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Tag: iOS


12:47 · 20.07.2017 / atualizado às 13:02 · 20.07.2017 por
Cena do game Full Throttle

O clássico jogo para PC Full Throttle está de volta (depois de 22 anos), mas agora para a plataforma iOS, ou seja, para iPhones e iPads. Por US$ 4,99 você pode baixá-lo e alternar entre versão clássica ou remasterizada do game que foi relançado pela Double Fine Productions.

O jogo foi lançado em 1995 pela LucasArts. É uma aventura clássica de Tim Schafer que tem como personagem principal Ben Throttle, o líder brigão da gangue de motoqueiros Polecats.

No Game, Throttle se mete em uma confusão das grandes com direito até a massacres e, claro, muitas motos potentes.

Quem prefere jogar no computador, o game está disponível no Steam para MacOS e PC Windows por R$ 27,99. Também está disponível, desde abril deste ano, para PlayStation 4 e PS Vita.

Full Throttle foi um dos clássicos dos anos 90 e marcou época junto com outros sucessos como The Dig, Doom, Duke Nukem 3D, SimCity e Age of Empires.

 

 

09:39 · 28.06.2017 / atualizado às 09:39 · 28.06.2017 por

Usuários que escutam músicas pelo app do Deezer em sistemas iOS agora terão a possibilidade de adicionar faixas, listas de reprodução e álbuns a sua na fila de próximas a ser tocada (‘Ouvir próximo’ e ‘Adicionar à fila’). Eles também poderão reordenar as músicas ao arrastá-las e soltá-las, remover faixas da lista de próximas (deslizando para a esquerda) e ainda abrir o menu de cada faixa (ao tocar na faixa).

00:35 · 19.06.2017 / atualizado às 10:40 · 13.06.2017 por

Por Áquila Leite

Lançado em 2013, Injustice: Deus Entre Nós surpreendeu ao trazer uma grande história com os personagens mais conhecidos da DC ComicsSuperman, Batman, Flash, Mulher Maravilha, etc – aliada a um sistema de combate fluido e dinâmico, naquele que foi um dos melhores jogos de luta da geração passada. A pressão por uma sequência à altura era imensa, tanto que Injustice 2 só teve seu lançamento confirmado para maio deste ano, quatro anos após a chegada de seu predecessor. O lado bom para os fãs é que a espera valeu a pena, já que a NetherRealm Studios, por incrível que pareça, trouxe um game ainda melhor.

Basicamente, Injustice 2 pega tudo que deu certo no game de 2013 e melhora. O enredo, um dos pontos altos de seu predecessor, é completamente cinematográfico e começa exatamente do ponto onde o primeiro jogo termina, com o Superman preso por ter virado um ditador global e o Batman a procura de aliados para manter a paz na Terra. A história é de fazer inveja a muitos filmes e traz a participação de grandes heróis e vilões da DC, incluindo a chegada de personagens que são sucesso nas séries de TV do canal CW, como Capitão Frio (Legends of Tomorrow), Gorila Grodd (Flash), Canário Negro (Arrow) e Kara Zor-El (Supergirl), esta última com um papel muito importante na trama central.

A campanha singleplayer permite que o jogador assuma o controle de quase todo o elenco do game na batalha contra o grande vilão da história: Brainiac, o colecionador de mundos. Um detalhe interessante é que, diferente do jogo anterior, em momentos da trama é possível escolher entre um e outro personagem para a luta, o que permite conhecer melhor as características de cada herói e já ir definindo seus preferidos. A trama se passa em vários minifilmes que rodam a 60 quadros por segundo e trazem cenários deslumbrantes, com o jogador assumindo apenas na hora dos combates. O jogador se sente realmente assistindo a um filme, ainda mais por conta das expressões faciais bastante realistas que a NetherRealm implementou no game.

Jogabilidade
Assim como seu predecessor, os combates de Injustice 2 são bastante fluidos e acessíveis para jogadores iniciantes. Os golpes especiais, por exemplo, que trazem animações incríveis e adaptadas para os poderes de cada personagem, podem ser executados com o simples apertar de dois botões, assim como acontecia em Mortal Kombat X. Não pense, porém, que o game não traz a complexidade que todo grande jogo de luta precisa ter, já que há combos intricados e mecânicas de defesa e esquiva que não são nada fáceis de pegar.

As transições e interações com os cenários também permanecem e são sempre de encher os olhos, permitindo estratégias diferentes ao longo das batalhas. No geral, as lutas parecem mais ágeis, apesar da já conhecida cadência dos jogos da NetherRealm. Dentre as principais novidades, vale destacar a possibilidade de realizar novas esquivas ao custo de uma barra de Super, os rolamentos de chão e atraso no levantar do personagem, assim como a implementação do tech air (levantar de um combo no meio de um juggle — combos malabaristas).

