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Tag: Universidade Federal do Ceará (UFC)


10:17 · 08.06.2017 / atualizado às 10:29 · 08.06.2017 por
A primeira Semana do Mar é realizada por um coletivo de entidades independentes que operam, estudam ou produzem conhecimento no mar Foto: Ruver Bandeira

Por Melquíades Júnior

Hoje comemora-se o Dia Mundial dos Oceanos e a saúde do ecossistema marinho está entre os principais assuntos abordados na Primeira Semana do Mar (Semar), que acontece de 8 a 11 de junho (quinta a domingo), no Iate Clube de Fortaleza. Evento inédito no Nordeste, traz diversas palestras, oficinas e exposições com temas voltados ao mar. Serão comemorados os 20 anos de criação do Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio, a única Unidade de Conservação (UC) marítima do Ceará.

Duas importantes palestras movimentam esta quinta-feira. O Instituto Povo do Mar, com o Projeto Limpando o Mundo, traz o tema “Educação Ambiental Marinha e os desafios no combate do ‘lixo marinho’ no litoral cearense”; e o Eco Museu do Mangue traz o tema “Conservação e Educação Ambiental do Manguezal do Rio Cocó/ Sabiaguaba”.

Durante o evento, haverá exposições de fotografias subaquáticas, peças de antiguidade náuticas, barcos de rádio controle, venda de peças de cristais resgatados do fundo do mar e o lançamento do livro “Atlas de Naufrágios do Ceará“.

A primeira Semana do Mar é realizada por um coletivo de entidades independentes que operam, estudam ou produzem conhecimento no mar, como a Operadora de Mergulho Mar do Ceará e tem o apoio da Marinha do Brasil, Universidade Federal do Ceará (UFC), Capitania dos Portos, Governo do Estado, Prefeitura de Fortaleza e o Iate Clube de Fortaleza.

A programação completa pode ser conferida no link: https://goo.gl/qVjzxz
Mais informações: 

I Semana do Mar (Semar)

Data: 8 a 11 de junho

Horário: 8h às 20h

Local: Iate Clube de Fortaleza, Av. Abolição, 4813 – Mucuripe

Entrada gratuita

20:11 · 20.03.2017 / atualizado às 20:11 · 20.03.2017 por

O Projeto Gestão Adaptativa do Risco Climático de Seca como Estratégia de Redução dos Impactos da Mudança Climática (Adapta) promove, nesta terça-feira (21), palestra pública sobre recursos hídricos.

O evento será realizado, a partir das 14h, no auditório do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental (DEHA), no bloco 713 do Campus do Pici Professor Prisco Bezerra, da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Coordenado pelo professor Francisco de Assis de Souza Filho, o Adapta é um projeto multidisciplinar, composto por pesquisadores do Brasil, da Alemanha e dos Estados Unidos, que visa dimensionar a vulnerabilidade dos usos e usuários de água, perante o risco climático de seca, e propor estratégias de gestão adaptativa, no intuito de aumentar a resiliência dos recursos diante da intensificação das variabilidades e mudanças do clima.

Durante a palestra, serão apresentados os resultados das discussões realizadas entre os pesquisadores que fazem parte do projeto (locais e visitantes). Os temas debatidos são variabilidade climática no presente, passado e futuro; alocação da água, plano de segurança hídrica e de secas; governança da água e governança institucional.

Além de discussões e apresentações de propostas metodológicas, os pesquisadores farão visita técnica aos perímetros de Tabuleiro de Russas e Morada Nova.

Confira a programação

21:31 · 19.03.2017 / atualizado às 21:31 · 19.03.2017 por

O Seminário Economia Ecológica: Educação para uma Mudança de Paradigma será aberto na próxima terça-feira (21), às 18h, no auditório do Departamento de Zootecnia, no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Ceará (UFC), no Campus do Pici Professor Prisco Bezerra. O evento, promovido pelo curso de graduação em Economia Ecológica da UFC, prossegue até o dia 23.

A palestra de abertura, sobre “Economia ecológica no mundo: a produção acadêmica, tendências, limites e possibilidades de uma ciência pós-normal”, será proferida por Clóvis Cavalcanti, presidente da Sociedade Internacional de Economia Ecológica e presidente de honra da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica.

A programação terá, ainda, minicursos com temas como “A crise hídrica no Ceará”, “Práticas de cuidado e bem viver”, “Como ecossistemas fornecem bens e serviços”, “Práticas de cuidado e bem viver”, além de mesas temáticas intituladas “Diálogo entre Economia Ecológica e Agroecologia”, “Introdução à Economia Ecológica” e “Sustentabilidade e relações de Poder”, dentre outras.

