Roberto Maciel

Categoria: Eleições 2014


08:00 · 29.10.2014 / atualizado às 06:17 · 29.10.2014 por

Aviso aos mesários que abandonaram sessões de votação no último domingo: termina hoje o prazo para se justificar perante a Justiça Eleitoral.

E quem não tiver uma desculpa boa está submetido a multa de meio a um salário mínimo. Se o mesário for funcionário público, pode pegar até 15 dias de detenção.

Pode piorar? Pode: se a mesa tiver parado de funcionar por causa da falta as penas poderão ser duplicadas.

20:22 · 27.10.2014 / atualizado às 20:24 · 26.10.2014 por

Publiquei na Coluna Comunicado desta segunda-feira, no jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza (CE):

Dilma Rousseff (PT) ganhou nova chance do eleitor. Mesmo com diferentes áreas do governo envoltas em denúncias de corrupção, a presidente recebeu carta de crédito para nos próximos quatro anos tentar viabilizar propostas – algumas novas, outras remanescentes da campanha de 2010. Já no Ceará, o deputado Camilo Santana (PT) alcançou um feito que Roberto Cláudio havia obtido em 2012, na eleição para prefeito – é que o eleitor não só o guindou a governador; além disso, conferiu um selo de aprovação às duas gestões do apoiador Cid Gomes no Palácio da Abolição. Outro ponto interessante: desde o juazeirense Adauto Bezerra (gestão 1975-78) um político nascido no Cariri não era governador. Agora, o cratense Camilo vai ser.

O que cabe agora ao cidadão é ficar atento às interseções entre Dilma e Camilo – que, por força da conjuntura política, tiveram de fazer campanhas em separado. E, também, à capacidade de articulação entre as futuras gestões e as representações parlamentares. Até porque há algumas fissuras que vão precisar ser reparadas.

15:00 · 27.10.2014 / atualizado às 06:04 · 27.10.2014 por

Desde ontem venho escutando pessoas relacionadas a candidaturas derrotadas argumentando com um discurso divisionista, rancoroso, revanchista, voltado para diminuir o brilho da vitória alheia.

Ontem mesmo acompanhei no programa de TV “Canal Livre” (Bandeirantes) o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) reafirmando coisas assim:

– O Brasil está dividido;
– Metade dos brasileiros, que ficou com Aécio, disse que é contra a corrupção, é contra a pilantragem política, é contra tudo isso que está aí.

*** *** ***

Essa falação tem o mesmo estofo, o mesmo recheio ideológico azedo que formatou a tese de que o Bolsa Família é uma esmola e deixa as pessoas preguiçosas. Essa tese foi muito difundida na campanha de Geraldo Alckmin à Presidência da República, em 2006, contra Lula, e teria sido um dos fatores a afastar naquele momento histórico os tucanos do sonho de reconquistar o Planalto. Até hoje faz seus estragos e quem a repete não nota o quanto erra, conceitualmente e estrategicamente.

Afinal, quem diz que o Brasil “está dividido” não percebe que o País estaria na mesma situação se Aécio Neves tivesse vencido a disputa. E que, tanto em matemática quanto em política, se há lados em oposição há divisão. Mesmo que Dilma tivesse vencido com 99% dos votos haveria divisão – 1%, o outro lado seria opositor, simples assim.

Além do mais, afirmar que “metade dos brasileiros, que ficou com Aécio, é contra a corrupção, é contra a pilantragem política, é contra tudo isso que está aí” é ser efetiva e objetivamente agressivo e desrespeitoso aos 51,64% dos eleitores que optaram por Dilma Rousseff.

É o mesmo que apontar o dedo para metade dos brasileiros e chamá-los de cúmplices de malfeitos, ofendê-los com a acusação maldosa e a tática – sempre – de tentar rebaixar os que são opostos.

*** *** ***

É o mesmo que faz o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando fala que são os “grotões”, “bolsões da miséria” e “gente mal informada” que elegem o PT.

*** *** ***

A propósito, o senador Agripino Maia (DEM-RN), chefe da campanha de Aécio Neves, abriu a boca ontem para dizer que “o Brasil que produz deu a vitória a Aécio”.

Em outras palavras, disse que o senhor e a senhora, que votaram em Dilma, não produzem.

Tá bom de ofensa?

