Live From USA

Busca


Um passeio por dentro do Capitólio em D.C. (U.S Capitol)

Publicado em 14/12/2011 - 17:52 por | Comentar

Capitólio - Fotos: Karol Nascimento

O Capitólio ou U.S Capitol (nome em inglês) é um dos prédios mais bonitos de Washington e atração imperdível para quem visita a cidade. Sede do Congresso americano, o edifício imponente é um dos maiores símbolos dos Estados Unidos.

O tour por dentro do prédio é uma boa opção de passeio. Eu já fiz o tour duas vezes e posso dizer que é muito interessante. Claro que é um passeio onde há uma normal exaltação da história dos Estados Unidos. Em períodos tranqüilos, sem muitos grupos de visitantes, é possível conseguir os tickets na hora. Porém, melhor se prevenir e garantir logo seu ingresso fazendo reserva para dia e horário específicos. Há reservas diferenciadas para turistas estrangeiros e cidadãos americanos. A reserva é feita on-line pelo site do próprio Capitólio (http://tours.visitthecapitol.gov/). O tour é gratuito e dura cerca de uma hora.

Chegando ao Capitólio, vá para o subsolo ( na parte lateral), onde fica o Centro de Visitantes (Visitor Center). Mesmo com reserva, é possível que você fique esperando alguns minutos na fila. Não é permitido entrar no prédio com líquidos, comida, objetos cortantes, mochilas grandes, etc. Todos os visitantes passam por detectores de metais.

Você receberá seu ingresso nos balcões de atendimento no hall de entrada (Hall da Emancipação) do centro de visitantes, onde há também exposições permanentes e temporárias.  

O passeio começa em uma sala de cinema onde é exibido um vídeo de 13 minutos sobre o Capitólio e sobre o papel do Senado e da House of Representatives (Câmara dos Deputados). Depois do vídeo, o visitante recebe o equipamento de áudio e encontra o guia com quem fará o tour. A ordem dos locais visitados vai depender do guia. Eu já fiz dois tours com sequências completamente diferentes, mas os locais são os mesmos, independente da ordem.

Na Rotunda, há vários quadros e estátuas sobre a história dos Estados Unidos. No domo, está a famosa pintura “The Apotheosis of Washington”, uma homenagem ao presidente americano George Washington.

"The Apotheosis of Washington"

Para quem leu o livro de Dan Brown, “O Símbolo Perdido”, a Rotunda é o local onde o personagem Robert Landgon encontra a mão de Solomon apontando para o teto.

National Statuary Hall

A área denominada de “National Statuary Hall” é uma sala cheia de estátuas. Todas as estátuas que estão no Capitólio foram doações dos estados americanos em homenagem aos que se destacaram na história do país. Esta sala também já foi usada como plenário para a “House of representatives”.

O passeio segue pela sala onde funcionava a Suprema Corte e pela área conhecida como hall das 40 colunas que contém também algumas estátuas.

Em dias de plenária, é possível visitar também o Senado e a Câmara dos Deputados. Para isso, há um ingresso diferenciado. Turistas internacionais precisam apresentar apenas passaporte nos stands de atendimento ao visitante no hall de entrada para receber o ingresso.

Quem tiver interesse em visitar a Biblioteca do Congresso, há um túnel que liga o Capitólio ao prédio da biblioteca. Para mais informações sobre o Capitólio, acesse o site: http://www.visitthecapitol.gov/

Tags: , , , , , , ,

Garage Sale

Publicado em 27/07/2011 - 18:01 por | Comentar

Garage sale (ou yard sale, attic sale, etc) é um evento informal onde são vendidos produtos usados por preços bem abaixo do mercado. É uma feira de roupas, livros, brinquedos, móveis, eletrônicos, bicicletas, peças de automóveis, enfim, pode-se encontrar de tudo em uma garage sale. Apesar do predomínio ser de produtos usados, muitas vezes, são vendidos também objetos novos.

Geralmente, as garage sales são realizadas nos finais de semana durante a primavera e o verão. Aliás, no início da primavera, muitos americanos fazem o que eles chamam de “limpeza da primavera”, ou seja, dão um destino para tudo o que eles não querem mais.

A garage sale pode ser individual ou coletiva. Geralmente, as grandes liquidações são organizadas por várias famílias ou por associações, igrejas, etc. O que é, de certa forma, mais atraente para o possível comprador por conta da quantidade e variedade de produtos.   

Os produtos podem ser expostos dentro da garagem e é daí que vem o nome “garage sale”; na frente da casa ou no quintal da família que está promovendo a liquidação. Em alguns estados, o organizador precisa pagar ao governo por uma licença que autorize a realização do evento.

De forma geral, há um horário pré-determinado para o início e o fim das vendas. Os compradores que chegam antes do horário de abertura são conhecidos como “early birds” (madrugadores, em uma tradução livre). É claro que quem chega primeiro possui mais chances de fazer um bom negócio. Em muitos casos, os “madrugadores” são restauradores profissionais ou revendedores.

A divulgação é feita em sites especializados, nos classificados dos jornais, em panfletos distribuídos no bairro ou em placas colocadas nas ruas próximas ao local da garage sale. Às vezes, em eventos maiores, emissoras locais de rádio e TV também participam da cobertura.