Com o encontro, os organizadores pretendem mostrar “as contribuições da economia ecológica para a reflexão sobre como a educação pode atuar nesse momento de crise de paradigmas mundiais, no âmbito social, econômico, político e ambiental”.

Também objetivam “divulgar o curso de graduação em Economia Ecológica da UFC e iniciar a aproximação do corpo discente e docente com a Sociedade Internacional de Economia Ecológica e a Sociedade Brasileira de Economia Ecológica”.

Como praticipar

O evento é aberto à comunidade e, para se inscrever, o interessado deve enviar nome completo, e-mail e curso para o endereço eletrônico do Seminário: seminarioecoeco@gmail.com.

Serão emitidos certificados para quem participar de pelo menos duas palestras e será emitido certificado para cada minicurso. Os organizadores informam que cada minicurso terá 30 vagas.

Mais informações:

Na programação completa do Seminário

N página do evento no Facebook

10:25 · 07.01.2014 / atualizado às 09:15 · 08.01.2014 por
Agricultor Vitoriano Alves, de Cruzeta (RN) Foto: Banco Mundial/Mariana Ceratti
Agricultor Vitoriano Alves, de Cruzeta (RN) Foto: Banco Mundial/Mariana Ceratti

Um estudo do Banco Mundial aponta que a variabilidade das chuvas e a intensidade das secas no Nordeste continuarão aumentando até 2050, com graves efeitos para a população, caso os governos locais não invistam em infraestrutura e gestão hídrica.

Pela análise de duas regiões – a Bacia de Piranhas-Açu, no Rio Grande do Norte, e o Rio Jaguaribe, no Ceará – o relatório “Impactos da Mudança Climática na Gestão de Recursos Hídricos: Desafios e Oportunidades no Nordeste do Brasil” analisa os efeitos do aquecimento global combinados com fatores como o crescimento populacional e o aumento da demanda por água.

Em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e a Universidade Federal do Ceará (UFC), entre outras instituições, os pesquisadores avaliam que a bacia de Piranhas-Açu, por exemplo, deve sofrer uma maior perda de água no solo e nas plantas, um fenômeno que os especialistas chamam “evapotranspiração”.

Ainda segundo o estudo, porém, se forem realizados constantes investimentos na modernização da irrigação, a demanda pela água na agricultura pode diminuir 40%, o que atenuaria o problema de gerenciamento da água da região.

O relatório mostra que, embora futuras compensações sobre o uso da água vão existir e deverão ser negociadas e discutidas entre os usuários, estratégias de alocação mais flexíveis poderiam tornar o setor de água no Nordeste brasileiro menos vulnerável aos impactos da demanda e das mudanças climáticas.

Agência da ONU auxilia na implementação de mudanças

Um programa financiado pelo Banco Mundial já começa a implementar mudanças na região. Uma iniciativa que atenderá 23 pequenos agricultores – com lotes de cerca de cinco hectares cada – apoia os trabalhadores rurais na compra de equipamentos que economizam água, dá assistência técnica na gestão hídrica e auxilia a expansão da rede elétrica na área do projeto, reduzindo a necessidade de água para o cultivo.

O agricultor Jean Azevedo acredita que o novo projeto ajudará os produtores que continuam procurando oportunidades no campo. Ele vive em Cruzeta (RN), uma região onde caem, em média, menos de 800 mm de chuva por ano – um volume de precipitação similar ao de países da África Subsaariana – e onde praticamente não chove entre julho e dezembro.

Preservar esse recurso natural tão valioso é um dos principais objetivos de Vitoriano Alves dos Santos, colega do Azevedo na Associação de Produtores de Cruzeta. “Ainda tenho acesso a uma fonte de água, mas me aflige ver a quantidade gasta todos os dias com a irrigação”, afirma.

Fonte: Nações Unidas no Brasil

21:18 · 29.09.2013 / atualizado às 23:27 · 29.09.2013 por
A erosão em praias como a do Icaraí demonstração que a nossa já é vulnerável Foto: Érica Fonseca / Agência Diário
A erosão em praias como a do Icaraí demonstra que a nossa já é vulnerável Foto: Érica Fonseca / Agência Diário

Por Maristela Crispim*

Reunidos até ontem em Estocolmo, na Suécia, os pesquisadores integrantes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgaram a primeira parte de seu quinto relatório de avaliação (AR5), uma nova atualização dos seus prognósticos sobre os rumos das mudanças climáticas globais. Nele, os pesquisadores acrescentaram mais centímetros à elevação do nível do mar esperada para o próximo século. Essa elevação seria causada pelo aumento do degelo na região da Antártica e do Ártico.

