Busca

Tag: Universidade Federal do Ceará (UFC)


10:30 · 07.06.2018 / atualizado às 19:21 · 07.06.2018 por
O bem-estar das espécies marinhas, e do próprio ser humano, depende, também, do gerenciamento dos resíduos que produzimos Foto: Ruver Bandeira

Com palestra do velejador Amyr Klink, Fortaleza sedia a Segunda Semana do Mar (Semar), um dos maiores eventos já realizados no Nordeste para discutir o mar nas mais diversas vertentes. Esporte, meio ambiente, história, economia, segurança, ciência, comunicação e saúde estarão reunidas, de 9 a 12 de junho, no Iate Clube de Fortaleza. O tema principal deste ano será “Lixo Marinho“.

Para abertura da semana, será realizada uma limpeza de praia na manhã de sábado (9), que também contará com o apoio de 20 mergulhadores, organizados pela Operadora de Mergulho Mar do Ceará, que irão retirar os resíduos submersos próximo à orla da Praia de Iracema.

No domingo, haverá a regata em homenagem a “Batalha do Riachuelo”, com Banda de Música da Marinha do Brasil, que realizará a abertura das competições aquáticas, com a participação stand up, caiaque, vela e natação.

Palestras

Durante quatro dias, especialistas participam em mais de 20 palestras e 10 exposições, além de oficinas de mergulho com a Operadora Mar do Ceará, na piscina do Iate Clube. Uma mesa-redonda, composta das principais autoridades em questões marítimas e ambientais do Estado, será mediada pela jornalista Maristela Crispim.

Entre os temas das palestras, será discutido o combate ao lixo marinho, a conservação no manguezal, mergulho recreativo e profissional, esportes de vela, surf e stand up paddle como superação. Pesca fantasma, população de tubarões e naufrágios também serão abordados.
Com a Universidade Federal do Ceará (UFC), Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Associação Brasileira do Lixo Marinho (ABLM), Colônia de Pescadores, Capitania dos Portos, Marinha do Brasil e a Operadora de Mergulho Mar do Ceará, será discutido, em mesa redonda, o tema “Fiscalização e Gestão dos Resíduos Sólidos Marinhos no Estado no Ceará”.

Haverá exposições de peças de antiguidade náuticas, venda de cristais resgatados do fundo do mar, estande da Prefeitura com doação de mudas, exposição de aquarismo, oficina de bonecos marinhos de pano, exposições, entre elas “Terra em Movimento: E o mar virou sertão”. O encerramento do evento contará com a participação especial do Coral da UFC.

A Segunda Semana do Mar é realizada por um coletivo de entidades independentes que operam, estudam ou produzem conhecimento no mar, e têm o apoio da Marinha do Brasil, UFC, Capitania dos Portos, Governo do Estado, Prefeitura de Fortaleza e Iate Clube de Fortaleza.

Amyr Klink

Velejador brasileiro, palestrante e escritor, Amyr Klink foi o primeiro navegador a atravessar o Atlântico Sul sozinho a remo. Cinco anos depois, viajou rumo à Antártida em um veleiro construído especificamente para a expedição. É, ainda, autor de vários livros e com mais de 2.500 palestras pelo mundo. A palestra será no sábado, às 17h30.

Mais informações:
II Semana do Mar (Semar)
Data: 9 a 12 de junho
Horário: 8h às 20h
Local: Iate Clube de Fortaleza – Avenida Abolição, 4813 – Mucuripe
Entrada gratuita (sugerimos a doação de 1 kg de alimento/dia para quem for participar das palestras)

16:53 · 16.05.2018 / atualizado às 16:53 · 16.05.2018 por
A avaliação da PNRS, os rumos para o setor público atingir os objetivos estabelecidos, a geração de energia a partir do lixo e como fazer a gestão integrada dessas políticas são alguns dos temas do 5º Seminário Nacional de Resíduos Sólidos Foto: Alex Pimentel

A avaliação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), os rumos para o setor público atingir os objetivos estabelecidos, a geração de energia a partir do lixo e como fazer a gestão integrada dessas políticas são alguns dos temas que serão debatidos no 5º Seminário Nacional de Resíduos Sólidos, que será realizado em Fortaleza, nos dias 21 e 22 de maio, no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

Com credenciamento a partir das 8h do dia 21, o evento terá na sua abertura palestra magna de Ricardo Plácido Ribeiro, coordenador-geral de Auditoria das Áreas de Integração Nacional e Meio Ambiente do Ministério de Transparência e Controladoria-Geral da União, Secretaria Federal de Controle Interno e Diretoria de Auditoria de Políticas de Infraestrutura.

A primeira mesa redonda será após a palestra magna e terá por tema “Rumos para o setor público atingir os objetivos da Polícia Nacional de Resíduos Sólidos”. O Mediador será Alceu de Castro Galvão Júnior, analista de regulação da Coordenadoria de Saneamento Básico da Agência Reguladora de Serviços Delegados do Ceará (Arce).

