Roberto Moreira

Categoria: Acidente


14:35 · 11.02.2019 / atualizado às 14:35 · 11.02.2019 por

Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronáutica, abriram investigação sobre a queda de helicóptero que que matou o jornalista Ricardo Boechat e o piloto do helicóptero, Ronaldo Quattrucci, nesta segunda-feira (11).

Segundo o órgão, agentes do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV) vão coletar dados, como “fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir relatos de pessoas que possam ter observado a sequência de eventos”.

O objetivo da investigação do Cenipa é “prevenir que novos acidentes com as mesmas características ocorram”.

O helicóptero saiu de Campinas, no interior do estado, onde Boechat participou nesta manhã de um evento, e seguia em direção à sede do Grupo Bandeirantes, no Morumbi, Zona Sul . A queda ocorreu na rodovia Anhanguera, junto ao Rodoanel: a aeronave bateu na parte dianteira de um caminhão que transitava pela via.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave, um Bell Helicopter prefixo PT-HPG, estava em situação regular.

“De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave estava com o Certificado de Aeronavegabilidade válido, bem como a Inspeção Anual de Manutenção, ou seja, em situação regular”, diz nota da Anac.

Fonte: G1

11:23 · 02.02.2019 / atualizado às 11:23 · 02.02.2019 por

O plano de emergência da Vale da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), previa que o refeitório dos funcionários poderia ser atingido pela onda de lama em até um minuto, em caso de ruptura da estrutura de rejeitos. O local foi um dos primeiros a ser atingido após o colapso da barragem.

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, a Vale já sabia do rompimento da estrutura que a eventual tragédia poderia destruir, além do refeitório, a parte administrativa da empresa, e que os rejeitos poderiam alcançar até 65 quilômetros do ponto do acidente.

No Plano de Ações Emergenciais da barragem, a Vale simulou possíveis danos de um eventual desastre envolvendo a estrutura do Córrego do Feijão. Segundo a Folha de S. Paulo, no plano da empresa havia seis sirenes instaladas no entorno do complexo da mina, fora da área a ser inundada, e que soariam em caso de acidente.

Na hora da ruptura na última sexta-feira (25), no entanto, nenhuma sirene soou. Segundo o presidente da Vale, Fábio Schvartsman, os equipamentos de alerta não tocaram porque foram engolidos pelo mar de lama.

Nesta sexta-feira (1º), a Vale afirmou que todas as suas barragens possuem plano de emergência com base em estudos técnicos em hipotéticos cenários de colapso.

De acordo com a empresa, o plano da barragem próxima a Brumadinho foi protocolada na prefeitura da cidade, e nas defesas civis municipal, estadual e federal entre julho e setembro de 2018.

07:56 · 01.02.2019 / atualizado às 07:56 · 01.02.2019 por

Mais R$ 800 milhões foram bloqueados nas contas da Vale, para assegurar pagamentos e indenizações trabalhistas. Com isso, o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Minas Gerais já conseguiu assegurar um total de R$ 1,6 bilhão, que vão dar efetividade a resultados de ações e acordos extrajudiciais.

De acordo com o professor de Direito da UDF, Ricardo José Macedo de Brito Pereira, esses valores servirão para garantir a reparação dos danos às pessoas atingidas.

“As notícias relacionadas ao bloqueio de valores, tanto na justiça comum como na justiça do trabalho, não tem por objetivo o pagamento imediato da quantia, e sim assegurar que, quando haja a condenação em relação às vítimas da tragédia ocorrida em Minas Gerais, que tenham valores suficientes para fazer esses pagamentos.”

Segundo o órgão, também foram impostas à mineradora obrigações como arcar com custos de sepultamento e a manutenção de pagamentos de salários a trabalhadores vivos e familiares de mortos e desaparecidos, além da entrega de documentos considerados fundamentais para a instrução do inquérito e apuração das condições de segurança na mina.

