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Tag: Unidades de Conservação (UCs)


18:35 · 08.05.2018 / atualizado às 18:35 · 08.05.2018 por
O projeto “A avifauna de Fernando de Noronha – Conheça os outros moradores da ilha”, da Associação Proscience, de Pernambuco, foi um dos selecionados Foto: Kid Júnior / Agência Diário

A Fundação SOS Mata Atlântica e a Repsol Sinopec Brasil apresentaram o resultado do edital que destinará R$ 300 mil para projetos que colaboram com o aumento do engajamento e presença da sociedade nas áreas protegidas.

As iniciativas selecionadas estão em Unidades de Conservação (UCs) públicas e privadas da Mata Atlântica e em ambientes marinhos e realizam atividades de pesquisa, voluntariado, qualificação de jovens, gênero, observação de aves e ciência cidadã, entre outras.

Foram selecionados dez projetos de oito estados da Mata Atlântica. Neste edital, foram 109 inscritos de 16 dos 17 estados abrangidos pelo bioma – o único estado sem propostas foi Sergipe. Este foi o recorde de inscrições desde a primeira edição do edital, em 2010. Dentre as propostas, 69% eram de ambientes marinhos e 31% de UCs públicas e privadas da Mata Atlântica.

Juntos, os projetos selecionados ajudam a proteger uma área de mais de 500 mil hectares e estão localizados em UCs de proteção integral – como o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes (SP) e o Monumento Natural Morro dos Conventos (SC) –, e de uso sustentável – como as Florestas Nacionais Ipanema (SP) e Assungui (PR) e a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Pedra D’Anta (PE).
“Recebemos muito mais inscrições do que esperávamos. Isso indica que valorizar parques e reservas e proteger o mar é uma preocupação relevante“, afirma a bióloga Erika Guimarães da Fundação SOS Mata Atlântica, especialista em Parques e Reservas.

Pela primeira vez o edital foi destinado para promover maior presença nas Unidades de Conservação – passando por pesquisa, até uso público e voluntariado. “Acreditamos que envolver a sociedade nessa causa é a melhor forma de garantir a efetividade das áreas protegidas, com a participação, cuidado e, principalmente, valorização de seus benefícios“, diz Diego Igawa Martinez, biólogo da Fundação SOS Mata Atlântica.

Ao longo de seus 31 anos, a SOS Mata Atlântica já apoiou mais de 500 UCs públicas e privadas no bioma Mata Atlântica, colaborando para a proteção de aproximadamente 2 milhões de hectares com um investimento de R$ 3 milhões. Em 2010, teve início a parceria com a Repsol Sinopec Brasil, no Programa Costa Atlântica, e esse trabalho conjunto já beneficiou 27 iniciativas em dez estados, com aporte de mais de R$ 1 milhão.

Veja a lista completa dos projetos apoiados

Geoambiental Brasil (SC)
Unidades de Conservação da Costa de Araranguá – difundindo a natureza local com o Roteiro Geoecológico
Divulgar a existência e a importância das Unidades de Conservação da Natureza da Costa de Araranguá, decretadas em dezembro de 2016, mas ainda desconhecidas pela sociedade, abordando a preservação e a geodiversidade da região.

Instituto Curicaca (RS)
Integração de jovens locais no Uso Público do Parque Estadual de Itapeva
Fortalecer o papel do Parque Estadual de Itapeva na conservação da biodiversidade associada aos usos indiretos pela visitação pública e a educação ambiental.

Associação de Catadores de Marisco de Ilha Grande – Piauí (PI)
Articulação de Mulheres Empoderadas em Atividades Sustentáveis
Desenvolver ações sustentáveis e de empoderamento social das marisqueiras residentes na Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba para o fortalecimento desta Unidade de Conservação.

Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo – FapUNIFESP (SP)
Análise do Perfil Socioeconômico e Experiência do Visitante no Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes – São Paulo: contribuições a gestão do uso público
Gerar informações e realizar oficinas para contribuir com a gestão do uso público baseada no turismo de mergulho, que vem sendo implementado de maneira gradual e planejada no Arquipélago de Alcatrazes após a criação do Refúgio de Vida Silvestre.

Associação Proscience (PE)
A avifauna de Fernando de Noronha – Conheça os outros moradores da ilha
Promover a conservação da avifauna de Fernando de Noronha e a aproximação da sociedade às Unidades de Conservação do arquipélago através da atividade de observação de aves, aliando uso público e instrumentos e ciência cidadã.

Instituto Manacá (SP)
Programa de abertura de escalada em rocha na Floresta Nacional de Ipanema, e monitoramento do Urubu-Rei nos setores de escalada
Fortalecer o uso público com a modalidade de escalada em rocha na Floresta Nacional de Ipanema, aliado à capacitação de monitores locais e monitoramento da ocorrência do Urubu-Rei (Sarcoramphus papa) nos afloramentos rochosos.

Associação Miríade (PR)
Trilhas da Gralha Azul – Projeto de Turismo de Base Comunitária com o protagonismo juvenil na Flona do Assungui – Campo Largo (PR)
Implantar um roteiro de turismo de base comunitária na Floresta Nacional do Assungui destacando as trilhas ecológicas com o protagonismo de jovens da região de 18 a 24 anos.

Oceânica – Pesquisa, Educação e Conservação (RN)
Águas da Mata Atlântica – APA Bonfim-Guaraíra
Fortalecer a presença e o engajamento da comunidade de Nísia Floresta e São José de Mipibu com a Área de Proteção Ambiental Bonfim-Guaraíra, utilizando a água como tema central e relacionando a proteção da Mata Atlântica na manutenção da qualidade dos recursos hídricos da região.

Bíon Consultoria e Assessoria Ambiental (MS)
Programa de Monitoria Voluntária no Parque Nacional da Serra da Bodoquena (MS): Estruturação e Fortalecimento
Estruturar, fortalecer e ampliar o Programa de Monitoria no Parque Nacional da Serra da Bodoquena (MS), através de capacitação, elaboração de materiais didáticos e outras metodologias.

