Busca

15:33 · 10.08.2018 / atualizado às 15:33 · 10.08.2018 por
(Fotos: Reprodução/Instagram)

Apesar de toda a expertise e de todo o preparo físico, nem os atletas da elite dos CrossFit Games estão imunes a lesões. Neste ano, quatro atletas sofreram algum impacto e deixaram a competição para evitar a piora do quadro.

1. A americana Michele Fumagalli, 30 anos, estava em seu primeiro Games. Próximo da chegada do Crit, o Evento 1, na quarta-feira, ela sofreu um acidente com a bicicleta que a deixou com um pulso quebrado. Ela passou por uma cirurgia para colocar pinos no local. Os equipamentos só devem ser tirados em, no mínimo, de seis a oito semanas.

2. O canadense Alexandre Caron, de 22 anos, também era um rookie da competição. Depois da terceira prova, o CrossFit Total, também na quarta, ele sofreu uma lesão no joelho durante a tentativa de repetição máxima de back squat (agachamento). Ainda não se sabe a extensão da lesão do atleta.

3. A veterana americana Emily Bridgers, 31, chegou à sexta-feira de disputas. Entretanto, durante a prova “The Battleground”, depois de descer a escada de cordas no Obstacle Course, ela teve uma má aterrissagem e deslocou o tornozelo esquerdo, “provavelmente rasgando alguns ligamentos”, escreveu no Instagram. Após o incidente, a atleta anunciou sua aposentadoria. Este era sua quinta participação nos Games. Seu melhor resultado foi o 6º lugar em 2014, seu ano de estreia.

4. Como o Hora do Cross já mostrou, a islandesa Sara Sigmundsdottir até tentou ser forte, mas não resistiu a uma fratura por estresse na costela direita. Ela desistiu da competição no fim do sábado, após nove provas.

Desejamos aos atletas uma recuperação rápida e completa.

00:44 · 08.08.2018 / atualizado às 00:44 · 08.08.2018 por
Foto: CrossFit Brazil/Reprodução/Instagram

Em 2018, o Brasil teve a maior delegação de atletas enviados aos CrossFit Games: foram seis representantes, três homens e três mulheres, que levaram a bandeira canarinha para a maior competição de condicionamento físico do planeta. Durante cinco dias, eles competiram com os melhores de mundo de suas categorias, em provas que exigiam muito preparo físico e mental. No último domingo, a disputa finalmente chegou ao fim. Nos dias seguintes, os atletas utilizaram suas contas no Instagram para comemorar suas experiências.

Luiza Marques (GO) – Teen 16-17 – 8º lugar

A goiana Luiza Marques, 16 anos, repetiu seu melhor resultado em Games e terminou em 8º na categoria Teen 16-17. Essa foi sua terceira participação no Mundial, de onde saiu com a 8ª colocação em 2016 e com a 12ª, em 2017. A ex-ginasta também é a atual campeã teen do Torneio Crossfit Brasil (TCB).

“E já acabou o @crossfitgames 2018 !! Meu Deus passou muito rápido! Foi incrível, desafiador, mas muito divertido!! Meu terceiro Crossfit Games, a primeira vez na categoria 16-17 anos fiquei em 8º lugar! Muito feliz de ser a 8º menina mais bem condicionada do mundo!!”, disse a atleta.

Renata Pimentel (CE) – Master 35-39 – 11º lugar

A cearense Renata Pimentel, 35 anos, finalizou sua participação nos CrossFit Games na 11ª posição, dentre as 19 mulheres mais bem condicionadas do mundo na categoria Master 35-39 anos. Ela brigou com nomes de peso como Anna Tobias e Samantha Briggs. Renata, também defensora pública, foi primeira colocada do Open 2018 na América do Sul e ficou entre as 5 melhores do mundo no Online Qualifier.

“Saio daqui com um pensamento muito forte – que meu corpo não me decepcionou, mas que minha mente deixou um pouco a desejar, pois não soube encaram com maturidade a 1ª vez nos jogos! Trabalhar o mindset e voltar pra quebrar tudo ano que vem!!!”, analisou a atleta. Renata ainda deu um spoiler de seus próximos planos: “Now is road to the Games 2019”.

