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Categoria: Banda larga


09:54 · 28.03.2018 / atualizado às 09:54 · 28.03.2018 por
Banda larga com crescimento no Brasil. Foto: Anatel/Divulgação

Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil tem 29,33 milhões de contratos de banda larga fixa ativos em fevereiro de 2018. Isso significa um aumento de 2,33 milhões (+8,64%) em 12 meses. Na comparação com janeiro deste ano, o crescimento foi de 41,62 mil contratos (+ 0,14%).

Em 12 meses, os provedores regionais foram responsáveis por mais de dois terços do aumento da banda larga fixa no País, segundo a Agência. Os provedores regionais saíram de 3,05 milhões de contratos para 4,67 milhões (+53,19%). Além deles, a Sercomtel (empresa de telecomunicações com sede em Londrina/PR e que opera com telefonia fixa, móvel e banda larga) teve o maior crescimento percentual, mais 78,44 mil contratos (+46,74%), e a TIM, mais 87,13 mil (+25,97%). A Oi apresentou queda de 176,52 mil contratos (-2,75%).

A Sercomtel, com mais 30,51 mil contratos ativos (+14,14%), foi o grupo com o maior crescimento percentual em fevereiro de 2018 comparado a janeiro, seguida da TIM, mais 4,95 mil (+ 1,19%), e da Algar Telecom, mais 3,61 mil (+0,66%). Nesse período, os provedores regionais tiveram redução de 32,56 mil contratos (-0,69%).

Estados e Distrito Federal
Em 12 meses, o Estado de São Paulo registrou mais 500,25 mil novos contratos de banda larga fixa (+5,21), seguido de Minas Gerais, mais 296,55 mil (+11,30%), e Paraná, mais 237,44 mil (+12,7%). Em termos percentuais, os maiores crescimentos ocorreram no Maranhão, mais 54,86 mil (+24,66%), Ceará, mais 135,22 mil (+22,35%), e Rio Grande do Norte, mais 61,04 mil (+21,54%). Todos os estados brasileiros mais o Distrito Federal apresentaram crescimento no período.

O Estado de São Paulo, mais 45,12 mil contratos de banda larga fixa (+0,45%), o Paraná, mais 33,05 mil (+1,59%) e Santa Catarina, mais 12,62 mil (+0,93%) lideraram o aumento da banda larga fixa na comparação de fevereiro de 2018 com janeiro. Em termos percentuais, a liderança ficou com Rondônia, mais 4,58 mil (+2,97%), Amapá, mais 1,80 mil (+2,84%) e Pará, mais 6,96 mil (+1,93%). Nove estados tiveram diminuição, o Rio Grande do Sul, menos 12,13 mil (-0,66%), apresentou a maior redução absoluta e o Rio de Janeiro, menos 60,30 mil (-1,88), a maior redução percentual.

02:57 · 26.03.2018 / atualizado às 07:38 · 26.03.2018 por
Marco Delgado quando do lançamento da NET em Fortaleza

Se você está pensando em migrar para a NET o que te impede é uma extensão do serviço para seu bairro ou cidade, pode esquecer. Não há previsão da companhia fazer isso por enquanto. Quem garante é Marco Delgado, diretor de operações da operadora no Ceará. “Não haverá expansão de novos bairros em Fortaleza, mas extensão de redes em novos prédios naquele bairro ou rua onde já estamos”, afirmou o executivo. Segundo ele, a medida se dá devido ao cenário político/econômico do País, pois construir redes de fibra ótica do zero requer muito investimento. “E o retorno é muito demorado, leva de 6 a 10 anos. Temos que explorar as áreas cabeadas que temos hoje, para rentabilizar nosso negócio. Quanto mais assinantes você têm mais equipamentos e infraestrutura você precisa ter. E isso precisa de mais investimento”, disse.

Com relação ao avanço de provedores considerados médios ou pequenos com banda larga pelo Interior – fruto também do Cinturão Digital -, o executivo da NET afirma que acompanha o movimento da concorrência. “Estamos acompanhando estas empresas como Mob Telecom e Brisanet. Respeitamos todas elas, mas esse negócio de internet banda larga elas crescem mais nas cidades onde não estamos. Até porque entrar em Fortaleza é super concorrido. A minha grande vantagem em relação aos demais é o combo. Estas concorrentes, tirando a Brisanet, elas não têm TV por assinatura. Temos até o Combo Multi que oferece internet móvel da Claro com plano em dobro. E isso torna a situação mais completa para o usuário. Porque quando você analisa, você paga várias contas de muitos serviços e acaba saindo mais caro que nossos combos”, afirmou Delgado.

