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Categoria: Segurança digital


07:06 · 05.09.2018 / atualizado às 07:06 · 05.09.2018 por

O e-commerce é utilizado amplamente pelos brasileiros. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o varejo digital deve atingir o faturamento de R$ 69 bilhões no País em 2018, consolidando alta de 15% em relação ao ano anterior. Porém, devido ao desenvolvimento do setor, o varejo digital se coloca na mira de cibercriminosos, que podem frustrar as expectativas tanto dos consumidores quanto dos lojistas.

Como qualquer operação, há questões de segurança que devem ser levadas em conta quando você for fazer suas compras on-line, principalmente com dispositivos móveis, podendo minimizar os riscos.

“Se por um lado o uso de smartphones e tablets para realizar compras on-line é uma praticidade para os consumidores e permite aumentar as vendas das lojas; a falta de atenção a pequenos detalhes para preservar a segurança dos dados pode gerar uma infinidade de problemas caso essas informações caiam em mãos de cibercriminosos”, afirma Claudio Pasqualin, diretor do Grupo de Soluções Inovadoras (ISG) da TransUnion Brasil.

Por mais que as lojas virtuais contem com proteção para as transações, algumas brechas facilitam que cibercriminosos roubem os seus dados privados. Por isso, a TransUnion, empresa global de soluções de informação, separou dicas para tornar as compras on-line mais seguras. Confira:

1. Cuidado com as redes públicas de Wi-Fi
As redes públicas de Wi-Fi, como as utilizadas em praças, cafeterias e shoppings, são ótimas caso você queira ler as notícias ou usar as redes sociais. Porém, elas podem ser uma porta de entrada para os cibercriminosos, já que conseguem interceptar informações de registro, como o login e senha, enquanto você transmite dados on-line.

“A maior parte dos aparelhos são configurados para acessar o sinal de Wi-Fi mais próximo e mais forte. Isso por padrão. E não temos como saber se a rede acessada é mesmo a rede do local em questão ou uma rede criada por terceiros. Também não temos como nos certificar sobre o nível de segurança desses ambientes no momento do acesso. Se o consumidor costuma realizar compras no aparelho, ele precisa protejer as suas informações. Para isso, basta sempre se conectar com uma senha protegida”, afirma Pasqualin.

Por garantia extra, guarde seu momento de compras no dispositivo móvel para quando estiver conectado em uma rede confiável, como a de sua casa. Essa simples mudança pode ajudar a prevenir um dos métodos mais comuns de roubo de identidade.

2. Não use Apps de desenvolvedores desconhecidos
É necessário muito cuidado para decidir quais aplicativos usar na sua experiência de compras on-line. Só porque o app está disponível na loja do seu aparelho, não significa que o desenvolvedor é igualmente confiável.

Programas de compras podem instalar um malware, código ou programa malicioso e transferir informações pessoais e de cartão de crédito para cibercriminosos. Somente faça downloads de desenvolvedores que tenham uma reputação confiável e verifique as avaliações desses fornecedores na loja de aplicativos.

3. Desabilite a conexão Bluetooth
A maioria dos aparelhos móveis vem equipada com a tecnologia Bluetooth, que permite o compartilhamento de informações e a sincronização com outros aparelhos, a exemplo de caixas de som e outros acessórios wireless. Infelizmente, essa tecnologia também pode te deixar vulnerável para cibercriminosos que tentam interceptar informações no seu aparelho. “Desabilitar o seu Bluetooth quando não está em uso economiza energia da bateria e também ajuda a proteger o seu aparelho”, comenta o executivo.

4. O melhor meio de pagamento
Os processadores de pagamento para celulares e tablets facilitam o uso do cartão de crédito. Porém, o fato de um site permitir débito em conta ou geração de boleto para pagamento não significa que ele é confiável. Pessoas físicas também conseguem gerar boletos e, em muitos casos, podem passar uma falsa sensação de segurança.

Independentemente do meio de pagamento, a credibilidade do site ou do app são muito importantes para evitar que o cliente seja lesado.

5. Fique atento aos seus extratos
Se você faz muitas compras via dispositivos móveis, solicite ao seu banco um comprovante de transação toda vez que uma compra for realizada. Esse é um método prático de verificar prováveis problemas na fatura por meio de atividades fraudulentas.

O consumidor deve estar atento na hora de realizar suas compras, assim como as empresas devem oferecer sempre ambientes seguros para seus usuários. “Com novas tecnologias também é possível fazer a verificação do dispositivo, checando se há alguma atividade criminosa. Avaliar os fatores de risco e a reputação de um dispositivo, depois checar os dados com o que se sabe sobre um cliente permite tomar decisões informadas e contextualizadas. Acima de tudo, isso deve ser feito com o mínimo de impacto nas transações dos consumidores”, finaliza o executivo.

Dica extra
Uma dica que pessoalmente dou para todos e que é existente, ao menos, nos bancos do Brasil e Itaú, é a criação do cartão virtual para compras na internet. Especificamente no caso do BB, você pode configurar o cartão no valor exato da compra, dizer quantas vezes ele pode ser usado e a data de validade do cartão, por exemplo.

