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Tag: Android


00:01 · 20.02.2017 / atualizado às 13:17 · 13.02.2017 por
Enquanto não há nada oficial, imagens como essa, de um possível novo iPhone, irão circular pela web

Há 10 anos, Steve Jobs surpreendia o mundo com um celular totalmente novo com um ecossistema completo que se juntava a um belo design, tela touchscreen, hardware e softwares que funcionam perfeitamente juntos e claro, a internet. O smartphone foi praticamente criado quando Jobs apresentou o iPhone. Tudo isso junto fez do aparelho um dos maiores objetos de desejo dos tempos modernos.

E olha que, apesar de hoje já existirem smartphones rodando Android com configuração até, ao menos numericamente, superior ao aparelho da Apple, o iPhone segue sendo o smartphone mais vendido quando falamos de um produto só.

Segundo o relatório oficial do trimestre fiscal da Apple em 2016, os novos iPhones tiveram um total de US$ 78,4 bilhões em unidades vendidas durante o trimestre de fim de ano em comparação aos US$ 75,9 bilhões de seus antecessores em 2015.

Vale notar também que boa parte das vendas do aparelho não vieram de território norte-americano, mas sim de fora dele. No total, as vendas internacionais representaram 64% de toda a receita do trimestre.

O relatório financeiro informa que foram vendidos 78,3 milhões de iPhones no trimestre. O preço médio de venda para cada iPhone foi de US$ 695 na comparação com US$ 691 registrados um ano antes.

Mas o que se pode esperar de um smartphone assim depois de 10 anos? O que ainda é possível inovar? Como superar a ainda gritante falta que Steve Jobs faz para a Apple – se que é que faz mesmo? Para tentar responder a todas a estas perguntas convocamos 4 especialistas no assunto. A partir de agora, eles vão tentar nos ajudar a desvendar este mistério.

O que esperar do iPhone 10 anos?

Rafael Fischmann em um lançamento de iPhone no exterior

Segundo Rafael Fischmann, fundador e editor-chefe do MacMagazine.com.br, o iPhone, assim como todos os smartphones topos-de-linha no mercado, já chegou a um platô tal que dificulta muito novas revoluções. “O que temos visto nos últimos anos, seja da Apple ou das suas principais concorrentes, são muitas evoluções. Mas não é que revoluções não possam vir por aí, é claro: uma que se fala sobre o iPhone seria algum tipo de sistema de recarga totalmente sem fio e por proximidade, em vez de posicioná-lo numa base e recarregá-lo por indução como já fazem alguns aparelhos com Android. É algo que ninguém fez ainda, por isso é uma grande aposta para os dez anos do iPhone; ao mesmo tempo, é apenas um rumor e alimentar expectativas com relação a algo assim pode gerar uma grande decepção em consumidores caso o recurso não venha no anúncio oficial da Apple”.

De acordo com Sérgio Miranda, jornalista especializado em Apple há 17 anos e apresentador do canal de YouTube Loop Infinito, o principal problema em tentar adivinhar o que o iPhone deveria ter ou não em sua próxima geração é que existem tantos boatos circulando ao mesmo tempo que fica difícil encontrar o que realmente importa como inovação em primeiro lugar. “O iPhone em si foi revolucionário pois mudou completamente o jeito como interagimos com o celular do passado. Ele tornou todos os aparelhos mais inteligentes, conseguindo criar um ecossistema que é copiado e invejado por muitas empresas. Ao completar 10 anos, o iPhone só precisa continuar evoluindo e trazendo funcionalidades que tragam inovações para a nossa vida”.

Eduardo Marques, editor MacMagazine.com.br, também fala que há muitos rumores no mercado sobre o iPhone de 10 anos. Entre eles Marques cita mudanças no design do aparelho (que voltaria a ter uma estrutura de vidro com bordas em aço inoxidável), melhorias pontuais no sistema de câmeras, tela do aparelho sem margens (ou seja, ocupando praticamente toda a parte frontal do aparelho) e sensor de impressão digital incorporado à tela. “Talvez, porém, a inovação mais aguardada — eu me incluo nessa — seja o tão falado carregamento sem fio e sem contato. Na prática, você entraria em um local (seu quarto, por exemplo, onde o recarregador está ligado à energia) e o iPhone já começaria a ser recarregado. Imagine essa tecnologia espalhada por cafeterias, restaurantes, aeroportos… seria o fim do problema das baterias em smartphones, já que você estaria recarregando o aparelho em diversos momentos do dia de forma automática (e sem fio/contato, ou seja, podendo utilizar o aparelho ao mesmo tempo)”.

Paulo com vários equipamentos da Apple

Para Paulo Guedes, especialista de produtos no Zoom, há muitas especulações como um headset de realidade virtual. Também há muitos rumores de que recursos das versões antigas que foram retirados e que os usuários gostavam possam voltar. “Além disso, há expectativas sobre novidades na câmera e na chegada de um novo iOS. Outra hipótese é se serão lançados mais modelos com diferentes armazenamentos internos. Talvez essa seja uma estratégia para ter mais chance de disputar mais preços no mercado”, afirmou Guedes.