No cenário mais otimista, com corte de emissões e políticas climáticas, o aumento da temperatura terrestre poderia variar entre 0,3 °C e 1,7 °C de 2010 até 2100 e o nível do mar poderia subir entre 26 e 55 centímetros ao longo deste século.

Já no pior cenário, com altas emissões de gases-estufa e não cumprimento de regras para a redução, a superfície da Terra poderia aquecer entre 2,6 °C e 4,8 °C ao longo deste século, fazendo com que o nível dos oceanos aumente entre 45 e 82 centímetros. O documento mostra também que o nível dos oceanos aumentou 19 centímetros entre 1901 e 2010.

Uma mudança da escala de dezenas de centímetros na projeção não é pequena. A margem de erro para o cenário mais pessimista chega a quase um metro de altura, o que afetaria não apenas nações insulares, mas as metrópoles costeiras do Planeta, segundo alertaram os pesquisadores do IPCC.

Considerando as possíveis consequências, eles tentam adotar respostas cada vez mais precisas. “Reduzimos atualmente a margem de incerteza de forma considerável” declarou Anny Cazenave, especialista em observação dos oceanos no Laboratório Francês de Estudos em Geofísica e Oceanografia Espacial (Legos).

No Ceará

A coordenadora do curso de Oceanografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Lidriana Pinheiro reconhece que uma elevação da ordem de 80 centímetros no nível do mar potencializaria o processo erosivo que já acomete parte da nossa costa, a exemplo do que ocorre em praias como Iparana, Pacheco e Caponga, por exemplo.

Segundo suas informações, o processo existente depende tanto de fatores naturais, como a flutuação no nível do mar e a própria morfologia da costa; quanto de origem antropogênica (atividades humanas), com o barramento de rios que impede o transporte natural dos sedimentos e o avanço urbano em direção à área de praias.

“É claro que o foco de erosão não se dá de uma forma só ao longo do litoral. Onde tem falésia, por exemplo, é diferente de onde não tem”, explica. A professora alerta quem, diante dos prognósticos, é necessário que planos de ordenamento e gerenciamento urbanos de cidades litorâneas incluam a convivência com a erosão costeira para evitar a destruição do patrimônio material e histórico local. “As obras e expansões urbanas nessas áreas precisam atentar para os cenários futuros, mesmo que ainda haja controvérsia em relações a essas previsões na comunidade científica”, afirma.

No Brasil

Em nosso país, a previsão levanta uma discussão sobre o futuro de milhares de cidades que ficam no litoral. As mais vulneráveis já foram mapeadas por pesquisadores brasileiros, já que o País tem um imenso litoral com mais de oito mil quilômetros de praias.

O mais completo estudo já feito no Brasil sobre os impactos da elevação do nível do mar revela que 40% das nossas praias são vulneráveis. Manguezais, dunas, áreas de baixada e cidades densamente povoadas próximas de estuários como Rio de Janeiro e Recife oferecem menos resistência ao mar.

Setenta e um pesquisadores assinam o relatório feito no País em 2006. O estudo detalha os impactos previstos em 16 Estados. “O Brasil tem vulnerabilidade ao longo de todo o litoral, de forma pontual”, disse o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dieter Muhe, coordenador do estudo, em entrevista à TV Globo.

Segundo o professor, já existe uma recomendação do governo federal de que toda nova construção em área urbana deve ficar a uma distância mínima de 50 metros da praia, exatamente do ponto onde termina a areia. Nas regiões desocupadas, a distância mínima deve ser de 200 metros.

Como ocorre

O principal fenômeno por trás do aumento do nível do mar é o fato de que a água aumenta de volume quando está mais quente e os oceanos absorvem boa parte do calor aprisionado na atmosfera.

“A expansão termal é a maior contribuição para o aumento futuro do nível do mar, sendo responsável por 30% a 55% do total, com a segunda maior contribuição vindo das geleiras”, afirma a versão preliminar do sumário político do documento. O texto destaca, ainda, que “há alta confiabilidade em que o aumento do derretimento da superfície da Groenlândia vai exceder a elevação da queda de neve, levando à contribuição positiva (aumentou do nível do mar)”.

