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Categoria: Américas


11:00 · 20.04.2017 / atualizado às 11:20 · 19.04.2017 por

Hoje, na Coluna Comunicado, do jornal Diário do Nordeste:

Articulações interessantes têm decolado no Ceará. Primeiro, a concessão do Aeroporto Pinto Martins para a empresa alemã Fraport; depois, o início das operações do aeroporto de Jericoacoara, no município de Cruz, previsto pelo Governo ainda para este mês; por fim, o fortalecimento do aeroporto Dragão do Mar, em Aracati; e, permeando tudo, a retomada das negociações da gestão estadual para que a companhia Latam implante aqui uma central de distribuição de voos nacionais e internacionais – o que, no jargão do setor, é designado como “hub”.

Há um elemento adicional na mira de quem articula o turismo cearense. É o Panamá. O Estado tenta agora dois voos semanais ligando Fortaleza à Cidade do Panamá, possível rota para Estados Unidos, Canadá e México e porta de entrada para o Caribe – que, curiosamente, é rival do Ceará na disputa por turistas.

10:28 · 18.09.2016 / atualizado às 20:59 · 14.09.2016 por

A gaitista e cantora Xime Monzón é um dos destaques da aquecida e criativa cena argentina. Baseada em Buenos Aires, Xime acrescenta a força do blues às tradições musicais que giram em torno do tango.

Xime iniciou-se na harmônica em 2006, tendo aulas com Pablo Brotzman e Adrián Jiménez. Em 2009 passou a se apresentar em shows como convidada por artistas de Blues, como o próprio Adrian Jiménez, Gabriel Gratzer e a banda Easy Babies, entre outros. Já participou de eventos e festivais no México, Brasil e países vizinhos à Argentina. Tem marcado para este ano o lançamento de seu primeiro CD, “My Harp My Soul”, editado pelo selo brasileiro Chico Blues Records.

Xime Monzón se apresenta no Fórum Harmônicas Brasil com a banda Blues Label, a partir das 20 horas, no Anfiteatro do Centro Dragão do Mar, em Fortaleza.

O evento é apoiado pelo Governo do Ceará, InvestNe e Diogo Farias Microfones Artesanais.

05:27 · 14.04.2016 / atualizado às 05:29 · 13.04.2016 por

Hoje, na Coluna Comunicado:

Alunos do ensino médio, de graduação e de pós-graduação que estão avaliando oportunidades de estudar no exterior vão ter diante de si no próximo domingo, em Fortaleza, um leque de possibilidades. É a Feira EducationUSA, fonte oficial de estudos nos Estados Unidos, que na edição 2016 já passou por cidades como Campinas (SP), Belo Horizonte e Porto Alegre. O evento, das 15 às 17h, no Hotel Gran vai Marquise (Av. Beira Mar), expor opções de cursos de Inglês e de curta duração e de graduação, pós- graduação, mestrado e doutorado. A unidade do EducationUSA no Ceará funciona na Universidade de Fortaleza (Unifor).

08:15 · 18.02.2016 / atualizado às 06:29 · 18.02.2016 por

Sabe aquela turma, tipo Aécio Neves, Ronaldo Caiado, Jair Bolsonaro, Álvaro Dias e outros, que vive a demonizar a pequena Cuba – negando respeito a uma nação e sua autonomia – e gasta o mesmo ânimo para se acocorar perante o poderio do gigantesco Estados Unidos e de suas megaempresas?

E que vive torcendo para que os Estados Unidos invadam e destruam Cuba e os cubanos com navios, tanques, aviões, mísseis?

E que acha que o Brasil, mediante a vontade e a vocação que eles têm, deveria não negociar com o governo de Raúl Castro e deixar a Ilha na inanição econômica?

São os chamados “coxinhas”.