Morte de Jobs e adeus criatividade
Quando questionados sobre se a morte de Steve Jobs foi o fator para o fim da criatividade da Apple, o trio discorda que tenha sido o fim da criatividade da empresa. Para Fischmann, Jobs é insubstituível, mas a Apple é e já era muito mais do que ele antes de sua morte. Ele reforça sua teoria dizendo que muitos dos que estão lá, principalmente no alto escalão de executivos da empresa, foram escolhidos a dedo pelo próprio Jobs e trabalharam junto a ele, diariamente, por anos. Além disso, o fundador do MacMagazine também defende Tim Cook, muitas vezes criticado pela imprensa e fãs. “Uma das grandes diferenças entre Steve Jobs e Tim Cook é que Cook é muito mais CEO do que era Jobs, um cara de produto/design. Um CEO não necessariamente precisa se envolver nesses aspectos como Jobs fazia; Cook faz muito bem o trabalho a que cabe a ele, e o melhor que podemos esperar é que ele tenha à sua volta as melhores pessoas do mundo para cuidarem da criação de produtos”.

Para Miranda, Steve Jobs não era nem o criativo da Apple, apesar de ser uma pessoa que sabia o que um produto deveria ter ou não só de olhar para ele. “A criatividade sempre foi um atributo de muitas outras pessoas, que mostravam os produtos para Jobs, que conseguia, com um senso único, dizer o que prestava e o que não prestava, e daí o projeto seguia. Hoje, essa pessoa não existe mais, não que a criatividade e a inovação não continuem presentes nas pessoas que continuam trabalhando lá”.

Sérgio Miranda com o iPad 3 comprado após horas de fila em Nova York

O apresentador do Loop Infinito, ao contrário de Fischmann, ele não defende Cook. Na visão de Miranda, Cook se preocupa demais com os resultados e não com o produto em si. “Tim Cook é um excelente homem de números, não se pode exigir dele mais do que isso. Jobs não se importava com os números – não que ele fosse contra o lucro ou a grana, não é isso – mas sua preocupação maior era com o produto e como ele iria mudar a vida das pessoas. As vendas eram consequências dessa visão, e não do que as pessoas querem que o iPhone tenha”, afirmou.

Já Marques considera que Jobs foi um gênio e que, com ele no comando, a Apple revolucionou vários mercados (e não só o de smartphones). Porém, não se pode comparar muito os estilos de liderança de Jobs com Tim Cook, pois são bem diferentes e isso não quer dizer o fim da inovação. Apesar de ressaltar que Jobs participava muito mais da criação/concepção de produtos. “A empresa tem uma equipe muito talentosa e, ainda que não tenha uma mente unificadora/ditatorial apontando o caminho das pedras, acredito que a união desses talentos ainda renderá muitos frutos. A cultura de Jobs (foco em simplicidade, produtos de qualidade, relevância no design, entrar apenas em mercados nos quais você pode realmente contribuir, etc.) está enraizada na Apple e eu ainda aposto minhas fichas na empresa. O tempo dirá”.

Guedes acredita que, se olharmos do ponto de vista de inovação, é possível concordar que a era de Jobs era marcada por lançamentos muito mais surpreendentes e que impactavam muito mais o mercado. Embora seja necessário lembrar que o mercado era muito diferente e que as fabricantes de smartphones hoje já investem muito mais em inovações, o que tornou esse mercado muito mais competitivo. “Um dos grandes feitos da era do Tim Cook foi a abertura para o mercado e o firmamento de milhares de parcerias com empresas de software e desenvolvimento. Ele é mais fácil de lidar e isso fez a empresa crescer muito por meio dessas parcerias. Outra coisa é que ele não tem tanto medo de experimentar as coisas e o Steve era mais conservador, mas o ponto é que, por mais conservador que eles fosse, quando chegava a hora de mostrar algo para o mercado ele sempre surpreendia. O Steve era o cara que criava apaixonados. Porém, não há como comparar porque são gestões diferentes e momentos diferentes do mercado, mas ambas possuem características muito fortes e muito positivas para a empresa”, diz.

O que você incluiria no iPhone de 10 anos?
Fischmann gostaria que o iPhone deste ano viesse com um novo visual, uma bateria mais potente (de preferência com a recarga totalmente sem fio), uma carcaça totalmente à prova d’água que permitisse inclusive tirar fotos/fazer vídeos submersos e uma parte frontal (quase) toda tomada pela tela, o que permitirá um aparelho mais compacto que os atuais, mas mantendo as mesmas dimensões de tela.

Já Miranda quer simplesmente que ele traga algo que vá ajudar as pessoas a serem mais produtivas ou mais entretidas. Marques gostaria muito de ver uma revolução na bateria do iPhone. “Seja uma bateria que dure uma semana (por exemplo) ou o caminho inverso, uma bateria que não necessariamente dure tanto mas que seja recarregada de forma rápida e “invisível”, sem que nós, usuários, tenhamos que nos preocupar com isso. Essa mudança possibilitaria muitas inovações no mercado”, disse.

Por fim, Guedes acredita que o iPhone de 10 anos deveria investir em alguma coisa com a cara do Steve Jobs. “Achamos que é necessário ter algo que mencione o criador porque ele é a alma da empresa”, finalizou.

Apple 10 anos quebraria paradigmas?
Rafael Fischmann acha que não. Ele diz que esperar isso é elevar demais as expectativas para simplesmente o sucessor de um produto já existente. “Ele continuará sendo um iPhone, um smartphone. O primeiro causou uma ruptura no mercado porque foi um produto totalmente novo de uma empresa que as pessoas nem acreditavam ser capaz de concorrer no mercado de telefonia. Ainda veremos isso acontecendo de novo no segmento de tecnologia, só não acho que será de novo num smartphone. E espero que venha da Apple, mas pode muito bem vir de alguma outra empresa”.