De acordo com estudos mais recentes, as calotas da Groenlândia e da Antártica teriam contribuído em pouco menos de um terço da elevação do nível do mar há 20 anos. O resto se distribui entre a dilatação térmica e o derretimento das geleiras de montanhas.

Nas pesquisas, leva-se mais em consideração um fenômeno insuficientemente conhecido em 2007: o deslizamento nos mares das geleiras costeiras da Groenlândia e da Antártica, detalhou Cazenave, co-autora, como em 2007, do capítulo sobre o mar do novo relatório do IPCC. Um dos problemas por trás dessas projeções, no entanto, é que o balanço do derretimento e da formação de gelo na Antártida ainda é difícil de prever.

Incertezas regionais

Os pesquisadores admitem que ainda é possível fazer avanços na forma de registrar a grande variabilidade regional da elevação das águas. Essa variabilidade se deve às diferenças na expansão térmica, mas também aos movimentos da crosta terrestre. Em algumas regiões, o solo tem a tendência de afundar, por exemplo, por causa do bombeamento da água ou da exploração do petróleo, tornando estas regiões ainda mais vulneráveis.

Apesar de a maioria das observações e dos modelos de computador alertar para o derretimento da parte ocidental do continente gelado, o aumento de precipitação na Antártida oriental deixa o cenário incerto. “Há uma cofiabilidade média de que nevascas na Antártida vão aumentar, enquanto o derretimento de superfície continuará pequeno, resultando numa contribuição negativa (redução do nível do mar”, diz o texto.

Um avanço do novo relatório é a tentativa de lidar melhor com as incertezas regionais. Por exemplo, apesar de a Groenlândia ter a massa de gelo terrestre que mais vai contribuir para a elevação do mar, lá ele não deve subir. Como a massa de gelo da região vai diminuir, ela perde força de gravidade que puxa água na direção da costa. E o mesmo deve ocorrer com a Península Antártica.

“Precisamos entender o papel das plataformas de gelo, das geleiras, o efeito térmico e saber como a crosta vai se mover”, detalha Aimée Slangen, da Universidade de Utrecht, na Holanda. Slangen publicou, no ano passado, um estudo sobre diferenças regionais na subida da linha d’água, mas diz que ainda é difícil fazer um mapa preciso.

O último esboço do relatório afirma que, em 95% das áreas oceânicas do mundo, o nível do mar vai subir, e que 70% das áreas costeiras terão um aumento com desvio de menos de 20% da média. Para os cientistas, porém, é preciso aprimorar o mapeamento. “Para uma cidade ou um país, a média mundial não importa, é preciso saber o que está acontecendo logo à porta de casa”, afirma Slangen.

Atividades humanas

Essa publicação do IPCC confirma que há 95% de probabilidade de que as atividades humanas sejam a principal causa para o aquecimento global e que estamos a caminho de uma elevação de 4,8ºC até o fim do século.

O relatório “Mudanças Climáticas 2013 – As bases físicas científicas” resultou de quatro anos de trabalho do GT I e da análise de 9.200 estudos. Algumas das conclusões do documento foram antecipadas, como a extrema probabilidade (mais de 95%) de que as atividades humanas, principalmente a queima de combustíveis fósseis, sejam a principal causa para o aquecimento do planeta desde 1950.

“É grande a confiança de que isso (as ações da humanidade) resultou no aquecimento dos oceanos, no derretimento de neve e gelo, no aumento do nível do mar e transformou alguns extremos climáticos”, afirmou o documento preliminar.

Os pesquisadores revelaram que a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, gás oriundo da queima de combustíveis fósseis e o mais nocivo ao ambiente, cresceu 40% desde 1750 e continua a se acumular. Com isso, a temperatura na Terra já subiu 0,89ºC entre 1901 e 2012 e deve se elevar entre 1,5ºC, no melhor cenário, e 6ºC no pior até o fim do século.

Pelos cálculos do IPCC, a concentração de CO2 na atmosfera vem se intensificando – subiu 20% entre 1750 e 1958 e chegou a 40% agora. O resultado imediato é o agravamento do efeito estufa, que provoca o aquecimento do Planeta.

“Cada uma das últimas três décadas foi mais quente que todas as décadas precedentes desde 1850, e a primeira década do século XXI foi a mais quente”, adverte o relatório. Entre 2016 e 2035, o planeta deve aquecer entre 0,3ºC e 0,7ºC.

Ao avaliar quatro cenários de emissões de gases, o IPCC fez previsões de que até 2100 a temperatura no planeta pode aumentar entre 0,3 ºC e 1,7 ºC (no cenário mais brando, com menos emissões e políticas climáticas implementadas) e entre 2,6 ºC 4,8 ºC se não houver controle do lançamento de gases-estufa.