Outra novidade são as habilidades únicas de cada personagem, que podem ser ativadas apertando Círculo (no Playstation 4) ou B (Xbox One). Tais técnicas funcionam como ‘carta na manga’ em diversas situações e deixam a estratégia de combate ainda mais interessante. Outro aspecto da jogabilidade que chama a atenção é que Injustice 2 parece mais balanceado do que seu antecessor, posto que não há personagens muito mais fortes do que outros, seja com combos ‘apelões’ (Aquaman no primeiro game), ou força desproporcional (Superman). Tudo é questão de gosto e estilo de luta do jogador, que pode optar por um lutador mais ágil e de menos dano, ou um personagem lento e com poder devastador.

Personalização
Apesar das novas mecânicas de combate, a maior novidade de Injustice 2 está, sem dúvida, na personalização dos personagens. No game, é possível recolher itens ao longo da campanha singleplayer ou nos modos online e ir customizando seu herói ou vilão preferido da forma como quiser. As alterações tornam os personagens cada vez mais únicos e não só mudam a aparência dos lutadores, como também suas habilidades e performance em combate. Máscaras, emblemas, luvas, braceletes e armaduras, tudo pode ser personalizado na medida em que o jogador for desbloqueando novos equipamentos.

Esses itens de personalização foi uma forma que a NetherRealm encontrou para dar mais vida útil ao game. A modalidade ‘Multiverso’ de jogo, por exemplo, traz missões diárias e semanais que desbloqueiam diferentes equipamentos para os personagens, em uma busca eterna peloloot do jogo. Coletar esses itens de personalização, porém, é uma tarefa trabalhosa, já que tudo é servido ao jogador de maneira aleatória, via Caixas Maternas adquiridas durante a jogatina.
Além do Multiverso, que aplica alguns conceitos do imediatismo dos jogos online do mercado, ao melhor estilo ‘Living Towers’ de Mortal Kombat X, os jogadores têm à disposição um modo multiplayer que apresenta uma área de partidas casuais e competitivas, onde é possível conseguir itens e batalhar com jogadores de todo o mundo. As partidas online não apresentaram nenhum problema de lag ou instabilidade, ou que significa que os servidores estão bem preparados.

Dublagem
A cereja do bolo de Injustice 2 é a fantástica dublagem que a Warner Games Brasil providenciou para o jogo. Além de todo o game estar traduzido para o português, as falas dos personagens são basicamente as mesmas usadas nas animações e filmes da DC que saem no País. O Batman, por exemplo, é dublado pelo excelente Márcio Seixas, que empresta sua voz há anos para o Cavaleiro das Trevas, assim como Guilherme Briggs, que interpreta o Superman desde o desenho Liga da Justiça Sem Limites, lançado na televisão brasileira em 2005.

As expressões e emoções passadas pelo time de dubladores é algo que vale destacar, principalmente em um jogo que possui um enredo tão bem trabalhado. Se a ideia é praticamente trazer um filme interativo para o jogador, o elenco de vozes brasileiras torna tudo isso ainda mais crível e gostoso de acompanhar.

Nota
9,5 é a nota de Injustice 2, que traz um time dos sonhos da DC em uma história envolvente e com dublagem impecável. A personalização de personagens e o Multiverso também são ótimas novidades. Disponível para Playstation 4, Xbox One e com versões para iOS e Android.

08:00 · 09.02.2017 / atualizado às 08:00 · 09.02.2017 por
Airpods pareando com o iPhone 7 e o Watch Series 2. Equipamentos da Apple também correm risco no mundo digital

Não é porque não há muitos casos de ataques a equipamentos da Apple, os iPhones e iPads, que você deve fazer vista grossa para segurança destes dispositivos que usam iOS como sistema operacional. Para tentar te ajudar, reunimos 3 especialistas em segurança digital para conversar sobre como proceder e evitar problemas de roubo de dados do seu aparelho.

A primeira coisa é clara, mas muita gente faz questão de fazer o contrário das recomendações. O trio de especialistas é claro: não faça jailbreak. Esta solução, muito usada por alguns usuários da Apple costuma remover proteções nativas do sistema e abre a porta para que o usuário instale o que quiser, de lojas de terceiros. “E aí mora o perigo. As últimas pragas que encontramos que afetavam o iPhone, todas elas afetavam apenas aparelhos com jailbreak”, garantiu Fabio Assolini, analista sênior da Kaspersky Lab.

