Associação pede punição para a Oi e critica complacência da Anatel
A associação de consumidores Proteste formalizou hoje na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) uma reclamação contra a operadora Oi. A entidade pede que seja instaurado procedimento para apuração de descumprimento de obrigações por parte da companhia telefônica e que seja dado prazo de 30 dias para que a empresa ajuste suas práticas à legislação e contratos vigentes.
Segundo a Proteste, a Oi é campeã de reclamações entre seus associados há dois anos e vem descumprindo as obrigações contratuais assumidas com os consumidores de todo o país. A lista de reclamações é grande. Entre os problemas enfrentados pelos usuários estão: interrupções injustificadas na prestação dos serviços; alterações unilaterais dos contratos; cobranças indevidas; negativa de oferta; impedimento de cancelamento de contratos; inclusão indevida do nome de não contratantes no Serasa e recusa em remoção; venda casada; descumprimento de prazo de instalação dos meios para prestação do serviço; negativa de reparo; negativa de transferência de telefone fixo; instalação de serviços não contratados e a respectiva cobrança indevida; negativa de desbloqueio de chip do celular e descumprimento das velocidades contratadas para banda larga móvel e fixa, entre outras reclamações.
Na reclamação, a Proteste sugere que, se houver o descumprimento da determinação, seja imposta às empresas que integram o Grupo Oi a pena de interrupção de contratação dos serviços Serviço Móvel Pessoal (SMP), o celular e o Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), a banda larga, ficando impedida de aumentar sua base de consumidores.
A entidade comenta, ainda, que a reiterada má prestação de serviços por parte da Oi não ocorre só em relação a seus associados, mas também nos Procons de todo o país e nos sites de reclamações, como o Reclame Aqui.
A Proteste fechou 2011 com mais de 54% das reclamações sem atendimento e esse quadro está se repetindo neste ano. A Oi vem descumprindo reiteradamente e em todo o país as disposições do Decreto 6.523∕2008, ao não resolver os problemas por intermédio de seus call centers.
Complacência
Na avaliação da associação, a conduta reiterada de desrespeitos às leis, aos contratos e aos consumidores pelas prestadoras do Grupo Oi não se justifica, “principalmente quando se consideram as grandes vantagens que as empresas vêm obtendo junto ao BNDES, por meio de fartos financiamentos para investimentos na melhoria da qualidade dos serviços. Além disso , há postura complacente da Anatel frente a descumprimentos graves aos contratos, como é o caso da venda ilegal de milhões em bens públicos vinculados à concessão, sem que a empresa tenha sofrido qualquer penalização até esta data”.
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