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Tag: Kaspersky Lab


08:00 · 09.02.2017 / atualizado às 08:00 · 09.02.2017 por
Airpods pareando com o iPhone 7 e o Watch Series 2. Equipamentos da Apple também correm risco no mundo digital

Não é porque não há muitos casos de ataques a equipamentos da Apple, os iPhones e iPads, que você deve fazer vista grossa para segurança destes dispositivos que usam iOS como sistema operacional. Para tentar te ajudar, reunimos 3 especialistas em segurança digital para conversar sobre como proceder e evitar problemas de roubo de dados do seu aparelho.

A primeira coisa é clara, mas muita gente faz questão de fazer o contrário das recomendações. O trio de especialistas é claro: não faça jailbreak. Esta solução, muito usada por alguns usuários da Apple costuma remover proteções nativas do sistema e abre a porta para que o usuário instale o que quiser, de lojas de terceiros. “E aí mora o perigo. As últimas pragas que encontramos que afetavam o iPhone, todas elas afetavam apenas aparelhos com jailbreak”, garantiu Fabio Assolini, analista sênior da Kaspersky Lab.

Nelson Barbosa, engenheiro de segurança da Norton, explica mais sobre o jailbreak: “o maior benefício é que permite que os usuários de dispositivos iOS burlem algumas restrições do sistema operacional, como por exemplo, baixar aplicativos fora da loja oficial da Apple. Porém, essa prática desativa o recurso “sandboxing” nativo em todos os dispositivos da Apple. O sandboxing mantém aplicativos de terceiros fora do seu sistema operacional e apenas autoriza determinadas permissões de acesso a suas informações. Como esses aplicativos precisam de sua permissão explícita (surgem em uma janela pop-up) para examinar suas fotos, acessar seu local ou procurar seus contatos, é altamente improvável que o código mal-intencionado possa causar danos ou roubar suas informações. Ao remover o sandbox, qualquer aplicativo pode acessar todas as suas informações privadas, incluindo aplicativos maliciosos que se apresentam como aplicativos legítimos”.

Já Emilio Simoni, gerente de segurança da PSafe, acredita que o jailbreak deve ser evitado a todo custo, e não só para equipamentos da Apple. “Acreditamos que evitar jailbreak em qualquer telefone é fundamental para manter a segurança de qualquer aparelho (independente do sistema operacional)”.

Outra dica importante, e simples de cumprir, é evitar clicar em links vai e-mails, SMS ou ferramentas de mensagem instantâneas em geral como WhatsApp e Facebook Messenger. “Esse tipo de fraude que visa roubar dados da vítima por meio de links maliciosos tem se tornado cada vez mais frequente. Há até mesmo casos de páginas falsas da própria página do AppleID, onde o usuário acessa por engano e informa os dados da sua conta. A partir do momento do acesso, as informações desse cliente estão nas mãos do hacker”, afirmou Simoni.

iPhone SE. Mesmo com toda a proteção do ecossistema, usuários que fazem jailbreak podem deixar seus equipamentos Apple abertos para ameaças

Não é raro no mundo Android serem encontrados aplicativos mal intencionados ou falhos na Google Play e que podem gerar problemas se você não analisar a nota do app e verificar, ao menos, 3 páginas de comentários. Porém, segundo Fabio Assolini, no mundo Apple isso não se aplica. “Isso não se aplica aos usuários de iPhone pois a Apple aprova previamente todas as apps publicadas na sua loja, se tornando responsável pelo processo. Além disso comentários de usuários, mesmo na loja oficial, podem ser falsos”, reforça.

Para finalizar, um ataque comum no mundo mobile e que pode afetar quem usa aparelhos iOS são os chamados scarewares. Mensagens que visam assustar o usuário para que ele contrate um serviço que pode ser uma fraude e um risco total a segurança dele. “Essas mensagens são muito comuns em dispositivos móveis, e são feitas para assustar o usuário e deixá-lo sem saber qual ação tomar. O scareware mais comum é uma mensagem que avisa que o dispositivo está infectado e que é necessário instalar um software para limpá-lo. O recomendado é fechar a janela e nunca instalar aplicativos suspeitos. Somente confie em um alerta de vírus se for emitido pela solução de segurança que já está instalada no seu dispositivo”, finalizou Nelson Barbosa.

Abaixo, veja a íntegra das entrevistas.

Emilio Simoni, gerente de segurança da PSafe.