Bem, além da garage sale, há também o “move sale”. Nesse caso, a pessoa que promove a liquidação está se mudando e quer se desfazer dos móveis. Para quem está procurando móveis usados com bons preços, essa pode ser uma excelente opção. Conheço alguns brasileiros que mobiliaram a casa inteira comprando móveis nessas liquidações. Da mesma forma que conheço americanos que arrecadaram um bom dinheiro promovendo garages sales. Enfim, de forma geral, os dois lados saem ganhando. O comprador porque economiza e o vendedor porque ganha um dinheiro extra. Em época de economia frágil e alta taxa de desemprego, nada melhor do que fazer um “good deal” (bom negócio).

Tags: , , , , , , ,

Mickey Mouse em Fortaleza!

Publicado em 21/07/2011 - 12:46 por | Comentar

Categorias: Dicas, Disney, Shows

Fotos divulgação

Se você sempre sonhou em conhecer o Mickey, essa é uma excelente oportunidade. Mickey Mouse, Minnie e a turma da Disney estão a caminho de Fortaleza. Desembarcam na cidade no início de agosto para apresentar o show “Disney Live! As Mágicas do Mickey”. No palco, personagens da Disney se unem a ilusionistas profissionais para apresentar um show que promete encantar adultos e crianças.

Em “Disney Live! As Mágicas do Mickey”, os trapos de Cinderela se transformam em um lindo vestido; a princesa Jasmine de Aladdin levita e as vassouras dançantes de Fantasia ajudam Minnie a levitar. O mago maestro, Mickey Mouse, realiza vários truques junto com a Fada Madrinha de Cinderela, o Chapeleiro Maluco de Alice no País das Maravilhas e os mágicos profissionais Michael Williams e Fred Moore.

Os truques de mágica se complementam com a aparição das princesas Bela e Branca de Neve e os infalíveis amigos de Mickey ( Minnie, Donald, Margarida e Pateta). Em um espetáculo cheio de surpresas, as crianças são convidadas a participar como ajudantes de mago.

A turnê nacional que começou em São Paulo percorrerá dez cidades brasileiras. Em Fortaleza, as apresentações serão no Siará Hall de 04 a 07 de agosto. Confira horários e preços!

Dia 04/08 às 20h (Quinta-feira)

Dia 05/08 às 20h (Sexta-feira)

Dias 06 e 07/08 às 14h, 17h e 20h (Sábado e domingo)

Preços:

Platéia Premium (cadeiras numeradas): R$ 100,00 inteira e R$ 50,00 meia

Platéia pista (cadeiras sem numeração): R$ 80,00 e R$ 40,00

Camarote 1º andar: R$ 70,00 inteira e R$ 35,00 meia

Camarote 2º andar: R$ 30,00 inteira e R$ 15,00 meia

Os ingressos estão à venda no Siará Hall, na Saga Casa de Amigos (Av. Santos Dumont, 2817, Fone: 3486.1400) e nas lojas Planeta Brinquedo do Shopping Iguatemi (3241.5188) e Del Paseo (3433.8446).

No site http://www.disney.com.br/shows/asmagicasdomickey/ você encontrará mais informações, fotos e vídeo do espetáculo.

Tags: , , , , , ,

Churrasco americano

Publicado em 19/07/2011 - 15:37 por | Comentar

Típico churrasco americano

Toda vez que eu vou a um churrasco americano na cidade onde eu moro, sei que encontrarei na churrasqueira hambúrgueres e salsichas. Às vezes, o cardápio inclui também carne de porco, mas depende muito da ocasião. Para os brasileiros acostumados com carne, frango, farofa, vinagrete e todas as outras delícias que fazem parte do cardápio do nosso churrasco, essa versão pode ser um tanto estranha e sem graça. Mas, essa não é a única opção. Existem muitas variações regionais para o famoso “American barbecue”.

No Texas, por exemplo, muita carne de gado. Em alguns estados, como na Carolina do Norte, a preferência é pela carne de porco. Em outros locais, é comum fazer churrasco com vários tipos de carne e há ainda as diferenças nos cortes usados. Alguns usam apenas peitos, costelas, enfim, cada região tem um estilo.

O tempero também varia regionalmente. Entre as opções, molho de tomate, de mostarda e o famoso molho “barbecue” que também possui diferentes versões: adocicado, apimentado, etc. De acompanhamento, geralmente, serve-se salada, maionese, batatas, pão de alho, etc. Porém, apesar de todas as variações, o churrasco americano mais conhecido é mesmo o feito com hambúrgueres e salsichas. Aliás, nessa época do ano, em pleno verão, é muito comum encontrar nos quintais, parques, praças, alguém fazendo um.

Tags: , , , ,

Parthenon americano

Publicado em 08/07/2011 - 15:55 por | Comentar

O Parthenon americano é uma das atrações da cidade de Nashville, capital do Tennessee, que ostenta entre outros títulos, o de “Atenas” do sul. O monumento está localizado no centro de um dos parques da cidade, o Centtennial Park.

A primeira réplica foi construída em 1897 como parte do “Tennessee Centennial Exposition”, evento criado para  comemorar o centenário do estado do Tennessee. A estrutura em madeira, gesso e tijolo era menor do que a atual. O novo Parthenon foi reconstruído alguns anos depois sobre a base da antiga réplica, mas com o mesmo tamanho do original em Atenas. A nova réplica em concreto foi concluída em 1931.

