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Tag: Terra


08:00 · 24.03.2018 / atualizado às 21:06 · 23.03.2018 por


Hoje é o dia da maior campanha de proteção ambiental do globo terrestre: a Hora do Planeta, momento de apagar as luzes, durante uma hora (das 20h30 às 21h30), numa atitude reflexiva sobre o impacto humano na Terra. O movimento nasceu em 2007, na Austrália e há dez edições (desde 2009) é celebrado no Brasil. A Hora do Planeta já é parte da agenda de muitos municípios brasileiros, que veem uma oportunidade para promover a preocupação com o meio ambiente, como explica o diretor-executivo do WWF-Brasil, Mauricio Voivodic.

“As cidades ou empresas começam na Hora do Planeta desligando as luzes e, nos anos seguintes, já querem fazer um pouco mais, como uma caminhada ou uma feira voltada para a sustentabilidade. É um evento que traz um apelo ambiental forte, ainda mais com os efeitos das mudanças do clima cada vez mais evidentes no nosso dia-a-dia. Não são somente 60 minutos de luzes apagadas, mas um momento de reflexão sobre o que podemos fazer e quais hábitos podemos mudar no resto do ano em prol do Planeta”, diz Voivodic.

Relação com Biodiversidade

A partir de 2018, a estratégia da Hora do Planeta está voltada para a relação dos nossos hábitos com as mudanças do clima e seu impacto na biodiversidade. O WWF divulgou um relatório mostrando que, se nada for feito em relação às emissões de gases de efeito estufa, até o fim do século, mais de 50% das espécies de plantas e animais do mundo estarão sob risco de extinção local.

Voivodic destaca, ainda, que nossas atitudes diárias têm um grande potencial para a redução de impactos ao meio ambiente. “Cerca de 30% de todo o alimento produzido no mundo é desperdiçado. Isto significa área plantada, água, nutrientes, energia para transporte e armazenamento e muitos outros recursos que vão para o lixo e ainda geram emissões de gases de efeito estufa. A alimentação é só um exemplo. Cada atitude conta, cada escolha conta. É este o lembrete da Hora do Planeta”.

Guia para se conectar ao Planeta

Para ajudar mais cidades, empresas e indivíduos a começarem na Hora do Planeta ou mesmo fazerem esta transição para ações mais sustentáveis, o WWF-Brasil disponibilizou no site oficial da iniciativa um Guia do Participante da Hora do Planeta, com ideias do que fazer na uma hora, entre 20h30 e 21h30 do dia 24 de março, e em todas as horas seguintes. “O objetivo é incentivar que as pessoas comecem a mudança, mesmo que aos poucos, e vejam que é possível ter hábitos mais sustentáveis”, comenta o coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia, André Nahur.

Hoje também estreia de uma nova ação do WWF-Brasil. Baseado no slogan da Hora do Planeta, #ConectadoNoPlaneta, a campanha Inspire-se e Conecte-se trará toda semana, até o fim de 2020, histórias de pessoas comuns, que em algum momento decidiram mudar algo em suas vidas e hoje vivem de forma mais conectada com a natureza.

“Esta campanha visa demonstrar, por meio de exemplos reais, que é possível viver de forma harmônica com a natureza, que é a missão do WWF, e que este caminho é menos complicado do que parece. Só precisa do primeiro passo”, completa Nahur.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.

Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Em Fortaleza

Fortaleza é uma das cidades participantes da Hora do Planeta 2018. A iniciativa envolverá alguns dos principais equipamentos da Capital: Palácio do Bispo (Paço Municipal), Praça do Ferreira, Praça Portugal, Estátua de Iracema Guardiã, Igreja de Fátima, Estoril e Centro Cultural Belchior.

Como parte da programação, haverá luau, às 20h, na orla da Praia de Iracema (Praia do Lido), com participação do cantor Marcos Lessa. “A Hora do Planeta convida a sociedade a participar e desenvolver ações que minimizem os impactos das mudanças climáticas”, afirma Águeda Muniz, titular da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma).

A Hora do Planeta 2018 faz parte da programação da Festa Anual das Árvores, cujo tema deste ano é “Fortaleza, cidade compartilhada e gentil”. O evento é realizado até o dia 27 de março, com diversas ações que trabalham a importância da sustentabilidade, da preservação do verde e do cuidado com a Cidade.

“Amar o Mar”

Hoje e amanhã (24 e 25), a Praia de Iracema recebe, pela primeira vez, um grande evento com atividades ligadas ao mar. O projeto “Amar o Mar”, idealizado pelo Instituto Iracema, Prefeitura de Fortaleza e iniciativa privada, oferecerá durante dois dias uma diversificada programação.