Eduardo Marques é otimista quanto ao poder de inovar da Apple. Para ele ainda é possível ver uma nova revolução no mercado de smartphones, algo até então impensável surgir. Porém, não este ano. “Acredito que essas revoluções estão vindo/virão em outros setores, como o de carros autônomos (quem imaginaria que em alguns anos nós não precisaremos mais dirigir carros), dispositivos vestíveis, entre muitas outras coisas. Sem dúvida nenhuma o smartphone é hoje o nosso principal e mais importante dispositivo, mas não acredito que veremos uma nova revolução como a que vimos em 2007, outra mudança tão grande assim no setor de telefonia; a meu ver, o foco das empresas de tecnologia nesse tipo de disrupção está em outros setores. Bem ou mal, as únicas empresas que conseguem lucrar no mercado de smartphones são Apple e Samsung. Enquanto ambas estão relativamente confortáveis, dificilmente veremos alguma outra disposta a investir tempo e dinheiro para revolucionar esse mercado”, disse Marques.

Guedes acha difícil, mas não impossível que o novo iPhone quebre paradigmas. “Acreditamos na possibilidade da Apple de ter algo muito bem guardado nesse tempo em que a concorrência fez de tudo para passá-los. Achamos que algo novo pode chegar e se isso acontecer será surpreendente. Acho que não dá para duvidar que pode acontecer porque a fabricante da maçã tem milhares de projetos incríveis rodando há muitos anos. Será que criariam um novo dispositivo Ou revolucionariam o próprio mercado de smartphones? Ficam esses questionamentos, a expectativa e o desejo do mercado e dos consumidores é de serem surpreendidos novamente”.

Já Miranda crê ser difícil encontrar algo que ainda possa surpreender alguém depois de tanto tempo. Para ele, o iPhone original não tinha concorrente, era uma ideia inovadora e ninguém prestava atenção na Apple naquela época. “Hoje, qualquer funcionário da Foxconn pode ser subornado para entregar os segredos do futuro iPhone e, quando ele for apresentado, todo mundo já saberá tudo sobre ele. Isso deixou de ser importante, saber o que virá no próximo iPhone. Ele será melhor, mais rápido, tela mais brilhante, câmera melhor… Eu gostaria mesmo é de ser surpreendido com um lançamento da Apple, mas muita gente não se importa mais com isso. Por isso, vigiam as fábricas, subornam funcionários para conseguirem mais cliques, mais views e isso virou uma indústria horrorosa. Se o iPhone deste ano vai surpreender alguém? Não sei dizer. Só sei que será o melhor iPhone de todos os tempos que a Apple já fez”, finaliza Sérgio Miranda.

E para você? O que a Apple pode trazer de inovações no iPhone de 10 anos? Fale para nós!

08:00 · 09.02.2017 / atualizado às 08:00 · 09.02.2017 por
Airpods pareando com o iPhone 7 e o Watch Series 2. Equipamentos da Apple também correm risco no mundo digital

Não é porque não há muitos casos de ataques a equipamentos da Apple, os iPhones e iPads, que você deve fazer vista grossa para segurança destes dispositivos que usam iOS como sistema operacional. Para tentar te ajudar, reunimos 3 especialistas em segurança digital para conversar sobre como proceder e evitar problemas de roubo de dados do seu aparelho.

A primeira coisa é clara, mas muita gente faz questão de fazer o contrário das recomendações. O trio de especialistas é claro: não faça jailbreak. Esta solução, muito usada por alguns usuários da Apple costuma remover proteções nativas do sistema e abre a porta para que o usuário instale o que quiser, de lojas de terceiros. “E aí mora o perigo. As últimas pragas que encontramos que afetavam o iPhone, todas elas afetavam apenas aparelhos com jailbreak”, garantiu Fabio Assolini, analista sênior da Kaspersky Lab.

Nelson Barbosa, engenheiro de segurança da Norton, explica mais sobre o jailbreak: “o maior benefício é que permite que os usuários de dispositivos iOS burlem algumas restrições do sistema operacional, como por exemplo, baixar aplicativos fora da loja oficial da Apple. Porém, essa prática desativa o recurso “sandboxing” nativo em todos os dispositivos da Apple. O sandboxing mantém aplicativos de terceiros fora do seu sistema operacional e apenas autoriza determinadas permissões de acesso a suas informações. Como esses aplicativos precisam de sua permissão explícita (surgem em uma janela pop-up) para examinar suas fotos, acessar seu local ou procurar seus contatos, é altamente improvável que o código mal-intencionado possa causar danos ou roubar suas informações. Ao remover o sandbox, qualquer aplicativo pode acessar todas as suas informações privadas, incluindo aplicativos maliciosos que se apresentam como aplicativos legítimos”.

Já Emilio Simoni, gerente de segurança da PSafe, acredita que o jailbreak deve ser evitado a todo custo, e não só para equipamentos da Apple. “Acreditamos que evitar jailbreak em qualquer telefone é fundamental para manter a segurança de qualquer aparelho (independente do sistema operacional)”.