Na segunda mesa redonda, à tarde, entra em debate a Geração de Energia a partir dos Resíduos Sólidos, tendo como mediador o professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Universidade Federal do Ceará (UFC), Suetônio Mota. A terceira mesa redonda do dia enfoca “Como fazer a gestão integrada dos Resíduos Sólidos” com Luís Eduardo
Salvatore, do Instituto Brasil Solidário. Para o seminário as inscrições são gratuitas.

O dia seguinte (22), será todo reservado para os minicursos de Educação Ambiental, com Luís Eduardo Salvatore;  Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, com Alceu Galvão de Castro Júnior; e Consórcios de Resíduos Sólidos, com o professor Alissom Melo. O seminário é uma realização da Arce, promoção do jornal Diário do Nordeste, A Fundação de Cultura e Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Funcepe) e Instituto Future, com apoio institucional da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) e organização da Decora Eventos.

Mais informações:
Data: 21 e 22 de maio de 2018 (segunda e terça-feira)
Local: CDL Fortaleza – Auditório Gervásio Pegado
Site: www.prasticaeventos.com/residuos2018

 

PROGRAMAÇÃO

21 de maio de 2018

8h – Credenciamento

9h às 11h – Solenidade de Abertura

Palestra Magna: CGU Avaliação da Política Nacional de Resíduos Sólidos
Palestrante: Ricardo Plácido Ribeiro – coordenador-geral de Auditoria das Áreas de Integração Nacional e Meio Ambiente do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União / Secretaria Federal de Controle Interno (SFC) – Diretoria de Auditoria de Políticas de Infraestrutura

11h às 13h
Mesa redonda 1 – Rumos para o setor público atingir os objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos
Mediador:
Alceu de Castro Galvão Junior – analista de regulação da Coordenadoria de Saneamento Básico da Agência Reguladora de Serviços Delegados do Estado do Ceará (Arce)
Debatedores:
Luís Fernando Cabral Barreto Júnior – presidente da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa)
Manoel Renato Machado Filho – diretor do Departamento de Infraestrutura Social e Urbana do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão
Fernando Alfredo Rabello Franco – presidente da Associação Brasileira de Agências de Regulação (Abar) e conselheiro da Agência Reguladora de Serviços Delegados do Estado do
Ceará (Arce)
Águeda Muniz – secretária de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza
José Maria Lucena – prefeito do Município de Limoeiro do Norte

13h às 14h – Intervalo para almoço

14h às 16h
Mesa redonda 2 – Geração de Energia a partir dos Resíduos Sólidos
Mediador:
Suetônio Mota – professor titular do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Palestrantes:
ENEL
Marquise Incorporações
C. Rolim Engenharia
Cimento Apodi
Hotel Brasil Tropical Residence
Cidade Limpa

16h às 18h
Mesa redonda 3 – Como fazer a gestão integrada dos Resíduos Sólidos
Mediador: Luís Eduardo Salvatore – Instituto Brasil Solidário
Debatedores:
Artur Bruno – secretário de Meio Ambiente do Estado do Ceará
Secretaria das Cidades do Estado do Ceará
Prefeitura Municipal de Jijoca de Jericoacoara
AMBEV
Coca-cola
Indaiá
Ministério do Meio Ambiente
Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR)

22 de maio de 2018

Minicursos
Horário: 8h às 17h

Minicurso 1 – Educação Ambiental
Professor: Luís Eduardo Salvatore – Instituto Brasil Solidário

Minicurso 2 – Gestão Integrada de Resíduos Sólidos
Professor: Alceu Galvão de Castro Júnior – analista de regulação da Coordenadoria de Saneamento Básico da Agência Reguladora de Serviços Delegados do Estado do Ceará (Arce)

Minicurso 3 – Consórcios de Resíduos Sólidos
Professor: Alissom Melo – analista de Regulação da Coordenadoria de Saneamento Básico da Agência Reguladora de Serviços Delegados do Estado do Ceará (Arce)

* Programação preliminar sujeita a alterações

10:30 · 15.01.2018 / atualizado às 10:58 · 15.01.2018 por
O livro aborda as mudanças drásticas ocorridas nos últimos 20 a 30 anos e um conceito desconhecido até o momento, o dos “bosques de animais marinhos” Foto: Guilherme Dutra

Pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) e do Departamento de Biologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) integram a equipe de cientistas brasileiros que escreveram o capítulo sobre a biodiversidade marinha brasileira no livro internacional Marine animal forest, lançado recentemente pela editora Springer-Nature, principal editora científica do mundo. A equipe foi composta, ainda, por pesquisadores das universidades federais de Pernambuco (UFPE), da Bahia (UFBA) e do Rio de Janeiro (UFRJ), além da Universidade de São Paulo (USP).

O livro conta com 45 capítulos escritos por especialistas de todo o
Planeta e pretende ser uma referência mundial sobre o tema da vida e conservação dos oceanos. Editado por Sergio Rossi, da Università del Salento (Lecce, Itália); Andrea Gori (Universidade de Barcelona); Lorenzo Bramanti (Centro Nacional de Pesquisas da França); e Covadonga Orejas (Instituto Espanhol de Oceanografia), o livro aborda as mudanças drásticas ocorridas nos últimos 20 a 30 anos e um conceito desconhecido até o momento, o dos “bosques de animais marinhos“.

