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19:29 · 24.03.2008 / atualizado às 19:29 · 24.03.2008 por

O rapper carioca MV Bill pode ser agraciado com o título de Cidadão de Fortaleza, conforme deseja o vereador Guilherme Sampaio (PT), que apresentou projeto neste sentido.

Tirando o fato de não se saber com precisão o que MV Bill fez por Fortaleza para merecer tamanha honraria, é de se perguntar também o nome dele. Ou, ainda, como a Câmara Municipal condecorará uma pessoa da qual não se conhece a identidade.

Diz lá na justificativa do projeto de Guilherme – por sinal, copiada quase na íntegra da Wikipédia, a enciclopédia livre da Internet – que o homenageado “não revela seu verdadeiro nome” e que “entre outras atitudes suas consideradas ‘extravagantes’ estão o fato de só dar entrevistas na Cidade de Deus (nota nossa: trata-se de uma comunidade do bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro) e de usar o pseudônimo de Alex Pereira Barbosa como nome alternativo”.

Eu, hein?

19:04 · 24.03.2008 / atualizado às 19:04 · 24.03.2008 por

A Polícia Rodoviária Federal divulgou hoje o balanço de acidentes nas BRs durante o feriadão da Semana Santa. Houve 1.657 acidentes de zero hora de quinta-feira à meia-noite de ontem, com 1.043 feridos e 75 mortos.

Registraram-se significativas reduções em todos os aspectos em relação a 2007, quando verificaram-se 1.744 acidentes, com 1.149 feridos e 79 mortes.

E depois aparece gente dizendo que proibir a venda de bebidas alcoólicas nas estradas não adianta muita coisa.

18:20 · 24.03.2008 / atualizado às 18:20 · 24.03.2008 por

patricio.jpgToca o telefone.

O som da campanhia do meu aparelho é, no momento, “Born to be wild”, clássico do Steppenwolf nos anos 1960, da trilha de Easy Rider – um filme que, cá entre nós e de forma bem simples, tem a ver com estradas. E estradas, você sabe, têm a ver com trânsito.

Digo isso não por conversa fiada, mas porque do outro lado da linha estava Flávio Patrício (foto), presidente da AMC, a autarquia à qual cabe ordenar o trânsito em Fortaleza. Patrício ligou para dizer que foi mal interpretado pelo jornal “O Povo” quando tratou do contrato que a AMC tem com a Estaciotec, empresa que gerencia a Zona Azul na cidade, e que, por isso, o Blog do Roberto Maciel teria sido induzido ao erro.

Ipsis Litteris, eis o que saiu publicado no jornal, na edição de domingo:

“De acordo com o presidente da AMC, Flávio Patrício, o contrato com a empresa Estaciotec encerra (sic) no ano que vem, quando será aberta uma nova licitação”.

Recapitulando: com base nessa informação atribuída a ele, o blog informou, unicamente baseado no Diário Oficial do Município, que havia ali um quê de inverdade. O contrato, bem diferentemente, já expirou. E foi prorrogado por mais seis meses, em 18 de fevereiro passado, num aditivo assinado pelo próprio Flávio Patrício.

Cordato, Flávio não diz que o blog errou. Nem poderia. Apresentamos nos posts Tá explicado e Apostando na desinformação? cópia do extrato do terceiro aditivo do contrato da AMC com Estaciotec, o que é prova incontestável de que a prestação de serviços da empresa mineira ganhou fôlego extra. Mas ele insiste que a informação prestada anteriormente, ao jornal, foi compreendida e publicada lá de forma inadequada. Tá bom.

Mas, para que não haja quaisquer dúvidas por parte do leitor, segue abaixo o termo de homologação do contrato AMC/Estaciotec, assinado em 2004 pelo então presidente da AMC, Francisco Matos. Fazendo as contas, você vai ver que o prazo final foi mesmo em fevereiro passado:

contratoamc.jpg

O que há, segundo Flávio Patrício observa, é a possibilidade legal de o contrato ser alongado até janeiro de 2009, já que a lei permite os aditivos, mas isso, garante, não significa que haverá obrigatoriamente mais uma prorrogação. Ele adianta que uma nova licitação está sendo encaminhada, de modo que o contrato só será estendido “no caso de a licitação que estamos preparando demorar a ser concluída”.

P.S.: Já que você se manteve lendo este post até aqui, segue, de bônus, “Born to be wild”:

18:55 · 23.03.2008 / atualizado às 18:55 · 23.03.2008 por

A imprensa local publicou hoje a informação de que, segundo o presidente da AMC, Flávio Patrício, o contrato da Prefeitura de Fortaleza com a empresa mineira Estaciotec, que gerencia os estacionamentos Zona Azul, se encerra em 2009.

Patrício deve ser daqueles que esquecem fácil o que assinam. Ou então aposta na desinformação dos cidadãos. O fato de ter assinado em 18 de fevereiro passado um aditivo prorrogando o contrato com a Estaciotec é prova de que o que falou não corresponde à verdade.