O Parthenon de Nashville já foi palco de espetáculos e hoje funciona como museu. A parte interna está dividida em galerias que exibem estátuas e fotos que contam a história do monumento. Na galeria principal, há uma estátua de Atenas com cerca de 13 metros de altura. A estátua segura na mão direita uma imagem da deusa Nike (deusa da vitória) e um escudo na mão esquerda. O pedestal é decorado com imagens de deuses. Em 2002, a estátua que era branca foi pintada de dourado. Para mais informações sobre o Parthenon, acesse o site oficial: http://www.nashville.gov/parthenon/

Tags: , , , , ,

Pesos e medidas

Publicado em 22/06/2011 - 14:57 por | Comentar

Categorias: Curiosidades, diferenças

Todas as unidades de medida que você aprendeu e utilizou a vida inteira e que fazem parte do Sistema Internacional de Medidas não são adotadas pelos Estados Unidos. Nada de quilos, quilômetros, centímetros, metros, gramas, etc. Cá por essas bandas, usam-se miles, ounces, feet, gallons, pounds, inches, etc. Não é só a nomenclatura que é diferente. Os valores também são. Por exemplo:

Velocidade:

A velocidade é medida em “miles per hour” (milhas por hora). Nas estradas americanas, as placas de velocidade informam os valores em miles/h (MP/H). A boa notícia é que a maioria dos carros possui os valores em miles e em quilômetros. De acordo com o Sistema Internacional de Medidas, 1 milha/hora vale cerca de 1,60 Km/h.

Líquidos:

Para abastecer o carro, você pagará por galões e não por litros. A principal unidade de medida de capacidade é o gallon (galão). Um galão vale aproximadamente 3.78 litros.

Para medidas menores, usa-se o “fl.oz.” (fluid ounce), “cup”, “pint” e “quart”. Nas embalagens de bebidas os valores, geralmente, estão descritos em “fl.oz” (1 fl.oz possui cerca de 30 ml).

Massa:

Caso você queira saber quantos quilos a mais adquiriu nas férias, não se assuste ao ver os valores da balança acima de 100. Para calcular massa, os norte-americanos usam libras (Lbs) também denominadas de pounds e ounces (o equivalente a gramas). Uma libra valer cerca de 0.45 quilos.

Em restaurantes, fique atento. É comum encontrar a quantidade da refeição descrita e cobrada em pounds e/ou ounces. Se você não souber diferenciar e nem tiver como converter as medidas na hora, peça explicações ao atendente porque a quantidade pode ser diferente da que você imaginou.

Por outro lado, a maioria dos produtos industrializados, felizmente, exibe também nas embalagens as medidas equivalentes em litros, quilos, gramas.

 

Comprimento:

No lugar de metros e centímetros, pés (feet) e polegadas (inches). Os valores descritos em pés são acompanhados do símbolo (‘) e as polegadas (”). Um pé vale aproximadamente 0,30 metros e uma polegada, cerca de 2,54 centímetros.

Temperatura:

Para medir a temperatura, os Estados Unidos utilizam a escala de Fahrenheit que é bem diferente da escala de Celsius. A pessoa pode literalmente entrar numa fria se não souber os valores equivalentes em Celsius (32 ºF equivalem a 0 ºC).

O conhecimento prévio dessas diferenças, sem dúvida, ajuda bastante na adaptação. Para quem estiver se preparando para passar uma temporada morando nos Estados Unidos acredito que vale a pena dedicar algum tempo antes para se familiarizar com as novas medidas. A dica também vale para os turistas.

Tags: , , , ,

Quer saber mais sobre o programa Au Pair?

Publicado em 17/06/2011 - 14:50 por | 2 Comentários

Categorias: Intercâmbio

Se você quer fazer um intercâmbio como Au Pair, não perca a oportunidade de esclarecer suas dúvidas com um especialista. Neste sábado, dia 18 de junho, às 14 horas, o gerente da empresa de intercâmbio CI em Fortaleza, Darlan Loureiro, vai fazer uma palestra gratuita sobre o tema na Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi.

A CI é uma das maiores empresas de intercâmbio do Brasil. Está no mercado há 23 anos e entre os programas que possui, o Au Pair é um dos mais procurados, com um crescimento anual de 30%. Para saber mais sobre o programa, nós conversamos com Darlan Loureiro. Confira!

01. Por que o programa Au Pair é um dos preferidos pelos jovens brasileiros? Quais as vantagens desse tipo de programa?

O Au Pair é o programa de intercâmbio mais econômico para trabalhar, estudar e se divertir em países como Estados Unidos, Alemanha, França, Áustria ou Holanda. É a oportunidade ideal para o jovem obter fluência no idioma, conquistar sua independência e, claro, aprender com o mundo. Quem vive uma experiência desta, fica muito mais preparado para a vida e volta para o Brasil com um diferencial muito importante no currículo.

