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Fique por dentro: Atendimentos a vítimas de acidentes automobilísticos

Publicado em 04/06/2012 - 13:35 por | Comentar

Categorias: Artigo

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Imagem do piloto Felipe Massa, vítima de acidente na Fórmula 1

Geralmente, acidentes automobilísticos resultam em traumas de grande magnitude, sejam nas ruas, rodovias ou pistas de corrida. Para se ter ideia, de acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em 2011, ocorreram 188.925 acidentes graves nas estradas do Brasil, sendo 63.980 deles com feridos.

Nesta situação, de acordo com o Dr. Altmann, todas as funções vitais da vítima devem ser checadas e estabilizadas no local do acidente e durante o transporte para o hospital de trauma de referência. “Estabilizar um paciente significa corrigir as alterações clínicas que colocam sua vida em risco”, informou o médico. “Caso haja uma parada cardiorrespiratória em vítimas de trauma fechado, ou seja, aqueles que não levaram tiro, facada ou que não tiveram algum ferimento penetrante, a situação é de extrema emergência. A menos que se chegue a um hospital de trauma em 20 minutos, ele não sobreviverá”, complementou o Dr. Altmann.

Conduta
Num primeiro momento, entretanto, nem sempre a vítima de uma colisão é encaminhada a uma unidade de saúde próxima da família ou com infraestrutura adequada àquele caso, exigindo o transporte para outro local. Para tanto, algumas recomendações devem ser seguidas com rigor. Dr. Dino Altmann enumerou as medidas imprescindíveis:

Paciente monitorado: monitoramento de funções vitais, como ritmo cardíaco, frequência cardíaca, pressão arterial, oximetria de pulso, capnografia (mede o CO2 expirado), frequência respiratória, além de ter um bom acesso venoso para infusão de volume e drogas. É importante manter a temperatura do corpo adequada e estável.

Tempo de transporte: quanto mais rápido, melhor.

Tipo de transporte: a escolha deve estar entre o transporte terrestre com ambulâncias ou aéreo, com helicópteros ou aeronaves, dependendo sempre da distância a ser percorrida.

Quando o percurso pode ser realizado no mesmo tempo por dois meios diferentes, dar sempre preferência ao mais simples ou ao que tem mais recursos para monitoramento e tratamento. Para o transporte com helicópteros, é sempre importante lembrar que devem existir helipontos no hospital de origem e naquele que recebe o paciente.

Planejamento prévio: ajustar a infraestrutura da ambulância, helicóptero ou avião para atender plenamente as necessidades do doente no tempo estipulado de transporte. Se há acesso a medicamentos, espaço para manipular o paciente caso necessário, equipamentos para monitoramento do ritmo cardíaco, da frequência cardíaca e pressão arterial, oximetria de pulso  e, ainda, se existe a necessidade de um respirador com o capinógrafo (aparelho para medir gás carbônico) para controle da respiração. Outros equipamentos podem ainda ser necessários, como as bombas que controlam a infusão de drogas.

Preparação do paciente: questões críticas precisam ter sido solucionadas, como permeabilidade das vias aéreas, boa condição de respiração e de circulação, bom acesso venoso e estancamento de hemorragias externas. Analisar estado neurológico e necessidade de sedação.

Durante um transporte aéreo: médicos de emergência e de UTI devidamente treinados acompanham o paciente. Previamente, esses especialistas traçam uma espécie de plano de voo a fim de se antecipar à pressurização da aeronave. Por exemplo, atenção especial deve ser despendida caso inexista pressurização, como nos helicópteros, pois decolagem e pouso precisam ser lentos, principalmente, se houver algum sangramento.

Recebimento do paciente: no hospital que o receber, médicos farão exatamente o mesmo procedimento de monitoramento realizado antes de deixar a unidade de saúde anterior

Fonte: Imagem Corporativa
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