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13:35 · 25.07.2018 / atualizado às 13:35 · 25.07.2018 por
Fotos: Reprodução/Instagram

Tatuagens carregam significados dentro de suas linhas e cores. No mundo competitivo do CrossFit, não poderia ser diferente. Dos 16 homens e mulheres que já conquistaram os títulos de “Fittest on Earth”, apenas quatro possuem marcas aparentes, que revelam um pouco da personalidade e da história de cada um: Rich Froning, Mat Fraser e Graham Holmberg, dentre os homens, e Samantha Briggs, do lado feminino.

Rich Froning Jr., quatro vezes campeão dos CrossFit Games, marcou na pele do torso, em 2011, o versículo Gálatas 6:14. A citação bíblica diz: “Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo”. Criado numa família cristã, ele confessou que, por muitos anos, deixou o CrossFit consumir sua vida, chegando a idolatrar o esporte.

Em 2010, após sair derrotado da competição (ficando “apenas” em segundo lugar), Froning revelou que teve uma crise pessoal e percebeu que precisava da força de Deus para retomar sua vida. Nas costas e na face posterior do braço esquerdo, o atleta tem mais duas tatuagens, mostrando cruzes, e a indicação do Salmo 23 sob uma delas.

Fraser

Já o atual bicampeão dos Games, Mat Fraser, possui duas tatuagens. A mais recente, no ombro e no bíceps direito, foi feita em 2015 pelo tatuador italiano Antonio Macko, mostrando o rosto de duas mulheres misteriosas. Ele respondeu o significado da marca em entrevista a um podcast: “É só uma tattoo de duas gostosas”. Um atleta excepcional, embora não um poeta.

No ombro esquerdo, porém, ele carrega outra de maior relevância, com os dizeres: “God, grant me the serenity to accept the things I cannot change, the courage to change the things I can, and the wisdom to know the difference”. Em tradução livre: “Deus, conceda-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, a coragem de mudar as coisas que eu posso e a sabedoria para saber a diferença entre elas”.

A citação é uma versão da Oração da Serenidade, ou Serenity Prayer, em inglês. Explicando essa ao site BoxRox, o atual champs se sai melhor: “Ela me lembra de controlar o que eu posso e de aceitar que não posso controlar tudo”.

Fênix e poder

Campeã feminina dos Games de 2013, a britânica Samantha Briggs também tem muitas tatuagens. A mais representativa fica na canela direita. Após uma lesão no joelho que a manteve fora da competição de 2012, logo antes dos Jogos do ano seguinte, ela fez o contorno de uma fênix saindo das cinzas – que foi preenchida depois da vitória.

Há outra, grande, que cobre sua coxa: “um anjo caído que vem para a Terra para cuidar de mim”, revelou em entrevista à revista BoxLife. Já no estômago, tem um símbolo para o fogo e seu número de registro como bombeira, em caracteres japoneses. Briggs trabalhou na profissão no West Yorkshire Fire and Rescue Service, em Manchester.

O campeão dos Games de 2010, Graham Holmberg, possui uma única tatuagem no abdômen. Logo abaixo das letras CDM, em letras cursivas, ele possui um kanji japonês para a palavra “Céu” – que, em português, pode significar tanto firmamento quanto paraíso. Na mitologia, é usado para representar aqueles que alcançaram o poder ou a imortalidade.

19:53 · 22.07.2018 / atualizado às 20:02 · 22.07.2018 por
O time “Gladius OnAir” superou 34 equipes para chegar ao topo do pódio. (Foto: Reprodução/Instagram)

Os atletas cearenses Eder Costa e Renata Pimentel, da CrossFit Gurkha, de Fortaleza, fizeram bonito em mais uma competição de CrossFit – desta vez, fora do Brasil. Junto com o amigo do casal, Andrea Barbotti, eles venceram a categoria mista do Adriatic Games, realizado em Pesaro, na Itália, durante este fim de semana.

Sob o nome “Gladius OnAir”, o time ítalo-brasileiro venceu 4 das 11 provas, conquistando ainda três segundos, dois terceiros e dois quarto lugares, numa campanha elogiável. Como premiação, levaram 2,4 mil euros, cerca de R$ 10,6 mil. Ao todo, 34 equipes competiram na categoria.

