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Caatinga terá novas reservas ambientais

Publicado em 24/04/2012 - 8:08 por | Comentar

O bioma Caatinga muda de cor ao longo do ano, mas, se devidamente preservado, garante recursos para quem dele depende Foto: Cid Barbosa

 

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) promove em Petrolina (PE), desde ontem (23 de abril), oficina para a criação de novas unidades de conservação na Região Nordeste.

A medida beneficiará a Caatinga, bioma semiárido mais diverso do mundo, que ocupa área 850 mil quilômetros quadrados, o equivalente a 11% do território nacional e engloba parte dos Estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais.

O encontro marca a semana dedicada ao bioma, já que o Dia Nacional da Caatinga é 28 de abril, e traz à tona a discussão de temas importantes sobre o bioma, como sustentabilidade e criação de novas reservas ambientais.

Com vegetação de rara biodiversidade, a Caatinga sustenta a economia da região Nordeste por meio de duas vertentes: fornecimento de energia e produtos florestais não madeireiros.

No primeiro caso, 30% da matriz energética da região vem da lenha obtida por meio de exploração não sustentável, utilizada por 70% das famílias na preparação de alimentos.

Em relação ao recurso florestal não madeireiro, em diversas atividades econômicas. Desde o forrageiro para pastagem de gado e produção de mel, passando pela comercialização de frutos nativos e plantas medicinais, chegando às cerâmicas e industrias de gesso, que geram divisas para o País usando lenha como suprimento de energia.

Integração

O engenheiro florestal da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Barreto Campelo, não tem dúvida: “A cada momento nos deparamos com vivências que demonstram que a relação do homem com a biodiversidade pode e deve ser a saída para um amplo processo de conservação ambiental”.

No que diz respeito aos aspectos socioeconômicos, existem experiências com a perspectiva de integração do recurso florestal na matriz produtiva dos projetos de reforma agrária, que geram renda de até 1,5 salário mínimo por família.

A cobertura florestal da Caatinga vem prestando serviços ambientais, proporcionando renda e atendendo à matriz energética no Nordeste. “Estamos vivenciando as preocupações das mudanças climáticas, todos procurando alternativas e clamando por modelos sustentáveis”, relata Campello.

O uso sustentável dos recursos florestais é uma realidade comprovada cientificamente e observada nas diferentes formas tradicionais de convivência com o semiárido pelas populações locais.

Como os fundos de pasto, a pecuária extensiva, o extrativismo sustentável do umbu, caroá, buriti, os sistemas de pousio da terra para agricultura. São formas de assegurar a manutenção da cobertura florestal, conjuntamente com o uso de práticas adequadas de conservação de solo e o uso de sistemas ecológicos de produção.

Parcerias

Nos últimos anos foram criados, pelo governo federal, o Monumento Natural do Rio São Francisco (Alagoas, Bahia e Sergipe), em 2009, com 27 mil hectares, e ampliando em 300 mil hectares o Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí, em dezembro de 2010, que ficou com cerca de 823 mil hectares.

Algumas parcerias estão sendo desenvolvidas com os Estados para implantação de unidades de conservação estaduais. “Os processos foram agilizados e os primeiros resultados concretos já aparecem, como a criação, neste ano de 2012, do Parque Estadual da Mata da Pimenteira, em Serra Talhada, Pernambuco”, diz o engenheiro florestal. Há, ainda, a destinação de recursos estaduais para criação de unidades no Ceará.

Fonte: MMA

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Jericoacoara terá investimentos de R$ 1,5 milhão

Publicado em 11/04/2012 - 12:08 por | Comentar

Os recursos servirão para qualificação da estrutura de atendimento turístico, organização de visitas, sinalização nos principais acessos da unidade, implantação de trilhas e garantia da preservação dos ecossistemas da região Foto: Rodrigo Carvalho

Unidade de conservação com grande potencial turístico no Estado do Ceará, o Parque Nacional de Jericoacoara receberá investimentos de R$ 1,5 milhão para obras de melhoria da estrutura de visitação e uso público.

Os recursos são oriundos de convênio firmado entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o parque, o Ministério do Turismo (Mtur) e a Secretaria Estadual de Turismo (Setur-CE).

