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Categoria: Copa de 2014


17:14 · 16.07.2014 / atualizado às 17:14 · 16.07.2014 por

Recebi da assessoria de Imprensa da Setur

A Secretaria do Turismo do Estado (Setur-CE) apresentará os resultados de duas pesquisas – uma volumétrica e outra qualitativa – realizadas diretamente com turistas no período de realização da Copa do Mundo 2014, no Ceará. A coletiva de imprensa será concedida pelo Secretário Bismarck Maia.

Foram detectados o perfil desses visitantes, o aporte no fluxo, além do perfil socioeconômico, o gasto médio, o tempo de permanência e a motivação (lazer, negócios etc) provocados pelo evento.

Também foram avaliados os preços praticados pelos agentes turísticos, as exigências da demanda, a satisfação do turista com atrativos, serviços e infraestrutura, gerência e hospitalidade e como o turista vê o produto turístico em si.

Já a volumétrica determinou o fluxo médio desta alta estação, fortemente impactada pela Copa. Para esta, foram aplicados questionários nos portões de entrada do Ceará em Fortaleza (aeroporto, rodoviária e estradas de acesso à capital – BRs 020, 222 e 116, e a CE 040), e em locais de grande fluxo de turistas, tais como as avenidas Beira Mar e Monsenhor Tabosa, a FIFA Fan Fest, a Praia do Futuro, o Mercado Central, o Centro Cultural Dragão do Mar e o Centro de Turismo (Emcetur).

Esta pesquisa também revelou , além da quantidade de turistas (contagem volumétrica), dados como meio de transporte utilizado, tipo acomodação (hospedagem), e origem do fluxo (mercados).

A coletiva de Bismarck Maia está marcada para começar às 14 horas, no auditório da Secretaria do Turismo, no Centro Administrativo do Cambeba.

09:08 · 14.07.2014 / atualizado às 08:43 · 14.07.2014 por

Como já passou o fervilhar da Copa do Mundo de Futebol, vale dar uma boa olhada para o retrovisor e perceber que a ação midiática de alguns integrantes do Ministério Público Estadual para inibir as polícias na contenção de distúrbios eventualmente causados por manifestações pseudo-políticas não deu em nada.

Absolutamente nada.

Os órgãos de segurança cumpriram suas tarefas direitinho, sem prejuízo para a sociedade em, melhor ainda, com a eficiência que o cidadão quer.

Curiosidade, pra concluir: o MP pediu à população imagens de um ato no dia ocorrido dia 27 de junho, no bairro da Serrinha. Alegou não ter no local e no momento pessoal em quantidade que permitisse avaliar as ocorrências integralmente.

E, para justificar o apelo, soltou-se essa pérola: “Podem surgir casos como o de uma pessoa ferida com bala no olho quando a solicitação (à PM) foi para que se atirasse somente (sic) da cintura pra baixo”.

Que coisa!

06:08 · 09.07.2014 / atualizado às 06:08 · 09.07.2014 por

Foi pêia? Foi.

Foi feio? Foi.

Os brasileiros, que já haviam tido a alegria sequestrada pelo medo e o terror impostos desde junho do ano passado, mereciam tamanho massacre no futebol, em pleno reencontro com o prazer de torcer e de fazer festa?

Claro que não.

Mas é vida que segue. A Seleção Brasileira de Futebol é só uma parte dos nossos ícones – a essas alturas, um ícone fosco, sem brilho nenhum, arranhado, desgastado e até trincado -, mas não é o único ao qual devemos ou podemos nos apegar para melhorar nossa autoestima.

11:09 · 07.07.2014 / atualizado às 11:09 · 07.07.2014 por

Veja só que coisa curiosa – não uso a palavra “engraçada” porque isso está longe de ser engraçado, embora possa provocar risos: em 9 de junho, o PSDB tentou explorar politicamente a Copa do Mundo. E de forma direta, sem mimimi ou nhenhenhém.

