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Tag: internet das coisas


13:17 · 20.09.2017 / atualizado às 13:17 · 20.09.2017 por
Desenho de Wilgengebroed

A pesquisa Unisys Security Index 2017 aponta que os brasileiros estão entre aqueles que mais apoiam a Internet das Coisas (Internet of Things, em inglês) para tornar seu dia mais fácil e mais produtivo. Dos mais de 1.000 brasileiros que participaram do estudo, 92% é favorável à implementação de um botão de emergência em celulares e relógios inteligentes (smartwatches, em inglês) para alertar a polícia sobre sua localização em caso de uma emergência. Apenas dois dos 13 países pesquisados registraram um apoio maior a essa aplicação – Colômbia e Filipinas empataram com um percentual de 94%.

Sobre o uso de dispositivos conectados, como sensores utilizados para localizar bagagens nos aeroportos, 88% dos consumidores brasileiros registraram apoio – acima da média global de aceitação, que é de 74%. A Colômbia apresentou uma grande aprovação da iniciativa (91%), a maior entre os países da América Latina, seguida por Brasil (88%), México (86%) e Argentina (81%).

O estudo Unisys Security Index 2017 mostra que existe um interesse na utilização de dispositivos conectados por IoT e aplicativos sem nenhum impacto financeiro. Os apps que têm relação com dinheiro, ou que estão sendo monitorados por terceiros, são vistos com desconfiança. Os entrevistados apresentaram baixa confiança em dispositivos de IoT que utilizam seus dados financeiros e indicaram forte preocupação com o compartilhamento de suas informações privadas, apontando a necessidade de controlar quando e quem pode utilizá-las.

Em âmbito global, 46% desaprovaram a adoção de aplicativos que realizam pagamentos em relógios inteligentes, os chamados smartwatches, e apenas 36% indicaram apoio. No entanto, os brasileiros parecem menos preocupadas com a confidencialidade dos seus dados, apenas 28% deles não apoiam essa utilização.

Em comparação com outros países pesquisados, os brasileiros (51%) são os que mais apoiam o uso de aplicativos de bancos ou empresas de cartão de crédito para efetuar compras utilizando relógios inteligentes. Um número muito menor de consumidores na Nova Zelândia (27%), Países Baixos (22%) e Bélgica (21%) apoiaram essa aplicação da IoT.

O uso de dispositivos portáteis (wearables) pelas seguradoras de saúde para identificar o comportamento do segurado foi o aplicativo IoT mais impopular identificado na pesquisa, apenas 33% dos consumidores apoiam globalmente a iniciativa e 53% reprovam. Entre os países da América Latina, apenas os brasileiros apresentaram um resultado diferente, com 50% de apoio ao uso de dispositivos fitness para envio de dados às seguradoras de plano de saúde.

“As previsões indicam que, em 2020, o mundo terá 50 bilhões de equipamentos conectados, que necessitarão de infraestrutura, políticas públicas e regulamentação, mas, acima de tudo, segurança que garanta a privacidade dos dados. Os brasileiros, porque são favoráveis à implementação de novas tecnologias, têm uma ótima oportunidade para se destacar na evolução da IoT. Mas, para isso, é preciso enfrentar o desafio de abordar riscos de segurança cibernética e preocupações de privacidade”, afirma Leonardo Carissimi, diretor de soluções de segurança da Unisys para América Latina.

Sobre a pesquisa Unisys Security Index 2017
A Unisys conduz o Unisys Security Index desde 2007, a fim de fornecer uma medida estável e estatisticamente robusta sobre segurança. O índice é calculado em uma escala de até 300 pontos, abrangendo a mudança de atitude dos consumidores ao longo do tempo, em oito áreas de segurança e em quatro categorias: segurança nacional e desastre / epidemia, na categoria Segurança Nacional; Fraude bancária e obrigações financeiras, na categoria Segurança Financeira; Vírus / ataques hackers e transações on-line, na categoria Segurança na Internet; e roubo de identidade e segurança pessoal, na categoria Segurança Pessoal.

O estudo Unisys Security Index 2017 é baseado em entrevistas online realizadas entre 6 e 18 de abril de 2017, com uma amostra de cada nacionalidade de mais de 1.000 participantes adultos dos seguintes países: Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Colômbia, Alemanha, Malásia, México, Holanda, Filipinas, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos. Em cada índice nacional, a margem de erro é de 3,1%, para mais ou para menos, em um nível de confiança de 95% no índice geral, esse valor é de 0,9%.

