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Brasileiro busca apoio para disputar campeonato mundial de Crossfit Adaptado no Canadá

13:05 · 26.06.2018 / atualizado às 14:21 · 26.06.2018 por
Foto: Reprodução/@cassiodu

No ano passado, Cássio Dutra, 31 anos, foi o primeiro cadeirante brasileiro a conseguir uma medalha no Campeonato Mundial de Crossfit Adaptado, o WheelWod Championship, realizado no Canadá. Para 2018, o atleta planeja um resultado ainda melhor que a medalha de bronze, depois de ter se qualificado no 8º lugar mundial na etapa classificatória.

O paulista de Itanhaém enfrentará os paratletas mais condicionados do planeta em provas de levantamento de peso, força, endurance e velocidade, que em nada ficam devendo aos CrossFit Games. Atleta desde os cinco anos de idade, com títulos no judô e no jíu-jítsu, ele sabe como manter o foco para a competição.

“Quero melhorar a marca. No ano passado, fiquei em 8º no Open e, na hora, ganhei algumas posições. Uma coisa é fazer os wods no seu box, sozinho, outra é fazer frente a frente com os outros atletas. A questão mental conta muito, e pretendo melhorar sim. Estou mais forte e bem condicionado”, avalia.

Foto: Reprodução/@cassiodu

Em setembro de 2013, Cássio sofreu um acidente de carro que o deixou paraplégico. Ativo, voltou ao jíu-jítsu sete meses após a lesão medular e conquistou diversas medalhas como paratleta. Em 2015, conheceu o Crossfit, e daí não parou mais. Em 2017, foi o 1º colocado no ranking brasileiro de Crossfit Adaptado.

“Continuo com a mesma rotina, só mudou o esporte. No jíu, era todo dia; agora, como não faço perna, me concentro na parte superior”, explica. Os treinos de Crossfit são divididos três vezes na semana, às segundas, quartas e sextas, “pra não sobrecarregar os ombros”. Na terça e na quinta, ele faz musculação e pilates para fortalecer o abdômen.

Cássio afirma que seu ponto mais forte é o condicionamento. Já o equilíbrio fica devendo por conta da lesão, mas nada que o abale: “trabalho bastante para melhorar”, diz. “No campeonato, não tem essa classificação funcional, se é lesão alta ou baixa. Os atletas são mesclados. De certa forma, o amputado leva vantagem em alguns movimentos, mas o lesado ganha em outras. Tento trabalhar no que tenho desvantagem”.

Foto: Reprodução/@cassiodu

O importante, segundo ele, é não baixar a cabeça diante das dificuldades. “Agradeça todos os dias pelo ar que você respira. Independente da sua dificuldade, não desista”, aconselha.

Para participar do WheelWod Championship, Cássio também precisa de apoio. Nesta sexta (29), haverá o sorteio de uma rifa de cinco sorteios: uma bike, 1 food bag + 1 camiseta, 1 food bag + 1 pegboard, 1 kit e 1 massagem. O valor é de R$25. Interessados podem mandar um email para cassiowod@hotmail.com. Além disso, o atleta também aceita doações através de uma conta bancária. Mais informações no perfil do Instagram @cassiodu ou pelo número (13) 99128-4412.

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