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20:41 · 10.04.2015 / atualizado às 21:08 · 10.04.2015 por

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Por Dahiana Araújo

Ela criou e foi criada em um dos espaços que conta histórias nos silêncios de sobrados. Jacqueline Gonçalves, 53, nasceu no Jacarecanga, morou lá por mais de 20 anos e hoje, embora fixada em um outro bairro de Fortaleza, revela o quanto a sua história está ligada ao bairro secular.

Foto: Kid Júnior
Dos anseios de Jacqueline Gonçalves está a vontade de preservar a memória do bairro onde nasceu e cresceu: Jacarecanga  Foto: Kid Júnior

 

“A gente sempre volta para o lugar que a gente gosta e é bem recebido. Eu tenho 53 anos e uma ligação muito estreita com o Jacarecanga. Tem muitas pessoas da minha família que moram no bairro e amigos de infância”, relembrou a administradora.

Entre as saudades que guarda do lugar, estão os jogos de frescobol com a turma de amigos do bairro. Dos anseios, está a vontade de ver preservada a memória do local, por meio de projetos que incentivem o cuidado com os casarões erguidos na área no século XIX e que mantêm entre os traços, o calçamento de tom bucólico.

Das histórias para contar, uma marcou: “Eu estava chegando de Roma quando estavam asfaltando a rua. Aquilo pra mim foi um choque muito grande, e imediatamente fui e telefonei para a Prefeitura e contei o que estava acontecendo. Disse que eu como cidadã tinha o direito de reivindicar. E tive sorte que não asfaltaram”.

09:00 · 08.04.2015 / atualizado às 14:18 · 08.04.2015 por

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Por Ranniery Melo

Aquele balanço conta a história da família Moreira. Foi nele que Nilda e José Moreira namoraram, resultando num casamento que já chega aos 56 anos. O balanço ainda se encontra no jardim do casal, que há 23 anos mora na Parquelândia.

O bairro acompanhou o crescimento dos filhos e alguns netos de Nilda e José, que se recordam com saudades dos bons momentos vividos naquelas ruas. “O que nos fez vir para cá é que aqui era um bairro pacato. Tive a felicidade de encontrar esta casa onde pude criar e educar nossos cinco filhos”, conta José.

Do balanço onde iniciaram o namoro, Nilda e José Moreira relembram o apego pela Parquelândia. Foto: Bruno Gomes
Do balanço onde iniciaram o namoro, Nilda e José Moreira relembram o apego à Parquelândia
Foto: Bruno Gomes

Nilda rememora ainda as festividades e a boa vizinhança. “São João aqui se comemorava na rua, no asfalto. Não tínhamos a menor preocupação. Infelizmente, de uns dois anos para cá, o bairro tem se tornado inseguro, com muitos casos de assaltos. Mas ainda gosto muito daqui. Minhas filhas já sugeriram que a gente se mude para um apartamento na Aldeota ou outro bairro, mas é aqui que eu reúno toda a minha família, por isso gosto tanto desse local”, comenta.

 

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09:02 · 01.04.2015 / atualizado às 23:41 · 31.03.2015 por
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Herança da mãe, a renda move a vida da senhora Rosa Ribeiro Bruno, de 78 anos. Locada há 15 anos no Centro de Turismo do Ceará (antiga Empresa Cearense de Turismo – Emcetur), o Centro de Fortaleza já é uma segunda casa para a rendeira – a primeira é no bairro Serviluz, onde vive “dentro de um casebrisinho e não fala nada de ninguém” (SIC).

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O Centro Turístico é a segunda casa de Dona Rosa há 15 anos Foto: Natinho Rodrigues

Desde os 7 anos que dona Rosa faz renda. “Aprendi olhando para a minha mãe fazer. Comecei e pronto, não deixei mais. Se tirar, eu fico doente”, explica ela, enaltecendo a importância que a atividade tem em sua vida. “Tudo é que meu é da renda”, diz.