06:53 · 30.08.2018 / atualizado às 06:53 · 30.08.2018 por

O dfndr lab, laboratório da PSafe especializado em cibersegurança, identificou, em apenas quatro dias, 96 páginas falsas no Facebook que simulam canais oficiais da empresa Uber. Todas utilizam de forma fraudulenta a marca da companhia como imagem da fanpage e mais de 75% delas delas possui links para sites falsos nos quais o usuário é incentivado a inserir dados pessoais e de cartão de crédito para receber cupons com créditos em dinheiro no aplicativo, mas em vez disso acabam tendo seus dados roubados. Até o momento, mais de 3.400 pessoas curtiram ou estão seguindo essas páginas falsas, acreditando se tratarem de canais oficiais.

Os cibercriminosos têm utilizado marcas de empresas de diversos segmentos, como redes varejistas e bancos, além de aplicativos de serviços variados para aparentarem mais credibilidade, tornando mais fácil enganar os usuários que buscam por marcas que utilizam e reconhecem como confiáveis. Em cada página falsa, podem ser encontrados posts com diversas abordagens e valores de cupons diferentes e alguns chegam a orientar o usuário a, em caso de dúvida, entrar em contato pela própria página no Facebook e não por canais oficiais da marca para que a frade não seja detectada.

“Essa é uma modalidade de golpe que cresce cada vez mais e que tem se intensificado ao longo deste ano. Ela oferece algumas vantagens aos cibercriminosos como, por exemplo, segmentar o ataque para perfis mais vulneráveis de usuários por meio de anúncios pagos dentro do Facebook. Dessa forma, a página falsa ganha a credibilidade da marca que estiver explorando e também do formato de anúncio oferecido pela plataforma”, comenta Emilio Simoni, diretor do dfndr lab.

Para não cair em ameaças como essa, o especialista afirma que é preciso adotar medidas de segurança, como sempre checar se o link é verdadeiro ou não, o que pode ser feito aqui, utilizar soluções de segurança que disponibilizam a função anti-phishing, e sempre desconfiar de mensagens que pedem para realizar o compartilhamento com amigos para ganhar alguma coisa.

13:30 · 22.08.2018 / atualizado às 13:30 · 22.08.2018 por

A Kaspersky Lab anuncia hoje a nova versão do Kaspersky Security Cloud, um serviço de segurança adaptativa que vai além do antivírus tradicional para proteger os consumidores de qualquer ameaça digital que enfrentam. Além disso, a empresa lançou versões atualizadas de suas principais soluções de segurança para usuários domésticos, projetadas para proteger os consumidores contra ataques cibernéticos e, ao mesmo tempo, proteger sua privacidade, dinheiro, lembranças e muito mais.

Cada pessoa é única e seu comportamento online também. Portanto, os consumidores precisam de soluções de segurança personalizadas que os protejam das várias ameaças que enfrentam em seus respectivos mundos digitais. Para atender a essa necessidade, os especialistas da Kaspersky Lab desenvolveram e patentearam uma tecnologia de segurança adaptável. Essa tecnologia adaptativa promete oferecer proteção personalizada de acordo com as necessidades individuais dos usuários, dependendo de seu comportamento online, dos dispositivos aos quais estão conectados, da localização e muito mais.

O Kaspersky Security Cloud é um serviço que combina segurança adaptativa com os melhores elementos das principais soluções da empresa, incluindo os principais mecanismos de detecção de antivírus no mercado, para oferecer o mais alto nível de proteção. O produto funciona de acordo com uma abordagem diferente de segurança como um serviço. Ao invés vez de ser instalada separadamente em cada dispositivo, a solução é ativada pelo portal My Kaspersky e, em seguida, vinculada a todos os dispositivos do usuário.

A empresa também anunciou novas versões de suas ofertas Premium, o Kaspersky Total Security e o Kaspersky Internet Security, com melhorias de desempenho projetadas para aumentar a facilidade de configuração e eficiência de detecção. Os produtos âncora da empresa, o Kaspersky Anti-Vírus e o Kaspersky Free, também foram atualizados com recursos para proteger os consumidores contra ameaças cibernéticas mais recentes e avançadas.

Além da proteção avançada oferecida por todas as soluções de segurança da Kaspersky Lab, uma vantagem exclusiva do Kaspersky Security Cloud é que o produto pode se comportar como um “consultor”, sugerindo ações que os usuários podem realizar para reduzir seus riscos de segurança. Por exemplo, se um usuário fizer login em um ponto de acesso Wi-Fi público, o Kaspersky Security Cloud solicitará ao usuário que ele ative uma VPN para garantir que os cibercriminosos não possam interceptar dados transmitidos pela rede insegura. Simultaneamente, se a solução detectar uma violação de dados em um site visitado com frequência pelo usuário, ela emitirá um aviso e recomendará uma alteração de senha.

