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Política administrativa, não, mas política eleitoral é com ela mesma

01:13 · 13.06.2011 / atualizado às 17:17 · 12.06.2011 por

Publiquei hoje na Coluna Comunicado, que escrevo no Diário do Nordeste:

A prefeita Luizianne Lins (PT) evitou ao longo da greve dos professores da rede de ensino municipal de Fortaleza aparecer em público. Sob a escolta de uma bem montada rede de assessores e assemelhados, driblou solenidades e compromissos – inclusive um com o ministro do Turismo, Pedro Novais, que veio à cidade participar de ato com o governador e conhecer a Praça do Futuro, como passou a se chamar a 31 de Março. Assim, não teve de se encontrar com incômodos manifestantes e pôde se prevenir diante de questionamentos embaraçosos da Imprensa. Vestiu-se de joaninha e foi para a avenida no Carnaval, mas não se abalou para opinar sobre uma questão gravíssima. Um assunto, porém, não deixou passar em branco: as eleições de 2012. “Fortaleza é, hoje, a maior capital que o PT governa no País. Daí a importância que o PT Nacional dá para a continuidade do projeto petista na capital”, disse no início da semana passada, em reunião do partido em Salvador, explicando o porquê de achar que o projeto que ela instituiu deve seguir amparado por estratos nacionais da sigla. É legítimo que ache isso, mas fica a dúvida: no estado em que se acham as relações de Luizianne com servidores e usuários de serviços públicos – lembremos apenas que cerca de 230 mil crianças estão sem aulas -, é prudente pressionar os correligionários e aliados nesse sentido?

Está previsto para sexta e sábado próximos, em Recife, seminário do PT sobre desenvolvimento do Nordeste. É provável que Luizianne compareça. Essa política a atrai.

Pois saiba: embora enfraquecidos regional e nacionalmente, os tucanos também estão de olho em prefeituras importantes. E querem fortalecer suas instituições internas para trabalhar nesse rumo. Amanhã, o PSDB deve definir a composição da nova diretoria executiva do Instituto Teotônio Vilela, que será presidido pelo ex-senador Tasso Jereissati. E isso vai pesar na articulação do partido.

Comentários 1

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Fábio Viana

13/04/2011 as 16:0619

Acho uma crítica exagerada, mas respeito a opinião do colunistas. Vejo Luizianne Lins muito atarefada em dividir as atribuições de presidente do partido e prefeita de Fortaleza, mas isso não significa que ela esteja dando as costas para a cidade. No caso da greve dos professores, é preciso ser louco para negociar da forma que o movimento tem agido. Não há nada que justifique invadir a Câmara dos Vereadores e fechar o acesso aos terminais, como eles fizeram nessa greve.