A previsão é que, até o início do segundo semestre, a Setur inicie o processo licitatório para a elaboração dos projetos e das construções e, posteriormente, a implantação de estruturas de uso público.

Copa 2014

Segundo o chefe do parque, Wagner Elias Cardoso, os investimentos são importantes para que a unidade de conservação esteja preparada para absorver o aumento no número de visitantes que deverá ocorrer em função da Copa do Mundo de 2014.

Com a implementação do convênio, será possível qualificar a estrutura de atendimento turístico, organizar visitas, sinalização nos principais acessos da unidade, implantação de trilhas e garantir a preservação dos ecossistemas da região, que incluem mangues, restingas e lagoas.

A principal intervenção no parque será no Centro de Visitantes, que terá um espaço para exposições, palestras e outras atividades culturais. O local contará com recepção, bilheteria, banheiros, auditório, salas de administração e biblioteca, dentre outros espaços de apoio.

O Parque Nacional de Jericoacoara foi criado em 2002, com área de 8.850 hectares, a partir da recategorização parcial da Área de Proteção Ambiental (APA) instituída em 1984 e da redefinição de seus limites pela lei n° 11.486, de 15 de junho de 2007.

Fonte: ICMBio

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WWF Brasil lança página na Internet com informações sobre Unidades de Conservação

Publicado em 09/04/2012 - 10:06 por | Comentar

O Parque Nacional Serra das Confusões, no Piauí, recentemente ampliado, é uma das maiores UCs do Bioma Caatinga Foto: Rodrigo Carvalho

Brasília. As principais características de algumas unidades de conservação (UCs) brasileiras, como espécies que habitam o local e biomas existentes, começaram a ser reunidas em uma página da Internet criada pela organização não governamental (ONG) WWF-Brasil. Mesmo com a falta de dados de algumas regiões, o Observatório de Unidades de Conservação, como foi batizado o projeto, já pode ser consultado por qualquer pessoa.

O espaço virtual concentra dados como o tamanho das unidades, mapas, fotos, principais ameaças, legislação e informações sobre outros sistemas oficiais, como o monitoramento de chuvas ou o Cadastro de Conservação, mantido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Com o sistema de busca, é possível organizar informações por Estados, categoria (se é parque nacional, reserva extrativista ou floresta estadual, por exemplo), esfera (federal ou estadual) e grupo (proteção integral ou uso sustentável).

Para Giovanna Palazzi, do Departamento de Áreas Protegidas do MMA, o banco de dados pode contribuir para o mapeamento e o acompanhamento feitos pelo governo, que já cadastrou e validou, tecnicamente, 1,7 mil unidades de conservação (UCs) do País. “Hoje temos 100% das UCs federais, além de quase 95% das estaduais. Agora estamos entrando com as informações municipais. A ideia é aprimorar o cadastro com esses outros instrumentos criados por parceiros”.

Maria Cecília Wey de Brito, secretária geral do WWF-Brasil, acredita que, além de ser uma fonte atualizada de informações, o observatório também vai funcionar como um instrumento de cobrança de políticas e ações do Poder Público. “Para os tomadores de decisão, a importância das UCs já deveria estar clara. Se não está, os dados mostram o capital que o País tem, o que está faltando para fazer melhor e as ameaças (às unidades). Quando (o Poder Público) vê que só tem uma unidade em Mato Grosso do Sul que conserva o que restou do Rio Paraná, não vai ter argumentos para, naquele pedaço do rio, fazer uma obra”.

A representante da ONG acredita que as autoridades brasileiras precisam rever conceitos de valor dessas unidades. Ela lembra que, recentemente, o WWF precisou reunir estudos e promover debates para garantir a preservação de uma área de restinga no litoral paulista que poderia ter se transformado em mais uma área de exploração imobiliária.

Reportagem: Carolina Gonçalves / Edição: Vinicius Doria

Fonte: Agência Brasil

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Região da Serra Vermelha, no Piauí, é uma das mais ricas em biodiversidade no Nordeste do Brasil

Publicado em 29/11/2011 - 7:27 por | 1 Comentário

A beleza da Região da Serra das Confusões impressiona os visitantes Foto: Rodrigo Carvalho

O Ministério Público Federal entrou junto à Justiça Federal com uma ação civil pública com pedido de tutela antecipada contra a União, por meio de sua Procuradoria (Advocacia Geral da União no Piauí), e contra o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Brasília.