Associação para a Conservação das Aves do Brasil (PE)
Observação de aves e Ciência Cidadã: um caminho para reconectar pessoas e natureza
Promover o engajamento da comunidade local com a Reserva Particular do Patrimônio Natural Pedra D’Anta e com a conservação da Mata Atlântica e sua biodiversidade.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

09:00 · 09.03.2018 / atualizado às 14:19 · 09.03.2018 por
Parque Nacional de Ubajara, na Serra da Ibiapaba (Ceará) Foto: Thiago Gadelha / Agência Diário

Queda nas despesas em conservação e fiscalização do meio ambiente no País marca a última década, aponta estudo do WWF-Brasil e Associação Contas Abertas

O ano de 2018 começou com R$ 3,7 bi de gastos autorizados no Ministério do Meio Ambiente (MMA) e suas autarquias, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB). O valor é menor do que o autorizado por Lei pelo Congresso para 2017 (R$ 3,9 bi) e ainda menor do que a autorização de gastos concedida em 2013 (R$ 5 bi), melhor ano da década, em valores corrigidos pela inflação.

Segundo o WWF-Brasil e a Associação Contas Abertas, os números apontam uma queda no investimento público provocada pela crise fiscal e agravada pela falta de visão política sobre a importância estratégica em se conservar o meio ambiente e os recursos naturais renováveis no Brasil. Os dados integram o mais amplo estudo sobre os gastos públicos em meio ambiente no País e que abarca os gastos da União, estados e municípios nos últimos dez anos.

O estudo do WWF-Brasil e da Associação Contas Abertas, divulgado nessa terça-feira (6), revela uma preocupante tendência com cortes em áreas vitais, como o monitoramento e fiscalização do desmatamento, a conservação da biodiversidade e a gestão dos recursos hídricos, áreas que provêm serviços essenciais para a sociedade, como o equilíbrio climático, alimentos e água.

As ações orçamentárias que tratam das áreas protegidas, por exemplo, começam o ano com R$ 236 mi, contra uma autorização de gastos de R$ 252 mi em 2017. A ação orçamentária que apoia a criação, gestão e implementação das Unidades de Conservação (UCs) chegou a perder recursos no Congresso em relação à proposta do governo, o que revela um Legislativo insensível à importância do tema ambiental.

O ICMBio, responsável pelas UCs, é, entre as autarquias vinculadas ao MMA, a mais atingida pela redução de gastos. Tem R$ 708 mi no Orçamento de 2018, contra R$$ 1,256 bi de gastos autorizados em 2017, uma redução de 44%.

O corte mais profundo atingiu o Bolsa Verde, programa que paga R$ 300 a cada três meses a famílias extremamente pobres e que moram em áreas protegidas, como incentivo à conservação. O programa desembolsou R$ 61,7 mi em 2017, R$ 78 mi em 2016 e R$ 106,1 mi em 2015. Veio perdendo recursos até desaparecer no Orçamento de 2018, por proposta do Executivo, acatada pelo Congresso. O governo informou que busca repassar a conta ao Fundo Amazônia, que também sofreu corte nos aportes, em decorrência do aumento do desmatamento na Amazônia, como lembra o estudo.

No ano da realização do 8° Fórum Mundial da Água, que reunirá representantes de mais de cem países em Brasília, no mês que vem, a ANA também perde recursos em relação ao Orçamento de 2017. Na principal ação da área em volume de verbas, a proposta para a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos cai de R$ 181,7 mi autorizados para R$ 136 mi, em 2018.

Outra importante fonte de recursos para o combate ao desmatamento na Amazônia foi alvo de corte em 2017, cujos impactos aparecerão em 2018. O governo da Noruega reduziu a menos da metade o aporte anual de recursos ao Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em dezembro, o governo norueguês repassou ao fundo US$ 41.791 mil, cerca de 43% do valor transferido em dezembro de 2016, de US$ 97.953 mil. Em nota, o governo norueguês atribuiu a redução do repasse ao aumento do desmatamento registrado no Brasil entre agosto de 2015 e julho de 2016.

Estados e municípios

De 2013 para cá, o volume de recursos destinados ao financiamento vem diminuindo ano a ano em todas as esferas de governo. A avaliação do comportamento das despesas na função Gestão Ambiental que constam do estudo do WWF-Brasil e Contas Abertas tem como base informações prestadas pela União, estados e municípios ao Tesouro Nacional, por exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), reunidas no Balanço do Setor Público Nacional.

Entre 2007 e 2016, União, estados e municípios juntos gastaram com Gestão Ambiental metade do orçamento anual do programa Bolsa Família. Foram, em média, R$ 13,1 bi de despesas na função no período, contra R$ 28,1 bi pagos pelo Bolsa Família em 2016.

O conjunto de gastos na década sugere uma montanha, com um grande movimento acidentado de aclive seguido por uma queda acentuada: as despesas crescem até 2013 e caem a partir de 2014, quando começa a recessão econômica, e a redução nas receitas tributárias impõe aperto nas contas públicas. Nos municípios, a queda começa em 2015.

O Estado e o Município de São Paulo lideram o ranking dos que mais gastaram em Gestão Ambiental tanto em 2016 como num período de quatro anos. No Estado, 42% do valor registrado no ano passado pagou pessoal, e os investimentos consumiram pouco mais de um a cada quatro reais.

No Município, a maior fatia das despesas com conservação ambiental foi destinada à conservação, operação e manutenção de parques, de acordo com informações do portal da transparência paulistano.

A distância no volume de gastos entre estados e municípios é notável. Em 2016, depois de registrar queda de 21% nos gastos em relação ao ano anterior, o município paulista ainda registrou despesa três vezes maior do que todo o Estado do Pará ou 6,5 vezes o montante gasto pelo Estado do Amazonas. Dos estados que compõem o bioma Amazônia, o Mato Grosso foi o que lançou o maior volume de gastos na função Gestão Ambiental.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.

Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Fonte: WWF-Brasil

10:30 · 22.01.2018 / atualizado às 21:08 · 21.01.2018 por

Edital destina R$ 300 mil para maior presença em parques e reservas de Mata Atlântica e ambientes marinhos  Foto: Natinho Rodrigues / Agência Diário

A SOS Mata Atlântica e a Repsol Sinopec Brasil lançaram, no dia 11 passado, edital que destina R$ 300 mil ao apoio de projetos que fortaleçam parques e reservas na Mata Atlântica e em ambientes marinhos com o objetivo de aproximar a sociedade brasileira das Unidades de Conservação (UCs) públicas e privadas. As propostas poderão ser enviadas até o dia 28 de fevereiro.

Os projetos devem ter o valor máximo de R$ 30 mil e podem contemplar atividades para engajamento de voluntários, estímulo à visitação, formação de guias, monitoramento participativo, atividades educativas e de pesquisa, entre outras ações que tragam mais presença às UCs. Podem participar instituições privadas com ou sem fins-lucrativos,  como associações, fundações, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) ou consultorias.

“O apoio às Unidades de Conservação, sobretudo marinhas, está diretamente ligado aos pilares da SOS Mata Atlântica. Entre nossas principais causas estão a valorização dos parques e reservas e a proteção do mar”, diz Marcia Hirota, diretora executiva da SOS Mata Atlântica.

“A parceria com a Repsol Sinopec Brasil em editais anteriores viabilizou a execução de projetos em 25 UCs que somam mais de 1 milhão de hectares protegidos na zona costeira da Mata Atlântica, além de terem proposto a criação de três novas Unidades de Conservação”, afirma Diego Igawa Martinez, biólogo da SOS Mata Atlântica.

A ONG, ao longo de seus 31 anos, já apoiou mais de 500 UCs públicas e privadas no bioma Mata Atlântica e ambientes costeiros e marinhos. Em 2010, teve início a parceria com a Repsol Sinopec Brasil no Programa Costa Atlântica e esse trabalho conjunto já beneficiou 27 iniciativas em dez estados, com aporte de mais de R$ 1 milhão.

“Investimos na criação de oportunidades sociais, sendo a proteção e a conservação da biodiversidade e dos recursos que ela nos proporciona um aspecto essencial. Nossos investimentos em meio ambiente estão direcionados para preservação da biodiversidade marinha, pesquisa, educação e sensibilização, que se traduzem na parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica”, destaca Leonardo Junqueira, CEO da Repsol Sinopec Brasil.

Fundação SOS Mata Atlântica
A Fundação atua desde 1986 na proteção dessa que é a floresta mais ameaçada do País. A ONG realiza diversos projetos nas áreas de monitoramento e restauração da Mata Atlântica, proteção do mar e da costa, políticas públicas e melhorias das leis ambientais, educação ambiental, campanhas sobre o meio ambiente, apoio a reservas e UCs, dentre outros.

Todas essas ações contribuem para a qualidade de vida, já que vivem na Mata Atlântica mais de 72% da população brasileira. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda de pessoas e empresas para continuar a existir.

Saiba como você pode ajudar em www.sosma.org.br

Repsol Sinopec Brasil
A Companhia acaba de completar 20 anos no Brasil. Hoje, concentra suas atividades no setor de exploração e produção de petróleo e gás nas bacias de Campos, Espírito Santo e Santos e está entre as maiores produtoras do País. O cuidado do meio ambiente e a proteção da biodiversidade são compromissos assumidos pela Companhia, que estabelece sua atuação baseada em critérios de responsabilidade e transparência.

Orientada por essas premissas, a Repsol Sinopec mantém, ao longo de 12 anos, a parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, apoiando programas para a proteção e sustentabilidade dos ambientes marinhos e costeiros, restauração florestal e Educação Ambiental por meio dos programas Costa Atlântica, Florestas do Futuro e A Mata Atlântica é Aqui!.

Fonte: SOS Mata Atlântica

10:30 · 20.11.2017 / atualizado às 11:08 · 20.11.2017 por

As belezas enfatizadas atualmente pela novela “O Outro Lado do Paraíso” podem ser vistas de forma sistematizada, por mais de 300 fotografias inéditas,  no recém-lançado livro sobre o Parque Estadual do Jalapão, no Estado do Tocantins, feitas pelo fotógrafo mineiro Lester Scalon, especializado em natureza. O artista plástico e pesquisador da flora e fauna brasileira Tomas Sigrist é responsável pelos textos que contam a história do local, além das 600 ilustrações da fauna e também do CD, no formato MP3, com uma seleção de cantos de 100 aves da região.

Essa obra possibilita a fotógrafos, amantes da natureza, estudantes, educadores, profissionais do setor, pesquisadores e o público em geral o acesso a uma série de informações inéditas, além de extensa galeria de fotos, que retratam não apenas o encanto do Jalapão, com suas paisagens estonteantes, mas também registros culturais e humanos da região, como a comunidade quilombola ali presente.

O trabalho realizado no Jalapão faz parte da série de registros das Unidades de Conservação do Brasil que Scalon tem realizado ao logo dos últimos dez anos. “Em geral, as pessoas não conhecem esses locais, onde existem belezas naturais tão ricas no Brasil. O Jalapão, assim como a Serra da Canastra, o Pantanal e a Chapada dos Veadeiros, oferece um fascínio muito grande devido às suas peculiaridades. Nosso principal objetivo é despertar a curiosidade das pessoas em conhecer estes locais, e, ainda, mostrar um pouco da sua cultura”, afirma.

O fotógrafo explica, ainda, que a obra do Jalapão é diferenciada das suas últimas publicações, uma vez que há registros, não só do ambiente e do ecossistema, mas também da comunidade que ali vive. “Mostramos a cultura quilombola e seus artesanatos com capim dourado. Estou muito orgulhoso desta obra, porque, sem dúvida, permite ao leitor apreciar os panoramas por meio das imagens destacadas e interagir com a comunidade presente neste patrimônio natural brasileiro”, destaca Scalon.

