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Fórmula 1: Parceria entre Mclaren e Honda poderá retornar em 2014

Publicado em 05/03/2013 - 7:06 por | Comentar

Categorias: Fórmula 1

Brasileiro Ayrton Senna é o maior vencedor da história da Fórmula 1 com motores Honda. Foram 32 vitórias tanto pela Lotus (1987) como pela Mclaren (1988 à 1992)

Brasileiro Ayrton Senna é o maior vencedor da história da Fórmula 1 com motores Honda. No total, foram 32 vitórias. Tanto pela equipe Lotus (1987) como pela Mclaren (1988 à 1992)

Os motores Honda poderão equipar novamente a equipe Mclaren. O retorno seria para o ano de 2014. A informação é da emissora inglesa BBC. De acordo com a BBC, a Honda voltaria por causa da mudança do regulamento técnico.  A partir do ano que vem, as equipes vão introduzir motores V6 turbo de 1,6 litros, com tecnologia híbrida de recuperação energética.

A BBC também destacou que a informação circulou em outros veículos de comunicação tais como as revistas alemãs “Speedweek” e “Auto Motor und Sport”.  Em outubro, um dos diretores executivos da Honda, Yoshiharu Yamamoto, admitiu a possibilidade de retorno à categoria; quatro meses depois, o próprio presidente Takanobu Ito corroborou a ideia.

Parceria de sucesso
A parceria Mclaren e Honda é uma das mas vencedoras da Fórmula 1. Com os motores nipônicos, a McLaren conquistou quatro de seus oito campeonatos de construtores, entre 1988 e 1991. Nesta época, Ayrton Senna venceu três Mundiais de pilotos, e Alain Prost, um. A parceria se encerrou em 1992, quando a montadora se retirou do esporte. O piloto brasileiro Ayrton Senna é o maior recordista de vitórias com um motor Honda. Ao todo foram 32 triunfos, tanto pela Lotus (1987), como pela Mclaren (1988 à 1992).

A montadora japonesa, que deixou a categoria em 2008, após uma série de resultados ruins, decidiu retornar, segundo a reportagem, em razão da mudança do regulamento técnico.

Segundo a BBC, um porta-voz da McLaren não quis comentar a informação, assim como a Mercedes, que tem contrato com o time de Woking até o fim deste ano – com alternativa de renovação para 2014 e 2015.

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Luvas de Ayrton Senna são leiloadas por R$ 66 mil em evento dos mecânicos da F-1

Publicado em 26/02/2013 - 5:57 por | Comentar

Categorias: Fórmula 1

A temporada de 1991 foi espetacular. Mclaren era favorita, mas Williams cresceu e dominou da 8ª prova em diante. Senna foi frio suficiente para suportar pressão de Nigel Mansell. Senna venceu 8 corridas, conquistou 8 poles e conquistou 2 voltas mais rápidas. E somou 12 pódios.

A temporada de 1991 foi espetacular. Ayrton Senna é tricampeão mundial. Mclaren era favorita, mas Williams cresceu e dominou da 8ª prova em diante. Senna foi frio suficiente para suportar pressão de Nigel Mansell. Senna venceu 8 corridas, conquistou 8 poles e conquistou 2 voltas mais rápidas. E somou 12 pódios.

Agência Reuters

Um par de luvas de corrida usada por Ayrton Senna na temporada de 1991, quando ele ganhou seu terceiro título na Fórmula 1, foi vendido por 22.000 libras (R$ 66 mil) em um leilão beneficente para os mecânicos da categoria, nesta segunda-feira.

As luvas, doadas pelo ex-coordenador da equipe McLaren Jo Ramirez, que era amigo do brasileiro, foram compradas por Gerard Lopez – proprietário da atual equipe Lotus, que segue a linhagem da antiga Toleman, com a qual Senna fez sua estreia na F-1, em 1984.

Senna também correu pela Lotus, relacionada apenas pelo nome com a equipe atual, de 1985 a 87.