“Assim como a Internet vem se modificando, os serviços e produtos voltados ao consumidor precisam mudar e se adaptar, uma vez que cada pessoa é única e seu comportamento online também”, reforça Roberto Rebouças, diretor-executivo da Kaspersky Lab no Brasil. “Por estarmos constantemente conectados a vários dispositivos, precisamos entender que, assim como no mundo físico, a segurança também é importante no mundo online, uma vez que a vida digital das pessoas de hoje é muito mais do que apenas um dispositivo conectado à Internet. Ao desenvolvermos o Kaspersky Security Cloud, somos guiados pelo desejo de criar um serviço que possa fornecer a proteção adequada no momento certo e de que as soluções de segurança cibernética devem responder a comportamentos e ambientes individuais, a fim de combater as ameaças cada vez mais complexas que os consumidores enfrentam diariamente”, finaliza.

O Kaspersky Security Cloud está disponível em três versões – gratuito, pessoal e familiar – e é indicado para todos os perfis, uma vez que o serviço alimenta as informações de volta para a nuvem e, em seguida, se adapta e avisa sobre as possíveis ameaças ao longo do dia do usuário. A versão gratuita responde a um número limitado de cenários de segurança adaptativos e inclui uma conta e três dispositivos. A versão Personal fornece funcionalidade de serviço completo para uma conta e três dispositivos, com o valor de R$ 169,90 por um ano de proteção. A versão Family cobre até 20 contas e até 20 dispositivos e custa R$ 359,90 por um ano de proteção.

O Kaspersky Security Cloud, assim como a gama de soluções de segurança para consumidores da Kaspersky Lab – Kaspersky Total Security, Kaspersky Internet Security e Kaspersky Anti-Virus – estão agora disponíveis na loja online da Kaspersky Lab e também nas lojas eletrônicas dos principais varejistas e canais autorizados no modelo de download de software eletrônico (ESD, por sua sigla em inglês) por meio dos distribuidores EsyWorld e SND. As versões em caixa chegam ao mercado a partir de outubro deste ano.

12:40 · 08.08.2018 / atualizado às 12:40 · 08.08.2018 por

Para evitar cair em golpes na hora de procurar o presente para o Dia dos Pais confira abaixo 4 dicas da Kaspersky Lab:

1. Cuidado com as promoções. Às vezes você está nas suas redes sociais e encontra uma promoção excelente com aquele casaco do time favorito de seu pai. Mas não se engane, o site pode ser malicioso. Certifique-se de que a página onde você pretende fazer a sua compra seja verdadeira, além de utilizar uma Rede Privada Virtual (VPN), já que todas as informações que você enviar nesta rede serão protegidas. Procure sempre confirmar no site oficial da empresa qualquer informação.

2. Vai viajar? Fique alerta! É ótimo fazer uma viagem para um lugar tranquilo e aproveitar o dia descansando ou fazendo alguma atividade diferente. Mas, se você for viajar com seu velho, utilize o cartão de crédito em vez do de débito. Muitos cartões de crédito já têm uma proteção contra a fraude que reembolsa seu dinheiro caso algo de ruim aconteça.

3. Desconfie de mensagens SMS e anúncios no Facebook. Essa é a mais nova modalidade dos golpistas, que tem usado especialmente as redes sociais para disseminar o golpe. Duvide de supostas ofertas recebidas por SMS. Para confirmar se a oferta exibida na rede social é real, abra o navegador, navegue até o site do varejista e busque o produto anunciado.

4. Mantenha seu antivírus atualizado. Um software de segurança robusto oferece proteção contra todas as ameaças, como a detecção e remoção de malware do seu PC, Mac e dispositivos móveis, desde que esteja atualizado. Tente atualizar o sistema operacional e os aplicativos que você usa regularmente, pois eles representam uma parte significativa da sua segurança online.

08:37 · 25.07.2018 / atualizado às 08:37 · 25.07.2018 por

Apesar de existirem muitos registros de que as gerações mais novas passam grande parte do seu tempo conectados, eles não são os únicos: os usuários acima de 55 anos também estão entrando no mundo digital. Sabemos que a maioria se preocupa em cuidar de seus filhos e netos, mas você já se perguntou se eles tomam cuidados em relação à segurança online? Próximo ao Dia dos Avós, comemorado no dia 26 de julho, a Kaspersky Lab chama a atenção para o fato de que 44% dos usuários admitem que seus familiares pertencentes a essa faixa etária já sofreram alguma ameaça online e inclusive foram vítimas de algum golpe no mundo digital (15%). Esses dados foram retirados do Relatório de Riscos de Segurança para o Consumidor de 2017: “Not logging on, but living on”.

Ainda de acordo com o relatório, realizado em parceria com a B2B International, a maioria (84%) dos usuários com 55 anos ou mais acessa a Internet em casa várias vezes ao dia e 44% passam pelo menos 20 horas semanais na Internet. Apesar dos vários benefícios desses níveis de conectividade, os familiares se mostram preocupados que os parentes dessa faixa etária não tomam as precauções necessárias para se proteger online, e 60% das pessoas se preocupam com a segurança de idosos digitalmente conectados. Além disso, cerca de 44% dos usuários da Internet admitem que seus familiares com idade acima de 55 anos já sofreram alguma ameaça online, inclusive foram vítimas de algum golpe no mundo digital (15%), enfrentaram ataques de malware ou vírus (15%) e foram espionados por software malicioso (13%); portanto, esse medo existe por várias razões.