É o que diz matéria do site UOL, datada de 11 de junho:

O PSDB entrou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar a proibição de manifestações através de camisas, cartazes e outras formas de expressão dentro dos estádios durante a Copa. Segundo o PSDB, o artigo 28 da Lei Geral da Copa, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 2012 — que trata da proibição de dos torcedores se manifestarem publicamente ou exibir outras marcas que não as patrocinadoras do evento — fere a liberdade de expressão assegurada aos cidadãos na Constituição.

A ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) da legenda foi ajuizada na corte suprema contra a Presidência da República e o Congresso, responsáveis pela lei, na segunda-feira (9), três dias antes do início da Copa, nesta quinta-feira (12), no Itaquerão em São Paulo. O ministro-relator do caso é Gilmar Mendes, e ainda não há data prevista para o julgamento da questão. Apesar disso, Mendes determinou o rito acelerado para o trâmite da matéria, e todas as partes (governo, Congresso e a Procuradoria Geral da República) tem até oito dias para se manifestar.

A íntegra está aqui.

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A Justiça negou tal aberração pretendida pelos tucanos, a de usar a Copa como elemento de campanha eleitoral.

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Deu certo não?

O jeito tucano de fazer política tem uma solução simples em seu manual: dizer que o adversário está fazendo o que eles queriam fazer, mas sem admitir que queriam fazer primeiro.

Deu pra entender?

Se não, a edição do hoje do jornal O Globo dá a indicação:

No primeiro dia de campanha eleitoral, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato à Presidência da República, acusou indiretamente a presidente Dilma Rousseff de fazer uso político da Copa do Mundo para se beneficiar.

Ao ser questionado sobre o tempo de propaganda na TV da presidente Dilma ser quase o dobro do seu, Aécio afirmou que o brasileiro “está suficientemente maduro”. Dilma tem 11 minutos 24 segundos, Aécio tem 4 minutos e 37 segundos e o candidato do PSB, Eduardo Campos, tem cerca de dois minutos na TV.

— Acho que o que vai reverter nosso tempo de propaganda é o sentimento dos brasileiros, que estão cansados de tudo isso que está aí. Alguns acham que podem confundir Copa do Mundo com eleição. Não, o brasileiro está suficientemente maduro e consciente pra perceber que são coisas absolutamente diferentes. Falo isso porque vejo uma tentativa em final de uma certa apropriação desses eventos para o campo político — afirmou o senador.

O link para a matéria completa está aqui.

04:52 · 03.07.2014 / atualizado às 10:02 · 02.07.2014 por

Festa com a Copa do Mundo não é só no turismo e no lazer.

A frase a seguir é do vereador de Fortaleza Adail Jr. (Pros):

“É tanta gente comprando que está faltando mercadoria. Só vejo comerciantes satisfeitos e lutando pra ter mais coisa pra vender”.

Adail não dá bola para o discurso dos críticos da competição: o de que uma “ressaca” recessiva pode atingir o setor após os jogos.

Aliás, essa mesma turma de “videntes” dizia que antes da Copa já seria uma desgraça.

E que durante também.

14:15 · 02.07.2014 / atualizado às 06:19 · 02.07.2014 por

O deputado Francisco Pinheiro (PT), de tanto escutar de vozes do DEM, do PSB, do PR, do PDT e do Solidariedade ataques furibundos à Copa do Mundo de Futebol, apregoando a tese de que o Brasil não merecia o evento e que os brasileiros não têm competência para acolher algo de tal magnitude, saiu-se com essa:

“Aqueles que diziam que o Brasil tinha dado isenção de R$ 1 bilhão esqueceram de avisar que já houve arrecadação de R$ 10 bilhões”.

Isso mesmo: fez desfilarem diante da oposição números positivos do Brasil obtidos com a Copa.

E os números desmontam qualquer discurso político mal ajambrado e mal intencionado.