12:24 · 20.05.2016 / atualizado às 12:30 · 20.05.2016 por
07:27 · 26.04.2016 / atualizado às 07:27 · 26.04.2016 por
Desenho de Wilgengebroed
Desenho de Wilgengebroed

A indústria da tecnologia vem há algum tempo tratando da tendência da Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), onde aparelhos do dia-a-dia também passarão a se comunicar com a internet e uns com os outros. Os aparelhos de sua cozinha podem fazer as vias de seu nutricionista pessoal? Certamente, ainda não, mas irão fazê-lo em breve, garantem os especialistas.

Itens que vão desde o refrigerador – passando pelo carro e até os termostatos das casas – estão ficando mais inteligentes, além de estarem conectando-se à Internet e também uns aos outros. Este cenário está começando a mudar a maneira como as famílias em todo o mundo estão vivendo. E, apesar de hoje objetos habilitados pela Internet das coisas já estejam sendo comercializados, essa tecnologia passará a permear ainda mais a vida das pessoas no futuro, especialmente em suas casas.

Graças à demanda dos consumidores, as ofertas de casas inteligentes estão se expandindo rapidamente – de geladeiras a aparelhos de entretenimento, até sistemas de climatização inteligentes. Especialistas na vanguarda da tecnologia concordam que a Internet das coisas tem o potencial de revolucionar completamente a maneira como interagimos com aparelhos de casa e até entre nós mesmos.

Na cozinha, por exemplo, “seremos capazes de receber em nossos smartphones informações sobre os produtos que estão para acabar na despensa e precisam de reposição. Também poderemos consultar remotamente a geladeira para ver seu conteúdo, seja via smartphone, tablet ou computador”, diz Arthur Ziviani, membro sênior do IEEE e pesquisador sênior do Laboratório Nacional de Computação Científica.

Já o Dr. Yu Yuan, membro sênior do IEEE e CEO da Motiveware Tecnology, faz uma previsão – “em breve, uma máquina inteligente ou até mesmo um robô, irá assumir as tarefas da cozinha como cozinheiro, ajudante e nutricionista”, afirma. Yuan acredita também que essas mudanças vão tornar a utilização de eletrodomésticos mais fácil e conveniente. Especialistas do IEEE alertam, no entanto, que, apesar de tudo isso ser emocionante, para que a Internet das coisas alcance seu pleno potencial, um único padrão de comunicação será necessário para que os produtos de diferentes empresas possam se comunicar entre si.

Outra preocupação para a crescente indústria de casas inteligentes é a questão da segurança dos dados e privacidade, pois os riscos são grandes. “Há preocupações de segurança em tudo relacionado à IoT, até mesmo em uma lata de lixo inteligente, pois alguém poderia adentrar o sistema e ver, por exemplo, que não houve lixo descartado nos últimos dias, assumindo que não há ninguém em casa e a partir daí, planejar um roubo”, diz Webb.

Embora ainda haja barreiras à adoção massificada da Internet das coisas, os especialistas esperam que a tecnologia de casa inteligente, se torne em breve totalmente integrada, melhorando a maneira como vivemos.

13:51 · 23.07.2015 / atualizado às 16:34 · 23.07.2015 por
Campus Party Recife. Foto: Marcelo Glacial
Campus Party Recife. Fotos: Marcelo Glacial

A Campus Party chega a sua quarta edição em Recife. O evento que é a maior maratona de tecnologia do mundo contará, mais uma vez, com banda larga para todos os visitantes. Este ano a conexão será de 20 Gbps, o dobro de 2014. Segundo os organizadores, a estrutura é suficiente para 1 milhão de pessoas navegarem com qualidade pelo mesmo período do evento. Por conta disso, o hack usado em Recife é fechado para evitar que algum campuseiro com más intenções possa descobrir com invadir a rede. Isso lá de dentro Campus, ou seja, ataques internos. Para ataques externos a Telefônica em São Paulo garante a segurança.

A partir de hoje, até o dia 26 de julho, a Telefônica Vivo promove uma intensa programação de atividades para os campuseiros, com hackathon de inovação, palestras e debates sobre o mundo digital, dinâmicas com o tema da sustentabilidade, maratonas de games, concursos para ganhar Avatoys personalizados e um workshop com diretores do filme ‘EX4GERADO’, criado pela Vivo que vem se destacando no canal da empresa no YouTube, com mais de 31,8 milhões de views.

Segundo a organização, esta Campus Recife é a quarta maior campus do mundo e com chance da edição 2015 chegar ao terceiro lugar.