Embora exista essa preocupação, um fato chocante é que um terço dos respondentes não faz nada para proteger seus parentes dessa faixa etária; mostrando que essas preocupações não se convertem em ações e, possivelmente, esses entes queridos fiquem em perigo. E, apesar das ameaças de segurança reais às quais os familiares dessa faixa etária estão expostos, essa preocupação não necessariamente se traduz em ações e apoio. Somente 34% das pessoas entrevistadas instalaram uma solução de segurança nos dispositivos dos familiares idosos, e apenas 32% os instruem regularmente sobre ameaças online. Além disso, um terço (33%) não fez nada para ajudar a protegê-los, possivelmente aumentando o risco de sofrerem um incidente de cibersegurança.

“Os usuários da Internet acima de 55 anos são um grupo-alvo vulnerável e altamente lucrativo para os criminosos virtuais, o que os coloca na mira de quaisquer tipos de ataques, como malware, spyware e golpes por e-mail”, alerta Thiago Marques, analista de segurança da Kaspersky Lab. “E, como mostra o relatório, as nossas preocupações precisam se tornar ações, seja explicando para nossos entes queridos sobre os perigos existentes no mundo online ou os auxiliando com uma solução de segurança que seja eficaz em todos os dispositivos. Isso ajudará a controlar os riscos à segurança e proteger os familiares mais idosos contra problemas digitais desagradáveis”, completa.

14:02 · 07.06.2018 / atualizado às 15:09 · 07.06.2018 por

Atualmente, até nossos animais de estimação estão começando a ter com eles um elemento digital. Sendo assim, a proteção de dispositivos conectados e de suas redes para garantir a segurança de nossas informações, agora vale também para a proteção de nossos queridos companheiros. Os pesquisadores da Kaspersky Lab analisaram vários rastreadores de pets populares a fim de verificar se os animais estão a salvo de ameaças virtuais e descobriram vulnerabilidades que tornam possíveis para malfeitores invadir, descobrir ou substituir as coordenadas de localização do animal e do dono, ou até roubar dados pessoais sigilosos.

Os donos de animais usam rastreadores para monitorar a segurança de seus pets e rastrear os lugares onde eles vão sozinhos – esses aparelhos enviam coordenadas de GPS para o aplicativo do proprietário com frequência de até uma vez por minuto. Quando outra pessoa intercepta essas coordenadas, ela pode localizar o animal em qualquer momento específico, descobrir detalhes sobre seus passeios diários e, em última instância, obter informações suficientes sobre os movimentos do pet para raptá-lo.

Os pesquisadores da Kaspersky Lab descobriram as seguintes vulnerabilidades em rastreadores de pets conhecidos de várias marcas:
– Funcionalidades de Bluetooth que não exigem autenticação para a conexão;
– Rastreadores e aplicativos que transmitem dados sigilosos, como nome, e-mail e a localização do proprietário;
– Não verificação dos certificados de servidores ao estabelecer conexões HTTPS, o que possibilita ataques “man-in-the-middle” (em que o tráfego do Wi-Fi é interceptado);
– Possibilidade de armazenar tokens de autorização e coordenadas no dispositivo, sem criptografia;
– Instalação de firmware falso;
– Podem ser enviados comandos para os rastreadores sem verificar a ID do usuário, ou seja, qualquer pessoa pode enviá-los, não apenas o proprietário.

Essas constatações mostram que, mesmo que os rastreadores de pets não sejam muito usados hoje para realizar crimes virtuais, no futuro, eles poderão estar no mesmo nível de outros dispositivos conectados – o que pode colocar os animais em perigo. O sequestro de cães, por exemplo, é uma ameaça real; as estatísticas do Reino Unido mostram que 60 cães são roubados por semana, e esse número aumentou quase 24% nos últimos três anos. Há vários motivos para o sequestro de cães, do roubo de animais para fins de reprodução ou de participação em lutas até a retenção desses animais para solicitar resgates.

Roman Unuchek, analista sênior de malware da Kaspersky Lab, comentou: “As vulnerabilidades desses aplicativos e rastreadores certamente abrem a possibilidade de criminosos localizarem os pets com mais precisão ou enviarem coordenadas falsas para um servidor com a intenção de realizar um sequestro. Além disso, os aplicativos dos dispositivos conectados podem ser usados para roubar dados pessoais dos usuários. Ainda não observamos exemplos de uso de rastreadores e seus aplicativos para sequestrar cães, mas as informações que eles transmitem também podem ser usadas para acessar informações do proprietário, como senhas ou endereços de e-mail, que são valiosas para os criminosos”.

A Kaspersky Lab informou os fornecedores sobre todas as vulnerabilidades encontradas, e muitas já foram corrigidas. A Kaspersky Lab acredita que é extremamente importante proteger todos os membros da sua família, inclusive os peludos, de todas as ameaças possíveis. E, no mundo moderno, sempre conectado, a cibersegurança deve fazer parte dessa proteção.

