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Bandeiras dos petistas já são vistas na cidade

Publicado em 22/07/2014 - 8:56 por | Comentar

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Luizianne Lins e Antônio Carlos foram os primeiros a colocarem suas bandeiras nas ruas de Fortaleza nesta campanha FOTO: Lucas de Menezes

Por Alan Barros

Embora todos os candidatos estejam liberados para fazer campanha eleitoral desde o último dia 6 de julho, o eleitorado tem percebido a timidez de como cada postulante presente no pleito deste ano tem ocupado as vias da Capital. Ao percorrer alguns dos pontos de mais visibilidade de Fortaleza, ainda são raros os espaços ocupados por pessoas ligadas aos candidatos fazendo o trabalho de campanha.

Mesmo com a movimentação tímida, a reportagem encontrou, no último fim de semana, aproximadamente oito pessoas no cruzamento das avenidas Pontes Vieira e Barão de Studart com bandeiras de divulgação das candidaturas de Antônio Carlos e Luizianne Lins. Na semana passada, o mesmo grupo fez o ato na Avenida da Universidade, via onde está localizado o comitê conjunto dos dois candidatos. Alguns outros pontos também são utilizados pelos petistas,

A coordenação de campanha dos candidatos a deputado estadual e a deputado federal, Antônio Carlos e Luizianne Lins, respectivamente, garantiu que militantes já participaram, em vários pontos da Capital, de atos em prol das duas candidaturas.

A maioria da militância presente nos principais cruzamentos da Capital, no entanto, não atua por amor ao partido ou por preferência ao candidato, mas pela oportunidade de acrescentar um dinheiro extra à renda durante o período eleitoral.

Nenhuma das pessoas que têm trabalhado nessas ações específicas de divulgação das candidaturas petistas é autorizada a esclarecer como é o regime de trabalho durante as eleições, mas o coordenador de campanha das candidaturas de Antônio Carlos e Luizianne Lins, Raimundo Ângelo, informou que eles contam com uma média de oito a dez pessoas para tremularem bandeiras em diferentes bairros da Capital.

Raimundo Ângelo garantiu que cada contratado temporariamente recebe um salário mínimo para atuar como empunhador de bandeiras nas atividades de campanhas e assegurou que todos são submetidos ao regime de oito horas de trabalho.

Controla

“O PT, que defende os trabalhadores, não pode explorar os trabalhadores. A gente controla. A gente se organiza para que eles não trabalhem mais de oito horas, até porque é um serviço pesado. Não há condições nem de fazer hora extra, porque ninguém aguenta”, ressaltou ao acrescentar que ele recebem a metade do salário mínimo a cada 15 dias.

O coordenador de campanha explicou também que a intenção é que o grupo se espalhe pela Capital para garantir que as candidaturas dialoguem com todos os segmentos. “A ideia é dialogar com a cidade inteira, até porque as campanhas da Luizianne e do Antônio Carlos aglutinam vários setores. Esse corredor da Avenida da Universidade é um corredor histórico do PT, onde temos historicamente um eleitorado de esquerda, além de ser um corredor em que circulam muitas pessoas”, pontuou.

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Ministério Público apresenta plano de fiscalização nas eleições

Publicado em 22/07/2014 - 8:54 por | Comentar

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Por Alan Barros

Integrantes do Ministério Público realizaram, ontem, a portas fechadas, reunião para o Procurador Regional Eleitoral apresentar aos promotores cearenses todo o plano de atuação montado pelo órgão para ser executado durante o pleito deste ano. Na ocasião, foi estabelecida como prioridade a fiscalização dos crimes eleitorais e de possíveis descumprimentos das condutas vedadas aos agentes públicos.

O coordenador do Grupo de Atuação da Procuradoria Eleitoral (Gapel), Igor Pinheiro, esclareceu que a necessidade de definir esses dois pontos como prioridades do Ministério Público tem o objetivo de desfazer uma falsa ideia de que essa fiscalização deva ficar a cargo apenas do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

“Existe uma falsa percepção que o promotor deve atuar só na questão da propaganda irregular. Entretanto, embora a competência seja do TRE, o promotor tem plena competência para investigar todos os crimes eleitorais, além das condutas vedadas aos agentes públicos”, explicou.

Recomendações

Igor Pinheiro revelou que várias recomendações também foram feitas aos promotores que atuam no Interior, mas alegou que a divulgação desse plano de atuação poderia comprometer a boa execução do trabalho.

O coordenador do Centro de Apoio Operacional Eleitoral (Caopel), Raimundo Nogueira Filho, afirmou que o encontro serviu muito mais para que os promotores dialogassem e trocassem experiência na busca de garantir o êxito na fiscalização durante o período eleitoral.

“O encontro não foi para determinarmos como cada um deve atuar, mas foi muito mais para a gente tentar chegar a um consenso sobre o que deve ser essa atuação do Ministério Público. Foi muito mais uma troca de experiências e sugestões”, explicou Raimundo Nogueira Filho, que acrescentou a necessidade de os promotores coletarem todas as provas suficientes antes de qualquer ação.

Foram convocados os 123 promotores eleitorais, sendo que 13 atuam na Capital e 110 no Interior. Também participaram o procurador-geral Ricardo Machado e o procurador regional eleitoral, Rômulo Conrado.

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Deputado deixa o PROS e desiste de candidatura

Publicado em 22/07/2014 - 8:53 por | Comentar

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Deputado estadual Herminio Resende vai apoiar a candidatura de Eunício Oliveira FOTO: Lucas de Menezes

Deputado estadual Herminio Resende vai apoiar a candidatura de Eunício Oliveira FOTO: Lucas de Menezes

Por Miguel Martins

O deputado estadual Hermínio Resende (PROS) renunciou sua candidatura à reeleição para apoiar o candidato ao Governo do Estado Eunício Oliveira (PMDB), adversário do candidato do PT, Camilo Santana, que foi indicação do governador Cid Gomes (PROS). De acordo com Resende, mesmo o PROS com cinco nomes aptos a disputar a chefia do Executivo no Ceará, “por pressão do (deputado federal José Nobre) Guimarães”, a escolha foi por um petista.

Além de Resende, as únicas renúncias registradas até então pelo portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) são as de Idemar Citó, do Democratas (DEM), e Cristiano Andrade, do Partido da Mobilização Nacional, o PMN. Na manhã de ontem, também foram divulgados os primeiros deferimentos de candidaturas dos postulantes aos cargos de deputado estadual e federal no Ceará. Até o momento foram totalizados 825 pedidos de registros de candidaturas, incluindo os dos quatro candidatos a governador do Estado, que ainda aguardam deliberação da Justiça Eleitoral.

No Estado, pelo menos 19 candidaturas já estão deferidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ou seja, aptas a concorrerem às vagas disputadas.

Todos esses 19 candidatos são do Partido Social Cristão (PSC) e do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). No Ceará foram registradas 605 solicitações de candidaturas para deputado estadual, 204 para federal, além de quatro para governador e vice-governador e outras quatro para senador com seus respectivos suplentes.

Assimilaram

Em entrevista ao Diário do Nordeste, o deputado Hermínio Resende disse não entender como um partido “com vários nomes fortes” para disputar uma vaga ao Governo Estadual decidiu indicar um nome de outro partido, neste caso, Camilo Santana do PT. A renúncia do parlamentar, para evitar qualquer represália por parte do PROS, é apenas um reflexo da insatisfação de parte dos membros do partido do governador Cid Gomes que ainda não assimilaram a candidatura encabeçada por um petista.

Resende afirmou ainda que tentou dialogar com Santana, mas este não o recebeu. Ele também não havia informado ao partido a sua decisão de apoiar a candidatura do peemedebista Eunício Oliveira, mas disse ter comunicado o fato ao vice-governador, Domingos Filho (PROS). “Eu peço a Deus apenas que o meu candidato ganhe e que continue o trabalho realizado pelo governador Cid Gomes. Eu sou analfabeto em política, mas não quero um centavo do Eunício Oliveira”, disse ele.