Com relação se essa demora em investir em outras áreas não deixa a NET preocupada com o futuro, Delgado disse que a Net não tem medo de entrar no mercado hoje da Brisanet, por exemplo. “Quando, em outubro de 2013, entramos em Fortaleza, já haviam outros concorrentes de peso aqui e mesmo assim entramos. Temos sede da Embratel em Juazeiro e Sobral e se recebermos sinal verde do México vamos entrar”.

TV 4K

Uma das grandes novidades da NET em 2018 chega durante a Copa do Mundo 2018. Segundo Delgado, todos os jogos da Copa serão transmitidos com tecnologia 4K. Quem tiver uma TV com a tecnologia poderá acompanhar os jogos do Mundial da Rússia com esta tecnologia. Em 2014, a NET transmitiu 3 jogos em 4K e o resultado agradou bastante.

Outro serviço que a NET vai trazer para os assinantes no Estado, em breve, é um que está com nome provisório de Catchup TV. Ele já funciona em testes em São Paulo e Rio de Janeiro. Com ele, o sistema salva os últimos 7 dias de programação inteiro da Net para o usuário assistir novamente.

09:10 · 14.02.2018 / atualizado às 07:34 · 15.02.2018 por

A InternetSAT, operadora e integradora de soluções de Telecomunicações, anuncia a expansão da sua oferta de Internet via Satélite, banda KA, para toda a Região Nordeste. Segundo comunicado da empresa, o objetivo é, a partir da personalização de serviços de conectividade e velocidade, levar internet de qualidade para setores da economia e regiões onde a Internet é precária ou inexistente. O problema maior é o preço.

Os serviços da InternetSat variam de 1Mbps, com franquia ilimitada, por R$ 599, até 10Mbps, com franquia ilimitada, por R$ 1.600. Além disso, já há vários serviços banda larga via fibra, muito mais confiável que o serviço via satélite, por preços bem mais interessantes no Interior do Ceará. E isso se dá também graças ao Cinturão Digital montado pelo Governo Estadual e que muitas empresas privadas têm se utilizado para levar internet de qualidade para cidades distantes de Fortaleza, nossa Capital.

“É verdade que a Internet tradicional não chega em várias regiões distantes do país, mas sabemos que muitas áreas nos centros urbanos também possuem limitações de acesso por vários motivos, o que compromete a eficiência dos negócios para milhões de empresas. Nosso objetivo é garantir a conectividade em alta disponibilidade e velocidade para estes negócios, que necessitam do serviço para garantir a sua operação e a competitividade. Com a internet via satélite, o acesso se torna efetivo e com um custo compatível com o mercado e altamente adequado para as organizações empresariais de todos os segmentos e tamanhos”, afirma George Bem, diretor executivo da InternetSAT.

Para tentar atrair a clientela, a InternetSat promete personalização dos serviços de acesso, planos diversos de adesão, incluindo projetos especiais para ISPs (provedores de Internet) e OTRs (operadoras regionais de telecomunicações) que desejam ampliar seus serviços e capacidade de atender à sua região.

Porém, reforço, a internet via satélite ou rádio só vira opção se você não tiver acesso a banda larga via cabo, mais barata e mais estável.

08:03 · 15.12.2017 / atualizado às 08:10 · 15.12.2017 por
Assistir a vídeos no YouTube livremente na sua conexão padrão pode não ser mais tão livre assim no futuro sem a neutralidade. Seu bolso pode pesar mais

Segunda a Folha de S.Paulo, tão logo as discussões da Reforma da Previdência sejam finalizadas, em fevereiro próximo, as empresas de telefonia partirão para cima do governo para pedir a revisão de decreto assinado em 2016, pela então presidente Dilma Rousseff, que tornava o Marco Civil ainda mais rígido contra o fim da neutralidade.  Neutralidade que é o princípio que impede as teles de cobrarem mais dos clientes para determinados serviços digitais como vídeos em streaming como os da Netflix.

>>>Neutralidade da Internet, símbolo da equidade ou freio à tecnologia? 

E isso vem na esteira da aprovação pelo Federal Communications Commision (FCC), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lá dos EUA, do fim da neutralidade naquele país na última quinta-feira, 14. O FCC derrubou as regras e agora os provedores por lá têm direito a ofertar pacotes diferenciados para os vários serviços de internet como navegação ou streaming de vídeo.