Programação em Fortaleza

Sábado (24)

Pavilhão Atlântico
14h – Palestra Superação – Surf adaptado com os surfistas Daniel Bezerra e Emerson Martins
14h30 – Oficina de manobras de surf com Daniel Bezerra e Ivo Gotardo

Praia do Lido (Crush)
15h – Limpeza da praia (concentração no Pavilhão Atlântico em direção à Praia do Lido)
17h – Troca de materiais recicláveis por mudas
18h – Apresentação projeto Orla
19h – Apresentação da banda Apanhadores de Sonhos
20h – Movimento mundial Hora do Planeta, ao som de Berg Menezes e apresentação dos Malabares de fogo
21h – Marcos Lessa canta Belchior

Domingo (25)

Praia do Lido Bravo (lado direito do Espigão da João Cordeiro)
8h30 – Vivência Bodysurf
8h30 – Esculturas de areia com o artista Careca

Centro Cultural Belchior (auditório)
14h às 15h30 – Palestras sobre Consciência ambiental – Labomar
Educação ambiental: impactos nos oceanos & Swell: Esperado por alguns, temido por outros, com Ana Paula Morais Krelling, oceanógrafa; e Elissandra Viana, cientista ambiental
Exposições:
Acervo do Labomar
Acervo do Mar do Ceará
Tenda com exposição de Pranchas de SUP

Praia do Lido (Crush)
16h – Remada de Iracema e DJs Rádio Ultrópico

10:00 · 03.07.2017 / atualizado às 22:36 · 02.07.2017 por

Por Vanda Claudino Sales*

Normalmente, pensamos a Terra como sendo uma esfera ou elipsóide quase perfeita. No entanto, o Planeta  é muito movimentado e irregular. A sua topografia, representada pelas elevações e depressões criadas pelas montanhas, vales, áreas rebaixadas, planícies e planaltos, é responsável por essas inúmeras  irregularidades.

A força da gravidade tem intensidade alterada, de acordo com a topografia da Terra. Isso acontece em decorrência do princípio físico universal que define que a gravidade é sempre maior onde existe mais massa acumulada, e sempre menor onde ocorre déficit de massa.

As áreas de montanhas representam segmentos nos quais a crosta terrestre é mais espessa. Ao contrário, as áreas deprimidas são aquelas nas quais a crosta terrestre é mais fina.  As montanhas, em outras palavras, têm  mais massa que as depressões,  e assim a gravidade é mais elevada nos limites das montanhas do que no contato com áreas deprimidas.

Geóide é o nome que se dá à forma que a superfície da Terra (com oceanos) apresenta sob a influência da forca da gravidade. Corresponde à verdadeira forma física da Terra, em contraste com a forma geométrica idealizada de esfera ou elipsóide.

A superfície do geóide acompanha, de certa forma, a da topografia da Terra, embora com diferentes grandezas. Ela é mais elevada do que a esfera  idealizada quando existe mais massa, e mais rebaixada quando tem déficit de massa. Essa situação é explicitada na figura acima, que corresponde a um modelo físico elaborado pela Nasa para ilustrar o geóide e as deformações da Terra.

O geóide, em outras palavras, é um mapa do campo de gravidade da Terra. Trata-se de um modelagem física na qual, de maneira bastante simplificada,  a gravidade é tomada ao nível zero do mar e estendida para toda a superfície do Planeta.

Onde ocorrem anomalias (isto e, locais com mais ou menos massa em relação ao nível zero inicial), a linha horizontal sobe ou desce, ilustrando as irregularidades que a Terra apresenta. O geóide, assim, demonstra que a Terra tem formato mais próximo de uma batata do que de um elipsoide ou esfera!

No geóide, a superfície dos oceanos também apresenta “topografia”. Isso porque a água dos oceanos muda de densidade de um lugar para outro, em função das diferenças de salinidade e de temperatura – e quanto mais denso um corpo, maior a gravidade.

Além disso, o movimento de rotação da Terra cria deslocamentos constantes da massa d’água, gerando maiores densidades (maior gravidade) em locais diversos das bacias oceânicas. Mas, como o geóide mede a gravidade e não a real topografia, na realidade não encontramos estes  desníveis quando realizamos um cruzeiro.

