Roberto Moreira

Categoria: Futebol


09:51 · 15.02.2019 / atualizado às 09:51 · 15.02.2019 por

Não adianta treinador fazer discurso para afirmar que não existe time reserva. Já cansou esse papo antigo de 22 titulares.

Seria até bom que isso fosse verdade, pois só assim Ceará e Fortaleza teriam como aguentar o rojão imposto pelo imoral calendário do futebol brasileiro.

No entanto, a realidade manda dizer que os campeonato estaduais são usados apenas como tempo de treinamentos e observações por parte dos times.

E aí, tome times reservas em programações sem a menor graça e sentido.

A situação piora quando os pequenos não se prestam a papel de algum relevo, pela fragilidade de suas formações.

No jogo Ceará e Horizonte, vencido pelo alvinegro por 2 X 0, tivemos a repetição de outras partidas igualmente sem tempero.

Mesmo dominando as ações, o alvinegro, com uma formação “ alternativa”, não conseguiu furar o aglomerado defensivo adversário.

Na segunda etapa, lançou mão de Felipe Baixola e Chico, para melhorar as coisas. Construiu a vitória e ainda assim suportou vaias no final.

Nas habituais entrevistas de final de jogo, a escamoteação à serviço de justificativas inaceitáveis.

Juninho Baiano chegou a afirmar que foi um “baita” jogador.

Basta.

 

Wilton Bezerra-comentarista esportivo do Sistema Verdes Mares

 

14:01 · 13.02.2019 / atualizado às 14:03 · 13.02.2019 por

Wilton Bezerra. Comentarista esportivo do Sistema Verdes Mares

O futebol não é tão simples assim. Já sabemos, há um bom tempo, que a lógica geralmente prevalece.
Ocorre que tem a lógica de cada jogo. E, ontem, à noite, em Horizonte, o pequeno Floresta aproveitou a autossuficiência do Ferroviário e cravou 2 X 1, no primeiro tempo.
A correta atuação do Floresta apontou o resultado como a lógica dos acontecimentos dentro de campo.
Enquanto Janeudo, Enercino e Edson Cariús estavam com a cabeça no jogo contra o Corinthians, em Londrina, os jovens Zé Carlos, Erison, Renê, Marconi e Tavares fizeram a coisas acontecerem dentro de campo.
Na fase inicial, o ponto alto do jogo foi a urdidura das jogadas nos dois gols assinalados por Renê e Erison para o Floresta.
E não me venham com a conversa de que houve falha de marcação. Houve, sim, méritos de quem produziu melhor.
No segundo tempo, o domínio territorial do Ferroviário não foi acompanhado por boas situações de gol.
O Floresta bloqueou e apostou na pressa improdutiva do adversário.
MarceloVilar ainda buscou, alento fazendo entrar Kal, Isac e Cairo. O efeito esperado passou foi longe.

Que coisa !

08:10 · 11.02.2019 / atualizado às 08:10 · 11.02.2019 por

Wilton Bezerra. Comentarista esportivo do Sistema Verdes Mares

Embora reclamando do clima e do campo de jogo, o Fortaleza não encontrou problemas para impor 1 X 0 ao Guarany, em Sobral.

Ficou barato pelo domínio pleno do tricolor do Pici. Ao atacar constantemente, o Fortaleza marcou o Guarany, que não encontrou rotas de fuga para reagir.

Como eu digo sempre: agredir o adversário é, também, um ato de marcar. Além disso, o Cacique do Vale foi atabalhoado ao se defender, a partir do goleiro Jonathan.

Os dois atacantes, Alexsandro e Valdson, isolados ficaram pela falta de um meio-campo capaz de construir jogadas.

Depois do gol de Éderson, o tricolor enfilerou oportunidades desperdiçadas e teve até bola na trave do arco sobralense.

A marcação avançada permitiu que Paulo Roberto surgisse de maneira destacada, como armador de jogadas.

Marlon ficou mais à frente, caindo pela direita, e Edinho na esquerda.

Quem não repetiu as boas atuações do últimos jogos foi Jr. Santos.

A segunda etapa teve futebol enroscado. O Fortaleza poderia ter ampliado o marcador, quando o Guarany quis sair de qualquer jeito e deu espaços nas costas da zaga.

Quase que paga por isso, quando Alexsandro, já nos descontos, chutou fraco para Felipe Alves defender.