Blog na Rede – Podemos dizer que evitar jailbreak é a premissa fundamental ou única?
Emilio Simoni – Acreditamos que evitar jailbreak em qualquer telefone é fundamental para manter a segurança de qualquer aparelho (independente do sistema operacional), mas não diríamos que é a única maneira. Ao se depararem com dificuldade em fraudar dispositivos por meio de aplicativos, hackers optam por fraudes via Phishing (Email, sms ou anúncios fraudulentos), que são, inclusive, mais fáceis de viralizar. Sobre o jailbreak, vale lembrar que, quando ele é feito no aparelho, qualquer aplicativo pode ser instalado sem qualquer tipo de verificação de sua procedência, o que aumenta a vulnerabilidade do celular.

BnR – Evitar clicar em links via e-mails, SMS ou ferramentas de mensagens como WhatsApp e Facebook Messenger é outra boa dica?
ES – Sem dúvida. Esse tipo de fraude que visa roubar dados da vítima por meio de links maliciosos tem se tornado cada vez mais frequente. Há até mesmo casos de páginas falsas da própria página do AppleID, onde o usuário acessa por engano e informa os dados da sua conta. A partir do momento do acesso, as informações desse cliente estão nas mãos do hacker.

BnR – Não baixar apps sem antes validar a qualificação deles e olhar algumas páginas de comentários é uma ação segura?
ES – Definitivamente. Se o aparelho não tiver jailbreak e o usuário estiver baixando um app de lojas oficiais, ainda assim vale verificar a procedência do aplicativo pelas qualificações e comentários. No caso de o aparelho ter o jailbreak e o usuário estiver fazendo download de um app de uma loja não oficial, esse cuidado deve ser redobrado.

BnR – Para finalizar, por que aparecem mensagens de alertas em browsers às vezes, os chamados scarewares? Simplesmente para forçar o usuário a clicar em uma falsa proteção e atingi-lo? Como evitar isso? Basta fechar a janela?
ES – Esse tipo de golpe leva muito em consideração o estado emocional do usuário no momento em que a janela é mostrada. O intuito é causar pânico imediato e fazer com que o usuário seja atingido pela fraude. Os golpistas criam anúncios online ou janelas pop-up de “alerta” que parecem legítimos fazendo com que o usuário acredite que seu celular está correndo perigo. O objetivo do golpista é fazer com que o usuário clique na fraude e, a partir daí, pedir para que ele siga instruções para “limpar” o celular. O hacker pode executar uma verificação de segurança falsa e afirmar que o celular foi exposto a um vírus ou um ataque malicioso. Tendo atingido esse objetivo, o usuário é convencido a fornecer informações financeiras para adquirir um suposto software de segurança. Sabendo que nenhuma dessas ameaças é verdadeira, o usuário acaba por fornecer dados do cartão de crédito para um criminoso.

BnR – Como evitar?
ES – Em casos em que a janela de anúncio pode ser fechada, basta seguir navegando sem fornecer qualquer informação ou baixar qualquer coisa desse anúncio. No entanto, existem casos em que o usuário se vê “congelado” na tela de scareware. Para reparar este tipo de scareware, os próprios fóruns de suporte da Apple sugerem que o usuário pressione o botão Home para sair do navegador, ativar o “Modo Avião”, ir até as opções do Safari e limpar os dados de histórico e cookies do navegador.

Fabio Assolini, analista sênior da Kaspersky Lab

BnR – Segundo especialistas em iPhone não há antivírus para iOS. Nem mesmo aplicativos capazes de enfrentar a praga do malware. Olhando na Apple Store notei que seus produtos realmente falam de tudo, menos de antivírus ou anti-malware. Logo, que recomendações seus especialistas dão em termos de segurança para iPhones e iPads?
Fabio Assolini – É verdade. Nenhum produto de segurança se apresenta como “antivírus” para o iOS. Há razões técnicas para isso, a mais importante é que a Apple não permite que nenhum produto atue na segurança do produto como deveria atuar. Para um produto ser classificado como antivírus, ele precisa de acesso ao sistema completo de arquivos, memória, etc, para fazer as verificações necessárias e isso a Apple não permite que nenhum app o faça, limitando assim a ação de um possível produto. Outro fator está relacionado ao marketing, que a Apple construiu desde o lançamento dos antigos OSX, ativamente afirmando que vírus ou malware não afetam a plataforma – o que sabemos não ser verdade – existem pragas para iOS porém numa quantidade pequena se comparado com o Android.

