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Categoria: Luto


20:16 · 20.06.2017 / atualizado às 20:16 · 20.06.2017 por

Morreu agora à noite, aos 84anos, o advogado Aroldo Mota. Aroldo Mota brilhava nos tribunais eleitorais do Ceará e Brasília. Ele era dono da mais importante banca de advocacia do Ceará. Entre outros, advogou para Paes de Andrade, Mauro Benevides, Tasso Jereissati e Luizianne Lins.

18:47 · 02.05.2017 / atualizado às 18:48 · 02.05.2017 por
09:40 · 02.05.2017 / atualizado às 09:40 · 02.05.2017 por

O estranho final de vida do compositor e cantor cearense Belchior poderia ter sido encerrado sem toda essa repercussão se não fosse a ação energética do secretário da Casa Civil,  Nelson Martins com apoio do governador Camilo Santana.

Nelson Martins  recebeu um telefonema na madrugada, perto do amanhecer de domingo(30/04), informando da morte  de Belchior e que a causa da morte estava  sendo investigada. Nelson Martins ligou para a Casa Militar e pediu para entrar em contato com a Casa Militar do governo do Rio Grande do Sul que confirmou a morte e imediatamente acionou a Brigada Militar que isolou a área da casa  e acionou a polícia civil que assumiu o caso. Imediatamente o governo do Ceará entrou em contato com a família e cuidou do translado do corpo,  velório e enterro. Belchior seria, sem a ação do Estado do Ceará, enterrado sem homenagens, lançado ao esquecimento.

Os músicos acusam a produção que assumiu o controle do cantor de colocá-lo no isolamento completo. “Fiz um show com ele no Rio Grande do Sul, o último que ele fez. Nem nos falamos, ele ficou isolado. Chegou, subiu no palco, cantou e entrou numa Van e foi embora”, conta Mimi Rocha que é presidente do Sindicato dos Músicos  e tocava nos shows de Belchior.

O secretário Nelson Martins contou essa versão após participar do velório de Belchior ao lado do governador Camilo Santana na noite de ontem no Dragão do Mar onde conheceram a atual companheira do cantor  de nome Edna. Nelson Martins informou que Edna teria dito que o cantor tinha parado com os shows e estava produzindo e compondo. Segundo informaram ele teria morrido por causa do rompimento da artéria aorta que fornece sangue para o coração. Belchior tinha 70 anos, era vegetariano e tinha pouco peso em relação à altura, ou seja era um homem magro.

06:11 · 02.05.2017 / atualizado às 06:11 · 02.05.2017 por

Por onde andei, Belchior sempre se perguntava?. Os amigos diziam que ele estava aprisionado, mas a que? A resposta deve surgir. Talvez seja um caso para roteiro musical ou policial. Poucas explicações, a verdade para a opção dele se tornar um recluso deve surgir. Afinal, parar um andante não é fácil parar.

Seu mundo de criação não incluía mulheres, paixões, bebidas ou drogas. Simplesmente o intelectual pensava nas transformações, no comportamento, como um rio que sofre mutações.

Belchior falava do Ceará com saudade, mas pouco aparecia, não tinha plateia, seu público estava
no sul, sua música não era digamos, para shows populares, como os da Ivete Sangalo da vida e
sim para pensadores como ele. Por isso, talvez, sua opção de morar sempre no extremo sul, longe
da sua terra, fugindo da música comercial.

Mas é isso mesmo, sua morte foi como a de um astro, dormiu e não acordou e as suspeitas estão
no ar, as investigações vão ser feitas e os corações até lá ficarão magoados, mas as mentes abertas
para um desfecho de uma vida de galo como ele apregoou.

Hoje, ao ser sepultado, seu corpo se vai, mas a poesia, as melodias, as músicas e os ares de um homem culto, genial estarão sempre no cardápio do rádio, da internet e dos cantadores de bar. Belchior vai enriquecer o subterrâneo da terra rachada do semiárido onde nasceu e fazer nascer um mundo de especulações sobre o seu real motivo de nos abandonar.

Edna de Araújo, sua mulher, ajuda a esclarecer

11:42 · 01.05.2017 / atualizado às 11:42 · 01.05.2017 por
08:00 · 01.05.2017 / atualizado às 08:00 · 01.05.2017 por
07:53 · 01.05.2017 / atualizado às 07:53 · 01.05.2017 por
07:13 · 01.05.2017 / atualizado às 07:13 · 01.05.2017 por

Hoje(30/04),o Brasil e o Ceará amanhecem mais tristes, com a perda de um dos maiores nomes da música popular brasileira. Belchior percorreu o mundo com um violão e frases fortes para falar de realidades nunca perfeitas, trazendo, a todos nós, grandes emoções. Que Deus possa dar paz e serenidade a seus familiares e a todos aqueles que, de certa forma, tiveram suas vidas tocadas pelas palavras deste grande poeta.

TASSO JEREISSATI

07:09 · 01.05.2017 / atualizado às 07:09 · 01.05.2017 por

A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará manifesta profundo pesar pela perda, registrada neste domingo, dia 30/4, de uma das personalidades mais importantes do Circo em nosso Estado, Uiara Santana, que foi chamada “ao picadeiro do Céu”, como sua neta disse em homenagem.

