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Categoria: e-commerce


07:28 · 01.07.2018 / atualizado às 09:46 · 01.07.2018 por
Comprar no exterior requer cuidados, como comprar em lojas online no Brasil também

Alguns serviços na internet como Envios Direto e My Vip Box me chamaram atenção. Eles prometem servir de endereço norte-americano para você fazer compras nos EUA.

O segundo serviço pertencia, até bem pouco tempo, ao youtuber Carlinhos Troll. Hoje em dia pertence ao grupo Fishisfast. Entramos em contato com eles, mas, até hoje, não recebemos resposta. Porém, o serviço é bem usado por digital influencers brasileiros.

O Envios Direto também já se mostra como boa opção e é muito usado por alguns canais brasileiros do YouTube que trazem, especialmente, brinquedos para review. O diretor do Envios Direto, André Pinheiro, nos tirou algumas dúvidas sobre o serviço.

A principal é: como faz para usar o serviço? É bem simples. Você cria uma conta e a partir daí ganha um endereço nos EUA. Feito isso, basta comprar e inserir o endereço americano. Para o envio, é cobrado um valor que vai depender do peso da sua caixa e se você vai optar ou não pelo seguro.

“Após a entrega de sua caixa em nosso local, você será informado com fotos e as demais informações para despacharmos a sua caixa”, diz Pinheiro que completa reforçando a importância do seguro. “Nós recomendamos sempre o seguro adicional. Porém, se o cliente não desejar o seguro adicional, ele terá o seguro básico de US$ 50 em suas remessas”, complementa.

E a tributação? Afinal, uma caixa vindo dos EUA sempre vai atrair os olhares da Receita Federal. Muito bem, apesar de existir a possibilidade, e do preço do dólar não está nada agradável, alguns produtos como roupas e calçados podem ser ainda viáveis. É bom sempre fazer todas as contas. E, lógico, é preciso entender que a tributação é 100% legal.

No Canadá tem disso sim

Iliana e Alice tocam o Direto do Canadá

Os dois serviços anteriores são baseados nos EUA. Mas também há serviços assim mais ao Norte. Estamos falando do Canadá. As brasileiras Iliana Goulart e Alice Nassar, ajudadas pelos respectivos maridos, Leonardo e Michel, resolveram criar o serviço Direto do Canadá. Assim como as empresas já citadas, ela faz redirecionamento de mercadorias só que lá de Toronto, uma das metrópoles canadenses, que fica na região de Ontário. Uma boa vantagem das compras no Canadá seria o dólar de lá que é bem mais em conta que o dos EUA.

Ao contrário dos dois outros serviços, elas fazem a divulgação via Instagram e a comunicação com os clientes ocorre via Direct (Instagram): @direto_do_canada, e-mail: diretodocanada@outlook.com, além do WhatsApp: +1(647)529-3529. Eles ainda não tem um site para centralizar e automatizar tudo. Segundo Iliana, acham que não há necessidade da criação de um site para o negócio. “Caso contrário, seria um site pobre em conteúdo, já que apenas divulgamos produtos de outros fornecedores. O status de andamento de cada atendimento é feito de forma personalizada, com troca de mensagens e envio de imagens para tranquilizar e atualizar nosso cliente”.

Ela recebe as caixas na casa dela, faz a conferência dos itens e tenta os organizar no menor número de caixas possíveis – no limite máximo de 30kg por caixa. Feito isso, a turma do Direto do Canadá orça o valor do frete para o Brasil. Depois de confirmado o envio do pagamento do valor do frete mais taxa de serviço, a caixa segue para o cliente.

E quanto custa isso? Segundo o material enviado por Iliana, os custos para o interessado no serviço são de 15% do valor do frete mais taxa de $30, $40 ou $50 dólares canadenses dependendo do tamanho da caixa a ser enviada (P/M/G).

Iliana deixa claro que não envia produtos com procedência duvidosa como cigarro, bebidas, sprays aerossóis, produtos inflamáveis, perecíveis ou armas de fogos. Também não se responsabilizam por eventuais taxas alfandegárias e tributos adicionais. Deixam claro que tudo será enviado através dos Correios.

Além do envio, o Direto do Canadá também trabalha com armazenamento para quem quer buscar o produto lá em Toronto. Este serviço custa 20 dólares canadenses a primeira caixa e 7 dólares canadenses a cada caixa adicional.

E aí? Vale a pena?