06:02 · 02.07.2014 / atualizado às 06:02 · 02.07.2014 por

Para quem dizia que a Copa do Mundo no Brasil seria um fracasso, e para quem ainda se dá ao esforço de sair por aí procurando ou inventando problemas, recomendamos a leitura abaixo – é de parte de matéria publicada hoje no jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza, Ceará:

Os passageiros que desejam vir a Fortaleza nos próximos dias terão grandes dificuldades para encontrar disponibilidade de assentos nas aeronaves. Os voos que chegam à Capital cearense estão lotados. A situação enche de tristeza, principalmente, torcedores que sonhavam assistir ao jogo entre Brasil e Colômbia, nesta sexta-feira (4), na Arena Castelão. Há quem tenha vendido ingressos por não encontrar vagas.

De acordo com informações da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a oferta nos voos para o Ceará de hoje até sexta-feira é de 52.977 assentos. Destes, restam pouquíssimos, a maioria no dia 4 e com chegada em Fortaleza após o fim do jogo, conforme constatou a reportagem do Diário do Nordeste em pesquisa feita, na tarde ontem, nos sites das companhias aéreas.

Na TAM, por exemplo, não há espaço em nenhum dos voos que saem, hoje e amanhã, do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Curitiba. Se o torcedor estiver em Belo Horizonte ou conseguir se deslocar até lá, pode voar amanhã às 20h34 com conexão em Brasília, onde deverá esperar por 12 horas, até pegar outro voo na sexta-feira, às 10h15, pousando em Fortaleza às 13h25. Para isso, além de despender de R$ 1.299, o passageiro terá de passar por uma jornada total de 16h51.

O restante das ofertas se concentram na noite do dia 4, quando o Brasil já terá disputado com a Colômbia. Ainda assim, os preços chamam a atenção. Quem fizer o trecho de Manaus a Fortaleza às 14h55 da sexta-feira terá que pagar R$ 2.444 e só chegará à Capital às 1h41 do sábado, por conta de uma conexão de 3h no Distrito Federal. Se quiser pagar mais barato (R$ 1.200), em vez de um trajeto de 9h46, o torcedor passará 15h45, saindo no mesmo voo, mas esperando por mais tempo na conexão.

A situação é semelhante na Avianca. Para vir a Fortaleza hoje, o passageiro precisa estar em Belo Horizonte, desembolsar R$ 999 e demorar quase 5h30 para chegar a seu destino, saindo da capital mineira às 9h35 e chegando ao Estado às 15h. Não há assentos disponíveis nos voos com saída do Rio de Janeiro hoje e amanhã. O turista só encontra, no site da companhia, bilhetes para a data da partida, mas não conseguirá ver a competição. Isso porque a aeronave deixa a capital fluminense às 17h25 e, por conta de uma parada, só aterrissa em Fortaleza às 22 horas. Há outro voo com saída às 20h35 e chegada às 23h40. Ambas as passagens custam R$ 835.

Em São Paulo, também só há assentos disponíveis para sexta-feira. Uma das aeronaves parte de Guarulhos às 20h30 e chega em Fortaleza às 23h50. A passagem é disponibilizada por R$ 999. A outra, com parada prevista, deixa a capital paulista às 18h20 e chega às 23h40. No site da Avianca, não existem vagas nos aviões que saem de Curitiba e de Brasília. Vale ressaltar que, quando há disponibilidade, sobram poucos assentos.

Na Azul, quem deseja sair de Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba não conseguirá ver o duelo entre Brasil e Colômbia no Castelão. Todas as saídas para o dia 4 de julho, a grande maioria com preços “salgados”, chegarão ao Ceará só após o jogo, mesmo sendo diretos. No Rio de Janeiro, há um voo da Azul que sai às 13h57, mas só chega em solo cearense às 21h20. A passagem custa R$ 816,90. Já em Curitiba, a aeronave sai às 12h30 e pousa no Aeroporto Internacional Pinto Martins às 21h15. Em Manaus, só há disponibilidade para sábado.

