Blog do Jogada

Diário do Nordeste

Quarta-feira 17/03/2010


“Narrador pode torcer, mas tem que ser imparcial”, defende Cleber Machado

publicado em 24/02/2010 - 10:39 por Mário Kempes

O narrador da TV Globo e apresentador do SporTV, Cleber Machado, afirmou que torcer durante uma partida é diferente de ser imparcial. “O narrador pode torcer, mas tem que ser sempre imparcial”, defendeu.

Cleber deixou claro que o espírito torcedor do narrador se manifesta em casos específicos, como em jogos da seleção brasileira, nunca em partidas de times nacionais. Mesmo assim, o narrador, ainda que torcendo pelo seu país, mantém a sua imparcialidade na cobertura dos jogos.

“É claro que você grita com mais ânimo o gol que o Brasil marca do que o gol que o Brasil leva. Mas se um jogador brasileiro acerta uma cotovelada num adversário, você não vai dizer que foi sem querer. Ou seja, você torce, mas jamais distorce”.

Questionado sobre o uso do Twitter, Cleber negou que tenha perfil no microblog e disse que os que usam seu nome são falsos.

A declaração foi feita durante o Seminário de Jornalismo Esportivo da Escola de Comunicação do Comunique-se, realizado nesta terça-feira (23/02), com a participação do apresentador e de Ricardo Capriotti, âncora das transmissões esportivas da rádio Bandeirantes. Os dois falaram sobre suas experiências de carreira e responderam a perguntas dos participantes.

Capriotti lembrou que o momento é muito bom para os jornalistas esportivos no Brasil, com os preparativos e a chegada da Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 no País. “Vamos viver a década do esporte no Brasil, pois teremos Copa e Olimpíadas. O jornalista precisa aproveitar”, enfatizou. O jornalista também levantou um ponto polêmico, a cobrança dos direitos de transmissão de jogos para as rádios.”Sou favorável à cobrança para rádios transmitirem jogos. Isso traria profissionalismo ao mercado”.

Bate-Pronto: No meu caso, narrador, apresentador, comentarista ou repórter de rádio ou TV torcendo para time A ou B, mudo para outro canal. Se for exclusividade da emissora de televisão, escuto pelo rádio. E olhe que ainda há as rádios e tvs pela internet. Ou seja, só quem perde é o veículo que deixa um torcedor à frente de um microfone.

Bate-Pronto2: respondendo às perguntas, eu reafirmo, mudo sim de canal ou de rádio. Pode ser até meu pai narrando ou comentando, se eu não gostar, eu mudo. Vcs não fazem isso não?

Alguém acredita que essa lei vai ser aprovada

publicado em 24/02/2010 - 9:40 por Mário Kempes

Do ótimo site do Edu Cesar, Papo de Bola

Logo mais, acontece Corinthians x Racing/URU, iniciando às 21h50 e terminando lá pelas 23h45. Amanhã, teremos Palmeiras x Flamengo/PI, começando às 21h30 e, resolvido nos 90 minutos, encerrando lá por 23h20.

Se depender dos vereadores Agnaldo Timóteo (PR) – sim, aquele mesmo, o cantor – e Antônio Goulart (PMDB), isto não seria permitido e a bola teria de rolar no máximo às 21h15. Eles são autores do Projeto de Lei 564/06, aprovado em primeira votação pela Câmara Municipal de São Paulo, que vetaria “competições esportivas realizadas em estádios localizados no município de São Paulo” além das 23h15. Ou seja, diria respeito apenas às partidas de futebol e nada mais.

Se aprovada a lei, que ainda passará por outras etapas até entrar em vigência, o evento teria de ser interrompido ao chegar neste horário e os organizadores seriam multados em R$ 100 mil, com valor dobrado na reincidência. Essa, sim, é uma peitada daquelas pra cima da Globo, pra mim superando as do RJ e daqui do RS.

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Categoria: Futebol, Lei, MIDIA, TV

Se essa moda pegar…

publicado em 22/02/2010 - 15:10 por Mário Kempes

do Blog da Fabíola Reipert, no R7

Datena está cada dia mais corajoso.