Nelson Barbosa, engenheiro de segurança da Norton, explica mais sobre o jailbreak: “o maior benefício é que permite que os usuários de dispositivos iOS burlem algumas restrições do sistema operacional, como por exemplo, baixar aplicativos fora da loja oficial da Apple. Porém, essa prática desativa o recurso “sandboxing” nativo em todos os dispositivos da Apple. O sandboxing mantém aplicativos de terceiros fora do seu sistema operacional e apenas autoriza determinadas permissões de acesso a suas informações. Como esses aplicativos precisam de sua permissão explícita (surgem em uma janela pop-up) para examinar suas fotos, acessar seu local ou procurar seus contatos, é altamente improvável que o código mal-intencionado possa causar danos ou roubar suas informações. Ao remover o sandbox, qualquer aplicativo pode acessar todas as suas informações privadas, incluindo aplicativos maliciosos que se apresentam como aplicativos legítimos”.

Já Emilio Simoni, gerente de segurança da PSafe, acredita que o jailbreak deve ser evitado a todo custo, e não só para equipamentos da Apple. “Acreditamos que evitar jailbreak em qualquer telefone é fundamental para manter a segurança de qualquer aparelho (independente do sistema operacional)”.

Outra dica importante, e simples de cumprir, é evitar clicar em links vai e-mails, SMS ou ferramentas de mensagem instantâneas em geral como WhatsApp e Facebook Messenger. “Esse tipo de fraude que visa roubar dados da vítima por meio de links maliciosos tem se tornado cada vez mais frequente. Há até mesmo casos de páginas falsas da própria página do AppleID, onde o usuário acessa por engano e informa os dados da sua conta. A partir do momento do acesso, as informações desse cliente estão nas mãos do hacker”, afirmou Simoni.

iPhone SE. Mesmo com toda a proteção do ecossistema, usuários que fazem jailbreak podem deixar seus equipamentos Apple abertos para ameaças

Não é raro no mundo Android serem encontrados aplicativos mal intencionados ou falhos na Google Play e que podem gerar problemas se você não analisar a nota do app e verificar, ao menos, 3 páginas de comentários. Porém, segundo Fabio Assolini, no mundo Apple isso não se aplica. “Isso não se aplica aos usuários de iPhone pois a Apple aprova previamente todas as apps publicadas na sua loja, se tornando responsável pelo processo. Além disso comentários de usuários, mesmo na loja oficial, podem ser falsos”, reforça.

Para finalizar, um ataque comum no mundo mobile e que pode afetar quem usa aparelhos iOS são os chamados scarewares. Mensagens que visam assustar o usuário para que ele contrate um serviço que pode ser uma fraude e um risco total a segurança dele. “Essas mensagens são muito comuns em dispositivos móveis, e são feitas para assustar o usuário e deixá-lo sem saber qual ação tomar. O scareware mais comum é uma mensagem que avisa que o dispositivo está infectado e que é necessário instalar um software para limpá-lo. O recomendado é fechar a janela e nunca instalar aplicativos suspeitos. Somente confie em um alerta de vírus se for emitido pela solução de segurança que já está instalada no seu dispositivo”, finalizou Nelson Barbosa.

Abaixo, veja a íntegra das entrevistas.

Emilio Simoni, gerente de segurança da PSafe.

Blog na Rede – Podemos dizer que evitar jailbreak é a premissa fundamental ou única?
Emilio Simoni – Acreditamos que evitar jailbreak em qualquer telefone é fundamental para manter a segurança de qualquer aparelho (independente do sistema operacional), mas não diríamos que é a única maneira. Ao se depararem com dificuldade em fraudar dispositivos por meio de aplicativos, hackers optam por fraudes via Phishing (Email, sms ou anúncios fraudulentos), que são, inclusive, mais fáceis de viralizar. Sobre o jailbreak, vale lembrar que, quando ele é feito no aparelho, qualquer aplicativo pode ser instalado sem qualquer tipo de verificação de sua procedência, o que aumenta a vulnerabilidade do celular.

BnR – Evitar clicar em links via e-mails, SMS ou ferramentas de mensagens como WhatsApp e Facebook Messenger é outra boa dica?
ES – Sem dúvida. Esse tipo de fraude que visa roubar dados da vítima por meio de links maliciosos tem se tornado cada vez mais frequente. Há até mesmo casos de páginas falsas da própria página do AppleID, onde o usuário acessa por engano e informa os dados da sua conta. A partir do momento do acesso, as informações desse cliente estão nas mãos do hacker.

BnR – Não baixar apps sem antes validar a qualificação deles e olhar algumas páginas de comentários é uma ação segura?
ES – Definitivamente. Se o aparelho não tiver jailbreak e o usuário estiver baixando um app de lojas oficiais, ainda assim vale verificar a procedência do aplicativo pelas qualificações e comentários. No caso de o aparelho ter o jailbreak e o usuário estiver fazendo download de um app de uma loja não oficial, esse cuidado deve ser redobrado.