Os 11 lotes no leilão no Royal Opera House de Londres, arrecadaram mais de 92.000 libras (R$ 276 mil) para a Grand Prix Mechanics Charitable Trust, presidida pelo tricampeão Jackie Stewart.

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Mclaren lança página especial para homenagear Ayrton Senna

Publicado em 22/02/2013 - 6:11 por | 1 Comentário

Categorias: Ayrton Senna, Fórmula 1

Ayrton Senna em ação no Grande Prêmio da Hungria em 1988. Neste ano, o piloto brasileiro conquistou 8 vitórias, 13 poles e 3 voltas mais rápidas.

Ayrton Senna em ação no Grande Prêmio da Hungria em 1988. Neste ano, o piloto brasileiro conquistou 8 vitórias, 13 poles e 3 voltas mais rápidas. Foi campeão mundial em cima do rival Alan Prost

* Com informações do site Tazio.com.br
A McLaren lançou uma página especial para homenagear o tricampeão mundial Ayrton Senna, eleito no ano passado como o melhor piloto da história do time. No site “Memories of Senna”, os fãs poderão compartilhar suas lembranças sobre as corridas e os feitos do brasileiro, que conquistou seus três títulos mundiais pela escuderia de Woking entre 1988 e 1993. Até a manhã desta quinta-feira (21), cerca de 6.300 pessoas já deixaram suas mensagens.

Por meio de um sistema interativo, é possível também saber a origem dos testemunhos postados na página, além de um vídeo sobre a história do MP4-4, carro com qual Senna conquistou o Mundial de 1988. Projetista da McLaren desde 1987, Neil Oatley detalha as características do lendário veículo.

Eleito pela emissora inglesa BBC no ano passado como o melhor piloto da história, Ayrton Senna defendeu a McLaren entre 1988 e 1993. Pela equipe de Woking, venceu 37 GPs e conquistou 63 pódios. Senna morreu em 1º de maio de 1994, vítima de um grave acidente no GP de San Marino, em Imola. O ídolo nacionaltinha 34 anos.

Home do site “Memories of Senna” (Foto: Reprodução)

Home do site “Memories of Senna” (Foto: Reprodução)

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TV inglesa elege Ayrton Senna como o melhor piloto de todos os tempos

Publicado em 20/11/2012 - 16:49 por | 8 Comentários

Categorias: Fórmula 1

Brasileiro aparece no topo, superando outros campeões como Juan Manuel Fangio e Jim Clark. A lista, que inclui quatro campeões em atividade, tem outros dois pilotos nascidos no Brasil: Nelson Piquet, em 16º, e Emerson Fittipaldi, o 17º.

Com informações do globoesporte.com

De tempos em tempos, a imprensa especializada reúne jornalistas e ex-pilotos com a missão de eleger os maiores nomes da história da Fórmula 1. Em muitas delas, o brasileiro Ayrton Senna é lembrado como o melhor competidor que já passou pela categoria. Às vésperas do GP do Brasil, prova que o tricampeão mundial venceu em duas ocasiões, a emissora de TV BBC soltou um ranking com 20 nomes.

 Mais uma vez, o brasileiro aparece no topo, superando outros campeões como Juan Manuel Fangio e Jim Clark. A lista, que inclui quatro campeões em atividade, tem outros dois pilotos nascidos no Brasil: Nelson Piquet, em 16º, e Emerson Fittipaldi, o 17º. Convidado a escrever um perfil do brasileiro, o editor de Fórmula 1 da emissora, Andrew Benson, teceu muitos elogios. O jornalista colocou o piloto em um patamar praticamente sobrenatural, mas frisou que sua morte prematura contribuiu para a formação de uma imagem mitificada. – A morte causou, talvez de forma inevitável, um brilho romantizado à lenda Ayrton Senna. A grandeza do homem e do brilho de sua pilotagem são facilmente lembradas, mas a escuridão ocasional de sua personalidade, um pouco menos. No entanto, o significado de suas conquistas não pode ser adequadamente compreendido sem uma apreciação plena de suas origens – comentou Benson.