Aqui estão documentados alguns casos, o mais relevante deles é o XCode Ghost:
https://threatpost.com/xsser-trojan-spies-on-jailbroken-ios-devices/108627
https://securelist.com/blog/research/67457/ios-trojan-wirelurker-statistics-and-new-information
https://threatpost.com/yispecter-ios-malware-abuses-apple-enterprise-certs-to-push-adware/114917
https://threatpost.com/xcodeghost-ios-malware-contained/114745

Outro problema que assola a plataforma são os apps fraudulentos, descritos aqui:
https://blog.kaspersky.com/fraudulent-apps-on-apples-app-store/2685

BnR – Logo, que recomendações seus especialistas dão em termos de segurança para iPhones e iPads? Podemos dizer que evitar jailbreak é a premissa fundamental ou única?
FA – A mais importante delas é: não faça jailbreak, que costuma remover proteções nativas do sistema e abre a porta para que o usuário instale o que quiser, de lojas de terceiros, aí mora o perigo. As últimas pragas que encontramos que afetavam o iPhone, todas elas afetavam apenas aparelhos com jailbreak. Outra recomendação importante: cuidado com redes WiFi abertas. Ao se conectar a uma delas sem usar uma devida proteção (VPNs), seus dados podem capturados durante o tráfego. Outro ataque importante que afeta donos de iPhone: phishing, recebidos por e-mail, redes sociais ou SMSs. Aí a dica é usar um navegador seguro, a Kaspersky oferece o Secure Browser gratuitamente, que irá bloquear sites de phishing, mesmo no iPhone.

iPads ficam com 40% da fatia do mercado, segundo pesquisa de tablets e também são alvos de hackers

BnR – Evitar clicar em links via e-mails, SMS ou ferramentas de mensagens como WhatsApp e Facebook Messenger é outra boa dica?
FA – Sim essa é uma boa prática de segurança, especialmente links recebidos pelo WhatsApp. Temos visto diversas campanhas maliciosas usando essa plataforma. Esses links podem não instalar malware num iOS, mas podem te direcionar para sites falsos, sites de serviços premium que irão solicitar seu número e fazer descontos da sua conta mensal, entre outras coisas ruins.

BnR – Não baixar apps sem antes validar a qualificação deles e olhar algumas páginas de comentários é uma ação segura?
FA – Isso não se aplica aos usuários de iPhone pois a Apple aprova previamente todas as apps publicadas na sua loja, se tornando responsável pelo processo. Além disso comentários de usuários, mesmo na loja oficial, podem ser falsos.

BnR – Para finalizar, por que aparecem mensagens de alertas em browsers às vezes, os chamados scarewares? Simplesmente para forçar o usuário a clicar em uma falsa proteção e atingi-lo? Como evitar isso? Basta fechar a janela?
FA – Exato, a intenção dos ataques de scareware são assustar o usuário, informando de supostas infecções, sempre pedindo que o usuário instale algo ou informe algum dado (como seu número de telefone). Nem sempre o app oferecido para instalação é malicioso, mas alguns apps trabalham com sistema de afiliados (como o Uber) e ao instalar o app sugerido, o criminoso ganha uma comissão pela instalação – portanto o criminoso se vale de um processo que provoca medo no usuário para forçar a instalação de um app, que as vezes pode ser legítimo. Para esses casos basta fechar o navegador ou a aba, nada de mal se passará ao fazer isso. Outra solução seria usar um bom produto antivírus.

Nelson Barbosa, engenheiro de segurança da Norton

BnR – Logo, que recomendações seus especialistas dão em termos de segurança para iPhones e iPads?
Nelson Barbosa – Por ser um sistema fechado, o iOS não permite a atuação de nenhum antivírus, por isso as dicas são mais voltadas ao comportamento do usuário. É importante explicar que o sistema iOS não necessariamente é mais seguro do que o Android, ele é menos visado, pois existem menos usuários e os criminosos preferem realizar ataques que infectam um maior número de pessoas. Por isso, o usuário precisa entender que o iOS não está imune a ataques. A recomendação é que os usuários leiam as solicitações de acesso ao instalar aplicativos, não façam o jailbreak, tenham cautela com e-mails suspeitos (principalmente se eles tiverem boletos anexados), não forneçam suas informações pessoais em janelas de pop-ups e sites suspeitos e estabeleçam senhas fortes e únicas para cada conta.

