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Intercâmbio: Promoções e parcelamentos

Publicado em 28/11/2011 - 18:29 por | Comentar

Categorias: Intercâmbio

Caros, depois de uma longa pausa, voltamos com dicas de como fazer um intercâmbio sem apertar muito o orçamento.

Se você sempre quis fazer um intercâmbio, vivenciar novas culturas e aprimorar sua formação, mas foi adiando seus planos por conta dos valores cobrados, acredite, hoje em dia, realizar esse sonho é bem mais fácil. Com todas as facilidades existentes no mercado, fazer um intercâmbio tem se tornado realidade para milhares de jovens todos os anos, mesmo para quem tem um orçamento apertado.

O câmbio foi fundamental para aumentar a demanda, mas, além disso, o mercado passou a investir muito em promoções e parcelamentos. O custo total de um intercâmbio depende de vários fatores como o programa escolhido, o destino, a duração do curso, a agência, etc. Alguns programas possuem preços mais populares, enquanto outros exigem um investimento maior. A boa notícia é que é possível parcelar um intercâmbio em 10, 12 vezes no cartão ou cheque, sem juros e sem entrada. Em alguns casos, o pagamento pode ser feito em até 24 parcelas.

Planejar é a melhor forma de se beneficiar das vantagens ofertadas. A recomendação dos especialistas é pesquisar bastante e avaliar todas as possibilidades antes de fechar um contrato. Analise os programas disponíveis; compare preços entre as agências; negocie as formas de pagamento e fique de olho nas promoções. Por falar nelas, há várias no mercado no momento. Novembro e dezembro são meses de muitas promoções nas agências de intercâmbio. Uma boa hora para tentar se informar melhor sobre a forma mais fácil e segura de realizar seu sonho.

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Vida de Au Pair

Publicado em 26/05/2011 - 10:12 por | Comentar

Categorias: Intercâmbio

O programa Au Pair é um dos mais procurados por brasileiras que querem fazer um intercâmbio. O custo/benefício é uma das das principais vantagens. O pacote completo custa em média US$1.000. A futura au pair vai trabalhar em uma casa de família cuidando de crianças e recebendo um salário fixo por semana.

A paulista Priscila Sousa Simplício de 25 anos embarcou nessa aventura. Em junho de 2010, ela se mudou para os Estados Unidos para fazer um intercâmbio como au pair. Mora na cidade de Lewiston, no estado americano Maine, já na fronteira com o Canadá. Agora, depois de quase um ano, Priscila se prepara para mudar de família. Ela quer viver novos desafios em sua próxima parada: Califórnia.

1. Por que você decidiu participar do programa Au Pair?

Sempre tive vontade de fazer intercâmbio, mas como nunca tive dinheiro suficiente para fazer, comecei com várias pesquisas na internet. Descobri o programa Au Pair no ano de 2006. Pesei os prós e contras e vi que poderia ser uma excelente oportunidade. Morar fora por um ano, conhecer lugares, falar inglês todos os dias, conhecer a rotina de uma real família americana, meu amadurecimento pessoal, a oportunidade de estudar e tudo isso por um valor que eu poderia pagar. O que foi crucial nesta decisão foi o fato de que se algo desse errado eu poderia voltar para minha casa sem problemas, pois teria minha passagem de volta garantida.

2.Como foi o processo de seleção?

O meu processo começou em 2009, através de muitas leituras de blogs, comunidades e muita conversa com au pairs de diferentes agências que na época moravam nos EUA. Após um longo período, escolhi a Cultural Care por me senti mais segura e por ter ótimas referências com as próprias au pair.

3. Como foi a recepção da família americana e sua adaptação? Houve algum tipo de problema?

Tive uma ótima recepção vinda da família americana, foi melhor até do que eu imaginava. Tive problemas de comunicação, que acredito que muitas têm no começo. Por algum motivo, me senti travada ao falar inglês. Esquecia muito as palavras e o diálogo era pouco, vindo da minha parte, mas com o tempo ganhei confiança ao falar e hoje isso é um problema do passado.

 4. Foi difícil entrar na rotina de uma au pair?

Não foi difícil, mas também não foi fácil. Tive que me adaptar a uma criança de 6 anos com autismo no nível grave. Nunca tive contato com criança com autismo antes. Para mim, além da América do Norte ser novidade, criança com autismo também foi uma novidade. Tive que me adaptar a rotina dele. Aprendi algumas coisas em línguas de sinais que é outra coisa que nunca tinha tentado na vida. Com a ajuda da escola que ele frenquenta, aprendi algumas coisas e procuro manter no dia-a-dia dele. É como se ele fosse meu filho. Vejo o progresso dele a cada dia e isso não tem preço. Já estou em clima de saudades dele.

