Roberto Moreira

Categoria: Futebol


12:19 · 20.11.2018 / atualizado às 12:19 · 20.11.2018 por


Na fuga do rebaixamento, um pontinho é moeda de valor.

Debaixo de chuva e com o gramado do Maracanã encharcado, não foi possível ao Ceará ir além do empate, em 0 a 0 com o Fluminense.

Surpreendeu o fato de Artur ter sido poupado (entrou no segundo tempo), como também a entrada de Juninho Baiano, no posto de Edinho.

Juninho fez uma boa partida e Artur deu mais força ao ataque quando entrou.

O tricolor carioca teve mais apreço pela bola no primeiro tempo e o Ceará marcou muito embaixo.

Mas, o lance merecedor  do gol ocorreu na cobrança de falta por Juninho Baiano, em que o goleiro Júlio César fez uma defesa espetacular.

O Fluminense tinha uma jogada forte pela esquerda, com Airton Lucas e Everaldo.

No mais, só fez fumaça.

Na etapa final, o alvinegro encontrou forças para ser mais impositivo que o adversário.

De novo com Juninho Baiano, em duas finalizações (uma de falta) o Ceará quase marca.

A entrada de Mateus Alexandre, no Flu, foi a única mexida positiva. Ele botou Éverson para trabalhar numa jogada.

Com aquele campo, passes errados e muito chutão só podia dar O X O.
Wilton Bezerra-Comentarista esportivo do Sistema Verdes Mares

09:00 · 18.11.2018 / atualizado às 09:00 · 18.11.2018 por

Wilton Bezerra-comentarista esportivo do Sistema Verdes Mares

Acompanhei, ontem, a vitória do Corinthians sobre o Vasco, por 1 a 0, no Itaquerão, confesso que  abateu-se sobre mim uma baita melancolia.

Os adversários, integrantes da nobreza do futebol brasileiro, perderam em tão pouco tempo a condição de entes que arrebatavam os seus torcedores.

Os times se agarraram ao precário futebol que jogam, procurando fugir de um vergonhoso rebaixamento.

A equipe corintiana marcou um gol e passou a adotar o futebol apequenado, que é a cara do seu treinador Jair Ventura.

O Vasco da Gama, antes o lendário “Expresso da Vitória, é hoje uma caricatura. Desprezou até a tradicional faixa em sua camisa, em mais uma repaginação do uniforme. A colina está sem gigante. 

Também, pudera. Nero, o que incendiou Roma, comparado a Eurico Miranda e Andrés Sanches, virou apenas um afetuoso apelido de cachorro.

Triste.

13:16 · 17.11.2018 / atualizado às 13:16 · 17.11.2018 por


Houve, sim. Conversa da Globo com a CBF no sentido de repensar e reduzir o tempo de disputa dos campeonatos estaduais.

Quem vazou a informação,foi o dirigente do Atlético-PR, Mário Celso Petraglia.

O suficiente para uma reação por parte das federações estaduais, gerando até a formação de um grupo de trabalho por parte da CBF para tratar do assunto.

Mesmo com barreiras contratuais e políticas (leia-se interesses das federações), a Globo demonstrou desinteresse pelos campeonatos estaduais e, no mínimo, quer mudanças. Isto é, propõe reduzir o tempo atual de três meses da competição.

O grupo de trabalho da CBF sugere uma fórmula única para tornar os estaduais mais atrativos.
Não se sabe que fórmula é essa.

Segundo o presidente da Federação do Rio Grande do Sul, Francisco Noveleto, garantidos, mesmo, só os certames de 2019.

Esses são os primeiros movimentos para matar os campeonatos estaduais, sob a alegativa de enxugar o insano calendário do futebol brasileiro.

O certo é que vem por aí o desemprego para 80% dos futebolistas em atividade no país, na maior parte do ano esportivo.

Voltaremos ao assunto.