As observações continuam sendo feitas por Rogério Ceni. Sem maiores embaraços quando se trata de campeonato estadual.

15:13 · 10.02.2019 / atualizado às 15:13 · 10.02.2019 por

Entre grossas camadas de objetividade, o futebol carrega, também, outras tantas e imprescindíveis de subjetividade.

É exatamente por isso que sua análise exige várias angulações. O futebol é imprevisível muito por ser coletivo, embora permita histórias individuais. Revela a personalidade de quem o pratica – individualista ou altruísta.

Afirmei que tem caráter entrópico e muitos entenderam outra coisa. Entrópico porque indica quantidade de desordem num sistema.
Às vezes, o que aparenta egoísmo realiza o que se objetiva – a mudança do placar.

O certo e o errado se misturam. O drible, por exemplo, pode ser interpretado como tentativa de humilhar ou reafirmação de talento.

E ainda dizem que o futebol não comporta grandes complexidades.

Enfim, falar sobre futebol exige que penetremos no interior da pedra, em vez de descrever apenas a sua superfície.

Observações, talvez úteis, para quem comenta futebol.

 

Wilton Bezerra-comentarista esportivo do Sistema Verdes Mares

09:12 · 10.02.2019 / atualizado às 09:12 · 10.02.2019 por

O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, declarou que o incêndio no Centro de Treinamento do Ninho do Urubu, que matou 10 pessoas e deixou três feridos, foi a maior tragédia da história do clube. Em pronunciamento no local da tragédia nesta sexta-feira (8), o dirigente afirmou que o mais importante, agora, é se dedicar às famílias.

“Estamos todos consternados! Essa é certamente a maior tragédia pela qual esse clube já passou nos últimos 123 anos, com a perda dessas 10 pessoas. Eu acho que o mais importante agora é a gente se dedicar a tentar minimizar o sofrimento e a dor dessas famílias, que certamente estão sofrendo muito e o Flamengo está cuidando disso e não vai poupar esforços para tentar fazer com que isso seja minimizado ao máximo. O Flamengo também está colaborando com as autoridades para que a causa desses acidentes, desse incêndio, possa ser apurada e ninguém mais do que nós tem mais interesse para que isso ocorra. E queria dizer que todos nós aqui do clube estamos de luto. É uma tristeza enorme que a gente está sentindo.”

Nas redes sociais, Abel Braga, técnico do Flamengo, lamentou os sonhos interrompidos dos jovens que tinham entre 14 e 17 anos. Ele se solidarizou com as famílias e relembrou a dor sentida com a morte do filho João Pedro, de 18 anos, em 2017.

“Nós acordamos com a cidade sem clube, sem time e uma solidariedade muito, muito grande para com esses meninos e para com o Clube de Regatas Flamengo. Uma dor enorme porque ao chegarmos ou ao sairmos dos treinamentos todos os dias, nós víamos aquele sorriso daqueles meninos tirando foto comigo, com os atletas e aí é como se eles estivessem começando um sonho, que lamentavelmente foi interrompido. Condolências, sentimentos e dor. Eu sei exatamente o que é isso.”

O Centro de Treinamento do Ninho do Urubu pegou fogo na madrugada desta sexta-feira (8). O Corpo de Bombeiros recebeu a primeira ligação às 5h17 e chegou ao local com integrantes de dois batalhões para controlar o incêndio. Segundo nota divulgada pela Prefeitura do Rio, o local atingido pelas chamas consta como área não edificada no último projeto licenciado, em abril ano passado. Ainda segundo a Prefeitura, não há registros de novo pedido de licenciamento para uso de dormitórios no Ninho do Urubu. A atual licença do CT tem validade até oito de março deste ano.

Após a tragédia, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro optou por adiar as duas partidas que definiriam os finalistas do primeiro turno do estadual. Antes mesmo da decisão oficial da FERJ, os quatro clubes envolvidos já haviam declarado, por meio de postagens em suas redes sociais, que não achavam adequada a realização das partidas.

A morte dos garotos do Ninho também comoveu os atletas do time de basquete do Flamengo. Os jogadores que participariam do Jogo das Estrelas neste fim de semana, em Franca, decidiram não participar da partida festiva do Novo Basquete Brasil (NBB).

08:24 · 08.02.2019 / atualizado às 08:24 · 08.02.2019 por

Quem imaginou o Ferroviário como presa fácil para Corinthians perdeu no bolão.

