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Tag: União Europeia


08:00 · 19.02.2016 / atualizado às 12:28 · 19.02.2016 por

II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas

A II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas, primeiro evento nacional após a  21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) ,  em Paris, será realizada em Fortaleza, nos dias 24 e 25 de fevereiro. A Prefeitura de Fortaleza, em parceria com o Iclei, associação mundial de governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável, promoverá o evento, no Centro de Eventos do Ceará.

O objetivo é buscar, a partir do Acordo de Paris, meios para aprofundar as discussões sobre o papel das cidades no enfrentamento às mudanças climáticas no Brasil, boas práticas, iniciativas e ferramentas regionais disponíveis para as cidades brasileiras e o caminho a ser trilhado para que as variáveis climáticas sejam incorporadas ao desenvolvimento urbano no País com ambição e escala.

“O Acordo de Paris instaurou um novo marco institucional para o enfrentamento das mudanças climáticas no qual governos municipais e estaduais são reconhecidos como atores essenciais para implementação de ações transformadoras no ambiente urbano”, lembra Pedro Roberto Jacobi, presidente do Secretariado para América do Sul do Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade.

“É uma grande satisfação receber um evento que discutirá experiências e casos que envolvem políticas públicas voltadas ao clima e às cidades. O prefeito Roberto Cláudio vem implementando, em Fortaleza, ações que dialogam diretamente com a questão climática, a exemplo do lançamento da Política de Desenvolvimento de Baixo Carbono, do investimento em modais não poluentes, como as bicicletas compartilhadas, do Plano de Arborização e da ampliação de áreas verdes com a criação de novos parques urbanos”, enfatiza Águeda Muniz, secretária de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza.

Durante o evento, será encerrado o projeto Urban LEDS, um programa de quatro anos, financiado pela União Europeia e desenvolvido pelo Iclei e ONU Habitat, em 37 cidades do Brasil, Índia, Indonésia e África do Sul para demonstrar estratégias de desenvolvimento urbano inclusivo de baixa emissão de carbono em condições de crescimento e transição acelerados.

A Embaixada Britânica, por meio dos recursos do Prosperity Fund, também apoia a realização do evento. Desde 2010 trabalhando em parceria com o Iclei em projetos relacionados à agenda climática e de infraestrutura de cidades, o fundo viabilizará a participação de especialistas britânicos para compartilharem experiências com cidades brasileiras.

A II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas contará, entre palestrantes, debatedores e plateia, com a participação de prefeitos do Brasil, além de representantes de governos estaduais, do governo federal e de cidades de outros países da América do Sul.

Também estão previstos representantes de instituições ligadas ao tema, como Abema, AFD, Anama, Avina, BID, CB27, CAF, Future Cities Catapult, CDP, Cebds, Fonari, FNP, Fundação Grupo Boticário, Fundação Konrad Adenauer, GIZ, ITDP, LEDS LAC, MercoCiudades, ONU Habitat, Sasa, SOS Mata Atlântica, WRI e WWF, entre outras.

CB27

Além da Jornada, Fortaleza também receberá, pela primeira vez, o CB27, reunião com todos os secretários de meio ambiente do Brasil. O encontro é uma troca de experiências quanto a projetos e ações desenvolvidos nas cidades do País. Na ocasião, a titular da Seuma apresentará a Política Ambiental de Fortaleza e o Programa Fortaleza Cidades Sustentável.

Iclei

Principal associação mundial de governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável, o Iclei promove ação local para a sustentabilidade global e apoia cidades a se tornarem sustentáveis, resilientes, eficientes no uso de recursos, biodiversas, de baixo de carbono; a construírem infraestrutura inteligente e a desenvolverem uma economia urbana verde e inclusiva com o objetivo final de alcançar comunidades felizes e saudáveis.

Este movimento global congrega mais de 1.000 estados, metrópoles e cidades de pequeno e médio porte, em 86 países. Seu Secretariado para América do Sul (Iclei SAMS) apoia uma rede de mais de 40 cidades sul-americanas que representam mais de 100 milhões de habitantes em oito países, tais como Quito, Curitiba, Manaus, Ñuñoa, São José dos Campos, e Bogotá.

Mis informações, programação e inscrições, clique aqui

17:36 · 08.05.2012 / atualizado às 17:36 · 08.05.2012 por

A Região Metropolitana de São Paulo, a Bacia do Rio Copiapó, no Chile, a Bacia do Rio Bravo/Rio Grande, no México, e a Bacia do Rio Suquía, na Argentina passarão a ser um laboratório de experimentos para a descoberta e disseminação de novos métodos e ferramentas que estimulem a aplicação de tecnologias de reúso de água no mundo.

O projeto, bancado pela União Europeia, chama-se Coroado (www.coroado-project.eu) e é coordenado no Brasil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP).

As regiões escolhidas são estratégicas do ponto de vista do consumo. Este é um aspecto importante sob o prisma da condição atual de preservação dos recursos hídricos, vulneráveis a secas, infraestrutura precária, desperdício, aumento de demanda e mananciais degradados ou inacessíveis. Especialistas no assunto garantem que, se o consumo continuar no ritmo atual, até 2025 mais da metade das nações do Planeta sofrerá com a escassez de água.

Segundo a responsável pelo Coroado no Brasil, a professora e pesquisadora Monica Ferreira do Amaral Porto, vice-chefe do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Poli, o projeto tem um custo superior a 4.500.000 euros e terá quatro anos de duração.

“Entre as ações, deverá avaliar as diversas tecnologias de reúso e reciclagem da água, em contraste com tecnologias e capacidade locais; custos e benefícios relativos à prática do reúso; soluções eficientes e economicamente viáveis para o fornecimento de água, e para o combate da degradação de ecossistemas e reservas de água”, explica.

No Brasil, a Escola Politécnica foi escolhida para liderar o projeto em função de sua infraestrutura e competências. Um de seus laboratórios, o Centro Internacional de Referência em Reúso de Água (Cirra), coordenado pelo professor José Carlos Mierzwa, com a colaboração do professor Ivanildo Hespanhol, é reconhecido internacionalmente por seu trabalho na área, assim como a linha de pesquisa desenvolvida pela professora Monica Porto na área de qualidade da água.

O primeiro evento internacional do projeto está sendo realizado até o dia 10 de maio, no Hotel Bourbon, em São Paulo. Trata-se de um encontro de trabalho com representantes das 13 universidades participantes do projeto, nove europeias e quatro sul-americanas.

“Haverá um dia aberto para empresários e outros convidados participarem das discussões, como a Fiesp, que tem sido uma grande incentivadora do reúso da água na indústria”, explica Monica Porto.

De acordo com a professora Monica Porto, o relatório final com os resultados do projeto servirá de base para a União Europeia canalizar investimentos em locais com grande potencial de aplicação de tecnologias de reúso. “Pois um dos objetivos do projeto é justamente incentivar o poder público a adotar tecnologias de uso e reciclagem da água”, acrescenta.

Aplicação

A pesquisadora lembra que a aplicabilidade do reúso da água é ampla e deve ser estimulada pelos governos. “Em setores industriais estratégicos, como a petroquímica e a siderurgia, muitas indústrias chegam a reutilizar 90% de sua água, representando também uma grande economia do ponto de vista financeiro”, ensina.

A tecnologia tem sido muito empregada também na agricultura irrigada e até mesmo na limpeza urbana. Em São Paulo, por exemplo, ruas do Centro são lavadas com água de reúso. Muitos codomínios têm incluído no projeto equipamentos para o reaproveitamento da água usada pelos moradores na lavagem de roupas ou de alimentos.

Fonte: Poli/USP