Federal

Já o democrata Idemar Citó chegou a registrar pedido de candidatura para deputado federal, no entanto mudou de ideia e vai para a reeleição. O democrata havia desistido de uma candidatura à reeleição e tentaria uma das 22 cadeiras da Câmara dos Deputados. Para deputado federal, a chapa formada por DEM, PPS, PSDC e PTN, tem como postulantes o ex-deputado federal Moroni Torgan (DEM), e o vereador Alípio Rodrigues (PTN).

De acordo com o advogado do partido, Dorgival Lucas, a candidatura do deputado será preenchida entre as seis remanescentes, visto que a coligação para estadual, formada por PMDB, PR, DEM, PRP e PSDB ainda não concluiu a totalidade de registros, pois dos 90 candidatos possíveis, ainda havia seis vagas remanescentes.

Com a candidatura para a estadual, o parlamentar poderá injetar algo em torno de 40 mil votos à coligação proporcional para o Legislativo do Ceará. No entanto, a coligação federal irá perder, proporcionalmente, o dobro disso, conforme informou o advogado da sigla.

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Divergências na Assembleia sobre recesso parlamentar

Publicado em 22/07/2014 - 8:52 por | Comentar

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Por Miguel Martins

Com o início do recesso parlamentar de 15 dias e fim dos trabalhos legislativos do primeiro semestre, a Assembleia Legislativa apresentou um relatório sobre as atividades realizadas ao longo do período. Desde número sobre deputados faltosos, até aprovação de propostas pelos legisladores, o documento reflete, em tese, como foi o posicionamento do Poder Legislativo durante esse período. No entanto, na prática, a realidade foi bem diferente.

Com o retorno dos trabalhos, a partir do primeiro dia útil de agosto, outro problema poderá enfrentar o presidente da Mesa Diretora, José Albuquerque (PROS), que é a realização das sessões ordinárias. Com muitas matérias ainda a serem aprovadas, o chefe do Poder Legislativo chegou a dizer ao Diário do Nordeste que era favorável à realização de apenas uma plenária por semana, para que seus pares pudessem fazer as campanhas eleitorais, visto o período de eleições vigentes.

No entanto, a proposta não foi vista com bons olhos por, praticamente, todos os parlamentares do grupo de oposição na Casa, que chegaram a dizer que Albuquerque quer “silenciar” os opositores. Em entrevista coletiva na última quinta-feira, o deputado disse que sempre procurou trabalhar defendendo a democracia e o direito da maioria, e há, sim, a possibilidade de ele vir a realizar somente uma sessão por semana.

Em todos os meses que antecedem uma eleição, deputados de oposição questionam o recesso branco do Legislativo, embora também se aproveite dele. A utilização dos meios de comunicação da Assembleia, é o centro do protesto de redução das sessões.

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Ceará tem o menor número de candidatos ao Governo, segundo o TSE

Publicado em 21/07/2014 - 22:31 por | Comentar

Categorias: Candidatos
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O Ceará é um dos estados brasileiros com o menor número de candidatos ao Governo, segundo levantamento feito pelo Tribunal Superior Eleitoral, divulgado hoje.

Leia a informação do TSE:

Até as 14h desta segunda-feira (21), o Sistema de Divulgação de Candidaturas (DivulgaCand 2014) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia contabilizado 11 pedidos de registro de candidatos a presidente da República, 171 a governador de Estado, 181 a senador, 6.749 a deputado federal, 16.235 a deputado estadual e 1.003 a deputado distrital (DF) nas Eleições Gerais de 2014. Os pedidos de candidaturas estão em avaliação pela Justiça Eleitoral. É importante destacar que o DivulgaCand 2014 está sujeito a atualização  de dados, sendo que eventuais números podem apresentar alterações em futuras consultas.

São Paulo e Alagoas, com nove cada um, e Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com oito cada, são os estados com mais pedidos de registro de candidatos a governador. Para o cargo de senador o estado do Pará lidera (11), seguido de Amapá e São Paulo, os dois com dez pedidos de registro cada.

São Paulo e Rio de Janeiro detêm mais pedidos de candidatos a deputado federal, no caso 1.354 e 1.068. São Paulo (1.987) e Rio de Janeiro (1.977) têm também mais pedidos de registro a deputado estadual. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados com mais vagas na Câmara dos Deputados, respectivamente 70, 53 e 46.

Acre, Roraima e Ceará, com quatro cada um, têm menos pedidos de registro de candidatos a governador. Igualam-se, com quatro candidatos ao Senado cada, o Acre e o Ceará.

Tocantins (55) e Acre (63) têm menos pedidos para deputado federal. Já Sergipe (174) e Piauí (245) foram os estados que receberam os menores números de registro para deputado estadual.

 

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TRE autoriza candidatura contestada pelo MP e julga mais cinco processos

Publicado em 21/07/2014 - 21:56 por | Comentar

Categorias: Eleições
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O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deferiu, nesta segunda-feira, o pedido de registro da candidatura de George Valentim (PCdoB). O ex-prefeito de Maranguape está na lista de impugnados pela Procuradoria Regional Eleitoral por prática de conduta vedada.

Já a conclusão do  julgamento do  pedido de candidatura de Augusta Brito (PCdoB) foi adiado, porque o juiz Cid Marconi Alves pediu vistas do processo.  Ela também está na relação de impugnados pela Procuradoria por ter tido a prestação de  contas rejeitada pelo Tribunal de Contas dos Municípios em duas oportunidades quando era prefeita da cidade de Graça.

Ainda na sessão de segunda-feira, o TRE indeferiu a solicitação de candidatura de Ana Cleide (PDT) por falta de documentação e aprovou o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) do PTC, PSB e PDT.

 

 

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Aplicativo divulga informações sobre candidatos

Publicado em 21/07/2014 - 12:13 por | Comentar

Categorias: Eleição 2014
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Foto: Divulgação/TSE

Foto: Divulgação/TSE

A Justiça Eleitoral lançou, na última semana, um aplicativo para smartphones e tablets que possibilita que o eleitor visualize os candidatos que concorrerão as Eleições Gerais 2014 por cargo e unidade da Federação.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o aplicativo fornece o nome completo do candidato, nome escolhido para urna, número, situação do registro de candidatura, cargo, partido, coligação e, ainda, o link para o site do candidato.

As essas informações são obtidas diretamente das bases de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que são atualizadas diariamente.

O programa para plataforma Android e iOS poderão ser baixados gratuitamente nas lojas Google Play e Apple Store.  O portal do Tribunal Superior Eleitoral ainda fornece informações completas dos registros de candidaturas em todo o Brasil por meio do sistema de divulgação de candidaturas, o DivulgaCand.

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Eleição no Ceará no noticiário nacional

Publicado em 21/07/2014 - 9:34 por | 1 Comentário

Categorias: Disputa
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Está na coluna de hoje do jornalista Cláudio Humberto

Veto explícito

Ninguém confirma, mas a ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins (PT-CE) não é bem vinda no comitê do candidato de seu partido, Camilo Santana.

Em pé de guerra

O PROS e o PT do Ceará brigam por tudo. O governador Cid Gomes impôs a cor laranja a seu candidato a sucessão, Camilo Santana. O PT quer vermelho. O PT queria o comitê de campanha numa avenida tradicional das siglas de esquerda. O PROS impôs no Parque do Cocó.

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Criação de novos municípios

Publicado em 21/07/2014 - 9:25 por | Comentar

Categorias: Emancipações
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Embora não seja possível a criação de novos municípios até às próximas eleições municipais, em 2016, o tema ainda está sendo ventilado no Congresso Nacional, segundo o noticiário nacional desta segunda-feira.

Este tema, no Ceará, é discutido há anos. Aqui, a Assembleia Legislativa chegou, inclusive, a aprovar Decretos Legislativos para que o Tribunal Regional Eleitoral realizasse plebiscito em aproximadamente 30 distritos com chances de serem emancipados. O Tribunal ignorou os Decretos da Assembleia e a questão chegou a ser levada ao Tribunal Superior Eleitoral que negou a pretensão do Legislativo cearense.

Mesmo assim, alguns deputados continuaram insistindo na tese de criação de novos municípios e quedando-se à realidade começaram a trabalhar com políticos de outros estados no sentido de sensibilizar o Congresso nacional a votar a Lei Complementar que autorizaria os estados a emanciparem distritos observando os parâmetros nacionais.