09:27 · 27.10.2014 / atualizado às 20:47 · 26.10.2014 por

O tucano Aécio Neves não é o único grande perdedor das eleições deste ano, claro.

É provável que a ex-senadora Marina Silva tenha amargado prejuízos políticos até maiores.

É que Marina conseguiu ser derrotada três vezes numa só eleição. Além não, diferentemente de Aécio, não ter cargo nenhum que lhe alimente a visibilidade nos tempos de vacas magras.

E nem teve o consolo de ter superado significativamente os votos que obteve em 2010.

*** *** ***

O primeiro tombo de Marina registrou-se quando ela não conseguiu viabilizar a “Rede”, partido que articulava. Restou-lhe, então, ser vice de Eduardo Campos (PSB).

Outra queda foi a exclusão da disputa no primeiro turno. A terceira foi dar apoio a Aécio, abrindo mão de um histórico político que a aproximava mais de Dilma.

06:28 · 27.10.2014 / atualizado às 05:31 · 27.10.2014 por

O editorial de hoje do jornal Diário do Nordeste:

Uma das características do regime democrático consiste na rotatividade do poder. Por este meio, grupos políticos, de situação ou de oposição, têm oportunidade de assumir, temporariamente, o governo, pondo em prática programas compatíveis com as diretrizes de seu pensamento político. O Brasil vive este momento.

O pleito efetivado ontem completou o processo eleitoral para a escolha dos novos presidente da República e governadores dos Estados e do Distrito Federal. A eleição oxigenou a política e renova seus quadros com a escolha de novos intérpretes das aspirações nacionais.

O País cresce, a cada pleito, no concerto das nações, galgando sempre posições altaneiras ao realizar eleições livres. O contrário ocorre nos ciclos do autoritarismo, quando as liberdades constitucionais são sufocadas, mergulhando o país no obscurantismo pelo predomínio de atos ilegais no cenário público. Pela via da manifestação popular, o Brasil conseguiu, com equilíbrio, superar esses hiatos nebulosos.

O espetáculo de civismo do dia de ontem serve como ensinamento para as novas gerações. A lei e a ordem ainda são as vias mais amplas e seguras para garantir o futuro, assegurar o crescimento do País, induzir as instituições no verdadeiro rumo da liberdade com justiça. Seu povo se engrandeceu com um pleito livre e soberano.

Nesse segundo turno, as pesquisas eleitorais foram mais precisas ao prognosticarem uma disputa acirrada entre os candidatos do PT, Dilma Rousseff, e do PSDB, Aécio Neves, pela presidência da República. A pequena vantagem numérica a favor da candidata do PT leva à convicção de que o Brasil entra num novo tempo. A eleição foi ganha pelo partido da situação, mas as forças de oposição se fortaleceram muito; portanto, é prudente alertar que nada será como antes. O governo tem de mudar, embora a mesma condutora continue no controle das decisões.

A eleição da presidente Dilma Rousseff para mais um quadriênio governamental se deve ao seu desempenho na condução do governo, enfrentando quadros de instabilidade econômica provocada pela crise internacional, afetando, com maior alcance, as nações em desenvolvimento. A conjuntura contraditória no plano interno projetou a formação de dois blocos distintos, confrontados nas urnas.

Entretanto, há muito a ser consertado. Um governante conduz sua gestão para o País como um todo. Não para regiões ou classes distintas, grupos, facções ou partidos. A presidente da República é ciosa de seu papel como líder e, certamente, irá promover os ajustes necessários às políticas públicas, acelerando os instrumentos de controle interno para excluir de seu governo elementos perniciosos. As denúncias de corrupção envolvendo a estatal do petróleo precisam ser apuradas e punidos os culpados.

Ademais, a presidente da República, neste seu segundo mandato, tem muito a realizar para congregar novamente personalidades nacionais em torno dos interesses da nação. O apelo à união nacional e a retomada do diálogo são gestos essenciais para manter a tranquilidade e a credibilidade do País.

No Ceará, a luta entre os candidatos do PT, Camilo Santana, e do PMDB, Eunício Oliveira, se deu em ambiente aguerrido, mas foram confirmadas as pesquisas, com a vitória de Camilo Santana. Consagrado pelas urnas o nome apontado pelo governador Cid Gomes, este sai da refrega duplamente vitorioso, porque também trabalhou pela reeleição da presidente Dilma Rousseff.