Republico abaixo o termo publicado no Diário Oficial do Município, o qual já havia postado ontem. Veja que a prorrogação é de seis meses. Ou seja, o contrato – que é herança da gestão de Juraci Magalhães – já expirou, mas ganhou um fôlego extra que termina em agosto próximo.

estaciotec1.jpg

Sendo assim, fica a impressão de que há um acordo informal entre Município e Estaciotec para que o contrato se estenda, por meio de aditivos, até 2009. E isso é grave.

Gravíssimo, aliás.

18:37 · 23.03.2008 / atualizado às 18:37 · 23.03.2008 por

O Portal Verdes Mares trouxe na última sexta-feira matéria com o seguinte título: “AMC continua multando motoristas na Zona Azul”.

Pincei um pequeno trecho, no qual grifo uma parte:

“De real em real, a empresa contratada pela Prefeitura para administrar a Zona Azul leva entre R$ 70 mil e R$ 80 mil por mês. É toda a renda da venda das cartelas. De acordo com o presidente da AMC, Flávio Patrício, por ano, a empresa pode levar quase R$ 1 milhão. Ainda de acordo com o presidente da AMC, a Zona Azul não é estacionamento, não há uma relação de consumo com o motorista”.

É preciso que Flávio Patrício e a Estaciotec, empresa de Minas Gerais que ganha dinheiro com as multas aplicadas na Zona Azul de Fortaleza, afinem o discurso. Veja o que consta do site da Estaciotec, à guisa de apresentação – o grifo também é meu:

“Atualmente, a Estaciotec opera os estacionamentos rotativos pagos em vias públicas denominados Zona Azul, nas cidades de Fortaleza-CE e Governador Valadares-MG”.

Afinal, é estacionamento, como diz a Estaciotec, ou não é, como afirma Flávio Patrício?

A questão não é simplesmente semântica. É que, sendo estacionamento pago, existe uma relação de consumo inquestionável. O Código de Defesa do Consumidor estabelece isso. Mas nem a Prefeitura nem a Estaciotec querem assumi-la.

O Blog do Roberto Maciel contemplará com uma mariola (o prêmio é modesto, assim como o blog) quem apontar um caso apenas – sim, basta um – de alguém que tenha tido o carro danificado ou arrombado numa área de Zona Azul, que tenha encaminhado queixa à Prefeitura ou à Estaciotec e que tenha sido convenientemente atendido.

21:59 · 22.03.2008 / atualizado às 21:59 · 22.03.2008 por

Motivo para tanta gente aparecer em favor da Zona Azul em Fortaleza, numa reação que, de tão incisiva, até parece orquestrada: exatamente um mês antes de o juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública, Paulo de Tarso Pires, deferir pedido de liminar do Ministério Público do Estado e determinar a suspensão daquelas áreas de estacionamento, o presidente da AMC, Flávio Patrício, assinou aditivo prorrogando por seis meses o contrato com a Estaciotec – empresa que gerencia a zona.

O jamegão de Patrício foi pespegado no papelório em 18 de fevereiro.

Ou seja, a se manter a decisão judicial, a Estaciotec deixará de ganhar um bom dinheiro.

Mas isso não significa exatamente prejuízo.

É que o investimento da Estaciotec é relativamente baixo: somente a confecção, feita em gráficas de terceiros, distribuição e venda de boletos – que chegam aos usuários por meio de intermediários, como donos de bancas de revistas e flanelinhas. Os outros custos, das pinturas, placas e até mesmo fiscalização, feita pelos agentes de trânsito da AMC, quem paga mesmo é a gente, que é contribuinte.

estaciotec.jpg

21:15 · 22.03.2008 / atualizado às 21:15 · 22.03.2008 por

Leitor atento e atencioso, Xico Moura volta a este blog. Deixou comentários – agradeço os elogios, Xico – no post Sim, o nosso país. O tema é, de fato, merecedor de discussões amplas.

O mesmo fez a jornalista Marilena Lima.

Devo agradecer as visitas, o respeito e o estímulo.

17:16 · 21.03.2008 / atualizado às 17:16 · 21.03.2008 por

O Blog do Roberto Maciel recebeu do leitor Xico Moura, no post O nosso país, o seguinte comentário.

“Jornalista,

Li a sua notícia, aliás sua opinião, sobre a ‘guerra’ do turismo que está sendo travada entre a Espanha e o Brasil. Lembre-se que a Espanha recebe cerca de 43 milhões de turistas por ano e o Brasil não passa de 7 milhões. A quem interessa esse xenofobismo inconseqüente? Será que esses procedimentos ‘bi-laterais’ são a melhor forma de resolver o problema?
O turismo receptivo Brasil/Espanha é muito mais importante para o País (especialmente para o Ceará) do que vice-versa.
Fomentar a discórdia é inconseqüência. Reveja sua posição”.

