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Com alma

08:38 · 12.08.2018 / atualizado às 08:38 · 12.08.2018 por
Wilton Bezerra
Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares

 

Um time pode jogar descalço, sem camisa e chuteira.Não pode jogar é sem alma.

Essa máxima de Nelson Rodrigues, mais uma vez, se confirmou na vitória do Fortaleza sobre o Guarani de Campinas, dentro do Brinco de Ouro da Princesa, por 3 X 2. E por mais que Rogério Ceni tenha declarado, na entrevista coletiva, que não é por aí.

Com uma formação de jogadores medianos e obedientes, o time campineiro virou para o segundo tempo com o placar de 2 X 0. Bloqueou no meio campo e fechou os espaços nos lados. Teve sobras a mais em seu favor e foi justo o placar.

Mas, Rogério Ceni mexeu bem os botões e, já no primeiro tempo, saiu do 3-5-2, com a entrada de Marcinho no lugar de Adalberto.

No vestiário, resolveu que Gustavo entraria no lugar de Éderson. Mais tarde, tirou o meio campo Dodô e colocou Wilson.

O gol de Felipe foi a senha para o time partir para o improvável àquela altura – virar o placar.

A pressa na reação trouxe problemas de passes errados na hora de atacar.

Sorte que o Guarani também errou.

Quando o time paulista materializou uma proposta de equilíbrio, eis que Gustavo empatou o jogo.

O Fortaleza quis mais e foi buscar o terceiro com Marcinho.

Wilson participou bem das jogadas de dois gols – o segundo e o terceiro. Marcinho, que não fez uma boa partida, decidiu o jogo.

O Guarani prostrou-se, impotente. Bonilha, Jussani e Felipe jogaram bem, mas, as honras de maior jogador do tricolor ficaram para o incansável Tinga.

Mais líder do que nunca o Fortaleza levou sua torcida ao êxtase da realização, jogando com alma valente.

 

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