A  Lei Complementar foi aprovada no Congresso, mas a presidente Dilma Rousseff, impôs um veto total à proposição. Modificaram os seus termos, mas ainda não houve consenso para a sua aprovação. Pela nova proposição, a ideia de se criar 30 novos municípios no Ceará pode ficar restrita a 5 ou pouco mais.

Leia a notícia sobre esse fato publicada hoje na Folha de S.Paulo:

Após veto de Dilma, novo projeto restringe criação de municípios

Proposta anterior, barrada sob a justificativa de que geraria mais gastos, permitiria a emancipação de 269 distritos

Reformulado, texto elevou população mínima necessária para obter a separação; 107 áreas seguem critérios

NATÁLIA CANCIAN DE SÃO PAULO

À espera de votação no Congresso, o novo projeto que estabelece regras e permite a criação de novos municípios no país restringe a 107 distritos as condições para ao menos iniciar um processo de emancipação.

Esse cenário, levantado pela Folha a partir do cruzamento de dados do IBGE, indica como a regra atualmente em discussão é mais restritiva do que a aprovada no Congresso no ano passado.

Segundo o projeto anterior, vetado pela presidente Dilma Rousseff sob o argumento de que haveria aumento de despesas, 269 distritos se enquadravam na regra sobre população mínima para iniciar o processo de emancipação.

Com a reformulação da proposta no Congresso, a população mínima exigida passou de 8.400 para 12 mil habitantes no Nordeste. No Sul e Sudeste, o mínimo passou de 12 mil para 20 mil. Para Norte e Centro-oeste, a exigência é de 6.000 habitantes.

O levantamento que identificou esses 107 distritos não considera as capitais e respectivas regiões metropolitanas, onde há poucos pedidos de emancipação.

Entre os 107 distritos, seis têm população igual ou superior ao restante do município –ou seja, mais chances de ter o pedido aprovado em consulta pública. O maior deles é Vicente de Carvalho, distrito de Guarujá (SP).

Entre os distritos que ficaram de fora da lista com a nova regra está Taboquinhas, em Itacaré (BA), com 10 mil habitantes. Agora, o grupo pró-emancipação diz que vai esperar a nova contagem populacional para refazer o pedido de separação da cidade-sede, a 30 km de distância.

‘INTERESSE ELEITORAL’

Para Paulo Ziulkoski, da Confederação Nacional dos Municípios, o novo projeto foi uma “resposta equivocada” e voltou à tona apenas por interesse eleitoral. “Há regiões no Brasil em que se deveria criar municípios, como o Norte e Centro-oeste”, afirma.

Favorável à emancipação, o professor da Unicamp Edison Favero elenca como benefícios a melhora na distribuição de renda e autonomia administrativa. E nega forte aumento nos gastos. Segundo ele, isso só ocorre porque algumas cidades-sede perdem território e população, mas não reduzem o número de funcionários públicos.

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Dúvidas sobre utilização de imagens dos candidatos a presidente

Publicado em 21/07/2014 - 9:05 por | Comentar

Categorias: Propaganda
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As divergências entre lideranças estaduais dos partidos aliados nacionalmente preocupam agora em relação à propaganda eleitoral. O jornal Folha de S.Paulo desta segunda-feira, trás uma informação dos questionamentos levantados em vários estados, inclusive o Ceará, quanto ao entendimento dos candidatos em relação à utilização da imagem dos candidatos à Presidência da República, nas propagandas no horário eleitoral gratuito e nas demais. No Ceará, segundo a matéria do jornal paulista, Eunício acredita que não poderá utilizar a imagem de Aécio Neves na sua campanha, embora aqui esteja aliado ao PSDB de Aécio.

Leia a matéria da Folha de S.Paulo:

 

Alianças nacionais podem travar palanques estaduais

Sem regra clara, exibição de apoio a presidenciável é tema de desavença

Fim da verticalização não deixa claro se candidato pode mostrar na TV e no rádio apoio diverso do plano federal

DIÓGENES CAMPANHA PATRÍCIA BRITTO DE SÃO PAULO

Candidatos a governador que divergem das alianças nacionais de seus partidos ainda não sabem se poderão usar imagens e declarações dos presidenciáveis que apoiam em seus programas eleitorais no rádio e na TV.

Um exemplo prático: um candidato a governador do PTB, partido nacionalmente fechado com Aécio Neves (PSDB), pode usar imagens da presidente Dilma na TV se petebistas e petistas estiverem coligados neste Estado?

Ninguém tem certeza das respostas. As regras não são claras, e políticos, coordenadores de campanha, especialistas e decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se contradizem sobre o tema.

A dúvida é se o fim da verticalização, regra de 2002 que obrigou partidos a repetirem nos Estados as alianças nacionais, liberou ou não o uso de candidatos a presidente de coligações diferentes nas propagandas estaduais.

O questionamento, hoje, ocorre em ao menos seis Estados. Neles, legendas que integram a coligação de Dilma querem abrir espaço para rivais da petista, como Aécio e Eduardo Campos (PSB).

É o caso, por exemplo, de peemedebistas que já declararam apoio a Aécio no Espírito Santo e no Piauí, e a Campos no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso do Sul.

Apesar de seus partidos estarem aliados a Dilma no plano nacional, eles pretendem expor rivais da petista em seus programas eleitorais.

Candidata ao governo gaúcho, a senadora Ana Amélia Lemos, do PP, partido aliado a Dilma, já afirmou que poderá “pintar na testa” o nome de Aécio, se for proibida de usar o tucano em seu programa.

O presidente do PP-RS, Celso Bernardi, diz que consultará a Justiça Eleitoral para saber se é possível divulgar o tucano no rádio e na TV, mas a campanha da senadora usará a imagem dele em panfletos e redes sociais.

A primeira edição de material impresso, no entanto, foi feita sem o tucano. Bernardi afirma que houve atraso no envio de imagens de Aécio, e que as próximas versões terão o presidenciável.

Existe ainda um exemplo inverso. Em Pernambuco, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) teve a candidatura a governador costurada para criar um palanque para Dilma, mas seu partido acabou se aliando a Aécio.

Monteiro Neto invoca o fim da verticalização para dizer que poderá contar com Dilma em seu programa.

Já o presidente nacional do PTB, Benito Gama, mentor do apoio a Aécio, promete confrontar o senador se ele insistir em exibir a petista.

“Se eles botarem o Aécio, não tem problema, mas se botarem a Dilma, sim”, afirma.

DIVERGÊNCIAS

A maioria dos candidatos interessados no tema argumenta que poderá contar com a participação de presidenciáveis rivais de seu partido por estarem coligados a essas siglas em seus Estados.

As exceções são Ivo Sartori (PMDB-RS) e Eunício Oliveira (PMDB-CE), que acreditam que a Lei Eleitoral não permite que exibam rivais de Dilma.

“Quebraram a verticalização do ponto de vista das alianças, mas não no rádio e na televisão”, diz Eunício.

Mas até especialistas e ministros do TSE divergem.

Em agosto de 2010, o então presidente da corte, Ricardo Lewandowski, liberou a participação de presidenciáveis em programas de candidatos estaduais coligados no plano local, mas rivais no nacional.

“A autonomia assegurada na formação das coligações deve se estender às escolhas para realização da propaganda eleitoral”, disse em seu voto, seguido pela maioria.

Menos de dois meses antes, a corte havia decidido que isso não era permitido.

Agora, o TSE informa que questões sobre o uso de presidenciáveis nas propagandas eleitorais deste ano serão analisadas caso a caso.

“A segurança jurídica em legislação eleitoral é bastante frágil. Se muda a composição do plenário do TSE, muda o entendimento”, diz o advogado Newton Cava, que assessora a campanha de Ivo Sartori no Rio Grande do Sul.

