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O futuro contra o trabalho infantil

04:18 · 14.03.2016 / atualizado às 19:23 · 13.03.2016 por

Da assessoria de Imprensa do Ministério Público do Trabalho no Ceará:

Centenas de estudantes de todo Estado vão participar, nesta segunda-feira (14), do I Encontro Estadual de Adolescentes Contra do Trabalho Infantil (Enapeti), no auditório da Universidade de Parlamento Cearense. Eles vão assistir palestras, participar de grupos de estudos e receber material informativo – como cartilhas e DVDs com vídeos sobre o tema – para levar, às escolas públicas, o debate sobre os prejuízos do trabalho precoce.

Representantes de mais 100 municípios cearenses confirmaram presença no evento organizado pelo Ministério Público do Trabalho no Ceará, que vai definir os 40 integrantes do Comitê de Adolescentes na Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Canpeti). “Vai ser o momento de capacitar os adolescentes para prevenção desse tipo de prática. Vamos falar, por exemplo, sobre aspectos socioculturais que dificultam o combate à exploração”, antecipa o procurador do Trabalho Antonio de Oliveira Lima.

Além dos adolescentes, participarão do I Enapeti coordenadores municipais do Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Peteca) e presidentes dos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente. A 2ª etapa da iniciativa prevê a realização de oito conferências regionais na capital e interior do Estado, entre os meses de abril e maio. Em cada encontro serão eleitos 20 adolescentes e mais 20 profissionais das áreas de assistência social, educação, saúde e dos conselhos, que vão participar da 1ª Conferência sobre Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil no Ceará, no início de junho.

Vai ser a oportunidade de troca entre os adolescentes e os profissionais que integram o Sistema de Garantia de Direitos. Juntos, eles vão debater e aprovar Plano Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil do Ceará. “A participação dos jovens na iniciativa é uma valiosa contribuição, porque propõe uma transformação social. Os adolescentes passam a interferir ativamente nas comunidades em que estão inseridos, identificando casos de exploração e cobrando políticas de prevenção”, destaca Lima.

A ideia de envolver os jovens em defesa da infância partiu de um adolescente de 14 anos, aluno do 9º ano do Ensino Fundamental da rede pública de Aquiraz. Para Felipe Caetano, coordenador do Núcleo de Cidadania d@s Adolescentes em Aquiraz, o Canpeti deve levar às crianças e adolescentes conhecimento sobre direitos e deveres para colocá-los em prática. “Queremos envolver a comunidade e os pais. Todos nós precisamos fazer algo para ajudar a construir um mundo mais justo”, conclui.

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