O Parque Estadual e o ecossistema

O Parque Estadual do Jalapão, localizado no Tocantins (TO), desempenha um importante papel no cenário brasileiro, no que diz respeito à preservação da biodiversidade. A região está circundada por quatro estados brasileiros e está localizada entre os municípios de Mateiros (TO) e São Félix (BA).

De acordo com Sigrist, o Parque Estadual do Jalapão, inserido numa área de cerca de 160 mil hectares, é dotado de uma incrível variedade de ecossistemas tropicais e desempenha um papel
fundamental na preservação da biodiversidade, contribuindo para o status do Brasil como um dos países biologicamente mais ricos do mundo.

Porém, esta riqueza tem enfrentado problemas graves, como a perda da biodiversidade e a degradação ecológica induzida por desmatamentos, conversão de florestas em plantações, a introdução de espécies exóticas, como certas gramíneas utilizadas na pecuária, que competem com as espécies nativas, bem como a poluição da água a partir de assentamentos humanos nas proximidades do parque.

“Acredito que esta obra pode despertar a curiosidade das autoridades e de pesquisadores em buscar mais informações de como fazer um melhor controle da preservação destas áreas e
encontrar subsídios e planejamentos mais objetivos e certeiros de como realizar a gestão de um parque. O Jalapão é um grande
laboratório, uma vez que a comunidade ali inserida consegue sobreviver da própria cultura. Espero que esta obra contribua com a
sociedade, dando um embasamento técnico sobre a região”, declara Sigrist.

O especialista conta que uma das curiosidades encontradas no Jalapão é o raro pato-mergulhão, uma ave que só sobrevive em ecossistemas ambientalmente equilibrados, em especial aqueles em que há cursos de águas limpas e agitadas. “É uma ave que está em extinção. Há apenas poucos indivíduos na região do Jalapão.
Foi uma grata surpresa a descoberta dessa espécie; realizada por biólogos há alguns anos”, destaca Sigrist.

 

A técnica

Imagens de dunas, cachoeiras, rochas típicas em meio à vegetação do cerrado, a fauna e a flora, todas registradas com o máximo de cuidado por Lester Scalon, que dividiu suas fotos por temas, como: dunas, fervedouros de águas borbulhantes, artesanato local como o capim dourado, comunidade, paisagens, fauna e flora.

“Para as fotos das aves e da fauna em geral, que normalmente estão em movimento, usei intervalos sequenciais de seis, oito, dez, doze
fotos por segundo, para conseguir registrar o voo dos pássaros, por exemplo. Mas, de uma forma geral, o feeling é fundamental para a
realização do trabalho”, afirma.

Scalon conta que desta vez usou uma técnica diferenciada para captar algumas imagens, principalmente aéreas. “Pela primeira vez em meu trabalho, utilizei o suporte de um drone e captei imagens incríveis, uma vez que o Jalapão tem uma vasta área, rica em belezas naturais”, destaca.

Depois das fotos produzidas, houve o tratamento de imagens e a montagem. “Outro diferencial é a quantidade de imagens em página dupla, ampliadas, que conferem uma maior perspectiva do ambiente retratado, possibilitando que o leitor viaje por meio das fotos”, conclui calon.

Na obra constam cerca de 600 ilustrações feitas por Sigrist, que retratam diversas espécies de aves, répteis, anfíbios e mamíferos para que o leitor possa conhecer um pouco mais sobre a fauna local.

Conta com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet nº 8.313/91) e patrocínio da empresa CBMM, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração.

Lester Scalon

Nascido em 1959, o fotógrafo mineiro Lester Scalon sempre foi um apaixonado pela natureza, vivendo e convivendo com ela uma vida inteira. É artista plástico, ilustrador, desenhista e pescador esportivo profissional. No entanto, ligado em outras atividades da vida cotidiana, que lhe tomavam o tempo, viu-se obrigado, por mais de 30 anos, a abdicar da arte fotográfica.

Em 1992, começou a dar os primeiros cliques. Mas foi quando conheceu o grande amigo e fotógrafo Ruy Varella que veio o grande
incentivo. Com Varella vieram as informações e os ensinamentos técnicos, que lhe proporcionaram uma evolução muito rápida em seu
trabalho fotográfico.

Seus trabalhos focados em imagens de natureza foram capa de mais de 20 milhões de listas telefônicas do Guiatel em Minas Gerais. Em 2007 ganhou o prêmio “Abril de Jornalismo” com imagens de pesca esportiva para o Guia 4 Rodas Pesca.

Jalapão é sua sétima obra sobre Unidades de Conservação, juntamente com Serra da Canastra; Insetos – Magia, Formas e Cores; Iconografia das Aves do Brasil: Mata Atlântica; Grande
Sertão Veredas; Nossas Aves, um Voo no Imaginário Popular; e Taiamã – A Vida às Margens do Pantanal.

Tomas Sigrist

Em 1986, iniciou sua carreira como pintor naturalista, e chegou a um estilo próprio de expressão para representar elementos da fauna e
flora brasileira, trabalho para o qual desenvolve pesquisas em campo, em museus e em bibliotecas no mundo todo.

Ele escreve artigos científicos sobre aves e ilustra livros para outros autores. No começo dos anos 90, auxiliou Edwin O´Neal Willis em
seu livro “Aves do Estado de São Paulo”. O projeto durou sete anos. Em 2004 lançou “Aves do Brasil – Uma visão Artística”, a que se
seguiram “Aves do Brasil Oriental”, “Iconografia das Aves do Brasil”, Insetos: Magia Formas e cores”, “Aves da Amazônia” e o “Guia de Campo – Avifauna Brasileira”.

