Categoria: Mercado de TIC


06:53 · 07.07.2020 / atualizado às 08:15 · 07.07.2020 por

A Qintess, fornecedora de soluções de tecnologia do Brasil, anuncia a expansão de suas operações para o Nordeste, com a abertura de mais de 200 vagas para profissionais de TI, suporte e gerenciamento de projetos para sua nova filial de Fortaleza, que atenderá diretamente os clientes da região.

“A Qintess é uma companhia que tem como prioridade oferecer as melhores soluções e serviços de tecnologia aos clientes. Por isso, estamos trabalhando continuamente para expandir nossa presença em todo o Brasil, buscando profissionais que estejam dispostos a inovar e contribuir com a entrega de um atendimento de excelência”, diz Lauro Chacon, Vice-presidente de Marketing e Capital Humano da Qintess. “Nossa prioridade é valorizar a diversidade de ideias e trazer gente com vontade de fazer o novo, com ideias e ações que agregarão real valor para nossos clientes e para nossa equipe”.

Novo escritório da companhia no Nordeste, a unidade de Fortaleza (CE) será a primeira base da Qintess a seguir o modelo de inovação da nova sede da empresa em São Paulo, que tem inauguração prevista para o segundo semestre. “Estamos fazendo uma grande transformação cultural, com planos orientados à inovação, à sustentabilidade e à transparência. A consolidação dessa nova filial é um grande passo nessa jornada”, diz Roberto Silva, Diretor responsável pela filial Nordeste. A equipe da unidade de Fortaleza será responsável pelo atendimento de projetos locais, com a combinação de equipe interna, profissionais remotos e especialistas alocados dentro dos clientes.

As oportunidades anunciadas pela Qintess são para o atendimento completo de projetos de clientes do setor financeiro, com suporte de diversos níveis para usuários em todos os estados da região do País. Entre as vagas, destaque para as posições de analistas e especialistas em suporte para área Financeira, Administrativa e de Infraestrutura de TI. Os contratados para esse setor atuarão como suporte, remoto e/ou presencial, para demandas de negócio, análise e prevenção de incidentes e gerenciamento de serviços de TI, apoiando em demandas de maior complexidade e aquelas que envolvem recursos críticos e usuários VIPs.​

Os profissionais devem possuir conhecimentos específicos de suas áreas de atuação, além de habilidades em pontos como comunicação e relacionamento interpessoal. Além disso, todas as oportunidades são para contratos fixos, no regime CLT, elegíveis para pessoas com deficiência (PCD), sem distinção de gênero, e contam com benefícios como vale-refeição, assistência médica e odontológica, seguro de vida, auxílio-creche e convênio farmácia.

Candidatos interessados em participar dos processos seletivos devem enviar dados pessoais e currículo atualizado para o e-mail recrutamentoeselecao@qintess.com. Para mais informações, a lista completa de vagas e os requisitos técnicos para cada posição estão disponíveis on-line, AQUI e AQUI.

Sempre bom frisar que entre os dados pessoais você nunca deve entregar senhas de acesso a qualquer sistema, especialmente de e-mails e senhas bancárias. Também não se deve pagar para participar de qualquer seleção. Se solicitarem estes tipos de senhas ou pagamento para participação em seleções, cai fora e denuncie. Logicamente não estamos falando que esse é o procedimento aqui adotado. Estamos apenas alertando, pois há golpes na praça em que criminosos, aproveitando o momento de desespero das pessoas acaba entregando dados vitais e pagando para entrar na disputa. Não faça isso!

06:46 · 06.07.2020 / atualizado às 06:55 · 06.07.2020 por

Quando se fala em trabalhar com tecnologia, o que pode vir à mente é uma formação acadêmica em TI ou áreas afins. Sem dúvida, a graduação é uma etapa importante, mas para o Grupo FCamara – empresa de consultoria de TI em soluções digitais – não é algo crucial para que um profissional de tecnologia seja contratado. A empresa forma os próprios profissionais há 10 anos com o Programa de Formação Online que não exige ensino superior dos candidatos.

Fabio Camara, que é Tech CEO do grupo, explica em 5 dicas os principais requisitos para quem quer trabalhar com tecnologia ainda em 2020. No início da primeira década, o empresário foi o 3º profissional mais certificado da América Latina e tem experiência com formação de profissionais de tecnologia que hoje estão ocupando altos cargos dentro e fora do país. Confira as dicas:

Soft skills estão ganhando cada vez mais importância

Soft skills são competências de aptidão e personalidade, que não são exatamente adquiridas pelo currículo, e sim pelo perfil. Estas habilidades são fundamentais no futuro para criar processos, produtos e sistemas com uma boa experiência do usuário. “O currículo a gente adapta, aprende, mas a personalidade não. É necessário que o candidato saiba se relacionar com times e entenda que pessoas são mais importantes que processos”, explica.

Adaptabilidade para trabalhar em diversos cenários

O isolamento social colocou mais de 600 colaboradores da empresa para trabalhar em home office por tempo indeterminado. Novos hábitos de check up, sistemas de gestão e até contratação foram criados. “O candidato precisa se preparar para mostrar em uma seleção remota o mesmo que mostraria presencialmente. Assim como entender que trabalhar em casa não é férias, as responsabilidades são as mesmas”.