BnR – Podemos dizer que evitar jailbreak é a premissa fundamental ou única?
NB – A Norton recomenda que os usuários não façam o jailbreak em seus dispositivos iOS, já que essa prática deixa os dispositivos mais vulneráveis a ataques. Porém, esse não é o único cuidado que os usuários devem ter. Como citado acima, muitos ataques usam a engenharia social para enganar as suas vítimas. Golpes simples e comuns como o phishing e sites fraudulentos podem ser evitados se o usuário prestar mais atenção no que está acessando. Explicando mais sobre o jailbreak, o maior benefício é que permite que os usuários de dispositivos iOS burlem algumas restrições do sistema operacional, como por exemplo, baixar aplicativos fora da loja oficial da Apple. Porém, essa prática desativa o recurso “sandboxing” nativo em todos os dispositivos da Apple. O sandboxing mantém aplicativos de terceiros fora do seu sistema operacional e apenas autoriza determinadas permissões de acesso a suas informações. Como esses aplicativos precisam de sua permissão explícita (surgem em uma janela pop-up) para examinar suas fotos, acessar seu local ou procurar seus contatos, é altamente improvável que o código mal-intencionado possa causar danos ou roubar suas informações. Ao remover o sandbox, qualquer aplicativo pode acessar todas as suas informações privadas, incluindo aplicativos maliciosos que se apresentam como aplicativos legítimos. E os riscos são reais – em 2015, foi reportado que 225 mil IDs de usuários de iOS da China foram roubados de dispositivos com jailbreak usando um malware chamado de “Keyraider”, que se disfarça como aplicativo para roubar informações das vítimas. Nesse caso, os IDs foram usados para fazer compras dentro de outros aplicativos maliciosos.

BnR – Evitar clicar em links via e-mails, SMS ou ferramentas de mensagens como WhatsApp e Facebook Messenger é outra boa dica?
NB – Essa é uma ótima dica, independente do sistema operacional que a pessoa esteja utilizando. Outra dica é sempre manter os softwares atualizados, evitando ataques que exploram brechas de versões anteriores.

BnR – Não baixar apps sem antes validar a qualificação deles e olhar algumas páginas de comentários é uma ação segura?
NB – Sim, é uma ação muito recomendada. Além disso, é indicado que os usuários suspeitem caso o aplicativo solicite acesso à informações “desnecessárias”. Por exemplo, um aplicativo de edição de foto não precisa ter acesso à sua lista de contatos e seu GPS. Lembrando que o ideal é baixar aplicativos somente de lojas oficiais.

BnR – Para finalizar, por que aparecem mensagens de alertas em browsers às vezes, os chamados scarewares? Simplesmente para forçar o usuário a clicar em uma falsa proteção e atingi-lo? Como evitar isso? Basta fechar a janela?
NB – Essas mensagens são muito comuns em dispositivos móveis, e são feitas para assustar o usuário e deixá-lo sem saber qual ação tomar. O scareware mais comum é uma mensagem que avisa que o dispositivo está infectado e que é necessário instalar um software para limpá-lo. O recomendado é fechar a janela e nunca instalar aplicativos suspeitos. Somente confie em um alerta de vírus se for emitido pela solução de segurança que já está instalada no seu dispositivo.

12:33 · 14.10.2015 / atualizado às 12:33 · 14.10.2015 por
Eugene Kaspersky mostra avanço de ataques no ambiente mobile
Eugene Kaspersky mostra avanço de ataques no ambiente mobile

A Kaspersky Lab, uma das empresas de segurança digital com crescimento mais rápido no mundo, anuncia a renovação de seu contrato de patrocínio com a equipe de Fórmula 1 Scuderia Ferrari. O novo contrato tem duração de cinco anos e será válido de 2017 a 2021.

“Hoje é um grande dia, muito importante para nós, e estou empolgado com a continuidade de nossa parceria com a Scuderia Ferrari. Apesar de trabalharmos em setores diferentes, temos valores em comum e nos empenhamos em ser os melhores no que fazemos. Já estou na expectativa da emoção e das novas vitórias”, afirma Eugene Kaspersky, CEO da Kaspersky Lab.

A parceria entre as duas empresas foi firmada em 2010 e está crescendo ano após ano. Em paralelo com o patrocínio da Scuderia Ferrari na Fórmula 1, a Kaspersky Lab desenvolveu, com a ajuda da Ferrari, o programa Kaspersky Motorsport, que engloba todas as atividades da Kaspersky Lab: da participação em campeonatos de corrida e o apoio a jovens pilotos até a implementação de sua visão de segurança veicular.