BnR – Para finalizar, por que aparecem mensagens de alertas em browsers às vezes, os chamados scarewares? Simplesmente para forçar o usuário a clicar em uma falsa proteção e atingi-lo? Como evitar isso? Basta fechar a janela?
ES – Esse tipo de golpe leva muito em consideração o estado emocional do usuário no momento em que a janela é mostrada. O intuito é causar pânico imediato e fazer com que o usuário seja atingido pela fraude. Os golpistas criam anúncios online ou janelas pop-up de “alerta” que parecem legítimos fazendo com que o usuário acredite que seu celular está correndo perigo. O objetivo do golpista é fazer com que o usuário clique na fraude e, a partir daí, pedir para que ele siga instruções para “limpar” o celular. O hacker pode executar uma verificação de segurança falsa e afirmar que o celular foi exposto a um vírus ou um ataque malicioso. Tendo atingido esse objetivo, o usuário é convencido a fornecer informações financeiras para adquirir um suposto software de segurança. Sabendo que nenhuma dessas ameaças é verdadeira, o usuário acaba por fornecer dados do cartão de crédito para um criminoso.

BnR – Como evitar?
ES – Em casos em que a janela de anúncio pode ser fechada, basta seguir navegando sem fornecer qualquer informação ou baixar qualquer coisa desse anúncio. No entanto, existem casos em que o usuário se vê “congelado” na tela de scareware. Para reparar este tipo de scareware, os próprios fóruns de suporte da Apple sugerem que o usuário pressione o botão Home para sair do navegador, ativar o “Modo Avião”, ir até as opções do Safari e limpar os dados de histórico e cookies do navegador.

Fabio Assolini, analista sênior da Kaspersky Lab

BnR – Segundo especialistas em iPhone não há antivírus para iOS. Nem mesmo aplicativos capazes de enfrentar a praga do malware. Olhando na Apple Store notei que seus produtos realmente falam de tudo, menos de antivírus ou anti-malware. Logo, que recomendações seus especialistas dão em termos de segurança para iPhones e iPads?
Fabio Assolini – É verdade. Nenhum produto de segurança se apresenta como “antivírus” para o iOS. Há razões técnicas para isso, a mais importante é que a Apple não permite que nenhum produto atue na segurança do produto como deveria atuar. Para um produto ser classificado como antivírus, ele precisa de acesso ao sistema completo de arquivos, memória, etc, para fazer as verificações necessárias e isso a Apple não permite que nenhum app o faça, limitando assim a ação de um possível produto. Outro fator está relacionado ao marketing, que a Apple construiu desde o lançamento dos antigos OSX, ativamente afirmando que vírus ou malware não afetam a plataforma – o que sabemos não ser verdade – existem pragas para iOS porém numa quantidade pequena se comparado com o Android.

Aqui estão documentados alguns casos, o mais relevante deles é o XCode Ghost:
https://threatpost.com/xsser-trojan-spies-on-jailbroken-ios-devices/108627
https://securelist.com/blog/research/67457/ios-trojan-wirelurker-statistics-and-new-information
https://threatpost.com/yispecter-ios-malware-abuses-apple-enterprise-certs-to-push-adware/114917
https://threatpost.com/xcodeghost-ios-malware-contained/114745

Outro problema que assola a plataforma são os apps fraudulentos, descritos aqui:
https://blog.kaspersky.com/fraudulent-apps-on-apples-app-store/2685

BnR – Logo, que recomendações seus especialistas dão em termos de segurança para iPhones e iPads? Podemos dizer que evitar jailbreak é a premissa fundamental ou única?
FA – A mais importante delas é: não faça jailbreak, que costuma remover proteções nativas do sistema e abre a porta para que o usuário instale o que quiser, de lojas de terceiros, aí mora o perigo. As últimas pragas que encontramos que afetavam o iPhone, todas elas afetavam apenas aparelhos com jailbreak. Outra recomendação importante: cuidado com redes WiFi abertas. Ao se conectar a uma delas sem usar uma devida proteção (VPNs), seus dados podem capturados durante o tráfego. Outro ataque importante que afeta donos de iPhone: phishing, recebidos por e-mail, redes sociais ou SMSs. Aí a dica é usar um navegador seguro, a Kaspersky oferece o Secure Browser gratuitamente, que irá bloquear sites de phishing, mesmo no iPhone.

iPads ficam com 40% da fatia do mercado, segundo pesquisa de tablets e também são alvos de hackers

BnR – Evitar clicar em links via e-mails, SMS ou ferramentas de mensagens como WhatsApp e Facebook Messenger é outra boa dica?
FA – Sim essa é uma boa prática de segurança, especialmente links recebidos pelo WhatsApp. Temos visto diversas campanhas maliciosas usando essa plataforma. Esses links podem não instalar malware num iOS, mas podem te direcionar para sites falsos, sites de serviços premium que irão solicitar seu número e fazer descontos da sua conta mensal, entre outras coisas ruins.