O conceito de bosques de animais marinhos é inédito e faz referência às comunidades que vivem fixas no fundo do mar dominadas por animais como corais, gorgônias, esponjas e moluscos. Eles formam estruturas tridimensionais complexas que servem de refúgio para inúmeras espécies de peixes e tartarugas, dentre outras.

“No ambiente terrestre, as plantas (árvores e arbustos) formam os bosques e florestas. Porém, nos oceanos, os animais comumente dominam e criam habitats em águas rasas. Um exemplo de bosque animal é o recife de coral que seria equivalente a uma floresta tropical. Mesmo onde não há luz, como na maior parte dos oceanos, são os animais que vivem fixos no fundo do mar que criam os habitats”, explica o professor Sergio Rossi, da Università del Salento.

Sergio Rossi também explica que o “bosque animal” ou “bosque de animais marinhos” é a maior estrutura em extensão do Planeta, já que 70% da suasuperfície está coberta pelos mares e oceanos, concentrando 90% da vida na Terra. Porém, a área conhecida do fundo do mar é de apenas 5%.

O livro possui capítulos sobre a vida marinha, desde áreas tropicais até os polos da Terra e alerta contra a degradação progressiva dos
ecossistemas marinhos e a grave repercussão das mudanças ambientais globais para a conservação do Planeta.

O capítulo produzido pelos cientistas brasileiros abordou a extensa costa nacional e ilhas oceânicas, desde águas rasas a profundas. “Foi um desafio juntar toda a informação sobre a biodiversidade do fundo do mar do Brasil e ainda discutir os principais impactos humanos e ações imediatas para a sua conservação. O livro como um todo propõe uma síntese para todos os interessados na conservação dos oceanos em todas as regiões do planeta Terra”, afirma o professor Marcelo de Oliveira Soares, do Labomar.

Os pesquisadores advertem, no livro, que a atividade humana está
provocando uma perda da vida marinha e de sua capacidade de recuperação. A importância da conservação dos bosques de animais reside na produção de alimentos, pesca, turismo e fármacos. Eles também servem como proteção e berçário da vida marinha e têm papel fundamental no equilíbrio do clima e dos ciclos do Planeta com a captura dos gases do efeito estufa, por exemplo.

No caso do Brasil, os pesquisadores identificaram atividades de grande impacto, como pesca de arrasto (semelhante ao desmatamento de florestas terrestres), poluição marinha, mineração, extração de óleo e gás, obras nas zonas costeiras, aquicultura, além da presença de espécies invasoras e dos efeitos das mudanças globais (aumento do nível do mar, acidificação dos oceanos e ocorrência de eventos extremos).

Fonte: UFC

10:17 · 08.06.2017 / atualizado às 10:29 · 08.06.2017 por
A primeira Semana do Mar é realizada por um coletivo de entidades independentes que operam, estudam ou produzem conhecimento no mar Foto: Ruver Bandeira

Por Melquíades Júnior

Hoje comemora-se o Dia Mundial dos Oceanos e a saúde do ecossistema marinho está entre os principais assuntos abordados na Primeira Semana do Mar (Semar), que acontece de 8 a 11 de junho (quinta a domingo), no Iate Clube de Fortaleza. Evento inédito no Nordeste, traz diversas palestras, oficinas e exposições com temas voltados ao mar. Serão comemorados os 20 anos de criação do Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio, a única Unidade de Conservação (UC) marítima do Ceará.

Duas importantes palestras movimentam esta quinta-feira. O Instituto Povo do Mar, com o Projeto Limpando o Mundo, traz o tema “Educação Ambiental Marinha e os desafios no combate do ‘lixo marinho’ no litoral cearense”; e o Eco Museu do Mangue traz o tema “Conservação e Educação Ambiental do Manguezal do Rio Cocó/ Sabiaguaba”.

Durante o evento, haverá exposições de fotografias subaquáticas, peças de antiguidade náuticas, barcos de rádio controle, venda de peças de cristais resgatados do fundo do mar e o lançamento do livro “Atlas de Naufrágios do Ceará“.

A primeira Semana do Mar é realizada por um coletivo de entidades independentes que operam, estudam ou produzem conhecimento no mar, como a Operadora de Mergulho Mar do Ceará e tem o apoio da Marinha do Brasil, Universidade Federal do Ceará (UFC), Capitania dos Portos, Governo do Estado, Prefeitura de Fortaleza e o Iate Clube de Fortaleza.

A programação completa pode ser conferida no link: https://goo.gl/qVjzxz
Mais informações: 

I Semana do Mar (Semar)

Data: 8 a 11 de junho

Horário: 8h às 20h

Local: Iate Clube de Fortaleza, Av. Abolição, 4813 – Mucuripe

Entrada gratuita

20:11 · 20.03.2017 / atualizado às 20:11 · 20.03.2017 por

O Projeto Gestão Adaptativa do Risco Climático de Seca como Estratégia de Redução dos Impactos da Mudança Climática (Adapta) promove, nesta terça-feira (21), palestra pública sobre recursos hídricos.