Os rastreadores testados foram:

  • Kippy Vita
  • LINK AKC Smart Dog Collar
  • Nuzzle Pet Activity and GPS Tracker
  • TrackR bravo and pixel
  • Tractive GPS Pet Tracker
  • Weenect WE301
  • Whistle 3 GPS Pet Tracker & Activity Monitor

Confira infográfico da Kaspersky sobre o assunto

07:01 · 07.03.2018 / atualizado às 07:21 · 07.03.2018 por

Nos últimos anos, mais e mais mulheres têm ocupado posições importantes no mundo dos negócios, servindo como modelos para jovens. Apesar disso, a área de cibersegurança é inexplorada pelas mulheres, representando apenas 11% do total da força de trabalho no setor, de acordo com o estudo “Beyond 11 Percent: A Study into Why Women are not Entering Cybersecurity” da Kaspersky Lab, que mostra os motivos pelos quais a carreira em cibersegurança continua sendo um obstáculo para as mulheres.

Por exemplo, mulheres que trabalham com segurança cibernética se deparam com uma realidade comum: ser a única representante do sexo feminino em uma sala repleta de homens – este pode ser um dos principais motivos para que a maioria decida não seguir uma carreira na área de TI. É importante ressaltar que a falta de mulheres pode gerar uma bola de neve: quanto menos mulheres no setor, mais cedo elas perdem a vontade de querer ingressar na área. O Global Information Security Workforce Study, realizado pela (ISC)² e seu Centro de Educação e Segurança cibernética, mostra que 42% dos participantes concordam que é importante ter um modelo do próprio gênero em suas carreiras e metade das mulheres prefere trabalhar em um ambiente com uma distribuição igualitária entre os sexos. “Como o relatório confirma, muitas vezes, as jovens não conhecem, não se sentem preparadas e não veem referências importantes que as motivem a trabalhar em cibersegurança”, disse Stuart Madnick, professor de tecnologia da informação e fundador do MIT Interdisciplinary Consortium for Improving Critical Infrastructure Cybersecurity.

O estudo também mostra que, em geral, as mulheres desconhecem as habilidades que os empregadores procuram e não têm certeza se possuem os atributos certos para o papel. Quando perguntado por que eles não decidiram perseguir uma carreira de segurança cibernética, as mulheres eram mais propensas do que os homens a afirmarem que não possuem experiência em codificação (57% vs. 43%), não têm interesse em computação (52% vs. 39 %), não têm conhecimento de cibersegurança (45% vs. 38%) e que não são suficientemente boas em matemática (38% vs. 25%). Claramente, a questão é de consciência, já que as empresas hoje não estão apenas procurando por codificadores. Habilidades como pensamento crítico e resolução de problemas são cruciais para uma carreira na área, mas a percepção da indústria de fora tende a se concentrar principalmente no lado técnico.

Noushin Shabab, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab

Foi caso de Noushin Shabab, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab que, desde que se mudou do Irã para a Austrália para prosseguir com sua carreira na área de engenharia reversa, notou que é uma das poucas mulheres no mar de homens que compõe o setor de segurança de TI. “Quando jovem era sempre fascinada por enigmas e jogos de tabuleiro, que se tornaram em amor por programação e, eventualmente, como uma carreira como pesquisadora de segurança. Trabalhando com outros especialistas na Equipe de Pesquisa e Análise Global da Kaspersky Lab (GReAT), investigo ataques cibernéticos sofisticados e descubro APTs, campanhas de ciberespionagem, malware importante, ransomware e outras ameaças. O meu trabalho requer não só habilidades técnicas, mas também persistência, criatividade e colaboração para pensar de forma diferente e acompanhar os invasores mal-intencionados”, diz Shabab.

Para Shabab, quando as mulheres começarem a descobrir a tal de segurança de TI, ela se tornará rapidamente uma escolha de carreira popular entre as candidatas. “Eu sou uma das sortudas que teve essa descoberta sozinha e, agora, quero incentivar mais mulheres a seguir minha liderança. Um componente interessante de ser uma pesquisadora de segurança é que, embora algumas pessoas enviem e recebam 100 e-mails por dia, posso proteger milhares delas de fraudes online o quanto antes. Além disso, o próprio fato dos hackers não trabalharem no horário normal, significa que meu papel é totalmente flexível. As pessoas podem me encontrar trabalhando em um laboratório, escritório, de casa ou mesmo do meu café favorito. Meu trabalho molda meu estilo de vida e me deixa constantemente pensando em novas formas de proteger pessoas ou empresas contra malware mal-intencionados – e eu adoro isso”, finaliza.

Ainda de acordo o estudo “Beyond 11 Percent”, outra razão que 78% das jovens nunca pensem na possibilidade seguir carreira nessa área é por causa dos estereótipos associados à cibersegurança. Na maioria das vezes, a terminologia associada à indústria, como “hackers”, “geeks” e “nerds”, geralmente é considerada como tendo conotações negativas.

“A imagem desse profissional está mudando, e com o WannaCry, mais da metade das jovens mulheres (58%) se depararam com a área na TV, rádio e notícias online – segundo outros estudos que realizamos. É uma questão de converter este interesse em algo mais”, reforça Shabab.

Para reverter as estatísticas em relação às mulheres e a cibersegurança, a Kaspersky Lab conta com iniciativas, como a Kaspersky Lab Academy, que auxiliam na profissionalização e educação para o setor de segurança. Com programas como o Kaspersky Cybersecurity Certification Program e o Kaspersky Cyber Days, a empresa pretende intensificar e valorizar quaisquer características relevantes destas profissionais para a área.