Força da natureza
O perfil publicado no site da BBC classifica Senna como “uma força da natureza”, e reforça seus feitos nas pistas. Especialmente as excepcionais corridas na chuva e a maneira como conseguiu imprimir uma vantagem de quase um segundo e meio sobre o então companheiro Alain Prost no período em que ambos competiram juntos na equipe McLaren. Tudo temperado por “uma poderosa combinação de um talento natural espetacular e uma determinação às vezes aterrorizante”. Além disso, o texto ressalta ainda o carisma do tricampeão mundial. “Provavelmente nenhum piloto na história da Fórmula 1 se dedicou mais ao esporte, dando mais de si mesmo na busca inflexível pelo sucesso. Ele tinha a aparência de um herói romântico, um carisma que poderia acalmar todo um quarteirão, a eloquência de um poeta e uma espiritualidade que fez com que milhões se sentissem identificados. Seus olhos negros eram janelas para uma alma complexa e volátil”, filosofou o autor.

Lista tem quatro pilotos em atividade A lista liderada por Senna não tem contemporâneos do brasileiro nas três primeiras posições. Ele ficou à frente do argentino Juan Manuel Fangio, pentacampeão nos anos 1950, e do escocês Jim Clark, bicampeão na década seguinte. Dono do maior número de títulos, poles e vitórias da história, o alemão Michael Schumacher vem apenas na quarta posição, logo à frente do francês Alain Prost. Além de Schumi, outros três pilotos ainda em atividade figuram neste top 20: seu compatriota Sebastian Vettel, em oitavo, o espanhol Fernando Alonso, em décimo, e o inglês Lewis Hamilton, o 15º. Dois brasileiros fazem companhia a Senna neste ranking: o tricampeão Nelson Piquet, que aparece na 16ª posição, e Emerson Fittipaldi, que vem logo atrás. A lista deixa de fora nada menos que 14 campeões mundiais, mas inclui dois competidores que não ganharam títulos: o britânico Stirling Moss, quatro vezes vice na época de Fangio, e Gilles Villeneuve, que venceu apenas seis corridas, mas arrebatou fãs pelo seu excesso de arrojo a bordo de uma Ferrari.

Veja a lista dos 20 maiores pilotos de todos os tempos, segundo a BBC:
1. Ayrton Senna 2. Juan Manuel Fangio 3. Jim Clark 4. Michael Schumacher 5. Alain Prost 6. Stirling Moss 7. Jackie Stewart 8. Sebastian Vettel 9. Niki Lauda 10. Fernando Alonso 11. Alberto Ascari 12. Gilles Villeneuve 13. Nigel Mansell 14. Mika Hakkinen 15. Lewis Hamilton 16. Nelson Piquet 17. Emerson Fittipaldi 18. Jackie Brabham 19. Graham Hill 20. Jochen Rindt.

Confira uma volta com Ayrton Senna no circuito de Mônaco em 1990!

Imagem de Amostra do You Tube

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Equipe Mclaren elege Ayrton Senna como o maior piloto da escuderia

Publicado em 02/10/2012 - 14:13 por | Comentar

Categorias: Fórmula 1

Segundo equipe Mclaren, a melhor corrida do brasileiro foi no Grande Prêmio da Europa de 1993. Ayrton ultrapassou quatro adversários na mesma volta ( Schumacher, Wendlinger, Hill e o eterno rival Prost )

Com informações do site Uol
A equipe inglesa Mclaren elegeu nesta terça-feira (2), Ayrton Senna como o maior piloto da história da escuderia. O brasileiro correu pela Mclaren entre 1988 e 1993. Foram três títulos mundiais (1988,1990 e 1991), dois vice-campeonatos (1989 e 1993) e um quarto lugar (1992).