Outra dica importante, e simples de cumprir, é evitar clicar em links vai e-mails, SMS ou ferramentas de mensagem instantâneas em geral como WhatsApp e Facebook Messenger. “Esse tipo de fraude que visa roubar dados da vítima por meio de links maliciosos tem se tornado cada vez mais frequente. Há até mesmo casos de páginas falsas da própria página do AppleID, onde o usuário acessa por engano e informa os dados da sua conta. A partir do momento do acesso, as informações desse cliente estão nas mãos do hacker”, afirmou Simoni.

iPhone SE. Mesmo com toda a proteção do ecossistema, usuários que fazem jailbreak podem deixar seus equipamentos Apple abertos para ameaças

Não é raro no mundo Android serem encontrados aplicativos mal intencionados ou falhos na Google Play e que podem gerar problemas se você não analisar a nota do app e verificar, ao menos, 3 páginas de comentários. Porém, segundo Fabio Assolini, no mundo Apple isso não se aplica. “Isso não se aplica aos usuários de iPhone pois a Apple aprova previamente todas as apps publicadas na sua loja, se tornando responsável pelo processo. Além disso comentários de usuários, mesmo na loja oficial, podem ser falsos”, reforça.

Para finalizar, um ataque comum no mundo mobile e que pode afetar quem usa aparelhos iOS são os chamados scarewares. Mensagens que visam assustar o usuário para que ele contrate um serviço que pode ser uma fraude e um risco total a segurança dele. “Essas mensagens são muito comuns em dispositivos móveis, e são feitas para assustar o usuário e deixá-lo sem saber qual ação tomar. O scareware mais comum é uma mensagem que avisa que o dispositivo está infectado e que é necessário instalar um software para limpá-lo. O recomendado é fechar a janela e nunca instalar aplicativos suspeitos. Somente confie em um alerta de vírus se for emitido pela solução de segurança que já está instalada no seu dispositivo”, finalizou Nelson Barbosa.

Abaixo, veja a íntegra das entrevistas.

Emilio Simoni, gerente de segurança da PSafe.

Blog na Rede – Podemos dizer que evitar jailbreak é a premissa fundamental ou única?
Emilio Simoni – Acreditamos que evitar jailbreak em qualquer telefone é fundamental para manter a segurança de qualquer aparelho (independente do sistema operacional), mas não diríamos que é a única maneira. Ao se depararem com dificuldade em fraudar dispositivos por meio de aplicativos, hackers optam por fraudes via Phishing (Email, sms ou anúncios fraudulentos), que são, inclusive, mais fáceis de viralizar. Sobre o jailbreak, vale lembrar que, quando ele é feito no aparelho, qualquer aplicativo pode ser instalado sem qualquer tipo de verificação de sua procedência, o que aumenta a vulnerabilidade do celular.

BnR – Evitar clicar em links via e-mails, SMS ou ferramentas de mensagens como WhatsApp e Facebook Messenger é outra boa dica?
ES – Sem dúvida. Esse tipo de fraude que visa roubar dados da vítima por meio de links maliciosos tem se tornado cada vez mais frequente. Há até mesmo casos de páginas falsas da própria página do AppleID, onde o usuário acessa por engano e informa os dados da sua conta. A partir do momento do acesso, as informações desse cliente estão nas mãos do hacker.

BnR – Não baixar apps sem antes validar a qualificação deles e olhar algumas páginas de comentários é uma ação segura?
ES – Definitivamente. Se o aparelho não tiver jailbreak e o usuário estiver baixando um app de lojas oficiais, ainda assim vale verificar a procedência do aplicativo pelas qualificações e comentários. No caso de o aparelho ter o jailbreak e o usuário estiver fazendo download de um app de uma loja não oficial, esse cuidado deve ser redobrado.

BnR – Para finalizar, por que aparecem mensagens de alertas em browsers às vezes, os chamados scarewares? Simplesmente para forçar o usuário a clicar em uma falsa proteção e atingi-lo? Como evitar isso? Basta fechar a janela?
ES – Esse tipo de golpe leva muito em consideração o estado emocional do usuário no momento em que a janela é mostrada. O intuito é causar pânico imediato e fazer com que o usuário seja atingido pela fraude. Os golpistas criam anúncios online ou janelas pop-up de “alerta” que parecem legítimos fazendo com que o usuário acredite que seu celular está correndo perigo. O objetivo do golpista é fazer com que o usuário clique na fraude e, a partir daí, pedir para que ele siga instruções para “limpar” o celular. O hacker pode executar uma verificação de segurança falsa e afirmar que o celular foi exposto a um vírus ou um ataque malicioso. Tendo atingido esse objetivo, o usuário é convencido a fornecer informações financeiras para adquirir um suposto software de segurança. Sabendo que nenhuma dessas ameaças é verdadeira, o usuário acaba por fornecer dados do cartão de crédito para um criminoso.

BnR – Como evitar?
ES – Em casos em que a janela de anúncio pode ser fechada, basta seguir navegando sem fornecer qualquer informação ou baixar qualquer coisa desse anúncio. No entanto, existem casos em que o usuário se vê “congelado” na tela de scareware. Para reparar este tipo de scareware, os próprios fóruns de suporte da Apple sugerem que o usuário pressione o botão Home para sair do navegador, ativar o “Modo Avião”, ir até as opções do Safari e limpar os dados de histórico e cookies do navegador.