Lembra que havia a discussão de que ao atingir determinado limite de pacote sua internet seria reduzida ou se exigiria mais dinheiro para seguir com aquela velocidade? Pois bem, por lá, agora está liberado. E aqui é o desejo não secreto das nossas teles que poderá virar realidade em 2018. Além disso, o fim da neutralidade pode pôr em prática um plano para quem faz navegação apenas básica e para quem assiste a muitos vídeos do YouTube ou Netflix. O nosso Marco Civil não permite nada disso. Para este plano ir para frente, a lei teria que ser modificada. No atual cenário do parlamento não é inviável que esta mudança ocorra.

Por conta do decreto de Dilma Rousseff, o fluxo das informações na rede brasileira não distingue quem lê e-mail de quem acessa o YouTube. Foi permitido apenas que as telas façam “gestões” do tráfego, mas sem discriminação do tráfego.

Agora, com o fim neutralidade nos EUA, as teles brasileira virão com tudo para cima do governo de Michel Temer tentando a mesma coisa. Temos muito a temer sim (com perdão do trocadilho). Preparem-se, pois a guerra pela defesa da neutralidade está só começando.

07:13 · 19.07.2017 / atualizado às 14:27 · 20.07.2017 por

O serviço de banda larga fixa (internet fixa) contava com 27.469.555 milhões de assinantes até o final de maio deste ano, foram mais 163.398 mil clientes um aumento de 0,60%, se comparado ao mês anterior. Nos últimos doze meses, foram adicionados à rede 1.419.082 milhão de clientes (+5,45%).

Segundo dados da Anatel, no Ceará a elevação foi de 32.196 mil (+5,12%). O Estado, aliás, é o segundo do Nordeste em números absolutos de usuários de banda larga fixa com 661.379. A Bahia é o Estado com mais usuários: 826.835. Em termos nacionais, o Ceará ocupa a nona colocação entre os estados com mais gente com acesso a banda larga fixa.

Se você analisar que o Estado do Ceará tem 8.842.791, ter cerca de 13,37% ainda é pouco. Vejo que há muita dificuldade das empresas em expandir os pontos com cabos para banda larga fixa. Porém, as pequenas empresas estão crescendo e ganhando espaço nos bairros descartados pelas grandes. Talvez a questão seja também por conta dos preços dos serviços ou por conta ainda da questão da internet móvel em celulares que está melhorando a qualidade e muita gente hoje nem liga muito.

Nos demais estados, entre abril e maio deste ano, a base de assinantes de Minas Gerais aumentou 41.406 mil novos clientes (+1,55%), e no Rio Grande do Norte 27.779 mil (+9,91%). Nos últimos doze meses, houve aumento de usuários em todos os estados. Os maiores percentuais foram registrados nos estados de São Paulo, com 248.014 mil novos clientes (+2,63%); Minas Gerais com 207.821 mil (+8,28%) e Rio Grande do Sul com 135.237 mil (+8,56%).

A prestadora Vivo liderou o crescimento no mês de maio, se comparado ao mês anterior, foram mais 28.073 mil novos assinantes (+0,37%). A Tim apresentou uma elevação de 10.219 mil (+2,96%), seguida pela Sky com 6.069 mil (+1,77%).

Em comparação com abril de 2016, a Vivo teve um aumento de (+1,89%) na sua base de assinantes, foram mais 140.435 mil. A Tim registrou 57.135 mil novos clientes (+19,15%), e a operadora Claro mais 332.367 mil (+4,03%).

 

12:20 · 07.07.2017 / atualizado às 12:20 · 07.07.2017 por

A Anatel liberou o licenciamento de estações do serviço de telefonia móvel (Serviço Móvel Pessoal – SMP) na faixa de 700 MHz para mais 156 cidades brasileiras. Com isso, agora já são mais de 1,8 mil cidades aptas a utilizar essa faixa para a prestação da banda larga móvel, dentre elas 12 capitais: Aracaju/SE, Boa Vista/RR, Brasília/DF, Campo Grande/MS, Cuiabá/MT, Fortaleza/CE, Macapá/AP, Natal/RN, Palmas/TO, Recife/PE, Rio Branco/AC, Teresina/PI.

O licenciamento de estações na faixa de 700 MHz, nesse momento, é fruto do trabalho realizado no âmbito do Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired) para a antecipação do desligamento do sinal analógico de televisão em algumas localidades e consequente liberação dessa faixa para utilização das operadoras do serviço móvel em tecnologia de quarta geração (4G).