Pois há um recado para eles. É da Agência Brasil:

A Casa Branca deverá anunciar hoje (18) que o presidente Barack Obama planeja viajar para Cuba em março deste ano, Será a primeira viagem de um presidente norte-americano a Havana, capital cubana, em 88 anos. A viagem, que vinha sendo comentada informalmente nos meios diplomáticos, foi confirmada pelo The Wall Street Journal, na edição de hoje (18), citando como fonte um alto funcionário do governo norte-americano.

A viagem de Obama ocorrerá 15 meses depois que os Estados Unidos e Cuba anunciaram planos para restaurar relações após um congelamento diplomático que durou mais de 50 anos. A visita constitui mais uma etapa na reaproximação histórica entre os Estados Unidos e Cuba. A última e única visita de um presidente norte-americano ao país foi feita por Calvin Coolidge, em 1928.

Situada a apenas 145 quilômetros da costa da Flórida, Cuba vem sofrendo um embargo econômico dos Estados Unidos desde 1961, quando as relações entre os dois países foram cortadas. O rompimento ocorreu depois da revolução cubana liderada por Fidel Castro.

A reaproximação Cuba-Estados Unidos avançou em dezembro de 2014, quando Obama anunciou mudanças nas relações com Havana. Posteriormente, os dois países restauraram relações diplomáticas, reabriram embaixadas em Washington e em Havana e chegaram a acordos sobre voos comerciais diretos e serviço de correio. Projeto-piloto para levar o acesso à internet de banda larga à população foi anunciado por Cuba no mês passado.

A matéria inteira, assinada por José Romildo, está neste link.

06:00 · 23.11.2015 / atualizado às 06:00 · 23.11.2015 por

A propósito do post anterior (Macri eleito), li algo que me assustou pela deformação e pela imprecisão (se é que há diferenças muito gritantes entre ambas).

Está no G1, num texto assinado pelo jornalista Hélio Gurovitz como se fosse uma análise:

A vitória de Maurício Macri nas eleições para a presidência da Argentina (acima, ele ao votar) põe fim a 12 anos conhecidos como Era Kirchner, um período em que o país se transformou numa espécie de paraíso da heterodoxia econômica, misturada ao populismo típico dos peronistas, à progressiva irrelevância no cenário internacional e a tentativas frequentes – embora nem sempre bem-sucedidas – de controlar o Judiciário e a imprensa. Trata-se, também, de um baque para a esquerda latino-americana, acostumada a ídolos populistas e a ver os “hermanos” como aliados no combate ao “imperialismo ianque”.

Se você anda chocado com o resultado cada vez pior da política econômica implantada no governo da presidente Dilma Rousseff, é bom lembrar que nada se compara a Cristina Kirchner. O efeito Orloff – piada baseada naquela propaganda de vodca cujo slogan era “eu sou você amanhã” – aparentemente continua valendo: os argentinos estão anos adiante do Brasil no caminho da bancarrota. Basta lembrar que a Argentina vive há mais de dez anos na tal “nova matriz econômica”, aquela que preconiza mais gastos públicos para fazer a economia crescer, foi implantada no primeiro governo Dilma e é defendida até hoje pelos economistas heterodoxos e pelos desinformados nas páginas dos nossos jornais.

Lá, o resultado disso foi o previsível. A inflação é estimada em 25% – estimada porque os índices oficiais não são confiáveis desde que o governo interveio no IBGE argentino, o Indec, para manipular os cálculos. O país não sabe direito o que é crescimento econômico desde 2012, ano que marca o esgotamento no ciclo de alta no preço de commodities globais como soja e petróleo. A classe média portenha flerta com a pobreza há anos, e a miséria se espalha pelas províncias mais pobres, onde boa parte da população é sustentada pelas políticas sociais do governo. Cerca de 40% da população argentina recebe uma pensão, salário ou benefício do Estado, parcela que dobrou desde Cristina assumiu o poder em 2007.

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Gurovitz não sabe ou faz de conta que não sabe e, se você está na mesma condição, faço questão de observar: Nestor e Cristina Kirchner nunca foram de esquerda, assim como nunca integraram um partido de esquerda e nunca fizeram um partido de esquerda.