Leonardo Wernersbach Lima (ES) – Master 50-54 – 11º lugar

O capixaba Leonardo Wernersbach Lima, de 51 anos, conseguiu atingir a 11ª colocação entre 19 competidores da categoria Master 50-54 anos. Ele é o atual campeão Master 45+ do Torneio CrossFit Brasil (TCB). Lima começou a praticar CrossFit aos 48 anos, depois de passar pelo judô, musculação e corrida. Foi 6º colocado no Open 2018, e no Online Qualifier, conseguiu a 8ª colocação.

“O final do @crossfitgames fecha um ano de muita preparação, abdicação e muito treino. Agora outro ciclo se inicia com novos objetivos . Foi indescritível participar desse mega evento e competir lado a lado com os melhores atletas de Crossfit do mundo. Agradeço a todos os que torceram por mim , meus amigos , os que convivem comigo e muitos que mesmo sem eu conhecer já se tornaram parte da minha vida”, relatou Leonardo em seu ano de estreia.

Lucas Pusch (SP) – Teen 16-17 – 13º lugar

Outro brasileiro que encerrou bem sua participação nos Games foi o paulista Lucas Pusch, de 17 anos. Ele ficou em 13º dentre os 20 atletas da categoria Teen 16-17. Antes de começar no CrossFit, há quatro anos, Lucas praticava natação e taekwondo.

“13° adolescente mais bem condicionado do mundo! Que experiência! Aprendi em 4 dias de competição o que não aprendi em dois anos de treino”, comemorou Pusch, agradecendo o apoio da família, dos patrocinadores e de amigos, bem como elogiando a performance de Luiza Marques.

Cris Tourinho (SP) – Master 45-49 – 13º lugar

Paulista, Cris Tourinho, de 49 anos, terminou sua terceira participação consecutiva no CrossFit Games na 13ª colocação da categoria Master 45-49. Ela estreou nos Games em 2016, finalizando na 10ª posição, repetindo o mesmo resultado em 2017. No Open 2018, a atleta ficou novamente na 10ª posição. No Online Qualifier, conseguiu fechar a etapa em 19ª.

“Ontem finalizamos mais um @crossfitgames e só sei dizer que foi muito bom estar aqui! Me despeço de Madison com muita alegria e já com vontade de voltar”, escreveu Tourinho.

Pablo Chalfun (RJ) – Elite Masculina – 38º lugar

Por fim, o cara que fez história. Primeiro brasileiro na Elite masculina dos Games, o carioca Pablo Chalfun finalizou a competição na 38ª colocação. Aos 25 anos, o ex-atleta de futebol americano disputou duramente com os melhores do mundo. Seu melhor resultado foi na prova CrossFit Total, de levantamento de peso, na qual ficou na 20ª posição. Na final, “Aeneas”, ficou em 23º.

“Rookie Year não foi fácil, mas hoje sei exatamente como quero estar me sentindo em 365 dias… conheci aqui um nível de Condicionamento que vou buscar e atingir para a próxima temporada. Madison essa foi só a primeira página, até logo!!”, bradou Chalfun, acrescentando: “Levei 2 Opens para chegar ao Regionals e 2 Regionals para o Games. Se fosse fácil não teria graça”.

01:03 · 06.08.2018 / atualizado às 01:03 · 06.08.2018 por
Pintura “Aeneas and his Family Fleeing Burning Troy”, de 1654, pelo pintor Henry Gibbs. (Foto: Reprodução)

Apesar da fama de carrasco, o diretor dos CrossFit Games, Dave Castro, também é cultura. O evento final dos CrossFit Games 2018 foi nomeado “Aeneas”, e consistia em quatro subidas de pegboard, 40 thrusters de 38,5kg/25kg, 10 metros carregando um yoke sobre os ombros, com 130/173/203kg, para os homens, e 105/125/136kg, para as mulheres.

Mas de onde vem esse nome tão incomum? É latim. Aeneas (em português, Eneias) foi um heroi troiano que escapou de sua terra natal em chamas depois que ela foi tomada pelos gregos, na famosa Guerra de Tróia. Na fuga, ele precisou carregar seu pai, Anquises, sobre os ombros, e carregar o filho, Ascanius, pela mão.

A história é contada no poema épico latino “Eneida”, escrito por Virgílio no século I a.C. “Então disse Eneias, pois o fogo estava chegando mais perto, a luz ficando mais brilhante, e o calor mais feroz: “Suba, querido pai, sobre meus ombros; eu carregarei você, nem que eu me canse com o peso. Estaremos salvo, ou vamos perecer juntos”, diz o trecho.