O som característico dos bilros chama a atenção de quem passa. As mãos rápidas de dona Rosa fazem uma peça super detalhada. “Eu passo é meses (na mesma peça). Uma dessa daqui eu não passo menos de 2 meses pra fazer”, declara, salientando que a peça vai ter 10 metros de extensão e deve ser vendida a R$ 180. “E o apurado? Dá pra ganhar quanto?”, questiona ela, em um tom murcho.

A chegada à Emcetur aconteceu à convite de dona Marilac, comerciante que tinha uma loja no centro. Antes, a rendeira vagava por Fortaleza com uma sacola nas costas. O comércio de dona Marilac fechou, mas dona Rosa achou um espacinho, ali de lado, quase na passagem, para continuar o seu trabalho no Centro. “O meu destino é de ficar aqui, enquanto eu puder trabalhar”, acredita.

Única a fazer renda em meio às 105 lojas de artesanato do local, dona Rosa se sente acolhida. “Graças a Deus, todo mundo aqui gosta de mim e eu não tenho abuso de ninguém. Minha convivência aqui é normal”, crê ela, mesmo receosa quanto a um possível despejo. “Ninguém nunca abriu mão para dizer assim: ‘aqui é seu, você fica trabalhando”, lamenta.

Mesmo em meio às dificuldades de sobreviver da renda, dona Rosa se diz feliz e repassa a arte às futuras gerações da família Ribeiro.

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Dedos gastos com o entrelaçar das linhas Foto: Natinho Rodrigues

O Centro

Localizado na Rua Senador Pompeu, o Centro de Turismo do Ceará é localizado onde funcionava a Antiga Cadeia Pública. É um edifício de meados do século XIX, que foi desativado em decorrência da construção do Instituto Penal Paulo Sarasate (IPPS).

Com linhas neo-clássicas, o prédio foi reformado para funcionar como um espaço de comércio de artesantos e produtos típicos do Ceará. As celas servem como boxes, onde os artesãos expõem o trabalho. Há também, no local, o Museu de Arte Popular e o Museu de Mineralogia.

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08:30 · 31.03.2015 / atualizado às 22:44 · 31.03.2015 por

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Por Ranniery Melo

Moradora do Papicu há 40 anos, Joana D'arc Oliveira busca melhorias para o bairro motivada pelo futuro dos mais jovens. Foto: Daniel Aragão
Moradora do Papicu há 40 anos, Joana D’arc Oliveira busca melhorias para o bairro motivada pelo futuro dos mais jovens.
Foto: Daniel Aragão

É sentada no banco desgastado de uma pracinha escondida entre as ruas do Papicu que Joana D’arc Oliveira conta um pouco dos fatos ocorridos nos 40 anos em que mora no bairro. “Hoje ela está caindo aos pedaços, mas a gente vinha namorar no pé de uma caixa d’água que tinha nessa praça. O único ônibus que passava aqui era o Aldeota, e o supermercado mais próximo ficava na Av. Santos Dumont. A gente ia a pé e voltava de ônibus, porque não tinha dinheiro para o táxi”.

Muita coisa mudou desde então, e muito graças ao esforço dos moradores da comunidade e de lideranças comunitárias, como Joana, atual presidente do Conselho Comunitário de Defesa Social do Papicu II.

“Hoje temos supermercados e shoppings que deram empregos para muito gente. Melhorou muito a economia do bairro. Mas ainda falta muito. Luto pela reforma dessa praça, para ser um local de lazer para as pessoas do bairro, além de mais segurança e postos de saúde. Mas é muito difícil conseguir as coisas para cá”, conta.

Em busca do bem-estar coletivo

A luta se iniciou com Joana ainda jovem, aos 15 anos de idade, quando foi eleita para uma das associações do bairro. Tal qual a santa guerreira francesa com quem compartilha o nome, Joana D’arc mantém-se firme na busca por melhorias no bairro, motivada não apenas pelo próprio bem-estar, mas principalmente por aqueles que virão.

