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Tag: educação


08:09 · 27.08.2014 / atualizado às 16:39 · 27.08.2014 por
Game de Matemática Completando os Números
Game de Matemática Completando os Números

Se antes a palavra “jogo” trazia à mente a ideia de uma atividade compulsiva e alienada, ilustrada pelos jovens que dedicam boa parte do tempo ao videogame, o avanço da tecnologia e dos debates acerca da educação trouxeram para os games um novo olhar. “Todo jogo pode ser usado com o objetivo de se aprender algo, desde que haja um ambiente onde se estruture esse processo”, destaca o gerente de Inovação e Novas Mídias da Editora FTD, Fernando Fonseca. “Os games trazem um componente bastante significativo para o processo educacional: o prazer de aprender”.

A utilização de jogos na sala de aula foi tema da mesa redonda “Games e educação” promovida no último dia 25 pela Associação Brasileira dos Editores de Livros Escolares (Abrelivros) durante a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Este ano, a entidade e suas 11 associadas se uniram em um mesmo estande para discutir o futuro do livro na educação. Participou do debate também Mario Lapin, diretor da Virgo Games.

Fonseca explica que em aulas onde os professores utilizam-se de jogos, os alunos ficam mais interessados e envolvidos. Outro ponto é o poder do “faz de conta” inserido nos games, que também pode contribuir na educação. “O jogo é um artefato que permite dar vazão a um processo de representações e metáforas”, define.

O preconceito que vê os jogos como algo não-benéfico passou a ser dissolvido a partir do século XX, quando estudiosos trouxeram uma referência mais precisa do que eles podem proporcionar, aponta o especialista. Entre os benefícios desse tipo de recurso na sala de aula, está a mobilização das chamadas “habilidades superiores”, como a capacidade de elaborar estratégias e conduzir relacionamentos.

Rede pública – A inserção dos recursos tecnológicos na educação se iniciou na rede pública em 2014, através do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), para os anos finais do Ensino Fundamental. Nele, as editoras deveriam entregar as obras impressas e um CD-ROM com o material multimídia complementar.

Game Ariê 2
Game Ariê 2

O PNLD 2015 avançou nessa questão ao exigir que as editoras entreguem, além do material impresso, a versão digital das obras, com o conteúdo dos livros impressos correspondentes integrados a objetos educacionais digitais (vídeos, imagens, áudios, textos, gráficos, tabelas, tutoriais, aplicações, mapas, animações, infográficos, páginas web e jogos educacionais, entre outros elementos).

Para Fonseca, a iniciativa do governo deu um novo impulso à produção digital voltada para a escola e valorizou o saber das casas editoriais.

O amadurecimento deste processo deve trazer maior liberdade às editoras na produção dos conteúdos, já que há uma série de aspectos a serem cumpridos na elaboração desse tipo de material. “A tendência é que o governo seja cada vez menos diretivo em relação ao estabelecimento dos parâmetros que regem a produção desses conteúdos digitais, permitindo que o mercado também apresente suas contribuições”, avalia.

11:58 · 23.08.2011 / atualizado às 11:58 · 23.08.2011 por

Ontem comentei aqui no blog que os tablets viraram vedetes nas propagandas das escolas particulares em Fortaleza, em seus anúncios nos jornais e outdoors espalhandos pela cidade. Hoje, o assunto também foi tratado na Assembleia Legislativa. Em pronunciamento na sessão plenária, o deputado Professor Teodoro (PSDB) informou que deu entrada em um projeto de lei para disciplinar o uso de tablets, smartphones e similares nas escolas cearenses.

O parlamentar destacou a tendência do uso de aplicativos tecnológicos no ensino e citou que três dos maiores colégios particulares do Ceará já divulgam a adoção de tablets e lousas digitais na sala de aula. Sua avaliação é de que trata-se de um avanço positivo para a educação, que não deve ficar restrito às escolas particulares.

