Busca

Categoria: Nordeste


07:06 · 14.04.2018 / atualizado às 07:07 · 13.04.2018 por

Publiquei hoje na Coluna Comunicado, que escrevo no jornal Diário do Nordeste:

Não há entrave orçamentário e financeiro para a continuidade das obras do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco – o que alcança o Ceará por meio do município de Jati. A declaração é foi feita pelo agora ex-ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho, e confronta seguidas manifestações em plenário feitas por deputados da Assembleia Legislativa do Estado. Há um jogo de empurra, como se vê. O lado local, que acompanha de perto a escassez de água, se queixa da lentidão das obras e reclama a garantia de verbas. O outro, no conforto do Planalto, que deve cuidar da continuidade do projeto, diz que tudo segue no melhor dos mundos. Enquanto a água estanca, a retórica flui.

10:45 · 05.04.2018 / atualizado às 05:51 · 05.04.2018 por

As pessoas físicas e jurídicas, micro e minigeradoras de energia elétrica, por intermédio de equipamentos fotovoltaicos instalados em residências e/ou condomínios residenciais, são o novo público beneficiado pela linha do FNE Sol, que é operacionalizada com exclusividade pelo Banco do Nordeste. O anúncio foi na Reunião Conjunta dos Conselhos Deliberativos da Sudam, Sudene e Sudeco.

Conforme o presidente do BNB, Romildo Rolim, a ampliação do FNE Sol, que já contemplava pessoas jurídicas e empreendedores rurais, beneficiará milhares de famílias no Nordeste. “O BNB já investiu mais de R$ 65 milhões para a micro e minigeração de energia. Somos banco de desenvolvimento e estamos preparados para financiar todas as pessoas interessadas na aquisição dessa moderna tecnologia de energia limpa”.

A reunião também marcou a assinatura de contratos com empresas de geração e distribuição de energia. Enel Distribuição Ceará, Grupo Echoenergia e Atlas Energias Renováveis, juntas, irão investir mais de R$ 1,4 bilhão nos estados da Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte, sendo mais de R$ 1,0 bilhão financiado pelo FNE Infraestrutura.

Para 2018, o BNB dispõe de R$ 30 bilhões em recursos do FNE, sendo R$ 14,8 bilhões para infraestrutura. Só em março último, mais de R$ 4 bilhões foram contratados para diferentes atividades econômicas, dos quais R$ 2 bilhõe foram para projetos de infraestrutura, especialmente na área da energia.

(…)

No primeiro trimestre deste ano, o BNB já regularizou 14,6 mil operações em toda a sua área de atuação, num montante superior a R$ 840 milhões. Toda a rede de agências do Banco está trabalhando nas renegociações/liquidações pela Lei 13.340, que tem vigência até dezembro de 2018.

07:08 · 05.04.2018 / atualizado às 07:10 · 04.04.2018 por

Hoje, na Coluna Comunicado, do jornal Diário do Nordeste:

O que é o semiárido? Se você acha que sabe, esqueça. É que a política quer rever as bases de geografia, ecologia, geologia e economia que hoje, entre outras, conceituam a região em que estão inseridas partes do Ceará e dos demais estados nordestinos. O Senado aprovou projeto pelo qual a definição de semiárido deverá ser atualizada a cada cinco anos pela Sudene. E não ache que encarnou nos senadores um espírito reparador. Nada disso. A questão é pecuniária. Apenas isso. A repartição de verbas para financiamentos é o que tem movido essa atenção.

06:44 · 23.03.2018 / atualizado às 10:46 · 21.03.2018 por

Publiquei na edição desta sexta-feira da Coluna Comunicado, que escrevo no jornal Diário do Nordeste:

O governador Camilo Santana (PT) anunciou investimento de R$ 127 milhões na construção do primeiro presídio de segurança máxima no Ceará. Não é pouco. Afinal, corresponde a quase cinco vezes o que será aplicado na reforma de escolas pela gestão estadual – esforço também previsto pelo Estado para este ano. Representa, ainda, mais de três vezes a verba que a União está repassando para que 40 escolas passem a funcionar em tempo integral. A balança está absurdamente desequilibrada: a prisão suga mais dinheiro do contribuinte do que a educação.