Se um poema épico serviu de inspiração para aquela prova, imagine se Castro lesse as aventuras dos Doze Trabalhos de Hércules.

00:44 · 06.08.2018 / atualizado às 00:48 · 06.08.2018 por
Os seis atletas mais bem condicionados do planeta são de seis países diferentes. (Fotos: CrossFit Games)

Um, dois, três. Agora, essa é a quantidade de títulos do americano Mat Fraser como Fittest Man on Earth, depois de vencer os CrossFit Games pelo terceiro ano consecutivo. Mais uma vez, ninguém conseguiu ser tão consistente em sucessivas provas de levantamento de peso, ginástica e endurance. Ele ainda bateu o próprio recorde da maior diferença entre o primeiro e segundo colocado dos Games: este ano, foram 220 pontos, contra os 216 de 2017.

Fraser entrou na última bateria com 1062 pontos, 192 à frente do segundo colocado, Patrick Vellner, já com o título garantido. Precisava apenas completar os requisitos mínimos da última tarefa. Para o terceiro lugar, dois candidatos: o sueco Lukas Hogberg, que tinha 836 e, o canadense Brent Fikowski, o “Professor”, com 802.

Fraser fez o que sabe fazer de melhor e venceu o evento com mais de 10 segundos de antecedência ao segundo colocado. Vellner confirmou a medalha de prata. Mas, para o terceiro lugar, um empate! Högberg e Fikowski. Pelas regras de desempate dos Games – o maior resultado em um evento -, o sueco venceu.

Agora, Fraser se aproxima de Rich Froning em quantidade de títulos. O outro americano tem quatro medalhas de Fittest Man on Earth. Será Fraser capaz de igualar o resultado ou mesmo ultrapassá-lo? Melhor ter cuidado. A cada ano, seus adversários vão ficando mais fortes e pondo mais pressão sobre ele.

Mulheres

Tia-Clair Toomey entrou no Coliseum com 1060 pontos, 70 atrás da novata húngara Laura Horvath, que tinha 990. Para perder o segundo título consecutivo, só se ela ficasse abaixo da 25ª posição – o que não ocorreu. Ela brigou centímetro a centímetro com Horvath e ficou em 2º lugar. Assim, garantiu uma diferença de 64 pontos, para não restar dúvidas. Afinal, em 2017, venceu por apenas dois pontos.

No terceiro lugar, a disputa foi acirrada entre Katrin Davidsdottir e Kara Saunders. As duas começaram “Aeneas” com 932 e 926 pontos, respectivamente. No fim, a islandesa levou a melhor, ficando em 3º, enquanto a australiana ficou em 5º.

Com o resultado, Toomey iguala a quantidade de títulos de Annie Thorisdottir (2012-2013) e Katrin Davidsdottir (2015-2016). Uma terceira vitória em 2019 pode colocá-la no posto de Fittest Woman in History dos Games. Mas Laura Horvath, em seu primeiro ano, já provou do pódio. De agora em diante, ela pode querer mais.

P.S.: A húngara ainda levou o prêmio de “Rookie of The Year”, que premia o/a melhor atleta novato/a. Já Högberg levou o “Most Improved Athlete”, que consagra o atleta com a melhor evolução de desempenho. Em 2016, ele havia ficado em 14º. Já o Codigo Crossfit, time argentino, levou o “Spirit of The Games”, após votação inédita aberta a toda a comunidade crossfitter no mundo.

CrossFit Games 2018 – Resultados

Men
Mat Fraser – EUA – 1162 pontos
Patrick Vellner – Canadá – 942 pontos
Lukas Högberg – Suécia – 886 pontos
Brent Fikowski – Canadá – 886 pontos
Björgvin Karl Gudmundsson – Islândia – 834 pontos

Women
Tia-Clair Toomey – Austrália – 1154 pontos
Laura Horvath – Hungria – 1090 pontos
Katrin Davidsdottir – Islândia – 1020 pontos
Kara Saunders – Austrália – 1006 pontos
Annie Thorisdottir – Islândia – 866 pontos

12:19 · 05.08.2018 / atualizado às 15:19 · 05.08.2018 por
(Fotos: CrossFit Games/Reprodução Instagram)

Sara Sigmundsdottir desistiu dos CrossFit Games 2018. O público do Coliseum e milhões de fãs da islandesa foram surpreendidos pela notícia, anunciada pouco antes do evento Bicouplet, na noite de ontem (4). Segundo a organização, a renúncia foi motivada por “problemas médicos”. Mais tarde, ela utilizou sua conta no Instagram para explicar uma lesão na costela direita.