Nesta quinta-feira (31), a mineradora deu início ao cadastro de pessoas que têm parentes mortos ou desaparecidos. De acordo com a empresa, serão doados às famílias R$ 100 mil por pessoa desaparecida ou morta, sendo que apenas um representante por família poderá se registrar para receber o valor.

Vão ser priorizados, inicialmente, os responsáveis legais por filhos menores de idade, seguidos de cônjuges ou companheiros em regime de união estável, descendentes e, por último, ascendentes.

A Vale informou que, no ato do registro, vai ser preciso apresentar a documentação que comprove o vínculo familiar e dados pessoais originais e atualizados, como nome completo, RG, CPF, data de nascimento, endereço completo, e-mail, telefone e dados bancários.

10:02 · 30.01.2019 / atualizado às 10:02 · 30.01.2019 por

A mineradora Vale teria ocultado informações que apontavam falhas nas estruturas de segurança da barragem que se rompeu, na última sexta-feira (25), na cidade mineira de Brumadinho.

A Informação foi revelada pelo jornal “O Tempo”, de Belo Horizonte. Segundo a publicação, no documento de ‘Estudo de Impacto Ambiental’,
apresentado ao governo de Minas Gerais, em 2017, a empresa não deu detalhes sobre os problemas apontados em parecer anterior, de 2015, que buscava a manutenção da mina de Jangada, parte do complexo do feijão, que se rompeu.

Segundo as observações realizadas por uma consultoria contratada pela Vale, os equipamentos que mediam a quantidade de água na barragem, mantendo a estabilidade da estrutura, apresentava danos. Os drenos que retiravam a água da estrutura também não funcionavam de maneira plena.

Apesar dos indícios, a auditoria, na época, aprovou os documentos, homologando as condições da estrutura. O relatório, no entanto, apontava que reparos deveriam ser feitos logo após a identificação.

Nos documentos entregues em 2017 não havia menção sobre as condições desses equipamentos.

De acordo com a última atualização realizada pelas autoridades mineiras, 84 mortes já foram confirmadas com a identificação de 42 vítimas. Outras 276 pessoas seguem desaparecidas.

09:19 · 29.01.2019 / atualizado às 09:19 · 29.01.2019 por

Mais de 1.500 famílias de Brumadinho, que estão inscritas no Bolsa Família, vão poder antecipar o pagamento do Bolsa Família. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Cidadania.

Segundo o ministro da pasta, Osmar Terra, o governo quer implantar medidas adicionais de apoio à população local, incluindo a antecipação do pagamento do Benefício de Prestação Continuada, o BPC, que deve ser anunciada em breve.

Além disso, o prazo para que as famílias atualizem seus dados junto à administração municipal do programa Bolsa Família vai ser prorrogado por 60 dias. Tudo isso para que os moradores da cidade mineira não fiquem com o pagamento prejudicado. Normalmente, quem deixa de atualizar o cadastro tem o repasse cortado.

Quem perdeu o cartão do programa ou os documentos na tragédia vai poder fazer o saque por meio de uma guia de pagamento, que deverá ser retirada com os gestores municipais do programa.

Ao ser questionado sobre se existe a possibilidade de o Exército brasileiro ajudar nas buscas de vítimas, o porta-voz da Presidência da República, general Rego Barros, disse que os militares já estão prontos para atuar no local.

“O Exército já está pronto desde sexta-feira à noite, quase que imediatamente após o acidente. Há protocolos, que nós chamamos de prontidão, das Forças Armadas, que permitem antecipar o retorno de militares, mesmo cortando férias, para que esses militares se ponham à disposição para uma ação. Resta ao governo do Estado de Minas Gerais, se assim lhe parecer adequado, fazer a requisição.”

De acordo com o último boletim divulgado pela Defesa Civil de Minas Gerais, até o momento, foram registradas 65 mortes, sendo que 31 corpos foram identificados.