02. Qual é o custo do programa Au Pair e o que está incluso no pacote?

O programa Au Pair para os Estados Unidos custa 740 dólares e inclui:

- Orientação pré-embarque (mínimo de 15 Au Pairs na mesma data)

- 3 a 4 dias de acomodação e alimentação durante orientação em Nova Iorque

- Suporte durante o programa através de coordenação local

- Alimentação e acomodação.  A au pair também terá direito a fazer um curso onde a família pagará até US$ 500 por ele, desde que combine os horários que terá disponível para cursá-lo.

- 2 semanas de férias remuneradas

- 4 semanas para viajar como turista ao final do programa

- Seguro internacional de saúde

O programa também inclui passagem aérea internacional de ida e volta caso a participante permaneça um ano. Não estão inclusos nesse valor as taxas consulares para obtenção do visto; os gastos pessoais para a preparação e durante o programa; os gastos com educação que excedam a 500 dólares durante o programa; as vacinas que tenham que ser tomadas na chegada aos EUA e passagem aérea de trechos internos em alguns casos no retorno. (depende da família)

03. Como é a aceitabilidade do programa nos Estados Unidos?

O programa Au Pair nos EUA é o mais procurado (cerca de 95% das candidatas vão para lá). A procura vem crescendo ao ritmo de 30% anualmente.

04. Quais são as exigências para participar do programa?

Todos os países possuem requisitos bastante parecidos, como:

Ter Inglês intermediário ou avançado;

Gostar de crianças e possuir experiência com crianças (mínimo de 200 horas);

Ser solteiro e sem filhos (grávidas também não podem fazer o programa);

Não fumar ou estar disposto a parar;

Ensino médio concluído.

Além disso, algumas famílias pedem que o/a au pair possua carteira de motorista, para levar/buscar as crianças na escola; e também que saibam nadar, para acompanhar as crianças a passeios em praias e clubes.

05. O programa é restrito a mulheres ou homens também podem participar?

As mulheres são maioria, mas homens também podem participar do programa.

06. Qual é o perfil das famílias americanas que recebem uma au pair? E como essas famílias são avaliadas?

Todas as famílias, em geral, são de classe média-alta e com várias estruturas: pai, mãe e filhos; pai com os filhos; mãe com filhos; casais do mesmo sexo. Todas as famílias são cadastradas e verificadas previamente pela organização. Vale lembrar que as próprias famílias investem bastante no programa (cerca de USD 14,000 nos EUA), portanto são de total confiança. As duas partes, família e candidato (a) se conhecem previamente; trocam e-mails, telefonemas e se avaliam mutuamente. O (a) Au Pair envia um formulário completo sobre sua vida, personalidade, atividades etc. Da mesma forma, recebe um relatório da família que apresenta os pais, quantidade e idade das crianças, fotos e vídeos, etc.

07. Que características as famílias procuram em uma au pair?

Basicamente, procuram uma pessoa que goste de crianças, que tenha flexibilidade e ética. Nos EUA as famílias não contam com empregadas domésticas em casa. A Au Pair é responsável pelas crianças e é tratada como parte da família na maioria das vezes. A Au Pair também terá que participar das atividades da casa como manter seu quarto em ordem, etc. As famílias também buscam eliminar o “ir e vir” para uma creche ou escola para deixar os filhos enquanto trabalham. Querem uma pessoa que dê atenção total quando seus filhos estão doentes, reduzindo a necessidade de perder dias de trabalho. E com o programa, existe um vínculo mais duradouro (1 ano) entre a criança e a Au Pair, do que o encontrado em creches. Os pais também estabelecem os horários desejados para as crianças se alimentarem, brincarem, etc.

08. Como é a rotina de trabalho? Que funções a au pair precisará desenvolver?

As principais tarefas são cuidar das crianças e de seus pertences, brincar com elas, preparar o lanche escolar, dar banho e organizar a “bagunça”, levá-las a escola (para isso, muitas famílias disponibilizam carro para a Au Pair). Enfim, fazer tudo que esteja relacionado ao cotidiano delas. A folga para se divertir será de um final de semana por mês e, no final do programa, ela tem um mês inteiro para passear. Além de duas semanas de férias remuneradas durante o programa.

09. O programa intercala trabalho com estudos. É cobrado do candidato comprovação de horas de estudo?

Para verificar se o (a) candidato (a) está apto (a) a participar, é realizado um teste de nível de Inglês (SLEP Test) aqui mesmo, na CI. Se ele atingir a pontuação mínima necessária, poderá participar do programa. Uma vez no país de destino, devem fazer o curso de idiomas nos primeiros meses do programa, mas não necessariamente durante todo o período (geralmente, as Au Pair estudam os primeiros 6 meses do programa).

10. Que tipo de assistência a CI oferece aos participantes? Como é feito o acompanhamento dessas jovens?

Quem participa do programa Au Pair CI recebe orientação e suporte do começo ao final do processo, camiseta e mochila da CI, orientação de pré embarque para grupos de no mínimo 15 meninas embarcando juntas ou individuais e o Guia Au Pair CI. O acompanhamento é feito por telefone e em reuniões presenciais (enquanto a Au Pair ainda está no Brasil, esperando ser chamada por uma família) e continua por e-mail após o embarque (para saber das novidades, relatos do que vem aprendendo etc.).

Importante: Para participar do programa nos Estados Unidos é preciso ter entre 18 e 26 anos. O salário semanal é de 195 dólares e é pago pela família que contrata a au pair. Depois de um ano, o contrato pode ser renovado por mais um ano se houver interesse de ambas as partes.