Fabio Assolini, analista sênior da Kaspersky Lab

BnR – Segundo especialistas em iPhone não há antivírus para iOS. Nem mesmo aplicativos capazes de enfrentar a praga do malware. Olhando na Apple Store notei que seus produtos realmente falam de tudo, menos de antivírus ou anti-malware. Logo, que recomendações seus especialistas dão em termos de segurança para iPhones e iPads?
Fabio Assolini – É verdade. Nenhum produto de segurança se apresenta como “antivírus” para o iOS. Há razões técnicas para isso, a mais importante é que a Apple não permite que nenhum produto atue na segurança do produto como deveria atuar. Para um produto ser classificado como antivírus, ele precisa de acesso ao sistema completo de arquivos, memória, etc, para fazer as verificações necessárias e isso a Apple não permite que nenhum app o faça, limitando assim a ação de um possível produto. Outro fator está relacionado ao marketing, que a Apple construiu desde o lançamento dos antigos OSX, ativamente afirmando que vírus ou malware não afetam a plataforma – o que sabemos não ser verdade – existem pragas para iOS porém numa quantidade pequena se comparado com o Android.

Aqui estão documentados alguns casos, o mais relevante deles é o XCode Ghost:
https://threatpost.com/xsser-trojan-spies-on-jailbroken-ios-devices/108627
https://securelist.com/blog/research/67457/ios-trojan-wirelurker-statistics-and-new-information
https://threatpost.com/yispecter-ios-malware-abuses-apple-enterprise-certs-to-push-adware/114917
https://threatpost.com/xcodeghost-ios-malware-contained/114745

Outro problema que assola a plataforma são os apps fraudulentos, descritos aqui:
https://blog.kaspersky.com/fraudulent-apps-on-apples-app-store/2685

BnR – Logo, que recomendações seus especialistas dão em termos de segurança para iPhones e iPads? Podemos dizer que evitar jailbreak é a premissa fundamental ou única?
FA – A mais importante delas é: não faça jailbreak, que costuma remover proteções nativas do sistema e abre a porta para que o usuário instale o que quiser, de lojas de terceiros, aí mora o perigo. As últimas pragas que encontramos que afetavam o iPhone, todas elas afetavam apenas aparelhos com jailbreak. Outra recomendação importante: cuidado com redes WiFi abertas. Ao se conectar a uma delas sem usar uma devida proteção (VPNs), seus dados podem capturados durante o tráfego. Outro ataque importante que afeta donos de iPhone: phishing, recebidos por e-mail, redes sociais ou SMSs. Aí a dica é usar um navegador seguro, a Kaspersky oferece o Secure Browser gratuitamente, que irá bloquear sites de phishing, mesmo no iPhone.

iPads ficam com 40% da fatia do mercado, segundo pesquisa de tablets e também são alvos de hackers

BnR – Evitar clicar em links via e-mails, SMS ou ferramentas de mensagens como WhatsApp e Facebook Messenger é outra boa dica?
FA – Sim essa é uma boa prática de segurança, especialmente links recebidos pelo WhatsApp. Temos visto diversas campanhas maliciosas usando essa plataforma. Esses links podem não instalar malware num iOS, mas podem te direcionar para sites falsos, sites de serviços premium que irão solicitar seu número e fazer descontos da sua conta mensal, entre outras coisas ruins.

BnR – Não baixar apps sem antes validar a qualificação deles e olhar algumas páginas de comentários é uma ação segura?
FA – Isso não se aplica aos usuários de iPhone pois a Apple aprova previamente todas as apps publicadas na sua loja, se tornando responsável pelo processo. Além disso comentários de usuários, mesmo na loja oficial, podem ser falsos.

BnR – Para finalizar, por que aparecem mensagens de alertas em browsers às vezes, os chamados scarewares? Simplesmente para forçar o usuário a clicar em uma falsa proteção e atingi-lo? Como evitar isso? Basta fechar a janela?
FA – Exato, a intenção dos ataques de scareware são assustar o usuário, informando de supostas infecções, sempre pedindo que o usuário instale algo ou informe algum dado (como seu número de telefone). Nem sempre o app oferecido para instalação é malicioso, mas alguns apps trabalham com sistema de afiliados (como o Uber) e ao instalar o app sugerido, o criminoso ganha uma comissão pela instalação – portanto o criminoso se vale de um processo que provoca medo no usuário para forçar a instalação de um app, que as vezes pode ser legítimo. Para esses casos basta fechar o navegador ou a aba, nada de mal se passará ao fazer isso. Outra solução seria usar um bom produto antivírus.

Nelson Barbosa, engenheiro de segurança da Norton

BnR – Logo, que recomendações seus especialistas dão em termos de segurança para iPhones e iPads?
Nelson Barbosa – Por ser um sistema fechado, o iOS não permite a atuação de nenhum antivírus, por isso as dicas são mais voltadas ao comportamento do usuário. É importante explicar que o sistema iOS não necessariamente é mais seguro do que o Android, ele é menos visado, pois existem menos usuários e os criminosos preferem realizar ataques que infectam um maior número de pessoas. Por isso, o usuário precisa entender que o iOS não está imune a ataques. A recomendação é que os usuários leiam as solicitações de acesso ao instalar aplicativos, não façam o jailbreak, tenham cautela com e-mails suspeitos (principalmente se eles tiverem boletos anexados), não forneçam suas informações pessoais em janelas de pop-ups e sites suspeitos e estabeleçam senhas fortes e únicas para cada conta.