A ação civil foi proposta pelo procurador da República Tranvanvan da Silva Feitosa, que tem como finalidade a criação do Parque Nacional da Serra Vermelha, como maneira de proteger a floresta, localizada no sul do Estado do Piauí, considerada uma das regiões mais ricas em biodiversidade no Piauí e no Nordeste brasileiro.

O MPF quer a concessão de tutela antecipada, para que o ICMBio e a União (Ministério do Meio Ambiente), nos termos da Lei 9985/2000 e Decreto 4340/2002 sejam obrigados à abrir procedimento administrativo específico para criar o Parque Nacional da Serra Vermelha, compreendendo a face leste das Serras de Semitumba e Vermelha, originariamente excluídas da ampliação do Parque Nacional das Serras das Confusões.

Tranvanvan Feitosa também requer na ação que seja determinado de acordo com as providências previstas no art. 4º, do Decreto 4340/2002, a realização de estudos técnicos específicos e consultas públicas sobre a criação do Parque Nacional, fixando o prazo de 6 meses para a conclusão de tais procedimentos para elaboração de proposta a ser encaminhada à Presidência da República.

Entenda o caso

Em fevereiro de 2006, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama)solicitou levantamentos técnicos para a transformação da Serra Vermelha em parque nacional. Entre as justificativas mencionou a presença de “importantes mananciais e grande diversidade biológica” e alertou sobre a atuação de grileiros em trechos que pertencem à União e ao Piauí.

Todas essas considerações, no entanto, foram deixadas de lado na ampliação da Serra das Confusões ocorrida em dezembro de 2010, através de decreto de 30 de dezembro de 2010.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em expediente dirigido ao MPF/PI, esclareceu que a ampliação do Parque Nacional da Serra das Confusões incluiu partes significativas da Serra Vermelha, tendo sido excluída a vertente leste das Serras de Semitumba e Vermelha, que não foram incorporadas à ampliação do Parque.

É exatamente essa exclusão de parte significativa da Serra Vermelha, rica em biodiversidade que é questionada nesta ação civil pública.

Na ação, o procurador da República Tranvanvan Feitosa, afirma que a pressão econômica e do poder público estadual inviabilizaram a proteção de uma área de grande riqueza ambiental, com fortes indícios de quem sejam terras devolutas, ocupadas por grileiros de terras no Piauí.

É essa região que a sociedade quer proteger e que não quer ver transformada em carvão. Essa omissão do (ICMBio) e do MMA levará necessariamente à destruição de um dos mais importantes patrimônios ambientais do Piauí.

Fonte: Procuradoria da República no Estado do Piauí

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Expedição vai produzir primeiro livro digital de livre acesso sobre Unidades de Conservação no País

Publicado em 31/10/2011 - 7:00 por | Comentar

Registrar imagens de mais de 30 Unidades de Conservação (UCs) do território brasileiro de 20 Estados, percorrendo um trajeto de 18 mil quilômetros, em uma Honda NXR 150 Bros bicombustível é a ousada meta do documentarista Fernando Lara para 2011. O projeto, chamado Rotas Verdes Brasil, é uma realização da Fauna e Flora Documentários, em parceria com a concessionária Honda Mavimoto do Vale do Aço.

Desde o dia 12 de outubro, Fernando Lara registra imagens do Nordeste. Os trabalhos começaram no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, a 17ª unidade de conservação da Rotas Verdes Brasil. O trabalhos já passaram pela APA Delta do Parnaíba (MA/CE/PI); pelo o Parque Nacional das Sete Cidades (PI); e esteve nesta semana no Parque Nacional de Ubajara (CE).

Fernando Lara já seguiu para Estação Ecológica do Seridó (RN) e, na sequência, APA Costa dos Corais, APA Piaçabuçu (AL) e Parque Nacional do Pau Brasil (BA). A expedição ainda passará pelo Espírito Santo antes de terminar no projeto Muriqui em Caratinga (MG) e retornar, no dia 17 de dezembro, ao Vale do Aço, onde o percurso começou.