A liderança na lista, que inclui 50 pilotos, foi divulgada nesta terça-feira, após os outros nomes serem apresentados durante todo o ano. Nomes como Lewis Hamilton, campeão pela equipe em 2008, Fernando Alonso e Kimi Raikkonen, que deixaram a escuderia sem títulos conquistados não foram eleitos. Senna é o piloto que mais conquistou vitórias pela escuderia: foram 35 triunfos.

A McLaren descreveu Senna, ao anuncia-lo como o maior piloto da história da equipe, como  uma pessoa que “queria vencer a todos em qualquer circunstância”. Para a McLaren, Senna foi uma revelação desde que entrou na F1, em 1984, na Toleman. “Senna já era um vencedor nato quando assinou com a McLaren”, afirma a equipe.

Segundo a nota oficial da McLaren, Senna realizou sua melhor corrida em 1993, no GP da Europa, quando ultrapassou quatro pilotos ainda na primeira volta, mesmo sob chuva.

A nota é finalizada descrevendo Senna como uma pessoa que “amava sua família, respeitava seu pai e sua mãe, além de tratar com carinho as crianças e ser dono de uma personalidade geniosa e relaxada ao mesmo tempo”.

Divide a primeira posição com Senna o fundador da equipe, Bruce McLaren, que disputou a categoria pela equipe entre 1966 e 1970, sem conquistar títulos.

Em segundo na lista, está o finlandês Mika Hakkinen, piloto bicampeão pela escuderia (1998 e 1999) e que mais corridas disputou pela equipe, com 116 participações. Completam as cinco primeiras posições o rival de Senna, Alain Prost (campeão pela escuderia em 1985,1986 e 1989), James Hunt (1976) e o brasileiro bicampeão mundial Emerson Fittipaldi (campeão pela Mclaren em 1974). Confira a lista completa aqui!

Veja os 10 primeiros colocados da lista:
1) Ayton Senna (BRA) e Bruce McLaren (ING)
2) Mika Hakkinen (FIN)
3) Alain Prost (FRA)
4) James Hunt (ING)
5) Emerson Fittipaldi (BRA)
6) Niki Lauda (AUS)
7) Keke Rosberg (FIN)
8) David Coulthard (ING)
9) Peter Revson (EUA)
10) John Watson (ING)

Nota: Alain Prost declarou em uma entrevista que depois daquela performance do Ayrton Senna, naquela pista, influenciou sobremaneira na sua aposentadoria. Prost disse: “Com aquele carro ele já estava me dando trabalho, imagina ao meu lado na Williams em duas temporadas.”

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Alain Prost faz críticas ao documentário “Senna”

Publicado em 12/07/2012 - 17:40 por | 2 Comentários

Categorias: Fórmula 1

Ayrton Senna e Alain Prost proporcionaram brigas memoráveis dentro e fora das pistas

Alain Prost pela primeira vez deu declarações sobre o filme “Senna” que mostra a carreira do piloto brasileiro na Fórmula 1. Em entrevista concedida  durante o Festival de Velocidade em Goodwood, na Inglaterra, o tetracampeão afirmou que não gostou do documentário.

“Estou muito, diria, chateado. Explico em 30 segundos: gastei muito tempo filmando para isso, fiquei muitas, muitas horas tentando explicar as coisas. Tínhamos um Ayrton Senna antes da F1, um Senna de quando lutávamos na F1 e tínhamos um Ayrton Senna de quando eu me aposentei”, disse o tetracampeão mundial.

“Então, tem o lado humano da história com duas personalidades e as pessoas entenderiam muito melhor o que aconteceu quando brigávamos, pois ele estava lutando assim, e as pessoas entenderiam melhor os últimos três ou quatro meses, quando ele me ligava quase que uma ou duas vezes por semana para me fazer perguntas, me pedindo para voltar a GPDA [Associação dos Pilotos de Grandes Prêmios], fazendo perguntas sobre a Williams, sobre segurança, sobre vida pessoal. Segredos muito grandes que nunca vou contar a ninguém”, reclamou.