Líderes precisam ser acessíveis e, efetivamente, líderes

Se seu objetivo é aplicar para um cargo de liderança em tecnologia, atenção à liderança. Empresas não podem colocar seus líderes e diretores em um pedestal inacessível para o restante dos funcionários. Na FCamara, todos têm acesso ao WhatsApp do fundador, marcam sessões de coaching com ele e podem encontrá-lo trabalhando ao seu lado, já que Fabio não tem sala nem mesa fixa. “Se as pessoas não têm acesso a quem lidera a visão da empresa, como irão pensar e conduzir projetos? Ser líder é ser acessível”.

Estilo de vida alinhado com seus objetivos

Ninguém chega ao sucesso tendo comportamentos inadequados. É necessário exercitar a diplomacia. Os líderes são excelentes negociadores e diplomáticos. Exemplo: o que faz a bolsa de valores cair ou subir? A relação de confiança no mercado e nas pessoas. “O mercado funciona baseado numa psicologia de relação de confiança e assim deve pensar o profissional”.

Pessoas e cultura x cultura e pessoas

A tecnologia não é o grande fator que impulsiona a transformação, a inovação e as mudanças estratégicas na empresa, diz o executivo. Quem impulsiona a mudança é a cultura e os profissionais inseridos nela. “A cultura deve favorecer pessoas que têm vontade de aprender e curiosidade fora do seu campo de atuação. São estas pessoas que vão enxergar o que ninguém vê. Esse profissional se encaixa muito bem no setor de tecnologia”, explica.

16:57 · 03.07.2020 / atualizado às 16:57 · 03.07.2020 por

O CEO da Angola Cables Antonio Nunes, CEO da Angola Cables, multinacional do setor das TICs que opera cabos submarinos de fibra óptica e datacenters no Brasil, participou do Futurecom Digital Summit – encontro on-line de executivos do setor de Telecom que trouxe uma prévia da 22ª edição do Futurecom, maior evento de tecnologia e transformação digital da América Latina, que acontecerá entre 27 e 29 de outubro no São Paulo Expo.

Dentre os temas abordados pelos executivos, o destaque foi para as mudanças que a pandemia do Covid-19 provocaram no padrão de uso de internet: aceleração da transformação digital, principais aspectos da alteração do perfil do consumidor no uso da internet e tecnologias que estão sendo aplicadas para aperfeiçoar a experiência digital. Nunes revelou que apesar da pandemia, as empresas de Telecom como a Angola Cables, já vinham se preparando para uma demanda maior de consumo de dados por parte dos consumidores. “Então, a Covid-19 não nos pegou de surpresa. O processo de investimento em Telecom sempre foi necessário, embora observemos um impressionante crescimento na demanda neste período de quarentena. Nas redes da Angola Cables no Brasil, por exemplo, o consumo de dados em backbone, backhaul e cabos submarinos aumentou 6 vezes. Na África, o consumo dobrou e no mundo ela triplicou”, disse o executivo.

Os participantes também discorreram sobre o ambiente regulatório e tributário do País, que precisa ser aperfeiçoado para que o investimento do setor privado melhore cada vez mais e de forma capilarizada, o acesso da população mais pobre à internet; e também como as empresas estão se adaptando para atender às suas bases de clientes.

Os debatedores também discorreram sobre o 5G no Brasil e a necessidade de as empresas estarem realmente preparadas, para que não ocorra atrasos na entrega da tecnologia quando ela começar a ser implementada, uma vez que terá impacto significativo para o crescimento do PIB do Pais nos próximos 20 ou 30 anos.

“As operadoras de Telecom que vão operar com a tecnologia precisam ser sustentáveis a longo prazo. Sem isso, a implementação do 5G poderá sofrer diversos adiamentos”, alertou o CEO da Angola Cables.

06:36 · 22.06.2020 / atualizado às 10:41 · 18.06.2020 por

O mercado de impressoras vendeu 659.468 unidades e cresceu 4,1% no primeiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período de 2019. Do total de unidades, foram 313.084 modelos tanque de tinta, um aumento de 20%, 116.510 foram a laser (- 2,4%), 228.865 foram de cartucho (-9%), e 1.009 foram matriciais (-27,5%). Os resultados são do estudo IDC Brazil Quarterly Hardcopy Tracker Q12020, realizado pela IDC Brasil, empresa de inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.

Segundo Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil, o volume de vendas de modelos tanque de tinta comprova tendência de mercado, que vem dando sinais de preferência por essa categoria. Microempresas (de 1-9 funcionários) e pequenas empresas (de 10-99 funcionários) aumentaram em 27,1% e 25,3%, respectivamente, as compras dessas impressoras. No varejo, as vendas desse modelo cresceram 18,1%.

A expansão do home office a partir da segunda quinzena de março também impulsionou o mercado de impressoras tanque de tinta. “Elas são boas opções para quem procura custo-benefício. Por mais que o seu preço seja um pouco mais alto, o investimento pode ser compensado a médio e longo prazo com o suprimento, que oferece maior rendimento”, explica Rodrigo. Neste período, a IDC Brasil percebeu pessoas comprando impressoras para usar em casa e empresas alugando ou oferecendo subsídio para seus funcionários fazerem essa compra e continuarem trabalhando durante o distanciamento social causado pela pandemia.