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Discursos vazios ainda predominam nas campanhas políticas

Publicado em 21/07/2014 - 8:43 por | Comentar

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O consultor político Luiz Teixeira Santos diz que os discursos de campanha não apostam na profundidade FOTO: Helosa Araújo

O consultor político Luiz Teixeira Santos diz que os discursos de campanha não apostam na profundidade FOTO: Helosa Araújo

Passado o burburinho da Copa do Mundo, a tendência é que nos próximos dias o eleitor comece a se deparar de forma mais direta com o assédio dos candidatos que disputam um cargo nas eleições deste ano. Especialistas em marketing político afirmam ao Diário do Nordeste que as novidades nas campanhas se resumem a dois fatores: avanço nas tecnologias e frequentes mudanças na legislação. Para os consultores políticos, devem se sobressair a superficialidade nos discursos dos postulantes e a pouca inovação no modo de pedir voto.

Em âmbito nacional, o programa de Governo da presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição, cita inúmeras vezes a palavra mudança como linha condutora para aprimorar supostas falhas na gestão. No Ceará, o governador Cid Gomes declarou, na convenção que homologou o nome de Camilo Santana para concorrer ao Governo Estadual, que o candidato não pode ser responsável por possíveis erros da atual administração.

A precaução com prováveis ataques da oposição é uma reação esperada dos postulantes da situação, que não estão propondo mudanças na forma de governar, mas se prevenindo de possíveis críticas. É o que garante o presidente da Associação Brasileira dos Consultores Políticos, Carlos Manhanelli. “Uma das técnicas do marketing eleitoral é dar uma vacina: já que a oposição vem com discurso de mudança, antes falo eu”, aponta.

Reeleição
Carlos Manhanelli, que é professor de três universidades na Espanha e autor de livros sobre marketing político, explica as diferenças referentes às candidaturas que visam à reeleição. “O ambiente que predomina numa reeleição é o plebiscitário. Entra em evidência se continua ou não aquele governo”, responde. “Enquanto a oposição tem um discurso de mostrar o que faltou, o Governo vai mostrar o que fez de benefícios à população”, acrescenta o especialista.

No meio campo entre situação e oposição, transitam lideranças antes alinhadas ao Governo, mas que romperam por discordâncias ou falta de espaço político. Ex-governador de Pernambuco e concorrente a presidente da República, Eduardo Campos (PSB) é um desses exemplos. Até o ano passado, o PSB apoiava a presidente Dilma e detinha cargos no Executivo federal.

Aliado nas duas gestões do Governo Cid Gomes, o senador Eunício Oliveira (PMDB) é sinônimo desse rompimento no cenário cearense e hoje pleiteia o comando do Palácio da Abolição contra o grupo de Cid. “Quando ele sai, demonstra descontentamento com o andamento do Governo ou com o partido em que estava. Essa saída dá condições de montar um discurso de descontentamento e discórdia com o que está acontecendo e automaticamente ele vira oposição”, esclarece o consultor.

Tecnologias

Para o professor de marketing político, nas últimas quatro décadas, poucos detalhes sofreram mudanças nas campanha políticas, citando o constante avanço nas tecnologias de comunicação e inúmeras mudanças na legislação. “Está claro que as mudanças na legislação eleitoral estão sendo feitas para privilegiar quem está no poder e dificultar que as novas lideranças se apresentem ao eleitorado”, opina.

O consultor Carlos Manhanelli diz acreditar que a Internet não pode ser desprezada nas campanhas, mas pondera que os políticos ainda não sabem como utilizar a ferramenta. “Ela é um arsenal de comunicação. É isso que os políticos brasileiros não percebem. Eles querem usar a Internet para fazer propaganda”. E completa: “Isso só vai mudar quando a cultura do político brasileiro mudar. Ele não está acostumado a dar satisfação dos atos e a responder críticas. A Internet é digital, o político é analógico”, compara.

Personalismo

Luiz Teixeira Santos, membro cearense da Associação Brasileira dos Consultores Políticos, diz que a primeira ação do marketing eleitoral é analisar as características dos candidatos, frisando que ainda predomina o personalismo nas campanhas do Brasil. “O eleitor lida com a imagem do candidato e não com o candidato em si”, aponta.

“O grande desafio hoje é considerar que de junho de 2013 para cá muitas coisas mudaram na percepção das pessoas. Ninguém pode mais falar: ah, o povão é ignorante”, enfatiza Teixeira. Ele complementa que, não raro, a forma dos discurso tem se sobressaído em relação ao conteúdo. “A maioria das declarações pode ser dita por vários partidos. Eles estão atinando nessa história de dizer mais do mesmo, algo mais vazio. Tem um segmento do eleitorado que percebe isso claramente”, justifica.

Luiz Teixeira Santos cita frases que podem ser utilizadas por partidos com propostas contrárias, já que a profundidade dos discursos não é o forte das campanhas eleitorais. “Falta uma definição mais clara. Nem acho que tem que abrir o jogo completamente, mas não adianta ficar só lamentando os problemas. Do ponto de vista de influência, a forma como um candidato vai dizer o mesmo nada pode dar resultado em votos”, alega.

Para o consultor, no Ceará, é preciso que postulantes tenham cautela ao prometer mudanças, pois o Estado passou por alterações significativas nas últimas décadas. “Falar em mudança, se não tiver o casamento entre discurso e a demanda das pessoas, pode ficar perdido, pois já tivemos muitas variações na linha de poder”. “O Ceará está mais à frente do que a média dos discursos das campanhas”, completa.

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Maioria dos candidatos é formada por homens brancos, ricos, casados e com mais de 45 anos

Publicado em 21/07/2014 - 8:42 por | Comentar

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Por Yohanna Pinheiro e Suzane Saldanha

Dos 20 candidatos que concorrem a governador e senador no Ceará, incluindo vices e suplentes, a maioria é formada por homens, entre 45 e 54 anos, brancos, ricos, casados, da capital e com Ensino Superior completo. Conforme o levantamento feito pelo Diário do Nordeste com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), oito candidatos declararam ter mais de R$ 1 milhão.

Metade dos postulantes é proveniente de Fortaleza, enquanto os demais têm origens em outros nove municípios do Interior, entre os quais Sobral, Crato e Lavras da Mangabeira, sem que nenhum seja da Região Metropolitana da Capital. Já em relação às profissões, a maior parte dos candidatos é professor (sete), seguido por empresários e deputados (quatro em cada profissão, sendo que um deputado também é professor: o candidato ao Senado Mauro Filho – PROS).

Do total, apenas dois não têm Ensino Superior completo: o primeiro suplente do candidato ao Senado Tasso Jereissati (PSDB), o empresário Chiquinho Feitosa (DEM), que tem Ensino Superior incompleto, e o vice do pleiteante ao Governo Ailton Lopes (PSOL), operário da Construção Civil Benedito Oliveira (PCB), com Ensino Fundamental incompleto. Em relação à cor da pele, metade se declarou branca e nove se dizem pardos. Só a candidata ao Senado Raquel Dias (PSTU) se declarou preta.

O número de mulheres candidatas aos cargos representam exatamente 30% do total, embora a legislação não determine proporção mínima de gênero para cargos majoritários. São 14 homens e 6 mulheres, sendo uma candidata ao Governo (Eliane Novais – PSB), uma a vice (Izolda Cela – PROS), duas ao Senado (Geovana Cartaxo – PSB e Raquel Dias). As demais, Carlota Sales (PSTU) e Valda Albuquerque (PSB), são suplentes.

No tocante à renda, além dos oito candidatos que declararam bens superior a R$ 1 milhão, quatro apresentam somas entre R$ 50 mil e R$ 500 mil, três registraram valores entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, três tinham até R$ 50 mil e dois declararam não ter bens – Benedito Oliveira (vice) e Raquel Dias (Senado), candidatos da mesma chapa. No que diz respeito à idade, seis têm entre 45 e 54 anos, cinco entre 55 e 64, cinco entre 35 e 44 e quatro têm mais de 65 anos.

Licença

Dos seis deputados estaduais que disputarão cargos na chapa majoritária, Governo e Senado, e para a Câmara Federal, pelo menos um deve tirar licença do mandato na Assembleia Legislativa durante a campanha eleitoral. O pedido poderá ser feito quando os trabalhos na Casa forem retomados no dia 1º de agosto, pois de 18 a 29 deste mês os parlamentares estão de recesso.

Desde que foi oficializado candidato ao Governo da coligação comandada pelo governador Cid Gomes (PROS), no dia 29 de junho, o deputado Camilo Santana (PT) não esteve presente no Plenário 13 de Maio. Além da agenda na Capital, o petista tem visitado com frequência municípios do Interior. Ele ainda não confirmou se vai tirar licença.