BnR – Podemos dizer que evitar jailbreak é a premissa fundamental ou única?
NB – A Norton recomenda que os usuários não façam o jailbreak em seus dispositivos iOS, já que essa prática deixa os dispositivos mais vulneráveis a ataques. Porém, esse não é o único cuidado que os usuários devem ter. Como citado acima, muitos ataques usam a engenharia social para enganar as suas vítimas. Golpes simples e comuns como o phishing e sites fraudulentos podem ser evitados se o usuário prestar mais atenção no que está acessando. Explicando mais sobre o jailbreak, o maior benefício é que permite que os usuários de dispositivos iOS burlem algumas restrições do sistema operacional, como por exemplo, baixar aplicativos fora da loja oficial da Apple. Porém, essa prática desativa o recurso “sandboxing” nativo em todos os dispositivos da Apple. O sandboxing mantém aplicativos de terceiros fora do seu sistema operacional e apenas autoriza determinadas permissões de acesso a suas informações. Como esses aplicativos precisam de sua permissão explícita (surgem em uma janela pop-up) para examinar suas fotos, acessar seu local ou procurar seus contatos, é altamente improvável que o código mal-intencionado possa causar danos ou roubar suas informações. Ao remover o sandbox, qualquer aplicativo pode acessar todas as suas informações privadas, incluindo aplicativos maliciosos que se apresentam como aplicativos legítimos. E os riscos são reais – em 2015, foi reportado que 225 mil IDs de usuários de iOS da China foram roubados de dispositivos com jailbreak usando um malware chamado de “Keyraider”, que se disfarça como aplicativo para roubar informações das vítimas. Nesse caso, os IDs foram usados para fazer compras dentro de outros aplicativos maliciosos.

BnR – Evitar clicar em links via e-mails, SMS ou ferramentas de mensagens como WhatsApp e Facebook Messenger é outra boa dica?
NB – Essa é uma ótima dica, independente do sistema operacional que a pessoa esteja utilizando. Outra dica é sempre manter os softwares atualizados, evitando ataques que exploram brechas de versões anteriores.

BnR – Não baixar apps sem antes validar a qualificação deles e olhar algumas páginas de comentários é uma ação segura?
NB – Sim, é uma ação muito recomendada. Além disso, é indicado que os usuários suspeitem caso o aplicativo solicite acesso à informações “desnecessárias”. Por exemplo, um aplicativo de edição de foto não precisa ter acesso à sua lista de contatos e seu GPS. Lembrando que o ideal é baixar aplicativos somente de lojas oficiais.

BnR – Para finalizar, por que aparecem mensagens de alertas em browsers às vezes, os chamados scarewares? Simplesmente para forçar o usuário a clicar em uma falsa proteção e atingi-lo? Como evitar isso? Basta fechar a janela?
NB – Essas mensagens são muito comuns em dispositivos móveis, e são feitas para assustar o usuário e deixá-lo sem saber qual ação tomar. O scareware mais comum é uma mensagem que avisa que o dispositivo está infectado e que é necessário instalar um software para limpá-lo. O recomendado é fechar a janela e nunca instalar aplicativos suspeitos. Somente confie em um alerta de vírus se for emitido pela solução de segurança que já está instalada no seu dispositivo.

13:32 · 12.01.2017 / atualizado às 13:33 · 12.01.2017 por
Peter Thiel em palestra em Berlim, na Alemanha. Foto: Dan Taylor. www.heisenbergmedia.com
Peter Thiel em palestra em Berlim, na Alemanha.
Foto: Dan Taylor. www.heisenbergmedia.com

O bilionário do Vale do Silício Peter Thiel, famoso por ter ajudado o Facebook a se consolidar, ataca novamente.

Em entrevista ao jornal “The New York Times“, ele confirmou que a era da Apple chegou ao fim e que não seria culpa do CEO da empresa, Tim Cook. “Esta (em relação aos smartphones) não é uma área em que ainda vai haver alguma inovação”, disse Thiel ao jornal norte-americano.

Levando em consideração os últimos iPhones estaria o bilionário correto nesta afirmativa? Além do império Apple, os smartphones Android também estariam fadados a não mais evoluir?

07:46 · 02.12.2016 / atualizado às 07:51 · 02.12.2016 por
prisma
Prisma ganhou como melhor app

O Google Play anunciou hos melhores aplicativos e games do ano na loja brasileira para usuários do sistema operacional Android. Eles foram escolhidos por uma painel de especialistas do Google Play.

Os grandes vencedores foram Clash Royale, como melhor game, e Prisma, como melhor aplicativo.

Na categoria Apps Feitos no Brasil, foram selecionados Eu desafio você, Magazine Luiza, Voz do Narrador, Skina e Cuponeria.

Clash Royale ganhou como melhor game
Clash Royale ganhou como melhor game

Os aplicativos da categoria Top Trending foram selecionados baseado em downloads, interesses dos usuários e cultura pop. Já os games desta categoria foram selecionados baseado em downloads.