No total, serão oito meses de trabalho solitário, que inclui todos os biomas, sobretudo a fauna, flora, aspectos antropológicos e geográficos do País. A rota irá “abraçar” o Brasil, percorrendo o lado leste pelo litoral e o lado oeste pelas linhas de fronteira com os países da América do Sul.

O percurso teve início no dia 30 abril de 2011, no Parque Estadual do Rio Doce (MG), e já passou, além de Minas Gerais, por UCs de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí e Ceará.

Todo este trajeto realizado tem um objetivo muito nobre. Fernando Lara promete lançar o primeiro livro digital de livre acesso sobre UCs do País. “Será uma obra com informações de localização, fauna e flora ameaçada, espaços para visitação de turistas, entre outros. Queremos divulgar as áreas conservadas e popularizar essas informações para professores, alunos, ambientalistas, políticos possam conhecer mais as nossas belezas naturais”, afirma Fernando Lara.

Pensando no interesse internacional que as unidades de conservação irão despertar as vésperas da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, a Fauna e Flora Documentários também irá disponibilizar o livro das versões em inglês, português, espanhol e japonês. Todo o percurso também pode ser acompanhado pelo site: www.rotasverdesbrasil.com.br

O documentarista

Fernando Lara tem 31 anos, é natural de Ipatinga (MG), e possui dez anos de experiência, com trabalhos realizados nas Amazônia brasileira e boliviana, Colômbia, África (Tanzânia, Ruanda, Quênia e Uganda). Além disso, o documentarista é especializado no rastreamento de animais e produz imagens quase sempre sem a necessidade de captura e com o mínimo de interferência no habitat. “Utilizo pios de vocalização de onça pintada, anta e capivara, por exemplo, e procuro no meio da selva vestígios, como fezes e rastros, na procura de animais específicos”, explica.

A motocicleta

A Honda NXR 150 Bros com motor OHC é o veículo oficial da Rotas Verdes Brasil e a companheira de campo de Fernando Lara. A motocicleta é a primeira da categoria ON/OFF bicombustível do mundo e é o modelo ideal para percorrer os mais de 18 mil quilômetros da expedição, por ser mais resistente e adaptada para percorrer terrenos mistos.

Para fazer este percurso, o veículo sofreu pequenas alterações, realizadas pela equipe técnica da Concessionária Honda Mavimoto, localizada no Vale do Aço (MG) e parceira da Rotas Verdes Brasil. Entre as adaptações estão o aumento de 25mm na suspensão traseira e 29mm na suspensão dianteira; o farol recebeu uma lâmpada mais potente além de dois faróis móveis adaptados nas laterais.

Um gerador de energia de 1.000 watts, na parte traseira também foi adaptado e será usado para recarga de baterias e outros materiais que consomem energia elétrica. Durante a expedição será usado apenas combustível limpo: etanol, que emite até 90% menos poluentes em relação à gasolina. No entanto, no fim da expedição, todo o gás carbônico emitido pela motocicleta será neutralizado por meio de plantio de árvores, com apoio do Instituto Estadual de Floresta (IEF) do Governo do Estado de Minas Gerais.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Rotas Verdes Brasil

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Ministra do Meio Ambiente cobra integração de instituições de proteção ambiental

Publicado em 29/08/2011 - 7:00 por | Comentar

Izabella Teixeira destacou a importância de fortalecer os órgãos ambientais Foto: Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, cobrou, no fim da semana que passou, a integração entre as instituições técnicas ligadas ao ministério, ao participar da comemoração dos quatro anos de criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

“Sem instituições fortes, nós não faremos política ambiental de Estado, faremos apenas ações de curto prazo. Precisamos de política de longo, médio e curto prazo. Mas, para isso, é necessário eliminar os conflitos entre as instituições”, disse.

A ministra pediu ao presidente do ICMBio, Rômulo Melo, e ao presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Curt Trennepohl, que trabalhem de forma conjunta, para dar mais transparência ao processos de licenciamento ambiental e regularização fundiária.

Segundo ela, em quatro anos, o ICMBio avançou no sentido de preservar a biodiversidade brasileira, com a criação do plano de manejo, a consolidação de 310 unidades de conservação (Ucs) no País e a discussão da regularização fundiária. A ministra considera, no entanto, que essas ações ainda são insuficientes para o desafio brasileiro de conservação da biodiversidade.