A origem do modelo de gestão deles é o populista peronismo, advindo de golpe militar perpetrado contra os argentinos pelo general Juan Domingo Perón.

Perón foi um ditador clássico, aliado dos nazistas na segunda guerra mundial – tendo recebido centenas de criminosos de guerra que serviram a Hitler -, mas com um governo fundado sobre sólidas bases assistencialistas e por uma primeira-dama, Eva Perón, descomunalmente querida pelo povo.

Nestor e Cristina adaptaram o estilo peronista para os tempos modernos, mas, em vez de se aproximarem dos sócios capitalistas do poder – grande corporações empresariais multinacionais, latifundiários grileiros etc -, os tinham como adversários.

Deu no que agora deu: o encerramento de um ciclo de poder.

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Não é a primeira vez que Gurovitz tenta “paralelizar” Cristina Kischner e Dilma Rousseff, compará-las por um viés só, dizer que são semelhantes e que os governos de ambas são de esquerda.

Ou tenta associar Cristina às gestões de Dilma, Nicolas Maduro (na Venezuela) e Evo Morales (na Bolívia).

É um erro. Ou uma desfaçatez.

05:42 · 23.11.2015 / atualizado às 05:42 · 23.11.2015 por

Da Agência Brasil – texto é de Mônica Yanakiew:

O candidato governista, Daniel Scioli, reconheceu a derrota as 21h33 (22h33, horário de Brasilia), três horas e meia depois do fechamento das urnas – antes do anúncio dos resultados oficiais e do anúncio da vitória de Mauricio Macri. Nas ruas, simpatizantes de Scioli choravam. “Não consigo acreditar que acabou”, dizia Mariana Zapata, que até o ultimo minuto acreditou na vitoria de Scioli.

No comitê de campanha do oposicionista, Mauricio Macri, também houve muita emoção. A vice-presidente dele, a cadeirante Gabriela Michetti, foi a primeira a anunciar oficialmente a vitória. Em seguida, o próprio Macri subiu ao palco. “Quero dizer que hoje é um dia histórico. É uma mudança de época, que vai ser maravilhosa”, disse. “É uma mudança que vai nos levar ao futuro e não pode se deter em vingancas e ajustes de contas”.

No discurso, Macri falou na necessidade de derrotar o narcotráfico e de estabelecer melhores relações com outros países. “Quero dizer aos irmãos da America Latina e do mundo, que queremos trabalhar com todos”, disse. “Esperamos encontrar uma agenda de co-operacao”.

Macri disse, anteriormente, que a prioridade dele vai ser a relação com o Brasil. “Dilma [Roussef] vai se entender melhor comigo do que com [a presidenta] Cristina Kirchner”, disse, em entrevista coletiva.

No dia 21 de dezembro, o novo presidente argentino participará da cúpula do Mercosul no Paraguai. Quando era candidato, ele avisou que iria invocar a cláusula democrática do bloco regional para suspender a Venezuela, que mandou prender políticos da oposição.

A íntegra está aqui.

20:26 · 23.08.2015 / atualizado às 18:31 · 23.08.2015 por

Da Agência Brasil, com texto de Alana Gandra:

Integração energética, investimentos em infraestrutura e empreendedorismo inovador são caminhos para uma maior integração comercial e econômica na América Latina, com o fortalecimento da região no cenário global. Os temas foram acordados na assembleia do Conselho Empresarial da América Latina (Ceal), em Porto Rico, com a participação de mais de 100 lideranças empresariais e chefes de Estado.

A posição de consenso da assembleia do Ceal sugere uma América Latina mais unida. “Isso, dentro de uma expectativa onde podemos atrair mais investimentos, fazer mais comércio e ter uma posição de destaque entre os grandes blocos”, disse o presidente internacional do Ceal, o engenheiro brasileiro Ingo Ploger, que participou do encontro na última semana. O PIB da América Latina corresponde a cerca de US$ 9 trilhões. “É metade do PIB dos Estados Unidos e da União Europeia e equivale a dois terços do PIB da China”, afirmou.

