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Mercado brasileiro de tablets cai 8% em vendas no segundo trimestre, segundo IDC Brasil

11:49 · 19.09.2017 / atualizado às 11:49 · 19.09.2017 por
Magic Tablet. Este tipo de tablet é um dos que ainda têm mercado no Brasil, os voltados para o público infantil

As vendas de tablets no Brasil recuaram novamente nos meses de abril, maio e junho deste ano. Segundo o estudo IDC Brazil Tablets Tracker, realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, o mercado de tablets caiu 8% no segundo trimestre de 2017 em comparação ao mesmo período do ano passado. Ao todo foram vendidos 790 mil máquinas contra 860 mil em 2016. A receita total foi de R$ 400 milhões, 11% a menos do que no segundo trimestre de 2016, mas 9% a mais na comparação com o primeiro trimestre de 2017.

Esse movimento já era esperado pela IDC. “Temos observado um comportamento agressivo dos fabricantes, com preços promocionais e brindes para frear a queda. Além disso, notamos que as empresas estão diversificando os produtos para gerar mais demanda”, diz Wellington La Falce, analista de mercado da IDC Brasil. “O mercado de tablets para o público infantil é bastante forte, mas produtos voltados para o idoso, por exemplo, estão entrando agora no radar”, avalia La Falce.

A IDC destaca também a alteração do tíquete médio no período. Em comparação com o primeiro trimestre de 2017, o valor médio dos aparelhos teve alta de 6%, passando de R$ 477, de janeiro a março, para R$ 505, de abril a junho. Na comparação ano a ano, houve crescimento de 14%, já que o tíquete médio no segundo trimestre de 2016 foi de R$ 443. “Os aparelhos de melhor qualidade tiveram mais espaço no período. O setor está empenhado em mostrar que os tablets não são apenas para entretenimento e sim para educação, trabalho e para consumo de conteúdo em geral”, argumenta o analista.

Para a IDC, até o fim de 2017 devem ser comercializados 3,75 milhões de tablets, o que consolida o recuo de 6% nas vendas ante 2016, quando 4 milhões foram vendidos. “A receita total de 2017 deve fechar o ano em R$ 1,967 bilhão. O que representa uma retração de 6% na comparação com os números do último ano”, conclui La Falce.

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