Para possibilitar a convivência harmônica entre os serviços de televisão e de telefonia móvel, a Anatel realiza estudos de viabilidade técnica nos municípios a serem liberados para evitar interferências entre os serviços. Tal estudo é aprovado pelo Gired, grupo presidido pela Agência e que conta com a participação da Secretaria de Radiodifusão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, além das associações representativas das empresas de radiodifusão e das prestadoras de serviços de telecomunicações vencedoras do processo licitatório da Anatel que conferiu o uso da faixa de 700 MHz.

A partir da aprovação do Gired, a Entidade Administradora do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV inicia um estudo preventivo de mitigação de eventuais interferências e, após o encerramento dessa atividade, a Anatel libera o licenciamento das estações.

Todo o trabalho vinculado à migração para o sistema digital de TV está inserido em um contexto maior de política pública governamental que tem por objetivo proporcionar a melhoria da qualidade do sinal de televisão para os brasileiros e, também, possibilitar maior qualidade, velocidade de conexão e cobertura para o serviço de banda larga móvel proporcionadas pela telefonia 4G na faixa de 700 MHz, permitindo, assim, a inclusão digital para a população enquadrada nas classes C, D e E no País.

07:05 · 06.07.2017 / atualizado às 07:11 · 06.07.2017 por

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizou nesta quarta-feira, dia 5/7, o Seminário “Conecta Brasil” de expansão da banda larga pelos provedores regionais. Participaram da abertura do evento o presidente da Agência, Juarez Quadros; o conselheiro do órgão regulador Aníbal Diniz; o diretor da Associação Brasileira de Internet (Abranet), André Costa; e o diretor de Regulação e Legislação da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), Carlos Godoy. Cerca de 60 pessoas acompanharam o seminário no auditório da Agência em Brasília e mais 140 pela internet.

No período da manhã, o presidente Juarez Quadros disse que são mais de 27 milhões de acessos à banda larga no país e que os provedores regionais representam uma importante fatia desse mercado, atuando em locais onde as grandes operadoras ainda não chegaram. Ele afirmou que já ouviu depoimentos de usuários falando de sua preferência pelos pequenos provedores, por ser mais fácil a solução de seus problemas. “A Agência tem o máximo interesse em prestigiar os pequenos provedores”, disse.

O conselheiro Aníbal Diniz afirmou que os provedores regionais têm contribuído muito para o desenvolvimento do setor e, mesmo num momento de crise, esse segmento não parou de investir. No final de 2014, os provedores regionais já detinham 10% no mercado da banda larga no país. No final do ano passado, essa participação aumentou para 13% e agora em 2017 já está em 15%. São cerca de 6 mil provedores atendendo a mais de 4 milhões de assinantes, quando se inclui os grupos Algar, em Minas Gerais, e Sercomtel, no Paraná.

André Costa da Abranet falou de duas dificuldades do setor: o financiamento e os preços pelo uso dos postes, que varia de R$ 3 a R$ 20. Para ele, o custo de manutenção precisa ser revisto. O diretor da Abrint disse que órgão regulador de telecomunicações deve equilibrar a balança competitiva e que apesar da Anatel e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) terem acertado um preço de referência, as empresas “continuam a pagar preços absurdos”.

Perspectivas Globais – O superintendente de Outorgas da Anatel, Vitor Menezes, disse que o Brasil ocupa a 7ª posição em banda larga no mundo e que a estimativa é que a banda larga cresça 60% até 2020. Segundo ele, os principais desafios são a grande demanda por mais serviços e o cuidado extra com segurança da informação. Vitor acredita que a dispensa de outorga estabelecida pela Agência para provedores com até 5 mil acessos cabeados vai servir de portal de entrada de novos pequenos provedores.

No período da tarde, o diretor do Escritório Regional da União Internacional de Telecomunicações (UIT) para as Américas, Bruno Ramos, informou que a tendência regulatória no mundo é a da ampliação do espectro não licenciado para comunicações terrestres e que, no longo prazo, os provedores regionais podem levar este fato em consideração na estruturação de seus negócios. Para ele, apesar de os principais objetos da ação regulatória serem atualmente o preço dos serviços e o espectro utilizado, isto deve ser alterado para a proteção de dados, a internet das coisas e a segurança cibernética. Ele também acrescentou que a UIT realiza ações para ampliar a participação dos pequenos provedores em Pontos de Troca de Tráfego, que permitem às empresas de Internet conectar seus servidores para a troca de informações.