O deputado Mauro Filho (PROS), candidato ao Senado na chapa de Camilo, é outro que pode tirar licença, mas a sua assessoria de imprensa não confirmou. Eliane Novais, postulante ao Governo, diz que não vai se afastar das atividades na Assembleia. “Não vai ter necessidade, até porque querem colocar uma sessão por semana”, ressalta.

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Suplentes têm atuação tímida na Assembleia Legislativa

Publicado em 21/07/2014 - 8:40 por | Comentar

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A deputada Inês Arruda só usou a tribuna da Assembleia uma única vez neste ano FOTO: José Leomar

A deputada Inês Arruda só usou a tribuna da Assembleia uma única vez neste ano FOTO: José Leomar

Por Miguel Martins

Durante o período eleitoral, nas casas legislativas, é comum que suplentes assumam a vaga deixada pelo titular, o que faz com que os dois tenham algum tipo de visibilidade: um visitando suas bases eleitorais e o outro utilizando-se do alcance que os meios de comunicação proporcionam. No entanto, poucos são os suplentes que se destacaram durante seus mandatos ao longo dos anos na Assembleia Legislativa.

Entre os deputados que são suplentes na Assembleia, estão Antônio Carlos (PT), Inês Arruda (PMDB) e João Batista (PROS). O primeiro assume a vaga deixada após licença de Dedé Teixeira (PT). Antônio Carlos, que já foi líder do Governo, agora tem uma atuação mais independente e vez por outra empreende um posicionamento mais crítico da atual gestão.

Com o retorno de deputados licenciados para a Casa no ano passado e neste ano, o petista teve que deixar o cargo, mas já retornou e deve permanecer por até quatro meses na Assembleia. João Batista (PROS), ex-vereador do PRTB, está na vaga deixada por Júlio César Filho (PTN), que foi tratar de sua candidatura à reeleição. De um mandato sem expressividade na Câmara de Fortaleza, o parlamentar, no Legislativo Estadual, tem se limitado a emitir opiniões e se congratular com seus pares nas sessões.

Inês Arruda (PMDB) permanece na Assembleia por conta da licença de Nelson Martins (PT), secretário estadual de Desenvolvimento Agrário. Arruda não tem muita intimidade com o púlpito do Plenário 13 de Maio e só fez uso da tribuna uma vez neste ano. Apesar de ser vista no Segundo Expediente da Casa, a peemedebista dificilmente comparece ao trabalho no horário de abertura das sessões, às 9h20.

Requerimento

A parlamentar prioriza projetos sobre os direitos da mulher. Recentemente, um requerimento de autoria da deputada chamou atenção, ao emitir congratulações de aniversário à filha, Malu Arruda. Tomaz Holanda (PPS) é outro que pouco usufruiu da visibilidade do Legislativo cearense. Das poucas vezes que subiu à tribuna, tratou de disputas eleitorais de seus correligionários em municípios do Ceará, chegando a gerar intriga com o vice-presidente da Mesa Diretora, Tin Gomes (PHS).

Mailson Cruz (SD) e Ana Paula Cruz (PHS) foram suplentes que pouco usufruíram dos espaços da Casa e quase não tiveram destaque no tempo em que passaram no Poder Legislativo. Poucos foram os projetos e as participações na tribuna. Os dois, no entanto, irão tentar retornar ao Parlamento cearense.

Dr. Pierre (PCdoB) também não conseguiu a desenvoltura do titular, Lula Morais (PCdoB), durante o tempo que ficou na Casa. Já Nenen Coelho (PSD), apesar do desempenho e participação nas discussões propostas, apresentou poucas matérias. A tímida produção dos suplentes é outro ponto negativo para os que querem representar a sociedade por até quatro meses no Poder Legislativo Estadual. Tino Ribeiro (PSDC) reforça a lista dos que tiveram fraca participação no período em que estiveram deputados.

O deputado Thiago Campelo (SD) foi um dos poucos que conseguiram algum destaque, tendo até mais participação nos trabalhos da Casa do que o dono do assento, o democrata Téo Menezes. Um suplente que também se destacou durante a permanência na Assembleia foi Vasques Landim (PR), que passou quatro meses na vaga de Leonardo Pinheiro (PSD).

Representante da região do Cariri, Landim, assim como Thiago Campelo, teve atuação mais propositiva e com maior participação nos debates da Casa do que o titular da vaga na Assembleia.

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Recadastramento biométrico revela perda de eleitorado em pelo menos 7 cidades do Ceará

Publicado em 20/07/2014 - 10:57 por | Comentar

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Por Alan Barros

Os candidatos que concorrerão aos cargos majoritários e proporcionais nas eleições deste ano disputarão a preferência de pelo menos 6.271.553 eleitores espalhados pelo Ceará. O demonstrativo do eleitorado cearense revela que já houve um incremento de mais de 79 mil novas pessoas aptas a votar na comparação com 2012 e de quase 400 mil em relação ao último pleito para o Governo do Estado.

Apesar do aumento, o recadastramento do eleitorado dos sete municípios que adotarão a biometria pela primeira vez no pleito deste ano apresentou um retrato mais fiel dos eleitores de cada local, pois todas estas cidades registraram queda no número de eleitores em comparação com a disputa de 2012.

As estatísticas fazem parte do balanço parcial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o mês de junho. Apesar de o prazo para a emissão de novos títulos ter terminado em 7 de maio, o processamento de cadastro só deverá ser finalizado no fim de julho. A diferença nos números definitivos do eleitorado para o pleito deste ano deve ser pequena.

Formada por Aquiraz, Sobral, Alcântaras, Forquilha, Juazeiro do Norte, Crateús e Ipaporanga, o eleitorado destes municípios em que houve o recadastramento biométrico somava, na última eleição, 436,1 mil eleitores. Em 2014, o balanço revela que as cidades perderam 42,6 mil eleitores, caindo para 393,5 mil.

Segundo dados do TSE, a perda mais significativa foi em Juazeiro do Norte. O município tinha aproximadamente 165 mil eleitores no último pleito e conta agora com cerca de 147 mil. A segunda cidade em que mais houve redução foi Sobral. Em 2012, havia 131 mil pessoas aptas a votar, caindo para 120 mil após o recadastramento.

Depois de Juazeiro e Sobral, quem mais perdeu eleitores foi Crateús, que terá oito mil a menos do que em 2012. A lista de cidades com baixas após o recadastramento biométrico é completada por Ipaporanga (de 10,1 mil para 7, mil), Alcântaras (de 9 mil para 7,8 mil), Forquilha (de 17,3 mil para 15,4 mil), Aquiraz (de 45,1 mil para 44,7 mil).

Outras 30 cidades registraram queda no eleitorado, mas nenhuma com diferença tão significativa como os locais em que houve o recadastramento biométrico. Como a perda nessas cidades não passa de dezenas ou centenas, o balanço final do TSE pode reduzir as baixas.

Os demais municípios que registram redução no balanço até junho foram Aiuaba, Antonina do Norte, Aurora, Baixio, Banabuiú, Cariús, Catunda, Chaval, Graça, Hidrolândia, Icapuí, Ipu, Jaguaribara, Jucás, Milhã, Miraíma, Mucambo, Orós, Palmácia, Piquet Carneiro, Poranga, Potengi, Reriutaba, Saboeiro, Santana do Cariri, São Benedito, São João do Jaguaribe, Solonópole, Tururu e Uruburetama.

Quanto aos municípios com aumento do eleitorado, comparando com o pleito de 2012, somente Fortaleza registrou aproximadamente 45 mil novas pessoas aptas a votar. Os 15 municípios da Região Metropolitana de Fortaleza ainda concentram o maior eleitorado do Estado, com 2.471.037 pessoas aptas a votar.

Na Capital, são 1.657.774, seguida por Caucaia (203,6 mil), Maracanaú (152,6 mil), Maranguape (72,9 mil), Cascavel (53,3 mil), Horizonte (47,7 mil), Pacajus (47,1 mil), Aquiraz (44,7 mil), Pacatuba (43,6 mil), São Gonçalo do Amarante (37,6 mil), Eusébio (32,7 mil), Itaitinga (25,8 mil), Guaiúba (18,4 mil), Pindoretama (16,6 mil) e Chorozinho (16 mil).