04:18 · 23.03.2018 / atualizado às 20:21 · 22.03.2018 por

Não teve apagão de energia nem greve dos Correios que mudassem o calendário do Prêmio BNB de Imprensa.

Pois saiba: termina hoje, 23 de março, a temporada de inscrições para a edição 2018. Podem concorrer matérias que tenham sido publicadas em 2017 em veículos de imprensa ou em mídias-laboratório, com o tema “O papel das cidades médias para o desenvolvimento regional”.

Informações neste link.

08:45 · 21.03.2018 / atualizado às 05:26 · 20.03.2018 por

Publiquei hoje na Coluna Comunicado, do jornal Diário do Nordeste:

Os transportes entre cidades vizinhas de regiões metropolitanas ou de aglomerações urbanas podem ter definição própria. Do ponto de vista da legal, matéria que tramita na Câmara dos Deputados poderia dar segurança a usuários e trabalhadores. A política flerta com um termo quilométrico – “serviço de transporte público coletivo remunerado de passageiros, que atua em caráter complementar ao serviço público de transporte coletivo remunerado regular de passageiros” -, mas importante mesmo é a essência. Afinal essa é a única modalidade não contemplada pela Lei de Mobilidade Urbana. E há aberrações comumente flagradas em estradas.

As comissões de Viação e Transportes; Desenvolvimento Urbano; e Constituição e Justiça e de Cidadania analisarão o texto na Câmara. As três estão com composição indefinida, mas, tradicionalmente, abrigam parlamentares cearenses.

05:45 · 23.02.2018 / atualizado às 05:45 · 23.02.2018 por

Principal agente de desenvolvimento regional do País, o Banco do Nordeste registrou em 2017 lucro operacional de R$ 1,1 bilhão. A cifra indica crescimento de 160% em relação ao lucro de 2016, que foi de R$ 442,4 milhões.

“Esse resultado independeu da continuidade da seca na Região e do cenário econômico desafiador, evidenciando a importância de um banco de desenvolvimento no financiamento às atividades produtivas em todos os 1.990 municípios de 11 Estados (Nordeste, norte dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo)”, explicou o presidente do BNB, Romildo Rolim, no Relatório da Administração da empresa.

Entre os fatores que ocasionaram o aumento, estão a redução com despesas de aprovisionamento de créditos e o crescimento da margem financeira, proporcionado por menores custos de captação. O lucro líquido alcançou R$ 681,7 milhões no exercício.

As informações abaixo são da assessoria de Imprensa do BNB:

As demonstrações financeiras também incluem o resultado das aplicações de crédito no ano. Ao todo, o BNB contratou R$ 26,4 bilhões, o que representou acréscimo de 19,3% em relação ao exercício de 2016. Desse montante, R$ 15,97 bilhões foram oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), a principal fonte de recursos do BNB. Trata-se da maior aplicação anual já realizada com recursos do FNE, 42,1% superior à realizada no ano anterior.

Na distribuição das aplicações do Fundo Constitucional, R$ 12,32 bilhões foram destinados a empreendimentos dos setores Rural, Industrial, Agroindustrial, Turismo e Comércio e Serviços. Outros R$ 3,65 bilhões foram direcionados a projetos de Infraestrutura e refletem a estratégia adotada pelo Banco do Nordeste com a criação de linha de crédito específica para o setor, o FNE Infraestrutura.

Em termos de quantidade de operações de crédito do FNE, houve incremento de 8,2% em relação a 2016, com saldo de 582.867 contratações em 2017, que beneficiaram produtores rurais, empreendedores individuais e empresas de toda a área de atuação do Banco do Nordeste.

A seguir, destaques na atuação do BNB no ano passado:

Desconcentração dos recursos

A aplicação dos recursos do FNE em 2017 também revela a desconcentração espacial do crédito. Todos os municípios da área de atendimento do Fundo Constitucional foram beneficiados com operações de crédito subsidiado. Foram R$ 4,7 bilhões destinados especificamente para empreendimentos localizados no Semiárido, em atendimento à Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), o que contribui para a redução das desigualdades regionais e para a promoção da equidade no acesso a oportunidades de desenvolvimento.