O evento será realizado, a partir das 14h, no auditório do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental (DEHA), no bloco 713 do Campus do Pici Professor Prisco Bezerra, da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Coordenado pelo professor Francisco de Assis de Souza Filho, o Adapta é um projeto multidisciplinar, composto por pesquisadores do Brasil, da Alemanha e dos Estados Unidos, que visa dimensionar a vulnerabilidade dos usos e usuários de água, perante o risco climático de seca, e propor estratégias de gestão adaptativa, no intuito de aumentar a resiliência dos recursos diante da intensificação das variabilidades e mudanças do clima.

Durante a palestra, serão apresentados os resultados das discussões realizadas entre os pesquisadores que fazem parte do projeto (locais e visitantes). Os temas debatidos são variabilidade climática no presente, passado e futuro; alocação da água, plano de segurança hídrica e de secas; governança da água e governança institucional.

Além de discussões e apresentações de propostas metodológicas, os pesquisadores farão visita técnica aos perímetros de Tabuleiro de Russas e Morada Nova.

Confira a programação

21:31 · 19.03.2017 / atualizado às 21:31 · 19.03.2017 por

O Seminário Economia Ecológica: Educação para uma Mudança de Paradigma será aberto na próxima terça-feira (21), às 18h, no auditório do Departamento de Zootecnia, no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Ceará (UFC), no Campus do Pici Professor Prisco Bezerra. O evento, promovido pelo curso de graduação em Economia Ecológica da UFC, prossegue até o dia 23.

A palestra de abertura, sobre “Economia ecológica no mundo: a produção acadêmica, tendências, limites e possibilidades de uma ciência pós-normal”, será proferida por Clóvis Cavalcanti, presidente da Sociedade Internacional de Economia Ecológica e presidente de honra da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica.

A programação terá, ainda, minicursos com temas como “A crise hídrica no Ceará”, “Práticas de cuidado e bem viver”, “Como ecossistemas fornecem bens e serviços”, “Práticas de cuidado e bem viver”, além de mesas temáticas intituladas “Diálogo entre Economia Ecológica e Agroecologia”, “Introdução à Economia Ecológica” e “Sustentabilidade e relações de Poder”, dentre outras.

Com o encontro, os organizadores pretendem mostrar “as contribuições da economia ecológica para a reflexão sobre como a educação pode atuar nesse momento de crise de paradigmas mundiais, no âmbito social, econômico, político e ambiental”.

Também objetivam “divulgar o curso de graduação em Economia Ecológica da UFC e iniciar a aproximação do corpo discente e docente com a Sociedade Internacional de Economia Ecológica e a Sociedade Brasileira de Economia Ecológica”.

Como praticipar

O evento é aberto à comunidade e, para se inscrever, o interessado deve enviar nome completo, e-mail e curso para o endereço eletrônico do Seminário: seminarioecoeco@gmail.com.

Serão emitidos certificados para quem participar de pelo menos duas palestras e será emitido certificado para cada minicurso. Os organizadores informam que cada minicurso terá 30 vagas.

Mais informações:

Na programação completa do Seminário

N página do evento no Facebook

10:25 · 07.01.2014 / atualizado às 09:15 · 08.01.2014 por
Agricultor Vitoriano Alves, de Cruzeta (RN) Foto: Banco Mundial/Mariana Ceratti
Agricultor Vitoriano Alves, de Cruzeta (RN) Foto: Banco Mundial/Mariana Ceratti

Um estudo do Banco Mundial aponta que a variabilidade das chuvas e a intensidade das secas no Nordeste continuarão aumentando até 2050, com graves efeitos para a população, caso os governos locais não invistam em infraestrutura e gestão hídrica.

Pela análise de duas regiões – a Bacia de Piranhas-Açu, no Rio Grande do Norte, e o Rio Jaguaribe, no Ceará – o relatório “Impactos da Mudança Climática na Gestão de Recursos Hídricos: Desafios e Oportunidades no Nordeste do Brasil” analisa os efeitos do aquecimento global combinados com fatores como o crescimento populacional e o aumento da demanda por água.

Em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e a Universidade Federal do Ceará (UFC), entre outras instituições, os pesquisadores avaliam que a bacia de Piranhas-Açu, por exemplo, deve sofrer uma maior perda de água no solo e nas plantas, um fenômeno que os especialistas chamam “evapotranspiração”.

Ainda segundo o estudo, porém, se forem realizados constantes investimentos na modernização da irrigação, a demanda pela água na agricultura pode diminuir 40%, o que atenuaria o problema de gerenciamento da água da região.

O relatório mostra que, embora futuras compensações sobre o uso da água vão existir e deverão ser negociadas e discutidas entre os usuários, estratégias de alocação mais flexíveis poderiam tornar o setor de água no Nordeste brasileiro menos vulnerável aos impactos da demanda e das mudanças climáticas.

Agência da ONU auxilia na implementação de mudanças

Um programa financiado pelo Banco Mundial já começa a implementar mudanças na região. Uma iniciativa que atenderá 23 pequenos agricultores – com lotes de cerca de cinco hectares cada – apoia os trabalhadores rurais na compra de equipamentos que economizam água, dá assistência técnica na gestão hídrica e auxilia a expansão da rede elétrica na área do projeto, reduzindo a necessidade de água para o cultivo.