Para Izabella Teixeira, o que se impõe ao ICMBio é uma agenda de implantação de áreas protegidas, para permitir que a população acesse essas áreas, além da necessidade de buscar soluções para os conflitos socioambientais nessa regiões.

“Temos que buscar um processo de diálogo político, chamar os movimentos sociais e entender o que acontece no entorno das áreas de preservação. Há solução para cada caso, não precisamos acirrar conflito, nem excluir pessoas”, destacou.

Izabella Teixeira também ressaltou a importância de viabilizar o desenvolvimento das populações das UCs, com melhores condições de habitação, estrutura de abastecimento de água e rede elétrica. A ministra observou, ainda, que a fiscalização ambiental deve ser preventiva e atuar em conjunto com a população local para a preservação dos biomas.

Fonte: Agência Brasil

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Cadastro de famílias no Bolsa Verde começa em setembro

Publicado em 13/08/2011 - 7:00 por | Comentar

Gestores e coordenadores regionais de unidades de conservação (UCs) de todo o País vão iniciar a partir de setembro o cadastramento das famílias que têm direito a receber os benefícios do Programa de Apoio à Conservação Ambiental (Bolsa Verde).

O Bolsa Verde foi criado pelo Governo Federal para atender pessoas em situação de extrema pobreza e que trabalham na proteção ambiental das áreas protegidas. O treinamento para divulgar o Programa envolveu 77 técnicos e foi realizado na terça e quinta-feira (9 e 11 de agosto), em Brasília.

A meta é conseguir a adesão de mais de 14 mil famílias neste ano. Elas receberão R$ 300,00, a cada três meses, pelos serviços ambientais prestados nas unidades de conservação de uso sustentável e nos assentamentos de reforma agrária diferenciados. Em 2014, deverão ser atendidas 76 mil.

Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Bolsa Verde é um incentivo à conservação dos ecossistemas brasileiros. O Programa promove a cidadania e melhoria da qualidade de vida de quem vive na floresta.

Fonte: Carlos Américo (MMA)

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Ministério disponibiliza mapa das Unidades de Conservação

Publicado em 29/07/2011 - 14:29 por | Comentar

O Parque Nacional de Ubajara, localizado na Chapada da Ibiapaba, norte do Ceará, é uma das Unidades de Conservação presentes no mapa do Ministério do Meio Ambiente Foto: Cid Barbosa

O Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Departamento de Áreas Protegidas e a Secretaria de Biodiversidade e Florestas elaboraram, em junho de 2011, um mapa cujo objetivo é divulgar as Unidades de Conservação do Brasil (federais, estaduais e municipais) as quais, já possuem suas informações disponíveis no portal do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC).

As informações disponíveis dizem respeito à localização das Unidades de Conservação (UCs), a qual esfera administrativa pertencem, bem como, sua categoria de manejo. Além destas informações, é realçada a importância destas áreas para a sociedade.

Visualize o mapa e a revista

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O valor das Unidades de Conservação

Publicado em 08/06/2011 - 13:22 por | Comentar

A sexagenária Floresta Nacional do Araripe, no sul do Ceará é uma das mais antigas UCs do País e a grande responsável pelo abastecimento de água dos municípios que ficam no grande vale aos seus pés, na Região do Cariri Foto: Cid Barbosa

A implementação efetiva das Unidades de Conservação  e o aproveitamento do potencial econômico dessas áreas – que cobrem cerca de 15% do território do país – podem gerar pelo menos R$ 5,77 bilhões por ano, considerando um cenário conservador.

O cálculo é do estudo Contribuição das Unidades de Conservação (UCs) para a Economia Nacional, coordenado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta terça-feira (7 d ejunho).

A conta considera o potencial econômico de cinco bens e serviços proporcionados pelas unidades de conservação: produtos florestais, uso público das áreas – principalmente para o turismo –, estoque de carbono conservado, água e repartição de receitas tributárias, baseada no modelo de  Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) Ecológico já adotado por alguns Estados.

“A conservação deve ser vista como um setor da economia do país. O estudo pode permitir o planejamento de investimentos em conservação de maneira mais assertiva”, sugeriu o biólogo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Rodrigo Medeiros, um dos coordenadores técnicos do estudo.