Hoje (22/02), no SP Acontece, da Band, ele comentava a morte de um torcedor após o jogo entre São Paulo e Palmeiras, neste domingo, quando decidiu desafiar as torcidas desses times.

O apresentador chamou os torcedores da Mancha Verde (do Palmeiras) e da torcida Independente (do São Paulo) para irem atrás dele na Band para matá-lo.

- Se vocês da Mancha Verde são homens venham me pegar aqui na porta da Band. Podem me pegar e me matar. Não tenho medo de vocês. Eu morro e ainda viro mártir.

E não parou por aí.

- Mas quero só os vândalos. E não tenho medo de morrer, não. Vem aqui me pegar. Esse desafio vale também para a Independente.

Oscar Roberto Godói é demitido da TV Bandeirantes

publicado em 06/02/2010 - 10:52 por Mário Kempes

do site Comunique-se, por Izabela Vasconcelos

O comentarista esportivo Oscar Roberto Godói foi demitido da TV Bandeirantes esta semana. O ex-árbitro participava dos programas Jogo Aberto e Terceiro Tempo, ambos da Band, além de ser comentarista da rádio Transamérica SP.

Procurada pela reportagem, a Band não quis detalhar o caso, mas disse que houve uma renovação no quadro do programa. Godói preferiu não se pronunciar sobre sua demissão da emissora.

Milton Neves, apresentador do Terceiro Tempo, afirmou que estava sendo questionado pelo Twitter sobre a saída de Godói da emissora, mas que, como só frequenta a Band alguns dias na semana, por conciliar seu trabalho em jornais e revistas, não sabia da demissão do comentarista.

Bate-pronto: para quem não se lembra, foi Oscar Roberto de Godói que não marcou o famigerado pênalti no atacante Sérgio Alves, em 1994, na decisão da Copa do Brasil, contra o Grêmio, em Porto Alegre.

Respeito as emissoras que se utilizam de ex-árbitros para comentar partidas de futebol, mas, na maioria das vezes, esses “analistas” dizem apenas o óbvio e quando não são extremamente corporativistas, acabam exagerando nas críticas e acusações aos ex-colegas.

Apesar de Godói ser formado em jornalismo, seu trabalho na Band era criticado, devido justamente ao seu gênio impulsivo de criar polêmica e falar demais.

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Categoria: MIDIA, TV

Profissionalismo, marketing e um mundo bem longe do nosso

publicado em 03/02/2010 - 12:01 por Mário Kempes

Do site Máquina do Esporte

Os torcedores do Arsenal que forem ao Emirates Stadium terão um novo serviço a partir desta temporada. O time londrino desenvolveu em parceria com a Sony um pacote de exibição de seus jogos para o console Playstation Portable (PSP), que funcionará como um complemento da experiência de acompanhar os jogos.

Até o fim da temporada 2009/2010, o serviço custará 10 libras. Os torcedores que comprarem o conteúdo receberão em seus PSP replays de lances em diferentes ângulos, além de trechos das partidas em câmera lenta, estatísticas e perfis do elenco do Arsenal.

O pacote para PSP ainda oferecerá recursos interativos. Torcedores poderão, por exemplo, votar no destaque de cada partida do Arsenal, acessar tabelas do Campeonato Inglês e acompanhar resultados ao vivo de outras partidas.

“O Emirates Stadium continua investindo para fornecer aos nossos torcedores uma experiência com tecnologia de ponta. Graças aos avanços nesse segmento, o incrível nível de entretenimento oferecido antes, durante e depois dos jogos tem crescido”, disse Tom Fox, diretor comercial do Arsenal.

A partir da temporada 2010/2011, o pacote deve incluir a íntegra dos jogos do Arsenal e manter os recursos lançados para o período atual. O clube inglês é a primeira instituição esportiva a contar com esse serviço da Sony, que levou dois anos para desenvolver a tecnologia.