A empresa de segurança russa também reforçou seu apoio em mitigar a diferença de gênero ao apoiar a primeira expedição euro-arábica apenas com mulheres ao Polo Norte. Juntamente com a exploradora Felicity Aston, a Kaspersky Lab irá levar 11 mulheres para uma expedição de 10 dias na região. Para Kaspersky Lab, essas 12 aventureiras, com origens tão diversas e únicas, servem para lembrar que qualquer pessoa, independente do gênero ou origem, podem alcançar coisas extraordinárias.

“Por ser uma empresa com mentes femininas brilhantes, que desafiam o status quo ao se tornarem codificadoras, programadoras e pesquisadoras de segurança online, nós queremos encorajar e capacitar as mulheres mais jovens a serem corajosas e fazer o inesperado – seja isso em direção ao Polo Norte, ou aprendendo a codificar e ingressar no mundo da cibersegurança”, afirma Alex Moiseev, diretor de negócios da Kaspersky Lab.

06:47 · 20.02.2018 / atualizado às 08:51 · 19.02.2018 por

Sem os Jogos Olímpicos, não haveria meios de promover o rápido crescimento de várias tecnologias. Múltiplas áreas tecnológicas têm testemunhado o crescimento devido a esses jogos de elite incluindo: segurança cibernética, cidades inteligentes, sistemas de transporte inteligente, grande revolução de dados, reciclagem de resíduos e sistemas de rastreamento e monitoramento de jogadores. Os jogos são o catalisador que faz com que cientistas, engenheiros e outros especialistas ofereçam produtos melhorados que possam ser exibidos para milhões de pessoas e que levem a estilos de vida saudáveis e mais produtivos. Com um extenso planejamento de segurança cibernética, os Jogos Olímpicos estão seguros e a estrutura está em vigor para garantir que ela corresponda aos requisitos de implantação global. Porém os Jogos podem acompanhar os desafios e manter a evolução tecnológica?

As pesquisas, como algumas da Kaspersky Lab, mostram que há muito em jogo, desde infraestrutura crítica até questões de saúde ou ambientais. Todos estes devem ser devidamente gerenciados na busca de um futuro brilhante. Os números apoiam essa preocupação. Nos Jogos de Pequim de 2008, por exemplo, foram relatados cerca de 190 milhões de ataques cibernéticos (12 milhões por dia). Já nos Jogos de Londres de 2012 os cibercriminosos fizeram mais de 200 milhões de ataques fracassados no site oficial do evento. Em Sochi (2014), foram relatados 322 milhões de ataques, seguidos de 570 milhões nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio.

Quais são os vetores de ataque mais prováveis nos Jogos? Os especialistas em segurança de cidades inteligentes da Kaspersky Lab levantaram os seguintes pontos:

Ciberataques em serviços online para emissão de bilhetes, reservas, assentos, hotéis, serviços de transporte e ordens alimentares (compromisso ou negação de serviço);
• Ataques em cibercafés com alvo nos sistemas de autenticação e autorização (exatidão do controle de acesso no local);
• Ataques em máquinas robotizadas, desabilitando-os ou controlando-os remotamente;
• Ataques em tecnologias operacionais físicas cibernéticas: aquecimento, ventilação e ar condicionado (HVAC), elevadores, iluminação de emergência, sinais de trânsito, instalações de tratamento de água, bombas de esgoto, controle de drones e câmeras;
• Ataques aos funcionários e participantes dos jogos (phishing, hacking, monitoramento remoto ou manipulação de dados, chantagem…);
• Ataques na infraestrutura do país, tratamento/distribuição de água, energia/eletricidade, transporte/linhas aéreas, serviços bancários e de governo eletrônico;
• Ataques e manipulação de juízes, sistemas de julgamento, dados e/ou decisões de pontuação;
• Ataques e manipulação de monitoramento de atletas (medicamentos de aprimoramento de desempenho) ou sensores de monitoramento (que são usados para melhorar seus programas de exercícios e seus resultados);
• Manipulação de sistemas e algoritmos de análise de dados (que ajudam a prever o tráfego, a densidade populacional, o clima, a demanda de água/energia/armazenamento…)
• A divulgação de rumores nas mídias sociais também pode afetar significativamente os Jogos Olímpicos – uma vez que as mensagens falsas vindas de perfis criados podem iniciar o pânico ou problemas semelhantes.

“Em todos os eventos olímpicos, geralmente testemunhamos uma vitrine de tecnologias surpreendentes e futuristas para canalizar comunicações, aprimorar a experiência do usuário e garantir o sucesso de cada evento. Devido ao uso extensivo da tecnologia nos jogos, atraiu um grande número de hackers tentando encontrar uma maneira de quebrar os sistemas e causar estragos. Isso cria uma situação em que os desafios de segurança cibernética não são apenas uma questão de segurança, mas também oferecem a oportunidade de demonstrar ao mundo que somos capazes de combater com sucesso as ameaças que nos cercam”, diz Mohamad Amin Hasbini, Pesquisador Sênior de Segurança da Kaspersky Lab.