Wilton Bezerra-comentarista esportivo do Sistema Verdes Mares

09:59 · 15.11.2018 / atualizado às 09:59 · 15.11.2018 por

Na vitória de 2 a 1 diante do Ceará, na Fonte Nova, o Bahia teve o controle do jogo durante as duas etapas da partida. Se contra o Internacional, domingo passado, o alvinegro propôs o jogo e poderia ter saído com a vitória, diante do tricolor da Boa Terra mereceu perder. Já o Bahia, jogou uma partida além do combinado. Marcou no campo adversário, combatendo quem conduzia a bola e chegou ao ataque com o maior número de jogadores. Os volantes Élton e Gregore se posicionaram sempre na intermediária do Ceará Até parece que o gol de Calison, aos sete minutos, balizou o comportamento do alvinegro. Na defensiva para sofrer, permitiu ao Bahia o empate na fase inicial. Só teve dois movimentos – retomar a bola e perdê-la seguidamente. Tentando sair na rebatida, ou chutão, não se organizou para contra-atacar. Mesmo com menor intensidade no domínio na segunda etapa, o Bahia fechou a conta nos descontos, com um gol de letra de Edgar Jr. A expressão no rosto de Lisca, na entrevista coletiva, demonstrou a preocupação com a queda de rendimento do Ceará nos jogos que fez fora contra Sport e Bahia. Mais duro é querer modificar as coisas em campo, com Pedro Ken e Arnaldo. Segunda-feira tem o Fluminense, no Rio. As chances de escapar do rebaixamento estão de pé. “Reconhece a queda e não desanima” diz o samba de Paulo Vanzolini.

Wilton Bezerra- comentarista esportivo do Sistema Verdes Mares

21:31 · 13.11.2018 / atualizado às 21:31 · 13.11.2018 por
No ano de seu centenário, o Fortaleza conquistou o título mais importante do futebol cearense: a Série B do Brasileirão. É a primeira vez que um time do Nordeste traz a taça na era dos pontos corridos. As chances de termos dois clubes cearenses na Série A ano que vem mostram que o nosso futebol é, sim, de elite. Torcedor que sou, fico muito feliz em ver o nosso futebol representado em um dos campeonatos mais competitivos do mundo. Mas, como diz o bordão, nunca é só futebol! O título do Fortaleza e sua ascensão à Série A traz incrementos econômicos importantíssimos para o estado.
Para se ter uma ideia, podemos dobrar a quantidade de jogos realizados no nosso estado. Isso potencializa diretamente o comércio local e a prestação de serviços. Cada equipe que vem jogar aqui, traz também turistas do Brasil inteiro interessados em prestigiar o futebol e nossas belezas naturais.
Isso promove maior ocupação da rede hoteleira, divulga o estado a nível nacional e internacionalmente, além da nossa cultura, a receptividade do nosso povo, a gastronomia e outros elementos da cadeia turística.
O crescimento do nosso futebol movimenta também o setor de comércio. Nossas marcas ganham espaços nos uniformes dos atletas e são veiculadas com mais frequência na mídia nacional. Produtos esportivos e demais souvenirs ganham mais espaços nas lojas. Isso movimenta a indústria local, gera emprego e renda para os trabalhadores.
Estar e se manter na Série A também possibilita maior arrecadação para os clubes. O Programa Sócio-Torcedor do Fortaleza cresceu 100%, chegando à marca de 17 mil integrantes. A receita estimada é de R$ 60 milhões. Há também outros benefícios como contratos com patrocinadores e redes de TV e renda de bilheteria. É investimento vindo direto pro nosso estado.
Tudo isso sem falar no fator emocional que o esporte é capaz de proporcionar. Pesquisas apontam que o futebol gera felicidade. Quanto melhor nossas equipes se saem, mais estamos propensos a se sentir satisfeitos.
É por ser torcedor e por todas essas razões que comemoro e celebro o título da Série B, a ascensão à Série A e o Centenário do nosso Leão Fortaleza Esporte Clube!
Bora Leão!
Domingos Neto
Deputado Federal(PSD)
07:42 · 12.11.2018 / atualizado às 07:42 · 12.11.2018 por

O Ceará anda precisando de uma partida de três pontos para diminuir a aflição de sua jornada na série A.

Se não dá para comemorar o empate com o Internacional, em 1 X 1, não há razão para amaldiçoar o ponto que ganhou.

Levando um gol de saída, o alvinegro passou a ser mais impositivo no jogo e só não empatou porque Marcelo Lomba, arqueiro do Inter, não permitiu.

Foram duas finalizações de Richardson, que está jogando demais.

Claro, o Ceará deu espaços para o time gaúcho contra-atacar duas vezes.

Respondendo às injustificadas vaias da torcida, Ricardinho deixou tudo igual.

Jogo pegado e calculado.

O Inter, por ter meias de ligação com um bom toque de bola, procurou sempre esfriar o ânimo do Ceará.

A segunda etapa nos reservou um jogo interessante, diante do lá e cá proposto pelas equipes. Até quando a pernas deram.

Das modificações feitas, Lisca e Odair Hellmann poderiam ter usado Éder Luiz e Pottker mais cedo.

Num balanço empírico, pode se dizer que o placar deveria ter sido mais generoso com o Ceará.

Oportunidade, mesmo, o Inter teve com Pottker. Outras situações se deram por conta de erros de passe do Ceará.

Ricardinho, de cabeça, quase marca e, nos minutos finais do jogo, Leandro Carvalho e Cardona tiveram duas oportunidades cristalinas.

Lá estava, de novo, Marcelo Lomba no caminho do alvinegro.