Curto e longo prazo

O volume total de crédito de R$ 26,4 bilhões, aplicados pelo Banco do Nordeste a partir do FNE e outras fontes de recursos, significou crescimento de 35,7% nas contratações com financiamentos de longo prazo em relação a 2016, somando R$ 16,5 bilhões. Esse tipo de crédito, que representou 62,5% das contratações em 2017, engloba investimentos rurais, industriais, agroindustriais, infraestrutura, comércio e serviços. Já os empréstimos de curto prazo, que envolvem produtos de crédito como capital de giro, cartão de crédito e conta garantida, bem como o programa Crediamigo, atingiram R$ 9,9 bilhões.

Agricultura Familiar

Principal agente financeiro na Região do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Banco do Nordeste conta atualmente com carteira ativa de R$ 8,67 bilhões, e 1,79 milhão de operações. Em 2017, foram contratados 542 mil financiamentos, no valor total R$ 2,85 bilhões. Do montante aplicado, 68,9% compreendem financiamentos no Semiárido. Em comparação ao ano anterior, houve incremento de 15,8% no volume de recursos aplicados e de 8% na quantidade de operações contratadas.

Microcrédito rural

No âmbito do microcrédito rural, o Banco do Nordeste aplicou R$ 2,32 bilhões em 2017, com a contratação de 518,7 mil operações por meio do Agroamigo, programa lançado em 2005 e pioneiro no segmento de microfinança rural. Os números representam crescimento de 17,7% em relação a 2016 e contribuíram para o alcance de carteira ativa de R$ 4,1 bilhões, com mais de 1,36 milhão de operações. O programa Agroamigo atende os agricultores familiares incluídos no Pronaf com financiamentos de até R$ 15 mil para qualquer atividade geradora de renda no campo ou aglomerado urbano próximo.

Microcrédito urbano

Programa referência no segmento do microcrédito urbano, o Crediamigo desembolsou, em 2017, R$ 8,05 bilhões, por meio de 4,03 milhões de operações. O programa possui atualmente mais de 2 milhões de clientes com empréstimos ativos, com média de 16 mil desembolsos ao dia e taxa de inadimplência situada em 1,56%. O Crediamigo também contribui para inclusão financeira com a abertura de 329.554 novas contas correntes para clientes ao longo do ano, não sujeitas à cobrança de tarifa.

Micro e pequena empresas (MPEs)

Cerca de R$ 2,6 bilhões foram destinados pelo Banco do Nordeste em 2017 a micro e pequena empresas (MPEs), segmento composto por empresas com faturamento bruto anual de até R$ 3,6 milhões. Desse montante, R$ 2,4 bilhões referem-se a operações de longo prazo e utilizaram recursos do FNE. As contratações com crédito de curto prazo, que utilizam recursos internos, totalizaram, por sua vez, R$ 229,7 milhões. Ao todo, o Banco do Nordeste atendeu 24.626 MPEs no período.

Corporate

Com o segmento de clientes corporate, que engloba empresas com faturamento bruto anual superior a R$ 200 milhões, o Banco do Nordeste contratou R$ 2,59 bilhões com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O volume superou 46,8% o volume aplicado no mesmo período em 2016, sendo 62,9% destinados ao setor de infraestrutura. Com relação ao crédito de curto prazo, inclusive operações de câmbio, foram contratados R$ 950 milhões.

Renegociação de dívidas

Com base nos instrumentos de renegociação de dívidas rurais (Lei nº 13.340/2016 e Resolução CMN nº 4.591/2017), o BNB regularizou 295.466 operações ao longo de 2017. Desse total, 271.408 utilizaram recursos do FNE e resultaram em R$ 7,94 bilhões em recuperação de crédito e R$ 875,45 milhões em injeção de recursos. Os números representam o melhor resultado conseguido pelo Banco do Nordeste no âmbito da recuperação de crédito em toda a sua história.