A escolha de Galvão Bueno e o rompimento com Roberto Carlos

publicado em 03/02/2010 - 7:24 por Mário Kempes

Narrador e o goleiro Júlio César, da Inter de Milão, no intervalo da sinuca gravando para o programa Esporte Espetacular

Do excelente Blog Esporte Fino

Desde que chegou ao Corinthians, Roberto Carlos tem falado com certa frequência de Galvão Bueno. Expõe mágoas com alguém que classifica como um ex-amigo. O lateral-esquerdo não perdoa as críticas recebidas do narrador pelo episódio do meião na eliminação da seleção brasileira na Copa de 2006.

Nesta segunda-feira, no Bem, Amigos, Galvão Bueno respondeu a Roberto Carlos. Disse que fez sua obrigação profissional naquele 1º de julho. Rebateu o lateral, que à Folha de S.Paulo disse que não aceitou encontrar o narrador quando foi procurado em Monte Carlo. “É verdade. Procurei você, Roberto, pra perguntar porque quando eu te elogiei, quando falei que você era o melhor lateral do mundo, você não foi à imprensa me agradecer”, disse, para encerrar dizendo que deseja sorte e sucesso ao corintiano. “Mais sorte e sucesso do que você teve ontem”, alfinetou, referindo-se à expulsão aos 8 minutos do clássico contra o Palmeiras.

Galvão paga o preço por ter há tempos deixado de ser um jornalista para se tornar amigo. No Bem, Amigos, usa panos quentes quando percebe que algum de seus convidados fará críticas. “Aqui não é lugar pra trairagem”, diz, como se fosse errado fazer críticas em um espaço supostamente criado para debates.

Quando decidiu ser amigo em vez de jornalista, quando decidiu jogar golfe, tomar vinho e sair para jantar com aqueles que deveriam ser suas fontes, criou uma aproximação que não lhe dá mais o direito à crítica. Uma pessoa entende a crítica de um profissional, mas não aceita ser criticado em rede nacional por um amigo. Por isso Roberto Carlos se magoou, por isso se sentiu traído. Porque não via mais o narrador como um profissional de imprensa, mas como um amigo. Muitos outros fizeram críticas até mais duras e ainda hoje são atendidos pelo jogador. Porque são jornalistas, não amigos.

Galvão fez a sua escolha. Escolheu ser amigo. E poderá perder alguns destes amigos toda vez que tentar lembrar os velhos tempos de jornalista.

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Categoria: MIDIA, TV

A verdade choca

publicado em 14/12/2009 - 10:44 por Mário Kempes

Coluna do Tostão, publicada no último domingo, em diversos jornais do País.

Troca de panetones

MÁRIO SÉRGIO , ex-técnico do Inter, falou, no programa “Arena Sportv”, que se sentiu ofendido por eu lhe ter chamado de professor Pardal. Não quis ofendê-lo. Apenas repeti, com ironia, o que tantos dizem, que ele inventa demais.
Já chamei Adilson Batista de professor Pardal, e ele não se ofendeu. Aliás, foi o próprio técnico quem primeiro falou que agiu como um professor Pardal, ao fazer uma estranha substituição em um jogo do Cruzeiro. Adilson Batista é hoje um dos principais treinadores brasileiros. De vez em quando, tem uma recaída.

Uma coisa é o treinador que inventa demais, que faz alterações inexplicáveis, que acha que apenas ele entende de futebol, e que começa e termina a carreira como professor Pardal. Outra é o técnico inquieto, criativo, que sabe muito, que tenta encontrar soluções diferentes, algumas no momento errado. Este, com o tempo, vai se tornar um grande treinador. No início de carreira, é difícil separá-los.

Mário Sérgio, no mesmo programa, disse que me deu apoio quando comecei a trabalhar de comentarista, na TV Bandeirantes. É verdade. Não só ele, como Gérson e Rivellino, companheiros na seleção de 1970, que também me apoiaram.

Por termos trabalhado juntos, Mário Sérgio reclamou de minhas críticas e ainda, mesmo sem dizer textualmente, me cobrou uma dívida por ter me tratado bem. Alguns (poucos) treinadores, dirigentes e atletas também já reclamaram. Por eu ter sido um jogador, acham que eu deveria ser menos crítico e mais condescendente, como fazem alguns ex-atletas comentaristas.