Para o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), que possui membros do IPCC em seus quadros, as projeções indicam que a temperatura média em todas as grandes regiões do Brasil será de 3ºC a 6ºC mais elevada em 2100 do que no fim do século XX.

O IPCC defende que o aquecimento global deveria ser limitado a 2ºC para que as piores consequências das mudanças climáticas, como o aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos, não aconteçam.

O novo documento também detalha porque o aquecimento global ficou mais lento nos últimos 15 anos, fato que está sendo utilizado por céticos para questionar toda a ciência climática.

Uma das explicações é a maior ocorrência da La Niña, que resfria as águas do Oceano Pacífico, mas outras variáveis naturais podem ter também influenciar, como a atividade vulcânica, que dispersa partículas na atmosfera que refletem a luz do sol de volta para o espaço.

O IPCC

O IPCC foi estabelecido em 1988 e é formado por milhares de climatologistas, geógrafos, meteorologistas, economistas e outros especialistas que representam mais de uma centena de países.

Em 2007, a entidade recebeu o Prêmio Nobel da Paz por “construir e divulgar um maior conhecimento sobre a mudança climática causada pelo homem e por fixar a base das medidas que são necessárias para resistir a essa crise”.

O IPCC é dividido em três Grupos de Trabalho (GTs) e uma Força-Tarefa. O GT I é responsável pela “Base Científica da Mudança Climática”, o II lida com “Impactos da Mudança Climática, Adaptação e Vulnerabilidade” e o III está a cargo de explicar a “Mitigação da Mudança Climática”. A Força-Tarefa busca melhorar as metodologias para o cálculo e divulgação das emissões nacionais de gases do efeito estufa.

É importante destacar que o IPCC não realiza as pesquisas climáticas que apresenta. Os relatórios que divulga são um panorama de tudo o que foi publicado na literatura científica recentemente. Sua importância consiste em trazer para os governos e para a sociedade, em uma linguagem mais acessível, o que a ciência afirma estar acontecendo com o nosso planeta.

O “Mudanças Climáticas 2013 – As bases físicas científicas” contou com a participação de 259 autores de 39 países e ouviu mais de 50 mil comentários. A previsão é de que o GT II apresentará seu relatório em março de 2014 e o GT III, em abril.

O grande documento síntese de todos esses trabalhos será a Quinta Avaliação do IPCC (IPCC Fifth Assessment Report – AR5), que deve ser divulgado durante a Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas no fim do ano que vem em Lima, no Peru (COP 20). As outras quatro grandes avaliações do IPCC foram publicadas em 1990, 1995, 2001 e 2007.

Dados

– Temperatura global aumentou 0,85 ºC entre 1880 e 2012

– Há 95% de chance de que o homem causou aquecimento

– A concentração de CO2 no ar é a maior em 800 mil anos

– No pior cenário de emissões, a temperatura sobe 4,8 ºC até 2100

– No mesmo cenário, nível do mar pode aumentar 89 cm até 2100

– O gelo do Ártico pode retroceder 94% até 2100 durante o verão

*Com informações de agências

10:02 · 08.09.2013 / atualizado às 10:02 · 08.09.2013 por
O evento busca melhorar o trabalho nas cooperativas de catadores de materiais recicláveis e avaliar o impacto ambiental das embalagens Foto: Maristela Crispim
O evento busca melhorar o trabalho nas cooperativas de catadores de materiais recicláveis e avaliar o impacto ambiental das embalagens Foto: Maristela Crispim

A 4ª edição do Ciclo de Debates Abralatas: Inovação para Sustentabilidade será realizada no dia 12 de setembro, das 8h30min às 13h, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação, no Campus do Pici da Universidade Federal do Ceará  (UFC).

O evento busca valorizar os estudos, pesquisas e propostas desenvolvidos nas universidades brasileiras para melhorar o trabalho nas cooperativas de catadores de materiais recicláveis e avaliar o impacto ambiental das embalagens. As inscrições estão sendo realizadas pelo site do evento (is.gd/ccMFhV), e a programação é gratuita.

Por meio de palestras, debates e workshops, o evento propõe a discussão sobre os estudos de reciclagem e as novas práticas capazes de reduzir os impactos ambientais.

A mesa de abertura trata sobre as políticas de resíduos sólidos, e entre os convidados das atividades subsequentes está o ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, que ministra a palestra “O impacto social da Política Nacional de Resíduos Sólidos”, às 9h30min.