Nesse modelo, que é exagerado para realçar as diferenças, o vermelho representa as áreas mais elevadas e/ou mais densas (mais massa), a azul as áreas mais deprimidas e/ou menos densas (menos massa), e o amarelo e verde as áreas com altitudes (e massas) intermediárias.

Pode-se perceber o vermelho mais intenso no Atlântico Norte e Europa, áreas de maior densidade e espessura de rochas em funcão de dobramentos antigos e da presença de aguas gélidas,  e o azul na bacia oceânia abissal e áreas de menor densidade no Oceano Índico.

Avanços no mapeamento detalhado da gravidade na superfície da Terra vem crescendo muito nos últimos anos, e hoje já existe um mapa de geóide bem detalhado, com precisão altimétrica elevada. Essa técnica propicia informação preciosa para muitos campos científicos como Oceanografia, Hidrologia, Geologia, Cartografia, Geografia e disciplinas correlatas.

Sobretudo, as análises constantes do geóide e de suas alterações mensais – o que já é feito por satélites – mostram-se como importante instrumento para trabalhar com os efeitos do aquecimento global, pois permite medir mudanças nas calotas de gelo, entender o deslocamento e a temperatura de correntes oceânicas (fundamentais para o clima), compreender  as forças que criam o “El Niño” e “La Niña” e analisar o processos de mudanças do nível do mar resultantes de aumento da temperatura e da massa de água oceânica.

Além disso, permitirá a compreensão das ação das forças internas que movem placas tectônicas e resultam em terremotos e atividades vulcânicas, fornecendo assim indícios sobre os mecanismos que produzem a dinâmica natural do Planeta. Só existem coisas positivas em relação ao geóide!

*Geógrafa

Professora-doutora do Mestrado em Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA)

E-mail: vcs@ufc.br

17:46 · 05.08.2016 / atualizado às 17:46 · 05.08.2016 por
Nossos padrões de consumo exigem mais do que o Planeta é capaz de suportar a cada ano Foto: SXC.HU
Nossos padrões de consumo têm exigido mais do que o Planeta é capaz de suportar a cada ano Ilustração: SXC.HU

Em pouco mais de sete meses, esgotamos os recursos naturais do Planeta para 2016, e a cada ano, sobrecarga tem ocorrido mais cedo. Hoje, a conclusão é de que a humanidade precisa de 1,6 planeta Terra para atender suas demandas

8 de agosto de 2016 é o Dia de Sobrecarga da Terra (Earth Overshoot Day), data que marca o dia em que a humanidade consumiu mais recursos naturais do que o Planeta é capaz de produzir ao longo do ano. Isso significa que o consumo global recorde fez chegar mais cedo o início do “saldo negativo” da capacidade da Terra se recuperar.

Comparado com anos anteriores, em 2016, essa sobrecarga ocorre mais cedo. Em 2015, a data foi 13 de agosto. Considerado um termômetro para acompanhar a degradação do meio ambiente ao longo do tempo, o Dia da Sobrecarga passou a ser calculado no ano 2000.

O cálculo para chegar ao Dia da Sobrecarga da Terra é complicado, mas a explicação é simples. Feita pela Global Footprint Network, seguindo o conceito de pegada ambiental, a ONG usa dados da Organização das Nações Unidas (ONU), da Agência Internacional de Energia (IEA) e da Organização Mundial do Comércio (OMC), além de dados governamentais dos próprios países.

As demandas de consumo global, a eficiência na produção de bens e o tamanho da população são contrapostos à capacidade da natureza de prover recursos e reciclar resíduos de forma orgânica.

Duas Terras até 2050

Hoje, a conclusão é de que a humanidade precisa de 1,6 planeta Terra para atender suas demandas. Algumas consequências dessa super exploração dos recursos naturais é o acúmulo de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, a erosão do solo, o desmatamento das florestas, a sobrepesca, a diminuição da biodiversidade e as mudanças climáticas. Se nada mudar no comportamento de consumo humano, a projeção é de que precisaremos de duas Terras antes de 2050.

Calculado desde 2000, a sobrecarga dobrou nesse período, e a data acontece mais cedo a cada ano, com exceções apenas entre 2007 e 2008 (de 30/08 para 01/09) e 2008 e 2009 (de 01/09 para 06/09). No primeiro ano da medição, o esgotamento dos recursos naturais do Planeta aconteceu em 4 de outubro, quase dois meses mais tarde do que a data determinada para 2016. Também foram feitos cálculos retroativos desde 1961, concluindo que o primeiro ano de Sobrecarga da Terra aconteceu em 1970, quando a data caiu no dia 23 de dezembro.

