Roberto Maciel

Categoria: Imprensa


04:18 · 23.03.2018 / atualizado às 20:21 · 22.03.2018 por

Não teve apagão de energia nem greve dos Correios que mudassem o calendário do Prêmio BNB de Imprensa.

Pois saiba: termina hoje, 23 de março, a temporada de inscrições para a edição 2018. Podem concorrer matérias que tenham sido publicadas em 2017 em veículos de imprensa ou em mídias-laboratório, com o tema “O papel das cidades médias para o desenvolvimento regional”.

Informações neste link.

10:47 · 09.11.2017 / atualizado às 10:50 · 08.11.2017 por

A vereadora Larissa Gaspar (PPL), presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Fortaleza, lança hoje, na Associação Cearense de Imprensa (ACI), às 19h, o manual “Por Uma Comunicação Pelos Direitos Humanos.

O evento é aberto ao público e visa a debater caminhos para que o exercício do jornalismo colabore para o respeito e a promoção aos direitos humanos.

A mesa de debate contará com Angela Marinho, da Agência da Notícia, um representante do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Ceará (Sindjorce), Raquel Dantas, do Coletivo Intervozes, Larissa Gaspar e mediação de Salomão de Castro, da Associação Cearense de Imprensa.

Com distribuição gratuita, o manual de 20 páginas traz dicas de abordagens para cobertura jornalística sobre temas relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes, violência contra a mulher, suicídio, e também alguns aspectos da violação de direitos humanos na grande mídia brasileira.

Além de trechos do Código de Ética, editado pela Federação Nacional dos Jornalistas Brasileiros (FENAJ), o manual tem como fontes publicações da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), da ONG Think Olga, do Coletivo Intervozes e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

14:30 · 30.09.2017 / atualizado às 14:35 · 30.09.2017 por

Peço licença ao administrador Jesus da Costa para replicar aqui no Blog do Roberto Maciel o artigo que publicou na superedição do Diário do Nordeste deste fim de semana (30.9 e 01.10.2017), sob o título “Criminalização da política”. É um texto lúcido, preciso e atento – o que soa como alerta para os que se deixam encantar, ou vinham se deixando encantar, por uma retórica perigosíssima para a democracia.

Leia, por favor:

O esforço em se criminalizar a política tem vários desdobramentos, inclusive o perigoso caminho de retrocedermos à época dos extremos. A política é o meio mais democrático de se discutir caminhos para a solução das mazelas sociais, todavia, é notório que quando composta por atores de personalidades distintas e apartadas dos propósitos coletivos, certamente deturpará o propósito fim da política.

É preciso duvidar de tudo o que se lê, se ouve e se vê… A informação deve ser filtrada no crivo da consciência, onde confrontará com os conhecimentos já adquiridos, e mesclará com uma opinião já formatada.

A vulgarização da política como adjetivo de coisa errada tem-se impregnado cada vez mais no seio social, e criado muitas vezes, juízo de valor acerca de determinado nome, descartando o fato, e gerando o mais nocivo, o pré-julgamento.

A corrupção quase que generalizada impõe à sociedade cenários que projetam o menos ruim, em vez do melhor. Distorce vontades e aparta, cada vez mais, o meio social do meio político. As frequentes abstenções nos processos eleitorais retratam um cenário de uma população cada vez mais enojada de política, e que prefere se abster do processo político, do que enfrentá-lo e opinar.

O que os maus políticos querem é esse isolamento, visto que a política é terreno fértil para debates e soluções para problemáticas sociais, e não lugar de se fazer meio de vida.

Reformar a política passa por três pilares: o fim da reeleição em todas as esferas; a desoneração do processo político; e as candidaturas avulsas. Mas, é importante lembrar que, para o processo melhorar é preciso educar os eleitores à escolha adequada, e isto demanda tempo, recursos e o que é pior para a classe política brasileira: libertará o eleitor.

O fim da reeleição certamente corrigirá esta aberração que distorce o espírito da democracia, em se ter no mandato uma contribuição, e não uma confusão do público com o privado.

Do vereador ao presidente da República, é preciso lembrar que o cargo eletivo deve ter caráter de transitoriedade, de contribuição, e não meio de vida. A desoneração política é um fluxo natural com os adventos dos freios como a Ficha Limpa, os limites dos gastos com diminuição progressiva e a própria transparência. Porém, o caixa dois é algo que salta aos olhos da cega Justiça Eleitoral, e faz mal ao processo, pois permite que negociações de alcovas sejam ajustadas ao redor do mandato.

Outra pontuação é a desobrigatoriedade da filiação como direito à candidatura, pois a aglomeração partidária deve ser balizada na conquista ideológica, por motivações livres que jamais devem ter as correntes da obrigatoriedade como pretexto de enfraquecimento partidário.

Os ajustes na política não podem mais ser instrumentos de situação, que se moldam para cada eleição e depois se muda novamente, conforme à vontade da classe política da época. Precisamos ter leis fortes e contundentes, que balizem e dê ao processo político a legitimidade das urnas e da origem do poder para a valorização popular.

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O blog é de autoria do jornalista Roberto Maciel, da coluna Comunicado, da editoria Cidade, do Diário do Nordeste.
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