Mais informações:

Livro: Jalapão
Editora: Avis Brasilis
Fotos: Lester Scalon
Texto, CD e ilustrações: Tomas Sigrist
288 páginas
Capa dura
Português/Inglês
Formato 27×35 panorâmico
Preço sugerido: R$ 98,00
www.Avis Brasilis.com.br

21:13 · 11.09.2017 / atualizado às 21:24 · 11.09.2017 por
O Parque Nacional de Ubajara, na Serra da Ibiapaba, é umas das Unidades de Conservação contempladas Foto: Marcelino Júnior / Agência Diário

Estão abertas até 6 de outubro, no site do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), as inscrições para a chamada pública de apoio a projetos de pesquisa em 19 Unidades de Conservação (UCs) federais nos biomas Caatinga e Mata Atlântica.

A iniciativa é do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em parceria com o CNPq e as fundações estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs). Para isso, o ICMBio está disponibilizando R$ 4 milhões.

Os recursos foram viabilizados pela compensação ambiental de duas grandes obras (Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional e Gasoduto Cacimba-Catue) e ainda poderá receber complementação das FAPs. O valor destinado a cada proposta poderá ser de até R$ 200 mil.

O apoio consistirá de itens de custeio e bolsas. A duração máxima dos projetos será de 36 meses. O intuito é beneficiar pesquisadores, estudantes, educadores, técnicos, comunidades locais, gestores de unidades de conservação e formuladores de políticas públicas, entre outros.

Manejo

Segundo a coordenadora-geral de Pesquisa e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, Katia Torres Ribeiro, os projetos vão contribuir para a implementação das estratégias de manejo, uso sustentável e conservação, além de fortalecer as capacidades de pesquisa interdisciplinar, a inclusão social e a inserção das UCs no desenvolvimento regional sustentável.

“A execução desses projetos proporcionará o envolvimento de comunitários e gestores, e a geração de conhecimentos-chave para alavancar ainda mais a gestão das unidades de conservação federais”, afirma Katia.

A coordenadora ressalta que a parceria do ICmBio com o CNPq e com as FAPs “é estratégica, pois possibilita a seleção de instituições de excelência e o apoio a projetos por meio de mecanismos que o ICMBio não dispõe”.

Parcerias

Já o professor Marcelo Morales, diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do CNPq, diz que a instituição tem buscando parcerias para o fomento à pesquisa na área de biodiversidade. “O ICMBio é parceiro importante, pois reconhece, de forma clara, a importância da ciência e dos cientistas brasileiros na ajuda de tomada de decisões para preservação ambiental”.

As propostas deverão observar um conjunto de oito diretrizes e aderir a pelo menos um dos temas elegíveis previstos na chamada. As orientações buscam garantir a participação comunitária, a comunicação à sociedade e a aplicabilidade dos resultados das pesquisas à conservação da biodiversidade.

Os temas, que abrangem várias áreas do conhecimento, foram definidos com a participação dos gestores das unidades de conservação e atendem a prioridades de pesquisa do ICMBio.

Conheça as unidades de conservação contempladas pelos projetos de pesquisas:

Caatinga

Esec de Aiuaba (CE), Resec Raso da Catarina (BA), Esec do Seridó (RN), Parna do Catimbau (PE), Parna da Chapada Diamantina (BA), Parna da Serra da Capivara (PI), Parna Serra das Confusões (PI), Parna de Sete Cidades (PI) e Parna de Ubajara (CE).

Mata Atlântica

Flona de Rio Preto (ES), Parna dos Campos Gerais (PR), Parna de Caparão (ES/MG), Parna do Itatiaia (RJ/MG), Parna Do Monte Pascoal (BA), Parna da Serra da Bocaina (RJ/SP), Parna da Serra dos Orgãos (RJ), Rebio de Pedra Talhada (AL/PE ), Resex Marinha da Baia de Iguapé (BA), Revis dos Campos de Palmas (PR).

Mais informações:

As propostas deverão ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente via internet

Fonte: ICMBio

10:17 · 08.06.2017 / atualizado às 10:29 · 08.06.2017 por
A primeira Semana do Mar é realizada por um coletivo de entidades independentes que operam, estudam ou produzem conhecimento no mar Foto: Ruver Bandeira

Por Melquíades Júnior

Hoje comemora-se o Dia Mundial dos Oceanos e a saúde do ecossistema marinho está entre os principais assuntos abordados na Primeira Semana do Mar (Semar), que acontece de 8 a 11 de junho (quinta a domingo), no Iate Clube de Fortaleza. Evento inédito no Nordeste, traz diversas palestras, oficinas e exposições com temas voltados ao mar. Serão comemorados os 20 anos de criação do Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio, a única Unidade de Conservação (UC) marítima do Ceará.

Duas importantes palestras movimentam esta quinta-feira. O Instituto Povo do Mar, com o Projeto Limpando o Mundo, traz o tema “Educação Ambiental Marinha e os desafios no combate do ‘lixo marinho’ no litoral cearense”; e o Eco Museu do Mangue traz o tema “Conservação e Educação Ambiental do Manguezal do Rio Cocó/ Sabiaguaba”.

Durante o evento, haverá exposições de fotografias subaquáticas, peças de antiguidade náuticas, barcos de rádio controle, venda de peças de cristais resgatados do fundo do mar e o lançamento do livro “Atlas de Naufrágios do Ceará“.

A primeira Semana do Mar é realizada por um coletivo de entidades independentes que operam, estudam ou produzem conhecimento no mar, como a Operadora de Mergulho Mar do Ceará e tem o apoio da Marinha do Brasil, Universidade Federal do Ceará (UFC), Capitania dos Portos, Governo do Estado, Prefeitura de Fortaleza e o Iate Clube de Fortaleza.

A programação completa pode ser conferida no link: https://goo.gl/qVjzxz
Mais informações: 

I Semana do Mar (Semar)

Data: 8 a 11 de junho

Horário: 8h às 20h

Local: Iate Clube de Fortaleza, Av. Abolição, 4813 – Mucuripe

Entrada gratuita

10:42 · 04.06.2017 / atualizado às 12:51 · 04.06.2017 por

 


A área do Rio Cocó constitui  um dos mais importantes espaços verdes da cidade de Fortaleza Foto: Fernando Travessoni / Agência Diário

A assinatura, pelo governador Camilo Santana, hoje, 4 de junho de 2017, na abertura da Semana do Meio Ambiente, da regulamentação definitiva da poligonal do Parque do Cocó é, como disse o secretário do Meio Ambiente do Ceará, Artur Bruno, “a concretização de um sonho de cerca de 40 anos, acalentado por gerações de ambientalistas e cidadãos fortalezenses. Foram várias e várias lutas, de diversos segmentos sociais organizados, até se conseguir a legalização”.