16:47 · 28.01.2019 / atualizado às 16:47 · 28.01.2019 por

O desastre ambiental que ocorreu em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte, na última sexta-feira (25), provocou comoção em todos os brasileiros. A tragédia imediatamente sensibilizou milhões de pessoas, dispostas a ajudar as vítimas por meio de doações.

Isso, porém, não impede a atuação de bandidos que tentam se aproveitar da situação. A Polícia Militar (PM) e o Ministério Público de Minas Gerais, por meio de declarações à imprensa e postagens nas redes sociais, alertam aos brasileiros que nenhuma conta bancária foi aberta com o objetivo de recolher doações em dinheiro. As autoridades ressaltam que é falso qualquer tipo de mensagem neste sentido.

O Ministério Público de Minas Gerais pediu, por meio de postagem no Twitter, a colaboração de todos os brasileiros para que fossem denunciadas postagens e notícias que pedem doações em dinheiro às vítimas do desastre em Brumadinho. A ação, que configura estelionato, é tratada como crime digital pelo governo de Minas Gerais.

10:14 · 27.01.2019 / atualizado às 10:14 · 27.01.2019 por

Após o rompimento de uma barragem da Vale, em Brumandinho, Minas Gerais, no início da tarde de sexta-feira (25), bombeiros continuam as buscas por vítimas neste sábado (26).

De acordo com a Vale, uma barragem rompeu e fez outra transbordar na região de Mina Feijão. O ocorrido fez com que um mar de lama destruísse casas e inundasse a região próxima à barragem. Rejeitos atingiram a área administrativa da companhia e parte da comunidade de Vila Ferteco. O acesso a Brumadinho pela rodovia BR-040 está bloqueado.

Por conta da tragédia, o presidente Jair Bolsonaro esteve em Belo Horizonte na manhã deste sábado (26) e sobrevoou de helicóptero a região atingida para “tomar as medidas cabíveis”. Já na sexta-feira, o governo criou um “gabinete de crise” para tentar organizar suas ações e mobilizar todas as áreas necessárias para amenizar os impactos do desastre.

Bolsonaro também assinou um decreto que cria o Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastre para atuar no acontecido. O documento foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), afirmou em uma entrevista na faculdade Asas de Brumadinho, que as chances de resgatar pessoas com vida é mínima. O governador chegou a considerar a possibilidade de somente corpos serem resgatados do desastre. Além disso, Zema demonstrou preocupação com o acompanhamento do estado da barragem, afirmando que, caso chovesse na região, a lama poderia se mover ainda mais.

No fim da noite de sexta, a Justiça de MG determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão nas contas da Vale. Segundo decisão liminar do juiz Renan Chaves Carreira Machado, o bloqueio atende a um pedido do governo do estado de Minas para “imediato e efetivo amparo às vítimas e redução das consequências” do desastre.

Entre outras medidas, a mineradora também fica obrigada a apresentar um relatório sobre as medidas já tomadas de ajuda às vítimas em até 48 horas.

Até fechamento desta matéria, o números de desaparecidos já passava de 350 e pelo menos 9 mortes já haviam sido confirmadas. De acordo com os bombeiros que atuam na região, a lama ainda não está assentada e pode se mover, o que torna o trabalho de resgate das vítimas muito delicado.

17:00 · 25.01.2019 / atualizado às 17:00 · 25.01.2019 por

Uma barragem da mineradora Vale rompeu na manhã desta sexta-feira (25) no município de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros foram acionados e enviaram equipes para o local.

O acidente foi na altura do quilômetro 50 da rodovia MG-040, na região do córrego do Feijão. Fotos e relatos de moradores de Brumadinho comprovam que uma grande quantidade de lama foi despejada após o rompimento.

Em nota, a Vale confirmou o ocorrido e destacou que os rejeitos atingiram a parte administrativa da empresa e parte da comunidade da Vila Ferteco. Ainda não informações sobre o número de feridos.