Admito que não me senti muito estimulado a comprar e usar serviços como os descritos até pela questão do valor atual do dólar (apesar do que o dólar canadense é mais em conta que o americano ainda assim está acima de R$ 3 no fechamento desta postagem). Prefiro aguardar um pouco mais e comprar em viagens ao exterior. Mas, se você não quer esperar, serviços como Direto do Canadá, My Vip Box e Envios Direto podem ajudá-lo. Pesquise bem e analise se os serviços vão ser úteis para você e boas compras!

07:27 · 08.06.2018 / atualizado às 08:30 · 08.06.2018 por

No último fim de semana (2 e 3/6) pintou promoção no site da Latam. Válido até para o mês de julho. Legal. Vamos comprar as passagens da família, certo? Errado. O site estava bugado. Não dava para comprar passagem para criança de menos de 12 anos e mais de 11 anos acompanhada de adultos. O motivo? Ninguém sabe.

No sábado tentamos falar com a Latam, pela manhã, por telefone, como recomendado pelo Twitter da empresa. Ninguém atendeu depois de 30 minutos. À noite, após alguns minutos, atenderam para dizer que era assim mesmo, o sistema havia mudado e os pais deveriam comprar pelo site e depois correr para o telefone para tentar comprar a passagem do filho rezando para conseguir falar com alguém ao telefone e ainda ter aquele lugar ao lado dos pais. Sem sentido total.

Contactamos a assessoria de imprensa brasileira da chilena Latam que nos pediu paciência para responder na segunda-feira. Pois bem, no referido dia, voltou com a informação de que estava tudo normal no sistema da Latam. Mas só esqueceu de avisar que no fim de semana não estava.

Abaixo segue o print com a tentantiva e a mensagem de erro. Melhore Latam!

E você? Já teve problemas com a companhia aérea?

07:05 · 10.03.2018 / atualizado às 12:17 · 09.03.2018 por

Quando se pensa em marketplace ligado ao e-commerce, o conceito que temos é que é um local, geralmente uma rede gigante, que abriga pequenas empresas ou vendedores individuais sobre sua tutela. Neste espaço, o consumidor encontra uma gama vasta de opções de produtos e preços, geralmente mais baixos que de lojas grandes individuais. Este conceito me foi apresentado a primeira vez na Amazon americana. Depois vi que os sites de leilão/venda geral como eBay e Mercado Livre também estão enquadrados nesta classificação, com algumas ressalvas.

É interessante notar que em todos estes exemplos há uma classificação que pode nos ajudar a acreditar ou não na negociação com os vendedores. Por fim, acreditar que este negócio terá um final feliz para o comprador.

Depois de alguns anos, este mercado chegou ao Brasil. Os poderosos grupos B2W (que traz as empresas Americanas.com, Submarino e Shoptime), Via Varejo (tem Pontofrio.com, Extra e Casas Bahia) e a gigante Walmart apresentaram ao consumidor seus marketplaces há alguns anos. Mais recentemente, a Amazon.com.br também lançou o seu centro com diversas pequenas e médias lojas que trazem ao consumidor uma diversidade de preços e opções.

Mas e como o consumidor conseguirá comprar sem medo? Tanto Mercado Livre quanto eBay resolveram a equação dando “premiações”, digamos assim, medalhas, para os maiores vendedores, os mais confiáveis.  No eBay é possível saber quantos por cento de vendas daquela loja deram certo, se ele tem ou não o selo de vendedor top e isso dá uma confiança grande para a compra. No caso do Mercado Livre saber se o vendedor é Mercado Líder Platinum vai te dar também maior confiabilidade ao negócio.

No caso das lojas dos marketplaces do B2W, Via Varejo e Walmart as análises são estrelas e comentários de compradores que irão balizar a sua compra. É um esquema parecido com o que ocorre com eBay e Mercado Livre. Porém, falta uma forma de dar um destaque maior para a qualidade do serviço prestado por aquela loja terceira. Saber se é a própria gigante como o Extra ou Submarino que irá fazer a venda e entrega dá mais segurança do que apenas a entrega ou nem isso.

Tentamos com todos os marketplaces obter mais detalhes do funcionamento deles ou saber se, assim como o eBay, por exemplo, eles dão cobertura aos compradores em caso de falhas dos vendedores. Apenas o grupo Via Varejo respondeu (veja abaixo). Dos demais ganhamos o silêncio.

Acredito que comprar em marketplaces quando o preço é bem mais interessante é uma saída para o consumidor. Mas, antes de gastar seu precioso dinheiro, favor tomar todas as medidas possíveis para que o produto que você deseja chegue realmente até suas mãos. Que você não se iluda apenas pelo preço, mas que estude bem o vendedor afim de evitar surpresas desagradáveis no final.