O agricultor Jean Azevedo acredita que o novo projeto ajudará os produtores que continuam procurando oportunidades no campo. Ele vive em Cruzeta (RN), uma região onde caem, em média, menos de 800 mm de chuva por ano – um volume de precipitação similar ao de países da África Subsaariana – e onde praticamente não chove entre julho e dezembro.

Preservar esse recurso natural tão valioso é um dos principais objetivos de Vitoriano Alves dos Santos, colega do Azevedo na Associação de Produtores de Cruzeta. “Ainda tenho acesso a uma fonte de água, mas me aflige ver a quantidade gasta todos os dias com a irrigação”, afirma.

Fonte: Nações Unidas no Brasil

21:18 · 29.09.2013 / atualizado às 23:27 · 29.09.2013 por
A erosão em praias como a do Icaraí demonstração que a nossa já é vulnerável Foto: Érica Fonseca / Agência Diário
A erosão em praias como a do Icaraí demonstra que a nossa já é vulnerável Foto: Érica Fonseca / Agência Diário

Por Maristela Crispim*

Reunidos até ontem em Estocolmo, na Suécia, os pesquisadores integrantes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgaram a primeira parte de seu quinto relatório de avaliação (AR5), uma nova atualização dos seus prognósticos sobre os rumos das mudanças climáticas globais. Nele, os pesquisadores acrescentaram mais centímetros à elevação do nível do mar esperada para o próximo século. Essa elevação seria causada pelo aumento do degelo na região da Antártica e do Ártico.

No cenário mais otimista, com corte de emissões e políticas climáticas, o aumento da temperatura terrestre poderia variar entre 0,3 °C e 1,7 °C de 2010 até 2100 e o nível do mar poderia subir entre 26 e 55 centímetros ao longo deste século.

Já no pior cenário, com altas emissões de gases-estufa e não cumprimento de regras para a redução, a superfície da Terra poderia aquecer entre 2,6 °C e 4,8 °C ao longo deste século, fazendo com que o nível dos oceanos aumente entre 45 e 82 centímetros. O documento mostra também que o nível dos oceanos aumentou 19 centímetros entre 1901 e 2010.

Uma mudança da escala de dezenas de centímetros na projeção não é pequena. A margem de erro para o cenário mais pessimista chega a quase um metro de altura, o que afetaria não apenas nações insulares, mas as metrópoles costeiras do Planeta, segundo alertaram os pesquisadores do IPCC.

Considerando as possíveis consequências, eles tentam adotar respostas cada vez mais precisas. “Reduzimos atualmente a margem de incerteza de forma considerável” declarou Anny Cazenave, especialista em observação dos oceanos no Laboratório Francês de Estudos em Geofísica e Oceanografia Espacial (Legos).

No Ceará

A coordenadora do curso de Oceanografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Lidriana Pinheiro reconhece que uma elevação da ordem de 80 centímetros no nível do mar potencializaria o processo erosivo que já acomete parte da nossa costa, a exemplo do que ocorre em praias como Iparana, Pacheco e Caponga, por exemplo.

Segundo suas informações, o processo existente depende tanto de fatores naturais, como a flutuação no nível do mar e a própria morfologia da costa; quanto de origem antropogênica (atividades humanas), com o barramento de rios que impede o transporte natural dos sedimentos e o avanço urbano em direção à área de praias.

“É claro que o foco de erosão não se dá de uma forma só ao longo do litoral. Onde tem falésia, por exemplo, é diferente de onde não tem”, explica. A professora alerta quem, diante dos prognósticos, é necessário que planos de ordenamento e gerenciamento urbanos de cidades litorâneas incluam a convivência com a erosão costeira para evitar a destruição do patrimônio material e histórico local. “As obras e expansões urbanas nessas áreas precisam atentar para os cenários futuros, mesmo que ainda haja controvérsia em relações a essas previsões na comunidade científica”, afirma.

No Brasil

Em nosso país, a previsão levanta uma discussão sobre o futuro de milhares de cidades que ficam no litoral. As mais vulneráveis já foram mapeadas por pesquisadores brasileiros, já que o País tem um imenso litoral com mais de oito mil quilômetros de praias.

O mais completo estudo já feito no Brasil sobre os impactos da elevação do nível do mar revela que 40% das nossas praias são vulneráveis. Manguezais, dunas, áreas de baixada e cidades densamente povoadas próximas de estuários como Rio de Janeiro e Recife oferecem menos resistência ao mar.

Setenta e um pesquisadores assinam o relatório feito no País em 2006. O estudo detalha os impactos previstos em 16 Estados. “O Brasil tem vulnerabilidade ao longo de todo o litoral, de forma pontual”, disse o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dieter Muhe, coordenador do estudo, em entrevista à TV Globo.

Segundo o professor, já existe uma recomendação do governo federal de que toda nova construção em área urbana deve ficar a uma distância mínima de 50 metros da praia, exatamente do ponto onde termina a areia. Nas regiões desocupadas, a distância mínima deve ser de 200 metros.