5. Por que você mudará de família? Quais são suas expectativas para esse novo recomeço?

Após um longo processo de adaptação na minha atual família, chegou o momento de decidir, ficar mais um ano ou não. Essa foi uma das decisões mais difíceis da minha vida, mas optei por me dar uma segunda chance na terra do Tio Sam. Minha atual família me pediu para ficar com eles por mais um período, mas optei por mudar para outra família. Quero sentir novamente a sensação de desafio, de um novo recomeço, conhecer novos lugares, fazer novos amigos e continuar a praticar e melhorar meu inglês.

6. Quais são os pontos negativos e positivos dessa experiência?

Como tudo na vida existe os dois lados. Os ponto negativos que vejo dessa experiência é o quanto você está sozinho aqui. Você pode ter várias pessoas ao seu redor, mas o carinho que você tinha da sua família e amigos não serão os mesmos. Fora isso essa experiência de morar fora do país está sendo inesquecível. A cada dificuldade vencida, a cada conquista, a cada coisa que não saiu como eu queria, eu estou encarando como aprendizado que sei que não teria se ainda estivesse na minha casa. Para mim, o que ganho de aprendizado como pessoa é o ponto mais positivo.

7. Como você avalia seu desempenho no idioma depois de quase um ano?

Está sendo fundamental. Cada dia é um aprendizado. Outro dia, eu vi um vídeo que eu fiz para o meu perfil na agência e morri de vergonha do meu antigo inglês. Sei que se hoje estou falando bem e é devido a essa experiência.

 8. Como é a relação com as outras au pairs? E com os americanos? Foi fácil se inserir na cultura, fazer amigos?

Na região onde moro, o que mais tem é au pair alemã. Adoro as meninas e estou triste por deixá-las. Tem somente uma au pair brasileira, mas dificilmente temos contato porque moramos longe. Conheci alguns americanos por aqui sim, que são super legais comigo. Muitos acham interessante o fato de eu ser brasileira. Sempre me perguntam várias coisas do Brasil e por ai eu comecei a fazer amizades com americanos.

 9. Do que sente mais falta?

Família, amigos, meu cachorro e comida.

10. Quais os seus planos para o futuro?

Inicialmente, tenho somente planos de juntar dinheiro o que será uma missão praticamente impossível para mim. Estudar muito e se der no final do programa ir para Europa. Planos para quando retornar definitivamente para o Brasil ainda não tenho. Espero descobrir em pouco tempo o que realmente quero para o meu futuro no Brasil.

11. Qual o seu conselho pra  quem quer participar do programa Au Pair?

Aconselho a quem quer encarar essa aventura de ser au pair, que venha preparada, de mente aberta e sabendo que será um ano inesquecível, mas que não será nada fácil. Existirá muitas coisas com o qual você não irá concordar, mas terá que aceitar. Nem tudo será um mar de rosas e que o foco principal do programa de au pair é o trabalho. Pensando dessa forma o choque cultural não será tão grande e o aproveitamento dessa experiência será muito melhor.

Para quem quiser saber mais sobre o programa, na próxima segunda-feira, dia 30 de maio, a multinacional sueca Cultural Care fará palestras gratuitas em Fortaleza sobre o programa. Para se inscrever é só ligar para o telefone 0800.707.9353.

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Os benefícios de um intercâmbio

Publicado em 12/05/2011 - 10:33 por | 4 Comentários

Categorias: Intercâmbio

Quem já viveu a experiência, recomenda. Fazer um intercâmbio é uma ótima oportunidade para quem quer aprender um idioma, viajar, conhecer outras culturas. Por isso, esse será um assunto constante aqui no blog. Hoje, o Live from USA conta a história da jornalista cearense Rebecca Maia que começou como au pair e, atualmente, é estudante de negócios internacionais nos Estados Unidos.

A cearense Rebecca Maia tem 28 anos e é formada em jornalismo pela Universidade de Fortaleza. Em maio de 2007, ela deixou trabalho, amigos, família por um sonho: morar nos Estados Unidos. Saiu de Fortaleza rumo a South Orange, no estado americano de New Jersey para ser Au Pair. Em dezembro de 2008, o programa terminou e ela voltou ao Ceará, mas não por muito tempo. Em 2009, Rebecca arrumou novamente as malas e voltou para South Orange onde vive até hoje.