Atrações Exclusivas

A Telefônica Vivo preparou uma área onde os campuseiros poderão degustar o Vivo Música e o Vivo Nuvem de Jornaleiro enquanto descansam o corpo e a mente em cadeiras de massagem relaxante. No estande da empresa na arena, promotoras apresentarão esses dois aplicativos que integram as mais de 80 opções de Serviços de Valor Adicionado (SVAs) comercializados pela empresa que, juntos, somam mais de 40 milhões de usuários. Além disso, o modem Wi Fi 4G, mais recente lançamento da companhia, será apresentado em uma ação interativa que premiará os campuseiros.

Para os apaixonados pelo game League of Legends, a Vivo preparou uma surpresa. Haverá arcades disponíveis na arena, para quem quiser disputar uma partida nesse universo virtual tão popular entre os amantes da tecnologia. O jogo acontece on line com pessoas do mundo inteiro e o campuseiro melhor colocado no ranking do dia recebe um kit snacks para compartilhar com os amigos. E quem quiser ganhar uma lembrança inesquecível, poderá concorrer a um Avatoy – miniatura em 3D feita a partir da própria imagem do participante – ao postar uma foto no Instagram usando a hashtag #GVT na Campus. As fotos com mais likes serão as ganhadoras.

Com a incorporação da GVT, subsidiária integral da Telefônica Brasil desde de 28 de maio, a presença na Campus torna-se uma operadora de telecomunicações integrada no Nordeste já que agora além da telefonia móvel o portfólio da empresa abrange também banda larga, telefonia fixa e TV por assinatura. Juntas as empresas têm no Nordeste 12,5 milhões de acessos, dos quais 10,7 milhões em telefonia móvel, 700 mil em banda larga fixa, 850 mil em telefonia fixa e 200 mil clientes em TV por assinatura.

Internet das Coisas

O Centro de Inovação da empresa participará com atividades para disseminar e popularizar o tema “Internet of Things (IoT)” ou “Internet das Coisas”. Na abertura, haverá palestra sobre o mercado de IoT e as ações realizadas pela Telefônica Vivo nesta área, considerada a nova fronteira da conectividade.

O Centro de Inovação também promove um hackathon – maratona de programação – sobre smart cities. Para desenvolver soluções experimentais voltadas a melhorar a vida nas cidades, as equipes terão acesso ao kit “IoT Wearable”, equipamento do tamanho de um relógio de pulso com sensores de temperatura, umidade e acelerômetro, um buzzer, leds RGB e dois botões além de conectividade Bluetooth Low Energy (BLE) que permitem uma gama de possibilidades para os desenvolvedores. O kit IoT wearable envia dados em tempo real para a plataforma de IoT da Telefônica onde são armazenados e consumidos online.

Sustentabilidade

Nesta quarta edição da Campus Party Recife, os campuseiros poderão, mais uma vez, contribuir com o meio ambiente, doando aparelhos celulares antigos ao programa Reciclar Pega Bem. Todos que participarem ganharão um brinde surpresa, exclusivo.

Desde 2006, o programa de reciclagem da Vivo já recolheu mais de 1 milhão de aparelhos e 3,5 milhões de acessórios. Na Campus Party Recife, os números também são expressivos. Na edição do ano passado, em apenas três dias, a empresa coletou cerca de 850 aparelhos celulares e pretende bater o recorde esse ano.

14:08 · 08.07.2015 / atualizado às 14:08 · 08.07.2015 por
Desenho de Wilgengebroed
Desenho de Wilgengebroed

A Telefônica Vivo lança a plataforma Vivo M2M Control Center para clientes globais. A solução, fornecida em parceria com a Jasper, líder mundial em plataforma para Internet das Coisas (IoT), permite aos clientes lançar, gerenciar e rentabilizar seus negócios baseados em IoT em qualquer lugar do mundo.

A operadora passa a oferecer uma solução completa para empresas brasileiras de qualquer setor, como utilities, automotivo, segurança, saúde, eletrônicos e smartcities. A Vivo M2M Control Center pode ser configurada para necessidades específicas, atendendo a qualquer modelo de negócio e viabilizando o controle em tempo real e a visualização dos dispositivos conectados.

Além disso, a plataforma torna possível o gerenciamento da conectividade, suporte a diagnósticos e faturamento flexível necessários para garantir o sucesso nos negócios dos clientes. O Control Center também viabiliza o uso do Telefônica Global SIM, que permite a empresas globais estabelecer processos em que a comunicação de dados, voz e SMS necessitem fazer uso da mesma solução em qualquer lugar do mundo.