BnR – Não baixar apps sem antes validar a qualificação deles e olhar algumas páginas de comentários é uma ação segura?
FA – Isso não se aplica aos usuários de iPhone pois a Apple aprova previamente todas as apps publicadas na sua loja, se tornando responsável pelo processo. Além disso comentários de usuários, mesmo na loja oficial, podem ser falsos.

BnR – Para finalizar, por que aparecem mensagens de alertas em browsers às vezes, os chamados scarewares? Simplesmente para forçar o usuário a clicar em uma falsa proteção e atingi-lo? Como evitar isso? Basta fechar a janela?
FA – Exato, a intenção dos ataques de scareware são assustar o usuário, informando de supostas infecções, sempre pedindo que o usuário instale algo ou informe algum dado (como seu número de telefone). Nem sempre o app oferecido para instalação é malicioso, mas alguns apps trabalham com sistema de afiliados (como o Uber) e ao instalar o app sugerido, o criminoso ganha uma comissão pela instalação – portanto o criminoso se vale de um processo que provoca medo no usuário para forçar a instalação de um app, que as vezes pode ser legítimo. Para esses casos basta fechar o navegador ou a aba, nada de mal se passará ao fazer isso. Outra solução seria usar um bom produto antivírus.

Nelson Barbosa, engenheiro de segurança da Norton

BnR – Logo, que recomendações seus especialistas dão em termos de segurança para iPhones e iPads?
Nelson Barbosa – Por ser um sistema fechado, o iOS não permite a atuação de nenhum antivírus, por isso as dicas são mais voltadas ao comportamento do usuário. É importante explicar que o sistema iOS não necessariamente é mais seguro do que o Android, ele é menos visado, pois existem menos usuários e os criminosos preferem realizar ataques que infectam um maior número de pessoas. Por isso, o usuário precisa entender que o iOS não está imune a ataques. A recomendação é que os usuários leiam as solicitações de acesso ao instalar aplicativos, não façam o jailbreak, tenham cautela com e-mails suspeitos (principalmente se eles tiverem boletos anexados), não forneçam suas informações pessoais em janelas de pop-ups e sites suspeitos e estabeleçam senhas fortes e únicas para cada conta.

BnR – Podemos dizer que evitar jailbreak é a premissa fundamental ou única?
NB – A Norton recomenda que os usuários não façam o jailbreak em seus dispositivos iOS, já que essa prática deixa os dispositivos mais vulneráveis a ataques. Porém, esse não é o único cuidado que os usuários devem ter. Como citado acima, muitos ataques usam a engenharia social para enganar as suas vítimas. Golpes simples e comuns como o phishing e sites fraudulentos podem ser evitados se o usuário prestar mais atenção no que está acessando. Explicando mais sobre o jailbreak, o maior benefício é que permite que os usuários de dispositivos iOS burlem algumas restrições do sistema operacional, como por exemplo, baixar aplicativos fora da loja oficial da Apple. Porém, essa prática desativa o recurso “sandboxing” nativo em todos os dispositivos da Apple. O sandboxing mantém aplicativos de terceiros fora do seu sistema operacional e apenas autoriza determinadas permissões de acesso a suas informações. Como esses aplicativos precisam de sua permissão explícita (surgem em uma janela pop-up) para examinar suas fotos, acessar seu local ou procurar seus contatos, é altamente improvável que o código mal-intencionado possa causar danos ou roubar suas informações. Ao remover o sandbox, qualquer aplicativo pode acessar todas as suas informações privadas, incluindo aplicativos maliciosos que se apresentam como aplicativos legítimos. E os riscos são reais – em 2015, foi reportado que 225 mil IDs de usuários de iOS da China foram roubados de dispositivos com jailbreak usando um malware chamado de “Keyraider”, que se disfarça como aplicativo para roubar informações das vítimas. Nesse caso, os IDs foram usados para fazer compras dentro de outros aplicativos maliciosos.

BnR – Evitar clicar em links via e-mails, SMS ou ferramentas de mensagens como WhatsApp e Facebook Messenger é outra boa dica?
NB – Essa é uma ótima dica, independente do sistema operacional que a pessoa esteja utilizando. Outra dica é sempre manter os softwares atualizados, evitando ataques que exploram brechas de versões anteriores.