É temperar o choro e seguir em frente.

 

Wilton Bezerra- Comentarista esportivo do Sistema Verdes Mares

07:19 · 11.11.2018 / atualizado às 07:19 · 11.11.2018 por
06:48 · 11.11.2018 / atualizado às 06:48 · 11.11.2018 por

Wilton Bezerra. Comentarista da TV Diário e Rádio Verdes Mares

Entre tantas conquistas, nos seus 100 anos de existência, o Fortaleza acrescentou mais um título – Campeão Brasileiro da série B.

Se a subida para a série A foi conseguida de forma antecipada, e fora de casa, com a conquista da competição não foi diferente.

Detectando a queda de condição física no empate com o CSA, Rogério Ceni surpreendeu, ao promover mudanças para enfrentar o Avaí.

Boeck, Jussani, Felipe, Dodô, Gustavo e Marcinho (usado no segundo tempo) não foram escalados.

Não que o tricolor abrisse mão de vencer o jogo, mas o impacto das alterações não foi pequeno.

Mais do que isso, o treinador modificou a forma habitual e ofensiva do time jogar, como afirmou depois do jogo.

Campo pesado, desgastes e cartões levaram preocupações para o jogo contra o Juventude, que poderia ser o decisivo na quinta-feira.

No entanto, o Fortaleza não abriu mão de um resultado positivo,fosse empate ou vitória.

A segurança do jovem goleiro Max Walef, a última linha de quatro zagueiros e a grande exibição de Derley, garantiram a segurança defensiva.

Na segunda fase, em cima do desespero do Avaí, o Leão aproveitou um contra-ataque e ganhou a parada, com o gol de Rodolfo.

A bravura, marca tradicional do Fortaleza, garantiu mais uma grande conquista.

Resultado de um alicerce bem construído, desde a subida para a série B.

Como disse em crônica passada, o Fortaleza pensa futebol e reuniu pessoas e ideias para conseguir um padrão novo de gestão.

O futebol cearense agradece.

13:48 · 08.11.2018 / atualizado às 13:48 · 08.11.2018 por

Wilton Bezerra. Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares

Entre as figuras com problemas mentais que perambulavam pelas ruas de Juazeiro do Norte, estava Tetê.

Chegou a ser goleiro e, quando com a mente mais apaziguada, declamava poesias.

A preferida era “A flauta e o sabiá”.

Nesse tempo, há 50 anos, não se falava em drogas pesadas como a cocaína.

A rapaziada fazia uso da maconha para fugir da realidade em viagens “numa boa”.

Mas, Tetê usou o bagulho em excesso e isso lhe alterou a mente.

Quando as pessoas gritavam seu nome de forma repetida, ficava “malucão” e dava piques em várias direções.

Não existe piedade humana com essas pessoas.

Em outras oportunidades, se tornava violento e assustava quem passava perto dele.

Um dia, Tetê foi preso por portar pequena quantidade de maconha para uso pessoal.

No interrogatório, o delegado jogou duro e, em voz alta para impressionar, perguntou a Tetê: “Como você adquiriu essa maconha”?

Tetê respondeu candidamente: “Seu ‘delega”, tirei numa rifa”.

Não tinha mais como continuar o interrogatório.

10:31 · 07.11.2018 / atualizado às 10:31 · 07.11.2018 por

*Wilton Bezerra. Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares *

É comum no futebol a diferença na conformação das propostas de jogo entre uma etapa e outra da partida. Aplicando-se isso ao Fortaleza e CSA de Alagoas, obtém-se ums vantagem no resumo de explicações.

No primeiro tempo, o tricolor marcou um golaço com Dodô e dedicou-se a impedir que o adversário sonhasse em se organizar ofensivamente. Conseguiu o seu intento com uma disposição enorme de trabalhar.

Não houve fartura de oportunidades para o Leão, mesmo porque os alagoanos se trancaram no seu campo. É bom que se diga: o CSA não é bobo e tem chances de subir.

O segundo tempo se iniciou com uma bela jogada de Dodô e Marcinho, que Marlon finalizou para fora. Logo após, o CSA começou a gostar do jogo e o Fortaleza acusou cansaço. A pegada mais em cima, como aconteceu no primeiro tempo, cessou.

Ceni mexeu para renovar o fôlego utilizando Derley, Éderson e Leonam. Mas, alteração com alto resultado, foi quando Berola entrou no time do CSA e fez um salseiro danado.

Hugo Cabral, outro atacante que deu trabalho à defensiva do Fortaleza, acabou marcando o gol de empate.

Feito o balanço final, o resultado foi conferido como justo.

O Fortaleza tem três jogos para fazer e só precisa de três pontos para pôr a mão na taça de campeão da série B.

Vai dar o maior pé.

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