Viajando pela Gol, o torcedor consegue chegar a tempo para o jogo caso pegue um dos três voos – com duração de 6h – saindo de São Paulo hoje (às 6h15, 7h e 16h), ou de Brasília na sexta (às 3h e 10h45). Todos com valor mínimo de R$ 1.599,90.

A íntegra, escrita pelo repórter Raone Saraiva, está aqui.

13:47 · 01.07.2014 / atualizado às 07:49 · 30.06.2014 por

Jovens que integram projetos da Central Única das Favelas (Cufa) foram engajados no projeto “Arena Baladeira”, que funciona na Praia do Futuro até o fim da Copa do Mundo.

As atividades são promovidas sempre aos sábados e domingos, das 9 às 14h.

A garotada da Cufa participa da montagem da “Arena Baladeira” e de ações de promoção e entretenimento que começaram a ser testadas na Copa das Confederações, ano passado.

04:30 · 01.07.2014 / atualizado às 07:41 · 30.06.2014 por

Publiquei hoje na Coluna Comunicado, que escrevo no jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza:

Fortaleza não tinha experiência com megaeventos. Agora tem. A Copa do Mundo pôs a cidade num roteiro específico e os números da competição – pelo menos até agora – mostram o quanto tem sido positivo. Não se deve ter a ilusão, claro, de que a cada ano haja algo tão forte quanto a Copa, mas deve-se concluir que a cidade criou estratégias para disputar atividades de grande porte. E isso é ganho em aspectos econômico, de infraestrutura e de qualificação profissional. Sem contar o que fica de positivo nas formas de trânsito, transporte, segurança, saúde, cultura, lazer, limpeza pública e mobilidade urbana. Resta agora que se aproveitem as lições. E que a sociedade preserve e cobre a preservação dos legados.

Em 9 de novembro haverá outro evento de exposição planetária em Fortaleza. É o Iron Man – competição de superatletas com corrida, natação e ciclismo. Gente do mundo todo confirmou presença. E a cidade vai entrar de novo, em apenas quarto meses, na pauta mundial.

23:59 · 30.06.2014 / atualizado às 10:38 · 30.06.2014 por

Tenho lido aqui na Internet e alhures, ouvido por aí e “conversado com pessoas”, como disse Belchior, uma tese ridícula: a de que a nossa torcida pela Seleção Brasileira de futebol é fraca, que não tem tutano.

Reclamam que não temos um grito de guerra, uma música. Até estão sugerindo uma canção melenta de pagode para a gente decorar e cantar nos estádios, nas ruas, sei lá onde mais.

O foco maior das críticas é o nosso “Eu sou brasileiro/ Com muito orgulho/ Com muito amor”. Falam os detratores que isso é velho e porque é velho é ruim.

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Eu mesmo é que não vou me dar ao trabalho de decorar pagode nenhum, com a devida licença que peço aos meus leitores pagodeiros.

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Isso posto, o que eu queria saber mesmo é onde está o erro, a velhice, o anacronismo de dizer que somos brasileiros.

Ou em declararmos o nosso orgulho e o nosso amor de sermos o que somos para o mundo inteiro ouvir e ver, já que o sucesso que é a Copa está sendo transmitido para tudo que é canto e nosso vozeiro está lá, si, dó, ré, mi, fá, sol.

Lamento, mas não vejo nisso equívoco nenhum – nem sombra, nada, nada, nada.

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Equívoco mesmo é querer ofuscar o nosso orgulho, o nosso amor, o nosso brasileirismo e tentar jogar um pagode por cima dessa belezura toda – que não tem nada de política nem de escuso nem de vergonhoso.

Equívoco muar é querer que esqueçamos nossas raízes, nosso modo de ter esperanças, nossa felicidade atávica que fazemos aflorar a cada vez que o “escrete canarinho” (no rádio de outrora era assim que se falava, com muito orgulho e com muito amor).

Aposto que o senhor e a senhora, como eu, dá o maior valor ao Brasil – um país que tem gente, não sócios.