Mudanças de atitude são fundamentais

Por outro lado, estima-se que a data poderia ser empurrada para a segunda quinzena de setembro caso, até 2030, as emissões de carbono sejam reduzidas em ao menos 30%, resultado pretendido pelo Acordo de Paris estabelecido na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 21), fechado em dezembro de 2015.

“Somente com a implantação bem sucedida de novas mentalidades de consumo e produção essa meta poderá ser alcançada. Do ponto de vista individual, atitudes como a diminuição do consumo em excesso e com desperdício de energia elétrica, de carne e transportes movidos a combustíveis fósseis são algumas das principais maneiras de colaborar, lado a lado com os compromissos de governos e empresas no combate ao desmatamento e recuperação de áreas degradadas no Planeta”, explica Helio Mattar, diretor presidente do Instituto Akatu.

Instituto Akatu

Criado em 15 de março de 2001, o Instituto Akatu é uma organização não governamental sem fins lucrativos que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para um novo jeito de viver com consumo consciente e mais bem-estar para todos.

As atividades do Instituto estão focadas na mudança de comportamento do consumidor em duas frentes de atuação: Educação e Comunicação, com o desenvolvimento de campanhas, conteúdos e metodologias, pesquisas, jogos e eventos.

O Akatu também atua junto a empresas que buscam caminhos para a nova economia, ajudando a identificar oportunidades que levem a novos modelos de produção e consumo – modelos que respeitem o ambiente e o bem-estar, sem deixar de lado a prosperidade.

Fonte: Instituto Akatu

22:30 · 22.04.2016 / atualizado às 23:32 · 23.04.2016 por

earth_NASA

O Dia da Terra – 22 de abril – foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para marcar a responsabilidade coletiva de promover a harmonia com a natureza e alcançar um balanço entre economia, sociedade e meio ambiente.

Trata-se de uma oportunidade anual de reafirmar um compromisso coletivo num mundo ameaçado por mudanças climáticas, exploração insustentável dos recursos naturais e outros problemas causados pelo ser humano.

“Quando nós ameaçamos nosso planeta, minamos nossa própria casa – e a nossa sobrevivência no futuro”, já disse secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que completou, no ano passado: “não temos Plano B porque não temos Planeta B”.

Reafirmando tudo isso, até o momento, 175 países, dos 195 países-membros da ONU, assinaram o Acordo do Clima, em Nova York, numa segunda data histórica após a aprovação do documento, no dia 12 de dezembro de 2015, em Paris, encerrando a COP-21.

Uma coisa é certa: as Mudanças Climáticas estão em curso, tendem a degradar a nossa qualidade de vida e, se nada for feito, tudo será muito pior no futuro. Esse é um compromisso de nações, mas deve ser também do setor produtivo e de cada habitante do Planeta.

A grande questão é que, por se tratar de um problema global, é muito difícil convencer as pessoas / empresas / governos da importância do papel de cada um para reduzir os seus impactos sobre o equilíbrio planetário e, ao mesmo tempo, buscar mitigar os efeitos já em curso.

No caso do Brasil, além das metas de redução de desmatamento, investimento em energias / meios de transporte limpos, ainda há muito mais a ser feito. Depende de cada um de nós a qualidade de vida das gerações futuras. Porque o Planeta vem provando, há eras, que consegue sobreviver.

Maristela Crispim

Editora

08:00 · 23.08.2015 / atualizado às 20:47 · 22.08.2015 por

A Articulação do Semiárido (ASA) lançou uma carta em defesa da região. O documento é endossado pelo Fórum Cearense pela Vida no Semiárido e por centenas de outras entidades.  Destaca os avanços dos últimos anos mas faz críticas à postura governamental.

 

CARTA ABERTA

Por um Semiárido vivo com direito à água e Soberania Alimentar

Exma. Presidenta da República Federativa do Brasil

Sra. Dilma Rousseff

“A luta contra a miséria e a fome tem dupla dimensão: a emergencial e a estrutural. A articulação entre as duas dimensões é complexa e cheia de astúcias. Atuar no emergencial sem considerar o estrutural é contribuir para perpetuar a miséria. Propor o estrutural sem atuar no emergencial é praticar o cinismo de curto prazo em nome da filantropia de longo prazo”. (Betinho)

Nós, cidadãos e cidadãs, brasileiros e brasileiras, intelectuais, artistas, parlamentares e integrantes de movimentos sociais populares, do campo e da cidade, somos testemunhas dos muitos avanços vividos no Brasil nos últimos anos, que resultaram na redução de desigualdades sociais e econômicas.