05:58 · 27.10.2014 / atualizado às 06:06 · 27.10.2014 por

Tenho ouvido desde ontem pessoas relacionadas às candidaturas derrotadas argumentando com o seguinte discurso (ontem mesmo presenciei num programa de TV o senador Álvaro Dias, do PSDB do Paraná, um pote até aqui de mágoas, repisando esse mote):

– O Brasil está dividido;
– Metade dos brasileiros, que ficou com Aécio, disse que é contra a corrupção, é contra a pilantragem política, é contra tudo isso que está aí.

*** *** ***

Tenho pra mim que essa é uma falação suicida.

Tem o mesmo estofo, o mesmo recheio ideológico azedo que formatou a tese de que o Bolsa Família é uma esmola e deixa as pessoas preguiçosas. Essa tese foi muito difundida na campanha de Geraldo Alckmin à Presidência da República, em 2006, contra Lula, e teria sido um dos fatores a afastar naquele momento histórico os tucanos do sonho de reconquistar o Planalto. Até hoje faz seus estragos e quem a repete não nota o quanto erra, conceitualmente e estrategicamente.

Afinal, quem diz que o Brasil “está dividido” não percebe que o País estaria na mesma situação se Aécio Neves tivesse vencido a disputa. E que, tanto em matemática quanto em política, se há lados em oposição há divisão. Mesmo que Dilma tivesse vencido com 99% dos votos haveria divisão – 1%, o outro lado seria opositor, simples assim.

Além do mais, afirmar que “metade dos brasileiros, que ficou com Aécio, é contra a corrupção, é contra a pilantragem política, é contra tudo isso que está aí” é ser efetiva e objetivamente agressivo e desrespeitoso aos 51,64% dos eleitores que optaram por Dilma Rousseff.

É o mesmo que apontar o dedo para metade dos brasileiros e chamá-los de cúmplices de malfeitos, ofendê-los com a acusação maldosa e a tática – sempre – de tentar rebaixar os que são opostos.

*** *** ***

É o mesmo que faz o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando acusa os “grotões”, “bolsões da miséria” e “gente mal informada” e eleger o PT – numa tentativa cretina de pôr pessoas com maior poder aquisitivo contra as de menor poder aquisitivo.

*** *** ***

A propósito, o senador Agripino Maia (DEM-RN), chefe da campanha de Aécio Neves, abriu a boca ontem para dizer que “o Brasil que produz deu a vitória a Aécio”.

Em outras palavras, disse que o senhor e a senhora, que votaram em Dilma, não produzem.

Tá bom de ofensa?

04:19 · 27.10.2014 / atualizado às 20:22 · 26.10.2014 por

Hoje, na Coluna Comunicado, no jornal Diário do Nordeste:

Dilma Rousseff (PT) ganhou nova chance do eleitor. Mesmo com diferentes áreas do governo envoltas em denúncias de corrupção, a presidente recebeu carta de crédito para nos próximos quatro anos tentar viabilizar propostas – algumas novas, outras remanescentes da campanha de 2010. Já no Ceará, o deputado Camilo Santana (PT) alcançou um feito que Roberto Cláudio havia obtido em 2012, na eleição para prefeito – é que o eleitor não só o guindou a governador; além disso, conferiu um selo de aprovação às duas gestões do apoiador Cid Gomes no Palácio da Abolição. Outro ponto interessante: desde o juazeirense Adauto Bezerra (gestão 1975-78) um político nascido no Cariri não era governador. Agora, o cratense Camilo vai ser.

O que cabe agora ao cidadão é ficar atento às interseções entre Dilma e Camilo – que, por força da conjuntura política, tiveram de fazer campanhas em separado. E, também, à capacidade de articulação entre as futuras gestões e as representações parlamentares. Até porque há algumas fissuras que vão precisar ser reparadas.

21:34 · 26.10.2014 / atualizado às 21:34 · 26.10.2014 por

Da Agência Brasil, texto assinado pelo repórter André Richer:

O ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu hoje (26) que a revista Veja tem de publicar o direito de resposta concedido à candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, conforme a determinação do tribunal. Gonzaga atendeu a pedido de Ministério Público Eleitoral (MPE).