“Eu sempre busco mais e bato sempre na mesma tecla, porque busco aquilo que eu não tive. Eu dei um pouco para os meus filhos e quero que os meus netos tenham uma estrutura ainda melhor. Esse trabalho que eu faço é pelos mais jovens da comunidade, para que eles colham o que a gente está plantando”.

 

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15:45 · 30.03.2015 / atualizado às 20:54 · 01.04.2015 por

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Por Thatiany Nascimento 

São 36 anos morando na mesma casa localizada na “parte alta” do bairro Pirambu. Mas, a residência na Rua Felipe Câmara, segundo a artesã Evênia Rivera, tem muito mais tempo e memórias. O terreno pertenceu ao alfaiate Geraldo Walmir Silva, seu avô e figura popular no bairro. Afinal, foi ele o morador que pesquisou e eternizou em narrativas a história do maior aglomerado urbano de Fortaleza.

Era ainda década de 1960 quando o “Seu Walmir”, cratense de nascença, chegou ao bairro e o percorreu de cima a baixo para registrar os processos de transformação no local. Segundo a neta, que repete as narrativas do avô: “Eram muitos barracos. Todos ainda sem banheiro e o mar era o refúgio”. As mazelas se multiplicavam e as lutas para alterar o cenário também. O atual Pirambu nascia e seu Walmir registrava.

Evênia contatou o Diário do Nordeste para participar do projeto Meu Passado de Presente e falar sobre um Pirambu eternizado em memórias por seu avô Foto: Daniel Aragão
Evênia contatou o Diário do Nordeste para participar do projeto especial Meu Passado de Presente e falar sobre um Pirambu, eternizado em memórias publicadas em um livro por seu avô
Foto: Daniel Aragão

 

As percepções do alfaiate foram manuscritas, depois datilografadas. Na década de 1990 viraram livro, lançado em 1999, meses após a morte de Walmir. Do avô, a neta artesã agradece as heranças. Não as financeiras, mas aquelas que provocaram o apreço pelo lugar que habita e trabalha.

“É o meu canto em Fortaleza. Falem o que falar, não tenho medo de andar no Pirambu. Passeio com minha filha às 23h de bicicleta. Tem coisa ruim como em todo bairro, mas não saberia viver em outro”, garante Evênia, que contatou o Diário do Nordeste para participar do projeto especial Meu Passado de Presente, e mostrou um pouco do Pirambu narrado pelo avô.

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09:27 · 26.03.2015 / atualizado às 21:26 · 31.03.2015 por

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Seu Albertos guarda na memórias as histórias vividas no bairro há 50 anos
Seu Alberto guarda as histórias vividas no bairro há 50 anos, e relembra fatos como a construção da ponte FOTO: Kléber A. Gonçalves

Por Renato Bezerra

Residente da Barra do Ceará desde os 5 anos de idade, Alberto de Souza, 55, chegou ao local oriundo do Pacoti, no Maciço de Baturité, fugindo da seca no interior. Com a família instalada perto do Rio Ceará, jogava bola na faixa de praia, ainda criança, onde existiam apenas morros e uma pequena colônia de pescadores.

“Seu Alberto”, como é conhecido hoje na região, cresceu junto com o bairro e acompanhou de perto grandes transformações, como a construção da Ponte da Barra, para ligar a Capital ao Litoral Oeste do Estado. O morador divide as atividades, atualmente, de barqueiro e comerciante, com um bar herdado do pai e que leva seu nome, instalado sob as margens do Rio Ceará, e famoso em grande parte da cidade.

Recebe em média 500 pessoas a cada fim de semana e a clientela, segundo diz orgulhoso, é fiel, com grande parte já tendo virado amigos pela convivência de muitos anos. “Tenho clientes aqui que eu ainda pequeno pastorava os carros”, revela.