O trio manteve competição acirrada com Maryana Fedorenko, Artem Kirichenko e Sergey Krys, os ucranianos do DOG&Grand Crossfit, ao longo do sábado e do domingo. Ao fim, a diferença entre as equipes foi de apenas seis pontos (24-30). Em terceiro, ficaram Edoardo Fagnani, Catalina Chelmus e Riccardo Romano, italianos do Team Rec.

Para Renata, a disputa foi uma prévia dos CrossFit Games, que já estão batendo na porta: começam daqui a uma semana, em Madison, nos Estados Unidos. Segundo a atleta, foi “inexplicável” e “uma baita responsa” competir ao lado de seus dois treinadores.

Objetivo do time era dar ritmo a Renata, que competirá nos CrossFit Games. (Foto: Reprodução/Instagram)

“Confesso que fiquei feliz pois não gosto de competir em equipe, pois o medo de decepcionar é maior que o de não ganhar … Mas, muito feliz porque nosso time tava redondo demais !!! Nosso objetivo maior era dar ritmo à Renata e fazer com que ela jogasse um pouco dessa adrenalina para fora nesse período de pré-competição”, relatou Eder Costa em sua conta no Instagram.

Andrea Barbotti acredita que “estruturar um macrociclo de treinamento para uma atleta que terá que enfrentar a maior competição do nosso esporte” é inestimável para um treinador. Ele agradeceu o “apego” dos cearenses a ele, ao pensar que os dois fizeram quase 24h de viagem até chegar à Itália.

“Agora, é a hora de diminuir a tensão, trabalhar na finalização e dar alguma contribuição que possa mudar em 0,1%, porque os Jogos valem ouro”, aconselha o coach.

14:30 · 22.07.2018 / atualizado às 14:34 · 22.07.2018 por
Fotos: Nícolas Paulino

No último sábado (21), a CrossFit Mufasa, no bairro Maraponga, sediou o Mufasa Winners Games 2018, competição que premiará os times vencedores de cada categoria com o tênis do momento: o Reebok Nano 8.

O calor de Fortaleza se somou ao dos atletas e do público, que lotou o box para conferir os cinco wods da disputa. Nem quem estava fora da arena escapou: como desafio, alguns espectadores participaram do wod do Open 12.1, ou seja, um AMRAP de 7 minutos de burpees.

Os confrontos de equipes pegaram fogo nas duas últimas provas, separadas por apenas 2 minutos de descanso. A primeira, um AMRAP de 10 minutos com DT seguido de toes-to-bar e, depois, time cap de 5 minutos para completar dois rounds de 20 OHS + 20 pull up ou chest-to-bar.

Na categoria intermediário masculino, a mais alta da disputa, sagrou-se campeão o grupo Nanpe, formado por Breno Fonseca (CrossFit Babu), Euclides Melo e Rian Ribeiro (VDC Team) e Márcio Costa (CrossFit R2).

Confira o pódio abaixo:

Scaled feminino (todas da Mufasa): 1 Insanas 2 Minha mãe deixa 3 A gente se juntou

 

 

 

 

 

 

Scaled masculino:  1 Messejana Team (CrossFit R2 e CrossFit Batarra) 2 Team Colosso (Box Colosso e Cross94) 3 Los jaguatiricas (CrossFit Mufasa)

 

 

 

 

 

 

Intermediário masculino: 1 Nanpe (Babu+VDC Team+R2) 2 Team Pesadão (CrossFit Porão) 3 Triple Tríade (CrossFit Tríade)
17:52 · 20.07.2018 / atualizado às 17:52 · 20.07.2018 por
O canadense disse que recebe diversos inbox pedido dicas. (Foto: Reprodução/Instagram)

Segundo colocado nos CrossFit Games 2017, o canadense Brent Fikowski utilizou sua conta no Instagram para revelar aos seguidores os suplementos que utiliza antes e depois dos treinos no dia a dia. Segundo o atleta, ele recebe diversas mensagens inbox com o questionamento.

A tríade padrão é formada por ZMA, vitamina D e óleo de peixe. O ZMA é um suplemento combinado de zinco, magnésio, cromo e vitamina B6 que auxilia na produção de hormônios precursores da síntese de testosterona. Ou seja, o ZMA auxilia diretamente no processo de hipertrofia.

A vitamina D é responsável por regular cálcio e fósforo no sangue. Também atua na síntese de antibióticos naturais e no controle da pressão arterial. Já o óleo de peixe possui ácidos graxos essenciais que combatem os radicais livres, ajudando a minimizar o desgaste e a inflamação tecidual causados pelas séries de exercícios.

Além desses, Brent utiliza o Max Adrenal e Max Rehab, da Nova3 Labs. O Max Adrenal é uma fórmula de suporte do sistema adrenal (produtor de adrenalina) que aumenta a energia e o foco mental e otimiza os hormônios, segundo a fabricante. Em sua fórmula, possui as vitaminas A, B1, B2, B5 e B6, além de outros nutrientes. Já o Max Rehab foi projetado para reduzir a inflamação em lesões crônicas e agudas, acelerar o tempo de recuperação e aumentar a cicatrização dos tecidos desgastados.

Claro, não podiam faltar as proteínas, utilizadas no pré-treino e no pós-treino – tudo da Ascent Protein, marca que o patrocina. À noite, ele toma ainda caseína micelar (micellar casein), proteína derivada do leite, de digestibilidade lenta.

O atleta também toma creatina, que auxilia na manutenção dos níveis de energia durante períodos breves de exercício intenso, e beta-alanina, que ajuda a fazer um detox no organismo e aumenta a capacidade de execução dos exercícios de longa duração.

Por fim, se utiliza de um composto com glucosamina, condroitina e metilsulfonilmetano (MSM) para manter a saúde das cartilagens e articulações, uma vez que o desgaste dessas estruturas ocorre num ritmo maior do que o corpo consegue repor os nutrientes.

12:15 · 17.07.2018 / atualizado às 12:15 · 17.07.2018 por
Um laboratório aprovado pela WADA processa amostras de sangue e urina coletadas dos atletas dos Games. (Foto: Reprodução)

Quatorze atletas que competiram nas CrossFit Regionals 2018 foram banidos de competições oficiais do esporte pelos próximos quatro anos (à exceção de uma, que pegou dois anos de penalidade). A justificativa? Todos foram pegos em exames antidoping. As surpresas ficaram por conta de atletas classificados para os Games.

A canadense Emily Abbott, campeã da West Regional, perdeu o pódio e ficará quatro anos longe das arenas – só está permitida novamente em junho de 2022. No lugar dela, assume a sexta colocada na Regional, Meredith Root, que só terá duas semanas de preparo para a disputa.

Já o classificado Andrey Ganin, russo que ficou em 4º lugar na Europe Regional, também caiu pelo uso de testosterona. Quem ficou feliz com a notícia foi a islandesa Annie Thorisdottir, cujo namorado, o dinamarquês Frederik Aegidius, ganhou o passaporte para Madison, cidade-sede dos Games.

Novos nomes?

A divulgação dos resultados também mostrou a queda de quatro times. Dean Shaw, da Meridian Regional, foi pego; sua equipe, que ficou em 3º lugar, perdeu a vaga. Lauren Shawver (South) e Laura Hosier (East) também deram positivo e estão proibidas. Na América Latina, o time Colombia Parceros caiu após o escorregão da atleta Maria Clara Ceballos, dando lugar aos argentinos do Samurai Team.

Aparentemente, a CrossFit Inc. está indo com tudo contra o doping depois de o uso de esteroides ter sido duramente criticado no documentário “The Redeemed and The Dominant”, que mostrou a queda do estreante australiano Ricky Garard, 3º dos Games em 2017, após ter tirado a medalha de bronze do verdadeiro dono: o canadense Patrick Vellner.

E mais gente pode aparecer na lista, já que a empresa divulgou, em nota: “Os atletas acima concluíram o processo de apelação. Há atletas adicionais que foram notificados de uma violação de substância proibida. Outros resultados serão divulgados quando seus processos de apelação forem concluídos”.

Mas, afinal, que substâncias foram detectadas nos exames? Confira:

A campeã Emily Abbott foi flagrada no uso de ibutamoren. (Foto: Reprodução/Instagram)

Ibutamoren – agente anabolizante cuja finalidade é estimular a produção de hormônios de crescimento. Substância utilizada por Emily Abbott, é usada para melhora da resistência, perda de gordura e aumento da massa muscular.

Clomifeno – modulador seletivo do receptor de estrogênio. Por induzir a ovulação, tem sido utilizado por mulheres que querem engravidar. No organismo masculino, a droga tende a estimular a produção de testosterona.

Ostarine – agente anabolizante que atua diretamente nos hormônios androgênicos, estimulando maior ganho de massa muscular e força.

Higenamine – incluso na categoria agonista adrenérgico beta-2, atua na vasodilatação e acelera a frequência cardíaca e a queima as gorduras através da indução da lipólise. Era utilizado para o tratamento de problemas cardiorrespiratórios.

Estanozolol – agente anabólico. A substância tem como base a testosterona, aumenta os níveis de massa magra e reduz a gordura corporal. Dentre os efeitos colaterais já relatados, estão ginecomastia, enjoos, dor de cabeça e queda de cabelo.

Testosterona exógena – agente anabólico utilizado para ganhar massa muscular de forma mais rápida ou para melhorar o seu rendimento esportivo. Urologistas alertam que o uso do hormônio nas formas de gel, injeções, comprimidos, etc. aumentam os níveis do hormônio no sangue além do normal, estancando sua produção natural.

GW1516 (cardarine ou endurobol) – modulador metabólico que pode aumentar a resistência e auxiliar na perda de gordura. Foi proibida para atletas profissionais devido à vantagem em provas de endurance.

Oxandrolona – esteroide anabolizante, oferece maior aumento no ganho de força e ajuda a perder peso. Quando começou a ser comercializado, era recomendado para o tratamento de infertilidade, anemias e outras doenças que precisavam de estimulantes energéticos.

1,3-dimetilbutilamina (DMBA) – estimulante do Sistema Nervoso Central e queimador de gordura ao acelerar o metabolismo. Em 2015, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (FDA) identificou a utilização inadequada da substância como suplemento dietético em pelo menos 14 produtos.

O russo Andrey Ganin foi banido por quatro anos. (Foto: Reprodução)

LGD4033 (ligandrol) – modulador seletivo do receptor de androgênio (SARM), é conhecido por sua capacidade de ajudar a aumentar massa muscular e força. É proibido como droga que melhora o desempenho.

Meldonium – desenvolvido em 1970, foi indicado para o tratamento de doenças neurodegenerativas, pulmonares e doenças do sistema imunológico. Estudos apontam melhora na capacidade de produzir energia e na recuperação pós-treino. Foi proibido em 2016 ao ser detectada na tenista russa Maria Sharapova.

Drostanolona – aumenta a potência e a massa muscular. Nos homens, o uso prolongado pode causar impotência, infertilidade e acne, bem como aumentar o risco de câncer de próstata e problemas cardíacos.

A lista acima descrita é para meios meramente informativos. O Hora do Cross não apoia o uso de anabolizantes ou de outras substâncias para melhora do rendimento esportivo. Afinal, qual é a graça de um título conquistado à base de trapaça sobre outros atletas que se dedicaram exaustivamente aos treinos?

Drug Free Sport

A CrossFit informou ainda que adere aos padrões estabelecidos pela Associação Mundial Antidoping (WADA). “O uso de uma substância proibida para aumentar os níveis ‘baixos normais’ de qualquer hormônio endógeno e o uso de substâncias anabólicas não é considerado uma intervenção terapêutica aceitável”, declarou.

A empresa faz parceria com a Drug Free Sport, que realiza análises para a NFL, NBA, MLB e NCAA, juntamente com outras 300 organizações esportivas. Um laboratório aprovado pela WADA processa amostras de sangue e urina coletadas dos atletas dos Games.

19:11 · 15.07.2018 / atualizado às 19:11 · 15.07.2018 por
Eder e Renata em ação na praia de Ancona. (Foto: Reprodução/Instagram)

A representante cearense nos CrossFit Games 2018 não está para brincadeiras. Depois de uma rotina intensa de treinos em Fortaleza, Renata Pimentel, 35, está na cidade portuária de Ancona, na Itália, acompanhada pelo marido e coach, Eder Costa, para se preparar melhor para a maior competição mundial da modalidade.

No País europeu, o casal está sendo acompanhado por Andrea Barbotti, 29, três vezes atleta da Meridian Regional e co-proprietário da OnAir, programa de treinamento utilizado pelos cearenses. Segundo Renata, a decisão foi tomada para entrar no clima competitivo dos Games e, “na verdade verdadeira mesmo”, se preparar psicologicamente para a disputa “passando mal nos wods com eles”.

O objetivo da atleta, que já treina Crossfit há quatro anos – depois de longos anos dedicados ao jiu-jitsu – é ficar no top 10 do ranking da categoria Master 35-39 anos. Para isso, ela precisará enfrentar nomes de peso como Samantha Briggs e Anna Tobias. Pode dar certo se houver muitos hang cleans e overhead squats, seus movimentos preferidos.

Em vídeos postados por Eder neste final de semana, podemos ver que a preparação já começou pesada: depois de uma corrida de ladeira “sem fim”, os atletas fizeram natação e burpees na areia da praia. O trio também pretende competir nos Adriatic Games, que ocorrerão nos dias 21 e 22 de julho, na comuna italiana de Pesaro.

19:07 · 15.07.2018 / atualizado às 19:07 · 15.07.2018 por
Foto: CrossFit Games

Da glória ao choro: houve uma mudança no time que representará a América Latina nos Crossfit Games. Oficialmente, a equipe Colombia Parceros venceu a Regional do Rio de Janeiro, superando por pouco o Samurai Team, da Argentina, há menos de um mês.

Porém, numa série de vídeos publicada em seu Instagram, a atleta colombiana Maria Clara Ceballos, 28 anos, explicou que foi pega no exame de antidoping e, por isso, os Parceros foram desclassificados. Ela foi comunicada da decisão da Crossfit no dia 18 de junho e havia tentado recorrer.

Ceballos conta que, neste ano, procurou ajuda profissional para aumentar o rendimento nos treinos e diminuir a incidência de lesões, mas um dos produtos utilizados possuía uma substância proibida. Ela disse ainda que cada integrante dos Parceros cuida da alimentação e suplementação de forma independente.

A atleta pediu desculpas à equipe e a todos que acompanham seu trabalho. Com a mudança, a direção dos CrossFit Games já enviou o convite oficial para o Samurai Team.

19:03 · 15.07.2018 / atualizado às 19:03 · 15.07.2018 por
Saman Kunan tinha 38 anos e praticava triatlo. (Foto: Reprodução/Facebook)

Os Hero Wods do CrossFit tradicionalmente homenageiam os “heróis” da vida real, que morreram para salvar outras pessoas em situações de risco. “Saman” é o mais novo Hero Wod, criado pela CrossFit Chiang Mai, na Tailândia, em homenagem ao marinheiro Saman Kunan, de 38 anos.

O SEAL, que também era triatleta, morreu enquanto mergulhava na inundada caverna de Tham Luang para abastecer, com oxigênio, o grupo de 12 jovens jogadores de futebol e seu treinador, presos a 3,2 km da entrada do local. Saman concluiu a missão, mas morreu durante o retorno. Ele próprio se voluntariou para a missão de resgate, considerada uma das mais perigosas da história.

O Hero Wod “Saman” tem 8 rounds, cada um com 13 Deadlifts (185/125lbs), representando as 13 pessoas que Saman deu a vida para resgatar; 17 Wallballs (20/14 lbs), contando os 17 dias passados no subsolo, e 400 metros de corrida, totalizando 3,2 km – a distância que o grupo estava da entrada da gruta.

Em Fortaleza, diversos boxes realizaram o wod nesta semana: Crossfit 085, Aldeota, 6450, Marco Zero, Mutants, Caçadores e Babu.

13:06 · 02.07.2018 / atualizado às 13:07 · 02.07.2018 por
Davi Cruz, Eder Costa e Pedro Yago na Seletiva Salvador. (Fotos: Reprodução/Instagram)

O domingo marcou o fim das Super Seletivas para o Torneio Crossfit Brasil (TCB) 2018, a maior competição da modalidade no País. A última cidade a receber a etapa foi Salvador, na Bahia – e teve cearense fazendo bonito e subindo no pódio!

Na categoria teen, o cearense Davi Cruz, de apenas 16 anos, dominou a Seletiva e conquistou o topo do pódio após vencer três das cinco provas. Com o resultado, ele ficou em 3º lugar no ranking brasileiro e aumenta a expectativa pelo pódio principal, em setembro.

Na elite masculina, Eder Costa, da Crossfit Gurkha, ficou com a medalha de prata. No ano passado, ele ficou em 4º no TCB. Pedro Yago Araújo, da Crossfit R2, terminou a Seletiva em 4º – e, de quebra, levou o recorde brasileiro da prova 5 para Messejana, brincou no Instagram.

O headcoach da R2, Reginaldo Silva, ficou em 14º. Diego Palomares e Matheus Caetano, também da Gurkha, ficaram colados na 20ª e 21ª colocação, respectivamente. Lucas Macedo, headcoach da Crossfit Caserna, ficou em 28º. Já o da Crossfit Dragão do Mar, Allan Marx, em 31º, se classificou na categoria Master.

Américo Lima (R2) e Lucas Pontes (Gurkha/Aldeota) empataram na 38ª colocação. Saulo Antunes, da Porão, ficou em 40º. Ao todo, 21 atletas cearenses homens participaram da Seletiva.

Mulheres

Entre as oito mulheres que participaram, a melhor colocada foi Beatriz Mesquita, da Porão Crossfit, em 4º lugar. Karol Paiva, da Gurkha, terminou em 8º e se classificou na categoria Master. Helena de Troia, da Excalibur, ficou em 9º, e Talita Araújo (R2), em 11º.

Larissa Freire Beserra, também da R2, ficou em 21º; em 23º, ficou Juliana Lima (R2), irmã de Américo. Jamile Quirino (Porão) terminou em 27º. Cristiani Ferreira, da Gurkha, ficou em 35º.

13:05 · 26.06.2018 / atualizado às 14:21 · 26.06.2018 por
Foto: Reprodução/@cassiodu

No ano passado, Cássio Dutra, 31 anos, foi o primeiro cadeirante brasileiro a conseguir uma medalha no Campeonato Mundial de Crossfit Adaptado, o WheelWod Championship, realizado no Canadá. Para 2018, o atleta planeja um resultado ainda melhor que a medalha de bronze, depois de ter se qualificado no 8º lugar mundial na etapa classificatória.

O paulista de Itanhaém enfrentará os paratletas mais condicionados do planeta em provas de levantamento de peso, força, endurance e velocidade, que em nada ficam devendo aos CrossFit Games. Atleta desde os cinco anos de idade, com títulos no judô e no jíu-jítsu, ele sabe como manter o foco para a competição.

“Quero melhorar a marca. No ano passado, fiquei em 8º no Open e, na hora, ganhei algumas posições. Uma coisa é fazer os wods no seu box, sozinho, outra é fazer frente a frente com os outros atletas. A questão mental conta muito, e pretendo melhorar sim. Estou mais forte e bem condicionado”, avalia.

Foto: Reprodução/@cassiodu

Em setembro de 2013, Cássio sofreu um acidente de carro que o deixou paraplégico. Ativo, voltou ao jíu-jítsu sete meses após a lesão medular e conquistou diversas medalhas como paratleta. Em 2015, conheceu o Crossfit, e daí não parou mais. Em 2017, foi o 1º colocado no ranking brasileiro de Crossfit Adaptado.

“Continuo com a mesma rotina, só mudou o esporte. No jíu, era todo dia; agora, como não faço perna, me concentro na parte superior”, explica. Os treinos de Crossfit são divididos três vezes na semana, às segundas, quartas e sextas, “pra não sobrecarregar os ombros”. Na terça e na quinta, ele faz musculação e pilates para fortalecer o abdômen.

Cássio afirma que seu ponto mais forte é o condicionamento. Já o equilíbrio fica devendo por conta da lesão, mas nada que o abale: “trabalho bastante para melhorar”, diz. “No campeonato, não tem essa classificação funcional, se é lesão alta ou baixa. Os atletas são mesclados. De certa forma, o amputado leva vantagem em alguns movimentos, mas o lesado ganha em outras. Tento trabalhar no que tenho desvantagem”.

Foto: Reprodução/@cassiodu

O importante, segundo ele, é não baixar a cabeça diante das dificuldades. “Agradeça todos os dias pelo ar que você respira. Independente da sua dificuldade, não desista”, aconselha.

Para participar do WheelWod Championship, Cássio também precisa de apoio. Nesta sexta (29), haverá o sorteio de uma rifa de cinco sorteios: uma bike, 1 food bag + 1 camiseta, 1 food bag + 1 pegboard, 1 kit e 1 massagem. O valor é de R$25. Interessados podem mandar um email para cassiowod@hotmail.com. Além disso, o atleta também aceita doações através de uma conta bancária. Mais informações no perfil do Instagram @cassiodu ou pelo número (13) 99128-4412.