Tags: , , ,

A cultura do diamante

Publicado em 01/06/2011 - 12:07 por | 3 Comentários

“O diamante é o melhor amigo de uma mulher.” A frase imortalizada por Marilyn Monroe resume bem o fascínio que os diamantes exercem sobre as mulheres. Em alguns países como nos Estados Unidos, eles fazem parte da cultura, do ritual de um relacionamento. Aqui, o pedido de casamento vem, geralmente, acompanhado por um diamante. Tradição levada muito a sério! Ser noiva e não ter um diamante é algo impensável pelo menos para a maioria das americanas.

No Brasil, nós sabemos, diamantes ainda são jóias para poucos. Os preços limitam o leque de compradores. Por aqui, há peças mais acessíveis, modelos para todos os bolsos, afinal, é preciso realizar o sonho da noiva. Aliás, dizem que o anel de noivado deve custar no mínimo, o equivalente a três meses de salário do noivo. Verdade ou não, o fato é que o status do casal é medido pela qualidade e pelos quilates do anel.

Geralmente, durante o noivado, somente a noiva usa o anel. O noivo usa aliança depois do casamento. Após o casamento, o anel de diamantes da noiva passa a ser usado junto à aliança. Tradição tão forte que muitos não reconhecem somente a aliança como símbolo do matrimônio.

Na mídia americana voltada para o “mundo” das celebridades, diamantes sempre recebem destaque. Toda vez que alguma “estrela” fica noiva, começam as especulações sobre o anel, os quilates, o “preço” do amor. Nos últimos dias, todos os programas e revistas sobre o meio artístico falaram do mega diamante de 20.5 quilates que a socialite Kim Kardashian recebeu do noivo, o jogador de basquete Kris Humphires. Segundo os tablóides americanos, o anel foi avaliado em dois milhões de dólares. Convenhamos, não é toda mortal que pode usar algo assim, mas celebridades podem e adoram exibir seus enormes diamantes. Separei outros modelos que também viraram notícia. Os dados sobre preços e quilates são os que foram divulgados na mídia americana.

Beyoncé: diamante de 18 quilates avaliado em cinco milhões de dólares.

Mariah Carey: diamante de 17 quilates avaliado em 2.5 milhões de dólares.

Kate Hudson: Anel de nove quilates avaliado em cerca de 200 mil dólares. Clique nas fotos pra ampliar.

Os diamantes são avaliados pela cor, pureza, lapidação e quilates. O preço é baseado nessas características.

Vivendo aqui é praticamente impossível ficar alheia a esse costume. Os diamantes “soltam” aos meus olhos aonde quer que eu vá. Fazem parte do contexto, da tradição, mas nem sempre foi assim. A descoberta de minas na África, no Brasil e em outros países foi fundamental para popularizar a jóia. Além disso, investimentos pesados em ações de marketing ajudaram a alavancar as vendas. A joalheria “De Beers” foi uma das principais responsáveis por essas ações. Em 1947, lançou no mercado americano a famosa campanha “Um diamante é para sempre”. O objetivo era convencer os americanos de que diamantes são raros, únicos, eternos e ideais pra simbolizar o amor. A campanha recebeu o apóio de algumas estrelas de Hollywood. Foi nesse período que Marilyn Monroe começou a declarar amor pelos diamantes. A jogada de marketing deu certo. Os diamantes viraram quase uma obsessão. Grandes, pequenos, simples, luxuosos, não importa, tem sempre alguém usando ou desejando um.

P.S: Eu trouxe o tema ao blog como curiosidade, para mostrar essa “estreita” relação das norte-americanas com os diamantes. Optei por não entrar em questões como composição; exploração das minas; trabalho escravo, etc.

Tags: , , , ,

Vida de Au Pair

Publicado em 26/05/2011 - 10:12 por | Comentar

Categorias: Intercâmbio

O programa Au Pair é um dos mais procurados por brasileiras que querem fazer um intercâmbio. O custo/benefício é uma das das principais vantagens. O pacote completo custa em média US$1.000. A futura au pair vai trabalhar em uma casa de família cuidando de crianças e recebendo um salário fixo por semana.

A paulista Priscila Sousa Simplício de 25 anos embarcou nessa aventura. Em junho de 2010, ela se mudou para os Estados Unidos para fazer um intercâmbio como au pair. Mora na cidade de Lewiston, no estado americano Maine, já na fronteira com o Canadá. Agora, depois de quase um ano, Priscila se prepara para mudar de família. Ela quer viver novos desafios em sua próxima parada: Califórnia.

1. Por que você decidiu participar do programa Au Pair?

Sempre tive vontade de fazer intercâmbio, mas como nunca tive dinheiro suficiente para fazer, comecei com várias pesquisas na internet. Descobri o programa Au Pair no ano de 2006. Pesei os prós e contras e vi que poderia ser uma excelente oportunidade. Morar fora por um ano, conhecer lugares, falar inglês todos os dias, conhecer a rotina de uma real família americana, meu amadurecimento pessoal, a oportunidade de estudar e tudo isso por um valor que eu poderia pagar. O que foi crucial nesta decisão foi o fato de que se algo desse errado eu poderia voltar para minha casa sem problemas, pois teria minha passagem de volta garantida.