“Eu nunca estive tão bem preparada para os CrossFit Games como estava neste ano, mas, no início da competição, algo aconteceu e minhas costelas ficaram muito doloridas e machucadas”, escreveu.

Mesmo assim, ela decidiu resistir. Na Marathon Row, a dor chegou a passar após os 10 km, então ela pensou que não seria tão ruim. “Depois a dor ficou muito pior, claro. Eu comecei na sexta-feira ainda em negação, e depois os analgésicos se tornaram meus melhores amigos depois da Clean and Jerk Speed Ladder”.

Quando Sara começou a se preparar para os eventos 10 e 11, a dor havia se tornado tão ruim que ela não conseguia mais se curvar para fazer um snatch ou para completar um muscle-bar. “É uma das coisas mais difíceis que eu já tive que fazer na minha vida, mas eu decidi desistir da competição devido a uma lesão por fratura por estresse na minha costela”, lamentou a islandesa.

O que é

Segundo ortopedistas, as fraturas por estresse são pequenas fissuras ósseas decorrentes da aplicação de impacto recorrente sobre o osso, muitas vezes, gerada pelo uso excessivo em atividades esportivas. Os médicos alertam ainda que, se não forem corrigidas a tempo, podem levar a uma fratura macroscópica, possível de ser vista no Raio-X.

Carreira

Desde o início da competição, diversos fãs notaram que os resultados da atleta não batiam com a empolgação que ela vinha apresentando desde os Regionals. Antes da desistência, Sara ocupava a 11ª colocação nos Games. Ela chegou a competir no evento da tarde, “Chaos”, no qual ficou em 20ª.

No currículo dos Games, Sigmundsdottir carrega uma carreira consistente: foi terceira colocada tanto em 2015 como 2016, e quarta em 2017. Ela buscava uma colocação ainda melhor em 2018.

“Mas uma coisa é certa”, completou: “Eu voltarei!!!”. Live long and prosper, Sara!

11:39 · 05.08.2018 / atualizado às 14:39 · 05.08.2018 por
(Foto: Rogue Fitness)

Os CrossFit Games 2018 pegam fogo! As provas desenhadas por Dave Castro vêm exigindo habilidades dos atletas que vão muito além do levantamento de peso e da ginástica. E tudo está sendo muito bonito de se ver. Vamos recapitular a sexta e o sábado de competição na categoria elite masculina e feminina.

EVENTO 5 – THE BATTLEGROUND

Um dos eventos mais legais para a audiência, consistiu numa simulação de resgate da Marinha americana. Os atletas precisavam carregar um manequim de 75kg, subir duas cordas, correr até a pista de obstáculos e vencê-la, voltar para o estádio e subir mais duas cordas, finalizando com outro deslocamento do boneco.

A novata húngara Laura Horvath, 21 anos, destruiu as adversárias e garantiu 100 pontos para se manter no topo do leaderboard. No lado masculino, Cole Sager surpreendeu e correu arrastando o boneco, em vez de carregá-lo, como fez a maioria dos outros atletas. Com a vantagem, ele venceu a prova, que teve direito à queda de Mat Fraser e Patrick Vellner na pista de obstáculos, rendendo vários memes na internet.

EVENTO 6 – CLEAN AND JERK SPEED LADDER

Um evento rapidíssimo, com menos ou pouco mais de um minuto em cada bateria. A prova consistia numa corrida de clean e jerk numa pirâmide crescente de pesos. Dentre as mulheres, a novata Amanda Barnhardt levou a melhor. Na bateria principal, Annie Thorisdottir só não venceu Tia-Clair Toomey porque topou na própria barra e perdeu tempo para se reequilibrar.

Laura Horvath começou a não ir bem neste evento, quando Tia-Clair assumiu o topo do leaderboard e não saiu mais. Pelos homens, a vitória foi do americano Nicholas Urankar, que, no último peso, contou com os gritos da torcida do Coliseum. Mat Fraser, ex levantador de peso, surpreendeu e chegou a errar, duas vezes, o jerk, o que lhe custou a 7ª colocação.