Na programação, serão destacadas, ainda, experiências de soluções sustentáveis para a coleta seletiva de resíduos sólidos, às 10h45min. O Diretor do Centro de Tecnologia da UFC, professor José de Paula Barros Neto, falará sobre “Universidade como desenvolvedora de novas soluções”. O debate com a plateia está previsto para as 12h, após a participação do representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis do Ceará, Francisco Erivaldo Gomes.

À tarde, às 14h, serão realizados os workshops sobre inovações da universidade. O professor Ronaldo Stefanutti, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da UFC e tutor do PET de Engenharia Ambiental, vai apresentar a pesquisa “Óleo de cozinha usado: resíduo ou energia renovável?”, um estudo realizado no bairro Planalto do Pici sobre a qualidade e as possibilidades de reutilização do óleo de cozinha.

O professor Francisco Suetônio Bastos Mota (UFC) também participa dos workshops com o tema “A Universidade no processo de inovação e ações de sustentabilidade”, no mesmo horário. Confira programação completa no site (is.gd/ccMFhV).

O Ciclo de Debates 2013 está sendo realizado em Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR) e Fortaleza (CE). É uma das atividades desenvolvidas nas comemorações de 10 anos da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), associação civil sem fins lucrativos que reúne os fabricantes de latas de alumínio para bebidas e que busca, por meio do compartilhamento de experiências, contribuir para o desenvolvimento dessa embalagem no Brasil.

Fonte: UFC / Abralatas

22:57 · 02.06.2013 / atualizado às 23:05 · 02.06.2013 por
O Juazeiro – aqui fotografado no segundo semestre de 2008, em Parambu, no Sertão de Crateús – é um dos exemplos de resistência do bioma Caatinga Foto: Cid Barbosa

A Prefeitura de Fortaleza abre oficialmente nesta segunda-feira (3), às 19 horas, no Paço Municipal, a Semana Municipal do Meio Ambiente. Durante a solenidade, o prefeito Roberto Cláudio assinará os termos de cooperação para adoção de praças do município, por meio do “Programa de Adoção de Praças e Áreas Verdes”.

A iniciativa visa permitir que tanto cidadãos quanto empresas passem a cuidar das áreas verdes do município de Fortaleza. A ação contribui com exemplos de cidadania e responsabilidade social, sendo permitido em contrapartida que as empresas participantes tenham seus logotipos estampados nestes locais, em placas mencionando a parceria.

Com o tema “Urbanismo e Meio Ambiente: Sustentabilidade e Integração”, o evento compreende diversas ações, em vários pontos da cidade, como a 4ª Conferência Regional / Fortaleza de Meio Ambiente – Fortaleza e Região Metropolitana, na terça-feira (4), das 8h às 17h, na Assembleia Legislativa; ação de combate à poluição sonora, no Dia Mundial do Meio Ambiente (5);e , Realização do Fórum Adolfo Herbster: A Cidade no Futuro, O Futuro na Cidade: Sustentabilidade e Integração, na sexta-feira, a parir das 8h30, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

Estado

A Semana Estadual do Meio Ambiente, de 4 a 8 de junho, está prevista para Fortaleza, Limoeiro, Russas e Jaguaribara. A abertura oficial será amanhã (4), às 8h30, na Assembleia Legislativa do Estado Ceará, com a Conferência Regional de Meio Ambiente de Fortaleza e Região Metropolitana.

Além da solenidade, haverá uma palestra com o tema “Resíduos Sólidos: Visão de ontem, hoje e futuro com foco na logística” e o lançamento das campanhas “Vamos cuidar do Ceará, um Ceará sem Lixão” e “Certificação Selo Produto Verde”. Segundo a Assessoria de Imprensa do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), este selo será para produtos compostos por matéria-prima reciclada de resíduos sólidos, para o gozo de benefícios e incentivos fiscais concedidos a contribuintes no Estado do Ceará.

Ainda, no mesmo dia, haverá apresentação do programa “Ceará Carbono Zero”, com o lançamento do inventário de emissões de gases de efeito estufa e o plano de ação e estratégias de mitigação e compensação das atividades da Copa das Confederações e da Copa Mundial de Futebol.

No dia seguinte (5), uma ação ambiental no Parque do Cocó contará com a presença de lutadores de MMA, que participam do reality show de televisão “TUF Brasil 2”, da TV Globo. O objetivo da ação é minimizar os impactos de carbono que serão gerados no evento esportivo do UFC em Fortaleza, no ginásio Paulo Sarasate, no dia 8. Os atletas deverão participar de um plantio de mudas no parque.