Regulação

O gerente de regulamentação da Anatel, Nilo Pasquali, orientou os participantes do seminário a acompanhar a reavaliação do modelo de outorga e licenciamento dos serviços de telecomunicações, a abertura de consulta pública está em análise no Conselho Diretor da Anatel. Há a possibilidade de que o processo simplifique as outorgas, permitindo uma única autorização para diversos serviços de telecomunicações. Ele também informou que o órgão regulador estuda alterar a definição de Prestadora de Pequeno Porte (PPP), empresas com até 50 mil acessos de acordo com as regras atuais, por uma definição mais estável. “Todos acham que 50 mil é um limite muito baixo, que passa de uma situação de pouca regulação para regulação plena. Não é um cenário desejável para os pequenos e não é também para a Anatel”, disse.

A superintendente de Planejamento e Regulamentação da Agência, Maria Lúcia Bardi, apresentou informações do mapeamento de infraestrutura de telecomunicações realizado pelo órgão regulador. Os dados apresentados informam que 86% da população brasileira se concentram em 58% dos municípios que são atendidos com fibra ótica. Dos municípios sem fibra, 54% estão na Região Norte e Nordeste. A proposta da Anatel é levar fibra a 95% dos municípios e conexão de alta capacidade por rádio ao restante, afirmou.

O presidente da Telebrás, Jarbas Valente, informou que a empresa deve começar a vender a capacidade do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) em outubro deste ano. Vitor Menezes disse que esta é uma solicitação constantemente apresentada a ele pelos pequenos provedores. O SGDC pode prover serviços de Internet a todo o território brasileiro. Valente também propôs que os fundos de investimentos do setor de telecomunicações sejam alterados para financiarem a construção de uma infraestrutura de conexão de alta velocidade (backhaul) nos municípios brasileiros.

Sici

Maria Lúcia, durante o seminário, informou que muitos provedores regionais de banda larga fixa não estão encaminhando os dados ao Sistema de Coleta de Informações (Sici) de acordo com a regulamentação. A precisão dos dados é importante para elaboração das políticas públicas e um correto mapeamento do setor. “A evolução é constante e se você não estiver dentro das regras a tendência do negócio é acabar. Se você fizer da melhor maneira possível, a tendência é que se solidifique”, alertou.

O diretor técnico da Solintel, empresa especializada no assessoramento de prestadores de serviços de telecomunicações, Lacier Dias, sugeriu que os Termos de Ajustamento de Conduta estabelecidos pela Anatel incluam financiamento aos provedores regionais. Além disso, o Sici poderia indicar a evolução do provedor e ser utilizado pelo sistema bancário para análise de financiamento. Segundo ele, assim o provedor teria um incentivo à precisão dos dados.

Participação

Bruno Ramos analisou que a organização dos pequenos provedores na Argentina, no Peru e no Equador tem permitido um contato profissional com os promotores das políticas públicas. Para ele, se os pequenos provedores brasileiros não se organizarem, será difícil negociar. “Outros países têm entidades únicas, o Brasil tem várias.”

Em relação à organização dos pequenos provedores, Maria Lúcia apresentou o projeto de estruturação do Comitê de Prestadoras de Pequeno Porte junto à Anatel, cujo objetivo é propor alterações na regulamentação, remoção de barreiras aos pequenos, ações de redução de desigualdades regionais e consolidação das demandas do setor.

Fonte: Anatel

11:33 · 25.06.2017 / atualizado às 11:33 · 25.06.2017 por

Assim como a TIM, a Claro afirmou que já está testando a conexão banda larga móvel de frequência de 700 MHz há algum tempo. No caso da operadora Claro, desde 2015 quando testou a frequência na cidade de Anápolis, em Goiás. Em dezembro desse mesmo ano foi a vez de Rio Verde/GO, primeiro município brasileiro a desligar o sinal analógico de TV. “A ativação do 700MHz e a introdução da tecnologia 4,5G colocam a prestação do serviço móvel pessoal num novo patamar”, garante comunicado da Claro enviado por e-mail.

Recentemente, a Claro realizou a implantação do 4,5G em Brasília, primeira capital a liberar a faixa de 700 Mhz para uso em telefonia móvel. As primeiras células de transmissão com a nova tecnologia foram ativas assim que a Anatel liberou a utilização do novo espectro, garante comunicado enviado pela Claro. Também conhecida como LTE-Advanced Pro, permite que se agregue várias faixas de frequência na mesma portadora da estação radiobase (ERB). Com isso é possível usar o sinal de modo mais eficiente e obter melhor uso dos recursos da rede, garante a assessoria de imprensa da operadora.