EVENTO 7 – FIBONACCI

Uma repetição da final dos Games 2017, a prova envolvia 5-8-13 repetições de HSPU nas barras paraletes, deadlift com kettlebells e uma caminhada de overhead lunges. Katrin Davidsdottir venceu a prova com maestria, sem parar em praticamente nenhum momento.

Contudo, as atenções se voltaram para Tia-Clair Toomey e Kara Saunders, que protagonizaram o momento icônico do ano passado. Na ocasião, Toomey levou no-rep na última passada e perdeu para a outra australiana. Neste ano, ela não deu vez para Kara, levando a melhor.

Com vantagem espetacular, Mat Fraser venceu pelo lado masculino, no qual apenas quatro atletas completaram a prova dentro do time-cap de 6 minutos.

(Foto: CrossFit Games)

EVENTO 8 – MADISON TRIPLUS

A prova envolvia 500 metros de natação, 1 km de paddle (mover uma prancha somente com os braços) e 2 km de corrida. Entre as mulheres, o embate final ficou entre Tia-Clair Toomey e Kristi Eramo, repetindo a final do Evento 1 de 2017, Run Swim Run. Ano passado, Eramo levou a melhor. Neste ano, Toomey abriu larga vantagem na corrida final e conquistou o evento.

O novato australiano Dean Linder-Leighton venceu pelo lado masculino, terminando muito à frente de Brent Fikowski e James Newbury, que fizeram um Sprint espetacular para chegar à chegada – com vitória de Fikowski. Nesta prova, valendo a máxima “mamilos são polêmicos”, diversos atletas utilizaram uma espécie de adesivo sobre eles para impedir possíveis queimaduras pela fricção contra a prancha.

EVENTO 9 – CHAOS

Num formato interessantíssimo, Chaos foi inovador. Todos os atletas começavam a prova ao mesmo tempo e deveriam aguardar orientações dos judges sobre qual movimento fazer, quebrando qualquer tipo de estratégia prévia. A prova exigia calorias de SkiErg, burpees, overhead squats unilaterais, box jumps numa caixa bem mais alta e o arrastamento de um tonel pesadíssimo.
Apesar de Annie Thorisdottir ter aberto vantagem no início, a “cão de trenó” Katrin Davidsdottir levou a segunda prova nesta edição dos Games, novamente sem parar para respirar. Entre os homens, Pat Vellner ficou com os 100 pontos. Em “desvantagem” por ser mais baixo, Mat Fraser ficou em 9º.

EVENTOS 10 E 11 – BICOUPLETS 1 E 2

(Foto: CrossFit Games)

Novamente Dave Castro chamou a comunidade para decidir o que se fazer num evento. O público deveria decidir que complexo os atletas fariam primeiro: se um 21-15-9 de snatches e chest-to-bar ou um 12-9-6 de snatches e bar-muscle-up. Venceu a segunda. Entre elas, apenas um minuto de descanso.

Primeiro francês nos Games, Willys George venceu Mat Fraser nos dois eventos, levando o Bicouplet 2 e ficando em 2º no Bicouplet 1, perdendo para Rasmus Andersen.
Entre as mulheres, Camille Leblanc-Bazinet detonou no Bicouplet 2 e ficou 15 segundos à frente da segunda colocada, a australiana Kara Saunders, que levou 100 pontos no Bicouplet 1.

E agora?

Silenciosa nesta edição, Kara já encostou no Top 3 do leaderboard, ameaçando a segunda colocação de Laura Horvath. Tia-Clair parece intocável e provavelmente levará os Games de novo.

Entre os homens, a briga também será interessante. Distanciado dos demais, Fraser caminha para o tricampeonato. A disputa está acirrada entre Patrick Vellner, o sueco Lukas Hogberg, a surpresa deste ano, e Brent Fikowski.

O último dia promete!

