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11 de Setembro: vídeo mostra como está o local dos atentados hoje

Publicado em 06/09/2011 - 8:30 por | 1 Comentário

Categorias: Comportamento, Cotidiano

Parte das obras de reconstrução do local onde ficavam as Torres Gêmeas, em Nova York. A foto foi tirada da janela do quarto do hotel em que fiquei hospedada na cidade

Seguindo a pauta da semana, hoje você pode conferir um vídeo gravado no local dos ataques de 11 de setembro, em Nova York. Apesar de amador (foi feito por mim no início de agosto, na última visita que fiz à cidade), dá para ver um pouco de como está o lugar hoje.

Mesmo com o memorial em homenagem às vitimas quase pronto (a previsão é de que ele seja aberto no dia em que a tragédia completa 10 anos), a área dos ataques ainda é, e pelo visto ainda será por um bom tempo, um grande canteiro de obras.

A nova torre, chamada Freedom Tower, que “substituirá” as Torres Gêmeas, está em plena construção. Operários e máquinas trabalham 24 horas, todos os dias, para terminar o edifício de 108 andares (dois a menos que as torres destruídas no atentado). O barulho e a movimentação da obra são bem incômodos, mesmo assim fervilham turistas para conhecer o lugar onde aconteceram os atentados que mudaram o mundo.

Penso que, como eu, todos que veem o buraco aberto pelos ataques pessoalmente imaginam como foi aquele dia. Naquela região de ruas apertadas, com as suas duas maiores torres indo ao chão, com tantas pessoas dentro. Não há como não refletir, independente das questões que cercam as motivações dos ataques, a grandiosidade dessa tragédia e o tamanho do trauma causado na sociedade americana.

Confira as imagens!

Imagem de Amostra do You Tube

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“Foi a primeira e única vez que vi Nova York se transformar em uma comunidade”.

Publicado em 05/09/2011 - 10:26 por | 7 Comentários

Categorias: Comportamento, Cotidiano

A declaração é da economista brasileira Helen Harris que morava em Nova York quando os atentados ocorreram.

Segunda aeronave se aproxima do alvo: a torre sul. Crédito: Reuters

Quase três mil pessoas morreram no maior atentado terrorista ocorrido nos Estados Unidos. A segurança dos americanos foi posta à prova e o medo se espalhou pelo país. O espaço aéreo foi fechado. Em Nova York, pontes e viadutos foram interditados e o sistema de transportes parou de funcionar. O caos se instalou pela cidade.

Naquela fatídica manhã, Helen Harris estava na Universidade de Columbia onde estudava Economia. No momento em que as torres gêmeas do World Trade Center foram atingidas, ela iniciava mais uma manhã de trabalho como bolsista na biblioteca da universidade. Isolada, sem celular, TV e/ou internet, soube dos ataques quase duas horas depois por intermédio da chefe do departamento. “Liguei logo para o meu pai para avisar que estava tudo bem. Ele tinha tentado me ligar no celular, mas a ligação não completava. Minha mãe falava que era para eu entrar no primeiro avião de volta para o Brasil, para voltar para casa. Meu pai a convenceu que não era para eu voltar. Que eu devia continuar em Nova York, pois estava vivenciando um momento histórico, que tudo iria mudar. E ele tinha razão. Pouco depois de falar com meus pais, as linhas telefônicas de Nova York e a internet entraram em pane.”

Na universidade, os estudantes se aglomeravam nos dormitórios, diante de televisores, em busca de explicações. “O campus estava deserto. As aulas foram canceladas e rapidamente a comunidade organizou uma vigília para aquela noite. Muitos dos meus colegas foram doar sangue. Ninguém ousou andar de metrô, com medo de um futuro ataque. Pela primeira e única vez, vi Nova York realmente se tornar uma comunidade. Não tinha mais aquele clima “you’re on your own” (você está por sua conta) bem típico de Manhattan. Infelizmente, acho que durou pouco”.

Helen também presenciou o surgimento do preconceito contra árabes e muçulmanos que se instalou no país após os atentados. “Amigos meus começaram a se sentir constrangidos andando na rua. As pessoas olhavam, algumas até xingavam. Lembro que uns três dias depois, a barraquinha de vendas em frente ao meu prédio estava destruída. O dono era árabe. Não dava para acreditar nesse comportamento das pessoas. Infelizmente, apesar desse comportamento ter diminuído e não ser mais tão forte ao longo desses últimos 10 anos, acho que ainda há um sentimento anti-árabe bem forte na cultura americana”.

Desde 2009, Helen Harris mora em Washington D.C, capital dos Estados Unidos que também foi alvo dos terroristas. Uma década depois, ela diz se sentir segura e sem medo de novos atentados. “Particularmente, nunca me senti insegura em relação a novos ataques, principalmente, porque depois do 11/9 o nível de segurança aumentou exponencialmente”.

O 11 de setembro é visto como um marco divisor na história mundial. As imagens dos atentados entraram para o hall dos momentos mais marcantes da humanidade. A maioria de nós lembra exatamente o que fazia naquela manhã. E você? Como você viveu aquele momento? Você lembra onde estava na hora dos atentados? Como soube da notícia? Deixe seu comentário e compartilhe conosco a sua experiência. Participe!

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Pauta da semana: os atentados de 11 de setembro

Publicado em 05/09/2011 - 9:43 por | 1 Comentário

Categorias: Comportamento, Cotidiano

Caros leitores, durante essa semana, o blog integra a cobertura especial feita pelo Diário do Nordeste sobre os atentados terroristas de 11 de setembro que nesse domingo completam 10 anos.  

Nós morávamos no Brasil quando os ataques terroristas ocorreram e assim como outros milhões de brasileiros, acompanhamos os fatos pelo noticiário. Hoje, uma década depois, moramos nos Estados Unidos e ainda sentimos as conseqüências dessa ação. É sobre essas conseqüências que vamos falar.

Contamos com a sua participação! Deixe seu comentário! Sua opinião é muito importante pra nós!

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