Como ocorre

O principal fenômeno por trás do aumento do nível do mar é o fato de que a água aumenta de volume quando está mais quente e os oceanos absorvem boa parte do calor aprisionado na atmosfera.

“A expansão termal é a maior contribuição para o aumento futuro do nível do mar, sendo responsável por 30% a 55% do total, com a segunda maior contribuição vindo das geleiras”, afirma a versão preliminar do sumário político do documento. O texto destaca, ainda, que “há alta confiabilidade em que o aumento do derretimento da superfície da Groenlândia vai exceder a elevação da queda de neve, levando à contribuição positiva (aumentou do nível do mar)”.

De acordo com estudos mais recentes, as calotas da Groenlândia e da Antártica teriam contribuído em pouco menos de um terço da elevação do nível do mar há 20 anos. O resto se distribui entre a dilatação térmica e o derretimento das geleiras de montanhas.

Nas pesquisas, leva-se mais em consideração um fenômeno insuficientemente conhecido em 2007: o deslizamento nos mares das geleiras costeiras da Groenlândia e da Antártica, detalhou Cazenave, co-autora, como em 2007, do capítulo sobre o mar do novo relatório do IPCC. Um dos problemas por trás dessas projeções, no entanto, é que o balanço do derretimento e da formação de gelo na Antártida ainda é difícil de prever.

Incertezas regionais

Os pesquisadores admitem que ainda é possível fazer avanços na forma de registrar a grande variabilidade regional da elevação das águas. Essa variabilidade se deve às diferenças na expansão térmica, mas também aos movimentos da crosta terrestre. Em algumas regiões, o solo tem a tendência de afundar, por exemplo, por causa do bombeamento da água ou da exploração do petróleo, tornando estas regiões ainda mais vulneráveis.

Apesar de a maioria das observações e dos modelos de computador alertar para o derretimento da parte ocidental do continente gelado, o aumento de precipitação na Antártida oriental deixa o cenário incerto. “Há uma cofiabilidade média de que nevascas na Antártida vão aumentar, enquanto o derretimento de superfície continuará pequeno, resultando numa contribuição negativa (redução do nível do mar”, diz o texto.

Um avanço do novo relatório é a tentativa de lidar melhor com as incertezas regionais. Por exemplo, apesar de a Groenlândia ter a massa de gelo terrestre que mais vai contribuir para a elevação do mar, lá ele não deve subir. Como a massa de gelo da região vai diminuir, ela perde força de gravidade que puxa água na direção da costa. E o mesmo deve ocorrer com a Península Antártica.

“Precisamos entender o papel das plataformas de gelo, das geleiras, o efeito térmico e saber como a crosta vai se mover”, detalha Aimée Slangen, da Universidade de Utrecht, na Holanda. Slangen publicou, no ano passado, um estudo sobre diferenças regionais na subida da linha d’água, mas diz que ainda é difícil fazer um mapa preciso.

O último esboço do relatório afirma que, em 95% das áreas oceânicas do mundo, o nível do mar vai subir, e que 70% das áreas costeiras terão um aumento com desvio de menos de 20% da média. Para os cientistas, porém, é preciso aprimorar o mapeamento. “Para uma cidade ou um país, a média mundial não importa, é preciso saber o que está acontecendo logo à porta de casa”, afirma Slangen.

Atividades humanas

Essa publicação do IPCC confirma que há 95% de probabilidade de que as atividades humanas sejam a principal causa para o aquecimento global e que estamos a caminho de uma elevação de 4,8ºC até o fim do século.

O relatório “Mudanças Climáticas 2013 – As bases físicas científicas” resultou de quatro anos de trabalho do GT I e da análise de 9.200 estudos. Algumas das conclusões do documento foram antecipadas, como a extrema probabilidade (mais de 95%) de que as atividades humanas, principalmente a queima de combustíveis fósseis, sejam a principal causa para o aquecimento do planeta desde 1950.

“É grande a confiança de que isso (as ações da humanidade) resultou no aquecimento dos oceanos, no derretimento de neve e gelo, no aumento do nível do mar e transformou alguns extremos climáticos”, afirmou o documento preliminar.

Os pesquisadores revelaram que a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, gás oriundo da queima de combustíveis fósseis e o mais nocivo ao ambiente, cresceu 40% desde 1750 e continua a se acumular. Com isso, a temperatura na Terra já subiu 0,89ºC entre 1901 e 2012 e deve se elevar entre 1,5ºC, no melhor cenário, e 6ºC no pior até o fim do século.

Pelos cálculos do IPCC, a concentração de CO2 na atmosfera vem se intensificando – subiu 20% entre 1750 e 1958 e chegou a 40% agora. O resultado imediato é o agravamento do efeito estufa, que provoca o aquecimento do Planeta.

“Cada uma das últimas três décadas foi mais quente que todas as décadas precedentes desde 1850, e a primeira década do século XXI foi a mais quente”, adverte o relatório. Entre 2016 e 2035, o planeta deve aquecer entre 0,3ºC e 0,7ºC.

Ao avaliar quatro cenários de emissões de gases, o IPCC fez previsões de que até 2100 a temperatura no planeta pode aumentar entre 0,3 ºC e 1,7 ºC (no cenário mais brando, com menos emissões e políticas climáticas implementadas) e entre 2,6 ºC 4,8 ºC se não houver controle do lançamento de gases-estufa.