BnR – Não baixar apps sem antes validar a qualificação deles e olhar algumas páginas de comentários é uma ação segura?
NB – Sim, é uma ação muito recomendada. Além disso, é indicado que os usuários suspeitem caso o aplicativo solicite acesso à informações “desnecessárias”. Por exemplo, um aplicativo de edição de foto não precisa ter acesso à sua lista de contatos e seu GPS. Lembrando que o ideal é baixar aplicativos somente de lojas oficiais.

BnR – Para finalizar, por que aparecem mensagens de alertas em browsers às vezes, os chamados scarewares? Simplesmente para forçar o usuário a clicar em uma falsa proteção e atingi-lo? Como evitar isso? Basta fechar a janela?
NB – Essas mensagens são muito comuns em dispositivos móveis, e são feitas para assustar o usuário e deixá-lo sem saber qual ação tomar. O scareware mais comum é uma mensagem que avisa que o dispositivo está infectado e que é necessário instalar um software para limpá-lo. O recomendado é fechar a janela e nunca instalar aplicativos suspeitos. Somente confie em um alerta de vírus se for emitido pela solução de segurança que já está instalada no seu dispositivo.

12:45 · 21.07.2016 / atualizado às 12:49 · 21.07.2016 por

whatsapp2Quando alguém te liga e deixa uma mensagem na caixa postal do seu telefone é algo horrível, visto que já deixou de ser natural e ainda temos que pagar para escutar a mensagem, muitas vezes. Pois bem, o WhatsApp está preparando para lançar uma nova atualização que promove esta mesma função, gratuitamente, para quem telefonar usando o aplicativo.

A nova função já está disponível para quem usa a versão de testes do WhatsApp Beta tanto nos sistema Android quanto iOS (iPhone).

Ao ligar para alguém e esta pessoa não conseguir ou não quiser atender, você poderá deixar uma mensagem de voz pedindo que o destinatário retorne a ligação em um outro momento. Sinceramente, é mais fácil mandar uma mensagem de voz ou de texto como já está presente no aplicativo normalmente, mas…

Se você não quiser atender a pessoa já há a opção de enviar uma mensagem dizendo que não pode atender naquele momento com uma mensagem personalizada.

Bom, o recurso de caixa postal do WhatsApp deve chegar ainda este ano, apesar de ser meio que desnecessário.

10:08 · 26.04.2016 / atualizado às 10:08 · 26.04.2016 por

snapchatCom a popularização do Snapchat nos smartphones acabou que gerou uma dúvida? Por que os vídeos feitos e/ou recebidos em smartphones Android parece pior? Não há explicação oficial da empresa, mas tudo indica que o aplicativo para iPhones foi melhor pensando do que para Androids.

O app para iPhone reproduz vídeos com melhor qualidade. Há sites que ensinam como melhorar a qualidade dos vídeos no Android, mas não consegui achar esta opção na aba “Avançado”.

E não adianta apelar para um smartphone Android mais robusto como os tops da Samsung ou da LG, não tem jeito. É o aplicativo mesmo que vai deixar seu vídeo ruim.

No caso da foto, há um truque: faça a foto com flash e depois suba individualmente para cada amigo que te segue no Snapchat. Não funciona subindo no “Minha história”. Boa sorte!

13:40 · 07.04.2016 / atualizado às 13:40 · 07.04.2016 por

pescmComo parte da campanha Legends realizada pela Konami, o ex-goleiro alemão Oliver Kahn (também apelidado de “The Titan”) junta-se ao elenco do premiado game mobile PES Club Manager. A partir desta quinta-feira (7), o histórico goleiro – cuja vitoriosa carreira inclui quatro prêmios consecutivos da UEFA de melhor goleiro europeu, três prêmios da IFFHS de melhor goleiro do mundo e dois troféus de jogador do ano no futebol alemão – está disponível para que os gamers o recrutem aos seus elencos.

Kahn se junta ao brasileiro Roberto Carlos, ao italiano Roberto Baggio, e ao português Luis Figo entre as lendas do futebol recentemente adicionadas aos elencos do game, no qual o jogador pode formar e gerenciar sua própria equipe de futebol.

PES Club Manager permite que os fãs de futebol criem os seus próprios times dos sonhos. O game de gestão de futebol inclui mais de 5 mil atletas licenciados e partidas simuladas em 3D, o que dá ao título um nível impressionante de realismo. Os gamers podem escolher e treinar jogadores, construir o próprio clube e dar instruções táticas às equipes para que se tornem o melhor gerente de clubes de futebol do planeta.

neymar

O jogo está disponível para download gratuito no iTunes e no Google Play para smartphones e tablets equipados com os sistemas operacionais iOS e Android.