Noroeste

A Região Noroeste é a segunda com maior número de votos. Formada por 49 cidades, a área tem cerca de um milhão de eleitores. Sobral é maior colégio daquele território, com 120 mil pessoas aptas a votar, seguido por Tianguá (50,2 mil), Camocim (47,2 mil) e Acaraú (43 mil).

A Região Norte, com31 municípios, é a terceira mesorregião com o maior eleitorado, um total de 705,7 mil, segundo o TSE. O quarto maior está nos Sertões Cearenses, com 665,7 mil pessoas aptas a votar, espalhadas por 29 municípios. Quixadá (57,1 mil) e Quixeramobim (55,2 mil) são os maiores colégios, além de Tauá (44,3 mil), encabeçando a microrregião do Sertão dos Inhamuns.

A Região Sul do Estado é formada por 25 municípios e terá para o pleito deste ano 634,4 mil eleitores. A área engloba o Cariri, que tem dois dos maiores colégios eleitorais cearenses: Juazeiro do Norte (147,7 mil) e Crato (87,7 mil). A Região do Jaguaribe tem 393, 7 mil eleitores em 21 municípios. A maioria está concentrada em Aracati (53 mil) e Limoeiro do Norte (44,1 mil). Por último, está a Região do Centro-Sul do Estado, com 302,2 mil votos em 14 municípios, sendo Iguatu (70,7 mil) e Icó (52,5 mil) os dois principais colégios eleitorais da região.

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Documentos levados ao TRE deveriam ser reais

Publicado em 20/07/2014 - 10:55 por | Comentar

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Por Edison Silva

Os candidatos a governador do Ceará, por imposição da legislação eleitoral, apresentaram ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no ato da formalização dos pedidos de registro de suas candidaturas, propostas de gestão a serem defendidas no curso da campanha, como uma espécie de compromisso a assumirem com o eleitorado, de gerirem o Estado, a partir daquelas ideias pré-estabelecidas.

A lei que impõe essa obrigação aos candidatos a cargo majoritário (prefeito, governador e presidente) é de setembro de 2009. Sua finalidade, como as de inúmeras outras normas existentes no País, é boa, pois pretende vincular o eleitor não mais apenas aos discursos vazios ou apelativos dos postulantes aos cargos de chefe do Executivo de qualquer das esferas do poder da administração pública, mas ao seu projeto ou a pontos dele.

Busca, ainda, suprir uma deficiência do Estado brasileiro, de não planejar o futuro da administração. Cada prefeito, governador ou presidente chega ao poder com a vaidade de ser o “salvador da pátria” ao estabelecer um projeto próprio, sem qualquer debate público, como o mais apropriado para o seu momento, dissociado, quase sempre, do que o anterior houvera feito e do imperioso se fazer no futuro, resultando, como certos exemplos ainda bem presentes mostram, em desperdício de recursos.

Porém, como vários outros diplomas no ordenamento jurídico brasileiro, este, também já está desrespeitado, na segunda oportunidade de sua aplicação (a primeira foi em 2012).

Detendo-se aos documentos apresentados pelos quatro candidatos ao Governo do Ceará, não exagera quem afirma ter encontrado em meio ao calhamaço de papéis, escrito por profissionais contratados para tal, só e tão somente projetos mirabolantes, posto que impossíveis de serem concretizados até por um Estado melhor situado financeiramente que o Ceará, cujo Orçamento, deveras limitado, não permite sequer, com a urgência necessária, se construir a infraestrutura reclamada para o avanço do seu crescimento.

Os documentos apresentados, ao fim acabam formando um verdadeiro conto da carochinha.

Situação

Lamentavelmente, o desrespeito à lei, neste caso, é por quem pretende ser a principal autoridade do Estado. Os documentos entregues ao Eleitoral, sem dúvida, pelo demonstrado, sequer foram coordenados pelos candidatos, até pelo fato de dois destes nem saber que poderiam ser escolhidos para a disputa de tão importante cargo, embora isso não os eximam de responsabilidade pela situação, no fundo um ponto deveras negativo, pois assumem ideias dos outros como se suas fossem.

Candidatos a prefeito, governador e presidente não devem ser escolhidos como foram os apresentados para suceder o atual governador cearense, Cid Gomes. A responsabilidade do cargo a ser exercido reclama uma preparação de quem se lança para tal, seja qual for a sua experiência de vida ou graduação acadêmica.

Sem dúvida, as deficiências das administrações públicas, além da corrupção nelas arraigada, residem na falta de preparo dos seus gerentes. Os partidos e suas lideranças além de não preparem os futuros governantes, quando os têm relegam para satisfação dos seus interesses pessoais.

Problemas do Ceará, como de resto dos demais estados, deveriam ser discutidos permanentemente. O governador, qualquer que seja ele, precisa ser questionado. A população sentir-se-á melhor em relação ao seu governante se conhecer as posições das lideranças sobre as ações da administração, pois fica mais preparada para escolher quando chegar às urnas. É só retórica dizer que no curso da campanha será discutido com a população um plano de Governo.

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Oposição denuncia cargos para políticos

Publicado em 19/07/2014 - 9:05 por | Comentar

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Roberto Mesquita questionou o aumento no número de conselheiros FOTO: José Leomar

Roberto Mesquita questionou o aumento no número de conselheiros FOTO: José Leomar

Por Miguel Martins

A mensagem do Governo do Estado que muda a estrutura da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará (Arce) foi a mais discutida durante a última sessão ordinária da Assembleia Legislativa, neste semestre. O novo texto da lei diz que o Conselho Diretor da Agência será composto por cinco conselheiros indicados pelo governador do Estado.

Para isso foram criados dois novos cargos de provimento em comissão de conselheiro do Conselho Diretor na estrutura da entidade, motivando a oposição denunciar que tais cargos serão para contentar afilhados do Governo. Um deles é para quem deixar o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), para garantir uma vaga naquela Corte para o vice-governador Domingos Filho.

Na justificativa da proposta, também utilizada pelo líder do Governo, José Sarto (PROS), para defender sua tese de que a mudança objetiva adotar o modelo de composição das agências reguladoras de serviços públicos instituídas em nível federal, como Aneel, Ana, Anp, Antt e Anatel.

O deputado Roberto Mesquita (PV), no entanto, também achou estranho a aprovação da matéria faltando apenas poucos meses para o fim do mandato de Cid Gomes. “Para se criar um cargo e se adequar à despesa tem que mostrar de onde vai sair esse recurso. A matéria diz que os recursos serão oriundos do programa 029, que é o de enfrentamento à pobreza rural”, disse.

“Nós criarmos dois cargos, no apagar das luzes, eu não imagino que seja para seguir o modelo de agências com estruturas nacionais”, criticou. Logo em seguida, o parlamentar reconheceu que os recursos não sairiam de tal programa e se desculpou pelo equívoco. O deputado João Jaime (DEM) foi um que criticou a matéria, ressaltando que ela visa apenas tentar resolver problemas políticos. “Fica o meu protesto, porque essa não é uma prática administrativa correta”, afirmou. Ele também reclamou da falta de tempo para discussão das matérias e chamou a Arce de “cabide de empregos”.

Emendar

Mais uma vez houve um embate entre o presidente da sessão, o deputado Tin Gomes (PHS) e João Jaime, membro da Mesa Diretora. Quando José Sarto quis encaminhar e discutir a matéria, o democrata pediu verificação de quórum, o que não foi autorizado pela presidência. Sarto encaminhou voto favorável à matéria e disse que durante o recesso iria verificar a possibilidade de emendar a mensagem.

Sobre o assunto, o governista explicou que essa medida não é feita somente pela Arce, mas em nível nacional também. Ele lembrou que há quatro meses uma Lei tramitou na Casa tratando sobre aprovação de nomeações feitas pelo governador para as agências reguladoras. “Ela segue um padrão de todas as ações reguladoras, com ação dos conselhos que regem essas agências”, apontou o líder.