A operadora reforça que todos os usuários com aparelhos 4G, mesmo que não suportem a agregação das faixas, usufruirão o benefício de ter mais capacidade na rede, utilizando ou não as novas faixas de frequência implantadas. Isso acontece porque os celulares compatíveis passam a transmitir na nova frequência e a demanda sobre a antiga diminui, dando maior capacidade de transmissão para todos.

Sobre quando a frequência de 700 MHz estará disponível em Fortaleza, a assessoria de imprensa da Claro informa que a ampliação do 4,5G depende das liberações da faixa de 700MHz que está ligado diretamente ao desligamento da TV analógica e limpeza da faixa de espectro de 700 MHz.

“Todo este processo segue o cronograma do Gired e, diante disso, a Claro entende que se o cronograma não for afetado a expansão seguirá como planejado. Além disso, é necessário fazer investimentos e implantar novos equipamentos nas torres de transmissão das cidades onde a frequência nova é liberada”, finaliza a operadora.

14:38 · 11.01.2017 / atualizado às 14:38 · 11.01.2017 por

fibra óticaA Mob Telecom continua aumentando sua rede de internet via fibra óptica para cidades do interior do Ceará, entre elas está Várzea Alegre, Lavras da Mangabeira e Cedro. No final de 2016, a empresa de telecomunicações, com matriz em Fortaleza, concluiu o projeto que amplia a capacidade de banda e cobertura de fibra óptica prometendo um serviço de internet rápida.

Agora, Várzea Alegre, Lavras da Mangabeira e Cedro terão planos de 10 Mbps até 50 Mbps e com um preço menor. Antes, o cliente podia escolher entre planos de 5 mega e 10 mega pagando um valor de R$ 69,90 e R$ 89,90, respectivamente. Hoje, pagando um valor mensal de R$ 69,90 é possível ter uma internet com velocidade de 10 Mbps, para utilizar uma banda larga com 20 Mbps de velocidade o valor a ser pago é de R$ 89,90 e para ter acesso a maior velocidade disponível, a de 50 Mbps, o valor será de R$ 129,90 mensal. Segundo a Mob Telecom, a internet da empresa é de trafego ilimitado.

13:25 · 29.06.2016 / atualizado às 14:21 · 29.06.2016 por
Claudio Alvarez fala dos desafios da Multiplay no mercado local
Claudio Alvarez fala dos desafios da Multiplay no mercado local

Como parte do investimento de R$ 120 milhões da Multiplay no mercado cearense, a empresa anunciou mudanças que começam a ser implantadas ainda neste mês que se encerra amanhã, 30. São duas as principais: a entrada da fibra ótica na casa do cliente com a tecnologia FTTH e a possibilidade de oferecer internet mais rápida e estável e até 1 Giga de velocidade residencial (1 Giga de velocidade de download e 200 Mega de velocidade de upload). Com relação a opção da fibra direto na casa do cliente, o gerente geral da Multiplay, Claudio Alvarez, informou que já estão testando o serviço no bairro José Walter, em Fortaleza.

Segundo o gerente geral da Multiplay, a ideia é mudar o conceito sobre internet rápida, oferecendo, inicialmente, ao bairro Meireles, no quadrilátero compreendido entre as vias Barão de Aracati, Historiador Raimundo Girão, Barão de Studart e Moreira da Rocha, um nova experiência de consumo. “A Multiplay 1 Giga de Internet Fixa é ideal para jogos online, filmes em HD e 4K”, afirmou Alvarez que completou informando que, atualmente, 80% da base de clientes que possuem banda larga Multiplay estão compreendidos na faixa de velocidade de 12 Mbps a 50 Mbps.

Além disso, 5 novas fases de expansão estão previstas com cronograma até 2018, para que a Multiplay chegue a bairros onde ainda não atua. São eles: José Walter, Alagadiço Novo, Maraponga, Luciano Cavalcante, São João do Tauape, Amadeu Furtado, Rodolfo Teófilo, Messejana, Sapiranga, Álvaro Weyne, Vila Ellery, Jacarecanga, Monte Castelo, Jóquei Clube, Castelão, Passaré, Conjunto Ceará, Itaperi, Serrinha, Aeroporto, Jardim América e Carlito Pamplona, além de municípios de Eusébio, incluindo o Alphaville, e Maracanaú.