Para o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), que possui membros do IPCC em seus quadros, as projeções indicam que a temperatura média em todas as grandes regiões do Brasil será de 3ºC a 6ºC mais elevada em 2100 do que no fim do século XX.

O IPCC defende que o aquecimento global deveria ser limitado a 2ºC para que as piores consequências das mudanças climáticas, como o aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos, não aconteçam.

O novo documento também detalha porque o aquecimento global ficou mais lento nos últimos 15 anos, fato que está sendo utilizado por céticos para questionar toda a ciência climática.

Uma das explicações é a maior ocorrência da La Niña, que resfria as águas do Oceano Pacífico, mas outras variáveis naturais podem ter também influenciar, como a atividade vulcânica, que dispersa partículas na atmosfera que refletem a luz do sol de volta para o espaço.

O IPCC

O IPCC foi estabelecido em 1988 e é formado por milhares de climatologistas, geógrafos, meteorologistas, economistas e outros especialistas que representam mais de uma centena de países.

Em 2007, a entidade recebeu o Prêmio Nobel da Paz por “construir e divulgar um maior conhecimento sobre a mudança climática causada pelo homem e por fixar a base das medidas que são necessárias para resistir a essa crise”.

O IPCC é dividido em três Grupos de Trabalho (GTs) e uma Força-Tarefa. O GT I é responsável pela “Base Científica da Mudança Climática”, o II lida com “Impactos da Mudança Climática, Adaptação e Vulnerabilidade” e o III está a cargo de explicar a “Mitigação da Mudança Climática”. A Força-Tarefa busca melhorar as metodologias para o cálculo e divulgação das emissões nacionais de gases do efeito estufa.

É importante destacar que o IPCC não realiza as pesquisas climáticas que apresenta. Os relatórios que divulga são um panorama de tudo o que foi publicado na literatura científica recentemente. Sua importância consiste em trazer para os governos e para a sociedade, em uma linguagem mais acessível, o que a ciência afirma estar acontecendo com o nosso planeta.

O “Mudanças Climáticas 2013 – As bases físicas científicas” contou com a participação de 259 autores de 39 países e ouviu mais de 50 mil comentários. A previsão é de que o GT II apresentará seu relatório em março de 2014 e o GT III, em abril.

O grande documento síntese de todos esses trabalhos será a Quinta Avaliação do IPCC (IPCC Fifth Assessment Report – AR5), que deve ser divulgado durante a Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas no fim do ano que vem em Lima, no Peru (COP 20). As outras quatro grandes avaliações do IPCC foram publicadas em 1990, 1995, 2001 e 2007.

Dados

– Temperatura global aumentou 0,85 ºC entre 1880 e 2012

– Há 95% de chance de que o homem causou aquecimento

– A concentração de CO2 no ar é a maior em 800 mil anos

– No pior cenário de emissões, a temperatura sobe 4,8 ºC até 2100

– No mesmo cenário, nível do mar pode aumentar 89 cm até 2100

– O gelo do Ártico pode retroceder 94% até 2100 durante o verão

*Com informações de agências

10:02 · 08.09.2013 / atualizado às 10:02 · 08.09.2013 por
O evento busca melhorar o trabalho nas cooperativas de catadores de materiais recicláveis e avaliar o impacto ambiental das embalagens Foto: Maristela Crispim
O evento busca melhorar o trabalho nas cooperativas de catadores de materiais recicláveis e avaliar o impacto ambiental das embalagens Foto: Maristela Crispim

A 4ª edição do Ciclo de Debates Abralatas: Inovação para Sustentabilidade será realizada no dia 12 de setembro, das 8h30min às 13h, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação, no Campus do Pici da Universidade Federal do Ceará  (UFC).

O evento busca valorizar os estudos, pesquisas e propostas desenvolvidos nas universidades brasileiras para melhorar o trabalho nas cooperativas de catadores de materiais recicláveis e avaliar o impacto ambiental das embalagens. As inscrições estão sendo realizadas pelo site do evento (is.gd/ccMFhV), e a programação é gratuita.

Por meio de palestras, debates e workshops, o evento propõe a discussão sobre os estudos de reciclagem e as novas práticas capazes de reduzir os impactos ambientais.

A mesa de abertura trata sobre as políticas de resíduos sólidos, e entre os convidados das atividades subsequentes está o ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, que ministra a palestra “O impacto social da Política Nacional de Resíduos Sólidos”, às 9h30min.

Na programação, serão destacadas, ainda, experiências de soluções sustentáveis para a coleta seletiva de resíduos sólidos, às 10h45min. O Diretor do Centro de Tecnologia da UFC, professor José de Paula Barros Neto, falará sobre “Universidade como desenvolvedora de novas soluções”. O debate com a plateia está previsto para as 12h, após a participação do representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis do Ceará, Francisco Erivaldo Gomes.