Na oportunidade estão sendo homenageadas 19 personalidades que contribuíram para a criação, desenvolvimento e regulamentação do Parque, com a comenda “Amigo do Parque”. Confira a lista completa a seguir:

Flávio Tores, Marília Brandão e Joaquim Feitosa (post mortem), que foram dirigentes da Socema, e lideravam o movimento, no fim dos anos 70, pela criação do Parque do Cocó.
João Saraiva, Vanda Claudino Sales e Samuel Braga, que lideraram a luta pela criação do Parque do Cocó nos anos 80.
João Alfredo, um dos parlamentares que, desde os anos 80, mais se envolveram nesta luta.
Evandro Ayres de Moura (Post Mortem) e Lúcio Alcântara, prefeitos que criaram o Parque Adahil Barreto (Primeiro Parque do Cocó).
Maria Luíza Fontenele, prefeita que criou a APA do Vale do Rio Cocó em Fortaleza, em 1986.
Tasso Jereissati, Adolfo Marinho e Renato Aragão, que lideraram a criação do atual Parque do Cocó no fim dos anos 80 e início dos 90.
Cid Gomes, que cercou o Parque do Cocó e tentou regulamentá-lo.
Alessander Salles, que liderou as ações na Justiça para a existência do Parque.
Ciro Gomes, que decretou o aumento da área do Cocó.
Fátima Limaverde, que liderava as mobilizações pela criação do Parque nos anos 80 e 90.
Tenente Araújo, que comandou a Polícia Militar Ambiental do rio e sua navegação.
José Bozarcchiello da Silva, geógrafo, professor da UFC.

O que significa a regulamentação

Segundo o governo, A regulamentação do Parque é a adequação desta área verde como Unidade de Conservação (UC) de Proteção Integral segundo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), conforme a Lei Federal Nº 9985/2000. A adequação ao Snuc indica que a área criada como Parque deve ser de posse e domínio público, dando a titularidade do terreno ao poder público, para fazer o controle e a proteção deste espaço.

Com a transformação em UC de proteção integral, o regime jurídico fica bem mais restritivo e protetivo, com previsão também na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal Nº 9985/2000) e no seu Decreto Regulamentador de Nº 6514/2008. Inclusive neste decreto, tem uma subseção que estipula a dosimetria das Infrações Cometidas Exclusivamente em Unidades de Conservação.

Toda essa previsão legal deve dar maior embasamento à atuação da gestão ambiental, pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema), à atuação da fiscalização e monitoramento, pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e à atuação policial (Batalhão de Policiamento Ambiental).

Histórico da criação do Parque

A primeira área do Rio Cocó a ser protegida, em 29 de março de 1977, quando declarada de utilidade pública para desapropriação, foi fruto de intensa mobilização social, que impediu a construção ali do que seria a sede do BNB.

Em 11 de novembro de 1983, o Decreto Municipal Nº 5.754 deu a denominação de Parque Adhail Barreto àqueles 10 hectares. Em 5 de setembro de 1989, o Decreto Estadual Nº 20.253 criou o Parque Ecológico do Cocó, expandido em 8 de junho de 1993.

No entanto, não houve a consolidação do Parque do ponto de vista legal, o que gerou diversas invasões em seu entorno. Os dois decretos de desapropriação caducaram e a regularização fundiária não foi plenamente efetuada.

O projeto atual

Pelo atual projeto do governo, discutido com a sociedade por meio de audiências, inclusive com o Fórum Permanente pela Regulamentação do Cocó, que reúne 25 entidades públicas e não-governamentais, se chegou à concretização de um dos maiores parques naturais em áreas urbanas do mundo. O Parque do Cocó terá 1.571ha, superando o Ibirapuera, em São Paulo (221ha), e o Central Park (341ha), em Nova York.

Os estudos realizados para subsidiar o decreto de criação do Parque Estadual do Cocó, de acordo com a legislação pertinente, que demandaram investimentos por parte do Estado e do Município, foram:

1. Diagnóstico Ambiental do baixo curso da bacia do Rio Cocó- R$ 474.537,52 (contratado pela Prefeitura Municipal de Fortaleza)
2. Diagnóstico Sócioambiental das ocupações inseridas na poligonal proposta- R$ 375.000,00 (contratado pela Sema)
3. Materialização georeferenciada da poligonal que compreende o trecho entre a BR-116 e a foz do rio Cocó-R$ 275.692,00 (contratado pela Sema)
4. Levantamento topográfico para delimitação da poligonal compreendida entre o Quarto Anel Viário e a BR-116 (Contratado pela secretaria das Cidades)

Os demais estudos foram realizados pelo Grupo de Trabalho (GT do Rio Cocó), coordenado pela equipe técnica da Sema, sem ônus para o Estado. O Decreto Nº 4.340 de 22 de agosto de 2002 trata em seu Art. 33 sobre a aplicação dos recursos da compensação ambiental, explícito em seu inciso IV a utilização deste recurso para realização de Estudos para criação de novas UC, o que permitiu à Sema utilizar este recurso, a partir da aprovação do projeto pela Câmara de Compensação Ambiental.

Concurso Nacional de Ideias

Além de definir o espaço, o governo estadual realizará um concurso nacional de ideias para dotar o equipamento com estruturas que proporcionem condições para que a população desfrute ainda mais do Parque, mediante atividades de educação ambiental, lazer, esporte, estudo ou para contemplação. Estas intervenções serão realizadas em áreas degradadas.