No segmento a laser, a IDC Brasil revela que as fabricantes focaram na oferta de modelos de entrada, que imprimem abaixo de 30 ppm, para empresas. “Essa categoria teve crescimento de 8,5 enquanto as impressoras acima de 31 ppm tiveram queda de 11,1%”, diz Rodrigo.

No começo do ano, a IDC Brasil esperava crescimento de impressoras a laser e queda no segmento de tinta, mas aconteceu o contrário. Segundo Rodrigo, a pandemia de Covid-19 levou ao adiamento de projetos de bancos e governo, por exemplo, que estavam agendados para o início desse ano. “Com isso, o mercado deixou de contabilizar no primeiro trimestre de 2020 um volume importante de unidades que deveriam ser vendidas se esses projetos tivessem acontecido”, revela o analista da IDC Brasil .

As vendas no setor corporativo representaram 65,8% do mercado de impressoras no primeiro trimestre de 2020, com 434.024 unidades. No varejo, as vendas representaram 34,2%, com 225.444 impressoras.

Expectativas

A projeção da IDC Brasil para o mercado de impressão é de queda de dois dígitos no segundo trimestre de 2020 e de retração anual de 5,4%. Entre os fatores, Rodrigo aponta a alta do dólar e o consequente repasse de preços, e os impactos da pandemia de covid-19 no varejo físico. “Há um forte movimento de adoção ou migração para o digital, mas essa adaptação e os resultados não acontecem de uma hora para outra e o resultado de vendas deve ser abaixo do normal para o período. Mas, por outro lado, caso os projetos adiados no primeiro trimestre aconteçam, podem dar fôlego principalmente ao segmento a laser”, finaliza o analista da IDC Brasil.

07:00 · 22.05.2020 / atualizado às 13:11 · 14.05.2020 por

Enquanto se discutia a Quarta Revolução Industrial, a transformação digital das empresas, do governo, da educação e da saúde, a pandemia da Covid-19 trouxe novos desafios e a necessidade de rever profundamente planos, estratégias, metas e relacionamentos. Neste cenário, a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) intensificou sua atuação junto ao Governo Federal para apresentar sugestões de medidas econômicas que ajudam a mitigar os impactos que toda a economia brasileira enfrentará nos próximos meses, principalmente no que se refere à liquidez do setor privado. Ao mesmo tempo, a associação tem promovido debates que ajudam a refletir sobre estas mudanças e divulgado iniciativas que incentivam a inovação e a retomada econômica.

“Temos atualmente como missão mitigar o impacto socioeconômico acarretado pela crise da pandemia, e colaborar no processo da retomada dos negócios, colocando como princípio fundamental assegurar a liquidez do setor produtivo e zelar pela manutenção dos empregos. Acreditamos que é essencial que o Governo disponibilize de forma direta, por meio de agentes financeiros públicos, uma linha de crédito sem intermediários e sem necessidade de garantias reais; além de criar um fundo garantidor via BNDES para colocar crédito à disposição via bancos privados” explica Rodolfo Fücher, presidente da ABES.

Plano de ação

Segundo Fücher, a associação elaborou um plano de ação apresentado ao Governo Federal no final de março e, desde então, tem dialogado com o Ministério da Economia e acompanhado de perto os projetos de lei, portarias e medidas provisórias. “Graças a esta articulação, que conta com o envolvimento de outras entidades setoriais, conseguimos influenciar os debates e decisões em prol do setor de TI e, principalmente, a favor do Brasil. Representamos um segmento que vai gerar muitos empregos no país e que irá absorver parte dos colaboradores de outros setores mais afetados pela conjuntura”, resume.

Como parte deste trabalho, a ABES participa de reuniões semanais desde abril, coordenada por Carlos da Costa, secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), do Ministério da Economia, o qual tem desempenhado um papel fundamental na articulação das demandas do setor de TI.

Balanço das reivindicações e atualização do plano

No encontro virtual, foram discutidas várias ações e realizado um balanço das medidas econômicas já implementadas. As reivindicações acatadas e em estudo são:

1) Flexibilização de garantias para obtenção de linhas de financiamento, que ajudam na operacionalização do crédito na ponta para o empreendedor;

2) a utilização de Fundo Garantidor da União, sem contrapartida financeira das empresas;

3) manutenção de contratos públicos, quitação de débitos da União junto aos fornecedores e agilidade no fluxo de pagamento;

4) possibilidade de o salário ser transformado em ajuda de custo durante o período de calamidade pública, o que contribui para a desoneração da folha;

5) dispensa, até 30 de setembro, de apresentação de várias certidões para obtenção de crédito em instituições financeiras públicas e suas subsidiárias.

“São 33 anos trabalhando pelo setor e conhecemos os reais problemas que afetam a maioria dos nossos associados. Ao longo deste período, construímos uma excelente interlocução nas diversas esferas de Governo. Com o apoio do nosso Departamento Jurídico e do Comitê Regulatório, atualizamos o nosso plano de ação, tendo em vista as demandas atendidas, mesmo que parcialmente, e as reivindicações que continuamos lutando. Aprimoramos nosso plano com a inclusão de sugestões de como as nossas propostas podem ser implementadas. Assim, somos muito mais assertivos e mostramos que nossas solicitações são viáveis”, avalia Francisco Camargo.