Desde 2013, a parceria vem crescendo e a Ferrari escolheu a Kaspersky Lab como fornecedora de uma linha completa de soluções inovadoras de segurança de TI. Essa colaboração técnica estabeleceu um novo marco na relação entre as duas empresas. De seu famoso complexo industrial em Maranello até a bandeirada final, os sistemas de TI da Ferrari são protegidos por soluções de segurança da Kaspersky Lab feitas sob medida.

Sobre a renovação do patrocínio, Alexander Moiseev, diretor administrativo da Kaspersky Lab na Europa e fundador do Kaspersky Motorsport, declarou que é fácil perceber o que as duas empresas têm em comum. “Ambas priorizam a liderança tecnológica, a inovação e são apaixonadas por seu trabalho. Na Kaspersky Lab, temos muito orgulho de ter um parceiro inspirador, que nunca para de avançar”.

14:29 · 28.08.2015 / atualizado às 14:36 · 28.08.2015 por
Smartphones de todas as plataformas alvo de espionagem
Smartphones de todas as plataformas alvo de espionagem

Desde que o ex-técnico da CIA, Edward Snowden, revelou, em 2013, que governos do mundo estavam sendo investigados por agências do governo norte-americano, ficou claro que nenhum dispositivo estava totalmente livre de ser espionado, invadido.

Durante o 5º Seminário Latino-Americano de Analistas de Segurança, realizado em Santiago, no Chile, o diretor de Investigação e Análises para a América Latina da Kaspersky Lab, Dmitry Bestuzhev, deixou claro que qualquer smartphone pode ser invadido para descobrir tudo que o usuário faz diariamente e sem que ele perceba.

Apesar dos ataques comuns serem quase todos direcionados para o sistema operacional Android, quando o assunto se trata de espionagem os proprietários de Windows Phone, iPhone e até BlackBerry são vítimas em potencial.

Código usado para invadir BlackBerry
Código usado para invadir BlackBerry

Depois de instalada a ameaça, o espião consegue visualizar a lista completa de contatos, acessar fotos, vídeos e até conversas via Viber e WhatsApp, por exemplo. Saber onde o dono do celular está no momento e muito mais.

O diretor mostrou várias páginas com comandos que são usados pelos espiões para tentar visualizar todas as ações dos proprietários sem que os mesmos percebam.

Lógico que nem todo mundo será vítima de espiões, mas é sempre bom ficar atento com seus celulares para evitar que outras pessoas sigam seus passos e saibam tudo que está acontecendo com você ou saber seus projetos de lançamentos futuros.

O editor viajou para o Chile a convite da Kaspersky Lab

12:48 · 27.08.2015 / atualizado às 12:50 · 27.08.2015 por
Eugene Kaspersky mostra avanço de ataques no ambiente mobile
Eugene Kaspersky mostra avanço de ataques no ambiente mobile

Dados foram apresentados durante o Seminário Latino-Americano de Analistas de Segurança, promovido pela Kaspersky Lab, em Santiago, no Chile, de hoje, 27/08, até 29/08

Segundo levantamento da Kaspersky Lab, mostrado durante Seminário Latino-Americano de Analistas de Segurança, promovido pela Kaspersky Lab, em Santiago, no Chile, de hoje, 27/08, até 29/08, mais de 99% dos malwares desenvolvidos para atacar dispositivos móveis (tablets e smartphones) em 2014 miravam equipamentos com sistema operacional Android.

Além disso, os 10 maiores ataques a dispositivos móveis (smartphones e tablets) nos últimos 12 meses foram aos equipamentos que usam sistema operacional Android também. Isso se explica pelo domínio do sistema do Google no mundo, mas também pela menor preocupação do usuário por segurança em celulares e tablets.

Assim como para ambientes de usuários de PCs, a dica é ter cuidado com as redes móveis com acesso livre, arquivos estranhos, mesmo de conhecidos. A instalação de antivírus móveis também é uma opção.

