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Categoria: Recursos hídricos


06:47 · 03.05.2016 / atualizado às 06:53 · 03.05.2016 por

O montante foi garantido pelo Ministério da Integração Nacional e já teve aditivo publicado no Diário Oficial da União

Uma das grandes intervenções para aumentar a segurança hídrica para o Ceará ganhou novo impulso com reforço de verbas no valor de R$ 619 milhões. O montante, garantido pelo Governo Federal por meio do Ministério da Integração Nacional, foi publicado no Diário Oficial da União e vai garantir o avanço das obras do Cinturão das Águas (CAC).

O governador Camilo Santana destacou a segurança hídrica como prioridade da gestão e o apoio do Governo Federal para levar água para todo o Ceará. “Como estamos enfrentando o quinto ano seguido de chuvas abaixo da média, essa notícia das novas verbas para o Cinturão das Águas é motivo de muita alegria e esperança. Não medirei esforços para garantir água para todos os nossos irmãos e irmãs cearenses”, afirmou.

“Com esses recursos, nós podemos concluir na totalidade os 146 quilômetros do chamado Trecho 1, que vai levar água do final do Eixo Norte do Projeto de Integração do São Francisco até Nova Olinda, no Cariri”, reforçou o secretário dos Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira.

Esse primeiro trecho, além de atender às cidades do Cariri, vai levar as águas do São Francisco ao Rio Cariús, e dali ao Açude Orós. A expectativa é que a chegada das águas do São Francisco aconteça em ainda este ano. O CAC terá relevante papel na distribuição de água para boa parte do sertão cearense.

No Trecho 1, o equipamento vai beneficiar mais de um milhão de pessoas na Região do Cariri, atendendo diretamente às cidades de Jati, Brejo Santo, Porteiras, Abaiara, Missão Velha, Barbalha, Crato, Nova Olinda, Milagres, Farias Brito, Lavras da Mangabeira, Iguatu, Icó, Orós, Mauriti, Aurora, Cariús e Quixelô.

Histórico

A concepção preliminar do CAC teve origem no final dos anos 1990, no âmbito dos extensos estudos de “Inserção Regional” do Projeto de Transposição de Águas do Rio São Francisco (PTRSF) para o Nordeste Setentrional. Foi traçado um canal que praticamente circundaria os limites sul e oeste do Estado. À época, rotulou-se essa ideia de “Cordão de Água”.

Em março de 2009, a SRH contratou o “Estudo de Viabilidade Técnico-Econômica, Estudo Ambiental e Anteprojeto do Trecho Jati-Cariús” para o que, então, denominou-se de Cinturão de Águas do Ceará (CAC).

07:51 · 19.04.2016 / atualizado às 07:51 · 19.04.2016 por

Esperança de água para mais de 12 milhões de pessoas, em 390 municípios dos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, a transposição do Rio São Francisco acumula atrasos na obra e aumento dos custos durante os últimos anos.

Com o objetivo de visitar e acompanhar as obras, uma comitiva formada por parlamentares e representantes do setor produtivo viaja, nesta terça-feira (19), para Salgueiro (PE) e Jati (CE). A formação da comitiva atende a requerimento apresentado pelo deputado estadual Carlos Matos (PSDB).

Para o parlamentar, é preciso ter a segurança de que haverá a interligação entre as bacias ainda este ano. “Nós estamos no quinto ano consecutivo de seca. Se a água não chegar aos reservatórios cearenses o quanto antes, o governo precisará de um plano alternativo para evitar um colapso ainda maior de falta d’água”, avalia.

Na ocasião, parlamentares e representantes do setor produtivo vão verificar in loco a estação de bombeamento EBI-2, no eixo Norte, e os canais e barragem em construção em Jati (CE). Integram a comitiva os deputados: Carlos Matos (PSDB), Zé Ailton Brasil (PP), Fernanda Pessoa (PR), Roberto Mesquita (PSD), Moisés Braz (PT), Leonardo Pinheiro (PP) e Sérgio Aguiar (PDT). Os representantes do setor produtivo que vão integrar a comitiva são: Bessa Júnior, Carlos Prado, João Teixeira, Heitor Studart e Marcelo Quinderé.

Transposição em números

Atualmente, o empreendimento está com 84,4% da execução física concluída, segundo dados do Ministério da Integração Nacional. A obra, que tinha previsão inicial de ficar pronta em 2012, já custou R$ 9,5 bilhões aos cofres públicos (mais que o dobro do orçamento inicial – R$ 4 bilhões) e atua com 10.340 trabalhadores. A expectativa é que a obra fique pronta em 2017.

08:07 · 26.03.2016 / atualizado às 08:08 · 26.03.2016 por

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O ex-diretor do DNOCS, Cássio Borges é um dos poucos cearenses que, exaustivamente, promove debate, discussão e escreve sobre a situação dos açudes, rios, barragens e a importância da água no Nordeste.

Recentemente escreveu um artigo com o título, “Açude Castanhão: Bendito erro”. O título é a crítica à construção do açude e ao mesmo tempo ele estar servindo ao abastecimento da população cearense.

Cássio Borges, que está lançando mais um livro adiantou um capítulo no qual dedica a Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará. Segundo Cássio Borges a SRH tem 700 funcionários para vender água do DNOCS e fatura anualmente R$100 milhões. Ao mesmo tempo ele enfatiza que o DNOCS cuida de 326 barragens, sendo 62 no Ceará, 36 projetos de irrigação, gerenciamento de açudes, psicultura e perfuração de poços com apenas 1.500 servidores.

Em conversa com Cássio Borges, ele disse que durante o V Simpósio do Comitê Brasileiro de Barragens ficou indignado ao ouvir do secretário Francisco Teixeira a defesa da ampliação da barragem do Castanhão. “É um absurdo e completo desconhecimento”, disse o ex-diretor do DNOCS.