De acordo com a decisão, a revista deve publicar o texto no mesmo lugar e tamanho da capa da edição desta semana. A multa para o descumprimento da determinação é R$ 250 mil por hora.

No pedido feito ao TSE, o vice-procurador eleitoral, Eugênio Aragão, afirmou que Veja descumpriu a decisão do TSE ao publicar em seu site o direito de resposta fora do padrão determinado. “A medida adotada pela representada traduz inequívoco descumprimento de decisão judicial, temperada de ingrediente de escárnio e menosprezo à autoridade de decisão emanada deste Tribunal Superior Eleitoral, o que desafia medidas mais rigorosas e enérgicas com vistas ao seu efetivo cumprimento”, disse Aragão.

Ontem (26), Gonzaga concedeu direito de resposta à coligação Com a Força do Povo, que apoia a candidata Dilma Rousseff, no site da revista após divulgação de matéria em que o doleiro Alberto Youssef diz que a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam de irregularidades na Petrobras.

O site da revista publicou, na madrugada deste domingo, o direito de resposta e, simultaneamente, divulgou nota na qual critica a decisão do TSE. A nota da revista é intitulada A fragilidade da liberdade de expressão durante as eleições.

14:06 · 26.10.2014 / atualizado às 14:19 · 26.10.2014 por

O candidato do PT a governador do Ceará, Camilo Santana, votou hoje de manhã no município de Barbalha. As informações abaixo são da assessoria de Imprensa da campanha de Camilo:

“Estou muito feliz, muito otimista e agradeço de coração a todos aqueles que me apoiaram. E que agora Deus possa iluminar todos os ceares es para que a gente continue avançando no Ceará e que não haja retrocesso”, disse o candidato ao Governo do Estado pela coligação “Para o Ceará seguir mudando”, Camilo Santana, após votar na manhã deste domingo (26/10) na escola municipal Bom Jesus, no distrito de Caldas, em Barbalha, na região do Cariri.

Acompanhado de sua esposa, Onélia Leite, dos filhos Pedro, 4, e Luiza, 2, e do governador Cid Gomes, Camilo Santana chegou ao colégio por volta das 10 horas e foi recebido por centenas de pessoas na entrada do colégio. “Cumpri minha campanha da mesma forma como fiz no primeiro turno. Visitei mais de 160 cidades e apresentei propostas. Não agredi ninguém, conversei com a população cearense, ouvi os problemas , as expectativas, e mostrei as conquistas durante mais de 7 anos, como as escola profissionalizantes, os hospitais, a siderurgia e a geração de empregos que o estado bateu recordes”, citou.

Após votar, Camilo cumprimentou os eleitores que foram ao colégio Bom Jesus para dar apoio ao candidato ao Governo do Estado. “Fiz questão de fazer a carreata aqui na região ontem, que é um lugar que sou apaixonado, minha terra. Sou extremamente grato ao povo do Ceará e principalmente do Cariri, que me deu uma votação extraordinária no primeiro turno”, disse.

22:13 · 25.10.2014 / atualizado às 08:14 · 23.10.2014 por

Da Coluna Comunicado, neste sábado:

Os eleitores voltam às urnas amanhã. Em 13 estados, incluindo o Ceará, e no Distrito Federal vão definir quem serão os governadores com gestão de 2015 a 2018. No País, vão decidir se Dilma Rousseff (PT) terá novo mandato ou se os tucanos voltarão ao poder, com o senador Aécio Neves (MG) credenciado pelo voto a prosseguir com os conceitos políticos e administrativos lançados pela gestão de Fernando Henrique Cardoso. São projetos distintos, e a história já ensina isso fartamente. E cada um com características já experimentadas, podendo o eleitor avaliar o que vem a ser virtude ou defeito. E, por tal liberdade de escolha, se delineia de modo mais realçado o contorno e a substância da democracia.

O domingo de voto vai servir também para consolidar uma nova cena política no Ceará. O rascunho foi a cisão do PMDB e do PT e Pros. O desenho foi a disputa entre Camilo Santana e Eunício Oliveira. A arte-final, porém, só deve ser conhecida em 2018, com as eleições municipais.

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O blog é de autoria do jornalista Roberto Maciel, da coluna Comunicado, da editoria Cidade, do Diário do Nordeste.
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