09:14 · 12.12.2014 / atualizado às 07:44 · 12.12.2014 por
Desenho de Wilgengebroed
Desenho de Wilgengebroed/Creative Commons

Com a chegada das festas de final de ano e o aumento do uso de dispositivos de Internet das Coisas (IoT) – como luzes de natal controladas remotamente, fechaduras, sistemas de alarme e câmeras, os cibercriminosos voltam sua atenção à baixa proteção desses aparelhos para obter acesso remoto às residências e reunir dados sobre as pessoas que vivem nesses lares.

Para evitar que sua casa se torne vulnerável a ataques de criminosos virtuais, a Symantec alerta para a necessidade de atenção ao instalar dispositivos domésticos inteligentes e também para que se certifique que as definições de configuração são seguras. Além disso, compartilha dicas de segurança para o uso desse tipo de aparelho.

– Somente permita a administração remota dos dispositivos a partir da Internet se ela realmente for necessária;

Defina senhas fortes para os dispositivos, modificando estas informações dependendo do tipo de uso do equipamento;

Opte pela criptografia WP2, uma das mais seguras do mercado, para proteger a sua rede Wi-Fi;

– Antes de comprar, busque marcas confiáveis no mercado, que invistam na segurança de seus produtos.

12:07 · 31.10.2014 / atualizado às 07:16 · 31.10.2014 por

nissanA NHTSA (Administração Nacional da Segurança do Tráfego Rodoviário dos Estados Unidos) está planejando criar um padrão oficial para comunicações de veículo-para-veículo (V2V) e publicou recentemente um documento que revela a criação de um padrão e a exigência de implementação da tecnologia nos EUA. De acordo com eles, essa nova tecnologia irá reduzir o número de acidentes rodoviários no país e tem a possibilidade de salvar mais de mil vidas por ano.
A Symantec alerta, em um blog post, para o fato de que qualquer interação dentro do sistema V2V exigirá uma segurança robusta, que garanta que as comunicações não sejam manipuladas e/ou forjadas e que os dados dos usuários não sejam expostos. Sabe-se que a NHTSA já esboçou uma estrutura que permitirá às mensagens serem trocadas e autenticadas em tempo real. E que um sistema de criptografia assimétrica de Infraestrutura de Chave Pública (PKI) será utilizado como base.

Além disso, com o crescimento do uso de Internet das Coisas, que busca conectar itens utilizados no dia-a-dia com a rede, os veículos também irão identificar os motoristas para, dentre outras possibilidades, ativar o GPS do veículo, indicar músicas, informar o status do trânsito e até mesmo a agenda diária do indivíduo. E, assim como a interação V2V, essa comunicação também necessitará de um sistema de segurança complexo, para que dados e informações confidenciais não sejam obtidos e utilizados por cibercriminosos.

09:19 · 27.09.2014 / atualizado às 11:22 · 24.09.2014 por

Software Defined Networks (SDN) e Network Functions Virtualization (NFV) são dois conceitos que, desde agora e nos próximos anos, revolucionarão a forma como se operam as redes de telecomunicações no mundo, respondendo às mudanças da crescente demanda no tráfego dos usuários e das empresas. É o que indica a IDC, empresa de inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências para o mercado de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.

“A explosão dos dispositivos móveis e das aplicações, assim como a chegada dos serviços na nuvem, são algumas das tendências que estão levando as empresas a reexaminarem as arquiteturas de rede tradicionais e avaliarem aquelas que lhes permitem maior agilidade diante o uso de ferramentas baseadas em software e virtualização”, explica João Paulo Bruder, analista de pesquisa e consultoria de telecomunicações da IDC Brasil, ao anunciar a realização de um webinar sobre esse assunto no próximo dia 09 de outubro.

É cada vez mais complexo satisfazer os requisitos atuais do mercado com as arquiteturas de rede tradicionais. Diante dos orçamentos dos departamentos de TI, as empresas estão tratando de aproveitar ao máximo suas redes utilizando ferramentas de gestão com nível de dispositivos e processos manuais. As Operadoras, por sua vez, enfrentam os desafios das redes atuais, que foram desenvolvidas para satisfazer as necessidades dos usuários de hoje em dia, relacionadas com melhor mobilidade e tamanho de banda, o que significa um aumento maior em seu investimento (CAPEX) para responder as necessidades de seus clientes e alcançar um retorno desse investimento (ROI) num curto prazo.