2.Como foi o processo de seleção?

O meu processo começou em 2009, através de muitas leituras de blogs, comunidades e muita conversa com au pairs de diferentes agências que na época moravam nos EUA. Após um longo período, escolhi a Cultural Care por me senti mais segura e por ter ótimas referências com as próprias au pair.

3. Como foi a recepção da família americana e sua adaptação? Houve algum tipo de problema?

Tive uma ótima recepção vinda da família americana, foi melhor até do que eu imaginava. Tive problemas de comunicação, que acredito que muitas têm no começo. Por algum motivo, me senti travada ao falar inglês. Esquecia muito as palavras e o diálogo era pouco, vindo da minha parte, mas com o tempo ganhei confiança ao falar e hoje isso é um problema do passado.

 4. Foi difícil entrar na rotina de uma au pair?

Não foi difícil, mas também não foi fácil. Tive que me adaptar a uma criança de 6 anos com autismo no nível grave. Nunca tive contato com criança com autismo antes. Para mim, além da América do Norte ser novidade, criança com autismo também foi uma novidade. Tive que me adaptar a rotina dele. Aprendi algumas coisas em línguas de sinais que é outra coisa que nunca tinha tentado na vida. Com a ajuda da escola que ele frenquenta, aprendi algumas coisas e procuro manter no dia-a-dia dele. É como se ele fosse meu filho. Vejo o progresso dele a cada dia e isso não tem preço. Já estou em clima de saudades dele.

5. Por que você mudará de família? Quais são suas expectativas para esse novo recomeço?

Após um longo processo de adaptação na minha atual família, chegou o momento de decidir, ficar mais um ano ou não. Essa foi uma das decisões mais difíceis da minha vida, mas optei por me dar uma segunda chance na terra do Tio Sam. Minha atual família me pediu para ficar com eles por mais um período, mas optei por mudar para outra família. Quero sentir novamente a sensação de desafio, de um novo recomeço, conhecer novos lugares, fazer novos amigos e continuar a praticar e melhorar meu inglês.

6. Quais são os pontos negativos e positivos dessa experiência?

Como tudo na vida existe os dois lados. Os ponto negativos que vejo dessa experiência é o quanto você está sozinho aqui. Você pode ter várias pessoas ao seu redor, mas o carinho que você tinha da sua família e amigos não serão os mesmos. Fora isso essa experiência de morar fora do país está sendo inesquecível. A cada dificuldade vencida, a cada conquista, a cada coisa que não saiu como eu queria, eu estou encarando como aprendizado que sei que não teria se ainda estivesse na minha casa. Para mim, o que ganho de aprendizado como pessoa é o ponto mais positivo.

7. Como você avalia seu desempenho no idioma depois de quase um ano?

Está sendo fundamental. Cada dia é um aprendizado. Outro dia, eu vi um vídeo que eu fiz para o meu perfil na agência e morri de vergonha do meu antigo inglês. Sei que se hoje estou falando bem e é devido a essa experiência.

 8. Como é a relação com as outras au pairs? E com os americanos? Foi fácil se inserir na cultura, fazer amigos?

Na região onde moro, o que mais tem é au pair alemã. Adoro as meninas e estou triste por deixá-las. Tem somente uma au pair brasileira, mas dificilmente temos contato porque moramos longe. Conheci alguns americanos por aqui sim, que são super legais comigo. Muitos acham interessante o fato de eu ser brasileira. Sempre me perguntam várias coisas do Brasil e por ai eu comecei a fazer amizades com americanos.

 9. Do que sente mais falta?

Família, amigos, meu cachorro e comida.

10. Quais os seus planos para o futuro?

Inicialmente, tenho somente planos de juntar dinheiro o que será uma missão praticamente impossível para mim. Estudar muito e se der no final do programa ir para Europa. Planos para quando retornar definitivamente para o Brasil ainda não tenho. Espero descobrir em pouco tempo o que realmente quero para o meu futuro no Brasil.

11. Qual o seu conselho pra  quem quer participar do programa Au Pair?

Aconselho a quem quer encarar essa aventura de ser au pair, que venha preparada, de mente aberta e sabendo que será um ano inesquecível, mas que não será nada fácil. Existirá muitas coisas com o qual você não irá concordar, mas terá que aceitar. Nem tudo será um mar de rosas e que o foco principal do programa de au pair é o trabalho. Pensando dessa forma o choque cultural não será tão grande e o aproveitamento dessa experiência será muito melhor.

Para quem quiser saber mais sobre o programa, na próxima segunda-feira, dia 30 de maio, a multinacional sueca Cultural Care fará palestras gratuitas em Fortaleza sobre o programa. Para se inscrever é só ligar para o telefone 0800.707.9353.

Tags: , , , , , , , ,

Os benefícios de um intercâmbio

Publicado em 12/05/2011 - 10:33 por | 4 Comentários

Categorias: Intercâmbio

Quem já viveu a experiência, recomenda. Fazer um intercâmbio é uma ótima oportunidade para quem quer aprender um idioma, viajar, conhecer outras culturas. Por isso, esse será um assunto constante aqui no blog. Hoje, o Live from USA conta a história da jornalista cearense Rebecca Maia que começou como au pair e, atualmente, é estudante de negócios internacionais nos Estados Unidos.