A mais recente versão do Plano de Ação da Abes está disponível para download. Ele é composto pelas seguintes propostas de medidas econômicas:

• Prorrogação dos encargos trabalhistas por 12 meses e desoneração da folha de pagamento;
• quitação de compromissos do Estado junto aos fornecedores;
• linhas de crédito;
• prorrogação de vencimento de tributos;
• facilitação e flexibilização na apresentação de garantias.

08:56 · 19.05.2020 / atualizado às 08:57 · 19.05.2020 por

A Vivo continua atuando para garantir o funcionamento remoto do País durante a pandemia do novo coronavírus. Só nos meses de abril e maio, a empresa contratou remotamente mais de 400 novos colaboradores de diversos setores, incluindo as áreas administrativas. No momento, está em busca de analistas, consultores, especialistas e gerentes para preencher mais de 130 vagas abertas. A maior parte das oportunidades está concentrada nas áreas das Tecnologia (TI), Cyber Security e Comercial B2B para atuação em São Paulo (SP) e Curitiba (PR). No Nordeste há vagas para as cidades de Recife (PE), Feira de Santana (BA), Fortaleza (CE) e São Luís (MA). Para concorrer a uma das vagas, os interessados podem acessar o vivo.gupy.io e fazer o cadastro. Os selecionados começarão a trabalhar na companhia, em home office, em função da pandemia provocada pelo Covid-19.

Todas as etapas do processo seletivo na Vivo, desde o recrutamento até a admissão, são feitas por meio de ferramentas digitais. A iniciativa, adotada há cerca de dois anos pela companhia, ganhou um reforço diante da pandemia: na admissão, a assinatura do contrato foi realizada de forma digital e o processo de integração com a equipe está sendo feito virtualmente, por meio de uma conferência na qual os novos colaboradores são recebidos por um executivo da empresa e pelo time da área de Pessoas.

“Sabemos que não é um momento fácil, estamos todos aprendendo, junto com nossas equipes e famílias, a viver o distanciamento social e a trabalhar remotamente o tempo todo. Por isso, competências como empatia, colaboração, adaptabilidade, espírito de dono e confiança são consideradas diferenciais nos nossos processos seletivos. Além disso, temos o compromisso com uma cultura mais inclusiva, valorizando profissionais com diversidade de pensamentos, de ideias e de experiencias”, destaca Niva Ribeiro, VP de Pessoas da Vivo.

Os profissionais interessados terão acesso a uma empresa que pratica a cultura de inovação e a melhorar experiência do cliente, em um ambiente em constante transformação e com desafios constantes. Para entrar no clima, há uma estratégia forte de desenvolvimento e aprendizagem para todos os colaboradores e também para a liderança, com práticas ágeis, metodologia lean e autoconhecimento. Para as novas vagas, o salário é compatível com o que é oferecido no mercado. Entre os benefícios, estão celular corporativo com plano de voz e dados; vale refeição e transporte; plano de saúde; seguro de vida; day off de aniversário. Os benefícios variam de acordo com o cargo.

As vagas são para as cidades de São Paulo (SP), Curitiba, Brasília (DF), Recife (PE), Goiânia (GO), Bauru (SP), Belo Horizonte (MG), Feira de Santana (BA), Fortaleza (CE), Maringá (PR), Piracicaba (SP), São José dos Campos (SP), São Luís (MA) e Sinop (MT).

Cuidados internos para a saúde e o bem-estar no combate à Covid-19

A empresa implementou uma série de iniciativas para assegurar a qualidade de vida e bem-estar de seus colaboradores durante o período de pandemia. Além de adotar todas as recomendações apresentadas pelo Ministério da Saúde e instruir os cerca de 33 mil funcionários diretos a seguirem as práticas sugeridas, boa parte de seus colaboradores (cerca de 20 mil pessoas) está em home office, inclusive a operação de Call Center.

O serviço de Pronto Atendimento Virtual -Telemedicina foi disponibilizado para os funcionários e seus dependentes no plano de saúde. A empresa oferece ainda o programa “Conte Comigo” para atendimentos relacionados a aspectos sociais, psicológicos e psicopedagógicos.

06:51 · 19.05.2020 / atualizado às 07:30 · 19.05.2020 por

Diante da pandemia de covid-19, o mercado de TI deve apresentar queda de 3,7% na América Latina e de 1% no mercado brasileiro. A previsão foi feita pela IDC Brasil em webinar realizado na última quarta-feira, 6 de maio.

“Os países estão se adaptando e a etapa é de realinhamento para assimilar os impactos. Tanto no Brasil como nos demais países da América Latina, há o entendimento de que haverá um impacto e que as receitas sofrerão de alguma maneira”, diz Luciano Ramos, gerente de pesquisa e consultoria em Enterprise da IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. “Em conversas com empresas de TI para entender a percepção da crise, ¾ delas esperam redução de receita entre 10% e 20% em relação ao que estava previsto para 2020. Já no Brasil, 67% das empresas apontam decréscimo entre 10 e mais de 50%. O cenário também é pessimista no México, onde 88% das empresas preveem alguma redução”, afirma o gerente da IDC Brasil.

Mesmo com a expectativa de redução, a América Latina é a região mais otimista em comparação a outras regiões. De acordo com a IDC, neste segundo trimestre de 2020, 42% das empresas apontam um gasto com TI menor do que o previsto, mas no mundo a queda se aproxima de 50%. Já as expectativas para o segundo semestre de 2020 na América Latina é de que o impacto seja menor.