Melhor App
Prisma

Melhor Game
Clash Royale

Top Trending Apps
Tap Emoji Keyboard
TopBuzz: Grátis Video & GIF
Google Duo
Camera360 Lite
Troca Faces 2

Top Trending Games
Stick War: Legacy
Dream League Soccer
Traffic Rider
Talking Tom: Corrida do Ouro
Pokémon Go

App mais inovador
Photomath
Boa Consulta
WiFi You
AmpMe
ShareTheMeal

Apps feitos no Brasil
Eu desafio Você
Magazine Luiza
Voz do Narrador
Skina
Cuponeria

Game mais inovador
Pokémon Go
Reigns
Rodeo Stampede: Sky Zoo Safari
The Trail
Lost in Harmony

Apps mais bonitos
Colorfy
Kitchen Stories
Adobe Illustrator Draw
PicsArt
Airbnb

Game mais competitivo
Plants vs Zombies: Heroes
Animation Throwdown: TQFC
Marvel Torneio de Campeões
Rival Fire
Dream League Soccer

Apps mais divertidos
MSQRD
Violin Magical Bow
Tastemade
Musical.ly
CastBox

Melhor Game Indie
Abyssrium
Mini Metro
Tower Crush
PewDiePie´s Tuber Simulator
Hovercraft: Takedown

Melhores apps para a família
Toca Life: Farm
Todo Math
YouTube Kids
Disney Emoji Blitz
Mônica Toy TV

Games mais emocionantes
Star Wars: Galaxy of Heroes
Traffic Rider
CSR Racing 2
War Robots
Fifa Mobile

Melhores apps de aperfeiçoamento pessoal
30 Day Fit Challenge Workout
Mobills
Memrise
Tecnonutri
Zen – Meditações e Reflexões

Game mais irresistível
Best Friends Forever
Gardenscapes – New Acres
Farm Heroes Super Saga
Vlogger Go Viral – Clicker
Stack

Game mais bonito
Mobius Final Fantasy
Alto´s Adventure
Lost Journey
Olympus Rising
Mekorama

01:20 · 28.11.2016 / atualizado às 06:55 · 28.11.2016 por
Da esquerda para a direita: ZenWatch 2 e ZenWatch 3 chegam juntos ao mercado nacional
Da esquerda para a direita: ZenWatch 2 e ZenWatch 3 chegam juntos ao mercado nacional

Finalmente a Asus está trazendo seus smartwatches (relógio inteligente) para o Brasil. E resolveu trazer logo suas duas últimas gerações. O Asus ZenWatch 2 tem tela de 1,45 polegadas Amoled com Gorilla Glass 2.5D, processador Snapdragon 400 Quad-Core de 1,2 GHz. Tem 4GB com frame em aço inox e traseira em plástico. Pesa 50 gramas e tem 11,8mm. Bateria com 290 mAh com QuickCharger. Tem Wi-Fi bgn + Bluetooth 4.1. Ele tem caixa de som e é resistente a água e poeira (certificação IP67).

O relógio inteligente mais novo da família é o Asus ZenWatch 3 com tela Amoled de 1,39 polegadas com Gorilla Glass 2.5D. Ele tem processador Snapdragon Wear 2100 – já pronto para aparelhos wereables – Quad-Core 1,2 GHz com 4GB. Ele é totalmente em aço inox com 40 gramas de peso e 10,7mm. Tem bateria com 340 mAh e QuickCharger que recarregará o seu relógio inteligente em cerca de uma hora. Tem Wi-Fi bgn + Bluetooth 4.1. Ele tem caixa de som e é resistente a água e poeira (certificação IP67). Isso quer dizer que pode ser molhado, mas não deve, visto que a pulseira de couro não é muito amiga de água e suor.

Nós recebemos o ZenWatch 3 para testar e vamos analisar ele passo a passo, ok? O relógio inteligente da Asus é leve, bonito e elegante. Essas são as primeiras impressões do ZenWatch 3, o mais novo smartwatch da Asus. O aparelho chega ao Brasil com preço sugerido de R$ 1.799. Os concorrentes, também com sistema operacional Android, já estão no mercado há algum tempo e não empolgaram tanto nos testes feitos por mim há mais de 1 ano.

Moto 360 Sport, o mais novo, tem preço sugerido de R$ 1.999. A diferença dele para o da Asus é que é um modelo esportivo, voltado para quem curte vida fitness. Ele traz uma pulseira emborrachada e contador de batimentos cardíacos coisa que o ZenWatch 3 não tem. Usa Android Wear e funcionam com qualquer smartphone Android.
Samsung Gear S2 Classic é similar ao ZenWatch 3 com pulseira de couro, mas traz leitor de batimentos cardíacos e GPS. Custa R$ 100 a mais que o produto da Asus, mas não é tão bonito e elegante quanto o produto de Taiwan. E há o S2 com pulseira emborrachada e leitor de batimentos cardíacos no mesmo preço do ZenWatch 3. Bonito, mas não tão luxuoso quanto o produto rival. Ambos porém, só funcionam em parceria com smartphones Samsung, visto que usam sistema operacional Tizen.

Sony Smartwatch 3 é também um Android Wear com recurso de GPS como o ZenWatch 3 e custa entre R$ 999 e R$ 1.299. De todos era o que tinha o design menos atraente. Mas ele pode ser usado longe do celular para corridas. Porém, a pulseira de couro pode ser um empecilho para o usuário, como deverá ser para quem tem um produto da Asus. Sugestão para usuários Asus é trocar a pulseira de couro por uma emborrachada. Além dos produtos oficiais e voltados para smarts, ele aceita pulseiras comuns que podem ser compradas e instaladas em qualquer relojoeiro.