07:00 · 27.01.2018 / atualizado às 06:50 · 26.01.2018 por

O ano está apenas começando e, com isso, muitas pessoas desejam abandonar maus hábitos que afetam diferentes aspectos de suas vidas. Agora que estamos cada vez mais imersos na vida digital, também é importante corrigir alguns hábitos que colocam em risco a integridade dos nossos dados e a nossa segurança. De acordo com um estudo da Kaspersky Lab, quase metade dos usuários da internet tiveram a terrível experiência de perder os dados por meio de seus diferentes dispositivos: 47% de seu smartphone, 52% de seus computadores e 20% de um tablet.

Todos os usuários de internet têm sua própria rotina online, desde revisar as notificações em suas redes sociais, até verificar seus e-mails em qualquer momento e local. Essas ações normais devem ser pensadas duas vezes, porque se elas não forem feitas de maneira correta, podem colocar em risco a segurança online dos usuários.

Dentro dessa rotina, existem 9 hábitos que a maioria dos usuários faz automaticamente e que talvez eles não pensem que poderiam representar qualquer risco. Confira 9 hábitos que a Kaspersky Lab acredita que você deveria mudar:

1. Baixar qualquer aplicativo. Se você é alguém que está antenado sobre o mais recente app de música ou de exercícios e corre para baixar, pressionando o botão “Aceito” sem realmente saber o que está aceitando, tome cuidado! Muitos aplicativos pedem muitas permissões para os dispositivos, incluindo algo sério que possa prejudicá-lo. Além disso, estima-se que pelo menos 30% dos aplicativos que você baixa para o seu celular nunca serão usados, então, por que baixá-los?

2. Ignorar as atualizações. Você sabia que 99% dos computadores Windows estão propensos a serem hackeados por vulnerabilidades com apenas oito aplicativos? Incluindo os navegadores mais populares, players de mídia e plugins Flash que certamente todos nós usamos. Todos estes são monitorados muito de perto pelos cibercriminosos, uma vez que suas vulnerabilidades podem ser usadas para atacar o máximo de usuários possível. Então, certifique-se de instalar todas as atualizações para tornar seu sistema ainda mais seguro.

3. Levantar do seu computador sem bloqueá-lo. A maioria das pessoas sentadas na frente de um monitor considera irritante e lento bloquear e desbloquear o computador toda vez em que levantam de suas mesas. De acordo com um estudo da Kaspersky Lab, 52% destes usuários experimentaram perda de dados de seus computadores por não terem o bloqueado e/ou colocado uma senha segura de desbloqueio. Evite fazer parte desta estatística.

4. Registrar-se em sites usando o mesmo nome de usuário de redes sociais. “Faça login com sua conta do Facebook” é uma das formas mais comuns de se registrar em sites diferentes. O problema é que, quando você efetua login, o site obtém acesso parcial aos dados em sua conta e, mesmo que seja apenas para informações públicas, são dados que já estão nas mãos de outras pessoas.

5. Fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Ser uma pessoa multitarefa nem sempre é uma coisa boa. Pesquisas recentes revelam que, além de afetar a concentração e a produtividade, fazer várias tarefas ao mesmo tempo também afeta a segurança dos usuários, uma vez que, com tantas distrações na tela, os usuários tendem a prestar menos atenção ao que abrem e acabam clicando e fazendo download de arquivos que não sabem a procedência em sites maliciosos. Então, é melhor tentar fechar as infinitas abas no seu navegador e concentrar-se no que você realmente deveria. Seja o que for, você irá fazê-lo mais rápido, melhor e mais seguro.

6. Ser muito curioso. Com certeza você já clicou em um link apenas por considerá-lo interessante, não é mesmo? Se a curiosidade insistir com frequência, provavelmente é hora de mudar seu comportamento. Tente, especificamente, evitar sites com títulos chamativos, que são os que geralmente são maliciosos.

7. Aceitar os termos e condições de serviços sem realmente prestar atenção. Quantos termos e condições você já leu antes de aceitar determinado serviço? Nenhum? Está na hora de mudar e prestar atenção, uma vez que os desenvolvedores geralmente se beneficiam do fato de que ninguém sabe o que está escondido neles; por exemplo, você sabia que 83 de 100 aplicativos têm acesso a suas contas, contatos, mensagens, chamadas e arquivos armazenados? Pois é, todo esse acesso foi permitido lá no começo, quando você aceitou os termos sem ler com atenção. Por isso, demore alguns minutos lendo o que está aceitando para evitar uma dor de cabeça futura.

8. Registrar-se em todos os lugares. De todas as contas on-line que você tem, quantas você realmente usa? Você usa a mesma senha para todos? O que aconteceria se um dos serviços, dos quais você não se lembra, sofre um vazamento de informação? Com isso, informações valiosas, como seu e-mail, número de telefone, senha e entre outras, estarão expostas sem que você nem imagine para quem. A melhor coisa será eliminar todas as contas que você não usa.

9. Publicar em excesso tudo o que você faz. Você sabia que tudo o que você publicou, de uma fotografia, para o seu celular, nunca mais será privado? Além disso, pessoas mal-intencionadas podem até usar essas informações que compartilham para representar sua identidade. De acordo com a Kaspersky Lab, apenas 7% dos usuários da Internet não compartilham informações em suas redes, então pense duas vezes e não faça parte dos outros 93% que disponibilizam na internet qualquer informação.