A situação apontada pelo sociólogo Betinho em relação à seca de 1979 a 1983, onde quase um milhão de pessoas morreram de sede e de fome, em decorrência da falta de ação do Estado, é uma realidade distante. O Semiárido de hoje é reconhecido por sua beleza, resiliência, alta capacidade de inovação e produção de conhecimento e alimentos. Tudo isso graças à força do povo que vive nessa região, que com acesso a uma série de políticas públicas integradas, deu novo rumo à sua história.

Políticas como o Bolsa Família, o Crédito, o PAA, o PNAE, o Seguro Safra, o Bolsa Estiagem e o Água para Todos propiciaram nova condição de vida ao povo do Semiárido. O acesso à água contribuiu diretamente com a desconstrução da imagem de um Semiárido sem vida e sem capacidade produtiva. Atualmente, quase um milhão famílias têm água de qualidade para beber ao lado de casa, através das cisternas de placas; cerca de 120 mil famílias podem produzir de forma agroecológica, através das diversas

tecnologias de armazenamento de água para esse fim, a exemplo das cisternas-calçadão, barragens subterrâneas, barreiros-trincheiras, entre outras. Foi com a contribuição do Água para Todos que 40 milhões de pessoas saíram da miséria e da indigência.

E apesar de todas as conquistas, ainda há muito o que fazer. O Semiárido vive uma das maiores secas dos últimos 60 anos. Por essa razão, neste momento de crise nacional e internacional, ao fazermos escolhas Sra. Presidenta, é fundamental reconhecer a existência de grupos sociais historicamente penalizados, e assim, os necessários ajustes não devem recair sobre eles.

Queremos continuar assistindo à histórica redução das desigualdades que marcam o País. Não podemos parar, tampouco diminuir o ritmo dessas políticas, especialmente às responsáveis por garantir soberania alimentar.

Reforçamos nosso apelo à Vossa Excelência para que não deixe o ajuste fiscal paralisar ações que vêm mudando radicalmente a paisagem e as faces do Semiárido para melhor e que garantem vida digna ao seu povo.

Tenha certeza, Senhora Presidenta, estamos juntos nesta batalha de justiça e dignidade e não aceitaremos nada menos que a ampliação das políticas que transformam para sempre a vida das pessoas.

Fome e miséria nunca mais!!!

15 de agosto de 2015.

14:45 · 04.05.2015 / atualizado às 14:51 · 04.05.2015 por
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O ilustrador e animador, hoje freelance, baseado em Londres, Steve Cutts resumiu, em pouco mais de três minutos, a forma com a maioria dos seres humanos trata o Planeta que levou bilhões de anos para se tornar habitável. As imagens ensejam uma reflexão sobre o comportamento de cada um de nós, que vivemos, na medida em que o tempo passa, cada vez mais apartados do nosso meio natural, como se não pertencêssemos a ele pelo simples fato de termos a faculdade de pensar e de construir, diferentemente dos outros seres vivos que coabitam a Terra. Fica a reflexão sobre o que cada um de nós pode fazer para que mais gerações de nós mesmos possam continuar por mais um tempo por aqui. A Postagem não é nova, é de 21 de dez de 2012, e já teve mais de 13 milhões de visualizações, mas nunca é demais compartilhar.
Mais informações:
Animação criada em Flash e After Effects “Olhando o relacionamento do homem com o mundo natural”
Música: “No Salão do Rei da Montanha”, do compositor norueguês Edvard Grieg

Mais informações:

www.stevecutts.com

09:24 · 05.01.2012 / atualizado às 09:26 · 05.01.2012 por

O comentário da internauta Iara Sílvia, que li hoje, é o tipo de posicionamento que reacende o ânimo diante de tantos desafios para garantir a vida humana neste Planeta por muitos anos.

Quando temos a oportunidade e a disponibilidade de apreciar imagens como as que seguem no vídeo abaixo, também reavivamos as forças para continuar remando contra a maré que insiste no caminho contrário.

É difícil, concordo, mas não é impossível rever hábitos, tendências. O desafio é estar disposto a seguir em frente. Volto a insistir: o estudo das eras geológicas da nossa Terra nos mostra que o Planeta sobrevive, mas as espécies mais sensíveis, não.

Apreciemos, então, o nosso Planeta e que, neste 2012, façamos alguma coisa, nem que seja um pequeno gesto, como deixar de usar sacolas plásticas nas compras ou separar o lixo. Qualquer atitude ajuda para quem não está fazendo nada…

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