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Categoria: Democratização da tecnologia


17:03 · 27.08.2014 / atualizado às 17:03 · 27.08.2014 por

A Fundação Telefônica Vivo lançou oficialmente hoje, durante o R.I.A. Festival, em São Paulo, a pesquisa inédita Juventude Conectada. O estudo foi realizado pela instituição, em parceria om o IBOPE Inteligência, Instituto Paulo Montenegro e Escola do Futuro – USP, e tem como objetivo entender o comportamento do jovem brasileiro na era digital.

A apresentação foi feita pela presidente da Fundação Telefônica Vivo, Gabriella Bighetti, seguida de um debate sobre o tema, mediado pelo comunicólogo Mauro Lopes (MVL Comunicação), com a participação de Ana Lima, diretora do Instituto Paulo Montenegro – IBOPE e da Profª Brasilina Passarelli Escola do Futuro – USP.

O R.I.A. Festival é um evento sobre cultura digital que tem como objetivo, nesta segunda edição, refletir, interagir e agir (da sigla R.I.A.) sobre a relação dos jovens brasileiros com o ambiente virtual. A pesquisa Juventude Conectada servirá de base para os diversos painéis e oficinas que acontecem durante o encontro, realizado na Casa das Caldeiras, entre 27 e 28 de agosto.

Iniciada em maio de 2013, a pesquisa Juventude Conectada levou cerca de um ano para ser finalizada. Trata-se da primeira investigação a analisar os jovens conectados sob a ótica de quatro eixos: Comportamento, Educação, Ativismo e Empreendedorismo. O universo entrevistado foi de 1440 jovens, da classe A à D, de todas as regiões do Brasil, entre 16 e 24 anos. Diversas metodologias foram utilizadas, incluindo entrevistas presenciais; seis grupos de discussão; análise em profundidade com oito especialistas e monitoramento de navegação na internet por 10 jovens, através de um software chamado e-meter.

Principais dados
A pesquisa aponta que 71% dos jovens utilizam o celular para acessar a internet. Acessam o tempo todo, várias vezes por dia. Principalmente, as redes sociais (58%). E para se comunicar com a geração Y, é mais fácil usar as redes sociais ou mensagens instantâneas (45%), pois apenas 35% ainda fazem uso do email. Para 49%dos entrevistados, a internet mudou o hábito de buscar informações. O recorte aponta, ainda, que os assuntos mais procurados são cultura e esporte.

Já sobre educação, os jovens conectados apresentam um novo padrão de estudo, no qual a busca na internet é mais relevante do que outras fontes: livros, jornais e revistas e as próprias instituições de ensino. Embora o uso de smartphones seja o terror de alguns professores em sala de aula, 53% dos entrevistados afirmam que a internet melhora o relacionamento entre alunos e professores. Mas apesar de familiarizados com a tecnologia, a maioria dos jovens declarou aprender mais em aulas presenciais do que à distancia.

A pesquisa aconteceu durante as manifestações que ocorreram em todo o Brasil em 2013. Os números mostram um jovem engajado virtualmente e mobilizado para ir às ruas por meio das redes sociais. Para 44%, a internet contribui com o aumento da visão crítica dos jovens e 41% somente participaram de mobilizações sociais por causa de amigos (convites via redes sociais).

Segundo a pesquisa, o jovem brasileiro conectado acredita no potencial da internet no desenvolvimento de projetos, no estímulo à inovação e no desenvolvimento da carreira profissional. Dos jovens pesquisados, 51% entendem que é possível ganhar dinheiro trabalhando ferramentas da internet, entretanto, apenas, 34% pensam em usar a internet para desenvolver um negócio próprio.

“Acreditamos no potencial de transformação das tecnologias e dos jovens. O estudo desses dois fatores ajuda a entender os novos caminhos da educação, novos padrões de comportamento e consumo, o novo perfil dos atores políticos e o futuro dos empreendedores da economia brasileira”, explica Gabriella Bighetti, que também é especialista do tema juventude online no Brasil. “São esses jovens conectados de agora que irão ditar ideais, padrões e moda daqui alguns anos. Precisamos crescer e inovar com eles”, completa Gabriella.

A pesquisa completa está disponível na forma de e-book, no site da Fundação Telefônica Vivo.

10:57 · 10.07.2012 / atualizado às 10:57 · 10.07.2012 por

O Ceará vai ganhar 28 telecentros como resultado de parcerias firmadas entre o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e a Câmara Municipal de Fortaleza e o Governo do Estado do Ceará. Segundo o Serpro, os novos telecentros irão contribuir com diversos programas sociais, viabilizando conexão de internet e formação por cursos de educação a distância, inclusive cursos offline para presidiários. Os acordos de cooperação que irão garantir as iniciativas de inclusão digital serão assinados amanhã, dia 11 de julho, em Fortaleza, com a presença do diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni.

Cada telecentro é formado por dez microcomputadores e um servidor de rede. Além de doá-los, o Serpro vai instalar e configurar os equipamentos, disponibilizando formação dos monitores que fazem o atendimento nas unidades. O Serpro fica responsável, ainda, pelo acompanhamento das atividades do telecentro, manutenção dos softwares e custeio relativo à participação de seus profissionais.

Pela manhã, às 10h, a assinatura do convênio acontece na Câmara Municipal de Fortaleza, viabilizando um telecentro itinerante para acompanhar as sessões realizadas pela casa legislativa pelo projeto Câmara nos Bairros. Às 14h, três acordos são celebrados no Cambeba com o Governo do Estado, para a doação de 27 telecentros. Quinze deles vão para os programas sociais da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS). Sete telecentros vão para a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), com previsão de instalação de cinco em presídios e dois em Casas do Cidadão. E, finalmente, cinco telecentros serão recebidos pela Secretaria da Cultura do Ceará (Secult), que leva a tecnologia aos pontos de cultura.