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Categoria: Eleições 2018


07:30 · 11.04.2017 / atualizado às 08:29 · 10.04.2017 por

Outra que publiquei na edição desta terça-feira da Coluna Comunicado, do jornal Diário do Nordeste:

Vinte militares do Exército Brasileiro têm hoje aula prática de atendimento ao eleitor na Central do Tribunal Regional Eleitoral, na Praia de Iracema. O grupo vai atuar em postos especiais do TRE para tentar agilizar os trabalhos de cadastramento biométrico que a Justiça Eleitoral realiza desde 2009.

00:46 · 31.10.2016 / atualizado às 19:50 · 30.10.2016 por

Publico hoje na Coluna Comunicado, do jornal Diário do Nordeste:

Fim do jogo: o médico Roberto Cláudio (PDT) vai cumprir até 2020 novo mandato como prefeito de Fortaleza. Recebeu ontem 678.847 votos diante de 588.451 do adversário, o deputado Wagner Sousa (PR). Há de se considerar que essa decisão do eleitor não se isola nos limites da Capital. Vai além das linhas geográficas e das linhas do tempo, já que influenciará decisivamente na disputa de 2018 pelos cargos de governador e de senador – nesse caso, com a eleição de dois nomes por estado. O instigante agora vai ser acompanhar as construções que partidos e líderes devem fazer na política do Ceará. E entender quem tem mão forte no carteado do poder.

E a eleição de Naumi Amorim (PMB) em Caucaia – 80.756 votos contra 68.149 de Eduardo Pessoa (PSDB) – também indica como já está pesando a balança da política para 2018. O grupo se completa com Arnon Bezerra e Bismarck Maia (PTB), em Juazeiro do Norte e Aracati; e Ednaldo Lavor, em Iguatu, Mônica Aguiar, em Camocim, e Ivo Gomes, em Sobral, todos do PDT. Com Roberto Cláudio, então, são sete pontos estrategicamente ligados.

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Em resumo, a coisa fica assim: se havia a possibilidade, com uma eventual vitória de Wagner, de se derrubar de uma só lapada Roberto Cláudio, o governador Camilo Santana, os irmãos Cid e Ciro Gomes e os ex-presidentes Lula e Dilma, a coisa gorou.

E gorou feio.

Tão feio que agora a perspectiva é de que sejam revistos planos eleitorais para daqui a dois anos.

07:26 · 04.05.2016 / atualizado às 05:27 · 03.05.2016 por

Hoje, na Coluna Comunicado, do Diário do Nordeste:

A folhinha do Tribunal Superior Eleitoral para 2016 informa – e é inflexível quanto a isso: termina hoje o prazo para que eleitores possam solicitar aos TREs inscrição eleitoral ou transferência de domicílio. Quem não o fizer, fica obrigado a votar no local onde está atualmente cadastrado. Ou nem votar. O mesmo vale para quem mudou de residência, mas permanece no mesmo município. Esta quarta-feira, a propósito, é também o fim da linha para que o eleitor com deficiência ou com mobilidade reduzida solicite à Justiça transferência para seção com recursos especiais.

08:40 · 02.04.2016 / atualizado às 06:28 · 01.04.2016 por

Ex-presidente da República, e alvo eleito por parte da oposição a ser abatido antes das eleições de 2018, o líder petista Luiz Inácio Lula da Silva tem agenda neste sábado em Fortaleza.

Lula vai à Praça do Ferreira agora pela manhã, numa concentração que promete reunir milhares de militantes.

Mas a visita pode também promover reencontros curiosos no mundo petista.

Tipo assim: de um lado, o governador Camilo Santana e o deputado José Guimarães; do outro a deputada Luizianne Lins e o vereador Ronivaldo Maia.

E, no meio, o deputado Elmano de Freitas e o vereador Guilherme Sampaio.

19:08 · 17.08.2015 / atualizado às 19:32 · 17.08.2015 por

Apreciação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, expressão maior do PSDB, partido que convocou manifestações contra a presidente Dilma Rousseff (PT) domingo último em todo o País, juntando cerca de 750 mil pessoas em 205 cidades, publicada hoje no G1:

“O mais significativo das demonstrações, como as de ontem, é a persistência do sentimento popular de que o governo, embora legal, é ilegítimo. […] A presidente, mesmo que pessoalmente possa se salvaguardar, sofre contaminação dos malfeitos de seu patrono e vai perdendo condições de governar. A esta altura, os conchavos de cúpula só aumentam a reação popular negativa e não devolvem legitimidade ao governo, isto é, a aceitação de seu direito de mandar, de conduzir. Se a própria presidente não for capaz do gesto de grandeza (renúncia ou a voz franca de que errou, e sabe apontar os caminhos da recuperação nacional), assistiremos à desarticulação crescente do governo e do Congresso, a golpes de Lavajato”.

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FHC não fala à toa.

Conhecedor que é dos mercados internacionais e de governos com os quais o Brasil mantém relações políticas, científicas, culturais e comerciais, ex-ocupante da cadeira número 1 do Palácio do Planalto, o tucano tem estudo suficiente para supor o tipo de consequências de um golpe de Estado – coisa que enche a boca e o peito de muita gente destrambelhada por aí.

Frequentador de salões chiques de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Europa – onde mantém um elegante apartamento, em Paris, França -, Fernando Henrique pesa e mede sem esforços intelectuais mais significativos a repercussão que um atentado à democracia é capaz de gerar nas finanças e na credibilidade de um País.

Ele não diz, claro, mas estima como o governo norte-americano, atualmente sob a orientação do Partido Democrata,  avaliaria um golpe. Ou o da França, com forte representação da esquerda católica. Ou mesmo o de países pouco afeitos à democracia, como a Rússia e a China.

FHC sabe até mesmo o que Venezuela, Argentina, Uruguai, Peru e Bolívia achariam de uma aventura desse naipe.

E, ainda, embora ateu declarado, sabe bem quais os sentimentos do Vaticano em relação a armações do gênero.

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A rigor, somente grandes corporações de olho no petróleo do pré-sal e na Amazônia poderiam simpatizar com a tese irresponsável do golpe – a qual é escandida, sem pudor, por outros tucanos, como os derrotados Aécio Neves (MG) ou Cássio Cunha Lima (PB), reconhecido ficha-suja. Mas hoje essas corporações têm limites, o que não admitiam nos anos 1960.

E, desse modo, seus arautos têm pisado no freio verbal.

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É por isso que Fernando Henrique Cardoso, que foi capaz de privatizar o patrimônio brasileiro (o senhor e a senhora sabem a quem rogar pragas quando a conta de luz aumenta ou quando constata que a telefonia móvel é um ineficaz? Isso mesmo: a FHC; os contratos firmados pelo governo dele com as operadoras deixaram e deixarão por ainda uns bons anos os brasileiros submetidos à falta de qualidade e o governo, qualquer que seja, de mãos atadas), não fala em golpe, mas em “renúncia”.

Mas ele fala em Lula.

Aí sim, está a chave. A questão não é derreter a legitimidade dos votos que Dilma recebeu, mas impedir que Lula seja o sucessor dela.

Ou que conduza a sucessão.

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O alvo é Lula, portanto – isso já foi dito e escrito pelos quatro cantos desse País.

E gostar ou não gostar de Lula é uma prerrogativa de qualquer um, assim como gostar ou não gostar de Dilma nem do PT. São direitos que a democracia, ainda bem!, oferece a cada um.

O mesmo vale para FHC.

Mas esses direitos só podem ser exercidos no voto. Essa é a regra.