No dia 6, Limoeiro do Norte abre a Conferência Municipal da Região Jaguaribana, recebendo diversos municípios para debater demandas locais sobre gestão e descarte de resíduos sólidos. No mesmo dia, Russas lança os Projetos “Desenvolvimento de Praticas de Manejo Florestal Sustentável na Região do Baixo Jaguaribe” e “Implementação do Programa de Eficiência Enérgica para as industrias cerâmicas do Baixo Jaguaribe”, resultante do acordo de cooperação financeira entre o Fundo Socioambiental (FSA) da Caixa Econômica e o Conpam com apoio do Fundo Nacional do Meio Ambiente  (FNMA).

Um projeto de Aquicultura Sustentável para o açude Castanhão vai ser lançado no dia 7, em Jaguaribara. No dia 8, em Fortaleza, o Governo do Estado lança o projeto Parques da Copa no Parque do Cocó. Na ocasião, segundo a Assessoria de Comunicação do Conpam, também será apresentado o convênio firmado entre Conpam e Universidade Federal do Ceará (UFC) para a atualização do estudo da poligonal do parque.

Fontes: Seuma e Conpam

13:31 · 20.05.2013 / atualizado às 13:34 · 20.05.2013 por
O evento incluirá ações para o replantio de mata ciliar nas margens do Rio Jaguaribe, em Iguatu Foto: Honório Barbosa

Com o tema “Pesquisa e transferência de tecnologia contextualizada ao Semiárido”, será realizado, de 22 a 24 de maio, o I Simpósio Brasileiro de Recursos Naturais. A programação começa, no dia 22, a partir das 8h, com um mutirão para plantio de essências da Caatinga adequadas para a recuperação da mata ciliar em trecho do Rio Jaguaribe, nas proximidades da área do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (Ifce) – Campus de Iguatu. A abertura oficial será às 19 h, no Ifce em Iguatu, município a 384Km de Fortaleza.

O evento resulta de parceria entre a Universidade Federal do Ceará, por meio do Centro de Ciências Agrárias (CCA), Ifce-Iguatu, Grupo de Pesquisa e Extensão em Manejo de Água e Solo no Semiárido (Massa) e Programa Ecológico de Longa Duração (PELD).

Após a palestra de abertura, sobre o “Histórico e perspectivas das pesquisas e transferência de tecnologia dos recursos naturais no Semiárido”, um show de repentistas sobre a vida no semiárido animará um coquetel para os presentes.

Minicursos gratuitos para agricultores

Além da parte acadêmica, com apresentação de trabalhos, palestras e mesas-redondas, o programa inclui minicursos (destinados apenas a agricultores), com inscrições gratuitas. Entre os temas dos minicursos estão: manejo sustentável da apicultura; manejo sustentável de galinha caipira; produção de mudas de plantas nativas da Caatinga; produção e uso de plantas medicinais; sistema de irrigação para agricultura familiar (baixo custo); e técnicas de coleta.

Na programação geral, estão previstas mesas-redondas sobre: manejo das águas superficiais na região semiárida; exploração da Caatinga no manejo sustentável de pequenos animais; e recuperação de áreas degradadas. Entre os temas das palestras programadas estão: novas tecnologias para o monitoramento e estudo de qualidade de água; fontes renováveis de energia para Semiárido; e o papel do bioma Caatinga no fluxo de carbono.

Outras atividades do seminário são a visita à trilha ecológica do Ifce-Iguatu feita por alunos da rede municipal da região e da comunidade e a distribuição de essências da Caatinga à comunidade. A programação detalhada e outras informações sobre o evento estão no blog do Simpósio.

Mais informações na Coordenadoria de Extensão do CCA/UFC: (85) 3366 9735

15:53 · 03.04.2013 / atualizado às 15:53 · 03.04.2013 por

Estão abertas até o dia 8 de abril as inscrições para o Seminário Internacional de Pesquisa e Extensão “Gestão Urbana e Sustentabilidade”, que acontece nos dias 9, 10 e 11 de abril de 2013, no Auditório Rachel de Queiroz, no Centro de Humanidades 2 da Universidade Federal do Ceará (UFC), na Avenida da Universidade, 2762, térreo, Benfica.

Além de professores e pesquisadores da UFC, participarão os professores Enrique Sánchez Albarracín e Chantal Berdier, da Universidade de Lyon. Nas palestras, debates e mesas-redondas, os participantes trocarão ideias sobre pesquisas ligadas à Educação Ambiental, arte em espaços públicos, condições de vida e trabalho de catadores de lixo, gestão de resíduos sólidos, mobilidade urbana, dentre outros temas.