Uma Barra de belezas

Entre
O por do sol na Barra do Ceará é um dos cenários citados, para ser explorado por moradores ou turistas

Com os passeios de barco, recebe muitos turistas e fala, com tristeza, de uma Barra do Ceará ainda desconhecida para a maioria dos fortalezenses. “Fortaleza só conhece a Barra marginalizada, estigmatizada, mas violência existe em todo canto. As belezas do Rio Ceará, do por do sol, do mangue, dos Tapebas, ninguém conhece, e essa é a minha Barra do Ceará, a que eu cresci. O fortalezense quando chega aqui fica espantado por não conhecer tantos cenários lindos”, diz.

Convicto da importância do bairro, Seu Alberto convida a população a descobrir os encantos da Barra do Ceará, assim como pede mais empenho dos órgãos públicos para o local. “Precisamos de mais atenção para o Rio Ceará, uma revitalização”, comenta.

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09:07 · 25.03.2015 / atualizado às 23:32 · 26.03.2015 por

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Por Thatiany Nascimento

O dedo aponta cada lugar, e a memória afiada conta a história deles como se o que ocorreu ontem explicasse diretamente o que eles são hoje. No bairro que já foi município, o padre Francisco Eloy Bruno Alves, da Igreja Ortodoxa, nasceu, se criou e permanece morador. Na Porangaba (atual Parangaba) vivida pelo padre de 74 anos, a trajetória e a imponência de cada prédio pareciam ter mais respeito. “Falta isso na Fortaleza atual”.

Residente da Rua Eduardo Perdigão, o “padre Eloy”, como é conhecido, distribui sopão na praça em frente a Igreja Matriz. São 19 anos fazendo de um dos logradouros mais tradicionais do bairro, local de solidariedade. Por dia, os seis litros de sopa alimentam moradores de rua que, de tanta frequência na praça, no decorrer dos anos, parecem ter sidos incorporados à paisagem.

Padre Ely distribui sopão na praça em frente a Igreja Matriz há 19 anos. Foto:  Érika Fonseca
Padre Eloy distribui sopão na praça em frente a Igreja Matriz há 19 anos. Foto: Érika Fonseca

Ali funcionava a Prefeitura, “mais em baixo tinha uma aldeia indígena”, aliás, neste ponto, o “filho de Porangaba” é enfático: “temos que resgatar nossos Pitaguarys. Eles são os fundadores desse bairro”. No diálogo cotidiano, a Parangaba ainda é Porangaba na fala do padre Eloy. Para ele, que diz ser testemunha viva da história oficial, quiseram “afeminar” Porangaba, com a substituição da letra.

Nas ruas, padre Eloy é o “homem do sopão”. É o morador que reclama que a Parangaba perdeu seu viés residencial, que tornou-se a cracolândia da cidade – já que “limparam a Beira Mar”. Na verdade, o padre Eloy, como tantos outros, só quer ver o bairro centenário ser melhor cuidado. Quem sabe voltar a ver a lagoa, onde foi criado à beira, ser mais limpa e sadia.

Foto:  Érika Fonseca
Foto: Érika Fonseca

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14:38 · 24.03.2015 / atualizado às 23:32 · 26.03.2015 por

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Por Thatiany Nascimento

Se precisar cortar o cabelo, fazer a barba ou simplesmente trocar alguns minutos de conversa, na Parangaba há o ponto e a figura certa, de domingo a domingo. Batizado José Alves da Silva, mas transformado em “Deco Tatu” no decorrer da vida, o barbeiro atua no bairro há 42 anos. Foi lá que Tatu viu sua história confundir-se com as transformações vividas pela coletividade no lugar que, embora situado em área urbana, ainda é um pedacinho do interior dentro de Fortaleza.

A paróquia, a praça, a barbearia, as lanchonetes, o descanso dos idosos que esperam para almoçar no Restaurante Popular e o “passar das pessoas para lá e para cá” na Rua Carlos Amora, segundo narra Tatu, são seu cotidiano. É quase impossível, para ele, descrever-se sem mencionar o que e aquilo que o cerca.