13:39 · 02.08.2018 / atualizado às 14:00 · 02.08.2018 por
Para fechar o primeiro dia, 42 km de remo no Coliseum. (Foto: CrossFit Games)

O primeiro dia dos CrossFit Games vem ficando mais puxado a cada ano. Em 2013, teve natação e muscle-ups no evento The Pool e, depois, uma meia maratona. Um ano depois, começou na praia e terminou com um uma repetição máxima de overhead squat. Em 2015 , os atletas completaram o Pier Paddle – nadando e remando – e o Sandbag, um evento que exigia que os atletas movessem centenas de quilos de sacos de areia pelo estádio.

Dois anos atrás, 2016 marcou o primeiro ano em que ocorreram três eventos no Dia 1: uma corrida de 7 km, uma ladeira de deadlifts e um chipper (wod composto) com wall-ball, GHD e um sprint sobre uma colina. No ano passado, Madison recebeu atletas com o Run Swim Run, o Cyclocross e o Amanda .45, uma versão mais difícil do treino que consiste em muscle-ups e agachamentos.

EVENTO 1: CRIT

Em seu 12º ano, os Jogos não estão ficando mais fáceis. Ontem, os atletas largaram de bike no Criterium: 10 voltas for time de 1,2km cada. O relógio nomeou os europeus Adrian Mundwiler (Suíça) e Kristin Holte (Noruega) como os melhores atletas do evento. No ano passado, Holte também venceu o evento de ciclismo no primeiro dia.

“Eu queria economizar a maior parte da minha energia para as duas últimas voltas”, disse Holte. “Eu sabia que alguém tentaria ir rápido no final, e eu fui capaz de acompanhar até o último turno, então corri o mais forte que pude.”

Holte garantiu a vitória no Crit. (Foto: CrossFit Games)

Mat Fraser ficou em quarto lugar no evento. Patrick Vellner teve problemas com a corrente da bicicleta e terminou em 34º. O brasileiro Pablo Chalfun ficou na última colocação. Katrin Davidsdottir terminou em 3º. A atual campeã feminina, Tia-Clair Toomey, ficou em 5º.

Após a prova, a atleta Michelle Fumagalli se lesionou e está fora do restante da competição.

EVENTO 2: 30 MUSCLE-UPS

O segundo evento do dia foi de 30 muscle-ups na argola, for time. Toomey segurou os anéis por 20 repetições, mas seu tempo total foi menor do que Kristi Eramo, que completou a prova em 2min30s. Eramo venceu o evento, conquistando sua primeira vitória em CrossFit Games.

No lado masculino, Logan Collins, Cody Anderson e Zeke Grove tentaram as repetições unbroken. Anderson fez 28 repetições antes de falhar, e Collins cruzou a linha de chegada em 1:46, garantindo a vitória no evento. Grove terminou logo atrás de Collins, e Mat Fraser completou os três primeiros colocados.

EVENTO 3: CROSSFIT TOTAL

O rookie Royce Dunne. (Foto: CrossFit Games)

O terceiro evento para os atletas foi o CrossFit Total: 12 minutos para achar uma repetição máxima de back squat, shoulder press e deadlift. Toomey e Brooke Wells levantaram 415 libras no deadlift, e a novato Laura Horvath não ficou muito atrás, com 405 lbs. Toomey levou a vitória do evento com um total de 875 lb, seguido de perto por Wells, com 870 lb.

No Heat Masculino, houve vários back squats próximos de 500 lbs, shoulder presses com 215 lbs e deadlifts de mais de 500 lbs. Mas o público foi ao delírio com o deadlift do canadense Patrick Vellner, que levantou 595 libras do chão. Ele sabia que tinha que compensar alguns pontos neste evento, depois do Crit decepcionante. Com isso, ele ficou em segundo na prova. O vencedor foi o estreante australiano Royce Dunne.

EVENTO 4: MARATHON ROW

Exaustos dos três primeiros eventos, os atletas ainda tinham um grande – e longo – desafio a enfrentar: a Marathon Row, 42km de remo. Eles encheram o Coliseum com cestos cheios de provisões como água, géis nutricionais, uvas e eletrólitos. Davidsdottir ainda levou chiclete.

Com time cap de 4h, os atletas começaram a puxar. Depois de 2h43, o suíço Lukas Esslinger foi o primeiro a terminar. A veterana Margaux Alvarez ganhou 100 pontos ao vencer a disputa feminina, depois de 3h de puxadas.

O restante da noite de Alvarez, bem como o de outros atletas, foi de descanso. Que continua por toda esta quinta, com muita alimentação. Noah Ohlsen chegou a postar no Instagram que perdeu 4kg só ontem.