1. Quando e por que você decidiu morar nos Estados Unidos? O que pesou nessa decisão?

Eu sempre sonhei em morar fora, aprender o inglês fluente. Sempre quis fazer intercâmbio para estudar aqui, só que nunca tive a oportunidade porque sempre custou muito dinheiro. Desde os 12 anos eu pesquisava sobre programas de intercâmbio que pudessem me trazer pra cá, pois queria falar e entender bem, o que os cursinhos de inglês não me proporcionavam. Também sempre fui apaixonada por filmes e, ao final dos anos 90, por séries da TV a cabo. Com essa influência passei a querer mais ainda conhecer a cultura e os Estados Unidos.

2. Entre os vários programas de intercâmbio, você escolheu o de Au Pair. Quais os critérios que levaram você a escolher o programa Au Pair? Como foi o processo de seleção?

Em 2006, quando descobri sobre o programa por causa de uma colega que veio também aos EUA, fui imediatamente a uma agência para saber mais, mas já sem esperança, porque imaginava que seria muito caro. Pra minha surpresa, era acessível. Custava em torno de 1.000 dólares, com retorno da metade ao final. E unia duas grandes paixões: crianças e conseguir estudar inglês aqui. O primeiro passo foi passar por testes de inglês na agência, tanto escrito como falado. Fui aprovada e fiz inscrição. Como estava no último semestre da faculdade, fui aos poucos juntando a documentação e fazendo a monografia. Depois da documentação básica, da preparação do application (um dossiê onde você responde a várias perguntas da agência+fotos+cartas para a família+atestado médico de saúde, ou seja, sua vida no papel), fui em busca de trabalhar em creches e escolinhas, orfanatos e de trabalho voluntário, pois é necessária a comprovação de horas de trabalho com crianças. Após a comprovação das horas e da entrega de todos seus documentos, você fica disponível no site da agência americana para que as famílias entrem em contato com você e as duas partes decidam se você será a au pair deles. Em março, a minha família entrou em contato comigo, pois gostou do meu perfil. Conversamos por email algumas vezes e depois por telefone, mais algumas vezes. Daí eles perguntaram se eu queria fazer o match. Isso significa que eu ‘combinava’ com a família deles e que eles queria que eu fosse au pair deles. Com tudo acertado, a agência dos EUA envia a documentação referente à família para o Brasil, para que eu pudesse dar entrada no pedido do Visto. Em abril de 2007 meu visto foi aprovado e embarquei dia 6 de maio. 

 

Rebecca e "suas" crianças.

3. Como foi a recepção da família americana e sua adaptação?

Eu fui muito bem recebida, com balões e cartazes feitos pelas crianças. Ganhei presentes e fomos jantar fora. No geral, sempre fizeram tudo pra eu me sentir bastante confortável.

4. Como era sua rotina de au pair?

Começava a trabalhar às 7 da manhã. Acordava as crianças, preparava café da manhã e lanche da escola, daí depois do café arrumava elas pra ir pra escola. Dai o mais velho pegava o ônibus e eu deixava as duas mais novas na escola. Tinha tempo livre até as 2:50. Durante meu tempo livre lavava roupa minhas e das crianças e arrumava um pouco a casa. Três vezes na semana tinha aulas de inglês. Depois de buscá-los na escola, preparava um lanche da tarde e ensinava eles a fazer a tarefa. Depois, como já tinha organizado previamente, eu os levava para brincar com outras crianças ou íamos para parques, etc. À noite, eu preparava o jantar e depois deles comerem, colocava para tomar banho. Por volta das 7:30, 8 da noite, os pais chegavam e eu estava free.

5. Quais foram suas primeiras impressões e o que mudou com o passar do tempo?

Logo que cheguei imaginei estar em um filme. Minha rua, minha cidade, NYC, tudo era típico de cenário de filme. Até a casa e seu conteúdo! Tudo era muito lindo e agradável para mim, que sempre sonhei em vir. Fiquei simplesmente encantada. Com certeza, com o tempo, esse deslumbramento vira costume. Me acostumei até com NYC, que sempre tem novidades. Mas eu tento sempre manter o olhar de encantamento. Quanto a cultura, já sabia que os americanos eram muito diretos (ainda mais uma família de advogada e programador de informática), mas confesso que ainda me surpreendi com o fato de indiretas não servirem aqui. Ainda bem que sempre tive iniciativa, mas acho que a dobrei desde que cheguei. Também me surpreendi com a necessidade de espaço e de liberdade que os americanos têm, e em como eles respeitam o seu espaço. Hoje, acho que aprendi a gostar disso. Tem também o clima, que é extremamente diferente do nosso Cearazim. Sofri muuuito com o frio. E acho que isso e a alimentação são duas coisas com as quais nunca vou me acostumar. Detesto frio e não consigo sentir grande sabor na comida daqui, mesmo as que fazemos em casa. Ainda prefiro a comida brasileira, de panela, como a gente chama. Com o tempo, fui sentindo que tudo aqui era ‘meu’, que era o ‘meu lugar, a ‘minha’ cidade, porque fui me acostumando e me sentindo em casa.