Apesar de não ter gostado da forma do resultado final do filme, Prost ainda disse que o documentário é uma peça comercial, que precisa seguir uma receita para fazer sucesso e agradar aos fãs.

“No final, eles queriam fazer uma coisa comercial seguindo a linha do bom e do mau. Não me importo muito em ser o vilão”, concluiu.

Confira o trailler do Documentário “Senna”

Imagem de Amostra do You Tube

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“Errei ao colidir com Senna em Magny Cours em 1992″, diz Michael Schumacher em entrevista

Publicado em 15/03/2012 - 12:21 por | Comentar

Categorias: Fórmula 1

Mesmo que discretamente, Senna e Schumacher já prometiam uma rivalidade inesquecível nos anos 90 Foto: Ricardo Zacho

Michael Schumacher revelou em uma entrevista para internautas que participaram da campanha “Senna Tri. Uma conquista inspira a outra”, realizada pelo Instituto Ayrton Senna que teve sim culpa em um acidente com o piloto brasileiro em 1992. O fato aconteceu no circuito de Magny Cours, na França.

No vídeo captado pelas câmeras na época registraram o encontro, mas nunca teve seu conteúdo divulgado para a imprensa. Mas agora Schumacher disse o que aconteceu e ainda assumiu a responsabilidade pelo acidente.

“Foi sim uma discussão interessante. Sem dúvida, a culpa pelo que aconteceu ali foi minha. Como já tínhamos tido algumas discussões no início daquele ano, e eu havia reclamado não só para ele, mas também para a mídia, o principal motivo de ele ter vindo falar comigo foi para pedir que, se tivéssemos algum problema no futuro, deveríamos conversar pessoalmente, e não reclamar para a imprensa. E ele estava certo: nem tudo pertence à mídia”, afirmou Schumacher.

Durante o bate papo, Michael Schumacher falou também das habilidades do brasileiro.

“A forma como ele (Senna) usava o acelerador era muito especial, e eu aprendi muito sobre a maneira de se adaptar a qualquer circunstância, a qualquer momento. Ele é lembrado por essa proeza até hoje pelos mecânicos. Ayrton era mestre nisso e, sem dúvida alguma, observar isso me ajudou muito”, afirmou Schumacher.

Mas na entrevista o alemão também lembrou de uma vitória sobre Senna. “Uma das corridas (com Senna) foi o GP do Brasil de 1994, nós dois tínhamos carros excelentes. E a briga que tivemos na pista foi muito intensa e afiada, e eu acabei sendo o feliz vencedor daquela corrida. Acho que o Ayrton chegou a rodar e, sim, fiquei muito orgulhoso por tê-lo derrotado, correndo na sua própria casa e por vencer a corrida”, orgulhou-se.

Confira o vídeo do encontro abaixo!

Imagem de Amostra do You Tube

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O dia em que o gênio Ayrton Senna testou um Fórmula Indy

Publicado em 02/03/2012 - 12:35 por | Comentar

Categorias: Fórmula Indy

Após o término da temporada de 1992 da Fórmula 1, o brasileiro Ayrton Senna voltou suas atenções para o mundo da CART, na época chamada de Indycar

 

Reportagem original: Ayrton Senna in Indycar – Penske Test Por: Scott Russel Tradução: Adauto Silva

Senna no cockpit do Penske
Depois de falhar ao não conseguir defender seu título mundial em 1992, conquista obtida em 1991, Ayrton Senna ficou desiludido com a F1. Sua McLaren era inferior e, portanto ele pouco pôde fazer para impedir Nigel Mansell de conquistar o título daquele ano em sua tecnicamente soberba Williams. Senna ainda conseguiu vencer em Mônaco, na Hungria e Itália, mas sua McLaren não era páreo para a mágica FW14.