Respondo agora, com prazer.

Sim, Xico, trata-se da minha opinião – pessoal e intransferível, com orgulho que não faço questão de disfarçar e a qual não tenho a pretensão de rever. Não a entendo como xenófoba nem admito que assim seja taxada, daí a razão dessa réplica. É também a opinião de muita gente que, diferente de você, não trata o episódio como “guerra do turismo”. E isso está bem distante de se relacionar somente a turismo.

Veja, primeiro, que na maioria dos casos não eram turistas – estes chegam lá com os bolsos empanturrados de euros – os que foram e estão sendo enxotados da Espanha. São estudantes, trabalhadores, gente comum que ia visitar parentes. Alguns, você não deve ter percebido, Xico, estavam apenas fazendo conexão para outros países, onde tinham compromissos profissionais. Havia algum travesti ou alguma prostituta no meio? Certamente havia. Travestis e prostitutas são itens da pauta informal e marginal de exportações do Brasil para o Velho Mundo. Havia algum escroque no meio? Vai ver havia. Mas isso nem de longe é motivo para generalizações.

Note, depois, que já passou a época de a gente no Brasil (digo quase como você: “No Ceará, especialmente”) abaixar os fundos para todo e qualquer estrangeiro que desembarca aqui com sotaque diferente e um punhado de dólares a mais. É preciso filtrá-los, seguindo o exemplo do filtro ao qual somos submetidos lá. Existe um certo tipo de gente, como aquele sujeito sem lenço e sem documento que foi sumária e brasileiramente despachado pelo patriótico agente federal no Aeroporto Pinto Martins (o que proferiu a bela construção “O nosso país”), que não nos faz a menor falta.

Compreendo que há a necessidade de se fazer negócios com o exterior. E que os espanhóis compõem um mercado e tanto para segmentos que vão do turismo à construção civil. E que consultores de empresas locais estão de olho, muito justa, legítima e apropriadamente, nesse nicho.

Mas é preciso crítica. É preciso respeito às leis. É preciso não se encantar com qualquer preço.

O Brasil (“especialmente o Ceará”, recorro novamente a você) já errou muito nessa seara. A Praia de Iracema é exemplo de degradação social e cultural e de venda e consumo de drogas, assim como Canoa Quebrada. E aí sim, entra a necessidade de uma “guerra do turismo”. Os turistas sexuais que lotam a Beira-Mar são outra referência negativa, passeando sob as barbas de nossas autoridades de mãos dadas com meninas miseráveis de 12, 13 anos. A CPI do Turismo Sexual instituída pela Câmara Municipal de Fortaleza, que teve como relatora a então vereadora Luizianne Lins (PT), hoje prefeita da cidade, levantou fartas provas e depoimentos de casos do gênero, todos de óbvia gravidade.

(Só para ilustrar, para lembrar que há uma série de opiniões diveras sobre esse mesmo tema, reproduzo aqui palavras de Luizianne, recém-eleita prefeita, em debate no Centro Industrial do Ceará, em 26 de outubro de 2004 – e observo que concordo com cada uma delas: “Temos todo o interesse que o turismo dê certo, agora um turismo em altíssimo nível, que valorize o povo, valorize os nossos valores e que, também, seja incluído dentro de uma perspectiva do povo. A gente não faz só cidade pra turista, a gente faz cidade para o povo viver! E aí, conseqüentemente, porque eu digo muito: o que faz a diferença no turismo é o turismo da diferença. Não é um resort que você constrói numa praia, que você acaba, destrói tudo, tira a comunidade, larga tudo, constrói um resort. Porque esses resorts qualquer turista encontra em qualquer lugar do mundo! A tecnologia permite que ele construa do que quiser, e você perde até a noção espacial de onde você está”.)

Não se deve confundir auto-estima com xenofobia inconseqüente. Deve-se, na verdade, trabalhar por um turismo conseqüente, saudável, capaz de gerar riquezas e não de explorar a pobreza, que permita o intercâmbio cultural, que fomente bons empreendimentos.

Dou-me o direito, caro Xico, de não rever minha opinião. Você também tem, é claro, o direito de manter a sua.

16:34 · 21.03.2008 / atualizado às 16:34 · 21.03.2008 por
21:08 · 20.03.2008 / atualizado às 21:08 · 20.03.2008 por

ciro.jpgEstá hoje em blogs, sites e portais. E estará amanhã impresso nas páginas dos jornais: o deputado federal Ciro Gomes tenta intermediar um acerto eleitoral entre PT e PSDB em Minas Gerais.

Ciro não é do PT. Nem é do PSDB. Muito menos do PRB e do PMDB, partidos que estão no entorno dessa pretendida união dizendo-se “incomodados”. Ciro é do PSB. Ele também não é mineiro. Embora nascido em Pindamonhangaba (SP), é cearense desde meninote.

O que move seus interesses, então?

Como 2010 é uma obviedade, não vou nem responder.