10:23 · 19.02.2016 / atualizado às 10:23 · 19.02.2016 por

iosfirefoxO recém-lançado navegador Firefox para iOS está recebendo novas funcionalidades. A versão mais recente traz aprimoramentos para tornar a navegação mais simples e divertida ao aproveitar os novos hardwares e recursos do sistema, como o 3D Touch – que agiliza o acesso aos recursos mais usados, como os últimos Bookmark, novo aba ou aba privada.

Os usuários do Firefox para iOS podem ver a lista dos novos recursos na página inicial, após realizar a atualização do app.

13:48 · 18.02.2016 / atualizado às 13:48 · 18.02.2016 por
Manifesto da Mozilla pela segurança digital
Manifesto da Mozilla pela segurança digital

Recebemos um comunicado da Mozilla sobre a disputa entre Apple e FBI sobre a questão da backdoor no iOS para investigar um iPhone 5c de terroristas. Confira na íntegra:

A criptografia é importante para a web, afirma a Mozilla

Hoje em dia, a internet é um dos nossos mais importantes recursos públicos ao redor do mundo. É aberta, livre e essencial para a nossa vida diária. É onde conversamos, jogamos, compramos e realizamos operações financeiras. É também onde podemos criar, aprender e organizar.

>>>Apple teme que FBI acesse dados de qualquer cidadão do mundo; entenda o caso

>>>McAfee diz que pode descriptografar iPhone para o FBI e ‘evitar o começo do fim da América’
Tudo isso é possível graças a um conjunto de princípios básicos, como a crença de que a segurança individual e privacidade na internet são fundamentais.

Neste contexto, a Mozilla dedica seus esforços na defesa estes princípios e em manter a internet como um recurso público global, inclusive alertando para possíveis ameaças. Recentemente, uma dessas ameaças contra a internet aberta ganhou destaque: os esforços para minar a criptografia.

A criptografia é um elemento-chave para uma internet saudável. Ela trata da codificação de dados, de modo que apenas pessoas com um acesso especial podem desbloqueá-la, como o remetente e o destinatário desejado da mensagem. Os internautas dependem da criptografia todos os dias, muitas vezes sem perceber, e isso permite coisas incríveis. Ela protege as contas de e-mails, consultas de pesquisa online e dados médicos. Além disso, permite fazer compras e realizar operações bancárias online com segurança e protege jornalistas e suas fontes de informação, ativistas de direitos humanos e denunciantes.

Para Mark Surman, diretor executivo da fundação Mozilla, a criptografia não é um artigo luxo – é uma necessidade. “Por este motivo é que a Mozilla está encarando essa prática com seriedade. Ela é parte do nosso compromisso para proteger a internet como um recurso público, aberto e acessível a todos”, afirma.

Agências governamentais e autoridades ao redor do mundo estão propondo políticas que irão prejudicar a segurança do usuário por meio do enfraquecimento da criptografia. A justificativa para essas mudanças muitas vezes é que uma forte criptografia beneficia e ajuda a proteger pessoas mal-intencionadas. Na verdade, uma criptografia forte é essencial para todos os internautas. “Respeitamos as preocupações dos agentes da lei, mas acreditamos que as propostas de enfraquecimento da criptografia – especialmente referente aos backdoors – prejudicaria seriamente a segurança de todos os usuários da Internet”, defende Surman.

A Mozilla está continuamente abrindo caminho para projetos como o Let’s Encrypt, uma Autoridade Certificadora (CA) aberta, dedicada a facilitar a execução de um site criptografado. Desenvolvida em colaboração com a fundação Electronic Frontier, Cisco, Akamai e muitas outras empresas de Tecnologia. A Let’s Encrypt é um exemplo de como a Mozilla usa a tecnologia para garantir que todos estão mais seguros na internet.

No entanto, à medida que mais e mais governos propõem medidas como do backdoors, a tecnologia sozinha não será suficiente. Será necessário o envolvimento da comunidade Mozilla e do internauta em geral. O engajamento do usuário será essencial para mostrar às autoridades que a privacidade individual e de segurança online não podem ser tratadas como uma opção.

Todas as pessoas e empresas que defendem esse princípio podem desempenhar um papel crucial se abraçarem e disseminarem essa mensagem. “Sabemos que este é um caminho difícil. A maioria das pessoas sequer sabem o que é criptografia. Ou acreditam que não há muito que se possa fazer para defender a privacidade online. Ou ambos os casos”, afirma o diretor executivo.