Três cenários

Considerando aspectos econômicos e sanitários, a IDC desenhou três cenários para a América Latina: o otimista, o provável e o pessimista. No cenário otimista, a expectativa é de queda do PIB na região por volta de 4%, o fim da quarentena em meados de maio e políticas fiscais eficazes para conter oscilações nas taxas de câmbio. No cenário provável, a queda do PIB é mais acentuada, de 5,3%, com a quarentena se estendendo até o final de maio e um impacto forte no câmbio, com taxas do mês de abril sendo mantidas, ocorrendo desvalorização. Já no cenário pessimista, a IDC prevê queda do PIB da América Latina maior do que 6%, a quarentena desse estendendo a junho ou até depois, e uma continuada desvalorização das moedas da região.

Por conta disso, a IDC atualizou a previsão dos gastos de TI no Brasil também para 2021. “A tendência no longo prazo é de que os investimentos não sejam tão impactados, mas, como é um momento difícil e as empresas estão em fase de realinhamento, os projetos estão sendo revisados. Ou seja, apenas o que é necessário e de imediato está sendo feito”, afirma o gerente da IDC. No geral, a visão otimista é de crescimento de 6% a 7% no mercado de TI no Brasil em 2021. Já na visão pessimista, o ano pode registrar queda de 4%.

A IDC chama atenção para três pontos durante a pandemia: a transformação do trabalho, da conectividade e infraestrutura digital, e das experiências digitais. “O futuro do trabalho e a interação de colaboradores com stakeholders mudou a preocupação que as empresas tinham, que antes era a cultura organizacional e agora passa a ser o posto de trabalho e a capacidade de desempenhar funções. Na questão da conectividade, as empresas se esforçam para criar experiências abrangentes e ampliar as formas de interação, não só com o colaborador, mas com clientes, suportadas por uma infraestrutura digital flexível. E em relação às experiências digitais, as empresas precisam assegurar que sejam confiáveis para que o consumo e comunicação sejam suportados da mesma forma que eram antes”, explica o gerente da IDC Brasil. Segundo ele, no varejo, por exemplo, a demanda foi para o digital e as empresas tiveram que redesenhar a estratégia de vendas e conectar todos os pilares de atuação. “Isso mostra como a TI é importante, principalmente na adversidade, ao alavancar para a transformação rápida e permitir ganhos de produtividade, agilidade, conectividade etc.”.

Cenário pós-covid-19

Para a IDC, o impacto da crise tem relação direta com a duração da quarentena na América Latina. “As economias da região não possuem força necessária para sustentar uma quarentena mais longa. Existem pacotes de estímulos, mas, ainda assim, a economia precisa retomar suas atividades”, acredita Luciano. Esse cenário de pressão, diz ele, pode causar efeitos negativos e criar uma segunda onda de contágio. “O desenho da crise é um U e o tamanho do impacto depende do tempo que permanecemos no fundo desse U. Quanto mais tempo permanecermos com a economia parada, maior o impacto geral”, conclui.

A IDC prevê cautela na retomada dos negócios em TI. “Quando os investimentos voltarem a acontecer, serão feitos com mais critério. Os projetos de inovação devem ser retomados com mais força, porque as empresas perceberão que a tecnologia digital da 3ª plataforma e os aceleradores de inovação são fundamentais para continuar os negócios e para que a resiliência operacional seja perene. Será um grande aprendizado para todo o mercado e provedores de TI”, afirma.

Em relação aos impactos por segmento, a IDC afirma que a área de dispositivos é a mais afetada. Em telecomunicações, a estruturação do setor foi fundamental, já que os serviços são ainda mais consumidos nesse período. Em enterprise, o cenário é mais crítico do que o previsto no início de abril, mas a nuvem tem se mostrado resiliente, com crescimento ainda previsto para algo entre 25% e 30%.

Quanto às verticais de mercado, a recuperação deve acontecer em ritmos diferentes. “As empresas de telecomunicações e finanças conseguiram mudar rápido para manter a operação durante a crise e devem retomar investimentos mais cedo, com previsão de recuperação em até 8 semanas após a pandemia. O setor de educação também deve ter uma recuperação rápida. Saúde e varejo precisam de ajustes, mas conseguem manter seus negócios e se recuperar mais rápido, e os setores de manufatura, governo e serviços pessoais são os que devem se recuperar gradativamente, levando até 20 semanas após a crise”, prevê o gerente da IDC Brasil. Ramos aponta ainda que há aplicações que vão se destacar mesmo neste período e após a crise, especialmente nos setores de finanças, governo, comércio e saúde. Os investimentos nesses casos poderão somar US$ 1,7 bilhão na América Latina depois da pandemia.

07:38 · 12.05.2020 / atualizado às 07:38 · 12.05.2020 por

Mesmo durante o período de crise causada pela pandemia de covid-19, o Itaú Unibanco continua contratando profissionais da área de tecnologia. Atualmente, o banco possui mais de 400 vagas abertas, e desde o início do período de quarentena, 260 novos colaboradores com foco em desenvolvimento e programação, arquitetura de soluções e ciência de dados já foram contratados de forma totalmente digital e remota, que inclui desde a primeira entrevista até a etapa final de admissão. Esse número é ainda maior se considerarmos colaboradores que iniciaram o processo antes do período de distanciamento social, mas que também finalizaram o processo de forma remota por conta do período, e chega a cerca de 450 novos colaboradores.