Resposta Via Varejo

A Via Varejo, através da assessoria de imprensa do grupo, nos enviou uma resposta e um release onde fala da melhoria no atendimento do marketplace para os consumidores. Confira abaixo a resposta:

“A Via Varejo, empresa que administra a Casas Bahia e Pontofrio e o site do Extra, realizou em 2017 uma revisão de lojistas cadastrados no marketplace da empresa e que já apresenta resultados significativos para a companhia no que diz respeito à qualificação do serviço prestado pelos 3,1 mil vendedores ativos na plataforma, que comercializam em torno de 1,5 milhão de itens. Esse progresso está diretamente ligado à estratégia adotada pela varejista em 2017 de tirar o foco na quantificação de lojistas para dar prioridade à qualidade do negócio, mantendo operantes apenas parceiros condizentes aos requisitos de atendimento exigidos pela empresa. Com essas melhorias, o índice que mede a satisfação e fidelização dos clientes após a entrega dos produtos, chamado NPS (Net Promoter Score), dobrou de valor de 2016 para 2017, com 100% de melhora nas avaliações de 0 a 10 enviadas pelos consumidores por e-mail após a realização de compras realizadas com lojistas do marketplace. Além disso, em abril de 2017, a empresa também intensificou a qualificação do cadastro de produtos de marketplace para facilitar a localização de ofertas nos sites da Casas Bahia, do Pontofrio e do Extra. Para 2018, a empresa continuará com a estratégia de otimizar a plataforma de marketplace”.

Agora o release:

“O contínuo processo de revisão de lojistas cadastrados no marketplace da Via Varejo (Casas Bahia, Pontofrio e Extra), iniciado no começo de 2017, já apresenta resultados significativos para a companhia no que diz respeito à qualificação do serviço prestado pelos 3,1 mil vendedores ativos na plataforma, que comercializam em torno de 1,5 milhão de itens.

O índice que mede a satisfação e fidelização dos clientes após a entrega dos produtos, chamado NPS (Net Promoter Score), dobrou de valor de 2016 para 2017, com 100% de melhora nas avaliações de 0 a 10 enviadas pelos consumidores por e-mail após a realização de compras realizadas com lojistas do marketplace. Com essa evolução, o nível registrado atualmente se aproxima muito do que é verificado nas notas recebidas para pedidos relacionados a estoque próprio da Via Varejo.

Já a reputação do marketplace no site Reclame Aqui também apresentou melhora, alcançando nota de classificação “Boa”, o que representa uma evolução de 25% no período de janeiro a novembro deste ano. Esse progresso está diretamente ligado à estratégia adotada pela varejista em 2017 de tirar o foco na quantificação de lojistas para dar prioridade à qualidade do negócio, mantendo operantes apenas parceiros condizentes aos requisitos de atendimento exigidos pela empresa. “Por se tratar de uma ação concluída recentemente e que já trouxe resultados expressivos em pouco tempo, acreditamos que o avanço desse percentual será muito maior em 2018, atingindo patamares máximos de reputação”, afirma Paulo Madureira, diretor de Marketplace e Soluções e Serviços da Via Varejo.

Além disso, em abril deste ano, a empresa também intensificou a qualificação do cadastro de produtos de marketplace para facilitar a localização de ofertas nos sites da Casas Bahia, do Pontofrio e do Extra. Itens com as mesmas especificações e características estão sendo agrupados de forma que todas as opções de compra deles estejam dentro da página da oferta principal, a qual fica destacada na busca de acordo com os critérios de menor preço, prazo de entrega e custo de frete. Trata-se de uma ferramenta interna da Via Varejo que faz o “match” de produtos e que ajuda na organização do sortimento apresentado para que a compra seja cada vez mais prática, ágil e confiável para os clientes”.

Problemas no passado

Nunca mais tivemos relatos tão obscuros quanto os do começo do processo de implantação do marketplace no Brasil. Naquela época, registramos até consumidor que comprou iPhone e recebeu tijolo. O fato de casos esdrúxulos assim teria ficado para a história nos dá a impressão que, realmente, as grandes empresas controladoras dos marketplaces no nosso País estão aprendendo a fazer da forma correta.  E isso só aumenta o nosso sentido de segurança ao comprar. Mas é sempre bom ficar atento para quem vende e entrega o produto. Estudar se aquela empresa parceira do marketplace é idônea e se sua fama é boa, não só no serviço, mas como fora dele. Um bom lugar para verificar isso chama-se Reclame Aqui. Fique atento, verifique tudo e boas compras!