Integrante da terceira geração da Familia Santana, Uiara nasceu quando o circo da mãe, Zoalinde (considerada a primeira mulher no Circo no Ceará), fazia praça em Vitória de Santo Antão, uma cidade perto de Recife (PE). Das coisas que mais amava, a principal era ver as peças de teatro da mãe, para, no segundo ato, poder entrar no palco.

Servidora pública em saúde, Uiara era técnica em enfermagem, e viveu muitos anos entre os espetáculos no arame e fazendo contorcionismo. Nos últimos anos, ganhou vulto seu trabalho como uma grande guardadora da memória circense, que vivia o circo mesmo sem estar dentro dele.

Uiara era militante das artes, sindicalista e artista circense, que percorreu um longo caminho de resistência no Estado e passou para inúmeras gerações seus ensinamentos. Mesmo aposentada do picadeiro, fez de sua casa um minimuseu da História do Circo, composto por fotografias da família, livros, catálogos, recortes de jornais e até orações adaptadas à realidade circense. Nossos sentimentos aos familiares, colegas, amigos e a todo o povo cearense, que se vê órfão do talento e da alegria de Uiara.

Fabiano Piúba

Secretário da Cultura do Ceará

07:07 · 01.05.2017 / atualizado às 07:08 · 01.05.2017 por

“Talvez eu morra jovem, alguma pedra no caminho” (Belchior)
A manhã chuvosa de domingo em Fortaleza veio com a notícia da despedida de Antonio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, nosso eternamente querido e admirado Belchior. Os cearenses, que assim como os cidadãos de todo o Brasil já enfrentavam a saudade da convivência com o grande cantor, compositor, artista visual, calígrafo, pensador, agitador cultural, bom-papo Belchior, agora se veem perplexos, consternados diante dessa triste notícia, que encerra o sonho de uma volta aos palcos do autor de “Coração selvagem”, “Como nossos pais”, “Apenas um rapaz latinoamericano”, “Conheço meu lugar”, “Pequeno perfil de um cidadão comum”, “Velha roupa colorida”, “Na hora do almoço”, “Não leve flores”, “Brasileiramente linda”, “Mucuripe” (com Raimundo Fagner), “Chão sagrado” (com Rodger Rogério) e de tantas, tão belas e contundentes canções.
Jovem que nos anos 60 trocou Sobral por Fortaleza e o cobiçado curso de Medicina por uma incerta carreira musical, Belchior integrou a geração que passaria à história como o “Pessoal do Ceará”. Talvez nenhum deles tenha encontrado tão cedo o grande objetivo do artista quanto Belchior: um discurso próprio, um projeto estético original, um encontro sem igual entre forma e conteúdo, um sotaque inconfundível, porque único, nas suas canções.
O mesmo Belchior que, contam seus parceiros de geração, não soltava o violão nas rodas em que a turma se reunia para mostrar suas novas canções desenvolveu bastante cedo sua própria forma de compor. Os acordes simples acompanhados de apurado senso melódico e lírico, as letras longas, as narrativas fortes, o olhar para os personagens do dia a dia e para as lutas que fazem a história e o mundo, o discurso direto ao coração e à mente do ouvinte, ainda que como um desafio. “Eu quero é que este canto torto feito faca corte a carne de vocês”.
Com a coragem e as canções que já havia escrito na mesma Fortaleza cuja cena musical ajudava a revelar trabalhando como produtor na televisão local, Belchior seguiu o rumo do sul, da sorte, da estrada que seduz, assim como os companheiros de sonho e de som, e foi decisivo, ao vencer o Festival da TV Tupi em 1971 com “Na hora do almoço”, para que muitos deles também se animassem à “diáspora”. Em 1972, lançou “Mucuripe”, na voz do parceiro Fagner, no disco de bolso do Pasquim, música que viria a ser gravada por Elis Regina.

Por já ter gravadora, não participou diretamente do disco “Meu corpo, minha embalagem, todo gasto na viagem “, que reuniu Ednardo, Téti e Roger Rogério em 1973 e se tornou conhecido como “Pessoal do Ceará”. O primeiro disco veio em 1974. Em 1975, Rodger e Téti lançam o LP “Chão Sagrado”, tendo como faixa título a parceria entre Belchior e Rodger. Vem então o segundo disco próprio, em 1976, o clássico “Alucinação”, que, junto a novas gravações de canções suas por Elis, consolidou-o no patamar dos grandes compositores brasileiros da então nova geração.
Além de se despedir da genialidade, do lirismo e da contundência de Belchior, de sua magistral reinvenção da canção popular brasileira, capaz de levar a todas as classes sociais temas densos e profundos, também embalados em espírito crítico, irônico, transformador, o Ceará diz adeus neste domingo a um sonho cultivado por seus cidadãos: o de ver Belchior, na hora que ele julgasse acertada, retornar a nosso Estado e, quem sabe, também aos palcos e estúdios. Com a certeza de muitas e maravilhosas coisas novas pra dizer. Além da importância de sua vasta obra musical, que merece ser cada vez mais estudada, conhecida e reconhecida para além dos grandes sucessos, ficam para sempre nos corações dos cearenses o sorriso, a verve e as canções do eterno Bel. Porque viver é melhor que sonhar.

Fabiano dos Santos Piúba
Secretário da Cultura do Estado do Ceará