Depois de terminar o campeonato em quarto lugar, sua pior posição desde 1987, Senna decidiu rever suas opções para 1993. Ele poderia ficar na McLaren, mas com a Honda saindo uma reviravolta na performance de seu carro era improvável. Na Williams era onde Senna queria estar, mas isso só seria possível se ele e Prost não se odiassem mutuamente. Senna chegou a se oferecer para correr de graça para a Williams, mas a oferta foi recusada.

Senna em ação
Finalmente Senna decidiu assinar um contrato por corrida com a McLaren em 93, mas não antes de explorar suas opções fora do mundo da Formula 1. Ayrton estava insatisfeito com a ênfase tecnológica da F1. Falando para a revista norte-americana “Road and Track” em 1993, ele disse: “Em 1992 a Williams estava num outro mundo em relação ao resto. Não importa o que você fizesse e sempre ficaria 1 ou 2 segundos atrás deles. Isso é loucura, uma estupidez.”

Então logo após o término da temporada de 1992 Senna voltou suas atenções para o mundo da CART, na época chamada de Indycar. Outros campeões mundiais de F1 como Nelson Piquet, Alan Jones, Jim Clark, Graham Hill, Jack Brabham e Emerson Fittipaldi também estiveram em algum momento na CART, cada um deles com um nível de sucesso diferente. E naquele momento Senna estava determinado a experimentar a CART antes de decidir o que faria na temporada seguinte.

Mais um momento de Ayrton Senna

Emerson Fittipaldi acompanhou os testes de Ayrton Senna e ficou impressionado com os tempos do tricampeão mundial de F1

Com a ajuda do velho amigo Emerson Fittipaldi, Senna conseguiu um teste com a vitoriosa equipe Penske no circuito de Firebird, em dezembro de 1992. Como a McLaren e a Penske tinham a Marlboro como patrocinador principal, não houve problemas na realização do teste.

Dois gênios juntos
Senna então pôde completar 25 voltas a bordo do Penske. Na décima passagem Senna já começou a virar tempos competitivos em comparação aos astros da CART. Em certo momento foi mais rápido do que os concorrentes quase 1,5 segundo. Ayrton ficou impressionando com a dinâmica do carro Penske/Chevrolet. As ajudas eletrônicas (driver aids) que entorpeciam os carros de Formula 1 não estavam lá… “O carro fica mais na mão do piloto, o que é ótimo. É assim que eu acho que deve ser, porque o público não percebe se você está cinco segundos mais rápido ou mais lento. O mais importante é que a competição assim é decidida pelos pilotos, não pelos carros. Acho que é nisso que a Formula 1 está errando, especialmente na ultima temporada”, disse Ayrton.

Senna testando o carro
“Tudo pareceu novo para mim. Tive que me acostumar a passar marcha novamente, a usar o pedal da embreagem, ao motor turbo e aos freios, que são completamente diferentes dos de carbono utilizados na F1,” prosseguiu. “O Penske me lembrou dos velhos tempos da F1, onde o lado humano era o fator mais importante. Hoje os F1 são tão sofisticados que o computador faz grande parte do trabalho de guiar o carro por você. Se você tiver um bom computador, então você está em boas mãos, mas se seu computador não for dos melhores, você está com sérios problemas, entende? O que eu vi num Indycar é que o fator humano tem um tremendo valor, e isso me deixou muito excitado.” Obviamente Senna ficou muito satisfeito em guiar um Penske, mas para 1993 ele estava de novo na McLaren, sob um contrato de corrida por corrida. Mas quão perto ele esteve de cruzar o Atlântico e ficar na CART?