Jornalista viajou a convite da Kaspersky Lab para o Chile

08:37 · 02.08.2015 / atualizado às 08:41 · 02.08.2015 por

hackerA Kaspersky Lab publicou relatório de ameaças virtuais do segundo trimestre, que destaca os principais incidentes de segurança e avalia o nível das ameaças virtuais no período. Mais da metade (51%) dos ataques bloqueados pelos produtos da Kaspersky Lab, que foram originados na internet, foram lançados por recursos maliciosos localizados na Rússia. Na lista, estão Estados Unidos, Holanda, Alemanha, França, Ilhas Virgens, Ucrânia, Cingapura, Reino Unido e China.

Ameaças para dispositivos móveis
– No segundo trimestre, surgiram 291.800 novos programas de malware voltados para dispositivos móveis, um número 2,8 vezes superior ao do primeiro trimestre.
– Surgiram também 1 milhão de pacotes de instalação de malware para dispositivos móveis, número sete vezes maior que no primeiro trimestre.

Os principais alvos dessas ameaças continuam sendo os aplicativos de bancos em dispositivos móveis. O relatório da Kaspersky Lab referente ao primeiro trimestre de 2015 apresentou o Trojan-SMS.AndroidOS.OpFake.cc, responsável por ataques a nada menos que 29 aplicativos bancários e financeiros. A versão mais recente do trojan, que surgiu no segundo trimestre, foi capaz de atacar 114 desses aplicativos, quatro vezes mais que no primeiro trimestre. Seu principal objetivo é roubar as credenciais de login do usuário, usadas para atacar, entre outros, vários aplicativos de e-mail populares.

Ciberataques: ameaças financeiras
– Foram recebidas 5.900.000 notificações de tentativas de infecções por malware para roubar quantias em dinheiro via acesso online a contas bancárias. Esse número é 800.000 inferior ao do primeiro trimestre.

No segundo trimestre de 2015, Cingapura foi líder no número de usuários da Kaspersky Lab vítimas de ataques pela internet por trojans que visam sistemas bancários; 5,3% de todos os usuários da Kaspersky Lab no país enfrentaram ameaças nesse período. Em seguida, vêm a Suíça com 4,2%, o Brasil (4%), Austrália (4%) e Hong Kong (3,7%). Deve-se notar que a maioria dos países entre os 10 primeiros são tecnologicamente avançados e/ou têm sistemas bancários desenvolvidos, o que atrai os criminosos virtuais.

As ameaças financeiras não se limitam aos programas de malware que atacam clientes de sistemas de bancos online. Além do malware voltado para bancos (83%), as ameaças financeiras incluem mineradores de Bitcoins (9%) – programas de malware que usam os recursos de computação da vítima para gerar Bitcoins, além de ladrões de carteiras Bitcoin (6%) e keyloggers (2%).

Ataques virtuais direcionados
No segundo trimestre, a Equipe de Pesquisa e Análise Global da Kaspersky Lab divulgou quatro campanhas de espionagem virtual: CozyDuke, Naikon, Hellsing e Duqu 2.0. As vítimas incluem agências governamentais, empresas comerciais e outros alvos de alto nível.

No segundo trimestre, também foi observado o interesse dos criminosos virtuais em pequenas e médias empresas; elas foram alvo da campanha de espionagem virtual Grabit. Os cibercriminosos se concentraram nos setores da indústria química, nanotecnologia, educação, agricultura, meios de comunicação de massa e construção.

“No segundo trimestre, lançamos uma iniciativa importante chamada Securing Smart Cities, cujo objetivo é ajudar os responsáveis pelo desenvolvimento de cidades inteligentes a lembrar da cibersegurança. Se as medidas de segurança não forem planejadas na fase de desenvolvimento, pode haver problemas graves depois, e o ajuste posterior da segurança pode se tornar uma tarefa complexa”, comenta Alexander Gostev, especialista chefe em segurança da Equipe de Pesquisa e Análise Global da Kaspersky Lab.

Os números do segundo trimestre
– De acordo com os dados do KSN, as soluções da Kaspersky Lab detectaram e evitaram um total de 379,9 milhões de ataques maliciosos de recursos online localizados no mundo inteiro, 19% a menos que no primeiro trimestre.
– Nesse período, uma média de 23,9% dos computadores de usuários da Internet do mundo todo foram atacados, pelo menos, uma vez. Isso representa 2,4% a menos que no primeiro trimestre.
– Foram detectados 26.000.000 de objetos maliciosos exclusivos, 8,4% a menos que no primeiro trimestre. Entre eles, o script AdWare.JS.Agent.bg foi o mais disseminado; esse script é injetado por programas de adware em páginas da internet escolhidas ao acaso.