A cearense Rebecca Maia tem 28 anos e é formada em jornalismo pela Universidade de Fortaleza. Em maio de 2007, ela deixou trabalho, amigos, família por um sonho: morar nos Estados Unidos. Saiu de Fortaleza rumo a South Orange, no estado americano de New Jersey para ser Au Pair. Em dezembro de 2008, o programa terminou e ela voltou ao Ceará, mas não por muito tempo. Em 2009, Rebecca arrumou novamente as malas e voltou para South Orange onde vive até hoje.

1. Quando e por que você decidiu morar nos Estados Unidos? O que pesou nessa decisão?

Eu sempre sonhei em morar fora, aprender o inglês fluente. Sempre quis fazer intercâmbio para estudar aqui, só que nunca tive a oportunidade porque sempre custou muito dinheiro. Desde os 12 anos eu pesquisava sobre programas de intercâmbio que pudessem me trazer pra cá, pois queria falar e entender bem, o que os cursinhos de inglês não me proporcionavam. Também sempre fui apaixonada por filmes e, ao final dos anos 90, por séries da TV a cabo. Com essa influência passei a querer mais ainda conhecer a cultura e os Estados Unidos.

2. Entre os vários programas de intercâmbio, você escolheu o de Au Pair. Quais os critérios que levaram você a escolher o programa Au Pair? Como foi o processo de seleção?

Em 2006, quando descobri sobre o programa por causa de uma colega que veio também aos EUA, fui imediatamente a uma agência para saber mais, mas já sem esperança, porque imaginava que seria muito caro. Pra minha surpresa, era acessível. Custava em torno de 1.000 dólares, com retorno da metade ao final. E unia duas grandes paixões: crianças e conseguir estudar inglês aqui. O primeiro passo foi passar por testes de inglês na agência, tanto escrito como falado. Fui aprovada e fiz inscrição. Como estava no último semestre da faculdade, fui aos poucos juntando a documentação e fazendo a monografia. Depois da documentação básica, da preparação do application (um dossiê onde você responde a várias perguntas da agência+fotos+cartas para a família+atestado médico de saúde, ou seja, sua vida no papel), fui em busca de trabalhar em creches e escolinhas, orfanatos e de trabalho voluntário, pois é necessária a comprovação de horas de trabalho com crianças. Após a comprovação das horas e da entrega de todos seus documentos, você fica disponível no site da agência americana para que as famílias entrem em contato com você e as duas partes decidam se você será a au pair deles. Em março, a minha família entrou em contato comigo, pois gostou do meu perfil. Conversamos por email algumas vezes e depois por telefone, mais algumas vezes. Daí eles perguntaram se eu queria fazer o match. Isso significa que eu ‘combinava’ com a família deles e que eles queria que eu fosse au pair deles. Com tudo acertado, a agência dos EUA envia a documentação referente à família para o Brasil, para que eu pudesse dar entrada no pedido do Visto. Em abril de 2007 meu visto foi aprovado e embarquei dia 6 de maio. 

 

Rebecca e "suas" crianças.

3. Como foi a recepção da família americana e sua adaptação?

Eu fui muito bem recebida, com balões e cartazes feitos pelas crianças. Ganhei presentes e fomos jantar fora. No geral, sempre fizeram tudo pra eu me sentir bastante confortável.

4. Como era sua rotina de au pair?

Começava a trabalhar às 7 da manhã. Acordava as crianças, preparava café da manhã e lanche da escola, daí depois do café arrumava elas pra ir pra escola. Dai o mais velho pegava o ônibus e eu deixava as duas mais novas na escola. Tinha tempo livre até as 2:50. Durante meu tempo livre lavava roupa minhas e das crianças e arrumava um pouco a casa. Três vezes na semana tinha aulas de inglês. Depois de buscá-los na escola, preparava um lanche da tarde e ensinava eles a fazer a tarefa. Depois, como já tinha organizado previamente, eu os levava para brincar com outras crianças ou íamos para parques, etc. À noite, eu preparava o jantar e depois deles comerem, colocava para tomar banho. Por volta das 7:30, 8 da noite, os pais chegavam e eu estava free.

5. Quais foram suas primeiras impressões e o que mudou com o passar do tempo?

Logo que cheguei imaginei estar em um filme. Minha rua, minha cidade, NYC, tudo era típico de cenário de filme. Até a casa e seu conteúdo! Tudo era muito lindo e agradável para mim, que sempre sonhei em vir. Fiquei simplesmente encantada. Com certeza, com o tempo, esse deslumbramento vira costume. Me acostumei até com NYC, que sempre tem novidades. Mas eu tento sempre manter o olhar de encantamento. Quanto a cultura, já sabia que os americanos eram muito diretos (ainda mais uma família de advogada e programador de informática), mas confesso que ainda me surpreendi com o fato de indiretas não servirem aqui. Ainda bem que sempre tive iniciativa, mas acho que a dobrei desde que cheguei. Também me surpreendi com a necessidade de espaço e de liberdade que os americanos têm, e em como eles respeitam o seu espaço. Hoje, acho que aprendi a gostar disso. Tem também o clima, que é extremamente diferente do nosso Cearazim. Sofri muuuito com o frio. E acho que isso e a alimentação são duas coisas com as quais nunca vou me acostumar. Detesto frio e não consigo sentir grande sabor na comida daqui, mesmo as que fazemos em casa. Ainda prefiro a comida brasileira, de panela, como a gente chama. Com o tempo, fui sentindo que tudo aqui era ‘meu’, que era o ‘meu lugar, a ‘minha’ cidade, porque fui me acostumando e me sentindo em casa.