18:36 · 30.01.2018 / atualizado às 18:36 · 30.01.2018 por

Da assessoria do BNB:

O Banco do Nordeste é o primeiro colocado entre instituições financeiras no atendimento aos clientes, em Ranking de Qualidade das Ouvidorias divulgado pelo Banco Central. O levantamento reúne instituições financeiras com mais de quatro milhões de clientes e avaliou o atendimento da Ouvidoria do Banco no quarto trimestre de 2017.

O ranking é divulgado trimestralmente e utiliza números e indicadores de desempenho no período, e ainda fatores como prazo médio de respostas em dias úteis, qualidade da resposta oferecida ao demandante, reclamações sobre a Ouvidoria e a participação do Banco no site Consumidor.gov.

Para o ouvidor do Banco do Nordeste, Isaías Dantas, o primeiro lugar no ranking aponta para uma maior credibilidade do BNB, contribui para a transparência com os clientes e usuários, e traduz a imagem de uma instituição focada na qualidade do atendimento e no respeito ao consumidor.

“A Ouvidoria do Banco do Nordeste atendeu mais de 850 manifestações em 2017, entre reclamações, denúncias, sugestões de melhoria e elogios. E o ano passado foi um marco para nossa área porque passamos a cumprir com a meta de atendermos pelo menos 50% das reclamações na metade do prazo estabelecido pelo Banco Central”, afirma.

Além do Ranking de Qualidade de Ouvidorias, durante todo o ano de 2017, a Ouvidoria do Banco do Nordeste conquistou a melhor colocação no Ranking de Reclamações também divulgado pelo Banco Central, como o banco com o menor número de reclamações procedentes entre as instituições financeiras com mais de quatro milhões de clientes.

08:52 · 22.01.2018 / atualizado às 19:54 · 19.01.2018 por

Para quem celebrou a descriminalização daaquela carnificina desumana que se chama vaquejada, no ano passado, uma notícia que pode ser um autêntico puxão no rabo: ainda aguarda formação de comissão especial projeto que será analisado na Câmara federal. O texto acrescenta o “laço”, modalidade encontrada em parte do Nordeste, entre as práticas acatadas por lei.

E como o assunto é “laço”, não se pode deixar de notar que o autor da proposta já foi “laçado”, mas de outro modo. É que o senador Benedito de Lira (PP-AL) teve um momento de ser jogado ao chão. Foi em 2016, quando o Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de R$ 1,6 milhão dos bens dele. Coisas da Lava-Jato, diga-se.

No Ceará, uma lei aprovada na Assembleia Legislativa, regulamentando a vaquejada, foi sancionada no ano passado pelo governador Camilo Santana (PT). A matéria define normas para a atividade e a reconhece como prática desportiva e cultural nos municípios cearenses. Entre as regras, há as que tratam do bem- estar dos animais, do ambiente, dos vaqueiros e dos eventos em geral.

08:06 · 16.01.2018 / atualizado às 05:39 · 12.01.2018 por

Notas que publico hoje na Coluna Comunicado, que escrevo no jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza-CE:

Há expectativas positivas para o Nordeste em 2018. E têm forma de números. É que o BNB está projetando reforços na aplicação de recursos na área que abrange – os nove estados nordestinos e mais o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Os resultados de 2017 são uma referência importante. Segundo a instituição, o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, operado exclusivamente pelo BNB, aplicou R$ 15,95 bilhões, por meio de 582 mil contratos.

O presidente do BNB, Romildo Rolim, diz que o propósito é aplicar 100% dos recursos do Fundo Constitucional. Se o clima ajudar, é capaz de a ideia dar certo, sim. Afinal, seis anos de seca deixaram uma demanda forte – sobretudo na agropecuária. Para se ter noção, mesmo com as adversidades o segmento agrícola contratou R$ 2,87 bilhões e a pecuária fechou 2017 com R$ 3,28 bilhões.

Mas a cereja em cima do bolo tem ficado mesmo é para os financiamentos de obras estruturais. No ano passado, o banco atendeu projetos de parques de energias renováveis, como eólica e solar – alternativas fartas na Região -, com R$ 3,65 bilhões. Essa foi a maior cota dos quase R$ 16 bilhões contratados em 2017, representando cerca de 22% do total contratado nos nove estados.