Por conta disso, a Mozilla iniciou uma campanha pública de educação com o apoio da sua comunidade ao redor do mundo. As iniciativas, que acontecerão nas próximas semanas, incluem o lançamento de vídeos, blogs post e atividades com o objetivo de aumentar o conhecimento do cidadão sobre a criptografia. O primeiro vídeo já está disponível e mostra a importância do controle das nossas informações pessoais. “Queremos que as pessoas assistam e utilizem o vídeo para iniciar uma conversa com amigos e familiares. Dessa forma, todos poderão pensar mais sobre privacidade e segurança online”, destaca Surman.

A Mozilla acredita que, se pudermos educar milhões de internautas sobre os conceitos básicos da criptografia e sua conexão com nossas vidas cotidianas, será possível ter um público consciente e que irá defender seus direitos no momento que for necessário. Mark acredita ainda que esse momento está chegando em muitos países ao redor do mundo. “As pessoas podem colaborar assistindo, compartilhando e incentivando conversas sobre os vídeos que iremos postar nas próximas semanas”.

Clique aqui para ler o Manifesto Mozilla.

09:14 · 18.02.2016 / atualizado às 13:15 · 18.02.2016 por
Tim Cook, aqui apresentando o iPad Air 2, pretende recorrer da decisão da Justiça dos EUA que permite a criação de uma backdoor no iOS
Tim Cook, aqui apresentando o iPad Air 2, pretende recorrer da decisão da Justiça dos EUA

Lendo as matérias e comentários sobre a carta de Tim Cook onde o CEO da Apple responde sobre a demanda do FBI sobre a criação de uma brecha de segurança no iOS eu fico pensando que vivemos uma situação complicada.

>>>>John McAfee diz que pode descriptografar iPhone para o FBI

Para explicar mais. A Justiça dos EUA atendeu a demanda do FBI onde, segundo a polícia federal norte-americana, é preciso acessar os dados de um iPhone 5c de terroristas que mataram 14 pessoas e feriram outras 22 em San Bernadino, na Califória, em 2 de dezembro passado.

A Apple estaria sendo obrigada a hackear seu próprio sistema. A questão, segundo os agentes da lei seria pontual. Porém, o CEO da Apple, Tim Cook não acha que será assim. Cook teme que a solução caia em mãos erradas ou mesmo que o próprio governo tenha maior facilidade de acesso aos dados de qualquer cidadão do mundo que usa os produtos da Apple.

Para Cook, quebrar a criptografia dos produtos da Apple é um risco enorme para a segurança dos dados de centenas de clientes ao redor do mundo.

Apesar da ordem judicial, Cook não pretende ajudar o governo norte-americano na demanda. “O governo quer que nós removamos funcionalidades de segurança e adicionemos novas capacidades ao sistema operacional, permitindo que um código de acesso seja implantado eletronicamente. Isso tornaria mais fácil desbloquear um iPhone por ‘força bruta’, tentando milhares de milhões de combinações com a velocidade de um computador moderno. O governo poderia estender essa brecha de privacidade e demandar que a Apple crie um software de vigilância para interceptar suas mensagens, acessar seu histórico médico ou dados financeiros, rastrear sua localização ou até acessar o microfone e a câmera do seu celular sem que você saiba”, explica o CEO.

Quem se mostrou favorável ao CEO da Apple foi Edward Snowden, o mesmo agente norte-americano que vazou centenas de informações vitais de espionagem dos EUA. Por sua conta do Twitter, Snowden afirmou que “o FBI está criando um mundo onde os cidadãos dependem da Apple para defender os seus direitos e não o contrário”. E ainda atacou o Google. “Este é o caso de tecnologia mais importante em uma década. O silêncio significa que o Google escolheu um lado, mas não é o do povo”.

E o Google logo se posicionou mostrando estar do lado de Tim Cook. De acordo com o CEO do Google, Sundar Pichai, em vários tweets, reconheceu as dificuldades dos investigadores de combater o terrorismo nos dias de hoje, mas deixou claro que é completamente diferente requisitar que as companhias permitam o hacking de dispositivos e dados dos consumidores. “Isso poderia ser um precedente problemático”, encerrou.

O CEO do WhatsApp, Jan Koum, que teve problemas com a Justiça do Brasil no ano passado, quando o serviço ficou fora do ar, também afirmou estar do lado de Cook através de declaração via Facebook. “Eu sempre admirei Tim Cook pelo seu posicionamento sobre privacidade e [por causa] dos esforços da Apple para proteger os dados dos usuários e eu não poderia concordar mais com tudo o que foi dito na carta. Hoje nossa liberdade está em jogo”, afirmou.

É ou não é complicado? É preciso mais acesso aos recursos tecnológicos para defesa dos próprios cidadãos, mas abrir brechas de segurança também nos deixará vulneráveis a todo tipo de problemas. Bem-vindo ao século XXI.