O Parque é considerado de grande importância tanto para a cidade, como para a biodiversidade protegida dentro de seus limites, com diversas espécies de vida animal e vegetal, algumas inclusive ameaçadas. Do ponto de vista climático, serve para reduzir a temperatura, além de formar uma bacia que previne enchentes em quadras chuvosas mais intensas.

Estão sendo realizadas também ações para recuperar o rio, da nascente até a foz, por meio de parcerias entre governo do Estado, prefeituras e sociedade civil, no chamado Pacto pelo Cocó. A navegabilidade do Cocó já foi restabelecida em vários trechos, inclusive com a restauração do passeio de barco entre as avenidas Sebastião de Abreu e Engenheiro Santana Júnior, num processo de limpeza, feito em parceria com a Secretaria de Infraestrutura do Município de Fortaleza (Seinf) que já retirou mais de duas mil toneladas de resíduos sólidos do rio e que foi escolhido como um dos dois melhores projetos ambientais de órgãos públicos do País, no Prêmio Nacional da Biodiversidade, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Continuidade

O debate não para com a regulamentação de hoje. Continua com a implantação do Plano de Manejo e a possibilidade de incorporação de outras áreas, como as dunas nos bairros Cocó, Cidade 2000 e Praia do Futuro. No momento, o governo do Estado justifica falta de recursos para as desapropriações necessárias.

As melhorias já feitas no Parque

1 – A construção do Espaço Cine Cocó, destinado prioritariamente à ações de educação ambiental
2 – Revitalização de equipamentos esportivos (quadra poliesportiva, quadras de vôlei de areia,campos de futebol)
3 – Identificação em pedra cariri (nome científico e popular) das principais espécies da flora do Parque. E inserção de dezenas de placas educativas e informativas no entorno do anfiteatro e trilhas
4 – Construção de um calçadão (1,2km) destinado a práticas esportivas (caminhada e cooper) e construção de rampas de acessibilidade com piso tátil, com ampliação do sistema de iluminação
5 – Revitalização e manutenção constante de trilhas e pontes, além das calçadas das avenidas adjacentes
6 – Retomada dos passeios de barco no Rio Cocó
7 – Criação de áreas de convivência (mesinhas e banquinhos) confeccionadas com árvores tombadas
8 – Aquisição de equipamentos de atividade física em parceria com Unimed e Prefeitura de Fortaleza, merecendo destaque a academia ao ar livre, “Praça amiga da Criança”
9 – Retorno do arvorismo (equipamentos de ecoaventura com 10 estações)
10 – Retomada do Projeto “Viva o Parque”, que ocorre aos domingos com diversas atividades culturais, de lazer e de entretenimento

Fonte principal: Sema

18:09 · 28.04.2017 / atualizado às 18:45 · 30.04.2017 por
A expedição ao Cânion do Poti teve como um dos objetivos conhecer melhor os hábitos do tatu-bola par ajudar na conservação Foto: Devian Zutter

Em comemoração ao Dia Nacional da Caatinga, celebrado neste 28 de abril, a Associação Caatinga lançou o documentário “Expedição ao Cânion do Poti”, um dos resultados do Programa Tatu-bola, apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. O objetivo central é sensibilizar o público sobre a importância da conservação do tatu-bola e do bioma Caatinga, além de arrecadar fundos para dar continuidade às ações do Projeto Tatu-bola.

“Esperamos que as pessoas possam conhecer e familiarizar-se com a espécie e seu habitat. Desta forma, conhecendo nosso bioma e toda a riqueza de fauna e flora associada, eles poderão ajudar de alguma maneira na sua conservação, seja com ações práticas ou repassando as informações aprendidas para seus parentes e amigos. Assim, mais e mais pessoas conhecerão o surpreendente mundo da Caatinga”, reforça o biólogo Samuel Portela, que participou da expedição ao cânion do Rio Poti e faz parte da coordenação técnica do Programa Tatu-bola.

O curta-metragem “Expedição ao Cânion do Poti” retrata a trajetória de pesquisadores que se aventuraram por dez dias na região do Cânion do Rio Poti, para identificar áreas de ocorrência do tatu-bola. O animal, presente na Caatinga e em algumas florestas do Cerrado brasileiro, está ameaçado de extinção e foi categorizado como vulnerável na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que identifica espécies ameaçadas. A ideia do Projeto Tatu-bola é tirar a espécie da lista de animais ameaçados de extinção e torná-la símbolo de proteção do bioma Caatinga.

O biólogo Samuel Portela destaca que a expedição ao Cânion do Rio Poti foi uma experiência importante para a conservação do tatu-bola, pois nela foi possível confirmar a presença da espécie na área de abrangência do Programa Tatu-bola e conhecer mais sobre o ambiente em que ele vive, como por exemplo, o tipo de vegetação existente onde ele costuma habitar, o tipo de solo e um pouco dos seus hábitos.

O Programa de Conservação do Tatu-bola está no terceiro semestre de atuação e tem por objetivo identificar áreas de ocorrência do animal e preservá-las a fim de garantir ambientes seguros para seu desenvolvimento e reprodução. É desenvolvido pela Associação Caatinga com o apoio da Fundação Grupo Boticário desde novembro de 2015.

Campanha de Financiamento Coletivo

No lançamento do documentário, também foi apresentada a Campanha de financiamento Coletivo do Projeto Tatu-bola, na plataforma Kickante, que tem como meta arrecadar, por meio de doações, R$ 500 mil.

Com esse valor, será possível implantar o Centro de Pesquisa e Conservação do Tatu-bola (CPCTB), que funcionará na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA), localizada na divisa do Ceará e Piauí, e dará suporte a um trabalho multidisciplinar para promover a conservação do tatu-bola, a manutenção da espécie na natureza, a redução do risco de extinção, a redução do risco de desertificação, a contenção dos efeitos do aquecimento global e a segurança hídrica.