Geral

No final do primeiro dia, Mat Fraser e Laura Horvath estão no topo da classificação individual. Os atletas retornam na manhã de sexta-feira para mais três dias inteiros na busca pelo título de Fittest On Earth.

Fonte: CrossFit Games

01:05 · 01.08.2018 / atualizado às 01:30 · 01.08.2018 por
(Foto: Reprodução)

A maior competição de CrossFit do mundo começa nesta quarta-feira (1º) e segue até o próximo domingo (5). Durante esses cinco dias, horas de transmissão na internet e na TV não devem deixar passar nada das competições de cada categoria.

Para você não perder nem um minuto dos eventos, o Hora do Cross lista abaixo as opções para assistir aos Games:

Site dos CrossFit Games: https://games.crossfit.com/

Facebook dos CrossFit Games: https://www.facebook.com/CrossFitGames/

CBS Sports Digital: https://www.cbssports.com/crossfit/games/live/?ftag=SPM-06-10acd4j

CBS Sports Network: a rede de TV fará uma transmissão ao vivo de uma hora para a competição no sábado, 4 de agosto, às 14h, e no domingo, 5 de agosto, à meia-noite.

Se quiser, entre neste grupo do Facebook para ser alertado(a) pela CrossFit sobre quando cada evento será iniciado. Para ser aceito, basta inserir o nome do seu box e aguardar a aprovação do moderador. Depois, é só ativar as notificações. É isso. Bons Games, e haja coração (e pulmão)!

O canal SporTV 2 também transmitirá quatro programas especiais sobre a competição (mas não ao vivo): sexta, às 19h; sábado, às 16h; domingo, às 14h; e segunda, às 19h10. Os horários estão sujeitos a alterações sem aviso prévio, a critério da emissora.

P.S.: Quinta-feira será o dia de descanso para grande parte das categorias; só estarão na disputa os teens 14-15 e os master 50+, então não estranhe se não vir rostos tão conhecidos nas transmissões.

13:26 · 29.07.2018 / atualizado às 13:26 · 29.07.2018 por
Nos times, veremos box jump over em caixas de 1 metro de altura para homens e 90 cm para mulheres. (Foto: Reprodução/Instagram)

Desde o começo do mês, o diretor dos CrossFit Games, Dave Castro, começa a soltar algumas dicas sobre os eventos da edição deste ano. De 1º a 5 de agosto, veremos diversas provas que mesclam exercícios de levantamento de peso olímpico, ginástica e endurance, dentre outras modalidades.

A quarta-feira – que ele promete ficar marcado na história como o dia mais difícil já realizado em Games -, terá quatro eventos na categoria individual. Confira abaixo o que já foi divulgado sobre eles.

Categoria individual

Prova 1: ainda não divulgado, sabemos que envolverá as Trek Bikes Domane AL 3, como Dave divulgou no dia 7 de julho. No site da fabricante, o equipamento está incluso na categoria “bicicletas para estrada” e custa aproximadamente R$6 mil.

Prova 2: 30 Ring Muscle-Ups no menor tempo possível.

“The battleground”: simulação de salvamento. (Foto: Reprodução/Instagram)

Prova 3: “CrossFit Total”, uma reedição da prova realizada nos primeiros CrossFit Games, em 2007. Ela envolve 1 repetição máxima (RM) de back squat, 1 RM de shoulder press e 1 RM de deadlift.

Prova 4: ainda sem definição. Castro lançou um desafio para quem conseguir acertá-la.

Prova 5: “The battleground”. Com coletes de 20/14 lbs, os atletas deverão arrastar um manequim conhecido como “Rescue Randy”, que pesa 75 kg. Em seguida, devem fazer duas subidas de corda e passar por uma corrida de obstáculos. Depois, mais duas subidas de corda e mais um carregamento do Rescue Randy. A prova simula o treinamento de agentes da Marinha americana.

Extra: O diretor também compartilhou imagens da Obstacle Course (O-Course), trilha de obstáculos de madeira já visto nos Games de 2017. Contudo, ele pontuou que, neste ano, a estrutura virá de uma forma “diferente”.