O Software Defined Networks (SDN) possui tecnologias que serão definidas por um controlador, que centralizará mediante software de inteligência de todas as funções das camadas da rede dentro do mesmo dispositivo, tornando as funções da rede programáveis de uma maneira mais ágil e fácil.

Por outro lado, a Network Functions Virtualization (NFV) é outro conceito de arquitetura de rede que propõe utilizar técnicas relacionadas à virtualização de TI. NFV consiste na substituição de hardware especializado por máquinas virtuais, que podem executar diferentes processos sobre servidores de alta capacidade, switches e armazenamento ou também sobre infraestrutura na nuvem, o que resultará em soluções mais econômicas e sustentáveis, dando a opção de se trabalhar com diferentes fabricantes para a administração da rede.

Ambos os conceitos são voltados a diferentes necessidades relacionadas com os seguintes aspectos:

– Data Center: SDN responde principalmente à infraestrutura de data center e é uma opção para fazer o provisionamento de serviços em nuvem com mais agilidade e eficiência.

– Setor Empresarial: SDN é voltado a centralizar toda a administração do equipamento de rede e a ter o funcionamento mais lógico da rede, de acordo com as necessidades dos usuários para um fluxo mais eficiente das aplicações.

– Operadoras: SDN e NFV também focam nas necessidades das operadoras já que contam com metas específicas para a redução dos recursos que destinam à CAPEX e OPEX, e também ajudam como uma solução ante mudanças de padrões de tráfego de seus usuários, dando a resposta de como os operadores podem otimizar o investimento que fazem em sua infraestrutura de redes, mas sobretudo como podem oferecer serviços mais rápidos e mais dinâmicos para o usuário final.

“A situação atual da estrutura de redes, principalmente baseada em hardware, não está permitindo que o operador possa evoluir rapidamente sua rede. É nesse sentido que as tecnologias SDN e NFV vão permitir responder mais rápido às mudanças tecnológicas que estão acontecendo com os usuários e seus dispositivos móveis, diante a demanda de novos serviços”, afirma Bruder.

Onde se encontra o futuro dessas tecnologias?
As Operadoras já estão avaliando como fazer uma rede mais eficiente diante do crescimento das tecnologias da terceira plataforma (cloud, big data, social e mobilidade), assim como a internet das coisas, em fóruns como Open DayLight, Open Network Foundation e ETSI, que, além das operadoras, reúnem usuários finais e fabricantes de redes para discutir e provar essas tecnologias.

A indústria está discutindo sobre os protocolos que vão operar SDN e NFV; um dos consensos das citadas discussões sobre o uso de Open Flow como protocolo aberto. Por outro lado, os fóruns estão conduzindo testes de conceito com várias operadoras em todo o mundo para fazer essas tecnologias mais compatíveis. Devido ao avanço das tecnologias, a IDC prevê que a adoção de SDN e NFV será uma tendência de grande crescimento e impacto nos próximos anos, graças a sua contribuição para responder a demanda do tráfego nas redes.

“Quanto mais rápido se cristalizam as soluções derivadas nos acordos destes fóruns, mais rápida será a adoção destas tecnologias. É muito importante que tanto empresas como operadoras tenham conhecimento sobre o impacto que essas soluções terão em suas organizações para que estejam preparadas para explorar seus benefícios”, concluiu o analista da IDC.

O webinar sobre o assunto contará com a participação da fabricante de equipamentos de rede Ciena, que apresentará sua proposta tecnológica.

Para se registrar no webcast, acesse aqui.

07:27 · 26.09.2014 / atualizado às 07:27 · 26.09.2014 por

A evolução, os desafios e o caráter multifacetado da Internet e web das Coisas, tema abordado em dois painéis da conferência Web.br, foram destaques do primeiro dia do evento. Promovida pelo escritório brasileiro do W3C, instalado na sede do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), a conferência contou com a participação de mais de 400 pessoas – entre desenvolvedores, usuários, startups e pesquisadores –, e segue até esta sexta-feira (26), em São Paulo, com uma programação diversificada com palestras, painéis e workshops.

No discurso de abertura, o secretário executivo do CGI.br, Hartmut Glaser, enfatizou a importância do evento. “A Web.br cria um ambiente para debater o desenvolvimento e a inovação. É um espaço para que tendências e boas práticas continuem aparecendo e sejam discutidas. Isso contribui para um Brasil e mundo mais conectado”.