Por ter sido um jogador importante da história do Cruzeiro, alguns dirigentes já reclamaram de minhas críticas e de minha ausência em eventos do clube. Não vou a esses e a outros encontros, no Cruzeiro e em outros lugares, porque não quero perder a liberdade e a independência de criticar e elogiar.

Esses jogadores, dirigentes e técnicos que reclamam confundem passado com presente, relações profissionais com corporativismo, o que não faz mais sentido, pois parei de jogar há 37 anos. Tenho outra atividade e a obrigação de ser imparcial. De minha carreira de jogador, muitos atletas atuais só sabem que atuei ao lado de Pelé. As mesmas duras críticas, feitas por comentaristas que não foram atletas, são geralmente mais aceitas e toleradas que as minhas.

O mundo do futebol é parecido com o da política e de parte da sociedade. O Brasil é o país da troca de favores, do “é dando que se recebe”, das patotas, do corporativismo e do nepotismo. Cada vez mais, as pessoas não se preocupam em ter amigos, ser amadas e ter bons relacionamentos pessoais. Querem ser admiradas, bajuladas e ter ótimas relações profissionais. Só pensam na carreira e no sucesso.

A troca maquiavélica de favores é caminho para a corrupção, outra praga nacional. O corrupto se relaciona muito bem com outro corrupto. Adoram trocar panetones.

O corrupto costuma ser tão social, tão gentil, que até parece ser sério. Para diminuir bastante a corrupção, não bastam duras leis. É necessário também diminuir a promiscuidade social.

Nem só do futebol vivem os brasileiros

publicado em 02/12/2009 - 14:21 por Mário Kempes

Que o futebol é uma paixão avassaladora no território nacional, isso ninguém dúvida. Mas alguns números são importantes para destacar a força que tem outros esportes preteridos por diversos veículos de comunicação.

O Combate, canal de lutas Pay-Per-View da Globosat, vendeu neste ano 52 mil assinaturas. Quase 50% a mais do que ocorreu em 2008. A mesma Globosat anuncia para o próximo ano a criação de um canal exclusivo de esportes radicais: o Zona de Impacto.

O programa, que hoje está na grade do Sportv, será em 2010 um canal 24h exclusivamente dedicado aos amantes da adrenalina, ação e emoção.

Para fechar, a TV Globo já renovou contrato com três anunciantes para transmitir a temporada 2010 da Stock Car. General Motors, Caixa Econômica Federal e Postos Ipiranga pagarão R$ 8 milhões cada. Isso sem falar que a cerveja Itaipava assumiu o lugar da Nextel como patrocinador maior da competição. O valor não foi revelado.

Infelizmente, para alguns investidores, ainda mais aqui, no Estado do Ceará, o que predomina é o futebol. Mas seria bom se outros observassem que há espaço para retorno financeiro em diversos outros esportes, como o Futsal, Kitesurf e o Vôlei, para ficar apenas nestes.

(Com informações da Folha de S.Paulo)

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Categoria: MIDIA, TV

Para quem curte Futebol ao vivo e internet

publicado em 18/11/2009 - 9:02 por Mário Kempes

Matéria publicada no excelente blog do cearense Ribamar Xavier: Esporte e Mídia.

No próximo dia 24/11, as 17h30, o Esporte Interativo transmite também em seu portal a partida entre Barcelona x Inter de Milão, válida pela Liga dos Campeões. Além da internet, os espectadores também poderão assistir a partida pelo celular – acessível somente para quem possui o serviço da operadora.

Para garantir e ampliar a mesma qualidade em suas transmissões dos jogos, o Esporte Interativo começou a operar um novo “player” baseado na plataforma Livestream nas transmissões via portal. A estreia foi na partida realizada no dia 3 de novembro entre Milan e Real Madrid, onde foi registrado recorde de 123 mil acessos.

Essa plataforma é a mesma utilizada recentemente pelo Facebook e You Tube, nas transmissões de shows de grandes bandas ao vivo para o mundo inteiro e permite integração com redes sociais como Facebook e o Twitter.

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Categoria: MIDIA


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