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Kalangão 3º Dia – De Icaraizinho de Amontada até o Preá

08:11 · 22.09.2017 / atualizado às 08:11 · 22.09.2017 por

A perna mais longa da maior kite trip do Brasil cobrou o seu preço

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O terceiro dia de Kalangão amanheceu com um vento brutal logo nas primeiras horas do dia. Dali a pouco tempo, o dia reservado à maior de todas as pernas dessa ultramaratona de kite, 106km de downwind, teria início.

Por si só esse dia já é de longe o mais assustador, devido à distância. Contudo, outras variáveis contribuem para que esse seja o trecho mais difícil de todo Kalangão.

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Primeiro, os carros não podem fazer o apoio na praia, devido às características do relevo e os atletas, desde a saída, já estão por conta própria, dependendo apenas do apoio na água para qualquer eventualidade. Não é à toa que muitos dizem que, quem completa o terceiro dia com toda certeza terminará o Kalangão.

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O primeiro apoio é com 40km de distância da saída, na paradisíaca Ilha do Guajiru. O vento parecia soprar ainda mais forte e as pipas estavam indomáveis. Até para descer os kites estava complicado. Cerca de 2h após a saída do Icaraizinho os primeiros velejadores já começavam a chegar na Ilha que aos poucos foi ficando tomada pelo circo do Kalangão. Ali era um ponto crucial, pois, alguns optam por encerrar o dia nesse ponto. Depois da Ilha do Guajiru o próximo apoio é na Praia de Arpoeiras, onde alguns carros ficam concentrados esperando os que seguem na travessia. O restante segue direto para a Praia do Preá, ponto final do terceiro dia.

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Para alguns essa prova até parece uma brincadeira. Mas, só parece. É o caso de Carol Prado, que estava eufórica na Ilha do Guajiru fazendo uma breve pausa para seguir viagem:

“Isso aqui é bom demais! Passo o ano inteiro esperando pelo Kalangão e vamos até o fim.”, declarou Carol.

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Cerca de 50% dos participantes não fizeram o trecho completo entre as praias de Icaraizinho de Amontada e Preá. É a vantagem de se participar de um evento que não é competitivo. Cada um vai até o seu limite, tendo sempre em vista que todos estão ali para se divertir e não pra chegar em primeiro. E isso faz toda diferença, sobretudo na hora de tomar as mais sérias decisões, que normalmente é saber a hora de parar. Contudo, ainda fica um grupo significativo de Kalangos que encaram o desafio até o fim, como a Drª Carol, e ainda vamos conversar com alguns deles no decorrer dessa ultramaratona.

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Agora que o dia mais difícil passou todos ficam mais tranquilos. O cuidado passa a ser com as pedras e os demais obstáculos que possam surgir no caminho. Mas, isso, os Kalangos tiram de letra.

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Eu vou ficando por aqui, que a turma já está arrumando as bagagens pra partir. E nós nos vemos agora na próxima parada, que é Camocim.

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Aloha!!!

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