colocados, sendo:

– Primeiro colocado: diploma honorífico e prêmio no valor de R$ 50.000,00

– Segundo colocado: diploma honorífico e prêmio no valor de 45.000,00

– Terceiro colocado: diploma honorífico e prêmio no valor de 35.000,00

– Quarto colocado: prêmio no valor de R$ 30.000,00

– Quinto colocado: prêmio de 25.000,00

– Sexto ao décimo colocado: prêmio no valor de 5.000,00

A premiação para a categoria Replicação de Práticas Inovadoras consistirá na concessão de diploma honorífico e de apoio financeiro, aos projetos dos três primeiros colocados, nos valores brutos máximos de R$ 100.000,00 (cem mil reais) para cada um dos premiados.

A premiação para a categoria Pesquisa Aplicada consistirá na concessão de diploma honorífico e de apoio financeiro para os três projetos de pesquisa selecionados, correspondente aos valores apresentados para o desenvolvimento dos respectivos projetos, respeitado o limite de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) para cada um dos premiados.

A premiação da categoria Gestão Inovadora consistirá na concessão de diploma honorífico para os cinco primeiros colocados.

Para os trabalhos premiados que já estiverem em andamento, os prêmios recebidos deverão ser investidos, obrigatoriamente, nessa experimentação e aqueles já concluídos deverão aplicar necessariamente os recursos na replicação dos mesmos.

A premiação será realizada com recursos do Fundo Espanhol de Cooperação para Água e Saneamento (FCAS/Aecid), no âmbito do Programa Cisternas BRA-007-B, firmado entre Instituto Ambiental Brasil Sustentável e Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid).

Todos os projetos/práticas aprovados receberão certificado de participação e poderão a critério do Comitê Gestor do Programa Cooperação Cisternas, ser publicados e divulgados.

As inscrições são gratuitas e devem ser enviadas pelos Correios, com Aviso de Recebimento (AR), para o endereço:

A/C Comissão Organizadora do Prêmio Mandacaru

SHIS QI 05 conjunto 17 casa 20 – Lago Sul

CEP: 71615-170 – Brasília/DF

Para ler o regulamento do Prêmio Mandacaru, clique aqui.

Fonte: Ascom/MDS

09:35 · 05.11.2012 / atualizado às 09:41 · 05.11.2012 por

 

Tecnologias sociais, como as cisternas, têm viabilizado a vida dos sertanejos nos períodos de estiagem Foto: Honório Barbosa

Brasília. Estratégias inovadoras, adotadas por pequenos agricultores para enfrentar os impactos da estiagem e das inundações no Semiárido brasileiro, serão mapeadas e catalogadas a partir do ano que vem. A ideia do projeto é entender como essas práticas sustentáveis têm impacto nos sistemas de produção e na qualidade de vida das populações locais para garantir que outras famílias possam se apropriar das técnicas usadas.

A iniciativa é uma parceria entre o Instituto Nacional do Semiárido (Insa), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e a Articulação do Semiárido (ASA), rede formada por mil organizações da sociedade civil que atuam nos estados do Nordeste e em Minas Gerais.

De acordo com Antônio Barbosa, coordenador de programa da ASA e um dos responsáveis pelo projeto, serão observadas as práticas de 900 famílias em nove estados (Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Paraíba, Alagoas e Minas Gerais) durante a primeira fase do projeto, marcada para começar em março de 2013.

“Vamos conhecer as práticas de agricultores que têm terras com até 15 hectares, perfil que engloba cerca de 90% das famílias que vivem no Semiárido. Em um período de seca como a que temos visto, muitos deles têm sofrido as consequências, mas há outros que desenvolvem estratégias que os ajudam a passar quase sem perceber a seca. Queremos mapear essas formas de manejo, saber como são montadas as estrutura de segurança, e analisar os dados com números”, explicou.

Barbosa acrescentou que os primeiros resultados devem ser conhecidos ao fim do ano que vem, com a conclusão da primeira fase. Em 2014, durante a segunda etapa, serão selecionados os exemplos com maior impacto e caráter inovador e que podem ser multiplicados com mais facilidade pelas famílias do Semiárido. Com o apoio de centros de pesquisa e universidades, serão realizados estudos de caso para avaliar, de forma científica, os impactos das estratégias na qualidade do solo e das sementes. Por fim, com base nos resultados apurados, serão formuladas sugestões de políticas públicas e de ações para outros institutos e organizações socais que atuam na região.

O coordenador de pesquisa do Insa, Aldrin Martin, informou que o projeto será financiado em parte pelo ministério, e por parceiros que ainda estão sendo definidos. Ainda não há estimativa exata do valor que será necessário para a execução.

Há três anos, o pequeno agricultor Abelmanto de Oliveira, construiu quatro barragens subterrâneas para armazenar a água da chuva em sua propriedade de 10 hectares, em Riachão do Jacuípe, município a pouco mais de 180 quilômetros de Salvador. Com a tecnologia, a água captada é infiltrada no solo, eleva o lençol freático e viabiliza a prática da agricultura mesmo em períodos de seca prolongada.

“A última vez que tivemos chuva intensa por aqui foi há dois anos, em outubro de 2010. Mesmo assim, quem chega a esta área fica encantado, porque o efeito que a gente percebe, a olho nu, é que foi criado um verdadeiro microclima. A umidade relativa do ar aumenta e a vegetação se manifesta”, disse.

Mesmo com a seca que atinge a região, ele consegue produzir feijão, milho, mandioca e hortaliças. Além disso, aproveita as margens das barragens para plantar capim para alimentação animal. O agricultor gastou R$ 120 para construir as quatro barragens com capacidade de armazenar 80 mil litros de água na superfície. “É uma técnica simples e barata que qualquer agricultor pode fazer”, destacou.

Oliveira, que também tem em sua propriedade uma cisterna que acumula água da chuva para uso doméstico e uma cisterna-calçadão para produzir alimentos e matar a sede de animais, calcula que a água armazenada seja suficiente para o consumo da família pelos próximos meses.

“Com as tecnologias, consigo armazenar até 1,8 milhão de litros de água em minha propriedade. A maioria das pessoas da minha região já depende de carro-pipa por causa da estiagem, mas eu ainda tenho água para beber por oito meses e para usos domésticos, como lavar roupa e tomar banho, por cinco meses”, disse.

Por Thais Leitão

Repórter da Agência Brasil

Edição: Juliana Andrade