Para tornar isso possível, o banco disponibilizou soluções de cloud para que novos funcionários consigam utilizar o ambiente do banco de seus computadores pessoais, sem a necessidade de deslocamento físico. Uma vez contratado, o colaborador recebe também um guia de apoio com respostas para dúvidas mais frequentes, e participa de uma programação de três dias, feita por streaming, para que possa interagir com seu time antes do início das atividades.

É possível se candidatar às vagas pelo site, ou pela página do banco no LinkedIn.

06:26 · 05.05.2020 / atualizado às 07:31 · 04.05.2020 por

A pandemia de covid-19 afetará o investimento em TI em todos os setores produtivos. Segundo a IDC, empresa de inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, na América Latina a redução no setor pode ser de mais de US$15 bilhões em 2020.

Alejandro Floreán, vice-presidente de consultoria e estratégia da IDC América Latina, explicou que a IDC está em constante processo de revisão das projeções, pois cada país sentirá e reagirá de uma forma dependendo da curva de contágio, da progressão da doença, das ações adotadas por seus governos e do período de recuperação.

“Alguns especialistas consideram que o período de transmissão e contágio ainda deve durar entre seis e oito semanas até estagnar e começar a diminuir. Uma possível recuperação só deve começar entre o final de maio e o início de junho”, disse Floreán. Segundo ele, isso causará uma redução de 4 pontos percentuais no PIB da região, e as economias mais afetadas serão Argentina, com estimativa de queda de 6,5%, México, com queda de 6%, e Brasil, com queda de 5,5% em seu PIB. Isso é resultado dos impactos sofridos pelos setores de manufatura, que foi afetado pela falta de importações asiáticas e pela interrupção na cadeia de suprimentos, e de transporte, no caso de companhias aéreas e turismo (hotéis e restaurantes), entre outros fatores.

Diante desse cenário, a previsão da IDC para o mercado de TIC na América Latina em 2020, que antes da covid-19 era de crescimento de mais de 7% em relação a 2019, agora é de baixa de 4% ou mais.

Segundo o vice-presidente de consultoria e estratégia da IDC, a projeção é que o mercado de TI – excluindo Comunicação – terá uma perda de cerca de US$15 bilhões em 2020, em comparação com o tamanho do mercado em 2019, mas com uma rápida recuperação para o próximo ano dependendo dos incentivos e ações adotados por cada um dos governos e estabelecidas as diferenças por país.

Até agora, a IDC prevê números positivos e crescimento para 2021, em comparação com este ano, embora abaixo das estimativas anteriores à pandemia, especialmente no México.

Novas oportunidades de mercado

No entanto, enfatizou Floreán, nem tudo será negativo. Segundo ele, há de se considerar as ações que a China está adotando para recuperar sua economia e para desenvolver novas áreas, que poderão refletir na América Latina.

  1. O governo chinês decidiu aumentar seu nível de digitalização, que não é homogêneo em todos os seus departamentos, melhorando sua conectividade e automação.
  2. Está analisando e realizando um processo de descentralização de seus polos, para reduzir riscos devido à alta concentração de sua indústria.
  3. Está aumentando seus investimentos em TI para o setor de saúde, especialmente em big data, análise e telemedicina, para fortalecer seu sistema.
  4. Está diversificando sua cadeia de suprimentos para reduzir problemas com a escassez ou falta de insumos em sua economia.
  5. Outro ponto que pode ajudar os provedores de TI é saber os períodos de recuperação de cada setor, em uma nova normalidade econômica, após a covid-19.

Floreán acredita que o setor financeiro, por exemplo, levará cerca de 8,5 semanas para retornar aos mesmos níveis de investimento que tinha em 2019, enquanto o setor público deve levar 19 semanas, após o controle da pandemia, para reinvestir; isto é, pode ser até o final do primeiro trimestre de 2021.

Em curto e médio prazos, o vice-presidente da IDC mencionou que, depois da experiência de home office, a demanda por ferramentas de comunicação unificada e softwares de colaboração deverá crescer, seguida de soluções de virtualização, serviços em nuvem, conectividade, big data, análise e segurança.

Floreán também aponta que o setor de telecom terá um crescimento saudável este ano, devido ao papel que desempenha na conectividade necessária para empresas e pessoas viabilizarem negócios e manterem a economia em pé, e que as oportunidades de crescimento permanecerão no pós-covid-19.

A IDC ainda lembra que, após a crise, as empresas terão uma maneira diferente de planejar seus investimentos em TI, não apenas para a recuperação de suas operações, mas também para o desenvolvimento de novos negócios, em que comércio eletrônico, plataformas on-line e nuvem serão importantes para uma nova economia.

TIC no Brasil pós-covid-19

Especificamente no Brasil, Luciano Ramos, gerente de pesquisa e consultoria em Enterprise da IDC Brasil acredita que os impactos da covid-19 devem se estender até 2021. “A recuperação será relativamente rápida, mas os efeitos irão além de 2020, principalmente se a situação não se mostrar controlada nos próximos meses”.