6. O que você destaca como pontos negativos e positivos dessa experiência?

Tenho que citar a fluência no inglês e o crescimento pessoal e profissional como pontos super positivos. Mudei muito desde que cheguei aqui e passei a morar ‘sozinha’. Você cresce vários anos em um, e aprende a enfrentar tudo o que te acontece. Eu construí minha independência, descobri minha personalidade e desenvolvi características e qualidades que antes não tinha conseguido como ter mais respeito, educação, praticidade, iniciativa, introspecção quando necessário, autocontrole. Também coloco o fator cultural como importantíssimo. Tenho amigos e colegas do mundo inteiro e acho isso válido porque tive contato com inúmeras culturas. Sem preço! Fora que eu também passei a dar muito mais valor a família e amigos verdadeiros. Quando se mora fora é possível enxergar melhor tudo o que a gente tem e o quão isso é importante, vital.

De ponto negativo tenho que destacar a saudade. Sinto muita falta da minha família, absurdamente, e dos amigos e amigas mais queridos. A saudade é e sempre será o ponto mais negativo de quem escolhe morar fora do país. Tem dias que ela aperta e maltrata, outros que fica dormente, quietinha no peito. E também tem o fato de que minhas amizades aqui tem como uma data pra começo e fim, dependendo da duração do intercâmbio. Isso é difícil de acostumar. Além disso, diria que sinto falta apenas da praia (e do calor o ano todo, quem diria… logo eu que sempre reclamava) e da comida caseira. Com o frio e fast-food eu nunca vou me acostumar.

7. Acredita que essa experiência foi fundamental para aperfeiçoar seu inglês?

Foi fundamental, sim. Eu nunca teria aprendido se não tivesse vindo pra cá e feito amizades com meninas e meninos do mundo inteiro. O ser humano precisa se comunicar e quando o inglês é sua única opção, você precisa desenvolver a língua e falar. ‘Quem não se comunica… se trumbica’, a gente bem sabe!

8. Como é a sua relação com os americanos? Foi fácil se inserir na cultura, fazer amigos?

Creio que tenha me acostumado muito bem com a cultura. O que antes estranhava, hoje, já passa sem eu notar. Mas, não tenho amigos americanos, apenas colegas. São culturas completamente diferentes e é difícil fazer amizade com americano. De amigos aqui, só a família com quem moro e algumas pessoas mais velhas.

9. Depois de cumprir o programa de Au Pair você voltou ao Brasil, ficou alguns meses e decidiu retornar aos Estados Unidos? Por quê? Como foi esse retorno?

Eu voltei ao Brasil, trabalhei, tentei viver a vida normalmente, mas não consegui. Sentia muuuita falta daqui, das crianças, da cidade, de tudo. Não me sentia em casa, achava que me faltava algo. Passei as minhas férias de julho de 2009 aqui e daí tive a certeza de que queria voltar. Então organizei tudo com a família para retornar em Novembro. Mas a decisão não foi nem um pouco fácil, mas como tive a oportunidade de vir fazer outra faculdade, e como não estava trabalhando com a minha primeira formação, resolvi voltar. Não me arrependo, apesar da saudade e insegurança quanto ao meu futuro. É muito complicado resolver mudar de vida com quase 30 anos, mas acho que insegurança existe em qualquer lugar.

10. Qual é a sua situação no país hoje? E quais são os seus planos para o futuro?

Tenho o status de estudante, o que me mantém no país legalmente. Estou fazendo faculdade aqui em outro curso, International Business. Pretendo voltar ao Brasil no fim do ano que vem, ou 2013, quando concluí-los, e conseguir um emprego bom e estável, mas nada é garantido.

11. Que conselho você daria aos que querem participar do programa Au Pair?

Que venham, sim, mas que escolham bem a família e o local onde irão morar, pra evitar surpresas desagradáveis. Que venham com inglês intermediário, pelo menos, e que estejam dispostas a aprender muito, sobre si e sobre a cultura daqui. Que não venham imaginando um mar de rosas, porque o trabalho é difícil e exige muito esforço e responsabilidade; e que o período de adaptação é complicado, mas superável. E que aproveitem muitooo porque o ano de au pair é maravilhoso.

Bem, se você ficou interessado, quer saber mais sobre o programa Au Pair, não perca essa excelente oportunidade. No dia 30 de maio, a multinacional sueca Cultural Care fará palestras gratuitas sobre o assunto. O local será na Avenida Pontes Vieira, 1486 Lj 13, Dionísio Torres. Para participar basta confirmar presença pelo telefone: 0800.707.9353

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