O seminário é realizado pela UFC – por meio do Programa de Pós-Graduação em Psicologia, do Laboratório de Pesquisa Ambiental (Locus), do Projeto de Extensão “Sem Fronteiras: Plural pela Paz” -, juntamente com o Instituto Nacional de Ciências Aplicadas de Lyon (Insa); o Laboratório de Pesquisa “Meio Ambiente, Cidade, Sociedade” (EVS), ligado ao Insa; e a Administração da Região Rhône-Alpes, França.

O evento conta com o apoio da Empreendimentos de Transformação de Recicláveis (Emtre) e a Rádio Universitária FM 107,9.

Os interessados podem se inscrever no Locus. Conheça a programação completa no portal da UFC .

10:58 · 04.03.2013 / atualizado às 10:58 · 04.03.2013 por
Abelhas nativas, morcegos e outros animais podem ajudar na agricultura Foto: SXC.HU

Um estudo realizado por mais de 50 cientistas de diversos países, publicado pela revista “Science”, afirma que animais silvestres são, em várias situações, polinizadores mais eficientes do que as abelhas comuns (Apis mellifera), muito utilizadas para polinizar culturas agrícolas.

Morcegos, beija-flores, besouros e abelhas de espécies diversas, não só da espécie Apis mellifera, são capazes de polinizar vários tipos de plantas. No caso de culturas agrícolas, a polinização por animais silvestres fez aumentar a frutificação em até duas vezes, ressalta Juliana Hipólito, pesquisadora de Ecologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e uma das autoras do estudo, publicado na última quinta-feira (28 de fevereiro).

“Isso está relacionado à qualidade da deposição do pólen. Os polinizadores nativos demonstraram maior eficiência nesse quesito em certas culturas agrícolas”, diz a pesquisadora. Em todos os cultivos em que animais nativos fizeram a polinização, independente da presença da Apis mellifera, houve ganho na reprodução, afirma ela.

Sem competição

Juliana aponta que, no início do estudo, os pesquisadores imaginaram que haveria competição entre as abelhas comuns e animais polinizadores nativos, caso ambos convivessem na mesma área. A situação praticamente não ocorreu.

“Basicamente não há relações fortes de competição como a gente achava que haveria. Constatamos que polinizadores nativos, como vespas, podem ajudar na agricultura”, diz a pesquisadora. “A Apis mellifera pode ter papel complementar ao dos animais silvestres (na polinização)”.

Professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e também autor do estudo, Breno Magalhães Freitas informa que foram estudadas cerca de 600 áreas agrícolas (como fazendas) em todos os continentes do mundo, exceto na Antártica.

“A prática atual da agricultura é não se preocupar com os polinizadores silvestres”, afirma. Segundo ele, quando os animais nativos são eliminados de uma área agrícola, “o produtor tende a pensar: ‘eu posso colocar colmeias de abelhas para polinizar’”, mas isso está longe de aumentar a eficiência na agricultura.

“O trabalho mostra que as abelhas comuns polinizam, mas não são muito eficientes. Os polinizadores (abelhas e outros animais) não são excludentes”, pondera o pesquisador.

A maioria dos animais polinizadores são abelhas de diversas espécies – elas representam de 70% a 80% dos seres com esta função, segundo Freitas. “Não quer dizer que uma espécie é melhor do que a outra. Elas são complementares”.

Especialistas

Os animais silvestres tendem a ser mais eficientes na polinização porque são “especialistas” em certos tipos de planta, afirma o pesquisador. “Eles atingem um grupo menor, e com isso conseguem ser eficientes naquela planta que visitam”, ressalta.

Já as abelhas comuns, também chamadas de abelhas europeias, polinizam vários tipos de plantas. “Elas não são especialistas, fazem uma polinização básica, mais geral”, diz Freitas.

Exemplos de animais polinizadores nativos do Brasil são abelhas mamangavas, essenciais para a reprodução do maracujá. Já o caju pode ser polinizado tanto por abelhas centris, um tipo nativo, quanto pela Apis mellifera. “Elas se complementam”, afirma o professor da UFC.

Orientações para os produtores rurais são evitar o desmatamento ao redor de suas propriedades, para garantir o habitat natural dos animais silvestres que podem ser polinizadores. Também é importante usar menos agrotóxicos, afirma o professor.

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo