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00:19 · 23.05.2018 / atualizado às 00:19 · 23.05.2018 por
                    Katrin venceu cinco das seis provas; Vellner, uma. (Fotos: CrossFit Games)

O Times Union Center, em Albany, Nova York, foi palco das performances absolutamente dominantes da islandesa Katrin Tanja Davidsdottir, Fittest Woman On Earth em 2015 e 2016, e do canadense Patrick Vellner, terceiro colocado nos dois últimos Games, na conquista do título de campeões 2018 da East Regional.

Davidsdottir arrastou nada menos que cinco das seis provas, superando as 38 adversárias e acumulando 588 dos 600 pontos possíveis no campeonato. Esta foi sua sexta qualificação para os Crossfit Games, e ela vem com muita sede ao pote na tentativa do tricampeonato.

Carol-Ann Reason-Thibault, que tirou de Katrin o título de campeã regional no ano passado, ficou em terceiro neste ano, carimbando sua quarta qualificação. É o mesmo número de passes de Kari Pearce, segunda colocada deste ano depois do 3º lugar na East de 2017.

O pódio ficou completo com o 4º lugar e a quinta qualificação da ex-ginasta americana Dani Horan, 29, e a primeira qualificação individual da canadense Chloe Gauvin-David, 26. Ao receber a notícia, ela se jogou ao chão, não acreditando no resultado.

Cerveja

“Vou pegar uma cerveja assim que eu puder”, disse Patrick Vellner após ser laureado campeão da East e ter seu passaporte carimbado para Madison 2018. Esta foi sua terceira qualificação individual, depois de ter competido pelo time Crossfit Plateau 2, em 2015.

O “T-Rex” Tim Paulson conquistou o segundo lugar da East Regional e sua segunda qualificação para os Games. Ele foi 3º da East em 2017 e 9º do Open de 2018. Em terceiro, ficou o bigodudo Craig Kenney, que participará dos Games pela segunda vez.

A quarta e a quinta colocação ficaram para dois novatos, ou rookies, como se diz em inglês. Alexander Caron, 22, 6º mundial do Open 2018, e o americano Marquan Jones, 28, desbancaram nomes como Alex Vigneault, 2º lugar mundial no Open deste ano – sim, atrás apenas do bicampeão Mathew Fraser.

Suspeita

No Instagram, Vigneault explicou que, na última semana de preparação e no Triple 3, primeiro evento da Regional, notou que havia algo errado. “No começo, pensei que era um mau desempenho, mas aconteceu novamente nos próximos eventos”, explicou. Após o evento 4, ele realizou um exame de sangue para descartar a rabdomiólise.

“Acabei tendo uma desidratação grave, juntamente com sintomas de bronquite”, disse. Embora tenha percebido que estava fora da qualificação para os jogos, ele tomou a decisão de terminar a regional, finalizando o campeonato na 25ª posição. Melhoras, Alex!

Times

Na disputa por times, classificaram-se os atletas americanos da Invictus Boston (1º), Reebok Crosffit One (2º) e Fiternity Gym (4º), bem como os canadenses da Eastwood Bridge (3º) e da Pro1 Montreal (5º).

00:07 · 23.05.2018 / atualizado às 00:09 · 23.05.2018 por
         Thorisdottir e Khrennikov conquistaram a Europe Regional. (Fotos: CrossFit Games)

Com nove qualificações para os Crossfit Games, a islandesa Annie Thorisdottir, 28 anos, se tornou a atleta com mais passes para a competição na história. Ela fez sua primeira aparição em 2009, ficando “apenas” em 11º lugar. Já em 2010, ela retornou conquistando a segunda colocação, e, nos dois anos seguintes, se tornou a Fittest Woman On Earth.

Neste final de semana, Annie conquistou mais um título: a de campeã da Europe Regional 2018 na categoria feminina, depois de ter finalizado o Open deste ano no 5º lugar mundial. A vice foi Laura Horvath, de apenas 21 anos, que conseguiu sua primeira qualificação e também fez história ao se tornar a primeira atleta da Hungria a ir para os Games. Ela ficou apenas quatro pontos atrás de Annie.

Outra Dottir, Ragnheidur Sara Sigmundsdottir, também conseguiu uma vaga em seu quarto Games, de onde já arrancou dois terceiros lugares em 2015 e 2016 e o 4ª em 2017. Ela ficou em terceiro lugar na região depois de finalizar dois eventos em primeiro lugar.

Em quarto, tivemos a norueguesa Kristin Holte, campeã da Meridian Regional de 2017 e 7ª nos Games do ano passado. Este será seu quinto Games, e o segundo da sueca Camilla Salomonsson Hellman, que pegou a quinta e última vaga da Europa. Foi sua primeira qualificação individual, uma vez que já competiu pelo time Crossfit Nordic, em 2016.

A polonesa Gabriela Migala quase chegou lá, ficando em sexto lugar. Com apenas 19 anos, ela chamou atenção do público ainda na sexta, quando desbancou as atletas favoritas e assumiu a liderança do exaustivo Evento 1. Com mais experiência, ela deve dar trabalho nos próximos anos.

P.S.: Uma adversária em potencial das atletas ficou fora do circuito regional desse ano. A veterana britânica Samantha Briggs, 36, Fittest Woman on Earth em 2013, lesionou o cotovelo em abril e só competirá na categoria Master. No entanto, ela comentou parte das provas do final de semana, matando a saudade da arena.

Recuperação

Na disputa masculina, o islandês Björgvin Karl Gudmundsson, o BKG – 5º nos Games do ano passado -, até tentou defender seu bicampeonato da região, conquistado em 2016 e 2017, mas finalizou a Europe 2018 com a quinta colocação; não foi o esperado, mas o suficiente para garantir sua quinta qualificação para os Games.

O motivo? Uma velha lesão no joelho o atrapalhou ainda na sexta, colocando-o nos péssimos 13º e 23º lugares, nas duas primeiras provas. Ele contou que nem sabia se competiria no sábado, mas dois osteopatas londrinos o ajudaram a dar a volta por cima. “Vou fazer outra checagem quando voltar para casa, mas não é nada sério. Ficará tudo bem para os Games”, garantiu.

Quem roubou a cena na região foi a Rússia, com duas qualificações inéditas. Roman Khrennikov, 23 anos, subiu no topo do pódio depois de ficar quatro vezes no top 5 dos eventos. Nada mal para quem terminou o Open 2018 no 134º lugar mundial. “Disciplina faz a diferença”, resumiu após sua primeira qualificação para os Games.

Reviravolta

O outro soviético classificado foi Andrey Ganin, 34, 1º lugar do Open na Rússia, nos últimos três anos, e também qualificado pela primeira vez. O pódio ficou completo com o segundo lugar e a segunda qualificação do suíço Adrian Mundwiler, e do terceiro lugar e da quarta qualificação do sueco Lukas Högberg, 1º lugar do Open 2018 na Suécia e 6º na Meridian Regional de 2017.

Högberg ficou de fora dos Games do ano passado por pouco, superado por apenas dois pontos pelo atleta Frederik Aegidius, 30, namorado de Annie Thorisdottir. Neste ano, provando que tudo pode mudar no esporte, foi Aegidius quem ficou na sexta colocação e, portanto, fora dos Games.

Times

Uma sopa de países europeus se classificou para os Games 2018 na disputa por times: dois noruegueses, Maxpuls Spartans (1º) e Team RXperformance (3º); um holandês, Vondelgym (2º); um sueco, Crossfit Fabriken (4º), e um dinamarquês, o Butcher’s Lab (5º).

18:46 · 22.05.2018 / atualizado às 18:46 · 22.05.2018 por
Os atletas competem em nove regionais ao redor do mundo. (Foto: CrossFit Games)

É isso aí: no próximo final de semana, uma segunda leva de atletas começa a segunda etapa na corrida para definir quem são o homem, a mulher e o time mais bem condicionados do mundo. Depois das cinco longas semanas do Open, os campeonatos regionais são mais “curtos”, com wods intensos durante três dias.

Com as regionais Europe, East e South concluídas, já foram definidas 15 vagas masculinas, 15 vagas femininas e 15 por times. Faltam 25 de cada. Ao final das seis regionais restantes, avançam mais cinco representantes de cada categoria das regionais Central, West, Atlantic e Pacific; quatro da Meridian e, infelizmente, apenas um da Latin America, na qual os atletas do Brasil concorrem.

Eventos

A partir da sexta e durante o fim de semana, de 25 a 27 de maio, veremos as disputas da Central, com atletas dos estados do miolo americano; da West, que reúne a costa oeste dos EUA mais o oeste do Canadá, e da Latin America, com brasileiros competindo contra outros sul-americanos e representantes da América Central.

Por fim, de 1º a 3 de junho, ocorrem as regionais Atlantic (sudeste dos EUA), Meridian (África e sul da Europa) e Pacific (Ásia e Australásia).