Já a deputada Dra. Silvana (PMDB) manifestou preocupação com o uso de equipamentos nas salas de aula e defendeu o bloqueio dos aparelhos para outros usos que possam expor os alunos aos “perigos da internet”. Mas o que nos levou à reflexão mesmo foi o posicionamento do deputado Moésio Loiola (PSDB) que, segundo notícia publicada no site da Assembleia, afirmou que o maior uso da tecnologia na sala de aula cria um fosso cada vez maior entre a escola privada e a escola pública. Ora, que não seja discutido então o investimento em tecnologia que as instituições particulares estejam fazendo em prol da melhoria da educação, e sim a falta de investimento e o atraso das políticas públicas voltadas para esta área.

Que tal discutirem melhorias para os salários dos professores da rede pública, para que eles mesmos possam adquirir seus tablets e, em contato com as novidades da tecnologia, possam repassar de forma mais atualizada o seu conhecimento em sala de aula?

(Com informações da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa do Ceará)

08:00 · 22.08.2011 / atualizado às 20:00 · 21.08.2011 por

O uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs) nas escolas ainda é desafio para boa parte dos professores. Uma pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) mostra que 64% dos docentes entrevistados acreditam que os alunos entendem mais de computador e internet do que eles próprios.

Entrevistados pela pesquisa, diretores, coordenadores pedagógicos e professores apontam a faltam de infraestrutura adequada como um dos fatores de limitação para o uso efetivo da tecnologia no aprendizado. Entre os problemas, foram citadas a baixa velocidade de conexão de internet e o número insuficiente de computadores conectados. Segundo o CGI.br, 100% das unidades da rede em área urbana estão equipadas com computadores e 92% têm acesso à internet. Em média, os colégios tinham 23 computadores instalados e 18 em funcionamento. Para 75% dos docentes entrevistados, a principal fonte de apoio para o desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas são os contatos informais com outros educadores.

A pesquisa entrevistou 1,5 mil professores e quase 5 mil alunos de 497 escolas para identificar os usos da internet na rotina do ensino público do país. Das escolas que participaram da pesquisa, 81% têm laboratório de informática, mas 14% não contam com conexão à rede. Apenas 4% das salas de aula têm computador. O local da escola em que a máquina está mais presente é na sala do diretor ou coordenador pedagógico (88%). Para o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), que coordenou os estudos, o modelo de acesso às TICs via laboratório de informática precisa ser superado para que o computador seja inserido na rotina de aprendizagem da sala de aula.

Tablets na sala de aula – O programa Um Computador por Aluno (UCA) oferece desde o ano passado uma linha de financiamento para que estados e municípios comprem, a um custo mais baixo, notebooks para serem usados individualmente pelos alunos. Segundo o Ministério da Educação, cerca de 250 mil equipamentos já foram adquiridos pelas redes de ensino. O ministério já estuda a possibilidade do uso de tablets em sala de aula, mas ainda não há definição de qual seria a política adequada.

09:57 · 27.05.2011 / atualizado às 09:57 · 27.05.2011 por

Os profissionais de educação do Brasil são os que mais acreditam no uso da tecnologia para mudar a maneira como os estudantes aprendem. É o que mostra uma pesquisa encomendada pela Cisco e conduzida pela Clarus Research Group em 14 países nos cinco continentes. No Brasil, 100% dos profisisonais acreditam nesse potencial do uso da tecnologia na educação, enquanto que a média mundial é 85% e a da América Latina é de 99%.

O estudo global aponta, principalmente, para uma nova “aprendizagem conectada” em uma economia em rede, que exige o desenvolvimento da tecnologia para aumentar a competitividade global da educação. Para 88% dos entrevistados de instituições brasileiras, a tecnologia também deve aprimorar a forma como os professores ensinam, contra 76% de outras regiões do mundo e 91% da América Latina. Para 94% dos entrevistados na América Latina, a tecnologia terá um papel importante para preparar a força de trabalho do futuro. E 70% dos entrevistados no Brasil e México acreditam que a tecnologia deve melhorar a qualidade do ensino.