O time cearense jogou foi para ganhar e não digeriu bem o empate de 2 X 2.

Marcou bem, bloqueou no meio-campo, a tal ponto que os corintianos Ralf, Sornoza e Jadson não criaram nem confusão.

Manobrando pelo lado esquerdo, com Fernandes e dialogando com Enercino, o meia Janeudo fez uma grande partida.
Armou e atacou, com igual eficiência.
Que pesadelo para Fagner.

Para completar, uma atuação iluminada de Edson Cariús. Dois gols marcados em uma finalização espetacular para defesa de Cássio, além de infernizar a vida dos zagueiros Henrique e Manoel.

Apesar dos mais de 60% de posse de bola, paradoxalmente, quem sofreu foi Corinthians, pela forma como o Ferroviário agiu.

Depois da captura da bola, o time cearense foi imperturbável para organizar o seu jogo e controlar as ações.

Dois fatos favoráveis ao Corinthians: ter um centroavante como Gustavo e Cleibson, e o goleiro coral, ter falhado no primeiro gol.

Tornando a jornada quase completa, o Ferroviário colocou o time mosqueteiro contra a parede nos 15 minutos finais.

Foi um sufoco que não estava na prancheta do Carile.

Bem que o Ferroviário mereceu continuar na Copa do Brasil..

Comparem as coisas, para chegar fácil a essa conclusão.

Wilton Bezerra-Comentarista esportivo do Sistema Verdes Mares

09:22 · 04.02.2019 / atualizado às 09:22 · 04.02.2019 por

Wilton Bezerra. Comentarista esportivo do Sistema Verdes Mares

Viajantes, geralmente vendedores de produtos de laboratórios, tinham muitas regalias quando trabalhavam no interior do Estado.
Isso há meio século atrás. Hoje, os negócios são tocados de forma diferente e esses representantes, em razão de medidas econômicas, praticamente desapareceram.
Me lembro bem que, por serem novidade nos lugares, gozavam da hospitalidade dos habitantes e faziam o maior sucesso com o mulherio.
Certas beldades só queriam papo com aqueles que chegavam e saiam rápido da cidade. Tinham privilégios por serem de fora e isso até provocava ciúmes dos nativos.
No futebol brasileiro, acontece uma coisa semelhante. Se costuma incensar treinadores ou jogadores pelo fato de serem estrangeiros, ou por serem, digamos, viajantes.
Não precisa vir da Europa. Sendo de um país da América do Sul preenche os “requisitos” exigidos.
Reforçando o resultadismo em prejuízo da qualidade, a mídia esportiva colonizada incensa, a mais da conta, a presença do argentino Jorge Sampaoli, hoje, à frente do Santos.
Não discuto a sua competência, já provada em várias ocasiões. Me refiro ao exagero que levou um jornalista a perguntar ao argentino, depois de quatro resultados positivos do time peixeiro, se ele pretendia revolucionar o futebol brasileiro.
Sim, quatro bons resultados como indícios de uma revolução tática extraordinária. Sampaoli, tranquilamente, respondeu que não se julgava capaz de realizar nenhuma revolução no futebol brasileiro, e só tinha como objetivo fazer o Santos jogar bem.

Para um açodado bajulador, a resposta deu um freio na sua condição de adorador do resultadismo imbecil que faz morada no futebol.

Hoje, o Santos de Sampaoli levou uma sapatada do Ituano, por 5 X 1. Pelo resultado, tudo indica que a revolução sugerida pelo cronista foi para o espaço.
Sem incenso, tá? Os viajantes vão entender.
06:23 · 03.02.2019 / atualizado às 06:23 · 03.02.2019 por

Wilton Bezerra-comentarista esportivo do Sistema Verdes Mares

No futebol, um time pode perder para ele próprio. Isso ocorre quando um cipoal de complicações é produzido em benefício do adversário.

Claro que o contendor tem que sorrir e agradecer. Na partida, em João Pessoa, o Fortaleza jogou contra o patrimônio pelo acúmulo de erros cometidos, a partir do goleiro Boeck. Uma sucessão de erros em saídas de bola e troca de passes entre defensores,

O Fortaleza tirou Marlon e Felipe do meio-campo e colocou dois novos contratados – Gabriel Dias e Romero.
Os dois não foram bem e só quem produziu algo foi Paulo Roberto.