Os deputados, segundo a oposição, quiseram ganhar tempo na discussão feita por José Sarto para obter o quórum mínimo adequado, o que acabou acontecendo, depois das insistentes convocações da liderança.

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Eduardo Campos visita exposição agropecuária no Crato

Publicado em 19/07/2014 - 9:02 por | Comentar

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Eduardo Campos e Marina fazem corpo a corpo com eleitores no Cariri FOTO: Serena Morais

Eduardo Campos e Marina fazem corpo a corpo com eleitores no Cariri FOTO: Serena Morais

Por Roberto Crispim

A maior exposição agropecuária do Ceará, a ExpoCrato, transformou-se em palanque político nos últimos dias. Três dos quatro candidatos ao Governo do Estado estiveram ontem no Cariri para fazer campanha no evento. O presidenciável Eduardo Campos e sua vice Marina Silva, do PSB, também passaram pela região. O tucano Aécio Neves chega hoje à noite para a exposição e para uma missa, amanhã, lembrando mais um ano de morte do Padre Cícero Romão.

A deputada Eliane Novais, que concorre ao Executivo cearense, estava no evento ao lado dos colegas de chapa do PSB, Geovana Cartaxo (Senado) e Leonardo Bayma (vice). O senador Eunício Oliveira (PMDB), que disputa a vaga de governador, também esteve na ExpoCrato ontem, acompanhado dos candidatos a vice-governador, Roberto Pessoa (PR), e do senador, Tasso Jereissati (PSDB).

Ainda marcou presença na exposição agropecuária o pleiteante ao Governo Estadual pelo PSOL, Ailton Lopes, acompanhado de candidatos do partido como o vereador João Alfredo, que tenta uma vaga de deputado estadual. Camilo Santana (PT), outro concorrente na disputa pela sucessão estadual, estará no evento do Cariri hoje, juntamente com a vice Izolda Cela e o postulante a senador Mauro Filho, ambos do PROS. Ontem ele passou o dia em Fortaleza, onde participou de uma reunião com representantes do PT da Capital, sem a sua principal liderança, a ex-prefeita Luizianne Lins.

O candidato do PSB a presidência da República, Eduardo Campos, desembarcou ontem no aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, em Juazeiro do Norte, por volta das 17 horas, acompanhado de Maria Silva, para cumprir a primeira agenda oficial de campanha no Ceará. Ambos foram recepcionados pelo presidente do diretório estadual do partido, Sérgio Novais, e pelos candidatos do PSB a disputa majoritária no Estado.

Corpo a corpo

Eduardo e Marina passaram o final da tarde percorrendo o interior da ExpoCrato, onde praticaram corpo a corpo junto ao eleitorado presente no Parque de Exposições. Ainda no aeroporto de Juazeiro, Campos e Marina conversaram com jornalistas.

O peessebista minimizou o resultado da última pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, na qual aparece em terceiro lugar entre os candidatos à Presidência, com apenas 8% das intenções de votos, atrás de Aécio Neves e Dilma Rousseff.

Segundo Campos, a campanha eleitoral, embora no começo, já apresenta prejuízos à candidatura governista. “Nós temos a candidata do Governo em queda, temos a oposição clássica parada, com grau de conhecimento que se assemelha a candidata do Governo e a gente com grau de conhecimento que é de um terço da população”, frisa.

O candidato do PSB afirmou que a visita à região do Cariri, além de propiciar um reencontro com familiares, teve a finalidade de discutir problemas do Nordeste, que, segundo ele, se arrepende de ter votado na presidente Dilma.

“O Nordeste se ressente por ter voltado majoritariamente em uma presidenta que não devolveu ao Nordeste a atenção que recebeu e que fica, simplesmente, fazendo terrorismo com a Bolsa Família”, disse, reiterando que, caso eleito, ampliará o programa e efetivará projetos ainda necessários na região.

Campos criticou o formato político desenvolvido pelos partidos que nas duas últimas décadas comandaram o país. “Pra fazer o Brasil melhorar é preciso tirar aquela velha política de Brasília (…). A presidenta Dilma se especializou em prometer e não cumprir”, asseverou.

Sucessão estadual

Sobre a sucessão estadual, Eduardo Campos tentou encerrar a polêmica sobre a substituição da empresária Nicolle Barbosa pela deputada Eliane Novaes na disputa ao Governo do Estado pelo PSB. Conforme avaliou, a formação dos palanques regionais é um processo já superado internamente pelo partido.

“Agora, nós temos uma candidata que tem história, que tem compromisso com o nosso partido, tem compromisso com as mudanças no Ceará (…). A Nicole tem o nosso respeito, é uma militante que discutiu o desenvolvimento regional, mas o debate interno do partido foi na relação desta chapa que nós oferecemos, com a Eliane candidata ao Governo do Estado”, explicou.

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Eduardo Campos e Aécio Neves vão ao Cariri

Publicado em 18/07/2014 - 10:56 por | Comentar

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Na última vez que Eduardo Campos foi ao Cariri, a pré-candidata ao Governo ainda era Nicolle Barbosa FOTO: Roberto Crispim

Na última vez que Eduardo Campos foi ao Cariri, a pré-candidata ao Governo ainda era Nicolle Barbosa FOTO: Roberto Crispim

Por Alan Barros e Lorena Alves

Este fim de semana deverá ser movimentado no Cariri. Depois da confirmação de que o candidato a presidente da República pelo PSDB, Aécio Neves, estará sábado e domingo na região, o também presidenciável Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco, divulgou agenda a ser cumprida hoje no mesmo local, acompanhado de Marina Silva, vice na chapa.

A visita de Campos ao Cariri estava prevista para o dia 9 de julho, mas foi cancelada na véspera do encontro. O ex-governador de Pernambuco fará uma caminhada hoje na ExpoCrato, a maior feira agropecuária do Estado, ao lado da candidata a governadora do Ceará pelo PSB, Eliane Novais, e da postulante a senadora Geovana Cartaxo, além do pleiteante a vice-governador da chapa, Leonardo Bayma.

No início de junho, Eduardo Campos foi ao Cariri, onde recebeu títulos de cidadania nos municípios de Barbalha e Juazeiro do Norte. À época, ele esteve ao lado da então pré-candidata do partido ao Executivo cearense, Nicolle Barbosa. A candidatura de Eliane Novais foi oficializada no prazo final das convenções, 30 de junho, e gerou mal-estar na legenda. Convidada a ser vice na chapa, Nicolle negou o convite e renunciou ao cargo de presidente do PSB em Fortaleza.

Juazeiro

Já o candidato a presidente da República pelo PSDB, Aécio Neves, também vai visitar o Cariri neste fim de semana para participar de agenda no sábado e domingo. Esta será a primeira vez que o presidenciável virá ao Estado desde o início da campanha eleitoral, mas Fortaleza não fará parte do roteiro do tucano nos dois dias de estada.

Aécio Neves cumprirá agenda apenas em municípios da Região do Cariri. De acordo com a programação, ele pousará no Aeroporto de Juazeiro do Norte por volta das 18h do sábado. Em seguida, o tucano vai para a cidade do Crato, onde também vai visitar a ExpoCrato.

Após a passagem por Crato, o senador retornará a Juazeiro do Norte para passar a noite. Já no domingo, às 6h da manhã, o senador Aécio Neves participará de uma missa campal em memória aos 80 anos da morte de Padre Cícero e visitará a estátua em homenagem ao religioso para encerrar a programação.

O candidato do PSDB ao Senado, Tasso Jereissati, acompanhará Aécio durante toda a agenda no Estado. O candidato da chapa ao Governo do Estado, Eunício Oliveira (PMDB), não confirmou presença sob a alegação de que estaria com a programação fechada para o fim de semana.

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Deputados votam LDO e entram de férias

Publicado em 18/07/2014 - 10:54 por | Comentar

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O recesso na Assembleia começou ontem FOTO: José Leomar

O recesso na Assembleia começou ontem FOTO: José Leomar

Por Miguel Martins

Os deputados estaduais cearenses iniciaram, ontem, o recesso de meio do ano, após aprovarem a proposta do Governo da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO), base do Orçamento para o próximo ano, quando já estará administrando o Estado, um dos quatro candidatos a governador: Ailton Lopes (PSOL), Camilo Santana (PT), Eliane Novais (PSB) e Eunício Oliveira (PMDB).