Categoria por times

Prova 1: “Bike Deadlift”
3 rounds de 1,6 km de BikeErg para cada atleta, mais 25 deadlifts em time, nos quais os quatro atletas fazem as repetições ao mesmo tempo, numa barra gigante desenvolvida pela Rogue Fitness. A carga será de 800 lbs, ou 362 kg.

Prova 2: “The 30’s”. For time, serão 30 muscle-ups sincronizados, 30 back squats por dupla, 30 push presses por dupla e 30 box jump-overs (homens numa caixa de 1 metro de altura e, mulheres, numa de 90 cm).

Prova 3: ainda sem detalhes.

Prova 4: 1 RM de snatch. As duas mulheres vão primeiro, depois os dois homens. O time cap é de 8 minutos.

A “O-Course” estará de volta. (Foto: Reprodução/Instagram)

Extra: Castro também divulgou imagens de um aparelho para empurrar pesos com quatro alças, o que sugere que os atletas deverão fazer muita força para movimentá-lo.

Masters e Teens

Prova 1: a ser divulgada.

Prova 2: Handstand Walk (HSW)

40-ft/12 metros de handstand walk com obstáculos, 20 wall-balls e mais 12 metros de HSW com obstáculos. Na categoria Master 50+, o percurso não terá obstáculos.

Prova 3: Doubles & Oly

4 rounds de 50 double unders e 5-4-3-2 squat snatches. Nas categorias teen 14-15 e Master 50+, os squat snatches serão substituídos por squat cleans.

Prova 4: 1RM S-OH

1 RM de shoulder-to-overhead

Prova 5: P.S.

Dois rounds de 1 km de remo, 750 metros de SkiErg e 50 dumbbell squats. Nas categorias teen 14-15 e Master 50+, serão 2 rounds de 800 metros de remo, 600 metros de SkiErg e 40 dumbbell squats

Prova 6: Rope and Yoke

4 rounds de 400 metros de corrida, 4-3-2-1 rope climbs e 44-ft/13 metros de yoke carry

Brasil

O Brasil terá seis atletas nos CrossFit Games 2018. Pablo Chalfun venceu a Latin America Regional e será o primeiro atleta brasileiro na elite da competição. Também estarão em Madison os adolescentes Luiza Marques e Lucas Pusch, bem como os atletas masters Cris Tourinho, Leonardo Lima e a cearense Renata Pimentel.

12:52 · 27.07.2018 / atualizado às 12:55 · 27.07.2018 por
Se conseguir o feito, ela será considerada a Fittest Woman in History. (Foto: Reprodução/Instagram)

Ela é loira, tem 1,69m, pesa 69kg e já tem dois títulos de Fittest Woman On Earth, em 2015 e 2016. Mas a islandesa Katrin Davidsdottir, 25, quer mais. Ela não gostou nada de ter ouvido Dave Castro anunciar outra mulher no topo do pódio, na edição do ano passado dos CrossFit Games: aquela que agora é uma de suas principais rivais, a australiana Tia-Clair Toomey. Enquanto isso, ela mastigava o sabor amargo da 5ª colocação geral.

“Aquele momento foi fod*”, revelou a atleta em entrevista ao canal americano CNN. Mas, ao que parece, ela soube transformar o desapontamento – estampada em seu rosto molhado de lágrimas, como pudemos ver no documentário “The Redeemed and The Dominant” – em motivação.

Voltando para o hotel depois do último evento, a Fibonacci Final, seu coach Ben Bergeron parou o carro no acostamento da rodovia e, juntos, os dois relembraram tudo que tinha acontecido em 2017, bem como planejaram o que teriam de fazer para que, neste ano, eles não tenham arrependimentos.

Katrin e seu mentor, o coach Ben Bergeron. (Foto: Reprodução/Instagram)

Segundo Davidsdottir, em 2018, ela recuperou sua “mágica”. Mas alerta, de antemão: alguns podem não entender o que isso significa. Nem precisa. A gente viu (de olhos arregalados) quando ela destruiu as adversárias na East Regional, vencendo cinco das seis provas e, com esse resultado, ocupando o topo do ranking mundial da etapa.

“Estou mais animada, me sinto como uma super humana. Cruzar a linha de chegada é mágico”, define a pretendente a Fittest Woman in History, que se compara a um cão de trenó: aquele que adora trabalhar, mas fica impaciente quando não está ocupado. No caminho cheio de planejamento meticuloso, foco no trabalho duro e técnica exemplar ela já está.