ZenWatch 3 é um gadget bem elegante
ZenWatch 3 é um gadget bem elegante

Algo interessante notar é o posicionamento da Asus. Ela não quer entrar na disputa com smartwatches esportivos. O ZenWatch 3 está na categoria de um produto fashion, de luxo, que traz características para ajudar no dia a dia com recursos tecnológicos que vamos citar a frente. Porém, acredito que nada impediria ter um GPS e um leitor de batimentos cardíacos incluso. Segundo a Asus, isso poderia atingir em cheio a bateria do aparelho, reduzindo a vida útil durante o dia. Mas acho que valeria a pena. Afinal, o relógio permite trocar a pulseira facilmente e aí era só botar um modelo emborrachado.

Comparando com o trio já citado (veja matéria que fizemos em 2015 aqui), o ZenWatch 3 é o mais luxuoso. Apesar do S2 Classic ser muito bonito, o aço inox do aparelho da Asus o supera em beleza e sofisticação. A pulseira de couro fecha o conjunto beleza. Mas vamos pensar em termos de “smart”.

Com o relógio da Asus eu consegui atender e fazer ligações mesmo quando meu telefone estava em outro quarto fechado. A qualidade é boa, tanto para quem fala quanto para quem escuta. O problema é que, como isso é feito no viva voz, barulhos externos podem atrapalhar a comunicação. Para escutar melhor, tenha sempre um fone de ouvido bluetooth para a experiência ser melhor.

O Google Now ajuda muito, mas quando há alguma oscilação na rede, pode ficar complicado para o software entender sua voz, mesmo que você fale lentamente. Mas isso também foi notado nos outros smartwatches testados no ano passado. Responder SMS e WhatsApp é bem simples, mas, assim como no trio de 2015, foi um pouco complicado responder a e-mails por voz. É mais simples usar o smartphone para isso.

Marina Ruy Barbosa aparece em peça publicitária da Asus com um ZenWatch 3 no pulso
Marina Ruy Barbosa aparece em peça publicitária da Asus com um ZenWatch 3 no pulso

Com relação aos apps de exercício físico, o Asus ZenFit complementa o relógio. Como ele não tem GPS, se quiser se exercitar com ele terá que seguir com o smartphone no bolso. Feito isso, para batimentos cardíacos, instale o ZenFit no celular e toque seu dedo na lente do aparelho. Pronto. Você terá os seus batimentos cardíacos analisados. Com relação a marcar os demais exercícios, calorias e qualidade do sono, tudo já é possível com o próprio relógio. E as análises destes dados poderão ajudá-lo a ter uma vida mais saudável aliado, claro, a consultas a médicos e nutricionistas e a uma dieta rica em alimentos saudáveis. Dessa forma, ele não é independente do smartphone para prática de exercícios, mas pode ser para atender e fazer ligações – desde que já tenha os contatos cadastrados.

Falando ainda mais de recursos, o smartwatch tem 3 botões. O do meio é o power. Acima está o botão para a opção de treino. Nele você pode escolher entre algumas opções como caminhada, corrida, sentar e flexão. O último botão é para economizar bateria. Uma ótima ideia para não transformar o smartwatch é enfeite e sim em relógio. Ele corta a parte “smart” e poupa a bateria ajudando a ela durar mais tempo.

Software e desempenho

ZenWatch 3 é uma peça de moda de qualidade e muito bonita que até pode ser usada para esportes, mas com algumas adaptações
ZenWatch 3 é uma peça de moda de qualidade e muito bonita que até pode ser usada para esportes, mas com algumas adaptações

O ZenWatch 3 traz recursos como uma integração profunda com a ZenUI, o FoneHelper, monitoramento de atividade física e câmera remota. No primeiro você pode indicar pessoas para ligação de emergência com mensagem pré-programada. O segundo é para te manter em atividade física com o smartphone perto de você. E o último, também chamado de Remote Camera, é um dos recursos mais populares do ZenWatch e permite que os usuários vejam o visor da câmera do smartphone em seus pulsos. Isto os deixa livres para enquadrar e fotografar em ângulos criativos em situações onde é difícil de ver a tela do smartphone, como ao fotografar um show com o smartphone sobre sua cabeça. Testamos esse recurso e ele funcionou muito bem.

Com relação ao desempenho, o smartwatch se mostrou bem rápido e ágil. Um pouco mais fluído do que os modelos Androids testados em 2015, inclusive. Talvez isso também tenha relação de estarmos falando da combinação perfeita, ou seja, relógio e celular da mesma empresa, no caso a Asus. Mas isso também deve ter relação com o processador Snapdragon Wear 2100, feito exatamente para aparelhos vestíveis como o ZenWatch 3.

Design
Além do design externo do aparelho, internamente ele pode ser ainda melhorado ou não, vai depender do seu bom gosto ou falta dele. Você pode criar faces para o seu ZenWatch. Pode customizar totalmente ou simplesmente colocar a foto do filho ou da esposa (ou de ambos) para embelezar ainda mais seu aparelho.

Preço
A questão do preço é uma análise delicada. O valor do ZenWatch 3 fica na média dos já testados (R$ 1.799) e é bem inferior aos modelos da Apple. Porém, mesmo assim, é muito dinheiro. Ele é uma peça de design, de luxo e beleza que traz bons recursos para o seu dia a dia. Mesmo assim, é o preço de um bom smartphone, como, por exemplo, o Zenfone 3 da própria Asus de 64 GB de armazenamento interno e 4 GB de memória RAM. Aí você decide o final. Se tiver o valor, o relógio foi o melhor que testamos no mundo Android.