Há três anos, o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco em Mariana, também em Minas Gerais, causou o maior desastre ambiental do país. Foram 19 mortos e dezenas de desabrigados.

07:49 · 23.04.2017 / atualizado às 07:49 · 23.04.2017 por


O teto da Igreja Matriz do município de Ocara desabou neste feriado de 21 de abril. Felizmente, no momento do desabamento não havia ninguém dentro da igreja, o que poderia ter resultado numa grande tragédia.

FOTO: Cleumio Pinto, do Sertão Alerta.

A igreja tem como padroeiro a Sagrada Família de Nazaré e é cuidada pelo pároco Padre Maurício Souza. No momento do incidente ele estava viajando. O fato deixou tristes os católicos que costumam frequentar o templo.

05:46 · 30.11.2016 / atualizado às 05:46 · 30.11.2016 por

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Pela lista, estavam na delegação de imprensa seis profissionais da Fox Sports (Victorino Chermont, Rodrigo Gonçalves, Davair Paschoalon (mais conhecido como Deva Pascovicci), Júnior Lilacio, Paulo Julio Clement e o ex-jogador e comentarista Mario Sergio Pontes Paiva), três da TV Globo (os repórteres Guilherme Marques e Guilherme Laars, e o repórter cinematográfico Ari Araújo Jr., que preparavam uma matéria especial para o Esporte Espetacular) e cinco da RBS em Santa Catarina – o repórter Giovane Klein Victoria, 28, há um ano e meio repórter da tevê em Chapecó; o técnico de externa Bruno Silva, 25, com quatro anos de casa; o cinegrafista Djalma Neto, com 35 anos de idade e 13 de emissora; o repórter André Podiacki, 26, do Diário Catarinense, há quase seis anos na empresa; além do repórter do GloboEsporte.com em SC Laion Espindula, 29, com 2,5 anos de empresa –, além de Gilberto Pace Thomaz, assessor de imprensa da Chapecoense desde julho de 2015.

Completam a relação seis jornalistas que atuavam na região de Chapecó, a maioria de emissoras de rádio: Fernando Schardong, Edson Ebeliny, Gelson Galiotto, Douglas Dorneles, Renan Agnolin e Jacir Biavatti – os dois últimos, respectivamente repórter e apresentador do Jornal do Meio Dia e repórter do Jornal do Meio Dia Especial, ambos da RIC TV Record, em Chapecó –, e Rafael Henzel, da Rádio Oeste Capital FM, este o único resgatado com vida. Outro radialista da região, Ivan Carlos Agnoletto, da Rádio Súper Condá, deveria ter embarcado no mesmo voo e chegou a constar na lista dos passageiros, mas desistiu de última hora por problemas com seu documento de identidade.

Em comunicado oficial, o Grupo RBS lamentou o ocorrido e divulgou um breve perfil de seus profissionais envolvidos na cobertura. “A RBS, em Santa Catarina (Grupo NC) e no Rio Grande do Sul (Grupo RBS), lamenta a triste tragédia ocorrida na Colômbia, envolvendo a Chapecoense e suas equipes de reportagem que acompanhavam a delegação. As empresas se solidarizam com as famílias e reforçam seu compromisso em oferecer toda a assistência necessária neste momento de profunda tristeza”.

A Fox Sports também confirmou a presença de seis de seus profissionais no voo: “Em meio a uma profunda tristeza e consternação pelo ocorrido, estamos atentos a todas as informações que surgem minuto a minuto, o Fox Sports se solidariza e acompanha as famílias dos nossos profissionais e colegas do FOX Sports Brasil, dos jogadores do clube Chapecoense e daqueles que perderam suas vidas nesta tragédia para a comunidade do futebol latino-americano”.

(Portal dos jornalistas)

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Jornalista com mais de 40 anos de atuação acompanha de lupa os movimentos da classe política. Crítico, ácido e atuante, o blog leva ao leitor fatos reais.

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