A exploração sustentável de madeira em florestas nacionais na Amazônia, por meio de concessão pública, poderia gerar anualmente entre R$ 1,2 bilhão e R$ 2,2 bilhões aos cofres públicos. “Esse valor já ultrapassa o R$ 1 bilhão necessários para bancar a gestão das 800 unidades de conservação do País”, comparou o economista Carlos Eduardo Young, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que também coordenou o estudo.

A extração de borracha e castanha poderia render mais R$ 52 milhões por ano, segundo os pesquisadores, considerando apenas parte das reservas extrativistas onde os produtos são explorados.

Para avaliar o potencial econômico do uso público das UCs, os pesquisadores consideraram principalmente as estimativas de aumento da exploração turística de 67 parques nacionais e o potencial multiplicador do turismo nas economias locais.

“O Brasil tem potencial para gerar entre R$ 1,6 bilhão e R$ 1,8 bilhão por ano, considerando as estimativas de fluxo de turistas projetadas para o país até 2016, ano das Olimpíadas”, diz o estudo. Em 2016, a renda movimentada pelo turismo nos parques pode chegar a R$ 2,2 bilhões.

Já o cálculo do potencial econômico do carbono estocado com a preservação das florestas em unidades de conservação considera que a criação dessas áreas evitou a emissão de pelo menos 2,8 bilhões de toneladas de carbono na atmosfera. Esses créditos renderiam por ano, segundo os pesquisadores, entre R$ 2,9 bilhões e R$ 5,8 bilhões.

Para fechar a conta, o estudo aponta que Estados que ainda não têm legislação de ICMS Ecológico poderiam arrecadar até R$ 14,9 milhões com a adoção do mecanismo, que compensa os municípios pela existência de UCs em seus territórios.

“Temos a comprovação de que floresta é solução, e não problema, do ponto de vista da compensação financeira. Fazer a conservação de áreas florestais é uma forma de ativar a economia, por isso é preciso dar um valor monetário à preservação”, disse Young.

Para o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, a possibilidade de calcular o potencial econômico de unidades de conservação pode ajudar a garantir investimentos para a implementação efetiva e a gestão correta dessas áreas.

“Tradicionalmente os custos com conservação são vistos como gastos e não como oportunidades. Muitos setores assumem que a contribuição dos investimentos em conservação tem impacto zero na economia, e isso nos derrota em discussões como a do Código Florestal”, afirmou.

Dias reconheceu que a implementação e gestão das UCs é ineficiente e disse que o cenário só mudará quando a conservação deixar de ser tratada como uma questão secundária.

“Os recursos estão aquém do tamanho da tarefa porque a sociedade e o governo não enxergam a contribuição dessas áreas para o desenvolvimento do País, encaram como uma questão marginal. Estamos falando de uma área significativa do território e damos atenção mínima a essas áreas”, disse.

O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) recebe cerca de R$ 450 milhões por ano, metade do mínimo necessário para a gestão e o funcionamento básico das unidades.

Além desse custeio mínimo, os pesquisadores calculam em R$ 1,8 bilhão o aporte necessário em infraestrutura e planejamento para que o potencial econômico das UCs seja aproveitado ao máximo.

Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil

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Programa contra a miséria inclui Bolsa Verde

Publicado em 03/06/2011 - 13:35 por | 2 Comentários

Para estimular a proteção ao meio ambiente, o novo programa Brasil sem Miséria, lançado ontem pela presidente Dilma Rousseff criará o Bolsa Verde, que prevê o pagamento de R$ 300,00 a cada trimestre para famílias pobres que promovam ações de conservação ambiental em florestas nacionais, reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável.

Para isso, o governo iniciou o levantamento das famílias que vivem nas unidades de conservação federais para saber quantas delas estão em situação de extrema pobreza e poderão ser beneficiadas.

Como a identificação ainda não foi concluída e deve ser determinada uma forma de monitorar a conservação praticada pelas famílias, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o benefício não deve começar a ser pago imediatamente.

Técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pela gestão das unidades de conservação federais, são responsáveis pelo censo que vai saber quais famílias podem receber a verba.

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