Aproveitando o último dia de sessão do semestre, o presidente da Assembleia, deputado José Albuquerque (PROS), fez um levantamento do que aconteceu no Legislativo estadual durante o último semestre, além de prometer dar continuidade a duas campanhas patrocinadas pela Casa: sobre a implantação da Refinaria Premium II e o combate às drogas no Estado.

“A quantidade e a qualidade das ações realizadas no decorrer deste ano credite-se a cada deputado e os vários suplentes que fizeram essa Casa funcionar cada vez melhor. Quem auxilia os deputados nessa nobre missão, as assessorias técnicas e os servidores, também devem ser lembrado”, disse o presidente.

Números

Conforme informou, quase todas as sessões iniciaram e terminaram no tempo regimental, destacando ainda que o tempo das plenárias, algumas vezes, extrapolaram o horário devido os debates propostos. Foram apresentados, segundo ele, 365 projetos de autoria de parlamentares e demais poderes, com liberação de 241 deles. As comissões técnicas realizaram 79 reuniões ordinárias, 68 audiências públicas, oito seminários e 15 reuniões externas.

Além das reuniões internas, os colegiados realizaram mais de 500 estudos técnicos. “O cidadão merecedor de uma ação especial foi beneficiado pelo Procon, que recebeu 2.463 demandas e promoveu 3 mil audiências, em demonstração da capacidade de interagir com a sociedade diante os conflitos”, disse, acrescentando que a Casa do Cidadão atendeu a 14 mil pessoas.

O presidente também destacou a conclusão das atividades do Comitê de Acompanhamento das Atividades da Copa, o CapCopa. Sobre o tema, ele ressaltou que o grupo não somente acompanhou as obras, mas atuou no acompanhamento, monitoramento e criação de canais e participação de diferentes segmentos da população. O Conselho de Autos Estudos lançou em 16 de maio o documento sobre o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que destaca o resultado sobre reuniões do poder público e setores da sociedade civil organizada, objetivando agenda propositiva para o complexo.

Drogas

“Neste ano desenvolvemos a campanha Ceará sem Drogas. É um novo e importante passo, desde que elaboramos o projeto Pacto Pela Vida, que é um plano de ações integradas de enfrentamento às drogas. Esse problema tem relação direta com o crescimento da violência em todo o Brasil”, disse o parlamentar destacando os quatro encontros ocorridos em Sobral, Limoeiro do Norte, Fortaleza e Juazeiro do Norte. O projeto terá continuidade neste segundo semestre.

Ele também tratou do projeto chamado Refinaria Já, afirmando que o mesmo terá continuidade a partir dos próximos meses. “Nós não vamos parar, vamos continuar mobilizando as pessoas. Vamos continuar cobrando aquilo que nos foi garantido”, disse ele destacando o compromisso da presidente Dilma Rousseff em relação ao equipamento do refino de petróleo. Segundo disse, a Assembleia, hoje, participa, ativamente, do dia a dia da população.

Servidores

O tema reajuste salarial dos funcionários de carreira do Legislativo também foi tido como um ponto positivo da gestão de José Albuquerque pelo peemedebista Danniel Oliveira. O primeiro secretário da Casa, Sergio Aguiar (PROS), lembrou que é preciso realizar ações em prol do desenvolvimento das condições de trabalho dos funcionários do Legislativo, e lembrou o empenho dado pelo chefe do Legislativo para dar melhor condição do trabalho dos parlamentares.

O deputado Osmar Baquit (PSD) destacou o trato prestado por Albuquerque para com os servidores e os parlamentares da Casa, ressaltando ainda que as condições dos trabalhadores do Legislativo serão melhoradas através de diálogo. Eliane Novais (PSB) disse que a gestão do colega se destaca, principalmente, sobre a questão salarial dos funcionários do Poder, ressaltando que o parlamentar defende com isso a população cearense. Rachel Marques (PT) disse que foi somente através do trabalho de José Albuquerque que a Assembleia saiu de sua sede para ir debater em todo o Estado.

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Ailton Lopes defende ampliar participação popular nas decisões políticas

Publicado em 18/07/2014 - 10:53 por | Comentar

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Ailton Lopes promoveu uma caminhada da Avenida do Imperador à Praça do Ferreira FOTO: Fabiane de Paula

Ailton Lopes promoveu uma caminhada da Avenida do Imperador à Praça do Ferreira FOTO: Fabiane de Paula

Por Yohanna Pinheiro

O candidato ao Governo do Estado pela coligação “Frente de Esquerda Socialista”, Ailton Lopes (PSOL), realizou na manhã de ontem uma caminhada com militantes desde a sede do partido, na Avenida do Imperador, até a Praça do Ferreira. Acompanhado pelo postulante a vice Benedito Oliveira (PCB) e outros apoiadores, ele distribuiu panfletos e conversou com eleitores.

Já a deputada Eliane Novais (PSB), que também concorre à vaga de governadora, fez uma visita, na manhã desta quinta-feira, ao Instituto da Primeira Infância (IPREDE) e conversou com o presidente da entidade, Sulivan Mota. O candidato Camilo Santana (PT) cumpriu agenda no Interior, promovendo caminhadas nos municípios de Salitre, Brejo Santo, Granjeiro e Tarrafas. Eunício Oliveira (PMDB) estava em Brasília, participando de sessões e reuniões do Senado.

Com previsão de gastos bem mais modestos do que as outras candidaturas, Ailton Lopes afirma que sua campanha se diferencia pelas bandeiras defendidas, além de consistir em caminhadas com a militância. “A gente aparece com a força da convicção dos nossos ideais. As outras candidaturas têm, de fato, muito dinheiro, mas têm pouco a oferecer para a população”, defende.

Interior

Ele afirmou ainda que está se fazendo presente no Interior e já visitou Crateús e municípios da região do Cariri. “Vamos ainda em Itapipoca, tem toda uma agenda. A gente está no começo, fazendo algumas visitas, algumas caminhadas, percorrendo alguns locais de trabalho, como canteiro de obras. A gente está fazendo isso tanto na Capital como no Interior”, detalha.

O postulante criticou gastos da gestão com grandes obras em detrimento das políticas sociais, defendendo um modelo diferente de desenvolvimento, concentrado na qualidade de vida da população. “Não adianta você construir obras se não estão a serviço da população. E rigorosamente as outras três candidaturas representam isso”, apontou.

Como exemplo do que considera má administração do dinheiro público, o candidato afirmou que nenhuma das grandes obras para convivência com o semiárido obteve resultados. “A gente percebe que os recursos hídricos são destinados ao Complexo Portuário do Pecém, ao agronegócio, às grandes indústrias e falta para as pessoas”, lamentou. “A política de recursos deve priorizar o abastecimento da população”, opina.

Isenção

Ailton repreendeu ainda a isenção de impostos concedida a grandes empresários. “O pobre trabalhador tem imposto para pagar, porque ele paga em cada mercadoria e em cada bem que ele compra. Para o grande empresário, só existem isenções fiscais, benefícios fiscais”, criticou.

O postulante do PSOL afirmou que, entre as suas propostas, as principais são a implantação de um modelo de desenvolvimento construído coletivamente, incluindo reforma agrária popular, incentivo à agricultura familiar, demarcação das terras indígenas, maiores investimentos em saúde, educação e moradia e universalização do saneamento básico. Na Segurança ele aposta na redução das desigualdades.

Uma das principais bandeiras do partido de Ailton é a ampliação da participação social nas decisões políticas. “Não estamos na luta por cargo nem para gerenciar um modelo. Se a nossa campanha servir para falar de outra política como exercício cotidiano e coletivo de luta por direitos de transformação social, estaremos cumprindo o nosso papel”, alega.

Ailton afirmou que, embora os três partidos da coligação (PSOL, PCB e PSTU) sejam socialistas, as propostas da chapa podem ser incorporadas pelo modelo capitalista. “Mesmo sendo de partidos socialistas, entendemos que não dá para esperar para a classe trabalhadora ter conquistas e avanços sociais garantidos pela legislação até que haja um modelo socialista”.

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