6. O que você destaca como pontos negativos e positivos dessa experiência?

Tenho que citar a fluência no inglês e o crescimento pessoal e profissional como pontos super positivos. Mudei muito desde que cheguei aqui e passei a morar ‘sozinha’. Você cresce vários anos em um, e aprende a enfrentar tudo o que te acontece. Eu construí minha independência, descobri minha personalidade e desenvolvi características e qualidades que antes não tinha conseguido como ter mais respeito, educação, praticidade, iniciativa, introspecção quando necessário, autocontrole. Também coloco o fator cultural como importantíssimo. Tenho amigos e colegas do mundo inteiro e acho isso válido porque tive contato com inúmeras culturas. Sem preço! Fora que eu também passei a dar muito mais valor a família e amigos verdadeiros. Quando se mora fora é possível enxergar melhor tudo o que a gente tem e o quão isso é importante, vital.

De ponto negativo tenho que destacar a saudade. Sinto muita falta da minha família, absurdamente, e dos amigos e amigas mais queridos. A saudade é e sempre será o ponto mais negativo de quem escolhe morar fora do país. Tem dias que ela aperta e maltrata, outros que fica dormente, quietinha no peito. E também tem o fato de que minhas amizades aqui tem como uma data pra começo e fim, dependendo da duração do intercâmbio. Isso é difícil de acostumar. Além disso, diria que sinto falta apenas da praia (e do calor o ano todo, quem diria… logo eu que sempre reclamava) e da comida caseira. Com o frio e fast-food eu nunca vou me acostumar.

7. Acredita que essa experiência foi fundamental para aperfeiçoar seu inglês?

Foi fundamental, sim. Eu nunca teria aprendido se não tivesse vindo pra cá e feito amizades com meninas e meninos do mundo inteiro. O ser humano precisa se comunicar e quando o inglês é sua única opção, você precisa desenvolver a língua e falar. ‘Quem não se comunica… se trumbica’, a gente bem sabe!

8. Como é a sua relação com os americanos? Foi fácil se inserir na cultura, fazer amigos?

Creio que tenha me acostumado muito bem com a cultura. O que antes estranhava, hoje, já passa sem eu notar. Mas, não tenho amigos americanos, apenas colegas. São culturas completamente diferentes e é difícil fazer amizade com americano. De amigos aqui, só a família com quem moro e algumas pessoas mais velhas.

9. Depois de cumprir o programa de Au Pair você voltou ao Brasil, ficou alguns meses e decidiu retornar aos Estados Unidos? Por quê? Como foi esse retorno?

Eu voltei ao Brasil, trabalhei, tentei viver a vida normalmente, mas não consegui. Sentia muuuita falta daqui, das crianças, da cidade, de tudo. Não me sentia em casa, achava que me faltava algo. Passei as minhas férias de julho de 2009 aqui e daí tive a certeza de que queria voltar. Então organizei tudo com a família para retornar em Novembro. Mas a decisão não foi nem um pouco fácil, mas como tive a oportunidade de vir fazer outra faculdade, e como não estava trabalhando com a minha primeira formação, resolvi voltar. Não me arrependo, apesar da saudade e insegurança quanto ao meu futuro. É muito complicado resolver mudar de vida com quase 30 anos, mas acho que insegurança existe em qualquer lugar.

10. Qual é a sua situação no país hoje? E quais são os seus planos para o futuro?

Tenho o status de estudante, o que me mantém no país legalmente. Estou fazendo faculdade aqui em outro curso, International Business. Pretendo voltar ao Brasil no fim do ano que vem, ou 2013, quando concluí-los, e conseguir um emprego bom e estável, mas nada é garantido.

11. Que conselho você daria aos que querem participar do programa Au Pair?

Que venham, sim, mas que escolham bem a família e o local onde irão morar, pra evitar surpresas desagradáveis. Que venham com inglês intermediário, pelo menos, e que estejam dispostas a aprender muito, sobre si e sobre a cultura daqui. Que não venham imaginando um mar de rosas, porque o trabalho é difícil e exige muito esforço e responsabilidade; e que o período de adaptação é complicado, mas superável. E que aproveitem muitooo porque o ano de au pair é maravilhoso.

Bem, se você ficou interessado, quer saber mais sobre o programa Au Pair, não perca essa excelente oportunidade. No dia 30 de maio, a multinacional sueca Cultural Care fará palestras gratuitas sobre o assunto. O local será na Avenida Pontes Vieira, 1486 Lj 13, Dionísio Torres. Para participar basta confirmar presença pelo telefone: 0800.707.9353

Tags: , , , , , , ,

Page 1 of 212

Editora Verdes Mares Ltda.

Praça da Imprensa, S/N. Bairro: Dionísio Torres

Fone: (85) 3266.9999