À tarde, às 14h, serão realizados os workshops sobre inovações da universidade. O professor Ronaldo Stefanutti, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da UFC e tutor do PET de Engenharia Ambiental, vai apresentar a pesquisa “Óleo de cozinha usado: resíduo ou energia renovável?”, um estudo realizado no bairro Planalto do Pici sobre a qualidade e as possibilidades de reutilização do óleo de cozinha.

O professor Francisco Suetônio Bastos Mota (UFC) também participa dos workshops com o tema “A Universidade no processo de inovação e ações de sustentabilidade”, no mesmo horário. Confira programação completa no site (is.gd/ccMFhV).

O Ciclo de Debates 2013 está sendo realizado em Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR) e Fortaleza (CE). É uma das atividades desenvolvidas nas comemorações de 10 anos da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), associação civil sem fins lucrativos que reúne os fabricantes de latas de alumínio para bebidas e que busca, por meio do compartilhamento de experiências, contribuir para o desenvolvimento dessa embalagem no Brasil.

Fonte: UFC / Abralatas

22:57 · 02.06.2013 / atualizado às 23:05 · 02.06.2013 por
O Juazeiro – aqui fotografado no segundo semestre de 2008, em Parambu, no Sertão de Crateús – é um dos exemplos de resistência do bioma Caatinga Foto: Cid Barbosa

A Prefeitura de Fortaleza abre oficialmente nesta segunda-feira (3), às 19 horas, no Paço Municipal, a Semana Municipal do Meio Ambiente. Durante a solenidade, o prefeito Roberto Cláudio assinará os termos de cooperação para adoção de praças do município, por meio do “Programa de Adoção de Praças e Áreas Verdes”.

A iniciativa visa permitir que tanto cidadãos quanto empresas passem a cuidar das áreas verdes do município de Fortaleza. A ação contribui com exemplos de cidadania e responsabilidade social, sendo permitido em contrapartida que as empresas participantes tenham seus logotipos estampados nestes locais, em placas mencionando a parceria.

Com o tema “Urbanismo e Meio Ambiente: Sustentabilidade e Integração”, o evento compreende diversas ações, em vários pontos da cidade, como a 4ª Conferência Regional / Fortaleza de Meio Ambiente – Fortaleza e Região Metropolitana, na terça-feira (4), das 8h às 17h, na Assembleia Legislativa; ação de combate à poluição sonora, no Dia Mundial do Meio Ambiente (5);e , Realização do Fórum Adolfo Herbster: A Cidade no Futuro, O Futuro na Cidade: Sustentabilidade e Integração, na sexta-feira, a parir das 8h30, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

Estado

A Semana Estadual do Meio Ambiente, de 4 a 8 de junho, está prevista para Fortaleza, Limoeiro, Russas e Jaguaribara. A abertura oficial será amanhã (4), às 8h30, na Assembleia Legislativa do Estado Ceará, com a Conferência Regional de Meio Ambiente de Fortaleza e Região Metropolitana.

Além da solenidade, haverá uma palestra com o tema “Resíduos Sólidos: Visão de ontem, hoje e futuro com foco na logística” e o lançamento das campanhas “Vamos cuidar do Ceará, um Ceará sem Lixão” e “Certificação Selo Produto Verde”. Segundo a Assessoria de Imprensa do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), este selo será para produtos compostos por matéria-prima reciclada de resíduos sólidos, para o gozo de benefícios e incentivos fiscais concedidos a contribuintes no Estado do Ceará.

Ainda, no mesmo dia, haverá apresentação do programa “Ceará Carbono Zero”, com o lançamento do inventário de emissões de gases de efeito estufa e o plano de ação e estratégias de mitigação e compensação das atividades da Copa das Confederações e da Copa Mundial de Futebol.

No dia seguinte (5), uma ação ambiental no Parque do Cocó contará com a presença de lutadores de MMA, que participam do reality show de televisão “TUF Brasil 2”, da TV Globo. O objetivo da ação é minimizar os impactos de carbono que serão gerados no evento esportivo do UFC em Fortaleza, no ginásio Paulo Sarasate, no dia 8. Os atletas deverão participar de um plantio de mudas no parque.

No dia 6, Limoeiro do Norte abre a Conferência Municipal da Região Jaguaribana, recebendo diversos municípios para debater demandas locais sobre gestão e descarte de resíduos sólidos. No mesmo dia, Russas lança os Projetos “Desenvolvimento de Praticas de Manejo Florestal Sustentável na Região do Baixo Jaguaribe” e “Implementação do Programa de Eficiência Enérgica para as industrias cerâmicas do Baixo Jaguaribe”, resultante do acordo de cooperação financeira entre o Fundo Socioambiental (FSA) da Caixa Econômica e o Conpam com apoio do Fundo Nacional do Meio Ambiente  (FNMA).

Um projeto de Aquicultura Sustentável para o açude Castanhão vai ser lançado no dia 7, em Jaguaribara. No dia 8, em Fortaleza, o Governo do Estado lança o projeto Parques da Copa no Parque do Cocó. Na ocasião, segundo a Assessoria de Comunicação do Conpam, também será apresentado o convênio firmado entre Conpam e Universidade Federal do Ceará (UFC) para a atualização do estudo da poligonal do parque.

Fontes: Seuma e Conpam