Neste processo, a IDC Brasil lembra também que há lições a serem tiradas da crise, como a necessidade de acelerar a transformação digital, principalmente na área da saúde. “Todos os países afetados passaram por mudanças, desde o local de trabalho até o modo de consumir, e essas mudanças trarão resultados positivos no curto e médio prazos, com o aumento no uso de ferramentas de comunicação unificada, soluções de segurança, serviços de streaming, de nuvem e tecnologias como Internet das Coisas e Inteligência Artificial”, acredita o analista da IDC Brasil.

Por hora, as recomendações da IDC para os executivos de negócio são institucionalizar o planejamento de cenários, investir na transformação digital e buscar infraestruturas e plataformas modernas baseadas em nuvem que permitam trabalho remoto, gerenciamento, segurança e agilidade. Já para os provedores de TI, a recomendação é demonstrar como as soluções resolvem desafios tecnológicos que antes não faziam parte da preocupação dos executivos, e ajudar clientes a encontrar mais maneiras de reduzir custos, eliminando processos desnecessários ou redundantes.

07:08 · 10.02.2020 / atualizado às 07:08 · 10.02.2020 por

Em 2020, o mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no Brasil deve crescer 4,9%. A estimativa é da IDC Brasil, empresa de inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, que tradicionalmente realiza o estudo IDC Predictions, antecipando as tendências e movimentos de mercado para os 110 países em que atua. O mercado brasileiro de TI deve seguir com alta de 5,8% por conta do crescimento do mercado de nuvem e da aceleração no mercado de software, o mercado de telecomunicações terá crescimento discreto de 0,7%, impulsionado pelos serviços de dados, e no mercado corporativo a TI crescerá 7,6% em 2020.

“O desafio para equilibrar a estabilidade política com a falta de estabilidade econômica continua, com projeções para o PIB brasileiro de 2% a 2,5%. O mercado de TI deve acompanhar este crescimento”, afirma Pietro Delai, gerente de pesquisa e consultoria em Cloud e Software da IDC para a América Latina.

Em relação aos investimentos em TI, especialmente em hardware, software e serviços de TI, devem aumentar 10% até 2021. Na avaliação da IDC Brasil, a importância do software está crescendo na América Latina, que, neste ano, deve representar 18% dos investimentos em TI. Serviços de TI devem representar 22% em 2020 e hardware ficará com a fatia maior dos investimentos: 60%. Já o mercado de nuvem pública registrará maior crescimento nos serviços de plataforma (PaaS), que aumentarão 46,7% entre 2019 e 2023.

No varejo, a previsão da IDC Brasil para 2020 é a expansão do mercado de produtos inteligentes. Para Reinaldo Sakis, gerente de consultoria e pesquisa em Consumer Devices da IDC Brasil, o mercado de smart speakers está com novos dispositivos e características, como a capacidade de entender comandos em português do Brasil. A previsão da IDC para o segmento é de alta de 50% em unidades e mais de 40% em valor (US$).

Para o mercado de wearables (vestíveis como smartwatches), a IDC espera maior volume de ofertas de produtos para o usuário de médio poder aquisitivo e, naturalmente, mais vendas no Brasil para esse público. “A expectativa também é de entrada desses produtos no segmento corporativo, algo que até então não vimos no Brasil. Alguns exemplos são wearables sendo usados na indústria ou na área da saúde”, afirma Sakis. Em números, a previsão para o mercado de wearables é de aumento de 62% em unidades vendidas, com 498 milhões, e 71% em valor (US$).

Segundo o gerente de pesquisa da IDC Brasil, os dispositivos domésticos conectáveis, mais conhecidos como dispositivos de smart home, também tendem a crescer com ofertas de segurança e vigilância, além de outras funcionalidades para casas. A expectativa é crescimento acima dos 55% em unidades, chegando a 40% em valor (US$), por conta da redução de alguns preços e maior competição.

No segmento corporativo, a adequação à Lei Geral de Proteção de Dados é pauta importante. Segundo a IDC, a previsão é de alta em investimentos em segurança, alavancada por consultorias de negócios, como as especializadas no segmento, e outros serviços especializados, como de integração de novos recursos, capacitação e treinamento, com crescimento esperado de 9,6% em 2020, atingindo US$ 456 milhões. “Quase 60% das organizações terão a LGPD em sua pauta estratégica neste ano e quase 2/3 das empresas estarão em processo de adequação ao longo do ano”, afirma Luciano Ramos, gerente de pesquisa e consultoria para o segmento Enterprise da IDC Brasil.

Segundo ele, a definição de papéis está mais clara e mais de 75% das empresas devem criar um cargo de direção voltado à área de privacidade. “Além disso, em 2020 surgirão muitas solicitações de privacidade, com empresas tendo de descartar informações mantidas de forma inadequada, na medida em que os usuários também se movimentam para controlar o uso de suas informações”, diz Ramos.

