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Luiz Freire convida para a Mostra: Não Estou só de Passagem

14:50 · 04.07.2017 / atualizado às 14:50 · 04.07.2017 por

Luiz Freire costuma amanhecer o dia vendo a cidade onde mora pelo lado de fora, lá por onde dizem ter passado os portugueses quando chegaram na Barra do Ceará, em cima das ondas, lá dentro do mar. De lá percebe como o horizonte – este outro, visto do “outside” – tem mudado, percebe como a cidade se desenvolve, como cresce e se deteriora. Vê os amigos partindo e outros chegando. A água, essa cama passageira do artista, também é lente, espelho, reflete. A água, nem sempre incolor, insípida e inodora, também revela. Luiz não é apenas espectador, não está só de passagem.

Luiz Freire-Fotografia-2015

O projeto Não estou só de passagem teve início em 2013 e se dá pela captura de uma imagem momentânea de pequenas ações corriqueiras sobre o reflexo de lâminas de água formadas casualmente em espaços improváveis. Deixa-se claro que algumas das poças são para além de casuais, senão resultados de descaso e má vontade social e política. Algumas questões são levantadas, como os efeitos e as condições do desenvolvimento das cidades e seus litorais, as memórias que se formam coletivamente e os impactos do uso desses locais. O projeto caminha alinhando denúncia e poética em um mesmo corpo.

 

Este ano o projeto se transforma em exposição a partir da curadoria compartilhada entre Luiz e o também artista Emanuel Oliveira. A partir da escolha de aproximadamente 20 imagens, feitas com câmeras de pequeno porte, “Não estou só de passagem” será apresentada na Varanda de Museus, espaço situado ao lado do Museu da Cultura Cearense, do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, como resultado de aprovação para a programação da Temporada de Arte Cearense (TAC). A exposição fica em cartaz até início de agosto.

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