Batizado José Alves da Silva, mas transformado em “Deco Tatu” no decorrer da vida. Foto: Érika Fonseca
Batizado José Alves da Silva, mas transformado em “Deco Tatu” no decorrer da vida. Foto: Érika Fonseca

A vinda de Iguatu para Fortaleza ocorreu em 1973, mas, antes disso, ele já conhecia a Parangaba “pois a fama do lugar era grande entre os ‘cabocos’ do sertão”. Na festa do Bom Jesus dos Aflitos “ninguém atravessava. Se você jogasse algo para cima não caia no chão. Enganchava na cabeça dos outros de tão lotado”, recorda o barbeiro de 64 anos, que, hoje, acredita que “infelizmente não verá mais festonas do tipo na igreja”.

Além de ser o “cuidador da beleza das pessoas”, como se define, Tatu, que trabalha das 5h45min às 20h, é uma referência também quando se fala de mobilização. Uma delas, pela garantia do funcionamento do restaurante popular no bairro. “É o lugar onde muita gente faz a única refeição do dia, não posso deixar fechar. É cultural desse lugar”.

Se pudesse presentear Fortaleza, no aniversário, com algo grande, maior que suas posses e que seu atual poderio, Tatu é certeiro:“se eu ganhasse na mega sena, eu pediria ao prefeito que se afastasse um dia, assumiria o lugar dele e daria uma praça digna a Parangaba. Depois chamaria todo mundo e diria ‘vejam aqui. É de vocês essa praça’”, garante, rindo, celebrando a graça de morar e trabalhar no lugar que ama.

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Foto: Érika Fonseca
Foto: Érika Fonseca
Foto: Érika Fonseca
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13:24 · 23.03.2015 / atualizado às 23:31 · 26.03.2015 por

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MEMÓRIA DE ARMANDO TELLES
Compositor

Armando Telles relata a relação com a Praia de Iracema e sua história. Foto: Kid Júnior
Armando Telles relata a relação com a Praia de Iracema e sua história. Foto: Kid Júnior

Por Dahiana Araújo

O ir e vir do mar visto da Praia de Iracema há tempos atrai olhares, histórias, afetos. E, apesar das dificuldades, dos problemas estruturais, mantém o tom de cartão-postal de Fortaleza. O lugar, que une à natureza intervenções imobiliárias e artísticas, é, há 30 anos, cenário de boas lembranças vividas pelo cantor e compositor cearense Armando Telles, que viu de perto as perdas por quais passou o bairro nos últimos anos.

A Rua dos Tabajaras, que resiste ao asfalto, apesar das fileiras de carros, e é uma de suas referências quando ele rememora o bairro, assim como a Ponte Metálica, fonte, inclusive, de inspiração para músicas compostas por ele. “Essa ponte me diz muita coisa, é uma fonte de inspiração”.

Quando se volta para o passado, as risadas e aprendizados vividos na Praia de Iracema, ressalta sua expectativa em relação ao futuro do local. “O sentimento de esperança tem aumentado. Acho que ainda há como resgatar a boemia, a boa boemia da Praia de Iracema”, conclui.

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10:00 · 23.03.2015 / atualizado às 13:40 · 26.03.2015 por

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Todos nós temos histórias pra contar. Guardamos lugares marcantes que despertam afetos por meio das lembranças. Os bairros de uma cidade são exemplos desses espaços que funcionam como referências em nossas vidas.

Sabendo que qualquer pessoa tem histórias guardadas, o Diário do Nordeste lança hoje o especial Meu Passado de Presente, por meio do qual você pode contar histórias que remetam à sua relação com algum bairro de Fortaleza.

Uma praça, uma rua, um monumento, uma escola, um rio, uma praia… qualquer equipamento ou espaço que rememore algum detalhe de sua história pode ser citado para nos ajudar a preservar a memória viva da Capital, que no dia 13 celebra 289 anos.

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