Neste ano, o modelo Device as a Service, ou dispositivo como serviço, vai gerar uma ampla gama de oportunidades de negócios. O mercado corporativo deve investir R$ 2 bilhões em dispositivos e o mercado de Device as a Service terá participação de 12% do valor dessas vendas. Para a IDC, o mercado corporativo apresenta mais oportunidades de médio e longo prazo na venda de dispositivos do que o mercado de consumo. “Atualmente, as pequenas e médias empresas são o motor de crescimento deste tipo de oferta”, afirma Sakis. Segundo ele, essa é uma alternativa para empresas que vendem hardware, conectividade ou um outro tipo de solução e querem ampliar sua oferta. “Quando o mercado entra em um nível de maturidade e apresenta baixos índices de crescimento, todos procuram alternativas e essa parece ser uma boa oportunidade. O cliente fica com a melhor máquina disponível no mercado e paga uma mensalidade para uso, manutenção e atualização”, diz.

Outra previsão para 2020 é o aumento no uso de soluções de software voltadas para analytics e inteligência artificial (IA). Para a IDC, esse mercado deve crescer 11,5%, somando US$ 548 milhões este ano. Ainda segundo o gerente de pesquisa e consultoria para o segmento Enterprise da IDC Brasil, Luciano Ramos, as ferramentas Open Source ganharão espaço nas empresas, que querem mais autosserviço e maior autonomia na criação de seus ambientes de Analytics e IA. Além disso, a Inteligência Artificial continuará sendo tema central, em especial na automação do atendimento ao cliente.

A nuvem continua em pauta em 2020. Para a IDC, a nuvem pública no Brasil deve alcançar US$ 3,5 milhões este ano, o que representa um crescimento de 36,6% em relação ao ano passado. A adoção de nuvem privada continuará em ascensão, fazendo com que este mercado atinja US$ 1,3 bilhão neste ano, impulsionado principalmente por empresas de grande porte e pela vertical de finanças.

No entanto, a tecnologia ainda vai gerar desafios de gestão, otimização e disponibilidade. A estimativa da IDC para 2020 é que os serviços gerenciados voltados para ambientes de nuvem totalizem R$ 1,2 bilhão, o que representa um crescimento de quase 40% contra o ano anterior. O valor é resultado da transformação de serviços gerenciados tradicionais para serviços voltados para ambientes em nuvem.

Segundo Luciano Ramos, o uso de múltiplas nuvens também gera maior necessidade de controle sobre os recursos utilizados nesses ambientes. Atualmente, das organizações que utilizam IaaS, ou infraestrutura como serviço, em nuvem pública, cerca de 41% fazem uso de mais de um provedor. Outro ponto em relação à nuvem é a necessidade de modernização das aplicações, algo que cresce no país. “Com isso, arquiteturas corporativas deverão ser atualizadas para integrar soluções de PaaS, ou plataforma como serviço, já que apenas 27% das aplicações estão modernizadas em arquiteturas Cloud-enabled”, diz o gerente da IDC Brasil. Para 2020, a IDC prevê a aceleração de PaaS, que deverá crescer 46% e alcançar US$ 678 milhões no Brasil. Esse efeito deve se estender ao longo de 2021 e 2022.

Ainda sobre modernização de ambientes, a IDC prevê também o uso de Containers em aplicações críticas – um método de virtualização em nível de sistema operacional para implantar e executar aplicativos. O uso da tecnologia deve sair de 18% em 2018 para cerca de 26% em 2020, com perspectiva de atingir 42% das aplicações em 2022. “Containers é a abordagem preferida para a modernização, mas, além do investimento necessário para modernizar, a familiaridade com a tecnologia ainda é uma barreira: pouco mais de 1/3 das empresas conhecem a tecnologia”, afirma Luciano Ramos.

Para o mercado de telecomunicações, a previsão da IDC é o SD-WAN alavancando a adoção de serviços gerenciados de rede e segurança no mercado corporativo. Mais da metade das empresas que possuem formação de redes de dados devem implementar alguma iniciativa de SD-WAN até o término do ano de 2020. A contínua adoção desse serviço resultará em um aumento de mais de 70% no uso de SD-WAN. “O crescente uso de banda larga, além dos novos modelos de contratação, estimularão cada vez mais a oferta combinada com serviços gerenciados”, afirma Luciano Saboia, gerente de pesquisa e consultoria de TIC da IDC Brasil.

Em 2020, a Internet das Coisas (IoT) será o elemento central da automação nas empresas. Segundo a IDC, o crescimento desse mercado, que representará US$ 9,9 bilhões no ano de 2020, será próximo de 20%, considerando hardware, software, conectividade e serviços. “Em 2020, IoT se torna a ferramenta capaz de permitir que a automação seja efetivamente realizada na escala que as empresas precisam”, afirma Saboia.

Outra previsão da IDC para 2020 é a transformação das operadoras para acelerar a massificação de serviços digitais. Segundo a IDC, as operadoras vão superar o patamar de 10% do mercado de serviços gerenciados de TI em 2020, com mais de uma entre os 10 principais. “As operadoras têm se empenhado em diversificar seus portfólios de serviços e soluções para se tornarem mais robustas e completas. Segundo Saboia, serviços gerenciados e serviços profissionais estão cada vez mais presentes nas ofertas para o segmento corporativo.

Sobre o 5G, a IDC Brasil considera que em 2020 a implementação da tecnologia ainda estará em discussão e o seu uso, se ocorrer ainda este ano, será incipiente. Já sobre o mercado de smartphones, que não entrou na lista de previsões deste ano, a IDC revela que seguirá registrando crescimento, mas que não influenciará o movimento do mercado de TI, como previsto em 2019.

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