A apresentação inicial foi realizada pelo palestrante internacional Doug Schepers, líder de relacionamento com desenvolvedores do W3C. Ele abordou o uso do SVG (Scalable Vector Graphics) com precisão, tratando a sua origem em 1998, a queda em 2001 a partir da popularização do Flash e a nova ascensão, em meados de 2005, que perdura até hoje.

Os usos mais comuns do SVG são para ícones, backgrounds, logos, visualização de dados (D3.js), games e aplicações. Schepers defendeu uma Web aberta e também reforçou a relevância do design responsivo e adoção de acessibilidade nos sites. “É gratificante tornar sua informação mais compreensível e satisfatória para todos os usuários”, considerou. Ele também fez previsões sobre o futuro do SVG, a exemplo de mais integração com HTML e CSS.

“A Internet e a web das coisas é um dos temas mais relevantes atualmente. O W3C internacional criou um grupo para discutir o assunto considerando a Web a melhor plataforma de troca de dados para a Internet das coisas. Também estamos trabalhando esse tema no Brasil e, em breve, teremos projetos com esse foco em um laboratório de experimentação para tecnologias da Web”, afirmou Vagner Diniz, gerente do escritório brasileiro do W3C.

O painel sobre Internet e Web das Coisas, que teve mediação de Yasodara Cordova, developer relations do escritório brasileiro do W3C, abordou os principais desafios nas áreas de infraestrutura, desenvolvimento e mercado.

O gerente de projetos e desenvolvimento do NIC.br, Antônio Moreiras, trouxe uma visão evolutiva, explicando desde a criação da Internet ao momento atual. “Estamos vivendo a era da tecnologia calma, que recua para o pano de fundo das nossas vidas e se integra ao nosso dia a dia. Os computadores tendem a ficar invisíveis”, comentou, citando conceitos de computação ubíqua desenvolvidos pelo cientista Mark Weiser.

Quem também participou da apresentação foi Thiago Rondon, CEO da B-Datum, que abordou os destaques na área de desenvolvimento. Ele citou casos promissores de aplicativos e dispositivos conectados entre si, a exemplo de projeto que está desenvolvendo em parceria com o MIT (Massachusetts Institute of Technology) em que os cidadãos poderão fiscalizar os planos dos governantes a partir de aplicativos mobiles e dispositivos instalados em pontos estratégicos da cidade.

O professor da ESPM Marcelo Pimenta, ficou responsável por comentar as perspectivas de mercado e impactos nos novos negócios. Ele reforçou que a Internet e web das coisas deve ser aproveitada por empreendedores criativos, ilustrando sua apresentação com projetos que prosperaram por meio da plataforma de crowdfunding Kickstarter – entre eles, uma iniciativa brasileira de skate elétrico que se transforma em mochila.

A Internet e web das Coisas voltou a ser discutida em painel apresentado pelo engenheiro Marcelus Guirardello, gerente da Prodam – Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo. Ele enfatizou a aplicação residencial e pública da Internet e web das coisas com o intuito de solucionar problemas do cotidiano. “Nos veículos, por exemplo, é importante que o motorista não perceba a automação, para que fique livre de tarefas e possa fazer uma direção livre e segura. Dentro de casa, a Internet das coisas vai nos dizer, ou pelo menos nos ajudar a saber, se está tudo certo, além de facilitar a vida em diversas situações”, afirmou.

Trilhas

A Web.br 2014 foi dividida em três trilhas: Implementa (com foco nas aplicações e ferramentas para implementação), Desenvolve (dedicada aos desenvolvedores web) e Conecta (sobre linked data, ontologias e web semântica). Entre os destaques desta quinta-feira (25), estão o painel sobre a criação de interfaces inovadoras com design thinking e os workshops sobre angular JS e design Web – experiência mobile. O primeiro dia de conferência chegou ao fim com um coquetel de confraternização que celebrou os 25 anos da Web.

Segundo dia

A conferência segue nesta sexta-feira (26) com destaque para as palestras do keynote internacional François Daoust, que lidera as discussões e desenvolvimento na convergência entre web e TV no W3C, e Fabio Akita, co-fundador da Codeminer 42 e entusiasta do Ruby on Rails, que vai falar sobre Web e empreendedorismo. Haverá ainda workshops de Grunt e de licenciamento, além do concurso Web’s Got Talent, que vai eleger os melhores websites e aplicativos que usam tecnologias da Plataforma Web Aberta. Veja a programação completa aqui.

Para acompanhar as principais atividades da conferência via streaming, acesse aqui.