“Estas são ações que as pessoas fazem com frequência de forma automática, sem parar para pensar por um momento nas consequências – como é o caso dos mais de 50% dos usuários online que sofreram perda de informações de seus dispositivos. Para que isso seja evitado, os usuários têm que estar mais conscientes dos riscos enfrentados e mudarem esses hábitos. Só assim conseguirão proteger da melhor maneira não somente seus dados, mas também a si mesmos”, diz Thiago Marques, analista de segurança da Kaspersky Lab.

Estas regras são simples, fáceis de serem seguidas e podem significar a diferença entre a segurança digital e problemas futuros graves, até. Preste atenção, então!

07:08 · 22.01.2018 / atualizado às 07:21 · 22.01.2018 por

A indústria de jogos on-line se tornou muito lucrativa em pouco tempo, e um número inédito de usuários têm contas para jogar. De acordo com a pesquisa da Kaspersky Lab, no Brasil, 27% das pessoas jogam online regularmente, e esse número aumenta para 32% entre os jovens de 25 a 34 anos e para 30% entre os usuários de 16 a 24 anos. Mas esses números apresentam um potencial de lucro para criminosos virtuais, pois é possível vender contas de jogos invadidas no mercado negro. Apesar do perigo, muitas vezes os jogadores deixam suas contas online vulneráveis a invasão, arriscando sua evolução no jogo, seus dados pessoais e, possivelmente, sua renda.

Estima-se que, atualmente, o público mundial de jogos, baseado em plataformas online como Steam, PlayStation Network e Xbox Live, esteja entre 2,2 e 2,6 bilhões de usuários, e ele continua crescendo. Isso torna o setor um alvo óbvio para criminosos virtuais, que buscam perturbar as operações online e obter acesso a dados, como senhas e informações de cartões bancários. Isso foi mostrado claramente pelos ataques recentes às plataformas Xbox e PlayStation.

Mais da metade das pessoas joga online regularmente; assim, os criminosos virtuais têm uma fonte enorme de possíveis alvos para escolher. Além disso, os jogos se tornaram uma parte importante das vidas de muitas pessoas, e os usuários recorrem a eles quando ficam entediados ou solitários e como meio de socialização. Portanto, ataques bem-sucedidos podem causar grandes transtornos às vítimas. Além de ter seus dados roubados, os usuários que têm suas contas de jogos invadidas também podem ser afetados emocionalmente por não conseguir acessar seus jogos favoritos (temporária ou permanentemente), pelas horas que gastaram construindo seu perfil e pelo dinheiro que podem ter investido no jogo.

Dentre os brasileiros que já sofreram uma tentativa ou um ataque bem-sucedido a suas contas online, 19% identificaram as contas de jogos como um alvo. Esse percentual é de 30% no caso dos usuários do sexo masculino.

Evidentemente, essas contas são extremamente importantes para seus proprietários. Em vez de ser uma atividade reservada para a casa, os jogos estão inseridos no cotidiano dos brasileiros: cerca de 13% usa o smartphone regularmente para jogar online. Embora os dispositivos não sejam naturalmente seguros, quase um quarto (22%) das pessoas usa redes Wi-Fi públicas para entrar em suas contas de jogos, e 39% dizem não tomar precauções de segurança adicionais ao usar redes públicas, o que gera riscos óbvios a sua segurança. Esse perigo é ainda maior porque apenas 3% dos usuários consideram que suas contas de jogos sejam uma das três que precisam de senhas mais fortes.

Além disso, como atualmente muitos perfis online estão conectados, as vítimas podem facilmente perder o acesso a várias contas, como de e-mail e de mídias sociais, que são importantes para elas de maneiras diferentes. Talvez isso afete emocionalmente quem joga por lazer, mas os jogadores profissionais podem sofrer um impacto ainda mais grave, perdendo possivelmente uma renda valiosa.

“Como hoje temos um tesouro valioso em informações pessoais disponíveis online, os criminosos virtuais têm mais oportunidades do que nunca para colocar as mãos em dados particulares dos usuários, que podem ser vendidos no mercado negro digital”, comenta Andrei Mochola, chefe de negócios ao consumidor da Kaspersky Lab que cita o Kaspersky Password Manager como um produto que já traz um gerenciador de senhas que promete manter os dados do usuário seguros. “É compreensível que os usuários de jogos online, tanto amadores quanto profissionais, se preocupem com a invasão de suas contas ou com a impossibilidade de acessá-las por ter esquecido suas senhas. Esse é um dilema que eles vivem todos os dias, e muitos escolhem a opção menos segura, usando a mesma senha para todas as suas contas ou usando senhas simples, fáceis de serem adivinhadas pelos hackers. No entanto, somente com as precauções adequadas e o uso de senhas fortes e exclusivas os usuários terão a segurança de que suas contas valiosas estão protegidas e que todo o seu empenho no jogo não foi em vão”.

Verifique o quão forte são suas senhas atuais em nosso site Password Check.