Mesmo gostando de andar em um Indy, na verdade, Senna estava com a cabeça voltada para a Fórmula 1

Muitos acreditam que a CART nunca foi uma opção séria para Ayrton Senna em 1993 e acreditam que foi apenas uma manobra de pressão dele para forçar a FIA a rever sua posição sobre as ajudas eletrônicas. Com Nigel Mansell indo para a CART depois da temporada de 1992 e com o descomprometimento de Alain Prost para 1993, a Formula 1 corria o risco de perder seus três grandes astros de uma só vez. Se Ayrton decidisse se mudar para a CART por conta da falta de ajudas eletrônicas nos carros, a F1 sofreria um golpe duríssimo. Mas se essa foi a grande razão para Ayrton ter realizado o teste na Penske, então certamente funcionou, pois para 1994 todas as ajudas eletrônicas foram banidas da Formula 1.

Outro momento do teste
Ironicamente Senna acabou sendo a maior vítima da retirada das ajudas eletrônicas. Depois de oito anos sem acidentes fatais, desde que De Angelis morreu num acidente durante testes em Paul Ricard, o ano de 1994 provou ser um dos mais terríveis dos últimos tempos. Muitos acreditam que o banimento imediato de todas as ajudas eletrônicas contribuiu para o novo nível de perigo. Letho, Lamy, Alesi, Barrichello, Wendlinger e Montermini foram seriamente feridos em acidentes. Mas pior que tudo isso, dois pilotos faleceram. Rolando Ratzenberger perdeu sua vida no treino de classificação para o GP de San Marino. Na corrida foi Senna quem perdeu a vida em circunstâncias até hoje não bem explicadas. Foi o final de semana mais negro da história da Formula 1.

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Capacete e macacão de Ayrton Senna são leiloados em Silverstone

Publicado em 02/03/2012 - 8:51 por | Comentar

Categorias: Fórmula 1

Mesmo com um carro inferior em comparação as Williams e Benettons, Ayrton Senna ficou com o vice-campeonato na temporada de 1993. Na foto, brasileiro é seguido de perto por Michael Schumacher, em Interlagos

Um dos capacetes de Ayrton Senna utilizado na temporada de 1993 na Fórmula 1 foi leiloado em Silverstone pela bagatela de 71,5 mil libras – cerca de R$ 200 mil. Na peça há uma assinatura do piloto brasileiro com certificado de autenticidade. No mesmo leilão, um macacão do tricampeão mundial foi leiloado por 35 mil libras – aproximadamente R$ 100 mil, fora outros itens como um Tojeiro-Jaguar 1958 e um Aston Martin DB4 de 1960.

A temporada de 1993 foi a última disputada por Senna na McLaren e na minha humilde opinião a melhor dele. Naquele campeonato, com um carro inferior as Williams de Alan Prost e Damon Hill e das Benettons de Michael Scumacher e Ricardo Patrese, o brasileiro conquistou cinco vitórias ( Brasil, Donington Park, Mônaco, Japão e Austrália ) e terminou o ano como vice-campeão (73 pontos) de Alain Prost (99 pontos).

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Documentário “Senna” ganha duas estatuetas no British Academy Film Awards (Bafta)

Publicado em 13/02/2012 - 7:08 por | Comentar

Categorias: Fórmula 1

Com direção de Asif Kapadia e produção de James Gay-Rees, Senna venceu nas categorias Melhor Documentário e Melhor Edição

O documentário “Senna” que conta a vida do tricampeão mundial de Fórmula 1, conquistou na noite do último domingo,(12), duas estatuetas no British Academy Film Awards (Bafta), premiação mais importante do cinema britânico. Com direção de Asif Kapadia e produção de James Gay-Rees, Senna venceu nas categorias Melhor Documentário e Melhor Edição.

Na primeira categoria, Senna superou Living in the Material World, cinebiografia de George Harrison assinada por Martin Scorsese, e Projeto Nim, filme sobre um chimpanzé criado desde o nascimento como humano.

Na segunda, surpreendeu todo mundo, ao vencer “O Artista”, vencedor de sete categorias na premiação (incluindo melhor filme), e o elogiado O Espião que Sabia Demais, baseado no livro homônimo de John Le Carré. Senna também foi indicado à categoria de Melhor Filme Britânico, mas perdeu para O Espião que Sabia Demais.

Confira o trailer do filme

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