A desconexão com o ataque colocou as responsabilidades nas costas de Júnior Santos, responsável pelo lance mais espetacular do jogo, quando pegou, de cabeça, um escanteio cobrado por Éderson. Saulo, goleiro do Botafogo foi sensacional.

Os dois times, sem a bola, voltavam para marcar o que tirava espaços, para um jogo com melhor desenvoltura.

Para o segundo tempo, Rogério Ceni fez entrar Edinho e Marlon e tirou Romarinho e Romero. Melhorou a produção, mas criou outro tipo de problema: o desperdício.

Júnior Santos, a melhor figura tricolor, em jogadas de velocidade, colocou Gabriel Dias, Edinho e Derlei em condições de marcar. Ele próprio perdeu o dele, depois de driblar dois adversários.

Diante das “ofertas” da tarde, o Botafogo fez duas alterações, com as entradas de Pitbul e Paulo André, e encarou a parada de forma mais corajosa.

Quase no fim, Boeck largou a bola numa cobrança de falta e Paulo André marcou.

Fim dos trabalhos.

Uma coisa é certa: Rogério Ceni vai ter muito trabalho para afinar o conjunto.

14:42 · 31.01.2019 / atualizado às 14:42 · 31.01.2019 por

Botar a mão na taça e conquistar o direito de disputar a Copa do Brasil não foi pouca coisa para um time estreante no campeonato estadual.

Com uma campanha irretocável na primeira fase do cearense, o Barbalha, ao empatar com o Ferroviário em 1 X 1, comemorou essas conquistas.

Apesar de colocar em campo uma formação reserva, a equipe da Barra não deu moleza.

Já o Barbalha, até pelo seu estilo de jogo, colocou o coração da ponta da chuteira.

A boa qualidade de futebol não permeou a partida. Rispidez na disputa e um sem número de passes errados não combinaram com a boa expectativa em torno do jogo.

Os barbalhenses, mais fustigados no primeiro tempo, tiveram as melhores oportunidades com Rael e Tiaguinho.

Na segunda fase, pode-se admitir que os gols marcados redimiram um jogo truncado e de correria.

Num bem urdido contra-ataque, o Ferroviário abriu a contagem com Isaac, aos 39 minutos.

O empate do Barbalha veio cinco minutos depois, com uma bicicleta monumental do artilheiro Bruno Paraiba.
Vendo o lance, Cristiano Ronaldo ficaria com inveja

É aquela sentença: só a beleza salvará o mundo.

O Barbalha mereceu.

Wilton Bezerra-comentarista esportivo do Sistema Verdes Mares

08:41 · 29.01.2019 / atualizado às 08:41 · 29.01.2019 por

Wilton Bezerra-comentarista esportivo do Sistema Verdes Mares

O CSA, adversário do Fortaleza pela Copa do Nordeste, teve problemas para chegar à nossa capital. Dentro de campo, criou problemas para o Tricolor, agarrando-se a um sistema fechado, para não perder.

Ataque do Fortaleza contra defesa do CSA. Entenda-se defesa o time todo no próprio campo, atrás da linha da bola.
Para romper a barragem, Rogério Ceni escalou dois centroavantes, nenhum de referência.

Primeiro, Jr. Santos e, depois, Pedro Jr.
Velocistas, os dois se enroscaram com a falta de espaço.

Edinho, que podia ter sido essencial para o desmonte do sistema adversário, jogou bem os primeiros minutos iniciais e cansou. Éderson, sem função, totalmente perdido. Os alas, Tinga e Carlinhos, eram marcados a partir dos extremas do CSA.

Restou Marlon, que rendeu quando deslocado, na segunda etapa, para o lado esquerdo. Estranho que, nesse momento, Rogério Ceni fez entrar Mateus Alessandro em seu lugar.

Esse Mateus, jogando 12 minutos, mostrou que podia ter ajudado, entrando mais cedo.

Situação de gol mesmo só com Éderson no segundo tempo, pegando uma sobra de bola.

De resto, muito marasmo e um O X O chato. Justificativa: falta de entrosamento e melhor condição física.

Todo ano, é assim.

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Roberto Moreira

Jornalista com mais de 40 anos de atuação acompanha de lupa os movimentos da classe política. Crítico, ácido e atuante, o blog leva ao leitor fatos reais.

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