Ploger destacou que na região existem cadeias produtivas globais estratégicas e bem posicionadas, entre as quais as proteínas vegetais e animais e alguns recursos naturais. Além disso, os países latino-americanos adicionam cada vez mais serviços na sua pauta de exportação. Nessa área, tem crescido muito a indústria do turismo, observou.

Para uma maior inserção da América Latina no contexto global, além das cadeias produtivas globais, inovações e empreendedorismo, cujas soluções atingem vários países ao mesmo tempo, o presidente do Ceal destacou a integração energética. “Os países estão buscando eficácia energética, do qual o Brasil é um grande provedor na área da biomassa e de fontes renováveis, como a solar”.

O vice-presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), embaixador José Botafogo Gonçalves, disse não ter dúvida de que os caminhos propostos podem fortalecer a América Latina. “Embora seja uma região muito vasta, os países têm aspectos em comum importantes, além da herança ibérica. Boa parte dos países latinos faz parte do grupo de economias emergentes, onde há uma incorporação crescente de consumidores na nova classe média, ressaltou.

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A íntegra está aqui.

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Agora me digam o senhor e a senhora: que confiança pode inspirar um país onde tanto se fala em golpe?

05:35 · 27.03.2015 / atualizado às 05:35 · 27.03.2015 por

Do Diário do Nordeste, hoje, na editoria de Negócios – que trata dos assuntos de economia:

Fortaleza e Jericoacoara estão entre os dez melhores destinos de viagem do Brasil, segundo o prêmio Traveler’s Choice 2015 promovido pelo site TripAdvisor. A Capital conquistou a décima colocação, enquanto Jeri ficou em sétimo lugar. O resultado levou em consideração a quantidade e a qualidade das avaliações dos viajantes, relacionadas a hotéis, atrações e restaurantes de cada destino.

Localizada a aproximadamente a 300 Km de Fortaleza, Jericoacoara é um Parque Nacional situado no município de Jijoca, no litoral oeste do Ceará.

Brasil
Gramado, no Rio Grande do Sul, ficou em primeiro lugar no ranking. A cidade obteve ainda a terceira colocação entre os locais preferidos da América do Sul, de acordo com votação dos usuários do site. Entre as principais atrações do município gaúcho estão o Festival de Cinema e as comidas típicas.

A lista inclui, ainda, Rio de Janeiro e São Paulo entre os três destinos mais desejados do País. A cidade carioca aparece também como quinto melhor lugar da América do Sul.

Florianópolis em Santa Catarina e Foz do Iguaçu no Paraná, ficaram com o quarto e quinto lugar, respectivamente.

América do Sul e Mundo
Buenos Aires, na Argentina, conquistou a primeira colocação entre as melhores cidades da América do Sul. Já o ranking mundial é liderado pela cidade de Marrakech, no Marrocos.

11:39 · 30.01.2015 / atualizado às 05:22 · 30.01.2015 por

Da Agência Brasil:

A pobreza na região mais desigual do mundo foi o principal tema da 3ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) em San José, na Costa Rica. Mas, desta vez, além de dar declarações, os líderes dos 33 países assumiram um compromisso por escrito: erradicar a pobreza extrema e a fome na região ate 2025. O plano para atingir essa meta foi apresentado pelo brasileiro José Graziano da Silva, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Segundo Graziano, a meta é possível, desde que haja vontade política e apoio aos países mais pobres da América Central e do Caribe. Em seu discurso (…), a presidenta Dilma Rousseff citou como exemplo o Brasil, que em 11 anos de programas sociais conseguiu ficar “fora do Mapa da Fome da FAO” e avançou no combate à miséria.

A íntegra está neste link.