O apoio do valor arrecadado ajudará a viabilizar ações que irão gerar conhecimento atualizado sobre a ecologia e distribuição da espécie; identificar áreas prioritárias para a conservação da espécie; promover conservação da espécie através da criação de reservas ambientais (Unidades de Conservação) e estabelecimento de corredores ecológicos; tornar o animal mais conhecidos e os ambientes naturais onde ocorre; e sensibilizar a sociedade, por meio de ações de educação ambiental.

A Associação Caatinga é uma organização não governamental que atua há 17 anos em projetos de conservação e preservação do único bioma originalmente brasileiro, a Caatinga.

Fonte: Associação Caatinga

21:00 · 10.02.2017 / atualizado às 21:01 · 10.02.2017 por
O periquito cara-suja (Pyrrhura griseipectus), o mais ameaçado de extinção das Américas, teve projeto de conservação, no Maciço de Baturité, aprovado em uma das edições anteriores Foto: Fábio Nunes / Aquasis

O Programa de Apoio a Ações de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, que já apoiou 1.493 iniciativas, visa potencializar a geração de conhecimento com pesquisas e estudos sobre a biodiversidade brasileira, além de estimular ações que promovam mudanças positivas no cenário ambiental do País.

As inscrições para a primeira chamada anual de 2017 do Edital de Apoio a Projetos estão abertas até 31 de março, no site www.fundacaogrupoboticario.org.br, na seção Editais da página inicial. Serão selecionadas iniciativas em todas as regiões brasileiras.

O edital é dividido em três linhas temáticas. Uma delas busca a criação ou ampliação de Unidades de Conservação de Proteção Integral e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), além de executar ações prioritárias indicadas em seus planos de manejo.

Outra linha prioriza iniciativas para proteger as espécies brasileiras ameaçadas de extinção. Esses projetos devem ter como objetivo colocar em prática as ações previstas nos Planos de Ação Nacional (PANs), buscando melhorar os seus status de conservação. Também são previstas ações emergenciais para aquelas que ainda não possuam PANs ou que enquadrem uma espécie em listas oficiais de ameaças.

O terceiro foco do edital é voltado para iniciativas que visem minimizar as ameaças à biodiversidade dos ecossistemas costeiros e marinhos, que estão longe da meta de proteção da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) – que indica a necessidade de conservar 10% desses ambientes, sendo que o Brasil protege atualmente apenas 1,5% por meio de Unidades de Conservação (UCs).

“A partir de cada projeto selecionado, reforçamos nossa razão de existir: promover e realizar ações de conservação da natureza brasileira. Cada edital representa várias oportunidades de participarmos dos mais diversos estudos e ações práticas de conservação, que são pragmáticos e cumprirão este objetivo”, afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário.

Para concorrer ao apoio é preciso que a iniciativa seja realizada por instituições privadas sem fins lucrativos, como fundações ligadas a universidades e organizações não governamentais. Em caso de dúvidas, os interessados podem contatar a equipe de Ciência e Informação da Fundação Grupo Boticário, pelo endereço edital@fundacaogrupoboticario.org.br.

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990, por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento.

Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou mais de 1.493 projetos de 493 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do País. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.

Mais informações:
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19:18 · 01.11.2016 / atualizado às 21:51 · 01.11.2016 por
As pesquisas exploratórias servem não apenas para quantificar as espécies que vivem na Reserva, mas para investigar seus hábitos e desenvolver estratégias de preservação Foto: Associação Caatinga
As pesquisas exploratórias servem não apenas para quantificar as espécies que vivem na Reserva, mas para investigar seus hábitos e desenvolver estratégias de preservação Foto: Associação Caatinga

Por Honório Barbosa

Crateús.  Três felinos de grande porte foram observados recentemente na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA), neste município do Sertão cearense. A Unidade de Conservação (UC) é administrada pela Associação Caatinga.

Os pesquisadores Marina Zanin, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Clotilde Estrada e Francisco Palomares da Estação Biológica de Doñana, na Espanha descobriram em suas pesquisas exploratórias que três onças pardas (Puma concolor), um macho e duas fêmeas, vivem na Reserva.
A pesquisa tem por objetivo conhecer o comportamento das onças pardas. O trabalho de campo começou no segundo semestre de 2015. As visitas tiveram por objetivo coletar fezes dos animais, que foram analisadas em laboratórios na Espanha.

A continuidade do estudo pode mostrar um número ainda maior de felinos. Além da onça parda, jaguatiricas e gatos maracajás e mouriscos também foram identificados no estudo.
Thiago Vieira, gerente da RNSA, comemorou o resultado da pesquisa e ressaltou a importância das descobertas. “As pesquisas exploratórias são interessantes não só para quantificar as espécies que vivem na Reserva, mas também para investigar seus hábitos e desenvolver estratégias de preservação”, afirmou.
Esperava-se descobrir outras espécies para estimular a criação de novas UCs. O pesquisador Francisco Palomares já trabalhou em vários países da América do Sul com as onças pintadas e pardas. Segundo ele, a RNSA concentra uma das maiores quantidades de fezes de onça parda por Km².
Os pesquisadores estiveram no Ceará entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro. O trabalho foi considerado oportuno, com bons resultados. O esforço do grupo é para manter a unidade preservada, longe de caçadores. Infelizmente, muito moradores mantêm o hábito da caça, praticam a atividade como algo comum e regular, contribuindo para eliminar espécies nativas.
A Associação Caatinga é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) voltada à proteção do único bioma originalmente brasileiro, a Caatinga. Foi fundada em outubro de 1998 e mantém a Reserva Natural Serra das Almas, localizada no sertão de Crateús, a 400 Km de Fortaleza.
Tatu-bola
Recentemente, foi realizada uma expedição pioneira ao Cânion do Rio Poty, em Crateús e em localidades do vizinho Estado do Piauí. A iniciativa foi da Associação Caatinga, com apoio da Fundação Grupo o Boticário. O objetivo foi identificar novas áreas de ocorrência do tatu-bola, mapear áreas, aprofundar pesquisas sobre o animal e propor a criação de uma UC Pública e de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).